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O País – A verdade como notícia

É um dos rappers da CPLP mais conhecidos. Neste sábado à noite, o autor português apresentou-se na segunda semi-final do Festival da Canção, organizado pela RTP e cujo vencedor irá representar Portugal no Festival da Eurovisão da Canção. No evento, numa actuação que durou 02:55 (dois minutos e cinquenta e cinco segundos), o rapper interpretou o tema “Abensonhado”, inspirado no livro Estórias abensonhadas, de Mia Couto.

Numa performance contagiante, Jimmy P foi acompanhado pelo Gospel Collective, que adicionou à música uma dimensão mais emotiva e catártica.

Depois da sua apresentação, o rapper português admitiu que “Abensonhado” reflecte a diversidade que cabe dentro do universo de língua portuguesa. Além disso, a música, disse Jimmy P: “inspira-se numa pessoa que eu tenho como referência, que é o Mia Couto. Pedi autorização para usar essa palavra que foi ele que inventou ou reinventou, e ele deu-me essa bênção, essa autorização. Para mim é um orgulho saber que há uma pessoa que eu admiro que me cede algo que ela mesma criou que é para eu poder usar”, afirmou Jimmy P a RTP.

“Abensonhado” é um tema que retrata a relação que um sujeito tem com Deus. É uma música de força, motivacional e, simultaneamente, de acção de graças. Nela, Jimmy P coloca um personagem a admitir as suas falhas e a assumir as culpas dos seus fracassos. Também, é uma música sobre a amizade, a cumplicidade e sobre o percurso que conduz à maturidade com Deus como farol.

De igual modo, “Abensonhado” intitula o mais recente álbum discográfico de Jimmy P, constituído por 16 temas.

Com o apuramento garantido na segunda semi-final, Jimmy P, que também é autor dos discos #1 (2013), Fvmily F1rst (2015) e Essência (2018), volta a actuar na final do Festival da Canção no próximo sábado.  

Espectáculo teatral será apresentado nas Ilhas Reunião e em França, no segundo semestre, depois de ter sido considerado um dos 10 melhores exibidos em Portugal, ano passado.

 

O teatro tem por vezes a capacidade de falar do mundo, "abrir consciências" ou, pelo menos, tentar fazer com que as palavras dos artistas possam levantar questões. O posicionamento é de Victor de Oliveira, actor moçambicano que vive em França há mais de 20 anos. Pelo facto de o teatro ter a capacidade assumida por De Oliveira, a peça Incêndios, por si encenada, será levada a uma digressão internacional ainda este ano.

O primeiro país que deve receber o espectáculo encenado por Victor de Oliveira, a partir do texto original do escritor libanês-canadense, Wajdi Mouawad, é Ilhas Reunião. Em princípio, naquela parte de África, os actores moçambicanos irão apresentar-se em Setembro, concretamente no Centre Dramatique National. Depois, entre meados de Novembro e Dezembro, a digressão irá avançar para França, onde pela primeira vez, segundo o encenador, um grupo de actores moçambicanos apresentará um espetáculo num teatro nacional francês, o Théâtre National de Bretagne, dirigido por Arthur Nauzyciel. 

Esta será a segunda vez que Incêndios escala Europa, depois de Portugal, em Dezembro. Ainda assim, saber que a história recente de Moçambique será exposta, através da ficção, a um público europeu de profissionais e a um grande público francês que sabe muito pouco da história moçambicana é uma grande alegria para Victor de Oliveira. Até porque, adianta o encenador, “faremos também o espectáculo em outros grandes teatros franceses como o Grand Théâtre de Nantes (cidade francesa onde está o memorial da escravatura), o Teatro Municipal de Vitré, a Scène National de Chatenay-Malabry, a Scène National de Belfort, e, sobretudo, em dois imensos teatros do panorama europeu como a MC93 (Maison de la Culture de Seine Saint-Denis) e o 104, no centro de Paris. Tudo isso nos deixa extremamente felizes e é um grande orgulho levar a história de Moçambique a estas instituições. E se isso é possível, eu sei que o devo muito ao grupo de artistas moçambicanos com quem trabalho, ao seu empenho e ao seu talento. E penso que seria importante que eles tivessem, de uma certa maneira, um reconhecimento do seu trabalho”. 

Na óptica de Josefina Massango, conhecer outros públicos e partilhar o sentimento que se tem é algo muito positivo. “Esta grande produção toca-nos a todos e é especial podermos apresenta-la em França, um país com grande capacidade cultural e reconhecimento no campo das artes e do teatro em particular. Esta digressão pode ampliar as oportunidades para os actores, sobretudo para os que estão a começar”.

Segundo considera Josefina Massanfo, a digressão em França significa actuar no palco do mundo. E, para Sufaida Moyane, França é uma escola aonde vai buscar conhecimentos: “Sou uma caçadora de experiências e em formação. Importa, para mim, que trabalhe com pessoas e espaços diferentes. E quando digo espaços, refiro-me a salas e países. Ir a Ilhas Reunião e a França é uma outra conquista. Esta será a minha segunda vez a actuar num país que não fala português. Será importante perceber como as pessoas vão receber a peça. Preciso dessas histórias e lugares novos para fazer a minha carreira e a minha história no teatro”.

Incêndios estreou em Moçambique em Agosto do ano passado, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, na cidade de Maputo. Em Novembro do mesmo ano, o espectáculo foi reposto no Festival Kinani, igualmente na capital do país, e, em Dezembro, viajou para Portugal. Na terra de Camões e Pessoa, Incêndios foi considerado um dos 10 melhores espectáculos apresentados em 2019.

Em termos de história, a encenação de Victor de Oliveira (e Venâncio Calisto como Assistente de Encenção) é uma história de amor, que envolve uma mãe e três filhos, tendo como pano de fundo a guerra civil. O enredo inicia com a morte da personagem Nawal e a leitura do seu testamento. A partir daí, os dois filhos da personagem falecida partem para o país natal da mãe de modo a encontrarem o pai que julgavam estar morto e o irmão de que nunca tinham ouvido falar. Muitas complicações ocorrem nesse trajecto. Na peça estão 10 actores, nomeadamente, Alberto Magassela, Ana Magaia, Josefina Massango, Elliot Alex, Rogério Manjate, Horácio Guiamba, Sufaida Moyane, Bruno Huca, Rita Couto e Eunice Mandlate.

 

 

Moreira Chonguiça foi convidado pelo Herbie Hancock Institute of Jazz, com sede em Nova York,  para actuar no All-Star Global Concert, a realizar-se no 30 de Abril, na Cidade do Cabo, na África do Sul. O objectivo do concerto é celebrar o Dia Internacional do Jazz.

De acordo com uma nota sobre a participação do saxofonista no evento, o espectáculo da Cidade do Cabo será gravado e difundido pelas televisões públicas no mundo, incluindo PBS nos Estados Unidos da América e SABC na África do Sul.

“A nossa participação no Concerto Global resulta de um trabalho profundo, de equipa, sendo o destaque para o More Jazz Big Band que de forma incansável, leva para as ruas, hospitais, cafés e vários locais de Maputo, o Jazz. Temos usado o Jazz como terapia educacional, como elemento de união e de formação e transformação de mentes. Hoje somos convidados para mais uma vez mostrarmos o nosso cometimento com o Jazz em um Concerto Global onde vão desfilar artistas conceituados”, afirma Moreira Chonguiça, na nota de imprensa enviada nossa redacção.
 
Ora, no país, há quatro anos que Moreira Chonguiça organiza e produz actividades comemorativas do Dia Internacional do Jazz em parceria com a UNESCO.  

 

 

Empresa que opera na área das telecomunicações é a nova parceira do programa Fama Show, realizado pela Stv.

A sétima edição do Fama Show não pára de atrair parceiros. Desta vez, a empresa que se juntou à Stv, e ao Grupo SOICO em geral, para viabilizar um patrocínio que ajude na produção de um programa de qualidade é a BDQ Mobile.

Nesta quinta-feira, na cidade de Maputo, os representantes da BDQ Mobile e da SOICO assinaram o acordo que consuma a já anunciada parceria.

De acordo com Belmiro Quive, da BDQ Mobile, a sua empresa, que trabalha na área das telecomunicações, decidiu fazer parte da equipa do Fama Show por esta ser uma iniciativa de enorme valor para os artistas e para a cultura moçambicana. “A Stv fez um bom trabalho nas últimas seis edições do Fama Show”, começou por reconhecer Belmiro Quive. Depois, esclareceu: “Quando ficamos a saber que haveria uma sétima edição do evento, sentimo-nos obrigados a fazer parte desta iniciativa porque somos também uma empresa de cultura e que se identifica com cultura.

Dentro da nossa estratégia de comunicação, este programa é ideal para nós”.
Depois da assinatura dos documentos e dos habituais cumprimentos, Jeremias Langa agradeceu pelo interesse da empresa de Belmiro Quive: “Em nome do Grupo SOICO, quero agradecer a BDQ Mobile por se juntar a este evento.

Esta é uma produção de grande envergadura e que requer muitos meios porque envolve participantes de todo o país. Por isso, ter parceiros como a BDQ Mobile é muito gratificante”.
Todos os concorrentes que serão admitidos à sétima edição do Fama Show, como é hábito, a seguir a um casting, terão aulas especializadas com professores qualificados.

Tal acção deverá impactar nas actuações ao vivo com banda musical. “Esta é uma grande produção e que exige muitos meios. Queremos dizer aos outros parceiros que estamos abertos a parcerias iguais a estas, no sentido de viabilizarmos esta iniciativa que tem grande relevância na cultura moçambicana”, sublinhou Jeremias Langa.

Melhor livro publicado ano passado em Moçambique é O menino que odiava números, da autoria do escritor Celso Cossa. Pela primeira vez, o BCI de Literatura premiou um infanto-juvenil.

 

Há meninos e meninos. Uns disciplinados e outros muito traquinas. O menino que anda por aí e que odiava números há-de ser algo por estudar, afinal, conseguiu fazer com que o seu criador levasse para casa um cheque no valor de 200 mil meticais, portanto, muitos números.  O garoto em causa até tem nome. É Laerty, o protagonista da história O menino que odiava números, de Celso Cossa, livro laureado esta quinta-feira com o BCI de Literatura.

A cerimónia do anúncio do melhor livro publicado em Moçambique ano passado realizou-se no Auditório do BCI, na cidade de Maputo, e contou com a presença de alguns escritores cujas obras foram nomeadas para o concurso. Entre eles, o grande vencedor, Celso Cossa, que até chegou depois do anúncio ter sido feito. Mesmo assim, chegou a tempo de receber o cheque simbólico, de receber aplausos e, claro, de proferir algumas palavras também.

Fez-se história. E Celso Cossa esteve atento a isso: “Não conheço nenhum país no mundo cujo prémio de melhor livro do ano foi entregue a um de literatura infanto-juvenil. Agradeço a todos que me ajudaram porque este é um movimento”.

Havendo ou não outro país no mundo com livro infanto-juvenil laureado melhor do ano, uma coisa é certa, esta foi a primeira vez que tal aconteceu em Moçambique. Ao fim de 10 anos de existência, os membros do júri reconhecem uma obra literária escrita para crianças. E se existe quem julgue que escrever para os mais novos é fácil, seguem as palavras de Celso Cossa ditas na cerimónia: “Escrever para crianças é mais difícil do que escrever para adultos, porque os adultos nunca deixam de ser crianças”. Ovação do público. E o autor quase que não diria mais nada porque aos escritores também faltam palavras. Mas disse.

Ora, a acta do júri foi lida pelo presidente, Jorge de Oliveira. Segundo o escritor, a decisão em relação a obra premiada foi unânime, porque O menino que odiava números apresenta-se com uma estratégia literária notável, pelo jogo numérico e por mostrar que a literatura pode interagir com outras áreas de saber.

E os mais curiosos, aqueles que acompanharam e debaterem sobre o BCI de Literatura nos últimos dias, mereceram uma explicação do presidente do júri. Segundo Jorge de Oliveira, as discussões sobre os eventuais livros vencedores ou supostos conflitos de interesse que moveram as redes sociais só aconteceram porque o Prémio BCI de Literatura é muito apetecível e tem crescido bastante. Para o escritor, os debates à volta da iniciativa da Associação dos Escritores Moçambicanos em parceria com o banco BCI é manifestamente positivo.

Da parte do patrocinador do prémio, já agora, veio a grande novidade para próximo ano. Em 2021, o BCI de Literatura também vai distinguir livro revelação e menção honrosa.

Além de O menino que odiava números, Celso Cossa também é autor de Sete estórias sobre a origem de quem come quem, O Gil e a bola gira e A capoeira dos sete pintos.

 

 

O Centro Cultural Moçambicano-Alemão, na cidade de Maputo, foi o local escolhido para a entrega do material da série “Raízes africanas”, pela Deutsche Welle a universidades e mais entidades.

O evento que teve como público-alvo professores, gestores de educação, cultura e estudantes, destacou a heroicidade de 25 personalidades africanas enquanto motores para o pleno entendimento da história do continente.

Na cerimónia, Marlino Mubai, professor de História da Universidade Eduardo Mondlane, disse que não tem dúvidas de que iniciativas desta natureza são bem-vindas. Mubai disse que o pouco volume de informação que o país tem não permite que os estudantes e o público em geral estejam suficientemente informados.

Raquel Loureiro, coordenadora do projeto "Raízes africanas", esclareceu como foi feita a recolha dos materiais: “foram jornalistas, uns que trabalham e outros que trabalharam na redação Português para África, e têm muita experiência; trabalharam na área e contaram com contributos de pessoas de Moçambique”, cita o comunicado da Tindziva Comunicação.

“Raízes africanas” é um projecto que surgiu nos finais de 2017 e início de 2018, cujo preceito é fazer conhecer a história africana aos mais jovens. A primeira edição da série retrata 25 personalidades que, vivendo em épocas diferentes, tiveram um papel marcante na história do continente africano. Ngungunhane, Josina Machel, Rainha Njinga, Julius Nyerere ou Amílcar Cabral são apenas algumas das personalidades retratadas neste projeto através de vídeos, peças de rádio e artigos online.

O projecto, nesta série, é financiada pela Fundação alemã Gerda Henkel e realizada em parceria com historiadores africanos, contando também com o contributo de jornalistas especializados em África.

 

 

O antigo Presidente da República foi um dos convidados que participou na cerimónia de homenagem ao músico e guitarrista Moisés Mandlate. Na cerimónia organizada pela Universidade Pedagógica de Maputo (UniMaputo), no seu Campus Principal, Armando Guebuza referiu-se ao contributo e às qualidades do autor centenário.

“Só em 2021 é que eu vou completar um ano de idade. Agora estou sem anos, quer dizer, não tenho anos”. As palavras do músico e guitarrista Moisés Mandlate mereceram aplausos do público, afinal, reconhecendo a ignorância, ficou a saber que 100 anos significa não ter idade. Num tributo à sua vida e à sua obra, o músico dos Djambo, da “Elisa wê gomara saia” esteve rodeado de amigos no mês que comemora um século de vida.

A cerimónia realizou-se entre a manhã e a tarde desta terça-feira, na Biblioteca Central da Universidade Pedagógica de Maputo, na capital do país. Além de familiares, na sessão estiveram amigos, admiradores, artistas e um antigo Presidente da República de Moçambique. Acompanhado pela esposa, Armando Guebuza deliciou-se da música e das memórias que as mesmas enceram. E quando foi dado a palavra, o antigo estadista sublinhou que através da música, já nos anos 50, Moisés Mandlate contribuiu para enaltecer a arte e cultura moçambicanas, através de composições que retratam o contexto moçambicano do século passado. “A marrabenta mais estilizada e mais popularizada aparece através do Djambo, já nos anos 50. Em consequência disso, nós temos a música a reproduzir aquilo que é a experiência e a realidade sociais no que concerne ao desenvolvimento técnico e tecnológico”. Para Guebuza, ao celebrar-se a obra de Moisés Mandlate, deve-se pensar por onde ele passou e como conseguiu valorizar a experiência que teve”.

Até a altura em que Guebuza interveio na cerimónia, Moisés Mandlate só ouvia e sorria. E quando quis romper a monotonia, lentamente, que o corpo já não é assim tão capaz, levantou-se e surpreendeu a todos ao improvisar alguns passos de dança. Nada programado. Durante uns três ou quatro minutos o “menino” dos Mandlates demonstrou que noutros tempos as raparigas “derretiam-se” a tanto charme e simpatia.

Referindo-se às qualidades do músico, Elvira Viegas, que aproveitou a ocasião para lhe fazer uma ode, disse que Moisés Mandlate é, para si e para muitos do seu tempo, um pai inspirador, que abriu mentes em Moçambique e no estrangeiro, através da música. “Ele ensinou a muitos de nós e o facto dele ser conversador ajuda imenso”.

Quase sempre com um sorriso estampado no rosto, Moisés Mandlate ouviu Orlando da Conceição a tocar o seu saxofone, Stewart Sukuma na guitarra e ainda viu uma pequena peça teatral criada com base na sua obra.

Como forma de felicitar o músico centenário, o Presidente do Conselho de Administração do Moza Banco anunciou que foi aberta uma conta bancária com 100 mil meticais, na instituição por ele dirigida, a favor do aniversariante. O gesto deve-se ao facto de “Moisés Mandlate ser um homem cujo legado nos permite reconhecer as características fundamentais de Moçambique nas dimensões sociais, materiais e culturais como meio para construir progressivamente a noção de identidade nacional e pessoal e o sentimento de pertença ao nosso país”, afirmou João Figueiredo.  

Com efeito, em jeito de cereja em cima bolo, Salvador Caetano e Intelec resolveram juntar-se para realizar o grande sonho de Moisés Mandlate: conhecer Portugal. As duas entidades vão pagar as despesas de viagem do guitarrista centenário.

Moisés Mandlate nasceu a 4 de Fevereiro de 1920. Cedo começou a tocar guitarra, aprendeu sozinho, e a sua primeira actuação em público, lembra-se, foi a convite da Administração Colonial, no então Centro Associativo dos Negros da Colónia de Moçambique, actualmente Centro Cultural Ntsindya, localizado no bairro do Xipamanine, na cidade de Maputo. Aos 100 anos de idade, Moisés Mandlate lançou a semente e o amor à música a três netos que também cantam: Simba, Ângelo (que também é realizador de vídeos-clipes) e Dice Sitoe.

A Heineken Moçambique vai juntar-se a sétima edição do fama show, reality que permite identificar talentos musicais. Para o efeito foi assinado esta quarta-feira um memorando de entendimento entre a empresa Heineken e o grupo Soico.

Dez anos depois, o fama show está de volta. E para esta sétima edição do concurso de onde saem ícones da música moçambicana, a empresa Heineken Moçambique decidiu abraçar a iniciativa, através da sua marca Txilar. Neyde Pires, directora dos assuntos empresariais da Heineken Moçambique, considera que apoiar o reality show organizado pelo Grupo SOICO é apoiar a cultura moçambicana.

Para o administrador do grupo Soico, Jeremias Langa, esta parceria é um sinal importante tendo em conta a repercussão que o programa Fama Show teve nas suas seis edições.

A Heineken Moçambique através da sua marca Txilar junta-se assim a outros patrocinadores como Tmcel, Zap e BDQ.

 
 
 

Num documento datado de 25 de Fevereiro de 2020, Aurélio Furdela informou ao júri sobre a sua decisão de retirar o livro Saga d’ouro do Prémio BCI de Literatura.

No documento em causa, o escritor explica que a ocorrência é simplesmente pessoal e que surge na sequência de alguma opinião (publicada na imprensa) que defende a exclusão da candidatura do livro àquela iniciativa.

A seguir, o texto na íntegra que Aurélio Furdela submeteu ao júri: “Em reacção a corrente de opinião, dedicada ao reforço da ideia da não inclusão do livro Saga d’ouro, na lista de obras candidatas ao Prémio BCI de Literatura 2019, pronuncio-me, através desta, a favor da sua retirada do rol de livros submetidos ao júri.

Fique ainda assente que, esta decisão, meramente pessoal, reafirma a minha convicção de que os prémios não determinam o êxito e/ou o fracasso de um escritor, como muito menos o galardão em demanda agregaria valor a qualidade literária do livro que ora se apela a retirada”.

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