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O País – A verdade como notícia

O centro da Cidade de Maputo esteve agitado este sabádo. Compras de última hora, procura por presentes para o Natal, entre outras aquisições marcaram o dia.

Os supermercados registavam movimentos intensos de clientes. As lojas tinham clientes em filas para compras de última hora. Uma dessas pessoas é Gildo Paulo, que teve seu salário tarde.

Cacilda fez diferente. Parte do que levava na carrinha do supermercado é para oferecer aos que necessitam nesta quadra festiva.

O movimento na capital do país é atipico para um sábado, mas a verdade manda dizer que em ambientes festivos, a azáfama é notavel. Com tudo apostos para as festas, Lineu Artur procurava presentes para presentear os seus.

Enquanto uns compravam, há quem foi surpeendido recebendo já o seu presente de Natal no local da compra.

Augusto Nhaca, motorista de transporte semi-colecivo, disse que apesar de a cidade estar agitada, há poucas pessoas a tomar o transporte público de passageiros.

Mais dois acidentes de viação feriram, hoje, pelo menos sete pessoas no distrito de Marracuene, na província de Maputo. O primeiro sinistro ocorreu ontem, no mesmo distrito, tendo ferido gravemente uma pessoa.

O acidente ocorreu por volta das 13 horas, na Estrada Bacional Número um quando seguia no sentido Maputo – Marracuene.

O carro de transporte de passageiros ficou em mau estado depois de embater contra o outro que estava parado. Luisinho Cumbe foi quem ajudou os feridos e transportou-os através de uma ambulância para o hospital.”Era um carro de transporte de passageiros, tinha 18 pessoas e ele vinha pela Estrada Nacional. Quando chegou aqui próximo à entrada do cemitério de Michafutene, embateu contra carro parado e nós fomos ajudar os feridos. Estavam feridos graves e outros ligeiros”.

O Hospital Central de Maputo dá o ponto de situação dos pacientes. Sánia Cangy médica afecta ao Serviço de Urgências do Hospital Central de Maputo diz que nenhuma paciente corre perigo.

“Deram entrada aqui no Hospital Central de Maputo sete pacientes, sendo seis do sexo femenino e um do sexo masculino de idades compreendidas entre os 18 e 35 anos. Estão num estado moderado a leve. Três dos pacientes foram para sala de observação de cirurgia, um dos pacientes foi para traumatologia, três pacientes ainda encontram-se em observação pela equipa do balcão. Não são casos complicados, os que inspiram algum cuidado estão na cirurgia e outros posso não precisar a data, mas vão ter alta”.

Ainda no Distrito de Marracuene, houve outro acidenete de viação, ocorrido neste sábado, pouco depois da portagem de Cumbeza, e causou ferimentos ligeiros aos ocupantes.

O Hospital Central da Beira está a reforçar as equipas de saúde para atender a uma eventual pressão naquela unidade sanitária durante a quadra festiva. A unidade sanitária garante, ainda, ter medicamentos e material cirúrgico suficientes para este período.É uma quadra festiva e a celebração pode levar a alguns excessos que sejam prejudiciais à saúde.

Como tal é sempre previsível, o Hospital Central da Beira está a preparar-se para atender a uma possível pressão.

“Os serviços de urgências e reanimação têm equipas suficientes e, também, vamos reforçar para esta época de quadra festiva. Para além do funcionamento das equipas normais, nós temos equipas que a partir do dia 20 estão a fazer rondas a nível de todo o hospital e essa ronda vai se estender até Janeiro. A ideia é sempre que constatar-se um problema, imediatamente, resolver-se”, revelou Zeca Mateus, director de Serviços de Urgências no Hospital Central da Beira.

Entretanto, não só em termos de recursos humanos que o Hospital Central da Beira está preparado para esta quadra festiva.

“Em termos de material médico-cirúrgico, também temos preparado. Falo de medicamentos dos primeiros socorros, principalmente, e o que vai ser necessário para situações de acidentes que possamos ter nesta quadra festiva. Então, de uma maneira geral, estamos preparados”, assegurou Zeca Mateus, num tom carregado de convicção.

O director de Serviços de Urgências no Hospital Central da Beira diz mais: “em termos de capacidade de sangue, temos até este momento, 300 unidades disponíveis e esperamos aumentar por causa da quadra festiva”.

Neste período, pacientes vítimas de acidentes de viação, agressão física e com ferimentos por objectos pirotécnicos são os que mais dão entrada nas unidades sanitárias.

Chegaram ontem ao país 22 autocarros articulados para o transporte público de passageiros na área metropolitana do grande Maputo. Os meios, cuja circulação está prevista para Janeiro próximo, resultam de uma parceria público-privada, envolvendo uma transportadora sul-africana.

Cumpre-se assim a promessa de Mateus Magala. Os autocarros articulados, prometidos para este Dezembro, cruzaram este sábado a fronteira de Ressano Garcia, com destino a área metropolitana do grande Maputo onde se espera que reduzam a ineficiência do sistema de transporte público de passageiros.

Cada autocarro tem capacidade para transportar 150 pessoas, e a sua circulação, a partir de Janeiro de 2023, será para as rotas mais críticas do grande Maputo.

Trata-se de um investimento público-privado, liderado por duas empresas municipais e uma

transportadora privada sul-africana.

O Ministério dos Transportes garante estarem criadas condições para que os veículos beneficiem-se de manutenção periódica.

A autoridade reconhecem que este número não é suficiente para a demanda da região pelo que projecta, sem datas, a colocação de mais autocarros no sistema de transporte público no grande Maputo e outros pontos do país.

Mais de 800 reclusos foram restituídos à liberdade, este sábado, no país. O acto ocorreu no âmbito do indulto presidencial, anunciado por Filipe Nyusi na última quarta-feira.

O perdão dado aos reclusos pelo chefe de Estado visa garantir que os beneficiários possam regressar ao convívio nas suas famílias e passar as festas do Natal e do fim de ano.

O vice-ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Filimão Suazi, apelou aos beneficiários para que, uma vez restituídos à liberdade, optem pelo caminho da retidão.

Suazi afirmou que os reclusos indultados merecerão o acompanhamento do Governo durante o processo de reintegração social.
Em igual período de 2022, foram indultados mais de 800 indivíduos sem condenação por crimes hediondos, nem penas de prisão maior igual ou superior a oito anos.

A Procuradora Geral da República exige dos magistrados maior fiscalização dos contratos públicos para combater a corrupção no fornecimento de bens e serviços.

Na sua qualidade de presidente do Conselho Superior da Magistratura do Ministério Público, Beatriz Buchili empossou, esta sexta-feira, 48 magistrados, que vão trabalhar nas 11 províncias do país com prioridade nas áreas de recepção e verificação das declarações de património e rendimentos, bem como na fiscalização dos contratos.

“É vossa missão, Dignos Procuradores, assegurar a integridade dos processos de contratação pública. Como temos estado a fazer referência, a contratação pública tem sido, muitas vezes, manchada por actos de corrupção. Neste contexto, desafiamos os colegas que hoje tomam posse para uma maior intervenção na prevenção e combate a este grande mal, através da fiscalização dos contratos públicos, ao abrigo das competências que a lei confere ao Ministério Público, apoiando os gestores no cumprimento das normas e procedimentos na gestão da coisa pública, garantindo que os mesmos não incorram na prática de crimes de corrupção e infracções financeiras relativos à má gestão dos fundos do Estado.”

Há cada vez mais trabalhos nas comissões de recepção e verificação das declarações de bens e património, mas o número de magistrados é inferior em relação à demanda, o que afecta negativamente o trabalho. Com estes novos magistrados, esperam-se mudanças.

“Na qualidade de representantes da entidade depositária, têm o dever de fiscalizar e avaliar todo o sistema de declaração de bens, património e rendimentos”. Beatriz Buchili prosseguiu, afirmando que “o Ministério Público, na sua qualidade de garante da legalidade e no âmbito da prevenção e combate à corrupção, é a entidade depositária das declarações de bens e património das entidades sujeitas a esse dever, ao abrigo da Lei da Probidade Pública.

É fundamental que os escassos recursos de que o nosso Estado dispõe sejam devidamente geridos e alocados no interesse público, daí a necessidade de assegurar que os gestores da coisa pública exerçam as suas funções em observância à moralidade pública e ao respeito pelo património público.

“É assim que os magistrados que hoje tomaram posse serão afectos com prioridade às áreas de fiscalização dos contratos e às comissões de recepção e verificação das declarações de património nos diversos órgãos.”

Os empossados ouviram os desafios para si lançados e dizem que estão preparados. Artur Bascolo Júnior, magistrado empossado para trabalhar na província de Niassa, diz ter já em mente o que lhe espera para frente e também com o apoio da equipa lá presente espera responder aos desafios.

“Então, o Ministério Público fiscaliza os contratos para que não se falhe. Por outro lado, temos a fiscalização das declarações e património, porque é lá onde encontramos o foco de enriquecimento ilícito e é lá onde o Ministério Público deve actuar para a probidade dos gestores públicos .”

Adelino Laice, quadro Ministério da Justiça que esteve afecto ao IPAJ com conhecimentos do sistema de administração da justiça no nosso país, diz que com os conhecimentos acumulados, vai exercer com rigor e zelo as suas novas funções.

“As grandes perspectivas que nós temos é mesmo contribuir de forma categórica e significativa no combate à corrupção.”

Alguns daqueles magistrados estarão a trabalhar também no Gabinete Central de Recuperação de Activos, Gabinete Central de Combate à Corrupção e o Gabinete Central de Combate à Criminalidade Organizada e Transnacional.

Um menor com albinismo viu seu braço direito amputado por malfeitores no distrito de Ile, na província central da Zambézia. O outro braço, o esquerdo, escapou por pouco.

Trata-se de Wilson, adolescente de 14 anos e aluno da 4a classe, que viu,de forma macabra, seu braço direito amputado a sangue frio.

Sucede que malfeitores tomaram de assalto por duas vezes em 30 dias na casa onde Wilson reside com sua família. A primeira vez foi sem sucesso, mas a segunda vez em que os malfeitores entraram na casa, segundo conta a mãe, conseguiram pegar na criança e levaram a uma mata de onde com recurso a uma catana e a sangue frio amputaram o braço direito. Na tentativa de amputar o esquerdo a vizinhança se apercebeu dos gritos  do menor e correu para socorrê-lo. 

“Malfeitores eram em número de três. Chegaram por duas vezes em casa com lanternas e entraram, encontraram o menino e dois irmãos a dormir e carregaram o Wilson. Na tentativa de eu poder socorrer, bateram-me nas costas e caí até perder os sentidos. Levaram a criança para uma mata de onde cortaram o braço direito. O segundo braço, no caso o esquerdo, foi por pouco que não caiu depois de tentativas de amputação por malfeitores. Foi graças à intervenção dos vizinhos que apercebendo-se dos gritos do Wilson, socorreram e de seguida levamos de ambulância para hospital” disse Cita Salvador, mãe do Wilson. 

Wilson entrou no Hospital Central de Quelimane para tratamento, num quadro considerado grave e com anemia , já que perdeu muito sangue, de acordo com Eugénia Marquesa, médica cirurgiã que acompanha o menino nos tratamentos. A médica diz que a criança está em recuperação e que não corre perigo de vida.

O arcebispo da Beira, Dom Cláudio Dalla Zuanna, apela à comunidade cristã para fazer do Natal um momento de aprofundamento da paz e reconciliação nacional.

Segundo Dalla Zuanna, citado pela RM, a democracia moçambicana tem dado sinais animadores, graças à cultura de diálogo entre os actores políticos, mas é necessário que se faça mais.

“Passos dados para o calar das armas é com certeza muito importante mas por que tantas vezes andamos a pisar-nos, a nos empurrar, a acotovelar-nos como pessoas que se agitam na escuridão e não vêem quem está ao seu lado? Reconhecer na solidariedade e no respeito, a ferramenta para construir a unidade, a coesão social”, disse .

O arcebispo da Beira, Dom Cláudio Dalla Zuanna, falava esta quinta-feira   em conferência de imprensa a propósito do natal que se celebra na próxima segunda-feira.

O ministro dos Transportes e Comunicações garante, sem dar prazos, que a entrada em funcionamento de autocarros articulados vai acontecer ainda este ano. Quanto à gestão da companhia de bandeira, Mateus Magala diz que ainda é cedo para o Governo decidir sobre a privatização ou não da LAM.

A circulação de autocarros articulados, na região metropolitana de Maputo, que inclui Maputo, Matola, Boane e Marracuene, devia ter começado em Julho deste ano, segundo prometeu a edilidade.

Em Setembro, o Conselho Municipal da capital do país apresentou o primeiro dos 20 autocarros prometidos e, desde então, nenhum outro. O Governo prometeu e chegou a hora de cobrar, até porque as datas avançadas já passaram.

A menos de 10 dias para o início de 2024, o ministro dos Transportes e Comunicações não avança ainda data, mas assegura que deste ano a promessa “dos articulados” não passa.

“Nós esperamos receber, nos próximos dias, os autocarros que estavam em falta. Penso que temos um bom presente de fim de ano para todos os moçambicanos”, disse o dirigente.

Depois de muitos prazos apresentados em volta deste assunto, Magala preferiu não falar de datas, desta vez, até porque o “presente de fim de ano”, segundo designou “os articulados”, vai chegar de “surpresa” e “se eu tiver que anunciar o dia, vou estragar a surpresa agradável que eu queria dar a todos vocês. Mas posso dizer que, nos próximos dias, antes do fim de ano, é a nossa garantia”, concluiu.

Mateus Magala, que falava, esta quinta-feira, durante um banquete oferecido pelo Presidente da República na Ponta Vermelha, disse ainda, sobre a privatização da empresa Linhas Aéreas de Moçambique, que o Governo ainda está a avaliar todas as opções possíveis, tendo em conta a situação actual da companhia de bandeira.

“Ainda não tomamos uma decisão sobre o modelo de gestão apropriado para sustentar uma linha aérea que é de bandeira nacional, porque, no estágio actual, precisamos de recuperar o doente, assim posso dizer, para que tenha o valor necessário para poder ser, talvez, comercializado”, explicou.

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