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O País – A verdade como notícia

Qual é a cidade, excepto Maputo (por ser capital claro), onde a cultura ferve? Quem assumir Quelimane, com certeza, seleccionou a cidade certa. Ora, quem tiver dúvida, revisite os grandes espectáculos que se absteram da cidade capital e o local onde o carnaval é uma presença obrigatória, por isso é a mais conhecida por “Pequeno Brasil”.

Razões existem, até de sobra, para que a Stv leve a sua caravana do Espectáculo “Reencontro” para o centro do país. Este é o primeiro espectáculo alusivo aos 15 anos da televisão que se reedita. Percebe-se. Junta, afinal, nomes que inauguraram uma nova era, quando o assunto é entretenimento no país: Bang Entretenimento.

Mais do que uma label de sucesso, ainda que fora dos radares há 10 anos, foi inspirando muitos jovens em quase todo o país. As grandes lições deste colectivo extravasam a eficiência musical; roçam outros saberes ligados ao show bizz: o marketing, a imagem dos artistas, enfim, o novo paradigma da indústria cultural. E Quelimane não esteve alheio a essa influência. Uma das provas é que Valdemiro José (filho legítimo do “Pequeno Brasil”) foi um dos membros da Bang (não o promotor) e teve neste grupo as lições que precisava para se fazer artista, comprometido mais com a música do que outra coisa. Mas recorde-se que o seu pontapé de partida deu-se no realiyt show da Stv, onde uma lista extensa de músicos de sucesso também emergiu. Logo, nesses 15 anos de vida, a cultura sempre respirou na tela mágica desta televisão.

Os artistas juntaram-se, ontem, uns em Maputo e outros em Quelimane, para falar do evento. Em Maputo, a Conferência de Imprensa foi conduzida por Bang, quem garantiu que o palco, as luzes, o som, a produção e toda técnica usada no mítico concerto do dia 5 em Maputo vai viajar a Zambézia. Para o promotor, mesmo assim, este concerto se prevê melhor. A razão é simples: os erros do espectáculo anterior serão suplantados pela boa limpeza na organização.

Os artistas admitem em uníssono que vai ser um grande espectáculo, pois prometem muito mais do que ofereceram em Maputo. Este evento, ainda que de forma inocente, vem confirmar o lema dos jovens: “Bang Entretenimeno for life”. Aliás, é por isso que a cada intervenção a frase atropelava o raciocínio. E pelos sorrisos e alto-astral dos artistas, certeza há que o anterior espectáculo foi do agrado deles.

“O governador e o Município nos gabinetes, Sétimo Nível na rua” (risos). Essas são as palavras de Dinho Puro, o co-produtor deste espectáculo. Como anfitrião o agitador das noites daquele lado do país diz ser uma honra receber a família Bang Entretemimento numa altura de festa em Quelimane. Os 75 anos celebrados ontem não teriam melhor presente.

Ziqo e Lizha James eram os únicos ausentes da conferência. Não desistiram do evento, muito pelo contrário. Eles juntaram-se aos artistas de Quelimane e de lá, quase ao mesmo tempo, aconteceu outra Cerimónia de Imprensa. Os artistas estiveram em Quelimane para primeiro dar certeza ao público de que a festa realmente vai acontecer, como também para encontrar os músicos locais. Logo, este evento será também uma oportunidade para que os músicos conceituados partilhem a experiência que os 10 anos forjou com os mesmos.

Alguns presentes na conferência agradeceram a Bang Entretenimento pela oportunidade e prometem muito e bom espectáculo.

Klemente Tsamba, actor moçambicano radicado em Portugal, vai participar do Circuito de Teatro em Português, este domingo (27), em São Bernardo do Campo, Brasil. 

O circuito reúne produções de países de língua oficial portuguesa, como Angola, Brasil, Cabo Verde, Portugal e Moçambique, e teve início sexta-feira (18), no teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo.

Tsamba irá representar Moçambique com a peça “Nos tempos de Gungunhana”, texto construído a partir do livro “Ualalapi”, do conceituado autor moçambicano Ungulani Ba ka Khosa. Na peça, o actor encarna vários personagens para contar a história do rei Gungunhana, intercalando com cânticos e ritmos africanos em que o público é convidado a participar.
O actor dá início ao grande “karingana” ou conto tradicional sobre a vida de um simples guerreiro da tribo Tsonga, chamado Umbangananamani, que fora em algum tempo casado com uma linda mulher da tribo Macua, de nome Malice. 
Porém, o enredo, rapidamente, se transforma em uma sequência de outros pequenos “karinganas” que relatam aspectos curiosos ligados à vida do Rei Gungunhana. O texto mostra a crueldade e as mortes que, por vezes, misturam-se com o humor em cada “karingana” contado e cantado com a graça dos ritmos tradicionais de Moçambique.
A programação do Circuito de Teatro em Português reúne nove grupos e 11 espectáculos em homenagem aos 500 anos da obra “Auto da Barca do Inferno”, do poeta português Gil Vicente. 
Esta não é a primeira aparição do actor em palcos brasileiros, Tsamba esteve em Junho do ano em curso no Brasil para ministrar uma oficina e fazer um show musical e ainda apresentar o espectáculo teatral "Nos tempos de Gungunhana". 
Klemente Tsamba nasceu em Maputo. Desde cedo envolveu-se com “a música de rua”, hip-hop, teatro amador e outras artes. Desempenha inúmeras funções, desde a criação cenográfica, a criação dos jogos rítmicos ou composição musical até a representação de personagens em palco. 
Foi a arte que o levou a radicar-se em Lisboa, Portugal, dando importantes passos na carreira de actor. 
Não é só teatro. Música, artes plásticas e arte-educação alinham-se no seu portefólio. Mas é como actor que as suas acções se evidenciam, já participou em peças clássicas como o “Conto de Natal” e “Peter Pan”, mas ganhou destaque principalmente com trabalhos voltados à cultura moçambicana. Actualmente lecciona expressões artísticas integradas em algumas escolas de Lisboa e desenvolveu um projecto, Poesia com Tempero, com uma actriz brasileira, no qual seleccionam poemas cujos autores escreviam em um português característico da sua própria proveniência. 

Hoje é o último dia de Jimmy Dludlu em palcos brasileiros, concretamente em São Paulo. O guitarrista tem até Julho do próximo ano para mostrar ao mundo tudo que “bebeu” dos quadrantes por onde passou. A caminhada ainda é longa, mas se fosse hoje o fim da digressão mundial diríamos que foi fenomenal.

Os brasileiros não acreditaram no que viram. Os moçambicanos residentes no Brasil pedem por mais espectáculos, pois não há forma mais ideal de se reconciliarem com o seu país e abafarem a nostalgia. É que “In the Groove” – o álbum que está na sua mala de viagem – faz uma clara incursão pelos ritmos moçambicanos e, consequentemente, pelo nosso ser identitário. “Ha deva”, “Masseve”, “Saul”, “Waretwa” e “Mutumbelelwana” confirmam a riqueza dos valores locais e a consciência de partilha pelo mundo das “nossas verdades”.

Foi o que se viu em concertos que, com certeza, a memória brasileira não irá deixar morrer. Aliás, o artista não só tocou, o que melhor sabe fazer, como também concedeu entrevistas, a destacar um dos maiores jornais de São Paulo: Estadão.

O “Estadão” chama Jimmy de “George Benson africano” e diz ser “especialista com uma rara visão, de dentro e de fora”. Ainda bem que os brasileiros perceberam isso. Seria doloroso para nós (os moçambicanos) se as qualidades deste artista passassem ao lado da crítica brasileira. O jornal disse mais, numa entrevista que aconteceu antes do penúltimo espectáculo do artista, no Festival Jazz na Fábrica, do Sesc Pompeia: “É precioso poder conhecer um homem de carga musical fora dos padrões do que se aprende a ouvir como jazz. Sua guitarra não é isolada. A vivência pelos Estados Unidos lhe deu o sotaque de George Benson em improvisos do instrumento dobrados pela voz, mas as semelhanças não vão muito além. Dludlu canta quase sempre em um dos 11 dialetos que sabe falar (feito normal para os povos daquelas regiões) e faz incursões por ritmos africanos contagiantes”.  

É pela primeira vez no Brasil, mas a sua guitarra parecia já conhecer aquele público. A sintonia foi visível! As suas cordas não só exploraram o seu mais recente álbum, o grande propósito desta digressão, como também revisitaram outras criações.

O jornal O País teve acesso às imagens do terceiro espectáculo, que se realizou ontem, no Bauru. Tal como é a sua marca, o “monstro do jazz”, em algum momento do concerto, desceu à plateia com a sua fiel guitarra como se fosse uma criança ao colo. O artista não continuou “jazzando”. Fez o que aquele público mais aplaude: sambou. Sim, Dludlu colocou toda a sua banda a tocar samba. E os brasileiros, encantados, aplaudiram vivamente.

Este, tal como os outros concertos, tiveram lotação esgotada 15 dias antes, feito jamais registado por um artista moçambicano naquele país. Os brasileiros não só foram em massa como também ficaram maravilhados com a sua performance.

Um casal de espectadores disse ter gostado muito do espectáculo e que até dá vontade de conhecer Moçambique. A outra espectadora brasileira disse ter-se arrepiado com a apresentação; elogiou a performance no palco, a sintonia com a plateia e pediu que Dludlu voltasse mais vezes pois deixou uma boa impressão.

Já os moçambicanos residentes em São Paulo disseram ter-se sentido em casa ao ver o concerto. Eles também rogam que Jimmy Dludlu não leve mais 30 anos de carreira para ir novamente ao Brasil.

É caso para dizer que o perfume do jazz moçambicano já se espalhou pelo brasil.

 

Obras de arte e de artesanato vão passar a ter licença e selo para a sua comercialização e exportação. A proposta de regulamento foi apresentada hoje pela Direccão Nacional das Indústrias Culturais e Criativas do Ministério da Cultura e Turismo.
A iniciativa visa perceber de que forma estas obras contribuem para o desenvolvimento da economia do país.
A licença está dividida em três dimensões, variando dos dois mil quinhentos a 10 mil meticais. Quanto aos selos, os valores vão ser estipulados mediante cada tipo de obra. Para aqueles que não tiverem condições financeiras para o efeito, o Ministério da Cultura e Turismo sugere que os criadores de arte se juntem em associações ou sociedades.
 

A Marilena Dance Shop é uma das criações da Vila Artística Dans’Artes implementada pela coreógrafa e bailarina Maria Helena Pinto. A Marilena opera no ramo da dança, espectáculos, venda de roupas e acessórios para espectáculos. É o primeiro espaço do género a ser criado em Moçambique.

A missão da Marilena é de melhorar a vida social e económica da camada artística moçambicana e das comunidades, desenvolvendo e fortalecendo o sector das artes e da cultura através da criação artística, tornando-se uma referência nacional e internacional.

Os seus valores são: Liberdade de expressão artístico-cultural, respeito pela diferença, valorização de intercâmbios, formação e capacitação como forma de contribuição para o desenvolvimento humano. 

A Marilena Dance Shop será inaugurada oficialmente no próximo dia 31, pelas 16h30, em Maputo.

Juvenal Bucuane tem mais uma obra literária. “Arresto de vozes – ou cúmulo discursivo literário” é o título do livro que será lançado a 6 de Setembro, no Camões-Centro Cultural Português, na capital do país, a partir das 17:30h.

Diferente do que tem sido habitual, desta vez, o co-fundador da revista Charrua e membro da Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO) não se aventura nem na narrativa e tão-pouco na poesia. O livro é outra coisa, uma colectânea de textos que, ao longo do percurso literário do autor, foram elaborados por diversas individualidades, como escritores, poetas, jornalistas, académicos e apreciadoras da arte literária em geral.

Porque escreveu-se tanto a respeito de Juvenal Bucuane nos 32 anos que o livro cobre, “Arresto de vozes – ou cúmulo discursivo literário” é apenas o primeiro volume de uma trilogia que investe na recepção crítica, partindo de 1984 a 2016. Os textos ¬– uns publicados em jornais, outros lidos publicamente nos lançamentos –, neste volume inaugural, são assinados por mais de 30 autores, como são os casos de Mia Couto, Aurélio Cuna, Tomás Vieira Mário, Marcelo Panguana, Calane da Silva, Armando Artur, Felicidade Zunguza, Hélder Muteia, Eduardo White, Daniel da Costa, Jorge de Oliveira, Manuel Ferreira e por Juvenal Bucuane. No entanto, é sobre obras de outros autores que o autor de “Xefina” escreve.

“Arresto de vozes – ou cúmulo discursivo literário” possui 235 páginas, e, de acordo com Juvenal Bucuane, é um livro que sintetiza o seu percurso literário. “Muitas pessoas podem pensar que é biografia, mas não tem nada disso, no sentido tradicional. É um livro que me apresenta no sentido crítico, tendo em conta a minha actividade literária, como escritor e como poeta”.

O novo livro de Juvenal Bucuane sai sob a chancela da Alcance Editores e conta com o prefácio de Nataniel Ngomane. No dia do lançamento, será apresentado pelo professor universitário Almiro Lobo.

 

 

A desvalorização das línguas africanas, nos meios urbanos, constitui uma das preocupações do músico sul-africano, Hugh Masekela, um dos astros do Jazz mundial – autor de álbuns como “Home is where the music is”, “Introducing Hedzoleh Soundz”, “Trumpet Africaine”, “Hope”, “Colonial Man”, “No Borders”, entre outros –, que se encontra em Maputo, no âmbito das comemorações dos 130 anos daquela cidade, e também com a missão de fazer parte do workshop “JAZZ – The man behind the artist featuring Hugh Masekela”.

Segundo Masekela, os povos africanos devem resgatar os seus valores culturais, que encontram bases na língua, como um instrumento de identidade primária. Estas constatações surgiram num encontro havido na manhã desta quarta-feira, no Ministério da Cultura e Turismo, entre o músico sul-africano e o ministro da Cultura e Turismo, Silva Dunduro, que descreveu Hugh Masekela como pertencente à “uma geração que levantou a sua voz, como instrumento de libertação de África”. Sendo que, para Dunduro, essa geração precisa de passar os seus conhecimentos às novas gerações, para que tenham as bases culturais da música africana, sem que isso signifique fechamento às influências externas.

“Temos que conhecer os valores das nossas línguas, pois elas conferem-nos uma emancipação cultural”, apontou Masekela, para quem o conhecimento da História de África, datada há milhões de anos, é a única forma de preservação das nossas bases culturais, numa altura em que a globalização coloca os africanos à margem das suas culturas.

“Não podemos deixar de lado os nossos rituais, a componente indígena do africano é sempre importante para a compreensão da história”, frisou o trompetista sul-africano, destacando, igualmente, a contribuição que os festivais culturais podem dar na preservação e promoção da cultura africana.

Aliás, Masekela entende que a África vive um contexto de clamorosa perda de valores, sendo urgente uma tomada de medidas, por forma a reverter-se o cenário. “A comunidade africana é a única, no mundo, que copia os outros povos. Temos que fazer as nossas coisas. Temos que acreditar que podemos fazer mais coisas boas, e deixarmos de copiar os outros”, frisou.

O Projecto Hugh Masekela, que enaltece os valores da língua, apoiando artistas que cantam nas línguas locais, poderá cooperar com o Ministério da Cultura e Turismo, em vários domínios culturais, com destaque para a criação de grandes centros culturais no país, uma experiência de sucesso na África de Sul, que conta com três grandes centros culturais, no âmbito daquele Projecto.

 

O ministro da Cultura e Turismo, Silva Dunduro, encorajou os artistas e criadores a valorizarem a sua arte e a persistirem na sua actividade criativa, como fonte de recursos. Dunduro falava por ocasião do lançamento da obra literária de Alex Dau “Reclusos do Tempo”. “A arte deve ser vista como uma das manifestações que trazem riqueza” – disse e prosseguiu: “Como Governo, como Ministério da Cultura, que produz riqueza e contribui para a redução das desigualdades sociais, estamos a fazer de tudo para que as artes e cultura não sejam só um momento de diversão”. E contextualizou: “sabemos que 7% do PIB mundial provém das artes e cultura. E nós em Moçambique temos tudo para que isso aconteça. Temos estado a aprovar instrumentos que permitam a valorização do criador”.
Na mesma ocasião, Dunduro felicitou o BCI pelo Auditório do seu edifício-sede, “por nos ter oferecido mais um espaço onde possamos mostrar as nossas criações e todas as manifestações” e explicou: “Aqui temos uma exposição, estamos diante de um livro e ao mesmo tempo apreciamos a encenação dos textos do autor. Significa que há uma combinação perfeita entre a literatura, as artes cénicas e as artes visuais”. 
Mais adiante, o ministro encorajou o BCI a “criar em cada cidade um espaço cultural. Porque precisamos, também, não só em Maputo, mas um pouco pelo país de algum espaço digno onde possamos apresentar as nossas criações”.

É no próximo mês que Maputo recebe Billy Ocean, mas os artistas que vão fazer parte da festa já estão há muito preparados. É o caso de Fernando Luís. Aliás, o músico moçambicano anda sempre afinado, as actuações que tem feito com regularidade ajudam-no a estar em forma. É uma das escolhas locais para animar mais uma sessão do “Moments of jazz”, juntamente com Miguel Xabindza e DJ Sérgio Butler.
Cabe ao artista abrir o concerto que se presume memorável. Espinhoso não é? O músico confirma, mas está a fazer de tudo para não decepcionar. Aliás, ele promete um espectáculo inédito, onde vai cruzar músicas de vários quadrantes e com várias línguas. Será uma actuação mista, atendendo o público-alvo do “cabeça de cartaz”. Músicas dos anos 80 e 90 vão se cruzar com propostas mais actuais. Fernando Luís não vai dispensar o seu repertório, mas as músicas para o público de palmo e meio não serão chamadas à conversa desta vez, talvez, num dedilhar de brincadeira. 
Serão 50 minutos de actuação. Mas não estará só, a sua performance será acompanhada por uma corista e um guitarrista. Temas que convocam mensagens sociais e alguns êxitos mundiais fazem parte do seu cardápio. O músico não duvida que os amantes de Billy Ocean vão gostar da sua actuação, até porque o conhecem o suficiente para assim perceber.
“Comecei a ouvir as músicas de Billy Ocean numa discoteca da Suazilândia nos anos 80”. Mas também foi acompanhando a trajectória do astro pela rádio. Pelo potencial do inglês, sem dúvida, “será o espectáculo do ano”, assumiu.
Com mais de 30 anos de carreira, o “homem orquestra” promete honrar a sua presença no espectáculo e a responsabilidade de abrir o concerto não passa de um bom desafio. O espectáculo terá lugar no Campus da UEM, no dia 22 de Setembro. Esta é mais uma produção da BDQ Concertos com o patrocínio da Vodacom e BancABC. 

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