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O País – A verdade como notícia

O Ministério da Indústria e Comércio lançou, hoje, um projecto para a realização de um censo industrial no país. O ministro de tutela, Silvino Moreno, diz que, com os resultados do estudo, se pode avaliar planos para revitalizar algumas indústrias “esquecidas”.

Na cerimónia de lançamento do projecto denominado Mapeamento Geral da Indústria Transformadora em Moçambique, o ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno, começou por recordar como, em tempos passados, esteve o sector industrial, ao mesmo tempo em que lamentava o desaparecimento de algumas indústrias no país.

“Já tivemos, para aqueles que se lembram, indústrias pujantes na área alimentar, na área da agroindústria; tivemos também na área de material de construção. Para quem se lembra, tivemos ainda a indústria de borracha, de produção do papel A4 que, hoje, exportamos”, disse.

Neste contexto, com Mapeamento Geral da Indústria Transformadora em Moçambique, que se traduz como uma espécie de censo industrial, o Ministério da Indústria e Comércio busca compreender a situação geral da indústria transformadora no país, mas também “desenvolver planos de apoio que ajudem a revitalizar o sector; contribuir para a dinamização do sector industrial por forma a aumentar a sua contribuição no PIB; e monitorar as empresas que se beneficiam de determinados programas do Governo, como isenção de impostos na importação de matéria-prima e a localização em parques industriais, zonas francas industrias e zonas económicas especiais”, explicou Silvino Moreno.

De acordo com o dirigente, o objectivo é fazer o mapeamento de todo o sector da indústria transformadora em Moçambique, através da recolha, digitalização e sistematização de informações de todas as empresas industriais em Moçambique, “que incluirá uma lista abrangente de empresas do sector organizado e, na medida do possível, as empresas do sector informal não organizadas, e espera-se abranger um total de aproximadamente oito mil empresas industriais neste exercício”.

O projecto, lançado hoje, vai decorrer até Dezembro de 2023 e compreende três fases, numa das quais será realizada a formação técnica e estatística para técnicos do MIC, sobre a utilização, análise, interpretação de dados e actualização da base de dados.

A iniciativa está orçada em 770 mil dólares, perto de 50 milhões de Meticais, fornecidos pelo Banco de Moçambique.

O Instituto Nacional de Estatística vai apoiar na sistematização dos dados recolhidos, de modo a criar-se uma base de dados.

Três pessoas morreram na sequência de um acidente de viação ocorrido na manhã de hoje, na localidade de Murrure, distrito de Vilankulo, em Inhambane.

O sinistro envolveu uma viatura de transporte de passageiros que saía da cidade da Maxixe, com destino à cidade de Vilankulo.

Segundo informações colhidas no local, a viatura seguia em alta velocidade quando o motorista perdeu o controlo da mesma, despistou-se e capotou, causando a morte de três pessoas no local e ferimento de outras sete.

A Empresa Municipal de Transportes Públicos de Maputo aluga às instituições públicas autocarros que deviam transportar passageiros.

Esta prática acontece nas horas em que a procura pelo transporte é maior, prejudicando, assim, várias pessoas. Por duas semanas, tentámos obter uma reacção junto da EMTPM, mas a instituição não quis falar sobre o assunto.

O problema de escassez de transporte público na zona metropolitana de Maputo já tem “barba branca”. Aliás, esta é uma guerra antiga, crónica e sem um fim à vista. Parece que os munícipes estão condenados a um eterno sofrimento e as empresas públicas de transporte parecem incapazes de satisfazer a necessidade de mobilidade no Grande Maputo. Então, porque é que elas existem?

Nos próximos parágrafos, trazemos um contraste entre o que as empresas públicas deviam fazer face à crise de transporte e o que estão, na realidade, a fazer.

Quando o dia nasce, na Cidade de Maputo, os munícipes, que devem cumprir os seus deveres, acordam com o pesadelo da escassez de transporte.

“Não há transporte. Todos os dias passamos mal. Há muitas dificuldades para apanhar chapa”, contou Ercílio Senda, um dos munícipes da capital do país.

Na verdade, é assim, não só todos os dias, mas também em todos os lugares. “Só há um TPM, o que faz com que muitos de nós fiquemos nas paragens por mais de uma hora. Por isso, acabamos por chegar tarde ao serviço ou mesmo à faculdade. É triste”, lamentou Nilton, estudante que procurava chegar à faculdade.

O objectivo é chegar ao destino, seja que horas forem, e para isso não se medem esforços. A boa-fé de alguns particulares é que tem valido a pena. “Socorremo-nos dessas boleias que têm passado por aqui (paragem), e eles ajudam, porque não há transporte público”, afirmou Liz Tivane, uma das beneficiárias das boleias.

É assim que se sobrevive na capital do país nas primeiras horas de todos os dias úteis da semana.

Afinal, por onde andam as empresas municipais de transporte público? Esta pergunta leva-nos a um dos parques da Empresa Municipal de Transportes Públicos de Maputo, EMTPM.

Em exclusivo, a equipa do “O País” acompanhou, por três dias seguidos, o movimento de saída de autocarros da EMTPM. Passavam-se 30 minutos das quatro horas da manhã.

Engana-se quem pensa que as saídas por nós registadas eram para o transporte público. Os autocarros que são para o público foram reservados.

“Os patrões”, como são chamados os que fazem a reserva, são instituições públicas, os ministérios da Economia e Finanças, da Saúde, as Linhas Aéreas de Moçambique e o Hospital Central de Maputo, entre várias outras.

A reserva dos autocarros de transporte público é feita no período em que as pessoas mais precisam. Ou seja, das quatro horas da manhã até às oito.

A nossa equipa de reportagem seguiu um dos autocarros reservados e acompanhou a recolha de funcionários.

Na jornada, a viatura que seguimos ostentava um letreiro que indicava “Baixa-Zimpeto” como a sua rota e, na parte frontal, tem a placa “reservado pelo Ministério da Saúde”.

De paragem em paragem, o autocarro vai recolhendo os funcionários. Num dos pontos de recolha, uma facto inédito e digno de destaque.

Uma aluna, uniformizada, com pasta às costas, apressa-se para tomar o transporte público. Bem na entrada, ela fica a saber que o autocarro é reservado aos funcionários do Ministério da Saúde.

E, logo a seguir, aparece uma senhora, aparentemente, atrasada. Era uma funcionária do Ministério da Saúde a entrar no mesmo autocarro que foi interditado à aluna.

Assim, o autocarro seguiu viagem recolhendo os funcionários até chegarem ao serviço. É assim que a coisa funciona em todos os autocarros reservados às instituições públicas.

São autocarros que deviam transportar o público a serem privados por instituições públicas. Esta prática acontece numa altura em que a própria EMTPM reconhece que não dispõe de frota suficiente para responder à demanda.

O PCA da EMTPM, Lourenço Albino, reconheceu, em Maio deste ano, que se deve encontrar uma solução para a crise de transporte na capital do país.

“Preocupamo-nos tanto quando acordamos e vemos terminais cheios de utentes à procura de transporte público. Nós pensamos que, como transportadores, temos de ter uma solução para esta situação”, assumiu Lourenço Albino, PCA da EMTPM, com um tom aparentemente preocupado.

Um discurso que parece contraditório. É que a empresa está a alugar mais de 20 autocarros, do total de 60 que estão operacionais.

Baseando-se na amostra de 20 autocarros, que são reservados às instituições públicas nas horas de ponta, não são poucas as pessoas que ficam muito tempo nas paragens e sem transporte.

Façamos contas rápidas: Consideremos que um autocarro carrega, em média, 100 passageiros entre sentados e de pé. Assumindo que são 20 autocarros que não recolhem as pessoas nas paragens porque foram reservados a instituições públicas, chega-se à conclusão de que pelo menos duas mil pessoas são deixadas à sua própria sorte nas paragens, por viagem. Se fizermos as contas de ida e volta, totalizam quatro mil passageiros que ficam por terra.

Ainda que todos os autocarros estivessem ao serviço dos passageiros, segundo o PCA da EMTPM, não seria suficiente para responder à procura. “Precisamos de mais autocarros. Com cerca de 300 (autocarros) é possível atendermos à demanda”, são contas do PCA da EMTPM feitas em Setembro do ano passado.

A reserva de autocarros está prevista no rol de serviços da EMTPM, mas que o mesmo não colocaria em causa o principal objectivo da empresa: transportar passageiros.

Aliás, existe uma empresa específica para o aluguer de viaturas, a EMTPM Tours, para evitar que passageiros e instituições disputem os mesmos autocarros.

A Empresa Municipal da Matola dispõe, também, de um serviço de reserva, mas afirma que a sua prioridade são os passageiros.

Por isso, com uma frota de 57 autocarros, a Empresa de Transportes da Matola não tem sequer um reservado por uma instituição pública ou privada para o transporte de funcionários.

“Poderia citar um exemplo. Apareceu-nos uma instituição a querer reservar 10 autocarros e nós não podíamos aceitar”, revelou Semião Mate, administrador comercial da Empresa Municipal de Transporte da Matola.

Aliás, aos fins-de-semana, a empresa tem feito o aluguer de autocarros às organizações religiosas, privadas e para alguns sociais.

A Empresa Municipal da Matola reconhece que o negócio de transporte de passageiros não é sustentável, mas sublinha que em nenhum momento pode disponibilizar mais autocarros para serem reservados de modo a ganhar mais dinheiro.

Pensamento diferente tem a EMTPM, que, no fim do dia, aloca, de novo, mais 20 autocarros para levar os patrões de volta à casa. Depois de levar os funcionários ao serviço, entre as cinco e as oito horas, os autocarros reservados fazem carreira, ou seja, transporte de passageiros à hora morta, período no qual não há muita procura.

Até por volta das 13 horas, os autocarros voltam ao parque 2 para serem lavados e, às 15, estão posicionados nas instituições públicas. O compromisso é devolver os funcionários à casa e os passageiros ficam à deriva até por volta das 19 horas.

Mas nem todas as instituições públicas optam por alugar autocarros da EMTPM para o transporte de funcionários. Têm suas próprias viaturas. São exemplos, os ministérios de Negócios Estrangeiros e Cooperação e dos Transportes e Comunicações.

Quando o sol se põe, a imagem de uma cidade sem transporte público fica mais evidente. Corre-se contra o tempo para conseguir um autocarro e voltar à casa.

“Para mim, estando grávida, não é fácil conseguir transporte. A única solução é esperar TPM, que são escassos, para poder ocupar as cadeiras que são reservadas às mulheres gestantes”, observou Fernando, que estava na fila de espera pelo autocarro havia mais de uma hora.

E com o problema de transporte, os passageiros tentam até o improvável para conseguir espaço no autocarro. Um exercício difícil e menos seguro. Os passageiros ficam pendurados nas portas e sequer os autocarros conseguem fechá-las.

“Tenho de me infiltrar e fico ali na porta. É perigoso para mim. Tenho de percorrer longas distâncias até a um paragem que me permita fazer ligações e viajar seguro, mas não é fácil”, narrou Samuel Mazive.

Os autocarros que socorrem os passageiros são os filiados à Federação Moçambicana das Associações dos Transportes Rodoviários, FEMATRO.

O aluguer de viaturas por parte de instituições do Estado está previsto no capítulo II, artigo 6, do Decreto 81/2018 de 21 de Dezembro:

  1. Os órgãos ou instituições do Estado podem contratar serviços de aluguer de viaturas por longa duração, para efeitos de serviço, nos seguintes casos:
  2. a) Indisponibilidade de viatura na frota do órgão ou instituição do Estado em causa;
  3. b) Inconveniência ou prejuízo para o órgão ou instituição do Estado resultante da falta de transporte.
  4. O aluguer de viaturas é o contrato pelo qual uma das partes, pessoa colectiva ou singular, se obriga a ceder ao Estado o gozo temporário da viatura, mediante retribuição.
  5. Os órgãos ou instituições do Estado podem optar pelo aluguer de viatura por longa duração, para efeitos de serviço, incluindo transporte colectivo dos funcionários e agentes do Estado.

Ainda que a lei abra espaço para que as instituições do Estado aluguem viaturas, porque contratar este serviço numa empresa de transporte público que já se ressente da falta de autocarros para os passageiros? Uma pergunta, até aqui, sem resposta.

Tentámos manter contacto com o Conselho da Administração da EMTPM, mas sem sucesso. A nossa equipa de reportagem sabe que o Ministério da Economia e Finanças prefere alugar autocarros para não ter uma “dor de cabeça” na gestão da frota. Enviámos uma carta ao Ministério da Saúde e aguardamos resposta.

Mais da metade dos moçambicanos ainda não têm acesso à energia eléctrica no país. O Ministério dos Recursos Minerais e Energia prevê, para finais deste ano, o lançamento da II fase do projecto Energia para Todos.

Garantir energia para todos é a meta estabelecida pelo Governo, numa altura em que se estima que mais de 15 milhões de moçambicanos ainda não têm acesso, sobretudo nas zonas recônditas.

Dos 49 por cento de beneficiários da energia eléctrica no país, mais de um milhão só teve acesso nos últimos cinco anos depois do lançamento do Programa Energia para Todos, em 2018, segundo avançou, hoje, o administrador do pelouro de Electrificação, da Eletrecidade de Moçambique.

“O acesso universal da energia eléctrica ainda é um desafio, mas devemos garantir até 2030, por isso temos implementado o projectos desde o início do programa. E se continuarmos assim, acreditamos que iremos conseguir”, explicou Joaquim Ou-Chim.

O administrador da EDM falava, na Cidade de Maputo, à margem de uma reunião de avaliação dos projectos de electrificação em curso no país.

Com a segunda fase do projecto Energia para Todos, a ser lançada ainda este ano, o Governo prevê expandir energia eléctrica para 64% da população até 2024.

A fase dois do programa que visa expandir energia é avaliada em 377 milhões de dólares, pouco mais de 23,8 mil milhões de Meticais

“O Governo moçambicano elegeu a energia como uma das áreas prioritárias para o desenvolvimento económico e social do país, o que, sem dúvida, passa por maximizar a matriz energética e aumentar a disponibilidade da energia eléctrica que é essencial e primordial para o desenvolvimento do país”, disse Carlos Zacarias, ministro dos Recursos Minerais e Energia.

A reunião anual contou com a participação de diferentes instituições responsáveis pela gestão do sector da energia e parceiros de cooperação.

Mais uma vez, há um novo prazo para a entrega da estrada que dá acesso aos bairros Chamissava e Incassane, no distrito de KaTembe. Depois de prometer para Junho, o Vereador do distrito garante o término das obras até Agosto deste ano.

No dia 6 de Junho de 2022, o presidente do Conselho Municipal de Maputo, Eneas Comiche, lançou a primeira pedra para a construção da estrada que dá acesso aos bairros Incassane e Chamissava, no distrito de KaTembe.

A estrada de pavê devia ter sido entregue em oito meses, ou seja, até Fevereiro de 2023.

Entretanto, a promessa falhou e uma das causas apontadas para o atraso foi a chuva, segundo justificou, em meados de Fevereiro, o vereador do distrito.

“O prazo para esta estrada é que até Junho tenhamos a estrada pronta para ser usada. Se Junho passar, se calhar é um mês ou dois meses. Temos que compreender que, devido à chuva, ficámos parados durante 15 a 20 dias”, disse Celso Fulano, vereador de KaTembe, a 19 de Fevereiro de 2023.

A menos de 15 dias para o fim do mês de Junho, apenas 1,4 quilómetros de estrada foram construídos, dos 3,2 pretendidos.

O vereador do Distrito Municipal de KaTembe faz novas promessas.

“Estamos a 78% de realização e acreditamos que até ao mês de Agosto vamos conseguir concluir”, afirmou Fulano.

Para os munícipes, a poeira que inalam há cerca de três meses e as dunas de areia que condicionam a transitabilidade contrariam o optimismo do vereador.

Nelson Júlio e Rosa Silvana reclamam e não mais acreditam na possibilidade de conclusão.

O vereador de KaTembe reconhece os desafios e apela à paciência dos munícipes, uma vez que se trata de “um feito bastante importante, que vai beneficiar todos”.

Recorde-se que a construção da estrada de pavê que dá acesso aos bairros Incassane e Chamissava está orçada em mais de 65 milhões de Meticais.

A embarcação Bagamoyo, que durante vários anos fez a travessia Maputo–KaTembe, está a ser destruída e transformada em sucata. O “ferryboat” estava avariado e atracado na ponte-cais de KaTembe há cerca de sete anos.

Durante vários anos, os “ferryboats” Bagamoyo e Mpfumo foram indispensáveis na baía de Maputo, garantindo a travessia diária de pessoas e bens, entre a Cidade de Maputo e o distrito de KaTembe.

Em 2016, a imponente embarcação Bagamoyo, em estado bastante obsoleto, que já operava com apenas um dos dois motores, saiu de circulação, dando-se, assim, o princípio do fim da sua longa serventia.

Em 2021, já não era apenas o ferryboat Bagamoyo que precisava de reforma. O Mpfumo também.

A Transmitiam, empresa responsável pela gestão, já avaliava o provável destino das duas embarcações.

“Provavelmente o Bagamoyo poderá ir a abate e vendido como sucata, tendo em conta a sua condição obsoleta e a sua idade. Afinal, estamos a falar de uma embarcação construída em 1972”, disse José Mpwete, director-geral da Transmarítima, a 21 de Maio de 2021, numa entrevista exclusiva ao “O País”.

E assim foi. Dois anos depois, a embarcação, com 51 anos de existência, está a ser transformada em sucata.

De Bagamoyo, que durante anos transportou, de Maputo para KaTembe e vice-versa, mais de 200 pessoas e oito viaturas ligeiras a cada viagem, só existirá em lembranças.

Abdul Manafi, nativo de Katembe, passou a sua adolescência usando a embarcação, defende que em vez de o destruir, devia ser recuperado e alocado a outros pontos que, neste momento, se ressente de crise de embarcações.

A nossa equipa entrou em contacto com a Transmarítima para entender as razões da destruição da embarcação, o destino da sucata e o passo a seguir em relação ao “ferryboat” Mpfumo, que, obsoleta, se encontra atracada na ponte-cais do lado de Katembe.

A área de assessoria da Direcção-Geral da empresa prometeu pronunciar-se esta segunda-feira.

Na Cidade de Maputo, há escolas internacionais e congregações religiosas que dificultam a vacinação de crianças contra a poliomielite. Todavia, as autoridades de saúde afirmam que já alcançaram 89% da meta.

Benilde Cármen, chefe de quarteirão no bairro Chamanculo “A”, na Cidade de Maputo, sensibiliza pais e encarregados de educação para a vacinação dos seus filhos.

“As mães estão a aderir à vacinação e o processo está a correr muito bem. Estamos a gostar porque as crianças estarão protegidas”.

Este domingo é o último dos quatro dias reservados para vacinação contra a poliomielite a nível nacional. Prevê-se vacinar cerca de 20 milhões de crianças dos 0 aos 15 anos de idade.

A Cidade de Maputo enfrentou alguns constrangimentos.

“Algumas escolas internacionais mostraram alguma dificuldade para termos acesso aos seus pátios. Temos programadas algumas dessas escolas para fazermos a vacinação amanhã, que é considerado o dia da varredura. Tivemos dificuldades com algumas congregações religiosas, que também não aceitaram que pudéssemos fazer a vacinação nos seus recintos”, fez saber Alice de Abreu, vereadora de Saúde e Acção Social no Município de Maputo.

Ainda assim, os números até aqui alcançados são animadores.

“A meta de vacinação para a Cidade de Maputo é de um total de 673 142 crianças menores de 15 anos. Até ao dia de ontem, a Cidade de Maputo já tinha vacinado um total 598 209 crianças, o que corresponde a 89% da meta.

Dos sete distritos municipais, o Distrito Municipal KaNyaca é que apresenta menores resultados, sendo que kaMavota e kaMpfumo têm resultados satisfatórios.

Trata-se de alunos da 6a e 10a classe, de seis escolas na Cidade de Maputo. O projecto denomina-se Reciclagem e Criação Artística e visa ensinar às crianças boas práticas ambientais através da reciclagem de resíduos sólidos.

A cada dia que passa, intensificam-se os debates sobre as mudanças climáticas e os seus impactos. Aliás, com o aquecimento global, as cheias, as inundações, os ciclones e outros eventos climáticos extremos fustigam o mundo em proporções nunca antes vistas.

Isto não surpreende os ambientalistas, que entendem que a natureza está a retribuir os males que o Homem a tem causado.

Face a estes cenários, a mudança de comportamento ajudaria a travar esta revolta.

A start-up Valor Green, vocacionada à educação ambiental, através do projecto Reciclagem e Criação Artística, entende que seja preciso “educar o menino de hoje para não repreender o adulto do amanhã”.

“Não herdámos a terra dos nossos ancestrais, tomámo-la emprestada das nossas futuras crianças. Portanto, é preciso cuidar do ambiente a pensar nas próximas gerações”, considerou Alice Pelembe, mentora da iniciativa e oficial de programa do projecto.

De Abril a Junho, 57 alunos da 6a e 10a classe de escolas primárias e secundárias beneficiaram-se de educação ambiental, nomeadamente: Escola Primária Completa da Imaculada, Escola Primária Completa Polana Caniço “A”, Escola Secundária Mateus Sansão Mutemba, Escola Secundária 12 de Outubro, Escola Comunitária Armando Emílio Guebuza e Centro de Acolhimento Kandlelo.

O projecto denominado Reciclagem e Criação Artística e pertence à activista ambiental Alice Pelembe.

“Tivemos uma primeira fase, que foi a teórica, em que os meninos aprenderam a diferenciar os tipos de resíduo, aprenderam ainda sobre as cores na reciclagem. Depois, passamos para a fase prática, que foi a reutilização de matérias como garrafa pet, saco plástico, redes de pesca entre outros”, explicou a activista.

Charifo Herkelly, de 15 anos de idade, aluno da 10ª classe na escola Secundária Mateus Sansão Mutemba, foi um dos beneficiários do projecto. Ele explica a relação Homem–Natureza com domínio e fala dos problemas ambientais com propriedade.

Nós temos de cuidar do meio ambiente. São sérios os problemas ambientais que eles causam, se uma garrafa plástica leva quatro séculos para se decompor, imagine 100 garrafas. Os ciclones que vemos também estão relacionados a esses problemas”, disse.

Quem também está atento às más práticas humanas contra a natureza é Rogério Saia, aluno da Escola Secundária 12 de Outubro.

“O Homem tem prejudicado o meio-ambiente jogando lixo ao chão, descantando plástico de forma desnecessária, não tendo em conta o mal que isso fará às gerações futuras, porque as gerações futuras são as que sofrem”, afirmou.

O projecto teve apoio da Embaixada de Portugal, que explica a sua importância num mundo que vive os impactos das mudanças climáticas e debate crimes ambientais.

“Vai ser ainda difícil tentar explicar a alguém de 30 ou 40 anos por que motivo não deve deitar lixo na rua do que a estas crianças. Eles serão os melhores embaixadores desta causa. Portanto, é indispensável percebermos que eles absorveram muito bem estes ensinamentos”, disse Patrícia Pincarilho, directora do Centro Português de Cooperação.

Os alunos absorveram tão bem os conhecimentos, que prometem passá-los aos outros.

“A minha contribuição será ensinar aos outros alunos e a todo o mundo que reciclar é melhor do que deitar fora”, disse um aluno, e uma aluna acrescentou “reduza, recicle e reutilize”.

Em cada umas das seis escolas abrangidas, foram também criados clubes ambientais, e os pequenos activistas recém-formados serão embaixadores.

As obras de alargamento da Estrada Nacional Número quatro (EN4) estão atrasadas. A situação agrava o congestionamento entre o Nó de Tchumene e Malhampsene.

Actualmente a EN4 tem duas tem duas faixas de rodagem. Em setembro do ano passado iniciaram as obras de alargamento da mesma, passaria de duas para quatro, numa extensão de 10 quilómetros, no troço da entre o Nó de Tchumene e Malhampsene.

Os trabalhos deveriam terminar em Agosto deste ano, mas estão atrasadas.

O Ministro das Obras Públicas, habitação e Recursos Hídricos, Carlos Mesquita visitou as obras esta semana para acompanhar o nível de execução, no local não gostou do que viu.

“Estou preocupado com as obras do Nó do Tchumene, junto do empreiteiro e do fiscal, a quando da visita, há um atraso de cerca de 30 dias, para a conclusão, de acordo com o que está no cronograma”, disse Mesquita

A justificação do empreiteiro e da concessionária da estrada, a Track, é que a época chuvosa que foi longa condicionou o decurso normal das obras, mas para Carlos mesquita essa não deve ser a desculpa.

“Uma obra dessas, no período em que ela estava planeada para ser executada de 12 meses, haveria uma época chuvosa no meio, portanto é uma questão de planeamento, o importante é que o empreiteiro reconhecendo, redobrou as equipas de trabalho e ele acredita que para poder recuperar”, explicou o ministro.

Um outro impasse para é este muro de vedação da lixeira de Malhampsene construído pela edilidade orçado em cerca de quatro milhões de meticais, que está próximo a estrada, entretanto ainda não há um acordo entre o município da Matola e o empreiteiro da obra para o destino a dar ao muro.

O Ministro deu ao empreiteiro o prazo de três semanas para trazer novos detalhes sobre o andamento das obras.

O Ministro exige flexibilidade e que as partes cheguem a um consenso para tirar o muro.

A monitoria vai continuar entretanto, Carlos Mesquita diz que não será feita muita pressão para não implicar na qualidade da obra, orçada em 1.65 bilhões de meticais.

O novo prazo para entrega indica Outubro deste ano.

 

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