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O País – A verdade como notícia

Organizações da Sociedade Civil denunciam falhas e exclusão no processo de auscultação pública para a revisão da Política Nacional de Terras. A Sociedade civil fala de uma Comissão de Revisão inflexível na comunicação e pede alargamento do prazo para o trabalho.

O Processo de Auscultação Pública para a Revisão da Política Nacional de Terras iniciou em 2020. Quase no fim do processo, a Comissão de Revisão do instrumento já publicou alguns documentos piloto.

Na sua avaliação do processo, as Organizações da Sociedade Civil (OCS) dizem que o trabalho não foi inclusivo e, por isso, não espelha a realidade.

Num documento assinado por nove instituições, o grupo diz que “as Organizações da Sociedade Civil abordaram a Comissão de diferentes formas e canais, sem, contudo, lograr um acolhimento imediato às suas pretensões, num processo preenchido de muitos silêncios e pouca visibilidade pública (…) esta estratégia não logrou qualquer mudança de fundo, no meio de sérios problemas de coordenação e de comunicação, que têm caracterizado o processo ao longo destes três anos”.

O conjunto acrescenta que “fora do quadro de colaboração formalizada e estruturada com as OCS, tem sido igualmente escassa informação demonstrativa de que a comissão tem estado a realizar amplas consultas com os mais diferentes sectores da sociedade, desde os principais utentes da terra, os camponeses, até o sector privado comercial, sem excluir as mulheres e os jovens”.

O Director-Executivo da Sekelekani, Tomás Vieira Mário, um dos intervenientes que acompanham de perto o processo, diz não ter lógica o facto de se divulgar documentos sobre este processo “se não há um diagnóstico concluído de quais são as questões importantes a resolver” e questiona “com que base se fez o documento que está agora a circular na internet?”.

Tudo isto, segundo a Sociedade Civil, foi colocado sobre a mesa nas discussões com a Comissão de Revisão de forma insistente, debalde.

Aumentar o prazo para a realização da auscultação é, para já, a saída sugerida para que o processo seja transparente.

“Mais do que a questão de prazos, é preciso, efectivamente, haver espaço para que as sugestões sejam acolhidas e haja retorno. Colocaram-se os constrangimentos da pandemia, devido ao terrorismo em Cabo Delgado como entraves que deviam ser considerados para alargar o prazo”, reforçou.

Caso contrário, há direitos que serão colocados em causa e, por isso, o apelo de Teresa Boa, do Fórum das Mulheres Rurais: “não nos tirem aquilo que nós temos de direito. É o grito das mulheres rurais do Rovuma ao Maputo, porque há mulheres rurais que estão a sofrer”.

De forma geral, “a leitura que a Sociedade Civil faz de todo o processo de revisão da Política Nacional de Terras é de um processo pouco transparente, deliberadamente obscurecido ou ardiloso, o que torna legítimas as suas suspeitas de um processo viciado, carregado de manipulações, cujos resultados poderão ser impostos à sociedade de forma antidemocrática e, portanto, autoritária”, avança o texto que temos estado a citar.

Nessa medida, a Sociedade Civil exprime o seu repúdio a forma como o processo está a ser conduzido e exige a protecção dos direitos adquiridos pelas comunidades locais, a garantia do acesso à terra por todos moçambicanos e que a terra continue propriedade do Estado.

Como que a responder ao pedido de ajuda lançado pelas vítimas da tempestade tropical ANA, que se encontram deslocadas no Malawi, depois de o drama humanitário vir a público através da imprensa, o INGD enviou, na última sexta-feira, 40 toneladas de produtos alimentares diversos aos mais de 2500 moçambicanos que se encontram naquele país. Mas há, ainda, um processo que levará dias para que a comida chegue, de facto, àquelas pessoas necessitadas.

Os bens e produtos enviados pelo Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) incluem comida, roupa e material de higiene que se espera que cubram pelo menos um mês, enquanto os moçambicanos não voltarem ao país.

“Estamos a falar de 30.5 toneladas de arroz, duas toneladas de farinha, três toneladas de açúcar, uma tonelada de sal, 3.600 litros de óleo. Em termos de bens alimentares, serão enviadas 100 caixas de sabão e quarto toneladas de roupa diversa”, detalha a porta-voz do INGD, Nelma de Araújo, explicando, entretanto, que os bens e produtos não chegariam na sexta-feira, dado o percurso rodoviário de Moçambique a Malawi (uma parte da ajuda partiu da Cidade de Maputo e outra da delegação do INGD em Vilankulo, Inhambane) e as condições pouco favoráveis das vias de acesso.

Assim, prevê-se que a ajuda chegue a Malawi entre esta segunda  e terça-feira. E mais, após chegar a Malawi, a ajuda é canalizada ao Governo malawiano, cabendo a este fazer a distribuição, tendo em conta que o centro de acolhimento não alberga apenas moçambicanos, mas também malawianos.

Os mais de 2500 moçambicanos abandonaram as suas casas nos distritos de Morrumbala e Mutarara, na Zambézia e em Tete, respectivamente, onde viram as suas casas destruídas e/ou inundadas na sequência da tempestade tropical ANA. Porém, as autoridades moçambicanas ainda não têm um plano de reassentamento das pessoas, caso queiram regressar ao país. A porta-voz do INGD diz que é preciso, primeiro, haver um estudo sobre os reais danos que as pessoas sofreram, para avaliar se precisam mesmo de ser reassentadas.

Além das vítimas da tempestade ANA, o Instituto que gere os desastres confirmou a existência de mais de três mil pessoas que estão cercadas pela água na localidade de Madubula, em Matutuine, Maputo, na sequência do transbordo do rio Maputo.

“Já foi disponibilizada uma embarcação para garantir a travessia da população e essa embarcação está a ser usada também para assistência”, assegurou Nelma de Araújo.

Com vista a reduzir ainda mais os acidentes que ocorrem ao longo do Corredor de Nacala, um grupo de monitores recebeu meios de circulação (bicicletas) para sensibilização das comunidades.

O trabalho dos monitores contribui para a prevenção de acidentes ao longo do Corredor Nacala, tendo reduzido em 48% as ocorrências envolvendo comboios e pessoas das comunidades ao longo da ferrovia, de 2017 a 2021.

Os monitores circulam pelas comunidades atravessadas pela linha férrea e alertam as pessoas sobre a aproximação do comboio e, em alguns casos, retiram as pessoas da linha, devido ao risco que elas correm em estar em locais reservados apenas para a circulação do comboio.

No mês de Janeiro corrente, a Nacala Logistics alocou 30 bicicletas a igual número de monitores sociais, como meios de locomoção para a realização das suas actividades diárias. Com esta alocação, totalizam 60 bicicletas atribuídas aos monitores, desde 2019.

“Por desconhecimento, muitas pessoas desenvolvem actividades perto da linha férrea e põem a sua vida em risco. O nosso trabalho ajuda, precisamente, a prevenir a ocorrência de acidentes com comboio”, disse Manuel da Silva Maqueia, monitor social da comunidade de Mutivaze, província de Nampula.

Existem, no total, 198 monitores que trabalham ao longo de 672 quilómetros de linha férrea do Corredor de Nacala, em Moçambique. Além de formações, como saúde e segurança, relacionamento com as comunidades, os monitores recebem apoio da Nacala Logistics em material de sensibilização das comunidades como folhetos, cartazes com conteúdo educativo, que são distribuídos em reforço ao diálogo que este grupo tem tido com as comunidades.

A previsão do estado do tempo para esta terça-feira indica que se poderá  registar queda de precipitação e céu nublado nas cidades do norte do país.

Hoje, as temperaturas máximas poderão variar de 24 a 33 graus Celsius.

As cidades de Maputo, Xai-Xai, Inhambane e Vilanculo, na zona sul do país, poderão registar temperaturas máximas de 31, 31, 32 e 32 e mínimas de 24, 24, 25 e 26 graus, respectivamente.

Para as cidades da Beira, Chimoio, Tete e Quelimane prevêem-se máximas de 32,30, 33 e 31 e mínimas de 25, 21, 25 e 26 y graus Celsius, respectivamente.

As cidades da Nampula, Pemba  e Lichinga poderão registar máximas de 30, 31 e 24  e mínimas de 23, 24 e 14 graus, respectivamente.

Há menos de duas semanas, uma sequência de raptos voltou a abalar a capital do país, o que levou os empresários a convocarem jornalistas, hoje, para dizer basta a este crime. Defendem que o Estado deve passar a informação de que não tolera este crime, porquanto os seus efeitos são nefastos à economia.

Os empresários dizem que a situação dos raptos no país é assustadora e afecta, de forma negativa, o tecido económico.

“Afecta as decisões dos que pretendem investir no país, induz à saída de capitais dos investidores que não se sentem seguros no país, com reflexo na perda de postos de trabalho e capacidade de geração de renda. Adicionalmente, a ocorrência de raptos torna o nosso país inseguro para atracção de turistas”, diz um documento da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), lido na ocasião por Zuneid Calumias, vice-presidente da agremiação.

A CTA entende que os criminosos demonstram a sua livre actuação ao raptarem empresários nas proximidades das esquadras da Polícia, daí que defende ser “necessário repensar o modelo de abordagem e via-se na Unidade Anti-Raptos uma solução para tal. É preciso introduzir, adicionalmente, mudanças profundas ao quadro legal, tornando severa a respectiva moldura penal e sem possibilidade de pagamento de caução”.

Diz mais que o Ministério do Interior não se tem mostrado aberto para dialogar com o sector privado de modo a encontrar soluções. A CTA tem estado a buscar diálogo por via do pelouro de Segurança e Protecção Privada, criado justamente na sequência do aumento de raptos e da insurgência no Norte do país.

“Ao nível do diálogo público-privado, saudamos a impecável interacção com o Ministério da Defesa Nacional, em diversas matérias. Por seu turno, na interacção com o Ministério do Interior não vislumbramos a mesma dinâmica”, queixa-se a CTA, detalhando que está à espera da abertura do Ministério dirigido por Arsénia Massingue para discutir e identificar abordagens harmonizadas para estancar o fenómeno, tendo já sugerido o conjunto de matérias por debater.

Neste momento, a Confederação empresarial está a desenvolver um estudo sobre o impacto económico da onda de raptos, sem data para a sua divulgação. E diz estar disposta a apoiar o Estado no que for preciso para travar a onda de raptos.

Lembre-se que, em alguns casos de rapto, aponta-se o envolvimento de agentes das Forças de Defesa e Segurança, com destaque para membros do Serviço Nacional de Investigação Criminal.

O número de refugiados, que saíram dos distritos de Morrumbala, na Zambézia, e Mutarara, na província de Tete, pode atingir 12 mil pessoas. No entanto, do lado do Governo da província da Zambézia, não se sabe quantas pessoas efectivamente saíram para aquele país no mês de Janeiro, depois da depressão tropical ter assolado e feito estragos no país.

O Governo da Zambézia ainda não sabe quantas pessoas partiram da província para o Malawi à busca de refúgio, na sequência dos impactos negativos da depressão tropical ANA que, no mês de Janeiro, assolou o país. A secretária de Estado da província, Judite Mussácula, e o governador da Zambézia, Pio Matos, já reagiram ao drama humanitário.

A secretária de Estado diz que o cônsul de Moçambique no Malawi está a par da situação por que estão a passar os moçambicanos e que uma equipa do INGD vai deslocar-se àquele país na companhia de outros quadros de nível central.

“O delegado do INGD vai juntar-se à directora regional centro do INGD e aos quadros do nível central e todos vão deslocar-se para aquele país amanhã para apurar a situação. Temos estado a interagir com o cônsul que tem estado a acompanhar a situação dos moçambicanos”, disse Judite Mussácula, quando dirigia a terceira Sessão Ordinária do Conselho de Representação de Estado na província.

A governante não deu detalhes de números de moçambicanos que atravessaram o rio Chire para buscar refúgio no Malawi, aliás a nossa reportagem sabe que o Governo da província não sabe quantos moçambicanos saíram da Zambézia, para o país vizinho por conta das intempéries. Quando o nosso jornal “O País” esteve no Malawi, a comunidade moçambicana fez saber que, volvidos 45 dias de refúgio no Malawi, nenhuma parte moçambicana sequer interagiu com os nossos compatriotas para prestar solidariedade e conforto, muito menos apoio alimentar.

Através dos canais do Grupo SOICO, as famílias começaram a fazer gritos de socorro, como forma de apelar ao Governo central para canalizar apoio. A população pediu até a intervenção do Chefe do Estado, Filipe Nyusi, no sentido de escalar Malawi para avaliar o drama humanitário e poder aferir a urgência no sentido de se canalizar ajuda.

O governador da província da Zambézia defende solidariedade entre os moçambicanos, para suprir as necessidades dos refugiados. “O Governo por si só pode não conseguir suprir todas as necessidades. Por isso, acreditamos que a solidariedade entre nós, os moçambicanos, pode ser necessária para apoiar os nossos irmãos, até porque o nosso povo é solidário em vários momentos. Sabemos que há um movimento liderado pelo INGD no sentido de se escalar aquele país para apoiar as famílias”, disse Pio Matos.

Ataque cibernético protagonizado por piratas informáticos bloqueou e tornou inoperacionais e inacessíveis várias páginas de internet de instituições do Governo de Moçambique, com destaque para as do Ministério da Defesa Nacional, Gabinete de Informação e INGD. Entretanto, o Governo garante ter a situação já sob controlo.

Na tarde desta segunda-feira, o Executivo, através do Instituto Nacional do Governo Electrónico (INAGE), convocou uma conferência de imprensa para explicar os contornos do ataque cibernético de que foram vítimas cerca de 30 portais de instituições governamentais.

É verdade que a entidade que tutela as páginas electrónicas do Governo diz não ser trinta o número de páginas atacadas, porém há ainda dados por apurar, mas confirma que o hakers estiveram em acção.

“De facto, houve um incidente, houve um ataque informático, um ataque cibernético que nós notamos através dos nossos sistemas de monitoramento. Neste momento, o servidor está online e os portais estão todos acessíveis. Ainda não tivemos muito tempo para passar para a fase da pesquisa de verificação. Quando detectamos o problema, a nossa maior preocupação foi de fazermos um diagnóstico em primeiro lugar, depois de identificar o problema, as equipas começaram a trabalhar para a reposição”, explicou Hermínio Jasse.

O director-geral do Instituto Nacional de Governo Electrónico disse que não houve pagamento de resgate para a recuperação da informação e não foram igualmente perdidos dados que estavam disponíveis nos portais que foram atacados.

“Não houve nenhuma situação de perder dados pessoais, mesmo que eles tenham conseguido, copiaram aquela informação posta para ser consumida de forma pública. A recuperação do conteúdo não foi por via de pagamento de resgate”, avançou.

O sistema está, neste momento, blindado para resistir a ataques cibernéticos nas próximas ocasiões, segundo o director-geral do Instituto Nacional de Governo Electrónico.

“Houve um trabalho de blindagem para protecção da nossa infra-estrutura, de modo a que não volte a acontecer nas circunstâncias em que aconteceu”, garantiu.

Espera-se que, nos próximos dias, haja mais desenvolvimento em torno desta informação, visto que as equipas estão ainda a trabalhar para clarificar a situação.

TERRORISTAS DIGITAIS PARARAM POR MAIS DE 4H

Cerca de trinta sites de instituições do Governo ficaram mais de 14 horas indisponíveis, depois de um ataque cibernético do grupo Yemeni Hackers, um exército de terroristas digitais. Não há registo de um ciber-ataque desta dimensão em Moçambique.

O site do Instituto Nacional de Transportes Rodoviários (INATRO) foi a “cara” de um ciber-ataque que atingiu muitas páginas. Agora está tudo resolvido, mas, durante quase 24 horas, a mensagem que aparecia dava conta de que a página tinha sido tomada por criminosos digitais.

O invasor chama-se The Yemen Cyber Army, em português, o Exército Cibernético do Iémen, um grupo que actua no obscuro mundo do terrorismo digital.

Como já ficou claro, este não foi o único portal invadido. Da lista, publicada num dos sites onde grupos de hackers anunciam as suas vitórias (https://cybersharafat.com), constam trinta páginas. Lá estão portais do Governo central, órgãos de governação descentralizada e institutos que prestam serviços públicos essenciais.

Na tarde desta segunda-feira, o Instituto Nacional do Governo Electrónico anunciou a recuperação dos sites, mas as sequelas ainda são visíveis. Por exemplo, ao tentar aceder à página do Instituto Nacional de Gestão e Redução de Risco de Desastres (INGD), o conteúdo que aparecia, pelo menos até às 17 horas, era – “Hackeado pelo Yemeni Hackers”.

Há casos mais graves! Mesmo depois do anúncio da recuperação, o site da ARA-Sul continuou indisponível por muito tempo. As outras páginas, na sua maioria, eram lentas a abrir.

Depois de avaliar, especialistas dizem que os sitesestavam com as portas praticamente abertas.

“Isto prova que o nosso Governo não tem o mínimo de segurança possível. Temos simplesmente páginas disponíveis, mas, sob o ponto de vista de segurança, não temos nada”, disse José Barramo, especialista em Cibersegurança.

E esse é um terreno fértil para aqueles que invadem os sites com três objectivos fundamentais.

“Ou motivações políticas, religiosas ou económicas. Geralmente, tem sido por motivações económicas. Nessas investidas, os hackers tomam as informações e cobram resgate”, explicou o engenheiro informático, Dário Maxaeie.

Dário Maxaeie avisa que o grupo já faz ataques a Governos desde 2010 e pode estar relacionado aos que fazem terror na terra, como acontece em Cabo Delgado.

“Aparentemente, este é um grupo extremista. Alguns especialistas dizem que está relacionado com o Irão e, se calhar, pode também ter uma relação com os ataques que ocorrem no Norte do país”, desenvolveu Dário Maxaeie, que trabalha com Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) há mais de quatro anos.

O especialista em Cibersegurança, José Barramo, prefere não ir tão longe, mas diz que o Estado deve sentir vergonha da sua fragilidade.

“Devíamos preocupar-nos, porque, sob ponto de vista reputacional do próprio país, sob ponto de vista das TIC, mostra que somos ainda muito frágeis e precisamos de investir muito na área de segurança”, sugeriu.

Na história do país, não há registo de um ciber-ataque desta dimensão, sobretudo tendo o Governo como alvo. Moçambique faz parte da lista de países que menos investem na cibersegurança. De acordo com o Índice Global de Cibersegurança, em 2018, Moçambique caiu 23 posições, saindo do lugar 109 para o posto 132.

 

Depois de cinco dias sem registo de óbitos por COVID-19, o Ministério da Saúde (MISAU) voltou a notificar a ocorrência de uma morte, no último sábado. A finada é uma mulher de 35 anos de idade, com cuja morte o país totaliza 2.189 perdas humanas.

Em comunicado de imprensa, o MISAU diz que mais 184 pessoas se recuperaram da doença viral, das quais 89 foram na Cidade de Maputo, 83 em Niassa, sete na Zambézia e cinco em Inhambane.

Desde o início da pandemia, 219.106 indivíduos já se recuperaram da doença em Moçambique. Entretanto, ainda existem 3.620.

Por outro lado, mais 17 cidadãos testaram positivo para o novo Coronavírus, de um total de 364 testes realizados. Com os novos casos detectados, o cumulativo de contágios no país subiu para 224.920.

A taxa de positividade, nas últimas 24 horas, foi de 4.67% e a taxa de positividade acumulada situou-se em 17.85%.

“Com 13 novas infecções, a Cidade de Maputo foi a província que maior número de casos da COVID-19 registou nas últimas 24 horas. Todos os 17 novos casos são de nacionalidade moçambicana”, diz o Ministério da Saúde.

Ainda neste período, duas pessoas ficaram hospitalizadas e uma teve alta hospitalar. Actualmente, 13 pessoas estão internadas nas unidades hospitalares.

Ao todo, desde o início da pandemia, já foram hospitalizadas 8.462 pessoas no país.

Circula, desde a manhã desta segunda-feira, a informação de que vários sites/páginas de instituições estatais de Moçambique sofreram um ataque informático e estão inoperacionais. O “O País” está a procurar entrar em contacto com as entidades responsáveis por garantir a segurança dessas plataformas, nomeadamente o Instituto Nacional de Governo Electrónico (INAGE) e o Instituto Nacional de Tecnologias de Informação (INTIC).

Depois de várias insistências, o Gabinete de Informação do Governo (GABINFO) emitiu um comunicado a remeter o esclarecimento sobre o assunto para 16h00 de hoje. Entretanto, fonte ligada ao Instituto Nacional de Comunicações de Moçambique (INCM) disse que esse problema poderia ter sido evitado. O nosso interlocutor avançou que, em 2019, o Governo incumbiu ao Ministério dos Transportes e Comunicações, através do INCM, a elaboração da Política e Estratégia de Segurança Cibernética Nacional.

O trabalho foi iniciado, até houve consulta pública. Sucede que, refere a mesma fonte, quando o INCM levou a estratégia pronta para o Conselho de Ministros para consequente análise e aprovação, o INTIC interveio, contestando que aquela era a sua atribuição e não do INCM. Face a esse posicionamento, o então ministro dos Transportes, Carlos Mesquita, para evitar alaridos, deu orientações para que o documento fosse entregue ao INTIC, mas, de lá para cá, nada foi feito para a operacionalização do referido instrumento.

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