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O País – A verdade como notícia

O dado corresponde a um total de seis mil famílias. De acordo com a edilidade, os números tendem a aumentar. Segundo o Conselho Municipal de Maputo, o reassentamento das vítimas só pode ocorrer no fim desta época chuvosa.

As chuvas continuam a fazer vítimas na Cidade de Maputo. KaMavota, Kalhamakulo, KaTembe e KaMachakene foram os distritos municipais mais afectados pelas chuvas de há duas semanas, causando inundações urbanas.

Em todos os sete distritos, a edilidade calcula que mais de 40 quarteirões foram afectados pelas inundações, seis mil famílias foram prejudicadas, o que se traduz em 31 pessoas afectadas.

De acordo com a vereadora de Saúde e Acção Social no Conselho Municipal de Maputo, Alice de Abreu, foram criados três centros de acomodação para alojar as vítimas, um no distrito de KaTembe e dois em KaMavota.

Entretanto, o reassentamento definitivo das vítimas só será possível depois do fim da presente época chuvosa

“Temos dados acumulados e famílias que estão a sofrer por causa das chuvas, mas temos que esperar o término da época chuvosa e verificar quais são os locais que continuam com o problema mesmo depois da época chuvosa”, disse De Abreu.

Na agricultura, 421 hectares de culturas diversas foram afectados pela chuva, originando uma necessidade de mais de 600 quilos de sementes.

O número de escolas e unidades sanitárias afectadas também subiu. No momento, contabilizam-se 17 hospitais e 15 escolas afectadas pelas inundações na Cidade de Maputo.

No momento, o Município de Maputo realiza limpezas de drenagens e sucção das águas das chuvas, mas a falta de meios dificulta o processo.

O Governo pondera concessionar a Estrada Nacional Número Sete (EN7) aos operadores privados por incapacidade financeira para manutenção da via, num troço de cerca de 500 quilómetros entre Manica e Tete.

A Estrada Nacional Número Sete tem duas portagens, uma na zona de Pingue Sul, distrito de Vanduzi, e outra em Báruè. No entanto, a manutenção da via tem sido deficitária, por isso está esburacada.

O ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Carlos Mesquita, visitou, na tarde de domingo, a província de Manica para ver a situação da via. “Estamos a tentar ver, junto dos parceiros, se conseguimos mobilizar fundos necessários para fazer uma intervenção em toda a extensão da EN7 e pode ser feita atendendo à mobilização ou até mesmo fazer a concessão da estrada”, disse Carlos Mesquita, ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos.

Mesquita explicou que os trabalhos vão continuar para garantir que os carros circulem em segurança na via. “Uma avaliação do terreno, estudar melhor este troço alternativo através do município, onde temos lá duas ‘pontecas’ que precisam de ser melhoradas em termos de capacidade para suportar tráfego pesado, isso para além de se criar um desvio neste local, que podemos depois interferir com propriedades privadas, então achamos que ficamos a ganhar com essa forma”, esclareceu Mesquita.

Lembre-se que a EN7 esteve interrompida, na semana passada, na sequência da chuva, cortando a ligação entre Manica e Tete.

Em relação ao aviso emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia, dando conta da situação de evolução do ciclone tropical intenso, denominado Freddy, que continua a fazer o seu movimento em direcção à Costa Leste de Madagáscar, prevendo-se que o seu epicentro alcance a região continental do país, a partir do dia 23 deste mês, o ministro Mesquita apela à população para que esteja atenta às informações oficiais.

O Governo pondera concessionar a Estrada Nacional Número Sete (EN7) aos operadores privados por incapacidade financeira para manutenção da via, num troço de cerca de 500 quilómetros entre Manica e Tete.

A Estrada Nacional Número Sete tem duas portagens, uma na zona de Pingue Sul, distrito de Vanduzi, e outra em Báruè. No entanto, a manutenção da via tem sido deficitária, por isso está esburacada.

O ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Carlos Mesquita, visitou, na tarde de domingo, a província de Manica para ver a situação da via. “Estamos a tentar ver, junto dos parceiros, se conseguimos mobilizar fundos necessários para fazer uma intervenção em toda a extensão da EN7 e pode ser feita atendendo à mobilização ou até mesmo fazer a concessão da estrada”, disse Carlos Mesquita, ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos.

Mesquita explicou que os trabalhos vão continuar para garantir que os carros circulem em segurança na via. “Uma avaliação do terreno, estudar melhor este troço alternativo através do município, onde temos lá duas ‘pontecas’ que precisam de ser melhoradas em termos de capacidade para suportar tráfego pesado, isso para além de se criar um desvio neste local, que podemos depois interferir com propriedades privadas, então achamos que ficamos a ganhar com essa forma”, esclareceu Mesquita.

Lembre-se que a EN7 esteve interrompida, na semana passada, na sequência da chuva, cortando a ligação entre Manica e Tete.

Em relação ao aviso emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia, dando conta da situação de evolução do ciclone tropical intenso, denominado Freddy, que continua a fazer o seu movimento em direcção à Costa Leste de Madagáscar, prevendo-se que o seu epicentro alcance a região continental do país, a partir do dia 23 deste mês, o ministro Mesquita apela à população para que esteja atenta às informações oficiais.

O dado corresponde a um total de seis mil famílias. De acordo com a edilidade, os números tendem a aumentar. Segundo o Conselho Municipal de Maputo, o reassentamento das vítimas só pode ocorrer no fim desta época chuvosa.

As chuvas continuam a fazer vítimas na Cidade de Maputo. KaMavota, Kalhamakulo, KaTembe e KaMachakene foram os distritos municipais mais afectados pelas chuvas de há duas semanas, causando inundações urbanas.

Em todos os sete distritos, a edilidade calcula que mais de 40 quarteirões foram afectados pelas inundações, seis mil famílias foram prejudicadas, o que se traduz em 31 pessoas afectadas.

De acordo com a vereadora de Saúde e Acção Social no Conselho Municipal de Maputo, Alice de Abreu, foram criados três centros de acomodação para alojar as vítimas, um no distrito de KaTembe e dois em KaMavota.

Entretanto, o reassentamento definitivo das vítimas só será possível depois do fim da presente época chuvosa

“Temos dados acumulados e famílias que estão a sofrer por causa das chuvas, mas temos que esperar o término da época chuvosa e verificar quais são os locais que continuam com o problema mesmo depois da época chuvosa”, disse De Abreu.

Na agricultura, 421 hectares de culturas diversas foram afectados pela chuva, originando uma necessidade de mais de 600 quilos de sementes.

O número de escolas e unidades sanitárias afectadas também subiu. No momento, contabilizam-se 17 hospitais e 15 escolas afectadas pelas inundações na Cidade de Maputo.

No momento, o Município de Maputo realiza limpezas de drenagens e sucção das águas das chuvas, mas a falta de meios dificulta o processo.

O Instituto Nacional de Meteorologia diz que o ciclone Freddy está a enfraquecer, podendo atingir Moçambique no dia 23 de Fevereiro, passando para tempestade tropical severa. Ainda assim, o INAM lança o alerta máximo às populações das províncias da Zambézia, Sofala e Inhambane.

O ciclone tropical Freddy continua em direcção à costa Leste de Madagáscar, podendo atingir a região a 21 de Fevereiro.

Dois dias depois, as previsões meteorológicas apontam que o fenómeno poderá entrar no Canal de Moçambique através da província de Sofala.

“Vai enfraquecer e de ciclone tropical intenso passará para categoria de tempestade tropical moderada. Ao iniciar a sua aproximação para a parte continental de Moçambique, assumirá a categoria de tempestade tropical severa”, explicou Júlio Langa, meteorologista.

O Instituto Nacional de Meteorologia alerta que o fenómeno poderá afectar a navegação marítima e o estado do tempo nas províncias da Zambézia, Sofala e Inhambane, com chuvas acompanhadas de ventos fortes e trovoadas.

“À medida que os dias forem passando, o INAM vai lançar outros boletins meteorológicos para actualizar as regiões que serão afectadas, bem como a magnitude dos ventos deste sistema”, acrescentou.

O INAM alerta às populações para que continuem a acompanhar as informações meteorológicas e tomem medidas de precaução.

Algumas vítimas das cheias, no distrito de Boane, já querem voltar para as suas casas, alegadamente porque a água já abrandou. As autoridades dizem que ainda aguardam uma avaliação da situação chuvosa e ciclónica para uma decisão segura.

Sete dias depois das inundações em alguns bairros do distrito de Boane, na Província de Maputo, que forçaram a criação de centros de reassentamento em alguns pontos, o nível das águas já começa a baixar.

Um exemplo desse facto é a retoma da transitabilidade rodoviária, na via que liga a cidade da Matola à vila de Boane, através da Estrada Nacional Número Dois (EN2), bem como a retoma gradual de algumas indústrias locais.

Na sequência, já há pessoas que querem regressar às suas residências, independentemente das condições inexistentes, como é o caso de Tamara Alfredo, mãe de três filhos, que perdeu muitos bens, mas tem a casa intacta e já sem água.

A entrevistada diz que, como muitas famílias, tem visitado a sua residência, para zelar pelos poucos e recuperáveis bens e pensa que já há condições para regressar.

“Nós não estamos bem. Aqui posso garantir que 60% das pessoas já têm as casas livres da água e querem regressar para tentarem refazer a vida, mas impedem-nos. Não sabemos porquê”, disse.

Um desejo partilhado até por aquele que ainda tem a casa parcialmente alagada.

“Aqui estamos bem, estamos seguros, mas casa é casa. Queremos voltar. No entanto, não sabemos por onde começar, isto porque tudo foi destruído”, desabafou Ana Maria.

Nelta José, também deslocada, junto dos seus quatro filhos e marido, até quer sair, mas diz não haver condições para tal.

“Vou voltar para casa fazer o quê, porque nem material escolar das crianças tenho, muito menos algo para comer? O que vou fazer lá? Prefiro continuar aqui, para ver o que podem fazer por nós”, disse.

Saubir Nasir, gestor do centro de acolhimento da Escola Secundária Joaquim Chissano, avançou que o centro continua a gerir 1380 deslocados, dos quais 720 crianças, 470 mulheres e 190 homens, mas reconhece que nem todos mantêm a vontade de continuar no local.

“Algumas pessoas já pretendem regressar às suas residências, mas achamos que ainda não existem condições necessárias para o efeito”, disse Nasir, que acrescenta que não é fácil gerir 1300 pessoas, mas pelo esforço continuam a garantir pelo menos três refeições por dia. As questões de saúde também vão sendo geridas e estudam-se formas de promover campanhas de recuperação de documentos perdidos.

Os roubos constantes também preocupam os moradores. Mas Armando Matsinhe, gestor do centro de acomodação da Escola Primária Boane-sede, diz que tem a situação controlada.

“Temos sabido da ocorrência de roubo de mantimentos aqui no nosso centro, mas nós, através da Polícia, já recuperamos mantas e alguns produtos alimentícios. Contudo, o triste é que são os próprios moradores que mandatam os seus familiares para levarem os produtos que recebem, para depois dizerem que foram roubados e voltarem a recebê-los. Mas já estamos atentos”, explicou Matsinhe.

Como solução, o gestor diz que cada sala tem um responsável, que é instruído a proibir a saída de quaisquer produtos que tenham sido recebidos no centro, sendo que “só poderão levá-los quando houver autorização para deixarem o centro”.

Sem gravar entrevista, o Instituto Nacional de Gestão de Risco e Desastres (INGD) diz que ainda é preciso monitorizar a evolução do ciclone Freddy e seus possíveis impactos, bem como as previsões para a época chuvosa, para se decidir pela desactivação ou não dos centros de acomodação.

A tarifa de transporte de passageiros vai subir mais três meticais na área metropolitana do grande Maputo, a partir da próxima segunda-feira. A decisão foi anunciada hoje pelo Município de Maputo e pela Federação Moçambicana das Associações dos Transportes Rodoviários (FEMATRO). Entretanto, os novos valores não abrangem as empresas de transporte municipais.

Graça Machel diz que está na hora de os negros afirmarem-se pelo seu contributo para o desenvolvimento da humanidade, fazendo soar e ouvir a sua voz. A activista falava, hoje, num evento alusivo à sua homenagem, junto a Paulina Chiziane.

Foi perante antigos governantes, membros dos órgãos de justiça e soberania que Graça Machel e Paulina Chiziane foram, pela primeira vez, homenageadas na terra que as viu nascer.

A homenagem organizada pela Folha Verde e parceiros tinha a razão de ser, afinal, estas duas mulheres são um orgulho afro-moçambicano.

“É sobejamente conhecido por toda a sociedade moçambicana que Paulina Chiziane e Graça Machel são as nossas referências. As melhores conservadoras da nossa integridade como mulheres. Achamos que era oportuno, apesar de todas as vicissitudes que estamos a passar, agora, homenageá-las e agradecer-lhes por tudo que elas têm sido para nós, os moçambicanos”, indicou Esperança Mangaze, promotora da iniciativa.

Aliás, Graça e Paulina já foram laureadas internacionalmente, por isso, para Esperança Mangaze, “nada melhor que fazermos isso cá, em casa, para que elas sintam que o esforço que têm estado a fazer e as lutas que têm estado a travar não são em vão”.

E uma das lutas que Graça Machel e Paulina Chiziane têm travado estão ligadas à afirmação da raça e cultura negras pelo mundo, em particular no Brasil.

Chamada ao pódio, a antiga Primeira-Dama de Moçambique e da África do Sul começou por trazer uma abordagem sobre como os negros são vistos pelo mundo.

“Em que instituições que os negros, sejam eles em África, nas Américas e em todo o mundo, são representados pelo que são. Nós somos representados pelo que sofremos. A nossa visibilidade é por aquilo que sofremos”, afirmou a activista social, Graça Machel, citando alguns exemplos: “Somos refugiados, os pobres que estamos sempre a receber a caridade de toda a gente, somos aqueles que são analfabetos e morrem mais quando houver uma calamidade”.

Uma situação que, segundo Graça Machel, devem ser os próprios negros a colocar o basta!

“Sermos nós a pintar com as nossas próprias cores, a definir com o timbre da nossa voz sobre o que é ser cidadão do mundo, mas que coincide ser de raça negra”, exortou Graça Machel.

E foi por causa desta defesa pelos seus que fez com que a activista social fosse homenageada pelo Troféu Raça Negra, no Brasil, em Novembro do ano passado. Graça Machel só precisou de fazer perguntas para merecer o prémio.

“Apenas no futebol e na cultura é que os negros têm visibilidade. Só visibilidade. Não estou a dizer que têm reconhecimento e eu fiz perguntas porque me incomodava, claramente. E porque violentam a minha mente. Porquê?”, questionou, retoricamente, a activista social.

Pauliana Chiziane esteve ausente no evento, mas foi representada pelo ensaísta Dionísio Bahule, que não poupou elogios a estas duas vozes da raça e cultura negras.

“Graça e Paulina, dois rostos com uma eucaristia do povo, isto é, dois rostos que se dão pelo povo. De um lado Graça, que luta para que a dignidade humana seja respeitada e tenha o básico. Doutro lado, temos a Paulina, que, independentemente das críticas, nos desperta a reflectir sobre quem somos nós a nível cultural”, descreveu Dionísio Bahule, ensaísta e crítico literário.

O antigo presidente do Conselho Constitucional enalteceu, também, o papel dessas duas mulheres na valorização da africanidade.

“Graça Machel é um farol que brilha e ilumina a todos nós. Eu diria, em suma, tem luz própria e só os astros têm luz própria e a Dra. tem luz própria e é, de facto, um orgulho para todos nós, moçambicanos, e temo-la como guia. O prémio Camões [a Paulina Chiziane] é a consagração, reconhecimento e afirmação da cultura africana e da mulher no mundo”, elogiou Hermenegildo Gamito, antigo presidente do Conselho Constitucional.

De resto, foram a dança e a música moçambicanas que marcaram o dia de homenagem a Graça Machel e a Paulina Chiziane, embaixadoras da raça e cultura negras no mundo.

Está reestabelecida a ligação rodoviária na Estrada Nacional Número Dois, na via que liga a cidade de Matola à vila municipal de Boane. A estrada esteve mais de uma semana com circulação interrompida devido às inundações que atingem a Província de Maputo.

Elvira Jantar foi deixar as suas duas filhas em Boane para passar o fim-de-semana com os avós. O que ela não imaginava é que fosse cair tanta chuva, ao ponto de bloquear a principal estrada de acesso à vila de Boane, na Estrada Nacional Número Dois, e deixar as suas filhas sitiadas. Logo que soube que a circulação já está reestabelecida, foi a Boane rever as suas filhas gémeas.

“De lá para cá, nunca mais tive oportunidade de ir buscá-las e de vê-las. Usávamos a videochamada para nos comunicar e poder nos ver… estou ansiosa, estou nervosa. Logo que me disseram que a estrada está transitável, a primeira atitude que tomei foi pegar no carro e vir para cá [Boane]”, contou, ansiosa e feliz, Elvira Jantar.

Na região, ainda há sinais que antes proibiam a circulação, mas o jornal O País apurou que já se permite usar aquela via desde o último sábado.

Noriono Suleimane, automobilistas, traçou um quadro crítico desde que a água condicionou a mobilidade: “Estava complicado, a água começava daqui e ia até à vila de Boane e, no dia de hoje, consegui passar, então vamos ver até amanhã o que vai acontecer”.

Apesar da melhoria na circulação pela EN2, há um ponto de mais de 50m metros, justamente no cruzamento de Mazambanine, onde ainda há água que cria ainda alguma insegurança aos automobilistas, mas os mais ousados passam, como é o caso de Alfredo Chichava, que, mesmo sabendo que não é seguro, enfrentou a água.

“Dá para andar, não é como dantes; é só aqui onde há água. O lugar não é seguro, mas dá para andar”, disse Alfredo Chichava.

Ainda sobre a transitabilidade, a ponte de Mazambanine, que está sobre o rio Umbeluzi, no interior da vila de Boane, continua submersa, o que condiciona a circulação de 25 bairros, que dependem, até ao momento, de embarcações para se deslocar de e para a vila-sede do distrito de Boane.

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