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A Marilena Dance Shop é uma das criações da Vila Artística Dans’Artes implementada pela coreógrafa e bailarina Maria Helena Pinto. A Marilena opera no ramo da dança, espectáculos, venda de roupas e acessórios para espectáculos. É o primeiro espaço do género a ser criado em Moçambique.

A missão da Marilena é de melhorar a vida social e económica da camada artística moçambicana e das comunidades, desenvolvendo e fortalecendo o sector das artes e da cultura através da criação artística, tornando-se uma referência nacional e internacional.

Os seus valores são: Liberdade de expressão artístico-cultural, respeito pela diferença, valorização de intercâmbios, formação e capacitação como forma de contribuição para o desenvolvimento humano. 

A Marilena Dance Shop será inaugurada oficialmente no próximo dia 31, pelas 16h30, em Maputo.

Juvenal Bucuane tem mais uma obra literária. “Arresto de vozes – ou cúmulo discursivo literário” é o título do livro que será lançado a 6 de Setembro, no Camões-Centro Cultural Português, na capital do país, a partir das 17:30h.

Diferente do que tem sido habitual, desta vez, o co-fundador da revista Charrua e membro da Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO) não se aventura nem na narrativa e tão-pouco na poesia. O livro é outra coisa, uma colectânea de textos que, ao longo do percurso literário do autor, foram elaborados por diversas individualidades, como escritores, poetas, jornalistas, académicos e apreciadoras da arte literária em geral.

Porque escreveu-se tanto a respeito de Juvenal Bucuane nos 32 anos que o livro cobre, “Arresto de vozes – ou cúmulo discursivo literário” é apenas o primeiro volume de uma trilogia que investe na recepção crítica, partindo de 1984 a 2016. Os textos ¬– uns publicados em jornais, outros lidos publicamente nos lançamentos –, neste volume inaugural, são assinados por mais de 30 autores, como são os casos de Mia Couto, Aurélio Cuna, Tomás Vieira Mário, Marcelo Panguana, Calane da Silva, Armando Artur, Felicidade Zunguza, Hélder Muteia, Eduardo White, Daniel da Costa, Jorge de Oliveira, Manuel Ferreira e por Juvenal Bucuane. No entanto, é sobre obras de outros autores que o autor de “Xefina” escreve.

“Arresto de vozes – ou cúmulo discursivo literário” possui 235 páginas, e, de acordo com Juvenal Bucuane, é um livro que sintetiza o seu percurso literário. “Muitas pessoas podem pensar que é biografia, mas não tem nada disso, no sentido tradicional. É um livro que me apresenta no sentido crítico, tendo em conta a minha actividade literária, como escritor e como poeta”.

O novo livro de Juvenal Bucuane sai sob a chancela da Alcance Editores e conta com o prefácio de Nataniel Ngomane. No dia do lançamento, será apresentado pelo professor universitário Almiro Lobo.

 

 

A desvalorização das línguas africanas, nos meios urbanos, constitui uma das preocupações do músico sul-africano, Hugh Masekela, um dos astros do Jazz mundial – autor de álbuns como “Home is where the music is”, “Introducing Hedzoleh Soundz”, “Trumpet Africaine”, “Hope”, “Colonial Man”, “No Borders”, entre outros –, que se encontra em Maputo, no âmbito das comemorações dos 130 anos daquela cidade, e também com a missão de fazer parte do workshop “JAZZ – The man behind the artist featuring Hugh Masekela”.

Segundo Masekela, os povos africanos devem resgatar os seus valores culturais, que encontram bases na língua, como um instrumento de identidade primária. Estas constatações surgiram num encontro havido na manhã desta quarta-feira, no Ministério da Cultura e Turismo, entre o músico sul-africano e o ministro da Cultura e Turismo, Silva Dunduro, que descreveu Hugh Masekela como pertencente à “uma geração que levantou a sua voz, como instrumento de libertação de África”. Sendo que, para Dunduro, essa geração precisa de passar os seus conhecimentos às novas gerações, para que tenham as bases culturais da música africana, sem que isso signifique fechamento às influências externas.

“Temos que conhecer os valores das nossas línguas, pois elas conferem-nos uma emancipação cultural”, apontou Masekela, para quem o conhecimento da História de África, datada há milhões de anos, é a única forma de preservação das nossas bases culturais, numa altura em que a globalização coloca os africanos à margem das suas culturas.

“Não podemos deixar de lado os nossos rituais, a componente indígena do africano é sempre importante para a compreensão da história”, frisou o trompetista sul-africano, destacando, igualmente, a contribuição que os festivais culturais podem dar na preservação e promoção da cultura africana.

Aliás, Masekela entende que a África vive um contexto de clamorosa perda de valores, sendo urgente uma tomada de medidas, por forma a reverter-se o cenário. “A comunidade africana é a única, no mundo, que copia os outros povos. Temos que fazer as nossas coisas. Temos que acreditar que podemos fazer mais coisas boas, e deixarmos de copiar os outros”, frisou.

O Projecto Hugh Masekela, que enaltece os valores da língua, apoiando artistas que cantam nas línguas locais, poderá cooperar com o Ministério da Cultura e Turismo, em vários domínios culturais, com destaque para a criação de grandes centros culturais no país, uma experiência de sucesso na África de Sul, que conta com três grandes centros culturais, no âmbito daquele Projecto.

 

O ministro da Cultura e Turismo, Silva Dunduro, encorajou os artistas e criadores a valorizarem a sua arte e a persistirem na sua actividade criativa, como fonte de recursos. Dunduro falava por ocasião do lançamento da obra literária de Alex Dau “Reclusos do Tempo”. “A arte deve ser vista como uma das manifestações que trazem riqueza” – disse e prosseguiu: “Como Governo, como Ministério da Cultura, que produz riqueza e contribui para a redução das desigualdades sociais, estamos a fazer de tudo para que as artes e cultura não sejam só um momento de diversão”. E contextualizou: “sabemos que 7% do PIB mundial provém das artes e cultura. E nós em Moçambique temos tudo para que isso aconteça. Temos estado a aprovar instrumentos que permitam a valorização do criador”.
Na mesma ocasião, Dunduro felicitou o BCI pelo Auditório do seu edifício-sede, “por nos ter oferecido mais um espaço onde possamos mostrar as nossas criações e todas as manifestações” e explicou: “Aqui temos uma exposição, estamos diante de um livro e ao mesmo tempo apreciamos a encenação dos textos do autor. Significa que há uma combinação perfeita entre a literatura, as artes cénicas e as artes visuais”. 
Mais adiante, o ministro encorajou o BCI a “criar em cada cidade um espaço cultural. Porque precisamos, também, não só em Maputo, mas um pouco pelo país de algum espaço digno onde possamos apresentar as nossas criações”.

É no próximo mês que Maputo recebe Billy Ocean, mas os artistas que vão fazer parte da festa já estão há muito preparados. É o caso de Fernando Luís. Aliás, o músico moçambicano anda sempre afinado, as actuações que tem feito com regularidade ajudam-no a estar em forma. É uma das escolhas locais para animar mais uma sessão do “Moments of jazz”, juntamente com Miguel Xabindza e DJ Sérgio Butler.
Cabe ao artista abrir o concerto que se presume memorável. Espinhoso não é? O músico confirma, mas está a fazer de tudo para não decepcionar. Aliás, ele promete um espectáculo inédito, onde vai cruzar músicas de vários quadrantes e com várias línguas. Será uma actuação mista, atendendo o público-alvo do “cabeça de cartaz”. Músicas dos anos 80 e 90 vão se cruzar com propostas mais actuais. Fernando Luís não vai dispensar o seu repertório, mas as músicas para o público de palmo e meio não serão chamadas à conversa desta vez, talvez, num dedilhar de brincadeira. 
Serão 50 minutos de actuação. Mas não estará só, a sua performance será acompanhada por uma corista e um guitarrista. Temas que convocam mensagens sociais e alguns êxitos mundiais fazem parte do seu cardápio. O músico não duvida que os amantes de Billy Ocean vão gostar da sua actuação, até porque o conhecem o suficiente para assim perceber.
“Comecei a ouvir as músicas de Billy Ocean numa discoteca da Suazilândia nos anos 80”. Mas também foi acompanhando a trajectória do astro pela rádio. Pelo potencial do inglês, sem dúvida, “será o espectáculo do ano”, assumiu.
Com mais de 30 anos de carreira, o “homem orquestra” promete honrar a sua presença no espectáculo e a responsabilidade de abrir o concerto não passa de um bom desafio. O espectáculo terá lugar no Campus da UEM, no dia 22 de Setembro. Esta é mais uma produção da BDQ Concertos com o patrocínio da Vodacom e BancABC. 

A cantora cabo-verdiana Ceuzany, melhor voz feminina 2015 e 2017, estará pela primeira vez em Moçambique, esta sexta-feira (18). O concerto marcado para as 20h30, no Centro Cultural Franco-Moçambicano.
Ceuzany Pires nasceu no Senegal, mas o pai é do Fogo e a mãe de São Vicente. Foi na cidade do Mindelo que viveu desde os 2 anos de idade. O seu percurso artístico começa aos 12 anos, quando participa no Festival dos Pequenos Cantores, organizado pela Fundação Infância Feliz em 2002. Vence a etapa em São Vicente e na final, na Praia, fica em segundo lugar. Em 2008, Ceuzany conquista o primeiro lugar numa gala dos Pequenos Cantores. A talentosa cantora brilhou em hotéis e outros espaços musicais da ilha do Monte Cara, principalmente com o grupo Eclipse, da Ponta do Sol (Santo Antão), com quem teve oportunidade de fazer uma digressão à França e à Holanda. Em 2007, Ceuzany cantava num hotel em Santo Antão, quando Arlindo Évora, compositor e vocalista do Cordas do Sol, agraciado com a sua performance, convidou-a a integrar o grupo, que já procurava há algum tempo uma voz feminina. Desde então, a sua presença dá um brilho extra às actuações deste grupo, que é um dos mais emblemáticos de Santo Antão. Ceuzany recebeu, em 2015, o prémio de melhor voz feminina nos CVMA, e em 2017 igual prémio de melhor voz feminina e melhor música tradicional com o tema “Mindel de Novas”

O espectáculo marcado para este sábado, na cidade de Benguela, é a primeira actuação no estrangeiro dos pupilos de Jimmy Dludlu, os (In)disciplinados. É uma das bandas que surgiu na Escola de Comunicação e Artes (ECA) da UEM e que com o tempo foi assumindo a música de forma profissional.
É por conta disso que a banda foi escolhida para actuar, este sábado, na cidade angolana de Benguela, no Festival denominado Rasgados Jazz Club, evento que acontece alusivo às eleições daquele país.
Os jovens levam na bagagem músicas próprias e de outros artistas nacionais e internacionais.
No regresso ao país, os (In)disciplinados prometem um grande concerto onde farão o lançamento oficial da sua banda.
A participação do grupo no festival só foi possível depois da exposição dos seus vídeos, onde teve 80% de votação por parte da organização, deixando para trás todas as bandas que disputavam o lugar.

A banda (In)Disciplinados viaja, quinta-feira, para Angola, onde vai participar do 5º Concerto Internacional de Praia, denominado Voto Certo, a decorrer na Baía Azul, município da Faia Farta, em Benguela. O concerto, promovido pelo Rasgado´s Jazz Club, vai acontecer no Sábado e junta músicos moçambicanos e angolanos.

Este concerto é feito em apoio a Benguela nas eleições que vão acontecer a 23 de Agosto do ano em curso. Os (In)Disciplinados partem para Angola na quinta-feira (17), com grande expectativa por ser a primeira aparição da banda fora de Moçambique. “Esperamos representar Moçambique ao mais alto nível. Para este festival intensificamos os ensaios. Levaremos alguns temas nacionais de que fizemos aranjos mas também vamos interpretar alguns clássicos.

Vamos tocar “human nature”,  de Michael Jackson mas numa versão de Miles Davis, “Drenagem”,  de Zaida Lhongo, “Viola”, de Anónio Marcos e temas da nossa autoria, disse Sarmento de Cristo, saxofonista da banda.

O grupo foi seleccionado entre outras bandas de países de língua portuguesa. Os (In) Disciplinados tiveram 80 por cento de votos e são a única banda convidada de fora de Angola.

Os (In)Disciplinados surgiram na Escola de Comunicação e Artes (ECA), da Universidade Eduardo Mondlane, com a introdução de “Assamble”,  disciplina do curso de licenciatura em música, regida pelo guitarrista, compositor, intérprete e professor Jimmy Dludlu. O professor é mentor da banda, que abraçou o Jazz, Afro-jazz, Marrabenta e ritmos africanos.

 “Os (In)Disciplinados vão representar a ECA  e esperamos que os nossos rapazes representem condignamente, deixem a nossa marca”, disse Henrique Manhiça, administrador da ECA, acrescentando que esta banda vai fotalecer a imagem da escola além-fronteiras.
A banda é composta por cinco elementos seleccionados de turmas diferentes. Domingos Aligema é o baixista, Déuscio Vembana, pianista e vocalista, Regino Matimbe, guitarrista, Sarmento de Cristo, saxofonista, e Tonny Guindo, baterista.

A denominação “Indisciplinados” foi atribuída por Jimmy Dludlu, pelo facto de os membros do grupo não serem assíduos, facto que levou o professor a solicitar que fossem expulsos da Escola.

O grupo abriu o concerto de lançamento do álbum “In the Groove”, de Jimmy Dludlu e actuou com o seu mestre nas celebrações do Dia Mundial do Jazz.

Entre os músicos convidados, destacam-se os (In)Disciplinados de Moçambique e a AfraSound Stars, a maior banda de Jazz, Blue e Soul Music, de Angola. Dodó Miranda, Esperança Miranda (uma nova promessa do Jazz), Banda FM da Rádio Benguela, Duo Lázaro & Kátia, fazem parte dos músicos que abrilhantarão este concerto que é aguardado com grande  expectativa pelos amantes do jazz.

Os planos disciplinados de uma banda ambiciosa

Depois da estreia no estrangeiro, a banda está a preparar-se para fazer um concerto de lançamento. “Vamos fazer parte de alguns concertos e no momento certo vamos anunciar quais são esses concertos. Já estamos a fazer as gravações para o nosso álbum e o que está a acontecer agora é muito trabalho. Vamos trazer nossas composições e interpretar alguns temas, com alguns  aranjos.
Vamos convidar alguns artistas como o nosso docente Jimmy Dludlu,  António Marcos para fazer parte do lançamento do nosso show”, garantiu Tony Guindo (baterista).

 

 

 

Dentro de dois meses, aproximadamente, o Jardim Tunduru vai receber mais uma edição da Feira do Livro de Maputo. Enquanto o grande momento de intercâmbio literário não chega, o Conselho Municipal da capital do país e seus parceiros promovem o “A caminho da feira”, actividade que, entre outras pretensões, divulgam o evento que irá arrancar no dia 5 de Outubro.

Como é de habitual, o Conselho Municipal de Maputo escolheu um autor para, no “A caminho da feira”, partilhar experiências literárias. A missão calhou na escritora Paulina Chiziane, que recentemente lançou mais um livro: O canto dos escravos. No entanto, para a conversa da próxima sexta-feira, o pretexto para o encontro que inclui um clube de leitores do bairro das Mahotas, arredores da cidade de Maputo, será As andorinhas, uma obra constituída por três estórias, todas “inspiradas” em figuras reais, como Eduardo Mondlane e Lurdes Mutola.

A conversa com os leitores que se organizaram para a VII actividade do “A Caminho da Feira do Livro” irá acontecer na Biblioteca Municipal das Mahotas, localizada na Casa Agrária daquele bairro, das 10h às 12h.
Referindo-se ao encontro, Chiziane explicou que lhe interessa levar a obra As andorinhas aos leitores pela forte componente que tem com a liberdade. Nada ao desbarato, que, para a contadora de estórias, a busca pela liberdade deve ser uma preocupação de todas gerações e de forma constante.

A intervenção de Paulina Chiziane será algo breve, no entanto suficientemente produtivo para a autora introduzir o clube de leitores juvenil numa futura leitura de O canto dos escravos, outro livro de Chiziane que tem na liberdade um meio e um fim. Aliás, a escritora clarifica: “as andorinhas, as águias e as personagens do livro que perseguem o voo daquelas aves são em si símbolos de liberdade”. Então, considerando esse simbolismo, Paulina Chiziane promete, ao conversar sobre o livro, transportar os leitores para a realidade, “para que as pessoas possam ter uma oportunidade de meditar sobre a vida”.
Sem expectativa nenhuma em relação ao encontro, Paulina apenas quer ter uma conversa aberta com gente nova, o que considera muito importante para os autores e para os leitores. Por isso deixa uma felicitação: “está de parabéns o Conselho Municipal por este tipo de iniciativas. Faltava esta vontade de tirar o escritor do anonimato de modo que possa inspirar novos leitores. É sempre necessário levar o livro às pessoas”.

 

 

 

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