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O País – A verdade como notícia

Na região metropolitana do grande Maputo já foram identificados e registados 4 mil carros de transporte de passageiros de 15 e 26 lugares para serem instalados a bilhética eletrónica, vulgarmente conhecida por Cartão Famba.

Ainda não há clareza de quando é que a bilhética electrónica começa a ser montada nos transportes semicolectivos da Cidade de Maputo, mas há, já, dois modelos de sistemas que estão a ser avaliados dadas as características dos carros usados para “chapa cem”, segundo explica José Nhavoto, gestor do projecto da plataforma de bilhética eletrónica.

“Nos Coaster, por exemplo, estamos entre a colocação física de equipamentos na porta, que é importante para evitar a movimentação deste equipamento. Notar que o equipamento possui um GPS para permitir a localização geográfica do veículo, e também para o monitoramento. Mas também estamos a ver a possibilidade em alguns casos colocar um dispositivo de mão, isto e móvel “, disse Nhavoto.

O uso da bilhética electrónica e plataformas móveis são essenciais para o acesso ao subsídio ao passageiro. E a meta é registar 500 mil passageiros ao sistema. Até agora estão inscritos 214 mil em toda área metropolitana, onde só 110 mil utilizadores já levantaram seus cartões famba.

“Todos os passageiros inscritos na plataforma de bilhética eletrónica através das cabines com cartão ou sem cartão vão receber o benefício, quem tem cartão recebe diretamente do cartão e aqueles que não tem Caratão recebem através de plataforma de moeda eletrónica”, explicou a fonte.

Em 426 Autocarros já tinham sido instalado a bilhética eletrónica. E quase na totalidade os sistemas foram danificados e já decorre a reposição.

A inscrição dos passageiros no sistema de bilhética eletrónica é a condição para beneficiara-se do subsídio ao passageiro que ainda não tem data para sua entrada em funcionamento.

O Comandante Nacional do Serviço de Salvação Publica, Abdul Issufo, esclarece que nova lei dos bombeiros é clara e ética. A lei estabelece uma punição a quem filmar acidentes antes de contatar os bombeiros.

A nova lei do Serviço Nacional de Salvação Pública prevê multas para quem filmar e divulgar imagens sobre acidentes, sem antes contactar os bombeiros para prestar socorro.

Os juristas Uriel Menete e Mpasso Camblege dizem que a medida não tem fundamentação legal e não é clara.

A Lei de protecção contra incêndios foi aprovada em Dezembro passado e está em curso a elaboração do regulamento para a sua implementação.

Cento e dezassete condutores violaram as regras de trânsito em 1 hora e meia no percurso entre Maquinag e a portagem na Cidade de Maputo.

Os condutores circulavam acima da Velocidade estabelecida naquele local e foram apanhados por uma máquina que detecta várias infracções de uma só vez.

Na semana passada a polícia de trânsito e a empresa municipal de mobilidade e estacionamento colocaram a referida máquina no troço entre a Maquinag e a portagem de Maputo, com o objectivo de ver se os condutores cumprem ou não com as regras de trânsito.

A velocidade recomendada é de 60 km/hora mas houve quem chegou aos 127. Houve ainda condutores que andavam sem cinto de segurança e a falarem ao telefone.

O aparelho estava em fase de teste e, agora, aguarda aprovação para sua implementação.

Com o funcionamento da máquina, Ruas João Ruas, PCA da Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento garante que não há chances para casos de corrupção, uma vez que o agente de trânsito não tem contacto directo com o condutor.

Ainda não há datas para o início do uso dos detectores de infracções de trânsito, que detectam também a travessia em semáforos no vermelho, permite localizar viaturas procuradas.

Eles aferem se os carros têm ou não seguros e se os condutores são ou não reincidentes em determinadas infracções.

Foram, hoje, apresentados os novos órgãos do Instituto de Comunicação Social da África Austral , MISA Moçambique. No evento, o antigo Presidente do Misa, Fernando Gonçalves foi homenageado pela organização.

Ao todo, são 10 os novos órgãos do MISA Moçambique apresentados, hoje, na capital do país. Além da apresentação do plano estratégico, a cerimónia serviu para render homenagem a Fernando Gonçalves, jornalista que presidiu ao MISA por dois mandatos.

O presidente do MISA, Jeremias Langa, afirmou que “no final dos dois mandatos, Fernando Gonçalves conseguiu que o MISA voltasse a ter escritórios com dignidade, uma equipa de trabalho, a merecer credibilidade dos parceiros, algo que tínhamos perdido”, destacou.

Por sua vez, Fernando Gonçalves diz estar satisfeito pelo reconhecimento e confessou que não esperava ser homenageado.

“O trabalho que eu fiz é um trabalho que eu devia fazer. Se não fizesse, outra pessoa iria fazê-lo. Não sinto que houvesse necessidade tão premente de me homenagear, mas, se os dirigentes do MISA entenderam que era necessário, agradeço muito por isso”, destacou.

Aquando da sua eleição, Jeremias Langa disse que a “sua equipa” pretendia dar continuidade ao processo de recuperação, tornando o MISA um dos interlocutores válidos dos vários stakeholders da área de media.

Langa falou ainda da necessidade de se trabalhar na promoção das várias liberdades, como a liberdade de imprensa e liberdade de expressão para os cidadãos.

O MISA, em coordenação com outras organizações da sociedade civil, vai apresentar, esta semana, um consórcio para preparação de uma estratégia de actuação no ciclo eleitoral que se avizinha.

Houve registo, hoje, de tumultos no Município de Gondola. Vendedores do Mercado Feira Local colocaram barricadas na Estrada Nacional Número Seis em contestação à decisão da edilidade de os tirar do seu local de venda para outro, próximo de um cemitério. Para dispersar os manifestantes, a Polícia foi obrigada a disparar para o ar.

A confusão foi instalada porque, há cerca de dois anos, o Conselho Municipal de Gondola retirou os vendedores do Mercado Feira e indicou um local próximo ao cemitério para passarem a desenvolver as suas actividades.

O município justificou a retirada dos vendedores com a necessidade de se erguer um novo mercado. De lá a esta parte, a promessa não passou do papel. Cansados de esperar, os vendedores regressaram ao antigo mercado e o Conselho Municipal de Gondola não teve meias medidas, destruindo as bancas para a insatisfação dos vendedores.

“De repente, chegamos aqui e ficamos assustados com os tiros disparados pela polícia. Não sabemos o que está a acontecer. Nossa vida está lá no mercado. Não temos emprego e dependemos deste negócio. O que vamos comer?”, questionou um dos vendedores que não quis ser identificado.

Os vendedores mostram-se agastados com o Município pelo facto de, segundo dizem, não se terem aproximado para explicar o ponto de situação sobre o novo local para exercerem as suas actividades.

“Primeiro, podiam falar com a população e explicar que aquele que sabe que tem produtos no armazém deve sair. E aqueles que vão continuar a vender podem continuar. É preciso ter diálogo com o povo”, reclamou outro vendedor.

O “O País” contactou o presidente do Conselho Municipal de Gondola, Arlindo Ngozo, para perceber sobre a contestação dos vendedores.

“Queremos, primeiro, atribuir razão aos vendedores. Na verdade, nós havíamos prometido a construção e requalificação do novo mercado. Houve um atraso da nossa parte, em virtude da empresa contratada não cumprir com aquilo que são os prazos”, defendeu-se Arlindo Ngozo, acrescentando que já existem soluções para se ultrapassar o braço-de-ferro. “Já temos uma nova empresa que é a Soares da Costa e, dentro das próximas 48 horas, haverá mobilização do estaleiro para o reinício da requalificação e modernização do mercado”, assegurou o edil de Gondola.

A situação normalizou-se depois, com as viaturas a circularem na EN6 sem condicionalismo e o trânsito a fluir.

É a primeira reacção da governante depois do anúncio do pacote de medidas que têm em vista facilitar a entrada de investimento estrangeiro no país. Materula falava, última quarta-feira, durante um encontro tripartido de cooperação entre Moçambique, e-Swatini e África do Sul na área de turismo.

Embora a pandemia continue a ensombrar as perspectivas económicas do sector do turismo, Eldevina Materula não tem dúvidas de que as medidas, recentemente anunciadas pelo Presidente da República, poderão impulsionar a actividade.

Segundo a governante, o sector do turismo cresceu cerca de 11% depois da Covid-19 e com as medidas anunciadas pelo Governo, Materula acredita que, até ao fim deste ano, os números serão encorajadores.

A reanimação do sector passa, também, pela união de esforços entre Moçambique, África do Sul e eSwatini. Através da iniciativa conjunta designada TRILAND, os países pretendem promover as suas potencialidades turísticas e culturais.

A sugestão é que através desse programa criem-se roteiros turísticos que envolvam as potencialidades dos três países. Para o efeito, os visitantes ao pretenderem escalar Moçambique, por exemplo, terão informações sobre lugares e riquezas nesses dois países. O objectivo é que os recursos despendidos pelo turista beneficiem a todos e contribua para a rápida recuperação económica dos três países.

 

Na sua intervenção, a directora-executiva da Autoridade de Turismo de eSwatini, Linda Nxumalo, defendeu que a iniciativa pode produzir efeitos positivos. “A prioridade para nós é a colaboração, o que significa que podemos trabalhar todos juntos para garantir ganhos mútuos”, disse.

Para o ministro das Finanças, Desenvolvimento Económico e Turismo da África do Sul, os três países são capazes de alcançar consensos e juntos beneficiarem das vantagens da implementação deste projecto.

Os governantes falavam, em Maputo, num encontro com os operadores turísticos dos três países.

A quarta ronda de vacinação contra a doença arrancou, hoje, em todo o país. Na Cidade de Maputo o primeiro dia foi marcado por grande adesão.

A capital do país já teve um caso suspeito de poliomielite, mas, através de exames, concluiu-se que o paciente não tinha a doença.

Uma vez que os casos confirmados estão a aumentar no país e a vacinação é um dos melhores métodos de prevenção, 235 mil crianças menores de cinco anos serão imunizadas.

“O Poliovírus Selvagem está a circular no nosso país, então há necessidade urgente de cortarmos a transmissão para que nenhuma criança tenha a poliomielite. Esta doença é também denominada de paralisia infantil e é uma doença debilitante”, disse a directora municipal de Saúde, na Cidade de Maputo, Bélia Xirinda.

No Centro de Saúde de Xipamanine, por exemplo, a meta diária é de 300 crianças e o processo decorre sem sobressaltos, segundo fez saber a médica-chefe do distrito municipal Lhamanculo, Otilinda Camacho.

“Estamos a ter uma boa adesão por parte dos pais, educadores, entre outros responsáveis pelas crianças. Até este momento, já vacinamos 140 crianças”, explicou Camacho.

Assim como naquela unidade sanitária, o Centro de Saúde 1º de Maio vacinou, até a manhã de quinta-feira, mais de 100 crianças.

Como nenhuma criança deve ficar de fora, foram distribuídas 600 brigadas fixas e móveis pelos sete distritos municipais da Cidade de Maputo.

“Temos equipas que fazem o trabalho de casa em casa, nas escolinhas, nos mercados e em outros lugares de aglomeração de pessoas. Tratando-se de uma doença sem cura, a melhor forma de prevenir é através da vacina”, frisou Félix Alage, técnico de saúde.  

A quarta ronda de vacinação contra a Poliomielite vai terminar no domingo e prevê abranger mais de sete milhões de crianças, em todo o país.

O ministro da Indústria e Comércio expulsou, do Aparelho do Estado, o ex-director da Inspecção das Actividades Económicas. Verónio Duvane é acusado de corrupção e abuso de cargo e função pelo Gabinete Central de Combate à Corrupção, num processo já remetido ao tribunal.

A expulsão do Aparelho de Estado, de Verónio Duvane, ex-director da Inspecção das Actividades Económicas, INAE, foi assinada pelo ministro da Indústria e Comércio, no dia 15 de Julho.

A informação foi divulgada através de uma circular, assinada pelo chefe do Departamento de Recurso Humanos do ministério em questão, no dia 3 de Agosto, onde lê-se:

“No âmbito do processo disciplinar, movido contra o senhor Verónio Duvane, Inspector Superior das Actividades Económicas D, escalão 1, que havia sido nomeado para o cargo de Director Nacional de Operações de Pesquisa e Inteligência Económica na INAE-Central, vimos comunicar à vossa Excelência que, por despacho de 15 de Julho de 2022, de sua Excelência Ministro da Indústria de Comércio, foi expulso do Aparelho de Estado.”

A expulsão do ex-director da INAE surge na sequência do processo disciplinar movido contra o funcionário, depois de ser acusado de cobrar 250 mil Meticais a um agente económico estrangeiro na Cidade de Maputo.

O processo já foi remetido ao Tribunal Judicial do Distrito KaMpfumu. A nossa reportagem ouviu juristas para entender os contornos desta decisão. Sérgio Massinga esclarece que “estamos diante de dois processos diferentes e com tratamentos e exigências distintas, por isso esta decisão não colocará em causa o processo-crime que corre contra o antigo funcionário”.

“O facto de estar a correr um processo-crime, que deve trazer elementos de prova que possam consubstanciar a acusação, não impede que a entidade empregadora, o Estado, possa instaurar um processo disciplinar, que é o caso”, explicou Massinga para em seguida avançar que “estes casos, embora sejam disciplinarmente censuráveis, não são bastantes para consubstanciar o crime de que é acusado. É possível chegar ao processo-crime e verificar-se que a instrução não foi bem verificada e assim a acusação acabar decaindo”.

Segundo o entrevistado, o processo disciplinar, a que o arguido foi sujeito “pela sua natureza, é mais célere, por isso teve uma conclusão muito antes do processo-crime, porém não pode influenciar a produção de prova”.

Uma posição igualmente defendida pelo advogado Mpasso Camblege, que avança a possibilidade, à luz da lei, de Verónio Duvane recorrer da decisão que lhe coloca fora do Aparelho do Estado.

“Não estando satisfeito com a decisão, que culminou com a sua expulsão, pode recorrer junto do Tribunal Administrativo, que é a entidade competente para julgar este tipo de recurso. No que diz respeito ao processo penal, independentemente da decisão, há meios próprios para apresentar a sua contestação.”

Camblege diz que a expulsão é a medida mais extrema, sendo que há outras medidas administrativas que poderiam ser aplicadas, no entanto o instrutor do processo entendeu que a acusação tinha força bastante para esta decisão, sem contar com a possibilidade de se terem reunido provas bastantes para a decisão.

“Para se aplicar uma medida disciplinar, é preciso avaliar o comportamento do agente causador e a responsabilidade que era esperada do sujeito. Na conjugação, qualquer destes cenários podem influenciar para a tomada de qualquer decisão, desde que esteja prevista na lei”, referiu-se o advogado.

Neste momento, Verónio Duvane responde a um processo-crime em liberdade provisória, por uso de cargo público para exigir, a seu favor, vantagens e prática de abuso de cargo e função.

Um cidadão costa-marfinense foi detido na posse de droga disfarçada em lanternas. É o sexto caso nos últimos seis meses, de acordo com o Serviço Nacional de Investigação Criminal.

O SERNIC diz que o indivíduo foi surpreendido na posse de cocaína em quantidade não especificada, disfarçada em 25 lanternas.

De acordo com o SERNIC, é o segundo caso de tráfico de droga descoberto no Aeroporto Internacional de Maputo, em menos de um mês.

O cidadão nega ser o dono da bagagem em que a droga foi encontrada: “Estou muito surpreso e aborrecido, porque eu não sei como puseram uma mala em meu nome nos meus pertences. Disseram que eu tinha três malas e os bilhetes dizem isso, mas eu não reconheço. Eu trouxe apenas uma mala. Por isso estou confuso. Não sei o que fazer”.

O SERNIC explica que, nos primeiros seis meses deste ano, houve seis apreensões no Aeroporto Internacional de Maputo.

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