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O País – A verdade como notícia

INNOQ reforça fiscalização do peso do pão

O INNOQ anunciou o reforço da fiscalização do peso do pão em Moçambique, exigindo balanças verificadas e advertindo sobre sanções para os estabelecimentos que não

INNOQ reforça fiscalização do peso do pão

O INNOQ anunciou o reforço da fiscalização do peso do pão em Moçambique, exigindo balanças verificadas e advertindo sobre sanções para os estabelecimentos que não

Um menor de 15 anos de idade foi recenseado no posto da Escola Primária de Hombwa, na cidade de Chimoio. O caso foi denunciado por fiscais da Renamo e do MDM. O STAE já reagiu ao assunto e diz que o cartão do menor já foi confiscado.

No dia 9 deste mês de Maio, Sanifolo Feniasse dirigiu-se ao posto de recenseamento de Hombwa, na cidade de Chimoio. Os brigadistas, mesmo com a identificação do menor a revelar que nasceu a 09 de Março de 2008, procederam ao recenseamento. Mas os fiscais estiveram atentos ao assunto e denunciaram na ocasião.

Mas a resposta já veio do STAE provincial de Manica através do seu director. Luciano José diz que o menor em causa não irá votar.

Para o director do Gabinete Provincial de Eleições na Renamo, em Manica, o recenseamento eleitoral em curso decorre a meio de muitas fragilidades.

Em Manica, o STAE já recenseou 399 718 eleitores, dos cerca de 77 mil eleitores previstos.

Mahomed Rafique Jusob Mahomed, Mário Luís Albino e Binda Jocker vão deixar o Conselho de Administraçao da Tmcel. Trata-se de membros da empresa há seis anos.

A decisão surge após uma reunião dos accionistas da Tmcel-Moçambique, ao fim da tarde desta terça-feira, para análise do plano de revitalização da empresa, plano de redução de custos e estudo de rentabilização de centros de custos.

Na mesma sessão, a assembleia-geral aprovou, ainda, a composição de uma Comissão de Gestão da Tmcel, constituída por Mahomed Adamo Mussá, presidente e responsável pelas áreas Comercial e Sistemas, Nordino José Wazo, gestor para a área de Operações e Cezerillo Horácio Eugénio Matuce, gestor para as áreas de Administração e Finanças.

A empresa Ferpinta Moçambique lançou, na última sexta-feira, as celebrações dos 25 anos da sua existência em Moçambique. A instituição queixa-se de dificuldades para exportação dos seus produtos a partir do porto da Beira devido aos elevados custos logísticos.

A empresa Ferpinta Moçambique decidiu lançar, na última sexta-feira, o início das celebrações do seu vigésimo quinto aniversário no território moçambicano.

Com unidades de produção e distribuição em Maputo, Beira e Nacala, a Ferpinta Moçambique faz parte de vários projectos de construção e fornecimento de alfaias agrícolas desde 1998.

Segundo o director-geral da instituição, Romeu Rodrigues, os 25 da instalação da firma em Moçambique significam “um caminho, um caminho em que estivemos presentes em muitos projectos de construção no país, em grandes obras”, disse.

Para Romeu Rodrigues, 60% da sua produção serve para exportação, mas os elevados custos logísticos são um entrave.

“Temos dificuldades, porque as rotas comerciais entre Moçambique e o mundo são poucas e temos um valor elevado de logística”, apontou.

A directora da Agricultura e Pesca na Província de Maputo, Maria José, falou da criação de mais oportunidades no sector.

Além de fornecer equipamentos para a agricultura, a Ferpinta Moçambique é um dos maiores produtores de chapas de zinco e varões.

A Rua de São Paulo, na Cidade de Maputo, construída e entregue em 2021, já tem buracos, o que condiciona a transitabilidade. A edilidade gastou cerca de 25 milhões de Meticais para a sua construção.

A Rua de São Paulo tem uma extensão de 750 metros. Depois da construção, foi aberta ao trânsito em finais de 2021. Em pouco mais de um ano, a rua já tem fissuras e até alguns buracos. A drenagem funciona de forma deficitária. A situação levanta questionamentos na qualidade das obras das estradas construídas pelo Município de Maputo.

Custódio Chauque diz não entender o que a edilidade está a fazer. A preocupação é também partilhada por Felisberto, automobilista que deplorou a qualidade das obras, afirmando que não é possível que as viaturas durem muito tempo a circular naquele tipo de estradas.

O Município de Maputo ainda não se pronunciou em torno da degradação precoce da Rua de São Paulo. Em contacto com o Gabinete de Comunicação, ficou a promessa de oportunamente a edilidade pronunciar-se.

E do outro lado da cidade, decorrem obras de reabilitação da Avenida Eduardo Mondlane, o que anima os automobilistas.

A Ordem dos Engenheiros de Moçambique dá nota positiva a esta intervenção. Nelson Martins, em representação deste organismo, disse que a obra é oportuna, uma vez que fazia muito tempo que não se verificava a reabilitação naquela rodovia.

De lembrar que o Município de Maputo prometeu, em finais do ano passado, reabilitar as principais avenidas da urbe que estão degradadas.

A Cidade de Maputo registou, nas primeiras horas de hoje, o rapto de uma cidadã de 47 anos de idade. O crime ocorreu à porta da empresa da vítima. A Polícia confirmou a ocorrência sem avançar detalhes.

O rapto ocorreu no intervalo das 6 às 7 horas da manhã desta terça-feira, segundo relatos recolhidos pela reportagem do jornal “O País” no local do crime. A vítima acabava de chegar à sua empresa e, quando descia do seu carro, foi bloqueada por dois malfeitores que empunhavam armas de fogo, que imobilizaram a vítima e levaram-na até à viatura ligeira que era conduzida por um dos integrantes da suposta quadrilha.

Até ao momento, não se tem muita informação detalhada sobre o assunto, senão apenas a confirmação da ocorrência por parte da PRM e do SERNIC.

Fonte próxima à família da vítima disse à reportagem do jornal “O País” que os supostos raptores ainda não estabeleceram qualquer contacto.

O Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano garante que todos os alunos na província da Zambézia estão a ter aulas, apesar de mais de três mil salas de aula terem sido destruídas pelo ciclone Freddy. Entretanto, parte das crianças está a estudar ao relento devido à destruição.

A província da Zambézia foi das mais afectadas pelo ciclone Freddy, em Março deste ano.

Só no sector da educação, houve mais de 900 escolas destruídas, o que prejudicou o processo de ensino-aprendizagem de mais de 300 mil alunos, segundo fez saber a ministra da Educação e Desenvolvimento Humano, Carmelita Namashulua.

“O ciclone Freddy afectou as províncias da região Sul e Centro do país, com maior impacto na província da Zambézia, onde foram destruídas 3038 salas de aula em 919 escolas e 127 blocos administrativos, afectando 344 349 alunos e 5698 professores, para além de outros danos”, disse a ministra.

Devido à destruição causada pelo Freddy, algumas crianças continuam a estudar ao relento, daí que Namashulua disse ser necessário o envolvimento de todos os actores sociais para a rápida reconstrução das escolas.

“A escola é uma instituição social de referência, devendo estar na vanguarda da nobre missão de moldar o cidadão em geral, pelo que convidamos todos os actores da nossa sociedade a juntar-se aos esforços do Governo na melhoria das condições das nossas infra-estruturas escolares.”

Carmelita Namashulua falava, esta segunda-feira, após a assinatura de um acordo entre o Ministério da Educação e a Fundação Salimo Abdula, que prevê a reposição da cobertura em mais de 100 salas de aula.

Falando na ocasião, Paulo Oliveira, representante da organização, disse tratar-se de uma iniciativa de solidariedade social.

“Esta iniciativa surge no âmbito dos objectivos da Fundação Salimo Abdula de promover a cidadania e o desenvolvimento sustentável através de projectos e acções concretas que concorrem para o fim de ajudar os outros e contribuir também para o desenvolvimento da sociedade”, disse Oliveira.

A iniciativa prevê a doação de seis mil chapas de zinco às escolas afectadas pelo Freddy na província da Zambézia.

“O gesto demonstrado pela Fundação Salimo Abdula é de valor incomensurável e vai, sem dúvidas, contribuir, em grande medida, para minorar o sofrimento dos nossos concidadãos e contribuir para a melhoria do ambiente escolar das nossas crianças.”

O memorando de entendimento prevê também a partilha de informações relevantes nas áreas de construção de infra-estruturas e equipamentos escolares, bem como a implementação de programas mutuamente acordados.

Milhares de fiéis católicos escalaram, este sábado, o Santuário de Namaacha, na Província de Maputo, para dar início às celebrações dos 106 anos da aparição de Nossa Senhora de Fátima. Na sua bagagem levaram pedidos de restabelecimento da paz em Cabo Delgado.

Segundo alguns crentes, a caminhada até ao santuário é uma das demonstrações de sacrifício, fé e adoração. Um momento reservado para os católicos e não só. É o caso de Bernardo Luís, jovem de 23 anos de idade, crente da igreja anglicana, que decidiu caminhar de Boane a Namaacha sozinho.

No Santuário de Nossa Senhora de Fátima, na vila de Namaacha, geralmente pouco movimentada, eram esperados 12 mil fiéis.

Fiéis oriundos de vários pontos do país, bem como de países vizinhos reuniram-se no início das celebrações dos 106 anos de aparição da Nossa Senhora de Fátima, em Portugal.

Com as mãos cruzadas em oração, celebrava-se um dos momentos mais altos com a procissão de velas e exposição do considerado santíssimo sacramento.

“Este é um momento único, em que pedimos perdão e amor ao próximo. Pedimos, igualmente, que o senhor de todos nós acabe com os conflitos no país”, disse Luísa Maria, crente da igreja católica.

Para o pároco da Sé Catedral de Maputo, Giorgio Ferretti, recordar a aparição de Nossa Senhora de Fátima é uma oportunidade de se restaurar.

Este ano, as comemorações do 13 de Maio decorreram sob o lema “Maria modelo do anúncio e testemunho da palavra de Deus hoje”.

Alguns produtores agrícolas dizem-se obrigados a reduzir a produção devido à subida do preço do gasóleo. O facto aumenta a dependência do país para com o mercado sul-africano, e, por outro lado, os preços poderão subir pela escassez dos produtos em Moçambique.

Na semana passada, o litro de gasóleo saiu de 87,97 para 94,75 Meticais. É já o segundo reajuste que coloca o chamado “combustível da indústria” mais caro do que a gasolina. Os agricultores comerciais, que dependem deste combustível, dizem que não há alternativa senão reduzir o que produzem.

Uma dessas pessoas é o produtor Spensa Dambikwa, de 37 anos de idade, com uma área total de 48 hectares, onde há diversas culturas, com destaque para 14 hectares de tomate. Dos seus campos, saem, todos os dias, 10 toneladas para o mercado Grossista do Zimpeto, que é de maior referência em Maputo e não só. Porém, isso terá de mudar. “Vou passar a tirar sete a cinco”.

Não é uma mudança estratégica, é mesmo porque o custo de produção dispara cada vez que se aumenta o preço do gasóleo. Por dia, Spensa precisa de pelo menos 200 litros. Isto quer dizer que, se antes gastava 17 594 Meticais, agora, com o aumento de 6 Meticais e 78 centavos por litro, precisará de quase 19 mil Meticais diários. Por mês, cerca de 570 mil Meticais com o combustível. “Aqui pára tudo, precisamos de combustível. Temos tractores, máquinas para puxar água, duas, isso sem contar com os camiões que transportam os produtos para o mercado”.

Em teoria, quando os custos de produção sobem, há duas alternativas: ou passa-se o custo ao consumidor através do aumento imediato do preço ou reduz-se a quantidade. De todas as formas, o consumidor paga mais. Por agora, aumentar o preço não é opção, isso porque, segundo os produtores, “o mercado não depende de nós”, até porque, “60% do tomate que, por exemplo, está no Zimpeto, vem da África do Sul”.

Por enquanto, essa proporção aparentemente beneficia o consumidor na medida em que o produto vindo da África do Sul é mais barato, mas constitui um desincentivo aos produtores nacionais e, no final, com maiores quantidades a virem de fora, muitos riscos se levantam; Spensa sabe disso, principalmente porque, além de tomate, produz batata reno. “Estava a pensar em tirar 100 toneladas, mas agora vou tirar cinquenta. Claramente, vou produzir menos e, com menos produtos no mercado, obviamente, os preços vão disparar”, alerta Spensa Dambikwa.

Vasco Zitha, de 74 anos de idade, é outro produtor que tenciona reduzir a quantidade do que produz e vende no mercado Grossista do Zimpeto. Tem uma área de plantio de 40 hectares, dos quais cerca de 10 são de tomate. Com a subida do preço do gasóleo, diz que vai reduzir a área cultivada para 20 hectares, já que, para piorar, “não há apoio”.

Para ele também, o facto de o preço não compensar o custo do gasóleo é também razão para a decisão de produzir menos. “No mercado, não somos nós que decidimos o preço e as pessoas que o fazem não têm em conta os nossos custos de produção”, explica Zitha.

Outro alerta vem de Chókwè, onde se produz tomate e todos os outros que se produzem em Maputo, acrescentando arroz. Eles também se sentem sufocados pelo novo preço do gasóleo e dizem que vão ter de reduzir a área cultivada.

E, porque Chókwè é, também, um grande fornecedor do Zimpeto, a redução de lá traduzir-se-á na diminuição do produto disponível no mercado nacional. Ou seja, está iminente um aumento do nível da dependência nacional em relação às importações.

Aliás, mesmo agora, há dependência, porém o produto nacional concorre de forma equilibrada com o estrangeiro. Olhemos, por exemplo, para batata reno, cebola e tomate que entraram no Grossista no último sábado.

O mercado recebeu 13 camiões de tomate, dos quais 7 vindos da África do Sul e seis, do mercado nacional; sete viaturas levaram batata ao Zimpeto. Destas, cinco são nacionais e dois, da África do Sul. Dois carros de cebola, ambos vindos da África do Sul.

A redução da produção nacional é descrita por economistas como prenúncio de maus dias em termos de preços ao consumidor. Isto é, os 3,58% de aumento do nível geral de preço atingidos de Janeiro até Abril podem crescer ainda mais nos próximos tempos.

Três meses depois da onda de queima de viaturas de matrícula moçambicana, os transportadores continuam a usar a via mais cara para fugir de prováveis novos ataques. Além do alto custo, os operadores reclamam de assaltos e de burocracia nas fronteiras.

A onda de queima de viaturas de matrícula moçambicana na África do Sul, no início deste ano, continua a preocupar os transportadores rodoviários.

A afluência tímida de passageiros e os assaltos frequentes têm caracterizado o negócio desde que cerca de 14 viaturas, particulares e de transporte de passageiros, foram incendiadas.

Segundo os transportadores, o negócio de transporte internacional já não prospera.

“As pessoas, quando chegam aqui e vêem um caro moçambicano, nem querem apanhar, preferem um sul-africano”, disse um transportador, no terminal da Baixa da Cidade de Maputo.

“Nesta semana, partiram 10 carros com matrícula sul-africana, mas os nossos foram poucos. Isto já foi à falência, só nos falta parar, um dia”, lamentou outro.

Por segurança, há um mês, os transportadores usam uma via alternativa que passa pela fronteira da Swazilândia. Uma opção mais cara por implicar que os veículos moçambicanos percorram 123 quilómetros a mais de Maputo para Durban.

“É mais tempo e mais dois carimbos no passaporte, mais alguns quilómetros, mais combustível e mais custos”, afirmou Fernando Lopes, presidente da Associação dos Transportadores Rodoviários Internacionais.

A via alternativa, segundo explicam os transportadores, pode deixar de ser útil em breve.

“Ouvimos dizer que vão encerrar a fronteira na Suazilândia para os moçambicanos”, avançou um transportador.

Três meses depois, o medo de novos ataques e a insegurança reinam no negócio de transporte, em Maputo. No terminal rodoviário da Junta, os transportadores relatam assaltos frequentes.

“Na semana passada, um dos nossos colegas foi assaltado e seus bens levados. Tinha carteira, dinheiro e telefone”, revelou um transportador.

Sem solução à vista por parte dos Governos nacional e sul-africano, os transportadores avançam medidas próprias.

“Vamos ter uma reunião, na terça-feira, entre nós, transportadores do sul do Save e, depois, vamos convocar os outros colegas do outro lado”.

Os ataques tiveram mais incidência em Fevereiro deste ano. As comunidades locais de KwaZulu-Natal queixavam-se de roubos de veículos, alegadamente contrabandeados para Moçambique.

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