Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Já está definido o primeiro finalista da Taça de Moçambique ZAP. É União Desportiva de Songo que, esta terça-feira, venceu a Associação Desportiva de Vilankulo, por 2-1.

Entrar a marcar. Desacelerar, activar novamente o piloto ofensivo, escancarar à baliza contrária de caras com o guarda-redes e gerir um adversário partido por conta de uma viagem desgastante (ndr: a União Desportiva do Songo chegou à Beira pela madrugada de terça-feira para jogar às 15h00 do mesmo dia).

Um martírio para quem cuja única missão é jogar a bola. Songo não tem culpa, na verdade. Paskim ainda ameaçou com rasgo pela área, mas não teve critério na zona de definição. Dominguez, na ternura dos 40 anos celebrados há pouco, mostrou como se faz, assistindo soberbamente Muzaza que interpretou da melhor forma a sinfonia do mestre. Dito de outro modo: Muzaza abriu o livro aos 3′.

Rodrigues foi ao primeiro andar, fez como mandam as regras, porém Guirrugo disse não ao golo. Mas também disse que “não sou substituto de Ernani por acaso.

O que estava fácil para a União Desportiva do Songo tornou-se ser, Dominguez teve uma intervenção num lance dentro da área. O árbitro Wilson Muianga, parente pobre do jogo (não por este lance), apitou para a marca dos onze metros. Com mestria, Dayo elevou a contagem para 2-0. Sem capacidade de reacção, e muito menos pulmão para preencher a zona de tampão na intermediária, a Associação Desportiva de Vilankulo errava nos passes. Esporadicamente, partia para o ataque sem criar “frisson” na retaguarda dos “hidroeléctricos”.

Que maravilha a movimentação de Dominguez a arrastar adversários, passe de mestre para Dayo que tudo fez, menos respeitar a classe do craque que esperava pelo endossar da “pelota” para atirar a contar. Dayo não teve capacidade para convocar da inteligência e fazer o que recomendam os manuais de futebol naquelas situações. Prontos. A casa não estava cheia, mas deu para se ouvir algum murmúrio do público que não gostou do tempo do passe. “Ok”, momento não aproveitado pela União Desportiva do Songo, seguido de um “ko” de abordagem e leitura de um lance por parte do árbitro Wilson Muianga que, perto do intervalo, fez vista grossa a um lance que daria penalti à equipa de Inhambane.

Foi mesmo por isso que foi escoltado aos balneários no final da primeira parte. Quando o comboio que seguia a Tete, partindo da Beira, apitou (bem perto do Caldeirão do Chiveve há uma estação dos CFM), Betinho, cara-a-cara com Guirrugo, falhou escandalosamente aquele que seria o 2-1. Isto aos 41′ da segunda parte. Mas não eram só os seus (neste caso, treinadores e colegas de equipa) que colocavam as mãos na cabeça perante tanta falta de ratice para marcar. Songo agradeceu.

Mas quem não estava à altura do espectáculo era mesmo o árbitro. Primeiro, porque assinalou uma grande penalidade dúbia à favor da Associação Desportiva de Vilankulo (convertida por Betinho) e, depois, porque ignorou um lance que levaria Songo à marca dos onze metros. O que é certo é que, com o carrossel mágico de Dominguez, os “hidrocarbonetos” tremiam bastante. Mas, com as alterações feitas na equipa da União Desportiva do Songo, e já a pensar na final, a ADV tentou pressionar, bombardeando as bolas para área contrária, sem, no entanto, lograr os seus intentos. Songo procura, agora, salvar a época.

O adversário da final sairá do jogo Black Bulls vs Baia de Pemba, esta quinta-feira.

Ferroviário da Beira estreia-se, esta terça-feira, às 11h00, diante do JBC do Zimbabwe no Grupo B da Divisão Leste da Elite 16 de acesso à Liga Africana de Basquetebol (BAL). Os bicampeões nacionais encontram-se, desde domingo, no palco desta competição com fortes ambições de se qualificarem para a fase final da competição.

No Ellis Park, em Joanesburgo, África do Sul, o Ferroviário da Beira procura contrariar, uma vez mais, a falta de ritmo competitivo e marcar presença na maior prova de basquetebol de clubes do continente africano.

Com alguns jogos acumulados na fase de apuramento para a Liga Mozal, sem o grau de dificuldades que seria de esperar, o Ferroviário da Beira terá de encontrar a fórmula para o sucesso.

A estreia será, precisamente, esta terça-feira, às 11h00, diante do JBC do Zimbabwe, em duelo da jornada inaugural do Grupo B da Divisão Leste da Elite 16.

Depois, na quarta-feira, a equipa moçambicana irá travar argumentos, às 17h00, com o Cube Omnisports de La Police Nationale.

Já na quinta-feira, às 11h00, o Ferroviário da Beira trava argumentos com o City Oilers do Uganda.

Os bicampeões nacionais de basquetebol já mediram forças com City Oilers do Uganda e o Cube Omnisports de La Police Nationale (COSPN) do Madagáscar. Em Maio deste ano, o Ferroviário da Beira perdeu com o City Oilers do Uganda, por 96-75, em desafio inserido na quinta jornada da Conferência Nilo da Liga Africana de Basquetebol.

Em Novembro de 2022, lembre-se, os “locomotivas” do Chiveve derrotaram o Cube Omnisports de La Police Nationale (COSPN) do Madagáscar, por 84-53. O duelo contava para a segunda jornada do Grupo “B” da divisão Este de acesso à terceira edição do Basketball África League (BAL), que se disputou em Joanesburgo, África do Sul.

Para atacar esta prova, o conjunto de Luiz Lopes reforçou-se com o cabo-verdiano Michael Mendes, poste de 33 anos e 2,03 metros.
Na sua folha de serviço, o cabo-verdiano conta com passagens pelo Galitos, CAB Madeira e Sapaense.

Outrossim, os bicampeões nacionais de basquetebol contam ainda com os préstimos dos norte-americanos Will Perry e Najeal Young, jogadores que conhecem muito bem os cantos da casa.

Lembre-se que, no Grupo A da Divisão Leste, estão o Cape Town Tigers ( África do Sul), Pazi Basketball (Tanzânia), Academia da NBA em África e o quarto integrante a ser convidado pela organização do certame.

Já no Grupo A de Divisão Oeste, encontram-se as formações do FAP (Camarões), Al Ahly Benghazi ( Líbia), BC Vitinha (RD Congo) e Stade Malien (Mali).

O Grupo B da Divisão Oeste é composto pelo SLAC (Guiné), Bangui SC (República Centro Africana), FUS Rabat ( Marrocos) e ABC (Costa do Marfim).

Os Mambas perderam por 0-2 ao receberem a Argélia, em jogo da segunda jornada do grupo G de qualificação para o Campeonato do Mundo de 2026, cuja fase final vai ter lugar nos Estados Unidos de América, México e Canadá.

A selecção nacional tinha tudo para dar certo. Enfim… é mais um daqueles filmes de ficção cujo desfecho pode ser previsível. O início até foi tranquilo para os Mambas, que mostraram sinais de organização nos três sectores da equipa (defesa, meio-campo e ataque).

Destemida, a selecção da Argélia assumiu o protagonismo do jogo, ainda que não conseguisse traduzir o caul ofensivo em golos. Os argelinos sofreram uma contrariedade nos minutos iniciais do jogo com a saída, por lesão, de Aissa Mandi e Islam Slimani. Parecia que os deuses estivessem a favor do conjunto moçambicano. Boa leitura do jogo por parte dos Mambas.

Ratifo teve o golo nos pés. Rotação perfeita, remate colocado. Mandrea esteve atento evitando o pior com os punhos numa, diga-se, defesa de recurso.  Momento de controlo do jogo.

Mexer subiu uns degraus da sua área de jurisdição. Remate intenso. E a muralha que se chama Mandrea estava lá. Mais uma defesa. Ernani também quis mostrar os seus reflexos.

Malembana aborda mal o lance e o guarda-redes moçambicano evitou o pior, naquele que poderia ter sido o primeiro golo dos argelinos. Ernani volta a ser solicitado.

Num remate à meia distância, o guardião moçambicano teve de se esticar à moda “homem elástico” para, com os punhos, evitar o golo da selecção do Norte de África.

DESASTROSO
Entrada segura na segunda parte. Os Mambas num dos seus melhores momentos. Mais esclarecido e com um jogo balançado ao ataque, o combinado nacional criava e recriava. Ainda assim, parecia ser uma missão utópica trilhar o caminho para a baliza.

Jogo de inteligência da Argélia, que não se tendo mostrado uma selecção perigosa jogava, às vezes, no limite do erro dos Mambas. Perda de bola de Shaquille na zona intermediária.

Fares Chaibi surgiu no momento certo. O atacante argelino não perdoou. Intranquilos! Mambas em crise de ideias. Tudo dava errado. Enfim, momento de total descaracterização.

Recém-lançado ao jogo, Zerrouk ampliou a vantagem, em mais uma perda de bola moçambicana, desta feita de David Malembana. Se perdendo com uma bola era difícil virar a partida, com dois ficou ainda complicado. Apesar da desvantagem, os Mambas não baixaram os braços.

Chiquinho Conde lançou novas unidades em campo na expectativa de dar outra frescura ao jogo. Debalde. A história já estava escrita. Não havia mais nada para fazer. Não foi desta.

Os Mambas somam três pontos na tabela classificativa do Grupo G, fruto da vitória, na última quinta-feira, no arranque da fase de qualificação para o mundial, diante do Botswana, por 3-2.

O Tribunal  Superior de  Recurso  declarou nulas  todas as decisões tomadas na  Assembleia-Geral do Automóvel & Touring  Clube de Moçambique (ATCM)  a 20 de Novembro de 2021, em razão da inconformidade manifestada por João Salomão, em relação à decisão do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo (primeira instância).

É mais um capítulo do  braço-de-ferro entre a actual direcção do ATCM e parte  dos sócios do clube.   Depois de, no passado dia 23 de Junho,  o  Tribunal Judicial da Cidade de Maputo (TJCM) ter  notificado alguns sócios  para que cancelassem  a  Assembleia-Geral para discutir a  vida do clube, por força de uma providência cautelar interposta pela direcção do ATCM,  o  Tribunal Superior de Recurso deliberou sobre a inconformidade manifestada por  João Salomão em relação aos procedimentos que ditaram a convocatória de Assembleia-Geral em 2021.

Na sua fundamentação de inconformidade, face à decisão do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo, primeira instância,  João Salomão diz ter  alertado ao presidente de direcção  do ATCM sobre as irregularidades por si cometidas ao convocar uma Assembleia-Geral, competências que, segundo defende, são de responsabilidade do presidente do órgão.

“Ao tomar conhecimento da referida convocatória, alertou a ré da violação grave dos estatutos do ATCM, nomeadamente do seu artigo 29 no que concerne à violação das formalidades da convocação para a realização de uma Assembleia-Geral.”

Mais, João Salomão argumentou que não recebeu nenhuma carta, em 2021, a solicitar que convocasse a reunião magna.

Analisados os factos, e  em acórdão datado de 16 de Novembro, o Tribunal Superior de Recurso deliberou  em dar provimento ao recurso, revogando na totalidade a sentença do tribunal da primeira instância, declarando nulas todas as deliberações tomadas pela Assembleia-Geral do ATCM no dia 20 de Novembro.

A Assembleia-Geral de 2021 tinha decidido sobre a alteração  dos estatutos do ATCM, aumento da quota mensal e joia do clube, decisão sobre processos disciplinar contra sócios que promovem ataques públicos contra a agremiação, para além de ter discutido as contas do exercício de 2019 e 2020.

O Tribunal Superior de Recurso diz ainda que “dúvidas não restam de que o Presidente de Direcção usurpou as competências conferidas pelos estatutos (vontades dos associados) ao Presidente da Mesa da Assembleia-Geral, pelo que, competências que nunca foram postas em causa pelos associados”.

“Em relação à segunda questão, diga-se que a primeira instância, quanto ao pedido de declaração de nulidade das deliberações, por a Assembleia-Geral ter sido por quem não tem legitimidade, julgar tal pedido improcedente, alegando, dentre outras razões, que “a norma estatuária em causa, ao atribuir competência ao presidente da mesa da Assembleia-Geral para convocar, mostra-se em desconformidade com o prescrito no artigo 173,  n.º 1 e 3,  do Código Civil, devendo, por via disso, ser tida como não escrita ou ser considerada nulas, nos termos do artigo 280, conjugado com o artigo 295, ambos do Código Civil”, lê-se ainda no acórdão do Tribunal Superior de Recurso.

A primeira-dama da República, Isaura Nyusi, felicitou a equipa sénior feminino de basquetebol do Ferroviário de Maputo pela conquista, terça-feira, 14 de Novembro, do Campeonato Nacional de Basquetebol.

Numa mensagem enviada ao “O País”, Isaura Nyusi refere ter acompanhado atentamente o desenrolar da Liga Sasol 2023, considerando, por isso, que as “locomotivas” conquistaram o certame com mérito.

“Queridas atletas do Clube Ferroviário de Maputo! Seguimos atentamente a realização do Campeonato Nacional de Basquetebol, a Liga Sasol. O vosso desempenho reflectiu-se no mérito, entrega e determinação que resultou na conquista desta prova”, lê-se na nota.

Na mesma mensagem, Isaura Nyusi escreve que “queremos saudar de forma categórica e efusiva o título conquistado pelo vosso prestigiado clube. Vocês demonstraram em campo o vosso talento e determinação. Pelo desempenho revelado, vão as nossas felicitações.”

Palavra de apreço vai, outrossim, para a Liga Moçambicana de Basquetebol (LMB), agremiação que organizou a Liga Sasol. “Aproveitamos a ocasião para saudar também a organização do evento, nomeadamente a Liga Moçambicana de Basquetebol e aos parceiros, com destaque para a SASOL, que tornou possível o envolvimento da mulher moçambicana oriunda de várias províncias do nosso país para este evento. Isto nos deixa bastante satisfeitas. Bem haja o Clube Ferroviário de Maputo! Bem haja a Mulher Moçambicana desportista.”

A FIBA-África abriu uma excepção para que o campeão nacional de 2023 participasse da fase final da Liga Africana de Basquetebol  Feminino (AWBL) , o Ferroviário de Maputo anuiu. Ou seja, depois de ter anunciado a desistência da fase de qualificação que devia decorrer em Luanda, Angola, por motivos financeiros,  o Ferroviário de Maputo vai mesmo marcar presença no certame a decorrer de 11 a 19 de Dezembro, no Cairo, Egipto.

O facto foi confirmado esta quinta-feira pelo presidente do Conselho de Administração da  Empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), Francisco Agostinho Francisco Langa Júnior.

Júnior falava durante uma homenagem às campeãs nacionais de basquetebol sénior feminino (vencedoras da Liga Sasol na última terça-feira, depois de uma vitória sobre o Costa do Sol por 56-44 no jogo 2 do “play-off da final).

É o regresso do Ferroviário de Maputo a um palco que foi talismã, em 2019, depois de ter conquistado a extinta Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol com vitória apertada sobre o Interclube de Angola, por 91-90, resultado encontrado no prolongamento.

A edição de estreia da Liga Africana de Basquetebol  Feminino (AWBL) contará com a participação de 12 equipas.

De acordo com a FIBA-África, os conjuntos participantes têm a prerrogativa de  inscrever oito atletas nacionais e mais quatro estrangeiras.
Para já, oito equipas garantiram as suas vagas na prova, enquanto as restantes cinco serão encontradas no decurso das eliminatórias de acesso nas várias regiões.

O Sporting Alexandria, que venceu a edição de 2022 da Taça dos Clubes  Campeões Africanos, em Maputo, e o Al Ahly Sporting Club, serão os representantes do Egipto. Há ainda a assinalar a presença da KPA do Quénia (Autoridade Portuária), que conquistou a fase de  qualificação para o nível da zona cinco, prova disputada em Kigali, Ruanda.

Outrossim, a Overdose Up Station e  Universite Douala também garantiram  vaga na fase final do certame.

A FIBA-África escreve, no seu sítio, que  as do Primeiro de Agosto e Inter Clube  se qualificaram para o torneio sem disputar as eliminatórias da zona seis, uma vez que o Costa do Sol e o Ferroviário de Maputo (que recebeu o convite em virtude de ser campeão nacional de 2023), UNAM Phoenix (Namíbia) e UZ Sparks (Zimbawe) não terem comparecido às eliminatórias em Angola “devido a algumas razões logísticas”.

CARLOS DEZANOVE PARTICIPA NA CONVENÇÃO AFRICANA DE “MINI-BASKET.”

O treinador-adjunto do Ferroviário de Maputo, Carlos Dezanove, e a jogadora da Lázio, Crizalda Chemane, participam, de 23 a 25 de Novembro de 2023, em Dar-Es-Salaam, Tanzânia, na 5.ª edição da Convenção Africana de “mini-basket.”

Organizado pelo escritório regional da FIBA -África, com o apoio da Fundação FIBA, o evento irá contar, para além dos moçambicanos, com a participação de 400 crianças com idades compreendidas entre os 5 e 12 anos, 50 treinadores e 19 delegados de 16 países.

Carlos Dezanove e Crizalda Chemane terão a oportunidade de testemunhar um evento que tem como objectivo fundamental formar treinadores, promover o mini-básquete em África e criar uma experiência positiva e duradoura para os jovens participantes para mantê-los na comunidade do basquetebol.

“Este programa garante uma viagem emocionante e envolvente. Em linha com os princípios do basquetebol, este programa também corresponde às três estratégias principais da FIBA: expandir a comunidade FIBA, capacitar as federações nacionais e promover as mulheres no basquetebol. A

Fundação FIBA é o braço social e patrimonial da FIBA que aborda o papel do desporto, em particular do basquetebol, na sociedade, preservando e promovendo os valores e o património cultural do basquetebol. Este fórum tem como objectivo esclarecer”, lê-se no sítio da FIBA-África.
As edições anteriores tiveram lugar em Abidjan, em 2021, e em Nouakchott, em 2022, sendo que, na última, as crianças receberam ferramentas e metodologias específicas para despertar o interesse pela disciplina, ao mesmo tempo que incutiram valores importantes relacionados com o basquetebol.

O programa “Mini Basket” da Fundação FIBA é uma iniciativa global “Basketball For Good”, que visa, essencialmente, melhorar a saúde e o bem-estar de crianças dos 5 aos 12 anos e combater a inactividade física e a obesidade infantil. É um movimento de basquetebol inclusivo dirigido a rapazes e raparigas e seus encarregados de educação, utilizando aprendizagem lúdica e baseada em jogos.

A selecção nacional de futebol venceu, hoje, o Botswana, por 3-2, em jogo da primeira jornada do grupo “G” de acesso ao Mundial 2026, competição a realizar-se no Canadá, Estados Unidos e México.

Os Mambas adiantaram-se no marcador aos 14′ por intermédio de Clésio. À passagem do minuto 52, Ratifo elevou a contagem para 2-0.
Os donos da casa reagiram e, aos 74′, Molaoudi Tlhalefang reduziu a desvantagem para 2-1. Um minuto depois, Jonathan Muiomo colocou Moçambique a vencer por 3-1. Os tswanas não desistiram, tendo chegado ao segundo golo aos 85′, tento da autoria de Mogakolodi Ngele aos 85′.

Os Mambas voltam a jogar domingo, às 15h00, com a Argélia, no Estádio Nacional do Zimpeto, em jogo da segunda jornada.

Os Mambas iniciam, esta quinta-feira, diante do Botswana, mais uma etapa na corrida para o Campeonato do Mundo 2026, cuja fase final vai ter lugar nos Estados Unidos, México e Canadá.

O combinado nacional parte para esta partida com um conjunto obstinado, ainda, como se não bastasse, a viver a euforia da recente qualificação para o Campeonato Africano de Futebol (CAN).

Alia-se também o facto de a Federação Moçambicana de Futebol (FMF) já ter divulgado a tabela de premiação para esta campanha, segundo a qual, em caso de qualificação, cada jogador vai encaixar um milhão de Meticais.

A FMF fixou, igualmente, em 80 mil Meticais o prémio por vitória e 40 mil por empate. São, em si, elementos que poderão dar outro alento aos atletas, que num passado recente andaram às avessas com a federação por falta de clareza no regulamento de premiação.

Muito se disse e se escreveu em relação à preparação da selecção nacional para esta importante partida, condicionada à chegada a conta gotas dos jogadores, facto que embaraçou o plano de trabalho traçado pela equipa técnica.

O “filme” da preparação teve um início menos bom para o seleccionador nacional, Chiquinho Conde, que nos primeiros dias trabalhou apenas com seis jogadores, um número ínfimo para aquilo que estava nas suas contas.

À medida que o tempo foi passando, o número agigantou-se, tendo  a última sessão de ensaio da quarta-feira, antes do embate diante dos “tswanas”, contado com o grosso dos atletas, registando-se a ausência de apenas seis jogadores.

Os “ausentes”, que por sinal não sentiram o “cheiro” do relvado moçambicano durante todo o ciclo de preparação, juntaram-se ao grupo ao fim da tarde de quarta-feira.

Dito de outra maneira, os referidos atletas já estão à disposição do seleccionador nacional, podendo apenas efectuar um treino de reconhecimento do piso que vai acolher a partida.

Contrariedades à parte, a verdade é que os Mambas têm pela frente, esta quinta-feira, às 15 horas, em Francistown, no estádio Obed Itani Chilume, a selecção do Botswana, uma partida que, apesar de antever muitas dificuldades, o combinado nacional tem a predisposição de ganhar.

“Vamos defrontar uma selecção que teoricamente parece que somos favoritos. Ora, os jogos não se ganham em teoria, pelo que temos de provar isso dentro do campo. Vai ser um jogo fora de casa, razão pela qual antevemos que não será fácil. Ainda assim, vamos fazer a nossa parte de modo a voltarmos com um resultado positivo”, disse Lau King, atleta que volta à selecção depois de um período sabático, em que não fazia parte das escolhas de Conde.

“Estamos cientes de que vai ser um jogo difícil porque, tal como nós, o adversário está a preparar-se para ganhar. Nós estamos preparados para todo o tipo de adversidades. Só a vitória nos interessa nessa partida”, antevê Nelson Divrassone.
O seleccionador nacional conta com todo o conjunto apto, na medida em que, como disse o médico dos Mambas Raúl Cossa, o quadro clínico é estável.

Edmilson Dove, que se lesionou ao serviço da sua equipa no “derby” do Soweto diante do Orlando Pirates, constituía a única preocupação para a equipa médica. Ainda assim, dada a evolução do atleta, espera-se que o mesmo esteja em condições até ao dia do jogo.

 

“MOZ” EM VANTAGEM NO CONFRONTO DIRECTO

Esta não será a primeira vez que Moçambique e Botswana se vão defrontar. As duas selecções já cruzaram caminhos por diversas ocasiões em diferentes competições.

Os Mambas levam vantagem em relação ao conjunto “tswana” no confronto directo. Ora vejamos: nas últimas cinco partidas entre as duas selecções, o combinado nacional teve um saldo de três vitórias, um empate e uma derrota.

No primeiro confronto, a 11 de Outubro de 2008, os Mambas foram a Botswana vencer a sua congénere por uma bola sem resposta, em jogo pontuável para as qualificações para o CAN.

Os dois conjuntos voltaram a defrontar-se em 2010, num jogo amistoso, em que a turma moçambicana perdeu em casa por 0-1. No ano seguinte, a 9 de Fevereiro, as duas selecções empataram a uma bola, mais uma vez numa partida de carácter particular.
Em 2015, Moçambique e Botswana defrontaram-se duas vezes, em Março e Maio. Os Mambas venceram as duas partidas pelo mesmo resultado, 2-1.

A conquista, terça-feira, do título de campeão nacional de basquetebol sénior feminino pelo Ferroviário de Maputo foi apenas a cereja no topo do bolo. Isto porque, nas premiações individuais, o Ferroviáriko de Maputo dominou com as indicações de Sílvia Veloso (MVP), Odélia Mafanela (melhor triplista) e Anabela Cossa (melhor triplista). Iolanda Francisco (Ferroviário da Beira) foi nomeada, pelo segundo consecutivo, como melhor marcadora da competição.

Se por um lado, colectivamente, o Ferroviário de Maputo voltou à ribalta do basquetebol feminino, por outro, há assinalar o facto de as suas jogadoras terem estado em evidência nos prémios individuais da Liga Sasol de basquetebol feminino.

A começar, pois claro, pela base-armadora Sílvia Amadeu Veloso, jogadora que foi aclamada MVP da competição, em resultado da sua prestação estupenda.

A distinção de Veloso veio premiar, em primeiro lugar, uma jogadora que marca a diferença pelo que joga (a organizar o jogo ofensivo) e pelo que não deixa jogar (defende de forma estupenda) e, segundo, pela maturidade, rigor e evolução constante na quadra.

É verdade: nos sete jogos realizados pelo Ferroviário de Maputo, ainda que cada um com o seu grau de dificuldades, Sílvia Veloso foi sempre uma jogadora com notável capacidade para fazer os ataques em posição de forma pacífica, determinar a cadência e os momentos certos para fazer os passes. Não é por acaso que se destacou, ao longo da competição, no capítulo das assistências (um aspecto que deve ser mais valorizado).

Defensivamente, não hajam dúvidas, é um poço de energias e verdadeiro monstro para os seus adversários.

Com boa interpretação da pressão, rotação e ajustes, foi fundamental nos roubos de bola que anularam muitos ataques dos adversários. E esteve em plano de destaque no jogo 1 dos “play-offs” da final com 16 pontos e seis ressaltos, “targets” que se revelaram fundamentais para que o Ferroviário de Maputo se colocasse em vantagem de 1-0.

Com duas presenças em campeonatos africanos (2021, em Yaoundé, nos Camarões, e 2023, em Kigali, no Ruanda) Sílvia Veloso é um presente do futuro. Foi cinco estrelas a menina que veio da Beira para espalhar o perfume do seu basquetebol, com uma passagem pelos EUA (Seward County Community College e Cumberlands University).

Mas o Ferroviário de Maputo não se ficou por aqui nas premiações individuais. Reconhecidamente atiradora por excelência, Anabela Cossa (Tsunaminha está de volta) foi nomeada melhor triplista pelo segundo ano consecutivo na Liga Sasol. Cossa alcançou este feito depois de ter concretizado 20 triplos em sete partidas em que esteve envolvida.

Com perfil e persondalidades fortes, Cossa evidenciou-se num capítulo em que chegou mesmo a colocar África a seu pés quando foi indicada melhor ressaltadora da Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol de 2016, em Maputo, e 2018, novamente na capital do país.

Pelo meio, a nossa “menina bomba” ainda foi indicada melhor triplistas de alguns “nacionais” e distinguida em Angola pelo desempenho fabuloso no final da Taça daquele país do atlântico.

Mas mais do que ser aclamada, veio o reconhecimento pelo público do seu papel fundamental no desenvolvimneto do basquetebol moçambicano. No basquetebol interno e em África, Anabela Cossa mostrou que ainda é uma mais-valia e que pode continuar a rimar experiência com consistência nos tiros exteriores.

Nas tabelas, mandou Odélia Mafanela, poste dominou nos ressaltos ofensivos e defensivos. Com o seu poder de impulsão, Mafanela deu luta a defender e a atacar, terminando a competição com 79 ressaltos.

Venceu, com mais três ressaltos, a concorrência de Verónica Salifo do Ferroviário da Beira que também fez um bom campeonato.

Foi mais de um de vários troféus de melhor ressaltadora conquistado por Odélia Mafanela ao nível interno nos últimos anos.

A capitã da selecção nacional de basquetebol sénior feminino mostrara estoicismo em 2019, no Cairo, Egipto, quando foi distinguida como melhor ressaltadora da extinta Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol. E, em resultado das suas exibições, constou do cinco ideal do “africano” de clubes.

Pelo segundo ano consecutivo, Iolanda Fancisco foi considerada melhor marcadora da competição com 96 pontos.

A poste do Ferroviário da Beira, com passagens pelas selecções de formação (disputou alguns africanos de sub-18 e sub-18) esteve em bom plano nesta competição.

Ano passado, com 152 pontos, Francisco destacou-se também como melhor marcadora e deixou, uma vez mais, sinais de que é uma das melhores unidades da renovada equipa do Ferroviário da Beira que, em 2018, ocupou o terceiro lugar no “nacional”.,
Em Janeiro deste ano, Iolanda Francisco, nascida a 20 de Agosto de 1998 , renovou o seu contrato com o Ferroviário da Beira por mais dois anos.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE