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O País – A verdade como notícia

Inicialmente previsto para 30 de Novembro, o arranque da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal passa para sábado, 2 de Dezembro, com a realização da primeira jornada da fase regular.

O modelo da prova prevê que, na fase regular, as oitos equipas participantes travem argumentos entre si num sistema de todos contra todos numa única volta. 

Destes despiques, sairá o alinhamento para o cruzamento das meias-finais, uma vez que o primeiro classificado mede forças com o oitavo, enquanto o segundo terá pela frente o sétimo. 

Já o terceiro classificado bate-se com o sexto, sendo ainda de destacar o confronto entre as equipas que ocuparem a quarta e quinta posições.

Os semi-finalistas disputam o acesso à final da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal num “play-off” a melhor de dois jogos.

As quatro formações que falharem o acesso às meias-finais terão, depois, de disputar as classificativas do quinto ao oitavo lugares, confrontos que irão ditar quem permanece na Liga Mozal e quem desce (desqualificado).

A final da competição, tal como no ano passado, vai ser disputada num “play-off” a melhor de cinco jogos, enquanto o apuramento do terceiro e quarto lugares define-se em três jogos.

O vencedor da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal representa o país na edição 2024 da Liga Africana de Basquetebol (BAL).

O certame contará com a participação do Ferroviário da Beira (campeão nacional), Costa do Sol (vice-campeão), Sporting de Quelimane (terceiro), Ferroviário de Maputo, A Politécnica, Ferroviário de Nampula, Maxaquene e New Vision de Pemba.

 

BEIRA PROCURA REVALIDAR TÍTULO

 

Depois de, na semana passada, ter falhado a qualificação para a Liga Africana de Basquetebol (BAL), o Ferroviário da Beira vai concentrar todas as suas atenções para a derradeira prova interna, onde pretende revalidar o título.

Os campeões nacionais vão procurar mostrar toda a sua força e musculatura para conquistarem o seu terceiro campeonato consecutivo, mantendo, desta forma, a sua hegemonia no basquetebol masculino.

Com a prata da casa (Ismael Nurmamad, Elton Ubisse, Ayade Munguambe, Armando Baptista, Hilário Malale, entre outros) e alguns estrangeiros (William Pery, em destaque) o Ferroviário da Beira vai tentar fazer melhor papel na Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal.

O investimento na contratação de jogadores feito nos últimos anos, diga-se, coloca o Costa do Sol como um dos principais candidatos ao título. Mas os “canarinhos” terão que apresentar argumentos na quadra para, finalmente, voltarem a ser campeões nacionais depois de terem sido campeões na Beira, em 2000.

 

Os nadadores nacionais preparam-se para mais uma etapa internacional. A selecção nacional na categoria de juniores vai participar no Campeonato Africano da natação, prova que vai decorrer de 6 a 10 de Dezembro, nas Maurícias. Para esta empreitada foram convocados oito nadadores. 

Trata-se de Caio Lobo, Hugo Barradas, Zuri Tomé, Diego Siabonga e Ana Beatriz (Clube Barracudas de Maputo), Cleyton Munguambe, Marta Mpfumo e Nezmi Albino (Tubarões). 

A Selecção Nacional trabalha desde segunda-feira na Piscina da Escola Secundária Estrela Vermelha. Segundo o plano de preparação, os oito nadadores  vão trabalhar em sessões de treino muito intensas, de modo a conferir muita pujança aos atletas. 

A equipa técnica comandada por Pedro Jalane está ciente das dificuldades que poderá enfrentar nas Maurícia, daí que pretende acautelar todos os aspectos técnico-tácticos tendo em vista terminar a prova no pódio. 

A selecção é composta por nadadores com uma boa margem de progressão, com destaque para Caio Lobo e Cleyton Munguambe, atletas com uma certa tarimba  ao nível dos campeonatos internos. 

Antes de se juntarem esta segunda-feira, os nadadores trabalhavam a título individual  desde o mês passado nos seus respectivos clubes.

Os dois nadadores têm participado regularmente em competições internacionais, vestindo as cores das selecções nacionais de juniores, tendo já fixado alguns registos regionais. 

Caio Lobo, por exemplo, conserva actualmente o título de  melhor recordista do recém-terminado Campeonato de Verão da Cidade de Maputo, onde anotou algumas marcas nacionais. A partida para as Maurícias está agendada para dia 4 de Dezembro, numa delegação que será composta por atletas e dirigentes. 

A Associação Black Bulls conquistou, este domingo, a Taça de Moçambique ZAP, após vencer na final a União Desportiva do Songo, por 2-1. Kadre e Melque marcaram para a Black Bulls, enquanto Dayo fez o golo da UDS. Esta foi a primeira vez que os touros conquistaram a segunda maior prova do calendário futebolístico moçambicano.

Há, até porque o desenrolar de várias actividades e missões na vida assim o determinam, uma primeira vez na vida. E, neste caso, há um ciclo curto de vida da Associação Black Bulls (criada há menos de oito anos), um novo marco na sua caminhada como agremiação. Pois, em tarde de calor intenso e protestos contra o trabalho do árbitro Artur Alfinar, a Associação Black Bulls escreveu uma página dourada no futebol indígena ao conquistar, pela primeira vez na sua história, a Taça de Moçambique ZAP. Não foi fácil. E nem se previa que tal fosse. Primeiro, porque a União Desportiva do Songo mostrou alma, qualidade e resistência. Segundo, porque encostou às cordas o seu adversário, levando, inclusivamente, uma bola ao ferro na segunda parte. Pena, pena mesmo, foi o espectáculo dispensável do seu treinador (UD Songo) ao dirigir-se ao árbitro no final do jogo, situação que forçou a intervenção da polícia que teve de escoltar o quarteto indicado para a final da Taça de Moçambique ZAP. Alfinar, diga-se, não esteve à altura da final, tal como os seus colegas que apitaram partidas das “meias”. Sem, no entanto, tirar mérito ao título da Black Bulls que fez o seu trabalho. Haja seriedade nas nomeações por parte da Comissão Nacional de Árbitros de Futebol. Não se pode brincar aos futebóis.

 

JOGO INTENSO

Com o Caldeirão do Chiveve a registar boa casa, os dois conjuntos travaram, na fase inicial do jogo, uma batalha e duelos no meio campo. Era, na verdade, um período do jogo em que União Desportiva do Songo e Black Bulls procuravam encaixar-se e definir-se nas quatro linhas. Os “hidroeléctricos”, com Jonh Banda e Dominguez como os mais criativos, convocaram a sua capacidade de trocar a bola, circulando de pé para pé.

Associação Black Bulls tentava fazer maior ocupação dos espaços. De longe, aos 12′, Alan encheu o pé mas tirou mal as medidas da baliza de Guirugo. Os “touros” assentaram, desde então, o seu jogo em transições rápidas, sempre a espreitar investidas de Fidel e Orlando pelas laterais. Foi, aliás, num desses lances rápidos que Fidel abriu para Stephen que, com boa visão e leitura de jogo, endossou para Ejaita que fez tudo mal. Errou no alvo numa zona onde é preciso fazer serviço muito bem. Má relação entre o avançado e a baliza. A temperatura subia no Caldeirão do Chiveve, perante o crescimento e jogo mais aberto das duas equipas. Êxtase veio no minuto 20′. Lá do lado esquerdo do seu ataque, a Black Bulls beneficiou de um canto, tendo, o maestro Kadre, subido ao primeiro andar e cabeceado para o fundo das malhas. Aberto o marcador, União Desportiva do Songo tinha de correr atrás do prejuízo. Era, desta forma, colocada mais pressão sobre os “hidroeléctricos”. A mágica de Dominguez tinha de aparecer. O craque sacou da cartola um passe de classe mal interpretado por Muzaza que saiu tarde para fazer um toque subtil e bater Teixeira. Prontos, Dominguez ainda consolou, em gesto, o colega. Activo, Dominguez deu tratamento que bem sabe a pelota numa saída no meio campo, tendo sido travado por Rume que viu o amarelo. Aos 40′, cresceu de tom a contestação a interpretação dos lances por parte de Artur Alfinar que assinalou, por indicação da segunda assistente, um pretenso fora de jogo num lance em que Jonh Banda isolou Dominguez. Perto do intervalo, somente uma intervenção “in extreme” de Macaime evitou golo certo da Black Bulls, com um corte bem tirado para canto. Foi-se ao descanso.

 

MAIS DA UD SONGO

No arranque da segunda parte, muita União Desportiva do Songo para pouca Black Bulls. Os hidroeléctricos instalaram-se no meio-campo contrário. Pressionaram o seu adversário. Dominguez, sempre ele a soltar magia, fez um passe magistral para Macaime que atirou ao poste. Teixeira ficou pregado no terreno. Não desistiu a equipa do Songo. Mais atrevida e com setas apontadas para baliza de Teixeira, a União Desportiva do Songo chegou, com toda a naturalidade, ao golo de empate numa jogada de insistência em que a reposição rápida de bola permitiu a Dayo António, com golpe de cabeça, bater Teixeira. A Associação Black Bulls jogava, nessa altura, na expectativa. Inácio Soares fez algumas alterações na estratégia da equipa, lançando Melque e Ahmed. O jogo continuava a pender para o lado da União Desportiva do Songo que queria resolver a contenda. Mas a Black Bulls, de forma mais eficaz, tentava serenar o jogo do adversário e lançar contra ataques venenosos. A quatro minutos do fim, há uma jogada confusa na área da União Desportiva do Songo. Excitação da defensiva que fica a reclamar de um fora de jogo, Melque agradeceu a distração e atirou a contar. Contra o relógio, a União Desportiva do Songo correu atrás do prejuízo. Não sem antes contestar a decisão dos árbitros. O jogo terminou, a Black Bulls festejou a conquista da prova. A União Desportiva do Songo, neste caso alguns treinadores e pessoal de apoio, dirigiram-se aos árbitros a exigir satisfação. A Polícia foi obrigada a escoltar a mesma para os balneários. Momentos dispensáveis para um futebol que clama por mais patrocinadores. Má propaganda. O que é certo é que alguns jogadores da União Desportiva do Songo lançaram as medalhas para a bancada. Com a conquista da prova, a Black Bulls encaixou 500 mil Meticais, troféus e medalhas. Com o golo marcado, Melque foi nomeado homem do jogo, recebendo uma subscrição de um ano da ZAP.

O Costa do Sol continua a ser o clube com mais troféus conquistados: 9.

A formação do Brera Tchumene qualificou-se este sábado, pela primeira vez, para o Moçambola, ao vencer o Desportivo da Matola por uma bola sem resposta, em jogo da segunda mão da finalíssima da “poule” de apuramento.

O Brera confirmou a sua presença na maior prova futebolística nacional com um agregado de 4-1, depois de ter vencido por 3-1 no jogo da primeira mão.

Com um ano de existência, o representante da província de Maputo, vai fazer parte do convívio dos grandes, tendo tido um percurso imaculado na fase regular de apuramento e na finalíssima, visto que venceu todas as partidas.

O Textáfrica, pela zona centro do país, carimbou o seu regresso ao Moçambola, ao receber e derrotar à tangente (1-0) a Liga Desportiva de Sofala, depois de no jogo da primeira mão ter arrancado um empate a uma bola fora.

O primeiro campeão de Moçambique pós-independência, agora treinado por Abdul Omar, regressa assim à maior festa do futebol nacional depois de ter estado arredado da prova por um ano.

Já pela zona norte do país, o Desportivo de Nacala garantiu a presença no Moçambola, derrotando o seu homónimo de Pemba por uma bola sem resposta, o mesmo resultado registado no jogo da primeira mão na cidade portuária de Nacala.

O Desportivo volta a colocar o distrito de Nacala no radar do Moçambola, que viu o Ferroviário local descer de divisão na presente temporada.

Paulo Mazivila oficializou, na última sexta-feira, a sua candidatura na corrida à presidência da Federação Moçambicana de Basquetebol (FMB), cujas eleições estão marcadas para o próximo dia 8 de Dezembro.

Mazivila é o primeiro candidato a dar a cara a manifestar interesse em dirigir a agremiação, que está sem presidente desde a renúncia, em Agosto, de Roque Sebastião por alegada interferência da Secretaria de Estado do Desporto na gestão dos fundos alocados àquela instituição pela petrolífera francesa Total. Sebastião colocou o cargo à disposição faltando três meses para o término do seu mandato.

A antiga poste e internacional moçambicana, Deolinda Gimo, foi a mandatária da lista de Paulo Mazivila, que pretende, entre várias coisas, mudar o actual cenário do basquetebol moçambicano, sobretudo no que se refere à área de formação, bem como garantir que haja mais provas da modalidade.

Falando à imprensa, Deolinda Gimo disse, depois de submeter a documentação à Federação Moçambicana de Basquetebol, que a lista de Mazivila é formada maioritariamente por jovens, mas com experiência na modalidade.

Paulo Mazivila já começou a movimentar-se para o escrutínio do próximo dia 8 de Dezembro, tendo tido, este sábado, o seu primeiro contacto com os clubes da cidade de Chimoio, em Manica.

No encontro, o candidato deixou ficar as linhas de força do seu manifesto. Aos clubes, Paulo Mazivila garantiu trabalhar para o bem da modalidade, que, como disse, tem dado muitas alegrias ao país além-fronteiras.

Para o sucesso da sua governação, em caso de vencer as eleições, Mazivila diz que o apoio dos mais velhos da modalidade será determinante para o sucesso de todos os projectos visando o desenvolvimento do basquetebol moçambicano.

O candidato predispõe-se a dar continuidade ao que vinha sendo feito pelo elenco demissionário, assim como pelos outros dirigentes que passaram pela FMB. Sobre as eleições na FMB, espera-se que, nos próximos dias, mais figuras submetam as suas candidaturas.

O antigo capitão dos Mambas, Tico-Tico, defende que a prática de desporto não pode ser vista como algo anormal na sociedade, até porque é uma das ferramentas, não só para o desenvolvimento físico, mas também intelectual e social.

A antiga estrela do futebol nacional defende ainda que os pais e encarregados de educação devem incutir nas crianças a essência de gerir o tempo durante o dia, de modo a incluir o desporto como uma das suas actividades.

Tico-Tico, um dos mais reputados jogadores do futebol moçambicano, juntou-se, este sábado, na Matola, a um grupo de crianças para, entre várias coisas, partilhar as suas experiências durante a sua carreira, dividida entre clubes e selecção nacional.

O antigo capitão dos Mambas explicou às crianças a necessidade de se dedicarem à prática de desporto, não só com intenção de se tornarem estrelas de futebol ou de qualquer modalidade que seja, mas também para o seu crescimento como pessoas inseridas numa sociedade.

Para o “The Captain”, o desporto tem enorme importância para o desenvolvimento do homem em várias dimensões, sobretudo no que diz respeito aos valores sociais.

“O desporto tem de fazer parte do processo de desenvolvimento das crianças. Os valores que aprenderem no desporto serão para a eternidade”, defende o antigo capitão dos Mambas.

Tico-Tico entende que, para atingir altos níveis do desporto, é preciso muito sacrifício, daí que defende maior entrega por parte das crianças, tendo em vista o alcance dos seus objectivos.

DEVE HAVER SERIEDADE NO PROJECTO

O antigo Mamba, que testemunhou, este sábado, o nascimento de uma nova academia de formação de novos talentos, denominada Cidade da Matola Sport Club, considera que é preciso acarinhar qualquer iniciativa que vise a descoberta de novos talentos.

Ainda assim, alerta para que haja muita seriedade e profissionalismo de alto nível nesse tipo de iniciativas.
“Há muitas iniciativas que surgem e depois desaparecem do nada. Em relação a esta academia, penso que são pessoas sérias, pois perceberam que há um défice nas comunidades e pretendem ser uma mais-valia para o desporto, não só da Matola, assim como do país”, sublinha Tico-Tico.

O patrono da Cidade da Matola Sport Club, Paulo Nhamussuo, diz que as sementes já estão lançadas e espera que esse projecto produza talentos que possam contribuir para o desenvolvimento do desporto nacional e internacional.

O dirigente explica que a academia vai trabalhar no sentido de formar jogadores com qualidade, tendo como finalidade canalizá-los para os clubes.

“Estamos dispostos a fazer algo diferente. Essa iniciativa veio para ficar. A ideia é trabalhar duro, até porque há muita vontade da nossa parte”, disse Paulo Nhamussuo.

A Cidade da Matola Sport Club vai movimentar, numa primeira fase, duas modalidades, no caso futebol e basquetebol, com a base de idade de cinco a 15 anos.

A pista do ATCM acolhe, este sábado, a última edição do Picanto Cup, prova que já é uma marca no desporto automóvel moçambicano. Desde 2018 que a cidade de Maputo tem sido palco de uma das maiores provas do desporto automóvel do país.

Para este sábado está agendada mais uma prova, marcando o encerramento do Picanto Cup. Esta sexta-feira, tal como tem sido apanágio, os pilotos estiveram na pista a realizar os últimos testes antes do arranque, amanhã, da prova.

Os pilotos garantem estar devidamente preparados para a última edição da prova, prometendo dar o seu máximo, de modo a encerrar da melhor maneira possível. Os pilotos e organizadores do evento garantem que está tudo preparado para que a prova seja um sucesso. “Esperamos que possamos ter um dia excelente e que o nosso adversário passe por dificuldades. Estamos, neste momento, a ver se podemos tentar manter a segunda posição.

Estamos a trabalhar para isso. Quanto à preparação, posso garantir que correu tudo bem. Estamos prontos!”, disse Cristiano Buché, um dos renomados pilotos do país. A organização do Picanto Cup considera que esta edição vai ser especial.

“Estamos com muita vontade para esta última prova, mas ao mesmo tempo estamos tristes por ser a última. Temos certeza que amanhã vamos dar maior chão e que os pilotos vão estar no topo a competir, tendo em vista conquistar a prova.”, augura Tiago Águas, Director-geral da KIA.

Tiago Águas explica que esta última edição está a atrair muitas pessoas, justificando pelo facto de se ter registado a maior procura dos bilhetes desde a primeira edição do Picanto Cup.

O internacional moçambicano, Geny Catamo, já está recuperado da lesão que o afastou dos campos por um período de aproximadamente duas semanas. O talentoso jogador foi uma das grandes novidades nos trabalhos de preparação, tendo em vista o jogo da quarta eliminatória da Taça de Portugal, em que o Sporting vai defrontar o Dumiense.

Catamo, que já está às ordens de Rúben Amorim, já terminou o processo de recuperação de uma lesão no músculo adutor direito. O moçambicano juntou-se, esta quinta-feira, aos colegas da equipa, no relvado da Academia Cristiano Ronaldo, situada na região de Alcochete. Geny Catamo tem sido, nos últimos dias, notícia na imprensa portuguesa.

Recentemente, o extremo moçambicano renovou o seu contrato com o emblema leonino até 2029. Geny é, para já, um dos jogadores com um contrato mais longo do plantel do Sporting.

Segundo “O Jogo”, o  Fulham, emblema da Primeira Liga Inglesa  continua no encalço de Geny Catamo, tendo, recentemente, contactado a SAD do Amora, para avaliar a possibilidade de adquirir o jogador.

Sucede que o Amora deixa a responsabilidade de decidir sobre o futuro do jogador ao Sporting, clube no qual o extremo se tem evidenciado na presente temporada.

À lista dos clubes interessados no passe do internacional moçambicano, junta-se o Aston Villa, também da primeira liga inglesa, que tem vindo a observar o esquerdino, assim como o Génova e a Udinese, da Série A.

O Amora continua irredutível, tendo recusado, recentemente, uma terceira tentativa do Sporting por Geny Catramo. O clube da III Liga Portuguesa detém, actualmente, 75 por cento dos direitos económicos do atleta. O clube não está disposto a ceder a totalidade do passe ao preço da chuva.

Recorde-se que o Sporting já tinha feito duas propostas ao Amora, a última das quais de 1,2 milhões de euros. Hugo Viana, director desportivo dos “leões”, avançou com uma nova intenção, entregando, agora, 1,5 milhões de euros ao emblema da Margem Sul de Lisboa, já depois de reiterado que não iria subir à parada.

Apesar da ligeira subida no valor de compra dos 75 por cento do passe, o negócio não foi desbloqueado. As partes combinaram, entretanto voltarão ao assunto em 2024, agendando para o próximo Verão europeu (Junho/Julho) para uma nova ronda negocial. O Amora, de resto, considerava aceitar uma proposta a rondar os três milhões de euros pelo canhoto. No entanto, a intransigência dos leões nas conversas mantidas congelou o possível.

Black Bulls e União Desportiva do Songo batem-se, domingo, no Caldeirão do Chiveve, na final da Taça de Moçambique ZAP. Nas meias-finais, a Black Bulls venceu, tangencialmente, o Baía de Pemba (1-0). Já a União Desportiva do Songo derrotou a Associação Desportiva de Vilankulo (2-1).

Domingo, a estrada batida que dá acesso ao Caldeirão do Chiveve, paredes-meia com o gigante adormecido pavilhão do Ferroviário da Beira, deverá, seguramente, ser entupida de tráfego rodoviário de adeptos ávidos em acompanhar um jogo de decisões que marca o fecho da época 2023.

Black Bulls e União Desportiva do Songo, dois candidatos ao título em todas as provas em que participam, travam argumentos na luta pelo canecão da Taça de Moçambique ZAP. Factores atractivos não faltam: são duas equipas com valores individuais com qualidades para oferecerem um bom espectáculo. Mas, mais do que isso, apresentam uma fornalha de atletas à selecção nacional de futebol e não só.

São, aliás, artistas que recentemente estiveram envolvidos em frentes de acesso ao Mundial 2026 na zona africana. Ficam por aí em termos de chamariz? Claro que não. Falhado o objectivo de açambarcar o troféu inédito no Moçambola, ranger os dentes e deixar a pele em campo é primordial para as duas equipas salvarem  época, como se diz na gíria desportiva.

Jogo em que está em causa o prestígio das duas formações, jogo merecedor de uma arbitragem à altura. Isto, claramente, porque os árbitros das meias-finais finais não rimaram, nem tão pouco, qualidade com autoridade. É fundamental que a Comissão Nacional de Árbitros de Futebol (CNAF) nomeie árbitros internacionais que até estiveram recentemente em provas continentais e partidas de acesso ao Mundial. Estes, acredita-se, podem emprestar qualidade à uma partida decisiva.

DESFILE DE ESTRELAS
Dominguez, capitão dos Mambas, é um dos atractivos da final da Taça de Moçambique ZAP. Melhor jogador da actualidade no país, mesmo na casa dos 40 anos completados esta quinta-feira, “Mingas” promete voltar a maravilhar e espalhar magia no Chiveve. É “maza”. Ainda no Songo, há um leque de jogadores como John, o maestro da banda que não jogou nas meias-finais, Macaime, Amorim, Abedy, Nelson, Muzaza, Dayo, Infren, Macaime, Ernani, entre outros nomes. Já na Black Bulls, o pensador Kadre, o criativo Hamed, Stephan, Ejaita, Melque, Jesus, o combativo Chamboco, Jesus, entre outras figuras, terão o palco montado para destilar futebol atractivo.

A União Desportiva de Songo procura conquistar o seu terceiro título nesta prova, depois de ter erguido  a taça em 2016 e 2018. A Black Bulls, essa, persegue o seu primeiro troféu na segunda maior prova do calendário futebolístico moçambicano. Espera-se que o público marque presença em peso, domingo, no Caldeirão do Chiveve.

EJAITA ELEITO MELHOR
Com o golo marcado aos 49′, e que valeu a qualificação da Black Bulls para a final da Taça de Moçambique ZAP, Ejaita foi eleito melhor jogador em campo no duelo com o Baía de Pemba. O avançado mostrou-se, com a eleição, “bastante satisfeito for ter ajudado a equipa a chegar à final.” Sereno, o avançado da Black Bulls disse que o mais importante foi “ajudar a equipa, agora vamos pensar na final a qual queremos vencer.”

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