Skip to main content

O País – A verdade como notícia

INNOQ reforça fiscalização do peso do pão

O INNOQ anunciou o reforço da fiscalização do peso do pão em Moçambique, exigindo balanças verificadas e advertindo sobre sanções para os estabelecimentos que não

INNOQ reforça fiscalização do peso do pão

O INNOQ anunciou o reforço da fiscalização do peso do pão em Moçambique, exigindo balanças verificadas e advertindo sobre sanções para os estabelecimentos que não

O tomate, a cebola, a alface, a couve e outros produtos e serviços de primeira necessidade ficaram mais caros em algumas cidades do país, no passado mês de Abril. A cebola, por exemplo, passou dos anteriores 450 para 700 Meticais, por cada saco de 10 quilogramas.

A vida ficou mais cara em algumas cidades do país, no mês de Abril, segundo indica o índice de Preços no Consumidor Moçambique, referente ao mês de Abril de 2023, publicado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Segundo o documento, as cidades de Maputo, Beira, Nampula, Quelimane, Tete, Chimoio, Xai-Xai e a província de Inhambane registaram uma subida que varia de 2,5 a 15,5 por cento.

“Analisando a variação mensal por produto, é de destacar o aumento dos preços do tomate (2,5%), da cebola (15,5%), da farinha de milho (5,5%), do amendoim (4,5%), do feijão manteiga (2,8%), dos veículos automóveis em segunda mão ligeiros (2,3%) e da couve (3,7%). Estes contribuíram no total da variação mensal com cerca de 0,38 pp (pontos percentuais) positivos. No entanto, alguns produtos com destaque para o milho em grão (19,5%), o óleo alimentar (1,6%), o coco (2,9%), a alface (6,6%), a galinha viva (1,9%), as motorizadas (0,9%) e os receptores de televisão (3,1%) contrariaram a tendência de aumento de preços, ao contribuírem com cerca de 0,34 pp negativos no total da variação mensal”, lê-se no documento.

Destaca-se ainda no comunicado de imprensa do INE que os dados de Abril, quando comparados com os de igual período de 2022, indicam que o país registou um aumento de preços na ordem de 9,61%. As divisões de alimentação e bebidas não alcoólicas e de transportes foram as que tiveram maior aumento de preços, ao variarem com 17,02% e 11,61% respectivamente.

Na Cidade de Maputo, por exemplo, os preços da batata e da cebola dispararam. O saco de 10 kg de cebola registou uma subida de 250 Meticais.

A nossa reportagem visitou os mercados da Malanga, Fajardo e Central, onde constatou estas realidades.

Moisés Mucambe, comerciante, diz que não percebe a razão da alta de preços.

“A batata subiu muito. Por exemplo, no princípio do mês passado, o saco de 10 kg era vendido a 350, mas hoje sai a 450 Meticais. Já a cebola foi registando subidas, já esteve 450 Meticais, depois 600, depois 650 e hoje custa 700 Meticais”, disse.

Comprar meio saco de cebola, por 350 Meticais, tem sido alternativa para quem não consegue suportar o preço deste incontornável ingrediente para as iguarias locais.

“Eles reclamam do preço, sempre que perguntam, mas compram a mesma, pois não há alternativa. Estes não são apenas meus preços. Todos aqui praticam o mesmo”.

O tomate, o feijão, a farinha de milho e até as hortaliças não escaparam à alta dos preços, conforme testemunhou Zinha Abudo, um comerciante de hortaliças no mercado Fajardo.

“No Zimpeto, os preços oscilam. Isso condiciona os nossos lucros. As pessoas não têm dinheiro, por isso, às vezes, só lutamos para ter de volta o valor investido”, desabafou.

E consequência disso é o fraco movimento.

Eunice Mahumane vende alface e couve. A sua alface é vendida entre 50 e 60 Meticais. Poucas vezes compram, por isso é obrigada a baixar o preço, facto que prejudica as suas contas.

Segundo o INE, de Janeiro a Abril do ano em curso, o país registou um aumento de preços na ordem de 3,58%, com maior destaque para a província de Inhambane, que teve o maior aumento do nível geral de preços com cerca de 7,18%.

Celebra-se hoje o Dia Mundial do Enfermeiro. Os profissionais celebram a data, exigindo melhores condições de trabalho e valorização da classe. Já o Governo apela ao abandono das práticas que mancham a classe, com destaque para o mau atendimento.

Dezenas de profissionais de saúde, trajados de branco, bloquearam parte da avenida Joaquim Chissano, para depois das 8 horas desta sexta-feira marchar, pela avenida Acordos de Lusaka em direcção à Praça dos Heróis moçambicanos, onde, em homenagem aos heróis nacionais, foi depositada uma coroa de flores.

Depois deste momento, os profissionais juntaram-se no anfiteatro do Instituto de Ciências de Saúde, ISCISA, para uma cerimónia que contou com a presença de membros do Governo.

Os profissionais aproveitaram a ocasião para reconhecer a sua importância e contribuição no garante da saúde e bem-estar das pessoas, uma vez que correspondem quase à metade do número de profissionais no Sistema Nacional de Saúde, com mais de 18 mil profissionais, divididos em diversas especialidades.

Odete Oficial é uma das enfermeiras que participou na celebração. Profissional há 34 anos, sente que os desafios do dia-a-dia da profissão passaram de formação (no início da sua profissão) para desvalorização da classe.

“No dia-a-dia, ouvimos os enfermeiros a reclamarem sobre as condições de trabalho a que são sujeitos, sem falar das condições salariais. Toda a gente conhece o salário do enfermeiro e sabe que não dignifica, nem o profissional, nem a classe”, disse.

Igual a ela, Olga Novela, enfermeira há 43 anos, que mereceu homenagem pelo seu desempenho ao longo dos anos, no exercício das suas várias funções, diz que só os próprios enfermeiros podem mudar e buscar a valorização que merecem. Por isso, apela aos profissionais para darem o seu máximo, servindo ao povo, e um dia será reconhecido.

No mesmo evento, a Ordem dos Enfermeiros destacou a necessidade do reforço da formação dos profissionais.

“Os desafios que nós enfrentamos começam com a nossa numerosidade. Somos muitos e o que nos coloca em uma situação de vulnerabilidade, desde o custo que aparentemente representamos, a lista de anseios não satisfeitos que de nós derivam, dentre elas a necessidade de protecção e de ambiente propício para prestar cuidados dignos aceitáveis, a necessidade de aprender mais e elevar as nossas competências clínicas, éticas e de gestão”, disse Grácio Guambe, vice-bastonário da Ordem dos Enfermeiros de Moçambique.

O Governo, por seu turno, reconheceu os desafios do sector, principalmente sobre a disponibilidade de enfermeiros no país, que ainda está abaixo do recomendado internacionalmente.

“O rácio de enfermeiros gerais em Moçambique é de 3,1 por 10 mil habitantes, contra o mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde de 3,4 por 10 mil habitantes. Este rácio irá continuar a sofrer o impacto do rápido crescimento da população do nosso país. Por isso, decorre um esforço para formar mais profissionais de enfermagem e colocá-los no Serviço Nacional de Saúde. Durante o período 2016-2022, as instituições de formação pública graduaram 5893 enfermeiros, um número superior à previsão inicial de 4741 graduações”, disse o vice-ministro da Saúde, Ilesh Jani.

Sobre a formação académica, Jani diz que o Governo tem em vista um programa intensivo de formação de quadros especialistas.

“Verificamos a necessidade de formar quadros de enfermagem de áreas especializadas, como, por exemplo, em neonatologia, cuidados intensivos, anestesiologia e instrumentação. Para estas áreas, o Ministério da Saúde está a implementar o Plano Acelerado de Formação, a partir do qual se prevê graduar 1728 enfermeiros especializados até 2025”, prometeu.

Contudo, exige que os enfermeiros abandonem as práticas que mancham a classe: “Apelamos, no entanto, para que lutem contra todos os males que atentam ao bom nome da classe de enfermagem e de todos os profissionais de saúde, incluindo a indiferença ao sofrimento do próximo, o mau atendimento hospitalar, o desvio de produtos de saúde, o uso irracional dos recursos do Estado e as cobranças ilícitas. Faz-se, por isso, necessária a implementação integral do Código de Ética e Deontologia Profissional do Enfermeiro, recentemente lançado pela Ordem dos Enfermeiros de Moçambique”.

Este ano, o Dia dos Enfermeiros é celebrado sob o lema “Nossos profissionais de enfermagem, nosso futuro”.

Trata-se de um autocarro de transporte de passageiros que foi assaltado na fronteira de Lebombo, na África do Sul, por mais de 10 homens armados. Do assalto não houve feridos. Na mesma região, tem acontecido tumultos devido a restrições de energia, o que ameaça a segurança dos transportadores moçambicanos que realizam viagens para o país vizinho.

Por meio de um comunicado, a transportadora Cheetah Express diz que um dos seus autocarros foi assaltado por volta das 18h30 desta quinta-feira na fronteira de Lebombo, na África do Sul, posto fronteiriço interligado ao de Ressano Garcia, na Província de Maputo.

Na ocasião, os mais de 10 homens armados levaram bens dos passageiros, mas não houve feridos.

“A Cheetah Express está profundamente preocupada com o incidente e está a tomar medidas imediatas para garantir a segurança dos seus passageiros. Estamos a trabalhar em estreita colaboração com as autoridades policiais para identificar e levar os perpetradores à justiça. Além disso, a Cheetah Express está a implementar novas medidas de segurança para evitar futuros incidentes”, diz a transportadora em comunicado.

Os transportadores Moçambicanos também têm sofrido assaltos e relatam medo e insegurança.

“Um dos meus colegas escapou, mas um carro desta praça foi atacado anteontem. Viajamos com o coração na mão, então pedimos ajuda”, disse um transportador, no Terminal Rodoviário Internacional da Baixa da Cidade de Maputo.

Por outro lado, na mesma região tem havido greves devido às restrições de energia. Os manifestantes lançam pedras contra viaturas que passam pelo local.

“Às vezes temos que parar o carro, ligar para os colegas para perceber se é seguro ou não usar aquela via”, disse outro transportador.

Apesar disso, os transportadores não interromperam viagens para África do Sul nem pretendem fazê-lo.

“Nós estamos a transportar normalmente, mas temos que tomar precauções quando chegamos àquela via, seguimos as orientações da Polícia sul-africana. Interromper é parar as finanças, temos que estar na luta.”

Desde que a situação iniciou, não se verificou nenhum incidente envolvendo carros moçambicanos.

Filipe Nyusi inaugurou hoje a central fotovoltaica do Posto Administrativo de Mapulanguene, no distrito de Magude, Província de Maputo. A infra-estrutura vai beneficiar directamente 190 famílias. O Presidente da República promete que, até finais deste ano, 64% dos moçambicanos terão energia eléctrica.

A central fotovoltaica ontem inaugurada custou ao Estado pouco mais de 79,4 milhões de Meticais e tem capacidade para produzir 600 kilowatts por hora. Pelo custo e utilidade da infra-estrutura, Filipe Nyusi apela para protecção da infra-estrutura de modo que não seja vandalizada.

“Os recursos financeiros aqui aplicados representam um alto custo de oportunidade para o Governo, que enfrenta restrições orçamentais face à multiplicidade de prioridades em todo o país. Por isso, queremos apelar aos residentes de Mapulanguene para participarem de forma activa na vigilância e denúncia dos casos de roubo e, bem assim, do uso indevido de infra-estruturas”, disse o Presidente da República, tendo realçado as metas do Executivo no que ao fornecimento de corrente eléctrica diz respeito.

“De uma forma progressiva, almejamos concretizar o acesso universal à energia. Em 2022, em todo o território nacional, foram realizadas 467,155 novas ligações, o que permitiu que a taxa de acesso à energia passasse de 41% em 2021 para 48% em 2022.”

O que se pretende, neste 2023, é que o acesso à corrente eléctrica no país suba para 64% até ao fim do ano. A nova central fotovoltaica consegue, depois de ter sido carregada com base na energia do sol, alimentar as famílias durante pelo menos quatro dias independente do sol. Além das 190 famílias a serem alimentadas pelo sistema, o que corresponde  a perto de 1000 pessoas, a central fornece corrente também ao hospital local, a uma fonte de abastecimento de água e a várias outras infra-estruturas.

Enfim, Mapulanguene está já iluminado. Mas há, naquele Posto Administrativo, outros desafios indisfarçáveis, com destaque para as vias de acesso. Só para ter uma ideia, a região está a 120 quilómetros da vila-sede de Magude. O percurso, que é feito em terra batida, leva no mínimo, cerca de três horas.

Duas pessoas estão detidas e outras duas andam fugitivas, no distrito de Nhamatanda, indiciadas de assassinato de quatro pessoas e transporte, posse e comercialização de órgãos humanos nas províncias de Sofala e Manica.

Os indivíduos detidos esta quarta-feira, no distrito de Nhamatanda, em Sofala, são indiciados de terem assassinado uma pessoa no passado sábado e, de seguida, de ter decepado parte dos seus órgãos. A vítima residia no Posto Administrativo de Tica. Aliás, foi a segunda pessoa a ser assassinada com o mesmo fim. A primeira foi uma criança. Um dos supostos autores dos actos macabros confessou o crime.

Depois de assassinarem a última vítima, os autores do crime alegaram ter entrado em contacto com o suposto mandante, um pastor e agente económico, residente na cidade da Beira.

Os supostos criminosos, para lograrem os seus intentos, usavam certos instrumentos. O suposto mandante afirmou que o indivíduo já foi seu trabalhador, mas negou que lhe tenha orientado a assassinar pessoas e decepar órgãos para os comprar.

A quadrilha, segundo a polícia, actuava nas províncias de Sofala e Manica, onde já assassinou, no total, quatro pessoas, sendo duas em cada região.

Ainda em Nhamatanda, a polícia deteve o líder de uma quadrilha que se dedicava a arrombar residências e roubar vários bens.

Iniciam, esta sexta-feira, os trabalhos para a construção da ponte-cais. na Ilha de Inhaca, em Maputo. O projecto foi lançado esta quinta-feira pelo ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala.

Os ilhéus de Inhaca anseiam pela ponte desde 2013, quando o uso foi interditado devido ao elevado estado de degradação. Segundo reclamam, é impossível entrar e sair da Ilha sem se molhar. Isso acontece porque, para chegar à terra firme ou chegar ao barco é preciso caminhar dentro da água, devido à falta de uma ponte-cais, como contou, Thembi Almina, residente da ilha.

“Agora estou molhada. Vinha levar uma encomenda que acaba de chegar do centro da Cidade de Maputo e tive que entrar na água para chegar ao barco. Daqui vou ao trabalho, vou ter que chegar e trabalhar assim… Toda molhada! Estamos a sofrer e precisamos urgente de uma ponte”, reivindicou a residente de Inhaca.

É por isso que, para minorar o sofrimento da população, esta sexta-feira, iniciam os trabalhos para a construção da ponte, que terá quatro fases, segundo Mateus Magala, ministro dos transportes e comunicações.

“A primeira etapa, refere-se aos estudos para o entendimento das águas, sua profundidade e comportamento, e vai levar uma semana. A segunda fase, que vai começar logo após a conclusão da primeira, vai debruçar sobre as características geográficas do terreno, os solos onde a ponta será implantada, a qualidade e os tipos de solos, o que vai determinar a sua resistência”, explicou Magala.

A segunda fase vai levar três meses, e, depois, passar-se-á para o desenho da ponte. Espera-se que, na verdade, vai decorrer à medida em que o estudo do solo for feito, e  ainda este ano seja concluído, validado e aprovado. A construção da ponte será a quarta-fase.

O governante não avançou, entretanto, datas prováveis em que a infra-estrutura estará pronta. Disse que o importante é ter uma ponte de qualidade e resiliente, mas exigiu celeridade nos trabalhos.

“Amanhã, o presidente do Instituto de Transportes Marítimos começa a fazer os trabalhos aqui. Não queremos ouvir que uma semana não tem sete dias, mas sim 14. Uma semana tem sete dias e este é o trabalho que esperamos, e pedimos ao vereador para que seja os nossos olhos para que as coisas saiam como combinamos”, recomendou o ministro dos Transportes e Comunicações.

Eneas Comiche, o edil de Maputo, disse que a construção da ponte em Inhaca vai tornar a ilha mais próxima do continente e reduzir o elevado custo de vida.

“De certeza que será incrementado o movimento de pessoas e bens, o movimento turístico do continente para esta bela ilha que hoje integra o Parque Nacional de Maputo, elevando a qualidade de polo de atracção turística nacional e internacional de KaNyaka”, referiu.

Já o vereador, Roberto Chitsondzo, acrescentou que será um ganho para a área do turismo e na actividade pesqueira, pois os pescadores poderão com facilidade vender o marisco e também facilitar o comércio no mercado de peixe, que actualmente não tem tido muito movimento.

O Ministro da Saúde, Armindo Tiago, prometeu, ontem, no parlamento, a construção de quatro hospitais distritais. Segundo disse, a medida insere-se no quadro da iniciativa presidencial Um distrito, um hospital. Tiago destaca a importância da iniciativa dado que apenas 46 dos 154 distritos do país têm unidades sanitárias.

O segundo e último dia do Governo, no Parlamento, foi reservado às perguntas de insistência dos deputados. O Ministro da Saúde foi o único chamado a regressar ao pódio.

O debate iniciou esta quarta-feira, mas as bancadas parlamentares concluíram que ficaram questões por esclarecer. Perguntas relacionadas à localização geográfica e o número de hospitais construídos, em construção e por iniciar a construção foram colocadas pelos deputados.

Ao pedido dos deputados, esta quinta-feira, Armindo Tiago tomou o microfone e detalhou sobre a construção de hospitais no quadro da iniciativa presidencial Um Distrito, Um Hospital.

A iniciativa lançada pelo Presidente da República, em 2019, previa a construção de 90 infra-estruturas, mas, segundo o governante, dos 154 distritos do país, só 46 têm hospitais distritais.

“É por isso que, no âmbito da iniciativa presidencial Um distrito, um hospital, a visão é garantir que seja acelerado o processo da construção de unidades sanitárias do tipo distritais no país”, explicou Armindo Tiago, que acrescentou os ganhos do projecto.

“Foi concluída a construção dos hospitais distritais de Mulevala, Machaze, Jangamo e Bilene. Estão em construção os hospitais de Meconta, Mopeia, Massinga e está em requalificação o Hospital de Ulónguè. Temos a previsão, para este ano, o início da construção dos hospitais de Larde, Chitima, Marara e Inhassoro”, disse.

Sobre o Hospital Psiquiátrico de Infulene, em Maputo, o único desta especialidade no país, o ministro disse que está em reabilitação. Por outro lado, insistiu, sem avançar datas, que os hospitais provinciais terão máquinas de Tomografia Computadorizada, ou seja, máquinas que recolhem informação detalhada sobre inúmeras partes do corpo humano, incluindo pulmões, ossos, coração e vasos sanguíneos, auxiliando, assim, no disgnóstico de várias doenças.

“O Plano Quinquenal do Governo indica que o Governo deve colocar TAC apenas no Hospital Provincial de Tete, mas o que estamos a dizer é que o Governo vai colocar TAC em todos os Hospitais Distritais”, prometeu, sem dar prazos.

A fechar a presença do Executivo na Casa do Povo, o Primeiro-Ministro, Adriano Maleiane, reconheceu que deputados mostraram interesse em buscar soluções para melhoria das condições de vida dos moçambicanos.

O Primeiro-Ministro apelou, por outro lado, a não politização do recenseamento eleitoral.

“No recenseamento, em princípio, não pode haver questões de politização. É um acto muito importante e temos que estimular a todos a se recensear e, depois, vamos para fase seguinte”, disse.

Adriano Maleiane terminou referindo que o sucesso no combate à criminalidade depende da colaboração dos cidadãos.

A garantia foi dada, hoje, pela ministra da Educação e Desenvolvimento Humano, Carmelita Namashulua, na Assembleia da República, durante a sessão de perguntas ao Governo. Na mesma sessão, o ministro da Saúde, Armindo Tiago, disse que o terrorismo, a COVID-19 e os desastres naturais condicionaram a iniciativa “Um Distrito, Um Hospital”.

Os erros nos livros escolares do ensino primário público foram tema de discussão, esta terça-feira, no Parlamento. Não foi a primeira vez que a bancada parlamentar do MDM exigiu da ministra do pelouro da Educação explicações sobre o assunto.

Em resposta, Carmelita Namashulua assegurou que a revisão dos manuais da 1ª e 6ª classes será constante para evitar mais erros.

“O Ministério [da Educação e Desenvolvimento Humano] procedeu à revisão do livro de Ciências Sociais da 6ª classe e, para conferir a qualidade científica, metodológica e linguística no tratamento dos conteúdos, fizemos a revisão de todos os livros da 1ª e 6ª classes e outros materiais didácticos em vigor no ensino primário, de 2004 a 2022. Estas revisões, assumimos o compromisso, serão feitas constantemente, para conferir maior qualidade a esses materiais”, garantiu Carmelita Namashulua, ministra da Educação e Desenvolvimento Humano.

Sobre os atrasos na distribuição do livro escolar, a governante apontou a impressão dos manuais no exterior como uma das causas, e avançou soluções: “A demora na distribuição do livro escolar prende-se, por um lado, com a chegada tardia e em fases do livro ao país e, por outro, aos efeitos dos desastres naturais que afectam as vias de acesso dentro do nosso país. O processo de provisão do livro escolar é complexo e, neste contexto, o Ministério de Educação e Desenvolvimento Humano está a iniciar um processo de mudança de provisão do livro, de uma base anual para um processo plurianual, de modo a permitir que o livro chegue atempadamente às nossas escolas”.

No dia em que alguns ministros estiveram em prova oral no Parlamento, Armindo Tiago também subiu ao pódio para explicar que a iniciativa “Um Distrito, Um Hospital” não anda conforme o desejado.

“Claramente, a implantação do nosso PQG e a da iniciativa presidencial ‘Um Distrito, Um Hospital’ terão sofrido um impacto negativo do terrorismo, da pandemia da COVID-19 e dos eventos climáticos extremos que afectaram o nosso país, incluindo a cólera que nos afectou há pouco tempo. Estes fenómenos, no seu conjunto, causaram a destruição total ou parcial de 370 unidades sanitárias. A missão do Governo é alocar recursos para que estas unidades voltem a funcionar. Há uma requalificação e um redimensionamento de recursos para estas finalidades.”

O Governo volta, esta quinta-feira, à Assembleia da República para responder às perguntas de insistência.

Na sua última visita a Manica, o Presidente da República inaugurou, na cidade de Chimoio, um condomínio de 12 residências para magistrados judiciais. O objectivo, segundo avançou na ocasião, era conferir maior dignidade e segurança aos juízes. Nyusi enfatizou a necessidade de os juízes não tolerarem ou minimizarem casos de roubo, que são frequentes na província de Manica e não só.

“Ficam premiados os ladrões. Lógico, não estou aqui a dizer que basta suspeitar de alguém, logo é essa pessoa que roubou; não é isso. Mas se é em flagrante – às vezes, até, as pessoas são confessas – o julgador deve saber qual é o impacto do furto de uma bicicleta”, alertou Nyusi.

Não tardou para que, oito meses depois, o teste de roubo acontecesse na própria casa dos juízes ora desafiados pelo Presidente da República a aplicar a moldura penal que desencoraja casos de roubo.

Dois indivíduos introduziram-se no interior de três residências de magistrados onde se apoderaram de dinheiro, electrodomésticos, telemóveis, impressoras e computadores.

A Polícia apresentou-os à imprensa esta segunda-feira. Os mesmos dizem ter-se introduzido no interior das residências após constatarem fragilidades no sistema de segurança. Um dos suspeitos disse que recebeu o “convite” para roubar de um amigo seu que faz serviços de táxi na cidade de Chimoio.

“Ele foi lá deixar arroz em casa de um dos juízes. Veio dizer-me que é fácil roubar e voltamos mesmo já à noite e conseguimos tirar plasmas, telefones, computadores e impressoras”, contou.

O condomínio dos magistrados é protegido por elementos da Polícia, fortemente armados. Mouzinho Manasse, chefe do Departamento das Relações Públicas no comando provincial da PRM em Manica, admitiu ter havido negligência por parte dos seus colegas escalados naquele dia.

“Estavam lá escalados os membros da PRM. Há suspeita que tenha havido uma negligência. Para tal, foi constituída uma equipa de inquérito que vai averiguar esta situação”, explicou Mouzinho, referindo que, a ser provado que houve negligência, serão instaurados, em simultâneo, processos-crime e disciplinar.

O roubo no condomínio de juízes vem reacender o debate sobre a segurança dos magistrados que, na sua actuação, tomam decisões que colocam em risco a sua integridade física.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE