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E os prémios Vodacom foram para turma de Gaza e Sofala
Nova final, mesmo entusiamo. O cine Scala, na cidade de Maputo, teve audiência cheia, maioritariamente trajada de camisetas de cor vermelha, a oficial da operadora 84, a grande patrocinadora do Vodacom Turma Tudo Bom.

Na derradeira gala da oitava edição do maior concurso entre escolas secundárias do país, alunos das três regiões de Moçambique disputaram o grande prémio de 150 mil meticais, celulares, computadores portáteis, medalhas, trofeus, recargas e megabytes gratuitos por um ano na rede Vodacom. Naturalmente, tal ventura coube a muito poucos. Dos 10 finalistas que representaram Norte, Centro e Sul, primeiro alcançaram a primeira classificação a dupla José Ngovene e Nelson Cossa, da Escola Secundária Ndambine 2000, de lá daquela província onde o Limpopo atravessa antes de desaguar no Índico – o leitor distraído deve não estar a perceber que província é essa. Clarifica-se: Gaza.

Os alunos da Ndambine 2000 (do xichangana, cheias de 2000 em português), nesta edição, sempre destacaram-se na categoria Olimpíadas Académicas. Na final de sábado, derrotaram os adversários das escolas secundárias Paulo Samuel Kankhomba, do Niassa, e Geral de Quelimane, da Zambézia. A prova de múltipla escolha desafiou os alunos a responderem afirmativamente às questões relacionadas com várias áreas de conhecimento, designadamente, Língua Portuguesa, Literatura, Geografia, História, Física e Matemática.

Portanto, venceu a escola cujos alunos mais respostas acertadas tiveram.

Momentos depois de terem sido laureados vencedores desta oitava edição do concurso Vodacom Turma Tudo Bom, José Ngovene e Nelson Cossa, da Escola Secundária Ndambine 2000, confessaram sentirem-se recompensados por terem participado na iniciativa da Stv, com apoio da Ethiopian Airlines e Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano e patrocínio da Vodacom. E a satisfação tem mesmo razão de ser, afinal esta não foi a primeira vez que a dupla tentou admitir ao concurso. Ano passado os rapazes tentaram, porém as suas capacidades competitivas não foram além da fase regional Sul. Então prepararam-se mais, com esse sentido de “desforra” muitas vezes agridoce. Este ano, os colegas que também são amigos, voltaram com tudo. Responderam às questões acertadamente mais do que qualquer outra dupla, e, assim, carregaram o grande prémio para Gaza.

“Estamos aqui com um grande prémio para a região Sul. Este foi o resultado de um grande esforço e uma boa preparação”, afirmou Nelson Cossa.

Igualmente em primeiro lugar, no caso na categoria Talentos (canto, dança e representação) estiveram As Fuzilinhas, duas alunas dançarinas da Escola Secundária Mateus Sansão Muthemba de Sofala. Diferente dos que venceram nas Olimpíadas Académicas, as meninas ganharam o concurso por terem somado o maior número de votos do público e do júri. Na final a dupla dançou um pouco de alguns ritmos, com destaque para tropicais/ latinos e house-music. As meninas agradeceram aos coreógrafos e aos encarregados de educação, pela ajuda e apoio.  

A vitória d’As Fuzilinhas não foi nada fácil. Na final, a categoria Talentos, em geral (e a subcategoria dança, em particular), teve concorrentes muito capazes. Por exemplo, a dupla Maluculândia, do Niassa (que dançou feito loucos, mesmo a condizer com o nome do grupo), e os Hot Boys, esses meninos quentes que apenas foram incapazes de aquecer a votação que lhes permitisse levar o grande prémio para Secundária de Chicumbane, Gaza. Mesmo sem vencer, a dupla deixou boa imagem para o público do Scala, que reagiu eufórico desde o princípio da actuação ao até ao fim. Os vários alunos também da escola secundária que estiveram no auditório não resistiram aos passos femininos misturados com outras coisas feitos por rapazes. E aquele gesto de levar o dedo à boca como umas autênticas Mariazinhas? Sorrisos e aplausos não fazem ninguém ganhar. Então os meninos ficaram mesmo pela final, se calhar com um sentimento de dever cumprido.

 

A turma foi boa de canto e representação

À parte a dança, a subcategoria de canto e representação levou performances incríveis à final da oitava edição do Vodacom Turma Tudo Bom. No primeiro caso, logo a abrir a categoria Talentos, a ambiciosa Leonilde Mualia, do Niassa, que foi a Maputo para ganhar, mesmo sem ter alcançado o seu grande objectivo, cantou uma música de lá da terra, verosímil, que descreve um cenário do frio e do matope (lama para os mais rigorosos) que caracteriza aquela província do Norte. Mualia não venceu, e nem foi a única que poderia a ficar na vontade. No canto, igualmente, houve Damiana Barros, de Tete. Talento puro. A garota da terra dos embondeiros e maçanicas cantou duas músicas. Primeiro, “Filho”, de Marllen. Aí deixou boa impressão.

Depois, “One and only”, de Adele. Furor autêntico. Pela Primeira vez o Scala ficou quieto. Toda a gente a ouvir. Calafrios, arrepios e sei lá mais o quê. Menina “craque” de canto. A Escola Secundária de Chingodzi, do bairro que dá nome ao Aeroporto de Tete, esteve muito bem representada. Damiana Barros não venceu, mas mostrou ter arte nas veias e, claro está, nome de artista.

Quanto à representação, novamente, a província de Tete mereceu destaque. A dupla Os Viralatas Júnior apresentou uma história fenomenal. O enredo gira à volta de um curandeiro (charlatão) e uma senhora infectada pelo HIV. No desespero, a personagem recusa-se a aceitar o diagnóstico clínico. Então decide ir mergulhar a esperança nos enigmáticos universos dos curandeiros. Aí é enganada e a moral vem ao de cima: o hospital é o melhor sítio para curar as doenças e a SIDA ainda não tem cura. Tudo isto bem feito. Sem preconceitos, numa representação de alto nível.

Mesmo sem terem alcançado a “perfeição” dos Viralatas Júnior, a dupla Waka Zulu, de Maputo, também deixou uma boa imagem. Nem uns nem outros ganharam, é verdade, mas, às vezes, a vitória é relativa.

 

Outros classificados

Na categoria Olimpíadas Académicas, em segundo lugar esteve a Escola Secundária Paulo Samuel Kankhoma do Niassa. Em terceiro ficou a Escola Secundária Geral de Quelimane, da Zambézia. Ambas, respectivamente, foram premiadas com 75 mil e 50 mil meticais.
Na categoria Talentos, Énia Nuvunga (canto), da Escola Secundária de Chicumbane, ficou em segundo lugar, tendo, por isso, garantido 75 mil meticais para Gaza. No último lugar do pódio esteve Anésia Morais, da Escola Secundária São Carlos Luaga, da Zambézia. Esta concorrente de canto leva, assim, 50 mil meticais para a sua província.  

Além dos premiados em primeiro, segundo e terceiro lugares, a Vodacom ofereceu prémios de participação que incluem celulares para todos os finalistas.

 

Objectivos alcançados e organização satisfeita

“Penso que este é um projecto interessante e a Vodacom vai continuar a apostar na educação, essencialmente”. As palavras são do PCA da Vodacom. De acordo com Salimo Abdula, a telefonia móvel vai continuar a apostar na juventude, na educação e na formação, considerando que a Turma Tudo Bom não é a única iniciativa da empresa, há também o Vodacom Faz Crescer.

Já segundo o Director do canal Stv, Boaventura Mucipo, o objectivo de colocar crianças do ensino secundário de todo o país a concorrem de forma sã para canto, dança, representação e conhecimento, através da categoria Olimpíadas Académicas, foi alcançado. “Atingimos esse objectivo. Foram aqui identificados grandes talentos, obviamente que precisam ser lapidados”.

Quanto à percepção do representante do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano, José Pereira, mais uma vez ficou provado que o concurso Vodacom Turma Tudo Bom é a melhor forma de ocupar e entreter a juventude. “Foi um sucesso!”, reconheceu Pereira.

 

 

Café Acácia, no Museu, ali bem no Jardim dos Professores, na cidade de Maputo, é o local escolhido por Lucílio Manjate para lançar Rabhia, Prémio Literário Eduardo Costley-White (2016).

Lançado há três anos em Portugal, desta vez o livro será lançado por uma editora moçambicana, a Alcance Editores. Segundo o escritor, este foi o tempo natural de um processo que começou a ser tratado logo que se apercebeu de que era difícil ter a edição portuguesa no país, devido a questões logísticas. “Então, optei por tratar da edição moçambicana”.

Na versão Alcance Editores, Rabhia tem 139 páginas e conta com o prefácio do professor universitário Gilberto Matusse, quem considera que a história do livro “explora o lado obscuro da vida, em particular o da cidade, mas também o das próprias personagens envolvidas na trama”.

A cerimónia de lançamento de Rabhia vai iniciar às 17h30, desta quinta-feira.

 

 

Noel Langa nasceu há 81 anos, no distrito de Manjacaze, em Gaza. Da mãe, aprendeu a apreciar a cerâmica, ainda na tenra idade. Novo veio a então Lourenço Marques, onde se afirmou como um símbolo do bairro Indígena, agora bairro da Munhuana, no subúrbio de Maputo.

Ao longo de várias décadas, Noel Langa pintou vidas, lugares e toda uma visão sobre a sua gente e a forma como compreende Moçambique. Por se ter notabilizado durante o seu percurso artístico, a Universidade Pedagógica de Maputo, a UniMaputo, homenageou, na manhã de hoje, na sua Biblioteca Central, o artista plástico que aos 81 anos de vida ainda se comunica com ca ultura por via da arte.

A cerimónia de homenagem durou três horas e contou com a presença de pessoas chegadas ao artista. Uma delas foi o antigo Presidente da República, Joaquim Chissano, que, muitas vezes, procurou comprar as obras de Langa para oferecer aos seus homólogos, quando ainda era Ministro dos Negócios Estrangeiros.

Na sua intervenção, na cerimónia de homenagem ao artista da Munhuana, Chissano enalteceu as contribuições que Noel Langa deu e continua a dar na construção da moçambicanidade e da sua própria identidade. Segundo afirmou o antigo Presidente da República, as telas de Noel Langa, desde cedo, contribuíram para vincar a originalidade da arte dos moçambicanos, diferenciando-a da maneira como, por exemplo, os pintores europeus produzem as suas telas. Para Chissano, Noel Langa integra a lista dos artistas plásticos clássicos de Moçambique.

À volta desta percepção de Joaquim Chissano, girou a intervenção do Ministro da Cultura e Turismo. Intervindo na cerimónia de homenagem, Silva Dunduro, ele próprio artista plástico, afirmou que o seu colega Noel Langa faz parte de uma geração de artistas que iniciaram uma perspectiva artística muito ligada à cultura africana, “aquela que muitas vezes resulta de ensinamentos à volta da fogueira (debaixo de frondosas árvores) e dos contos sobre os nhamussoros. Noel transporta esses ensinamentos para as telas, dando-os um sentido universal”.

Dunduro defendeu que pessoas como Langa merecem ser enaltecidas neste tipo de iniciativa que a Universidade de Maputo iniciou a algum tempo: a de reconhecer o contributo do trabalho dos artistas ainda vivos. Sobre isso, Calane da Silva, poeta, professor da UniMaputo, lembrou que a função da Universidade não é apenas de ensinar conhecimentos técnicos ou científicos, mas também a de valorizar os artistas e as culturas de um país. O poeta e escritor, há dias homenageado na Feira do Livro de Maputo, contou peripécias vividas com o pintor e recuou ao passado para contextualizar a amizade que lhes une já desde os tempos colonias. “Teria feito tantos textos sobre Noel Langa. Um deles, lembro-me tão bem, quando o apresentei no Instituto Camões, dizia assim: “Noel, langa, Noel. Era para ele escolher.

E ele escolheu pintar cada vez mais”.  
Uma das artistas que vibrou na cerimónia de homenagem foi Evira Viegas, que cantou, dançou e, enfim, celebrou… Para a cantora, Noel Langa é um ícone da cultura moçambicana na vertente pintura, à imagem de Malangatana ou Mankeu. Por isso, acrescentou o poeta e escritor que muitas vezes recebeu dicas do pintor quando se iniciou na arte da escrita, Juvenal Bucuane: “esta é uma homenagem merecida. Noel Langa é um homem grande, e quando digo grande não é pelo tamanho, é grande de espírito, por aquilo que sabe pensar e transmitir aos seus próximos”.

Marcelo Panguana é um dos amigos de Noel Langa que também esteve na Biblioteca Central da UniMaputo. O escritor realçou que, além de pintor, Langa é um grande homem. “Numa altura como esta, em que escasseiam pessoas com grande dimensão humana, Noel Langa traz-nos essa virtude que falta na nossa sociedade”. Deve ser por isso que José Mucavele admira o pintor: “Noel Langa completa toda a minha pessoa como inspiração. Quando tenho alguma dificuldade, vou ter com ele”.

Na cerimónia de homenagem, Jorge ferrão, Reitor da UniMaputo, sublinhou: “reservamos este momento especial para celebrar o aniversário do artista Noel Langa. A nossa universidade quis, deste modo, exprimir que reconhece não apenas a sua veia artística, mas, sobretudo, a sua entrega às causas sociais, culturais, e, se me permite, à consolidação da pátria e da unidade nacional”.

 

Durante o período em que Resgate esteve em exibição, nas salas Lusomundo, em Maputo, foi um furor em termos de adesão do público. Agora, a longa-metragem da Mahla Filmes está a notabilizar-se no estrangeiro. Neste domingo, o filme conseguiu dois prémios no Africa Movie Academy Awards, na cidade de Lagos, na Nigéria: Melhor Roteiro e Melhor Direcção de Arte.

Esta não foi a primeira vez que Resgate volta para casa com um grande reconhecimento internacional. Há alguns meses, a longa-metragem foi agraciada com o Courageous Film Award pelo Film Fest Zell, na Áustria. Como se pode imaginar, para a produtora todos estes galardoes conquistados tão rápido têm um significado particular. Mas qual? Michey Fonseca, o guionista do filme, adianta: “Para Mahla Filmes estes reconhecimentos significam que todo o trabalho compensa. Devemos continuara a trabalhar. Não é fácil, considerando todas as dificuldades que daí advêm. Em todo o caso, estamos super contentes porque estamos a ser reconhecidos”.

Outro filme moçambicano distinguido no Africa Movie Academy Awards é Mabata bata, de Sol de Carvalho. Neste caso, a ficção foi laureada com outros dois prémios: Melhor Banda Sonora e Melhor Produção Sonora.

Ao facto de dois filmes moçambicanos terem conquistado dois prémios no mesmo evento, no estrangeiro, Michey Fonseca adianta: “Este é um alerta para nós, os moçambicanos, que muitas vezes não damos valor à nossa cultura. O Governo tem de acordar e acreditar em nós, os artistas, porque nós acreditamos. Não queremos muito, um pouco de força de vontade e interesse já significa muito”.

Reagindo igualmente às distinções, Sol de Carvalho realça que tem muita consideração aos prémios técnicos, porque são categorias mais objectivas. Ou o filme é bom ou não é. “Fico contente por ter vencido prémios técnicos com o Mabata bata, pois, independentemente de se gostar ou não do filme, o mais importante é estar bem feito”, afirmou o realizador do Mabata bata, que também é Melhor Filme do Festival Internacional de Cinema de Barcelona.

Na opinião de Sol de Carvalho, que viu a lista de todos os filmes laureados no Africa Movie Academy Awards, as produções em causa são muito boas. “Os prémios foram muito bem entregues e os mesmos demonstram que África produziu coisas muito interessantes. Muitos dos filmes premiados, diga-se, com boa qualidade técnica, no Africa Movie Academy Awards, foram feitos por jovens. Isso também é muito interessante”.

Os dois filmes moçambicanos foram nomeados para 15 categorias no Africa Movie Academy Awards. Mabata bata em sete e Resgate em oito. Resultado disso? Quatro prémios.

Portanto, para Sol de Carvalho, o cinema moçambicano vive um bom momento de há dois anos a esta parte. Inclusive, bateu-se um recorde: “Foi muito positivo este período. Nunca tínhamos produzidos quatro filmes em dois anos”.

 

 

 

 

 

Desde o dia 26, o Teatro Avenida e o Mutumbela Gogo realizam, até 06 de Novembro, o “Festival de Teatro Ahoje é Ahoje – partilhas artísticas solidárias”. O festival internacional junta para além de Moçambique, França e Portugal e vai decorrer em diferentes espaços culturais da cidade de Maputo, com destaque para Teatro Avenida e espaço SABURA.

O festival “Ahoje é Ahoje”, além de teatro, apresenta uma programação que inclui workshops de poesia; cenografia, dramaturgia e um espectáculo de rua.

Nesta edição, serão beneficiados grupos moçambicanos que se encontram em actividade para participarem dos workshops e assistir gratuitamente às peças teatrais.

Em homenagem às vítimas do Ciclone Kenneth, no Norte do país, e do Ciclone Idai, no Centro, o Mutumbela Gogo vai apresentar no Festival a peça de teatro “Xicalamidade”.

 

 

 

 

A Associação Kulungwana e a Mozal distinguiram esta quinta-feira, em Maputo os melhores artistas moçambicanos do ano.

Entre a dança e a música, o suspense e a expectativa, vários convidados aderiram ao evento para conhecer os melhores artistas do ano, laureados nos Prémios Mozal Artes e Cultura.

No total, foram sete os artistas distinguidos, nomeadamente Nelly Guambe (nas Artes Plásticas), Orlando Mabasso Jr. (no Cinema e Audiovisual), Yassmin Forte (na Fotografia), Pak Ndjamena (na Dança), Sufaida Moiane (no Teatro), Nivaldo Thierry (no Design de Moda) e Deltino Guerreiro (na Música).
O júri composto por Severino Ngoenha (filósofo e crítico de arte), Gabriel Mondlane (Director do INCC), Basílio Muchate (Professor e fotógrafo), Vasco Rocha (Director da Maputo Fashion Week), Paulo Chibanga (Director do Festival AZGO),  Quito Tembe (Director do Festival Kinani) e António Sopa (representando a Kulungwana), foi presidido por Josefina Massango, eleita entre os seus pares, que discursou durante a cerimónia.

Josefina é actriz, encenadora e ex-directora do curso de Teatro da Escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane.

A presidente do júri falou das dificuldades de encontrar os vencedores num conjunto de 21 artistas de competência e proeminência artística reconhecido pelo público. Josefina Massango falou também das complexidades em reunir maior informação possível de artistas de todo o país, que, certamente, defende, “tem qualidade para merecer estar entre os nomeados para o prémio”.

Para a Mozal, a cultura moçambicana está num grande momento e foi em reconhecimento dessa “riqueza cultural do país” que a instituição decidiu dar asas à criação de um prémio em jeito de incentivo aos talentos jovens menos conhecidos.

Fazer dos Prémios Mozal Artes e Cultura uma aposta no futuro das Artes do país, como uma acção importante para a valorização do talento de jovens artistas e destacar as suas criações, é o que pretende a Kulungwana, afirmou Henny Matos, a directora executiva da agremiação que há mais de dez anos tem desenvolvido projectos para o desenvolvimento cultural.
Segundo Henny Matos, os prémios Mozal Artes e Cultura vêm preencher um vazio que havia na atenção que se dá a artistas jovens no país, o que não vale pelo valor monetário atribuído, mas pela ideia de promover e dar visibilidade aos melhores trabalhos produzidos pelos artistas.

Neste evento da Kulungwana e Mozal os artistas vencedores dos Prémios Mozal Artes e Cultura 2019, para além de troféus e certificados, levaram para casa 120 mil meticais. Já os restantes nomeados ficaram com um diploma pelo reconhecimento do seu trabalho de qualidade, atestado por terem sido apurados, no meio de uma diversidade de artistas.

Os Prémios Mozal Artes e Cultura, são atribuídos aos jovens artistas moçambicanos que tenham sido protagonistas de uma intervenção particularmente relevante e inovadora na vida artística do país, atendendo, nomeadamente, ao rigor e originalidade dos seus trabalhos, durante os doze meses que antecedem a premiação, ou na sequência duma actividade anterior.

 

O Camões – Centro Cultural Português em Maputo promove um curso de escrita criativa intitulado “Escrever para crianças”, dinamizado pelo poeta e escritor Calane da Silva. No curso, pretende-se trabalhar ideias, dando-as forma através de palavras e frases, com leitura, análises de contos para crianças e fazer exercícios práticos, explorando a escrita destinada aos mais novos.

Os principais objectivos do curso são: trabalhar ideias e desenvolvê-las num texto para os mais novos; ensinar a estruturar uma narrativa para crianças; e aprofundar o gosto pela escrita e pela leitura de histórias para crianças.

As sessões que integram o curso irão realizar-se nos dias 8,15, 22 e 29 de Novembro, sextas feiras, entre as 10h00 e as 12h00 no espaço do Camões – Centro Cultural Português em Maputo.

“Dado que as inscrições são limitadas (15), e de forma a potenciar os seus resultados, a organização do Curso selecionará os candidatos a partir da apresentação dos seguintes requisitos e da qualidade do texto manuscrito apresentado: 12ª classe ou equivalente; currículo abreviado; texto (manuscrito), de uma página A4, em que o candidato apresente a motivação para se inscrever no curso. As candidaturas deverão ser entregues entre 28 de outubro e 4 de novembro de 2019, na Biblioteca do Camões – Centro Cultural Português em Maputo”, avança a organização.
 

 

 

Esta sexta-feira, quando forem 18 horas, na Associação dos Músicos Moçambicanos, na cidade de Maputo, Ras Soto vai apresentar o seu CD (mixtape) “Dancehall Time”.

A apresentação vai acontecer num concerto de música reggae a contar com participação do colectivo Nyabingh Drums, Zion Vibration Legalize, Fausto Banze, Roots, Dj Black Kid e com animação do humorista Rico.

Soto é um autor versátil, cantor e compositor. Com 17 anos de carreira e mais de 100 músicas gravadas, já fez diversas parcerias com músicos da Jamaica, Brasil, Ilhas Comores, Ilhas Reunião e África do Sul. As suas composições enquadram-se no estilo reggae, dub roots, classic, dance hall, e ragga muffln.

Próximo mês, Ras Soto vai fazer o lançamento do “Dancehall Time” no Brasil, onde também está programado um intercâmbio artístico com diversas participações em shows com músicos e Djs brasileiros.

Ora, o artista está agora empenhado na finalização do seu primeiro álbum intitulado “Breaking The Chain” que será lançamento em 2020.

Nas suas músicas, Soto reflecte a sua identidade e carácter. Procura trazer mensagens para mudança social. O artista sempre acreditou no bem e no amor com as pessoas, tendo crescido a fazer trabalhos voluntários.

É activista social e acredita que “não existimos por acaso pois, cada um tem seu passado, fazer música não é para entreter pesssoas, mas sim contribuir para construir a consciência da comunidade”, afirma o músico, acrescentando: “o amor é a solução de todos os problemas que enfermam o universo. A minha luta é contribuir para melhorar a vida da humanidade, lutar pela união africana e do mundo em geral e fazer perceber que o problema de uns deve ser problema de todos”.

Ras Soto sempre acreditou que a música é um meio poderoso para sensibilizar as pessoas a construir um mundo melhor e encoraja os jovens a investirem nos seus sonhos, porque é a certeza da missão de levar sua arte até as pessoas para as inspirar e alegrá-las.

 

A editora Kuvaninga Cartão d’Arte participa pela segunda vez consecutiva na Feira Internacional do Livro de Maputo, que decorre de esta sexta-feira até domingo, no Jardim Tunduru.

A editora que produz livros com capa de cartão e material reciclado terá duas actividades: exposição dos livros anteriormente lançados no seu stand e a apresentação da obra “As três mulheres de Malunga”, da autoria de Ganhanguane Masseve. A apresentação em causa está programada para as 13h30, no Jardim Tunduru, neste primeiro dia da Feira do Livro de Maputo, que junta autores de Moçambique e do estrangeiro num intercâmbio que já dura há muitos anos.

A apresentação do livro lançado na primeira edição do Festival Literatas, na Matola, será feita por Elcídio Bila, com leitura encenada do declamador Negro.  

Nesta participação da Feira do Livro, a editora Kuvaninga reuniu alunos de escolas primárias dos cincos distritos urbanos da cidade de Maputo para uma oficina sobre a vida e obra de Eduardo Mondlane, numa actividade que pretende divulgar a dedicação do herói nacional na luta pela libertação de Moçambique. O livro resultante dessa actividade será apresentado no Tunduru, depois de as crianças finalizarem a produção do mesmo numa outra oficina, no caso, de pintura. Esta vai acontecer no espaço Fátima Langa e será orientada pelo artista plástico e co-fundador da editora: Joss.

 

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