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O País – A verdade como notícia

O presidente da Comunidade Mahometana demitiu-se, colocando fim à crispação que havia no seio do grupo e que impedia a realização de eleições. Saleem Karim diz que colocou o lugar à disposição a bem da instituição.

O ambiente tenso que caracterizava a Comunidade Mahometana, na Cidade de Maputo, pode ter chegado ao fim e, ao que tudo indica, abrem-se portas para a realização de eleições, há mais de dois anos aguardadas pelos membros e sócios.

Através de uma nota datada de 31 de Maio passado, o presidente da organização, das mais influentes e respeitadas no país, Saleem Karim, resignou e justificou a sua decisão com a necessidade de restaurar o bem.

“Por iniciativa própria e aconselhado pelos sócios e pela minha direcção, para o bem da instituição (…), dispenso o meu lugar e coloco-o à vossa disposição, como presidente e que seja convocada uma assembleia-geral para a nomeação de uma comissão de gestão”, lê-se na nota dirigida ao vice-presidente da assembleia-geral.

A demissão de Saleem Karim segue a uma providência cautelar que orientava a Comunidade Mahometana a abster-se de realizar eleições.

Aliás, a Comunidade Mahometana foi notificada a comparecer, esta quinta-feira, no Palácio da Justiça, em Maputo, segundo um documento a que “O País” teve acesso.

Depois de dois anos sem festa de 1 de Junho no Hospital Central de Maputo, as celebrações voltaram a alegrar as crianças internadas naquela unidade sanitária. Os petizes tomaram a palavra e pediram paz e calar de armas no Norte do país.

No Hospital Central de Maputo, o dia começou colorido. A decoração a Arco-íris foi escolhida a dedo com o propósito de condizer com as festividades do Dia Internacional da Criança. Quebrou-se o protocolo e os petizes fizeram o discurso de abertura.

Em representação do grupo, Aime Alcina fez um único e claro pedido: “Este ano, levantamos a voz para lembrar o direito à protecção e paz. Desejamos o silêncio das armas e ataques na zona Norte do país, para que os nossos amigos irmãos possam ter acesso aos hospitais, escolas e parques infantis, como está a acontecer connosco aqui [em Maputo] e, assim, todos podermos sorrir.”

As crianças também aproveitaram a oportunidade para agradecer aos médicos pelos cuidados que têm prestado. Mas não foi só isso. A alegria e emoção do dia estenderam-se à maternidade, onde três mães jubilavam com a chegada dos seus tão esperados filhos.

Karina, mãe de primeira viagem, não escondeu a alegria de ter dado à luz uma menina, justamente no dia da criança.

“Cheguei ao hospital segunda-feira, por isso não esperava dar à luz hoje, calculava que teria o bebé terça-feira. Não imaginava que seria no dia 1 de Junho, uma data especial para toda a vida”, explicou.

Os três recém-nascidos ainda não têm nomes, mas a certeza é uma – nasceram num dia especial –, pelo que as mães prometeram eternizar a data.

“Estou muito feliz. Não me vou esquecer deste dia”, disse Luísa Estevão, mãe do primeiro recém-nascido.

Amélia Macamo, igualmente mãe de um menino, por sinal, o segundo do dia, conta como foi o processo.

“Saí de casa para aqui [no hospital] sem contrações de parto, só que, chegado ao hospital, me deram uma cama. Tive o bebé às quatro horas. Foi uma grande surpresa para mim, não esperava. Foi uma coisa que Deus é que proporcionou”, detalhou.

Cientes de que nem todas as crianças celebram a data em ambiente festivo, as mensagens que nortearam as comemorações no HCM foram de apelo para o fim do terrorismo no Norte do país.

“Esperamos que seja uma situação resolvida em breve, para que tenhamos as crianças a sorrirem e a gozarem do seu direito de crescer num ambiente de paz, alegria e fraternidade”, disse Salvador Muchidão, docente universitário, que estava em representação do reitor da Universidade Eduardo Mondlane.

Manuel Soares, presidente do MOZA Banco, acrescentou: “Nós temos que criar condições para investir nas crianças. Elas é que são o futuro do nosso país e são uma prioridade. Devemos investir na criação de condições de saúde e educação.”

Por causa da pandemia da COVID-19, a habitual celebração do dia 1 de Junho, no HCM, foi interrompida por dois anos. Por isso, desta vez, foi tudo acautelado para que não faltasse diversão e alegria, que caracterizam a data, e despertar aquilo que o lema deste ano afirma: “A paz Reside no Sorriso de uma Criança”.

O prognóstico do Instituto Nacional de Meteorologia ( INAM), para esta quarta-feiras, aponta para  ocorrência de frio. A cidade de Chimoio  poderá registar a temperatura mais baixa de hoje, de  20 graus.

Assim, as cidades de Maputo, Xai-xai, Inhambane e Vilankulo poderão registar máximas de 24, 24, 25 e 23 graus Celsius, e mínimas de 13,11,15 e 15 respectivamente.

Para as cidades da zona centro do país, Beira,Chimoio, Tete e Quelimane, a previsão é de máximas a atingirem 25, 20, 27 e 24 e mínimas de 18,11,18 e 16 graus, respectivamente.

Já para a cidades na região nortenha de Moçambique, prevêem-se máximas de  27,29 e 21 e mínimas de 18, 20 e 10 graus Celsius, respectivamente.

O país perdeu mais de 163 milhões de Meticais devido à isenção dos direitos aduaneiros aos partidos políticos, concluiu um estudo do Centro de Integridade Pública, que aponta que a Frelimo está no topo com mais importações sem pagar impostos.

O Centro de Integridade Pública diz que não há clareza na política sobre a isenção dos direitos aduaneiros aos partidos políticos. Das importações feitas pelas organizações políticas, entre 2012 e 2021, a amostra baseou-se nas cidades com terminais marítimos, como é o caso de Maputo, Beira e Nacala.

“É certo que, nos termos da lei, os partidos políticos têm direito a receber isenção na importação de bens e equipamentos, mas a lei não limita a qualidade nem a quantidade desses bens. Podem importar literalmente tudo e depois também não há controlo, após a importação, sobre como isto foi usado porque vem do financiamento público. O que sucede é que os partidos políticos descobriram que podem importar tudo que quiserem e depois vender”, disse Nhamire.

Na lista dos partidos com assentos na Assembleia da República, a Frelimo é a que mais importações fez no período em análise.

“Representa aproximadamente dez por cento de todas as importações feitas pelo partido Frelimo com isenções aduaneiras e o total dos valores das facturas de importação. Corresponde a cerca de 7,6 milhões de dólares na importação de mercadorias diversas, 1380 motorizadas, depois mais 690 motorizadas, 1610 congeladores, depois 56 toneladas de tecido. E esses produtos deveriam ter pago de imposto cerca de três milhões de dólares e não pagaram absolutamente nada”, acrescentou o pesquisador.

Já a Autoridade Tributária de Moçambique pede ajuda da sociedade civil para a denúncia de casos de venda de direitos de isenção aduaneira por parte dos partidos políticos.

“Há possibilidade de algumas acções não serem detectadas dentro dos procedimentos que estabelecemos, por isso é importante que a sociedade denuncie estas irregularidades”, apelou o director-geral-adjunto da Autoridade Tributária no Gabinete de Controlo Interno, Davário Paulo Muthuque.

Na apresentação do estudo, apenas o MDM esteve presente.

O escritor Francisco Noa diz que os erros detectados no livro de Ciências Sociais da 6ª classe colocam a nu problemas profundos no Sistema Nacional de Educação. Já Carlos Paradona defende que as erratas são uma solução paliativa e teme que as mesmas contenham novos erros.

Às vozes de indignação em relação aos erros detectados no livro da 6ª classe junta-se a classe de escritores. Francisco Noa defende que o escândalo constitui o auge dos problemas que enfermam o sector da educação no país.

“Nos dias actuais, questiona-se, cada vez mais, a qualidade dos quadros que são colocados no mercado do trabalho depois de terem feito um curso superior. E, se formos a verificar, esses erros começam no ensino primário, no ensino básico. Isso significa que há um trabalho aturado que deverá ser feito. Entendo que esta situação constitui uma oportunidade para pensarmos o sistema educacional em Moçambique. E sabemos que todo o sistema está com problemas a todos os níveis”.

“MINISTÉRIO ESTÁ A OPTAR PELA SOLUÇÃO MAIS FÁCIL”

Para o também professor universitário e doutorado em Literaturas Africanas de Língua Portuguesa, as erratas não irão resolver o problema. “Entendo que o Ministério da Educação está a correr atrás do prejuízo e, obviamente, a solução mais fácil é optar pela errata, mas, pela experiência que tenho, pouca gente lê erratas. Isso significa que possivelmente, não estamos a resolver o problema. Quando temos problemas dessa dimensão, devemos atacar a raiz. Portanto, neste momento, nós estamos a agarrar-nos à superfície. A errata é um problema de superfície”, defendeu o académico para, em seguida, argumentar que “os erros que aparecem neste manual são conceptuais, não são simples gralhas. As erratas funcionam muito bem para gralhas, mas a errata não é uma solução definitiva. Vai resolver o problema do Ministério da Educação, mas não resolverá o problema dos destinatários”.

Questionado sobre o que poderia estar por trás desta situação, o escritor apontou sectores. “Acredito que houve falha no processo de produção, mas também terá havido falhas no processo de controlo. Antes, tínhamos um sistema de produção mais simplificado em que o INDE produzia o livro e a Diname fazia a distribuição e esse processo acabava por ser mais controlado. E, hoje em dia, a produção dos manuais é feita no exterior.”

“PODEM APARECER ERRATAS COM ERROS”, PARADONA

Já Carlos Paradona, secretário-geral da Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO), defende a criação de uma comissão de leitura ou uma comissão nacional do livro didáctico com individualidades credíveis para evitar casos semelhantes. “Além das entidades governamentais, nessa comissão, haveria outras entidades interessadas nesse processo, falo de escritores, professores, as editoras, entre outras individualidades para que os nossos livros tenham qualidade, pois deles dependem os homens do amanhã”.

Paradona junta-se aos que defendem que as erratas não são uma solução definitiva. “Como garantir que as erratas sejam, de facto, erratas. Do jeito que a coisa está pode haver erratas com erros. Defendo que se deve fazer um esforço por parte das entidades responsáveis para a substituição. Para este ano, parece-me impossível que seja possível a substituição do livro. Temos que ser mais responsáveis, os pais e encarregados de educação, os alunos, a sociedade civil, devemos lutar todos juntos para minimizar os impactos dessa situação.”

Os escritores defendem uma reflexão profunda a todos os níveis, pois os efeitos desses erros podem penalizar o futuro das crianças.

 

O antigo Presidente da República, Armando Guebuza, diz ser urgente corrigir os erros contidos no livro da 6ª classe para a reposição da identidade do país. Já o general Hama Thai aponta negligência, comodismo e incompetência como factores que podem justificar os problemas.

A cada dia que passa, mais erros e erros são achados no livro da 6ª classe. As opiniões continuam a chegar de todos os cantos. E, hoje, o “O País” ouviu o posicionamento de algumas personalidades, com destaque para o antigo Presidente da República, Armando Guebuza. O ex-Chefe do Estado disse ser tempo de falar menos e trabalhar mais para não correr atrás do prejuízo. 

“Isso se deve corrigir. Não dá tempo para mais nada. Trata-se da nossa identidade, da nossa nacionalidade e da nossa cidadania. Deve-se corrigir rapidamente, não se pode esperar muito. Fala-se e fala-se, mas deve ser já corrigido. Coitado das crianças que passaram seis meses a aprenderem aquelas coisas. O que se vai fazer? Encontre-se uma maneira de corrigir. O povo tem que não perder a sua identidade”, avançou Armando Guebuza, antigo Presidente da República.    

Sobre os culpados pelos erros nos manuais, Armando Guebuza escusa-se a apontar o dedo. “Eu não sou juiz. Não sou juiz”, respondeu o antigo Chefe do Estado.

Aliás, não foram só duas vezes que Guebuza disse não ser juiz. Questionado sobre a realização das eleições distritais de 2024, o antigo Presidente respondeu nos seguintes termos: “Não sou juiz”.

Voltando aos livros, o general e docente universitário, António Hama Thai, aponta prováveis elementos que explicam os erros contidos no manual da sexta classe. “Um, comodismo de quem é responsável, outro, negligência e terceira hipótese pode ser mesmo incompetência”, enumerou o general António Hama Thai.

Para sustentar o seu pensamento, Hama Thai argumenta que “ficou com a ideia de que as equipas técnicas ligadas ao livro se acomodaram ou negligenciaram. Então, não é entendível, para mim, que nós estamos a elaborar um livro que se destina a formar o futuro do país e se negligencia desse jeito ou pelo menos que não haja uma fiscalização técnico-científica para verificar essas coisas”.       

Hama Thai sugere que haja uma investigação para se verificar se, de facto, houve erro humano ou sabotagem, e os responsáveis devem pagar por isso.

“É preciso distribuir as responsabilidades. Temos que saber quem é o responsável por isso e como ele paga. Na realidade, a solução aritmética seria a substituição por uma edição corrigida, porque não estou a ver capacidade de distribuir uma errata para os distritos recônditos em todas as escolas do país. Além disso, colocar-se-á o problema de custos e estes deviam ser imputados à parte desses que cometeram essa gafe imperdoável”, sugeriu o general e docente universitário.    

A gafe pode até ser imperdoável, mas, para a antiga ministra dos Negócios Estrangeiros, Segurança Social e Ambiente, Alcinda de Abreu, os erros são humanos. “Eu fico surpreendida como vocês andam tão atrás de erros. Vocês sabem quem é o responsável por escrever livros. Por que é que vocês, com esta coragem de abordar para saber a verdade, não vão perguntar aos que fazem o livro. Não perguntem a pessoas que são alheias a este processo. Errar é humano, mas, se vocês quiserem uma verdade, procurem-na nas fontes verdadeiras. Não queiram politizar uma situação que pode ser técnica”, justificou Alcinda de Abreu, ex-governante. 

Os intervenientes falavam à margem do simpósio dos 55 anos do destacamento feminino, organizado pela Universidade Pedagógica de Maputo.   

Os transportadores semi-colectivos de passageiros, que operam na cidade da Beira, decidiram paralisar as suas actividades, ontem, como forma de pressionar o Conselho Municipal da Beira a levar avante a proposta das novas tarifas, que sofreram um incremento de cinco Meticais em cada 10 quilómetros, contra a proposta da edilidade, que é de dois Meticais e meio pelo mesmo percurso.  

Nalguns bairros, como Inhamizua e Passagem de Nível, alguns transportadores colocaram pneus em chamas nas principais estradas, para mostrarem o seu descontentamento face ao baixo rendimento causado pelo alto preço dos combustíveis. Esta situação levou a Polícia a mobilizar-se em todos os locais de maior aglomeração de passageiros e transportadores, para evitar perturbações.

A paralisação provocou um caos na urbe, tendo em conta que os “chapas” são o principal meio de transporte usado pelos munícipes para as movimentações urbanas, nos 26 bairros do Chiveve. Por conta da paralisação dos “chapas”, as paragens estiveram abarrotadas de passageiros, desde às cinco horas, e a solução encontrada por milhares de munícipes foi percorrer a pé as vias que, habitualmente, o fazem nos transportes já parqueados pelos seus proprietários, uma vez que os autocarros dos Transportes Municipais da Beira, cuja frota é de apenas 25 autocarros, contra 80 necessários, não estão a dar vazão ao nível de procura de transporte.   

Os passageiros ouvidos pela nossa equipa de reportagem lamentaram a situação. Alguns deram razão aos transportadores e outros criticaram a paralisação dos “chapas”.

“Não sou transportador, mas está claro que eles estão a ficar prejudicados a cada dia que passa, porque os preços dos combustíveis não param de subir e a aquisição de um ‘mini-bus’ e a sua manutenção são outros custos, uma vez que os preços já subiram em todas as cidades menos aqui na Beira? Corremos risco de não ter nenhum ‘chapa’ nas ruas por incapacidade de reabastecimento dos combustíveis ou de manutenção”, alertou Olga Caetano, utente dos transportes semi-colectivos.

Tiago Castigo, um outro passageiro, criticou a Associação dos Transportadores da Beira. “O radicalismo dos mesmos está a prejudicar-nos. Julgo que eles deviam ter a paciência de esperar por uma sessão da Assembleia Municipal que vai debater as propostas das novas tarifas. Paralisaram os carros e agora nós, os utentes – a razão da existência dos mesmos – somos os mais prejudicados.”

Os motoristas e cobradores estavam aglomerados nos principais terminais e garantiram que, enquanto as novas tarifas não forem aprovadas, a actividade não será retomada.

“Basta o Município da Beira indicar com clareza que as propostas das novas tarifas podem entrar em vigor, nós, automaticamente, entraremos nas nossas rotas”, garantiu Eugénio Fonseca, um dos transportadores.

O braço de ferro entre os transportadores e a edilidade entrou na fase crítica há cerca de duas semanas, quando os primeiros anunciaram de forma unilateral o aumento da tarifa por mais cinco Meticais em cada 10 quilómetros, a partir desta segunda-feira, para fazer face às subidas dos combustíveis e manutenção das viaturas. A decisão dos transportadores está relacionada com uma aparente indiferença do Município em debater as propostas de aumento de tarifa. Contudo, semana passada, houve um encontro entre as duas partes, em que o Município avançou com uma contraproposta de aumento de apenas dois Meticais e cinquenta centavos, facto que não agradou aos transportadores.

“Em Fevereiro deste ano, submetemos a nossa proposta de aumento de tarifas, facto que não acontece desde 2018, apesar dos aumentos constantes dos preços dos combustíveis. Não houve, no nosso entender, uma preocupação da edilidade em estudar a proposta e enviá-la à assembleia local. Depois da pressão através dos órgãos de comunicação social, convocaram-nos para apresentarem uma contraproposta de apenas dois Meticais e meio em cada 10 quilómetros, contra os nossos cinco Meticais. Esta contraproposta apareceu depois de dois aumentos de combustíveis. É absurdo e insustentável para a nossa actividade, por isso decidimos paralisar o transporte de passageiros até que as tarifas sejam aprovadas”, garantiu Américo Mussicuane, presidente da Associação dos Transportadores da Beira.

O Município da Beira afirmou que ficou surpreendido com a decisão da Associação dos Transportadores da Beira, porque já havia acordo para as tarifas aumentarem em apenas dois Meticais e meio.

“Quarta-feira da semana passada, ficou tudo acordado e, enquanto nos preparávamos para submeter a proposta à Assembleia Municipal, os nossos parceiros optaram pela paralisação. Vamos agora reunir e, oportunamente, partilharemos as decisões do encontro”, garantiu Flora Impula, vereadora para a área dos transportes, no Conselho Municipal da Beira.

Até ao fecho desta nota de reportagem, cerca das 19 horas, o Conselho Municipal da Beira ainda estava reunido a debater este caso e, em paralelo, a Associação dos Transportadores da Beira também estava reunida com a Direcção Provincial dos Transportes e Comunicações, à busca de solução para este problema.

De acordo com o prognóstico do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), espera-se que o dia de hoje seja de temperatura fria a fresca em quase todo o país, com máximas entre 21 e 29 graus. Na mesma sequência, o prognóstico aponta para a possibilidade de queda de chuva e vento a soprar, por vezes, com rajadas em algumas capitais provinciais.

Em graus Celsius, as cidades de Maputo, Xai-Xai, Inhambane e Vilanculo, na zona sul do país, poderão registar temperaturas máxima de 25, 26, 27 e 28 e mínimas de 18, 19,  21 e 29, respectivamente.

Para as cidades da Beira, Chimoio, Tete e Quelimane prevêem-se máximas de 27,23, 29 e 28 e mínimas de 16, 11, 18 e 14 graus Celsius, respectivamente.

As cidades da Nampula, Pemba  e Lichinga poderão registar máximas de 28, 28 e 21 e mínimas de 17, 20 e 9 graus, respectivamente.

Um agente da Polícia da República de Moçambique (PRM), afecto à Unidade de Protecção de Altas Individualidades, que em vida respondia pelo nome de Ezequiel Charles, tirou a vida à sua esposa e filha menor de idade com recurso a uma arma de fogo de tipo pistola.

Depois de ter matado a esposa e filha, o indivíduo abriu fogo contra si na parte do abdômen, tendo, também, morrido instantaneamente. Segundo apurou “O País” junto de testemunhas, o motivo do sucedido é ciúme.

“Eles sempre discutiam. Há mais de dois anos que vivem juntos. Mas todos os dias era só discussão, havia uma espécie de competição entre eles, quando o marido traísse a esposa, ela também fazia o mesmo. Se o marido saísse para bebedeira, ela também saía”, contou Judite Jossias, vizinha que convivia diariamente com o casal.

Sobre o fatídico domingo, Judite revelou que “começaram a discutir de manhã. À noite, só escutamos barulho que parecia pessoas a lançarem pedras. Daí, a minha vizinha veio bater à porta e disse que afinal o barulho era de tiros. Quando entramos na casa e, de facto, confirmamos os três óbitos”.

Judite Jossias, amiga da vítima, revelou à nossa reportagem que as discussões do casal chegaram às instituições que administram a justiça, nomeadamente Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) e Procuradoria local. “Ela contou-me que levou o marido à barra da justiça. Pensei que já tivessem resolvido o problema, longe de saber que chegariam a esse ponto de se matarem.”

O “O País” apurou, por outro lado, que uma menor de três anos, também filha dos finados, escapou à morte, porque, na altura dos factos, se encontrava numa casa vizinha a brinc

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