O País – A verdade como notícia

O Movimento Literário Kuphaluxa continua a fazer da escrita um pretexto para reflexão, no Centro Cultural Brasil-Moçambique (CCBM), em Maputo. Nesta quarta-feira, foi a vez do autor de Álvaro Taruma partilhar as suas experiências literárias com os leitores, numa conversa subordinada ao tema “Entre a ideia e o texto – a poesia que (in)surge”.

A apresentação de Taruma concentrou-se nos momentos e nos processos de criação do texto. “Foi uma espécie de oficina literária aberta, onde partilhei, acima de tudo, a minha dificuldade em preparar o ‘estojo literário’, por exemplo. E digo estojo ao esboço feito antes, em termos de ideias e de artifícios para a construção do texto”. O poeta falou, igualmente, da espontaneidade que perpassa o seu processo de criação, procurando mostrar que há um espaço vago entre a ideia e o texto, pois, muitas vezes, a ideia pode originar um produto diferente do texto inicial a que o autor se propõe criar.

Porque a escrita é feita de leituras, Álvaro Taruma auxiliou-se a pequenos textos, tais como o do poeta português António Carlos Cortez, que versam sobre momentos metapoéticos e que defendem, sobretudo, uma espécie de poesia insurgente, evasiva mas também uma poesia muito alicerçada na linguagem, a tese que se propôs defender.

A intervenção de Taruma enquadra-se à Mesa Literária, actividade semanal levada a cabo pelo Movimento Literário Kuphaluxa e que tem em vista a aproximação dos artistas ao seu público. Com efeito, serviu para uma conversa à volta de livros e sobre vivências.

Para Álvaro Taruma, o encontro desta quarta-feira foi uma espécie de retorno à casa uma vez que o seu livro, "Para uma cartografia da noite", em parte foi forjado numa daquelas salas do CCBM, “onde expúnhamos as nossas ideias e os nossos processos de criação aos outros confrades para podermos discutir em relação ao texto. Portanto, voltar àquela sala com o público que lá estava, parte do qual foi integrante e ainda é do movimento Kuphaluxa, para mim, foi interessante e emocionante”.

O encontro durou hora e meia, na opinião do poeta, tempo suficiente para que o artista não caia no esquecimento.
 
 

 

Jay Oliver está em Moçambique pela terceira vez. O músico angolano tem dois espectáculos marcados no país, um em Maputo, amanhã, no Glória Hotel, e outro na Matola, Parque dos Poetas, sábado.
A primeira passagem do cantor pelos palcos moçambicanos foi em 2016, no “show” de Nelson Freitas, e sentiu-se contagiado com o calor dos moçambicanos. “Pude ver que as minhas músicas são muito conhecidas aqui em Moçambique”, disse o cantor e acrescentou que “não sabia que era assim tão popular”.
Oliver espera receber o mesmo calor desta vez e promete fazer o público vibrar ainda mais com as suas músicas. “Para além dos temas já conhecidas, trago um repertório novo para este espectáculo”, promete o cantor.
Em entrevista ao “O País”, Oliver confessou inspirar-se em filmes, livros ou estórias vividas por ele ou por outras pessoas para compor. “Estou a preparar o segundo álbum que está a 80%, faltando alguns acabamentos, antecipou-se. O artista acredita que será um bom álbum e que todo o mundo terá acesso porque além do formato físico irá disponibilizá-lo na plataforma digital.
Actualmente, o Jay Oliver tem promovido alguns temas que farão parte deste novo álbum, cujo o título não foi referenciado. Trata-se de “Ex-damo” e “Você sabe me tocar lá”, bastante tocadas no país e, como conta, são as que lhe permitem ser solicitado pelo sucesso que fazem no universo PALOP. Noutro instante, o artista disse ter outro tema – “Mambo bom” – que ainda este fim-de-semana estará disponível.
Jay Oliver disse estar disposto não só para cantar, mas também para fazer parcerias com alguns músicos moçambicanos. Na sua locução, o artista fez questão de enumerar alguns nomes: Twenty Fingers, Cláudio Ismael e Messias Maricoa. Para o cantor, os três artistas têm a mesma entrega quando o assunto é fazer música tal como ele.
Oliver, a par de alguns artistas angolanos, tem recebido muito carinho dos moçambicanos nas redes sociais e espera que esta não seja a última vez no país, porque considera Moçambique sua segunda casa.

os remos dispensa,

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Sangare Okapi

O Aeroporto é um bairro único na cidade de Maputo. Diferente. Graças à sua extraordinária e encantatória localização, para ele confluem várias vozes com outros cânticos, para ele confluem todas as pedras fundamentais entre o Aeroporto Internacional, a linha férrea, a vala de drenagem e no meio das avenidas de Angola e Moçambique, por “sinal e sina” projecta-se e edificam-se espaços múltiplos para alargamento das distâncias.

Neste bairro as paixões são representadas à altura dos acontecimentos, Malangatana pintou os lugares cativos e a ternura da nossa sociedade, Lindo Lhongo, o dramaturgo, acendeu a luz da intimidade nas suas celebres peças As Trinta Mulheres de Muzelenie e Os Noivos ou Conferência Dramática sobre o Lobolo, Oblino, o escultor, ergueu o alfabeto da melancolia, Vasco Manhiça, o artista plástico, com uma aritmética global e globalizante, expõe a doença do capitalismo, com todos os seus sintomas.

Se olharmos o bairro como um palco, Montaparnasse negra, como um articulista já o descreveu nos anos 80, estende-se, o bairro, como uma privilegiada montra de sofridos êxitos. Mais do que uma consistência dos sonhos é a renovação e a multiplicação dos lugares. Há um olhar longínquo que se infiltra como o ar nas janelas do bairro, este olhar redesenha o Aeroporto como a metrópole da nação criativa, sonhadora, futurista e utópica. SHIKHANI redefiniu a preto e branco os equívocos da nossa história, Naftal Langa esculpiu a memória colectiva, instaurando desde sempre o mesmo sonho de retratar todas as épocas, Elói Vasco, com a sua música de grande lirismo, sintetiza múltiplas referências, traduz a dor exposta no “Mural do Povo”, desde as hostilidades sociais à explosão do grito suburbano no seu Rythm & Blues rouco  Bantu e Laurentino.

Aqui chegados, devemos nos lembrar dos quintais de latas de parafina (phalafêni) bantustanizando as casas civilizadas de madeira & zinco, onde a vela no dorso do carvão refundiu o discurso da felicidade de muitas famílias, que têm no batique a gratidão e a bondade do percurso frenético do seu quotidiano.

Azmir, Simbine, Ukheyo, Amós Mawai, Beto Sitói, Bachito, Hambro, Thafu, de geração em geração com seus “Olhos de Deus” vão pondo em cena a difusão das figuras de cores múltiplas que reinventam o tempo para melhor diluir as fronteiras.

Hobjwana, Neto, Makazaku e João Timane entre o óleo e a tela traçam caminhos fragmentados, imagens fantásticas, questionastes a encherem-se de pássaros, gritos, flores, ferramentas indecifráveis, arquitectam um bairro “sempre” em ascensão. Uma Torre de Babel?

O poeta Sangare Okapi, (re)coloca o espólio do bairro numa dimensão satírica e contraditória:

Nu e vazio regresso pelo túnel da memória (alguma rede ou algum anzol do chão cavado)! Que recordações para o futuro!… (…) (in Mesmos barcos ou poemas de revisitação do corpo, 2007, p.15).

Amosse Mucavele

O maestro e violinista brasileiro Cláudio Cohen visita Moçambique, com intento de criar um projecto de orquestra que irá integrar instrumentos clássicos e tradicionais moçambicanos, para fazer um grande concerto africano, de músicos e compositores africanos.
Para Cohen, a cultura brasileira tem uma forte influência do continente africano, sobretudo na música. “Entendo que a música é música, a pintura é pintura e temos que integrar as artes como um todo, sem nenhum tipo de barreira”, disse.  
Kika Materula, directora artística do projecto Xiquitsi, primeira Orquestra Clássica em Moçambique, considera o encontro um início de uma longa caminhada e é optimista quanto ao futuro do projecto. “Já consigo sentir e ver o sucesso deste primeiro passo”, afirmou.
As artes e cultura não têm fronteiras. Para o Ministro da Cultura e Turismo Silva Dunduro, é preciso fazer das artes e cultura um instrumento de paz, de redução de desigualdades sociais, que permita realmente, ligar povos. “Temos uma relação histórica com o Brasil, como também uma cooperação já há bastantes anos”, disse acrescentando que este projecto vai fortificar as relações entre os dois países. Depois de se criar a orquestra o ministro espera para além de expandir as actuações entre Brasil e Moçambique, internacionalizar a cultura moçambicana.
O Embaixador do Brasil em Moçambique, Rodrigo Soares, declarou que este projecto possa a contribuir para o enriquecimento da música moçambicana, clássica e popular. “Que o Brasil possa ajudar na formação e no treinamento de músicos moçambicanos”, afirmou.
Agentes culturais de Moçambique acham a iniciativa positiva e poderá trazer vantagens para os profissionais da arte e a sociedade em geral. “Este intercâmbio com o Brasil pode incentivar em parceria com as nossas escolas do ensino básico e superior e parcerias com artistas já consagrados”, explicou Roberto Isaías, músico e Secretário-geral da Associação Empresarial, Promotores de Eventos e Espetáculos (AEPPEE).
A primeira apresentação da orquestra com os instrumentos clássicos e tradicionais de Moçambique está prevista para setembro de 2018, na Ilha de Moçambique.

O padre Arcanjo Sentinela lançou, ontem, o livro Lógica de acção e critérios teológicos da Pastoral Social na Diocese de Quelimane (1978-2008). Trata-se de um livro de 260 páginas que faz uma radiografia deste período da actividade pastoral na Diocese de Quelimane.

A obra, de carácter pastoral é também cultural. O autor diz que a obra tem importância pastoral e social no seio dos seres humanos. Aliás nela, o padre dá destaque aos feitos do falecido Dom Bernardo Governo enquanto bispo da Diocese de Quelimane.

O padre Arcanjo reside actualmente na Áustria e é pároco de uma paróquia naquele país.

“É necessário investir em procedimentos técnicos antes de se levar as nossas modelos às passarelas. E, nesse sentido, o país tem um défice enorme”. Quem pensa assim é Manuel Lima, da Bee Like Model, uma instituição vocacionada a formar modelos desde muito novas.

A ideia da escola é fazer com que as adolescentes e jovens moçambicanas que aspiram ser top model possam ter uma preparação acentuada nesse processo. Tal atitude, tem na motivação a percepção de que, actualmente, “há cada vez menos entidades focadas em investir nesta arte, a nível nacional. Como consequência, é visível a falta de traquejo de muitas que vão à passarelas, por não existir um rigor ao nível da selecção, da motivação, o que cria uma situação negativa. Para reverter o cenário, criamos a escola que enche de ferramentas teóricas e práticas as candidatas a modelos”, explicou Manuel Lima da Bee Like.

Além de formar modelos, sobretudo nas componentes de saber ser, vestir e estar, a Bee Like Model agencia-as, preparando-as para um padrão internacional. Por isso, as meninas são desafiadas a aprender a falar inglês e francês, de modo que, em geral, a língua não constitua para elas um factor de exclusão. Passa pela instituição localizada em Maputo preparar as meninas modelos para vida, por via da moda, porque “a cultura é importante para o individuo”, defende Manuel Lima.

Como forma de dar crédito a instituição, a escola tem contratos com as modelos, com o conhecimento dos pais/ encarregados de educação, e atribui diplomas. O propósito consiste em encontrar mecanismos que permitam exportar modelos qualificadas aos mercados da moda internacional.

 

 

“Metamorfoses debaixo do Trópico de Capricórnio” é o título da exposição de Francisco Sepúlveda que inaugura hoje, às 18h30, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, em Maputo.

O objectivo da exposição que estará patente no Franco até 9 de Setembro é de apresentar o universo mágico e misterioso do artista latino-americano Francisco Sepúlveda, a sua mitologia interior que se mistura com a realidade de dois continentes: América (Latina) e África.
O artista inspira-se na herança cultural do seu Chile natal, assim como nas suas incessantes e numerosas viagens para melhor moldar o seu universo. Da Ilha de Páscoa à Ilha de Robinson Crusoé, da Bolívia à Amazónia, do México a Cuba, da Lituânia aos Balcãs, da Grécia ao Mali… todas essas experiências enriquecem a obra do artista, assim como a descoberta deste novo país que o encanta: Moçambique.

Os críticos abordaram o trabalho do artista falando da ‘’Galáxia Sepúlveda’’, da ‘’paleta dos deuses’’, comparando-o a um ogre voraz e insaciável, que devora os universos para melhor moldar um só: o seu próprio, único, luminoso, fascinante.

As obras deste artista figuram em prestigiosas colecções privadas e públicas de instituições tais como a New York Public Library, em Nova Iorque, a Graphische Sammlung Der ETH, em Zurique, o Centro de Arte Contemporânea de Cordoba, na Argentina, a Biblioteca Nacional de Espanha, em Madrid, a Biblioteca Nacional de França, em Paris, a Biblioteca Municipal de Part-Dieu, em Lyon, o Instituto Cervantès, em Lyon, a Biblioteca Real da Bélgica, em Bruxelas, e a Biblioteca da Catalunha, em Barcelona.

Sepúlveda recebeu o Grande Prémio Azart 2009.

Um olhar latino sobre Sepúlveda

Francisco Sepúlveda nasceu em 1977, em Santiago do Chile, e estuda desenho, pintura e gravura na Escola de Belas-Artes de Santiago e no Atelier Wilfredo Lam, onde explora técnicas experimentais de gravura. Francisco Sepúlveda expõe desde 1995 e viaja muito, expondo regularmente em França, na Suíça, na Alemanha, nos Estados Unidos e na América Latina.
Simultaneamente exuberante, misteriosa e mágica, a obra de Sepúlveda abunda nas referências às suas raízes sul-americanas e às diferentes culturas às quais foi exposto durante as suas viagens pelo mundo.

 

 

Oito anos depois, a colectânea de contos “Reclusos do tempo”, de Alex Dau, volta às prateleiras, com uma nova imagem. Nesta segunda edição, o lançamento do livro que é publicado pela Oleba Editores terá lugar quarta-feira, no Auditório do BCI.

Sobre as razões deste segundo lançamento da obra literária, Alex Dau avança que existem várias, uma delas é a procura do livro. Além disso, o autor explica a outra razão: “tenho um grupo de leitores que não teve acesso ao livro. E, como se não bastasse, a obra tem um conto, intitulado “Zona quente”, que foi apresentado num bailado no Brasil, o que valoriza ainda mais o livro ao ponto de o lançarmos novamente para novos públicos”, explicou Dau.

Não obstante, “Reclusos do tempo” não deixa de ter motivos para atrair os leitores que já o leram e compraram ao longo dos anos. Afinal, agora, aparece com mais dois contos, dos quais um é inédito. O primeiro é intitulado “A última bolada da noite”, o outro, bem, o leitor terá que ter o livro em mão para saciar a curiosidade. É a vontade do autor.

Neste regresso às prateleiras, “Reclusos do tempo”, diferente da primeira edição, conta com prefácio, escrito por Hélder Nhamaze, e posfácio, assinado por Aurélio Ginja. Tudo propositado, que na literatura há necessita de valorizar outras vozes e sair-se da rotina, defende Alex Dau. Também por isso, Jorge Matine, escritor que fez parte do Oásis, vai apresentar a obra com 14 contos, em 90 páginas.

 

 

 

Um reencontro muito aguardado! Quem assim considera foi o público e os artistas que fizeram a festa no terceiro espetáculo alusivo aos 15 anos da STV. O Campo do Ferroviário da Baixa, em Maputo, foi pequeno para acolher a moldura humana que se fez presente no recinto para testemunhar o reencontro da celebrada Bang Entretenimento.

A ansiedade e a curiosidade dominavam os espectadores que há cerca de 10 anos não viam os integrantes e ex-integrantes da Bang Entretenimento a dividirem o palco.

O mistério perdurou até quando meia hora nos separavam das 23h quando as luzes invadiram o palco e o mestre-de-cerimónias anunciou o início da grande festa. Nayla teve a nobre missão de abrir o espetáculo. Uma actuação atrevida, que serviu de chamariz para a atenção dos espectadores dispersos e dos que ainda estavam na fila de entrada para o recinto.

Mas foram três meninas que levaram o público pela primeira vez aos gritos. As De Já Vu, grupo de dança, que causaram muito furor no passado, mostraram que com o tempo aperfeiçoaram ainda mais o seu repertório e os passos de dança. Elas foram as primeiras integrantes da família Bang Entretenimento a actuarem.

E na voz de Danny OG os presentes no Campo do Ferroviário da Baixa garantiram que iriam festejar até o amanhecer – “A malta vai txilar até o amanhecer” – prometia o público. Promessa feita o espetáculo seguia e a família ia-se reencontrando. 

Marlen, a Preta Negra, como carinhosamente é chamada pelo público, entrou de forma calma a entoar a música “Moçambique”, numa versão mais calma e lenta, bem diferente da original. O som da batucada denunciava a mudança de ritmo e o pandza entrava em cena. As músicas Preta Negra, Massaia e Ni Ketile Whena mostraram que a jovem cantora continua afinada e com movimentos coordenados.

Mas este não foi o auge da noite, mais estava por vir! Lizha James convidou os machacas a cantarem com ela continuando deste forma a festa dos 15 anos da STV. Uma actuação que contou com a participação dos artistas Denny Og e Dama do Bling.

Valdemiro José e Doppaz trouxeram o romance à noite. Durante as suas actuações colocaram a plateia feminina a vibrar ao som das suas vozes. Há mulheres que saíram do campo do Ferroviário da Baixa com uma recordação, uma rosa oferecida pelo seu artista de eleição.

Dama do Bling mostrou que continua irreverente. Bling cantou seu primeiro sucesso, “Dama do Bling”, música que leva o nome da artista porque descreve o seu poder como cantora. A performance foi acompanhada atentamente pelo público, que mostrou que conhece perfeitamente as letras das suas músicas. E um obrigado se ouviu da artista ao cantar a música “De nada Bling”.   

O auge do pandza foi recordado com a actuação da dupla Denny OG e Zico. Estes mostraram que este ritmo ainda é muito querido pelos moçambicanos. E o momento mais esperado da noite chegou. Todos os integrantes e ex-integrantes do grupo subiram ao palco para agradecer a todos os presentes e provar mais uma vez que a união faz a força. Uma noite para recordar, de reencontro de artistas que há muito não actuavam juntos. Um reencontro familiar à moda da STV afinal de contas somos todos Moçambique.

 

 

 

 

 

 

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