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O País – A verdade como notícia

Terminam hoje as matrículas da 1ª classe em todo o país. Na Cidade e Província de Maputo o balanço feito é positivo, com mais de 75 por cento das vagas preenchidas. A nível nacional, o Ministério da Educação diz que só terá dados em inícios de Janeiro.

No último dia do processo, os locais de inscrição estavam vazios em algumas escolas da Cidade de Maputo. Afinal, as vagas já tinham sido preenchidas.

Na Escola Primária do Jardim, por exemplo, todas as 115 vagas já tinham sido preenchidas, o que segundo a directora da instituição, Saquiliça Macamo, é o correspondente a três turmas.

Na Escola Primária Unidade 13, havia vagas para 227 crianças da primeira classe, sendo que 150 foram ocupadas.

“O processo está decorrer normalmente, o que acontece é que geralmente temos alcançado as metas a partir do mês de Janeiro, só depois das festas do natal e fim-de-ano”, explicou Essineta Venia.

Em 105 escolas da Cidade de Maputo, a direcção da Educação prevê matricular  mais de 16 mil crianças, das quais mais de 12 mil já foram inscritas. Em alguns distritos municipais, o processo decorreu de forma tímida.

“Temos alguns distritos que estão a contribuir negativamente no cumprimento das nossas metas. No Kapfumo, por exemplo, tínhamos planificado matricular 1.292 alunos, mas, até o momento, matriculamos 859. O distrito de Lhamankulo também é uma preocupação. O objectivo é matricular 1.846 alunos, mas matriculamos, até este momento, 1.088 ”, disse Artur Dombo, director da Educação da Cidade de Maputo.

Já na província de Maputo, as metas também ainda não foram alcançadas.

“Nós temos uma meta afixada de 48 804 alunos para a primeira classe e até o momento matriculamos 34 988 alunos, o que significa uma realização de cerca de 72 por cento”, disse José Luís, porta-voz da direção da Educação da província de Maputo.

Para que nenhuma criança fique de fora, o processo das matrículas vai continuar nos próximos dias. O Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano prevê inscrever pouco mais de um milhão e meio de crianças da 1ª classe para o ano lectivo 2023.

A região do Grande Maputo terá, em 2023, um sistema de transporte articulado para minimizar o drama de transporte de passageiros. Já foi lançado o concurso público internacional para identificação de um operador que possa reintroduzir 20 autocarros articulados.

Na imagem esta um dos exemplos de um autocarro articulado. O país já teve autocarros iguais no período pós independência e, a partir de 2023, voltarão a circular em seis rotas da região do grande Maputo, segundo garantias dadas pela Agência Metropolitana de Transporte de Maputo, através do Administrador técnico, Armando Bembele.

“Os articulados são para começar no próximo ano, não se tem data exata porque é preciso cumprir com estas formalidades administrativas. O concurso internacional que lançamos é de 20 autocarros, mas a situação poderá nos aconselhar mais tarde a aumentar e abranger outras Cidades “.

A fonte explica que o Governo não vai gastar dinheiro na aquisição, o vencedor do concurso é que vai adquirir os meios circulantes e operar, segundo termos e condições definidos pelas autoridades nacionais.

A reintrodução dos veículos articulados não anula os projectos já anunciados, o caso do  BRT, assim como o metro de superfície. “Não queremos dizer que este vai resolver, mas vai minimizar enquanto trabalhamos em outros projectos. Como é do vosso conhecimento, existe o projecto de BRT e de um possível metro de superfície, mas tudo isso leva seu tempo”.

Espera-se que,  com os novos meios de transporte público, reduzam os encurtamentos de rota e as longas horas de espera nas paragens. Estes autocarros articulados vão circular nas estradas já  existentes.

“As estradas são estas que nos temos. É uma questão de colaboração. Se nós todos colaborarmos será possível circular e também teremos o apoio das autoridades; da PRM e Polícia Municipal, mas a situação é de ver melhorada a situação de mobilidade na área de metropolitana de Maputo”.

Não se sabe ainda se haverá ou não alteração da tarifa do transporte, assim que estes autocarros começarem a operar. “Deixe os estudos desenrolar e vamos ver oque acontece, pode ser que se agrave ou se mantenha as tarifas”.

Umas das rotas a serem operadas pelos autocarros articulados é a que faz o troço Praça dos trabalhadores,costa do sol, rotunda de Chihango, Albasine, Zimpeto, missão Roque, Brigada, Campo do Ferroviário, terminando de novo na praça dos trabalhadores, isto num sistema circular atendendo a natureza dos próprios veículos.

A outra rota será Matola gare, km 15, Machava Socimol, coca-cola, casa branca, brigada, guerra popular e praça dos trabalhadores.

Os veículos articulados vão igualmente operar na rota guerra popular, praça dos heróis, praça dos combatentes, Magoanine, Missão Roque, Jardim, Brigada e Guerra Popular.

Pais e encarregados de educação estão revoltados com as altas taxas cobradas pela Escola Secundária de Muhalaze, na Província de Maputo, alegadamente para o processo de matrículas e construção de salas de aula. As actuais taxas variam de 1100 a 1500 Meticais para a 10ª e 11ª classes.                     

A tabela de taxas afixada na vitrina da Escola Secundária de Muhalaze está a gerar revolta no seio dos pais e encarregados de Educação dos alunos que frequentam esta instituição de ensino.

“Este valor das matrículas é exorbitante. Eu, com três filhos nesta escola, como farei para pagar essas taxas, de 1500 por cada filho? E ainda tenho uniforme escolar para comprar, tenho material escolar e terei de sustentar as despesas de transporte para pagar. O que nós queremos é que mantivessem as taxas ou, se for para agravar, que tivessem feito um aviso prévio”, lamentou uma encarregada de Educação que falou em anonimato.

A Escola Secundária de Muhalaze vai cobrar para o ano lectivo de 2023 taxas que variam entre 1100 e 1500 Meticais.

Mas não são só as taxas de exames que inquietam os encarregados, como também a cobrança de 500 Meticais para construção das salas de aula. “Nós não estamos contra o facto de os encarregados contribuírem para a construção de mais salas, mas deveria ter-se em conta que nem todo mundo tem esse poder financeiro de tirar 500 Meticais. O que gostaríamos é que nos dessem uma explicação plausível do porquê desse agravamento de taxas de matrícula para o ano lectivo de 2023”, exigiu a fonte que preferiu anonimato.

Os encarregados relatam ainda que os estudantes pagaram pela taxa de exame um valor de 300 Meticais no lugar de 50 Meticais para 10ª e 100 Meticais para 12ª.

O jornal “O País” contactou a direcção da escola e a provincial da Educação de Maputo, mas sem sucesso.

Todos os funcionários do Conselho Municipal da Beira terão o 13º salário. A garantia é do edil, Albano Carige, que diz que o pagamento começa amanhã.

Mesmo com o informe do Presidente da República sobre o não pagamento do 13º salário aos funcionários e agentes do Estado, o edil da Beira, Albano Carige, garante que, para os trabalhadores daquela instituição, a situação será diferente, pois segundo explicou, “sentando com o meu executivo, concluímos que temos condições para pagar o décimo terceiro”.

Albano Carige falava, esta quinta-feira, após a apresentação das actividades realizadas este ano pela autarquia, na qual avançou que todos os funcionários do Município da Beira terão o décimo terceiro salário a partir desta sexta-feira.

“Amanhã, começa a entrar o décimo terceiro para garantir que os funcionários do Conselho Municipal possam prestar os serviços na maior tranquilidade e para que estes estejam cada vez mais próximos ao munícipe beirense”, garantiu Albano Carige, edil da Beira.

A impossibilidade de pagar o décimo terceiro salário aos funcionários e agentes do Estado deve-se à sobrecarga criada pelo pagamento de salários com base na Tabela Salarial Única (TSU) e aos gastos que o Executivo é obrigado a fazer por conta dos danos causados pelo terrorismo em Cabo Delgado, segundo os pronunciamentos do Presidente da República.

A Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental explicou hoje que o Estado perderia cerca de quatro milhões de Meticais, caso os 45 contentores de madeira fossem exportados.  

A Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental chamou ontem a imprensa, na cidade da Beira, para explicar os contornos da apreensão dos 45 contentores de madeira em toro, no distrito de Dondo, em Sofala.

Afinal companhia H.J Importações e Exportações, não só estava em toro, algo proibido por lei, como também a sua exportação não estava autorizada.

“Esta espécie, a sua exportação carece de autorização pela CITIS, um organismo que regula o comércio internacional de espécies de flora e fauna em risco de extinção. Para poder comercializar ou exportar esta madeira, é precisa uma permissão desta entidade”, explicou o delegado da AQUA, Morgado Mucendo, referindo as espécies pau-preto e chacate preto.

A operação de contrabando de madeira lesaria o Estado em milhões de Meticais. “O Estado perderia cerca de quatro milhões de Meticais e temos que sublinhar que esta madeira provém de duas províncias – Manica e Zambézia”.

A H.J Importações e Exportações, proprietária da madeira apreendida, tem um outro estaleiro situado no bairro Macute, na cidade da Beira. A mesma empresa foi surpreendida ano passado pelas autoridades, nas mesmas circunstâncias.

O Município de Maputo diz que o atraso das obras de requalificação da Praça da Juventude tem a ver com questões técnicas e problemas por parte do empreiteiro. A edilidade não tem data para a conclusão da empreitada.

Por estes dias, a Praça da Juventude já devia estar concluída e com nova imagem, mas tudo indica que  não será para já.

“Durante os trabalhos preliminares de remoção de solos, deparamo-nos com alguns condicionamentos que tinham a ver com a própria drenagem das águas pluviais da própria praça. Então, fomos estudando várias alternativas, o que também condicionou a execução, mas a obra está a decorrer, embora com algumas dificuldades do próprio empreiteiro e estamos a sensibilizá-lo para concluí-la”, justificou-se o director de Infra-estruturas Urbanas no Município de Maputo, Inocêncio Bernardo.

Quanto às obras da estrada que parte da rotunda até ao bairro Incassane, em KaTembe, a edilidade explica que a paralisação, por três meses, se deveu à falta de areia vermelha.

“Em KaTembe, é muito difícil ter acesso ao saibro (areia vermelha) e, neste momento, o ponto encontrado para a extracção dista a 40 km do local da obra. Não estava equacionada a exploração desses materiais a essa distância, porque há custos com transporte e isso de certa forma vai alterar os custos da obra e são esses aspectos que era preciso avaliar e, assim que foram ultrapassados todos os aspectos burocráticos, retomou-se a obra em Outubro e está a decorrer em bom ritmo”, garantiu Inocêncio Bernardo.

As obras desta via também não serão entregues a tempo. A estrada devia ser concluída em Fevereiro próximo, mas só em Junho de 2023 é que estará finalizada.

As Linhas Aéreas de Moçambique anunciaram, na tarde desta quinta-feira, que a aeronave que teve uma avaria, na manhã de hoje, já está operacional e retomou os voos às 18 horas, com destido à cidade da Beira, e depois seguirá para Nampula.

Trata-se de uma aeronave que registou uma falha grave, em pleno voo, por volta das 06 horas. A bordo estavam 120 pessoas, entre passageiros e tripulantes. A falha forçou um pouso de emergência.

A companhia refere que os passageiros com destino a Lichinga serão transportados por uma outra aeronave, que fará escala em Nampula.

Um avião das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), com destino a Lichinga, registou uma avaria grave em pleno voo na manhã desta quinta-feira com 120 pessoas a bordo. A avaria aconteceu dois minutos depois de a aeronave ter levantado o voo e teve de aterrar no local da partida.

O Boeing 737-700, operado pela empresa Linhas Aéreas de Moçambique, com destino a Lichinga, capital provincial de Niassa, com escala técnica na cidade de Nampula, registou uma avaria em pleno voo, na zona de Marracuene, Província de Maputo, dois minutos depois de ter descolado do Aeroporto Internacional de Maputo.

O facto obrigou a uma aterragem de emergência no local em que a aeronave levantou o voo. Não houve registo de feridos nem danos materiais adicionais, graças à experiência da tripulação liderada pelo comandante Barradas.

Segundo fontes especialistas em matérias de aviação, sensor do ângulo de ataque partiu-se, o que fez com que perdesse velocidade e altitude. Seguiam a bordo 120 passageiros e a tripulação, e o avião estava bastante carregado.

Até às 13 horas desta quinta-feira, a aeronave permanecia em terra. Mesmo depois de uma reparação e ter feito um ensaio, o avião não levantou o voo e os passageiros voltaram à sala de embarque

O Tribunal Judicial de Chimoio ouviu, na última terça-feira, um perito em matéria de filmagens para aferir se o carro que o humorista Valter Danone e seus amigos estava ou não em movimento, o que se consideraria crime de exposição de menores ao risco. Assim, a sentença do “caso Danone” ficou marcada para o próximo dia 7 de Fevereiro.

No passado dia 29 de Novembro, o Tribunal Judicial de Chimoio iniciou o julgamento do “caso Valter Danone”, um humorista de seis anos de idade que, na companhia de dois amigos, filmou um vídeo satírico a relatar sobre a corrupção na Polícia de Trânsito. O seu produtor foi acusado de crimes de exposição de risco a menores e difamação à PRM.

O julgamento foi suspenso porque a procuradora tinha dificuldades de interpretar o vídeo em alusão. O juiz decidiu que se ouvisse um perito em imagens e, na última segunda-feira, o julgamento foi retomado com audição de Tomás Gimo, “especialista” em filmagens.

Gimo anulou em sede do tribunal a tese de que houve exposição de risco a menor.

O Ministério Público fez-se representar pelo magistrado Remigy Guiama, que alega nunca ter-se falado de difamação à Polícia, mas apenas exposição de menor a risco.

O advogado de Denilson Daniel, produtor de vídeo que foi constituído arguido, pede a sua absolvição.

Para os fazedores de arte que estiveram atentos ao julgamento, o facto de o produtor do vídeo responder em tribunal é clara intenção de querer matar a criação artística.

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