Na última sexta-feira, o grupo Fragmentado apresentou, no Centro Cultural Brasil-Moçambique, na cidade de Maputo, a peça teatral O sétimo juramento.
Adaptado do livro de Paulina Chiziane, o monólogo é a dramatização da história do personagem David, que, a certa altura da sua vida, submete-se a certas práticas curandeira com o interesse de buscar e preservar o poder que tanto estima.
Para Lírico, o único actor na peça, fazer O sétimo juramento foi um momento de experimentar novos desafios, longe daquele modelo de teatro entregue à diversão hilariante. “Aproveitamos esta peça para reflectir sobre a ideia de até onde o homem precisa de viajar para poder encontrar a sua liberdade”, disse o actor.
Na versão de Fragmentados, O sétimo juramento teve encenação conjunta dos elementos que integram o grupo, que junta estudantes da Escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane e da Universidade Pedagógica de Maputo.
Durante 50 minutos, Lírico apresentou-se numa sala com luz ténue, com velas acesas, bacias e incenso no chão. Tudo para representar os ambientes tétricos em que se dão alguns rituais mágicos. “A Paulina Chiziane deu-nos a liberdade de trabalharmos a obra à vontade, do jeito que julgássemos melhor”, adiantou Lírico, momentos depois de confessar que a peça exigiu de si muita preparação física”. No entanto, o que mais encantou o actor nesta experiência foi a possibilidade de viajar (e voltar dessa viagem) para uma dimensão distante, longe daquilo que realmente acredita.

