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O País – A verdade como notícia

Neste contexto de celebração, solideraiedade e partilha, o ateliê Taússy organiza um natal solidário para o orfanato Arco Íris, na Cidade de Maputo. A iniciativa denominada Natal da Tau, a acontecer esta terça-feira (26), às 11h00, vai abranger mais de pessoas, entre os 0 e 18 anos.

O ‘Natal da Tau’ vai beneficiar 23 crianças entre 0 e 6 anos, 23 entre 7 e 12 anos e outras 44 crianças entre 13 e 18 anos.

Segundo uma nota de imprensa, a acção terá vários momentos, nomeadamente, entre um almoço e um momento musical com actuação de artistas moçambicanos como DeHermes, Djimeta e Mark Exodus, para além de momentos de animação com pula-pulas, palhaços, pinturas de caras das crianças e piscina de doces.

“‘Natal da Tau’ é mais do que um evento, mas um projecto que a partir do próximo ano pretende fazer um périplo pelos orfanatos durante as festas de natal e de fim-de-ano”, lê-se na nota de imprensa.

“Vamos criar vários natais em diferentes orfanatos, como forma de a cada ano conhecer-se as necessidades de cada orfanato e ver como a gente pode apoiar, porque não se pretende que seja apenas um almoço de natal, pois, como se sabe, os orfanatos precisam de um apoio mais integrado”, partilha Taússe Daniel, mentora da iniciativa.

Esta iniciativa, como conta a estilista, passa por identificar pessoas e empresas que possam se associar e, nesse sentido, encontrar-se padrinhos e madrinhas para cada orfanato.

Milhões de cristãos de todo o mundo celebraram esta segunda-feira o Natal com orações pela paz e harmonia. Os fiéis renovaram os apelos para o fim da miséria, do terrorismo e de tensões que marcaram o ano 2023 e lançaram votos de esperança para que 2024 seja de réplica do amor de Jesus Cristo para com a humanidade.

Texto: Mustafá Leonardo

Chamam-no Deus menino, o Senhor, ou Jesus Cristo. É a figura central de toda esta azáfama que caracteriza a festa do Natal. Aliás, é crença cristã que, num dia como este, veio ao mundo o aclamado profeta, que acaba por ser merecedor de toda a homenagem de milhões de crentes em várias nações.
Segundo Filipe Tivane, pastor da Igreja Presbiteriana de Moçambique, o Natal representa o nascimento de Jesus Cristo, onde “o nosso Senhor representa a paz e o amor, pelo que neste dia os cristãos vêm à casa do Senhor”.

Na Sé Catedral, fiéis católicos usaram da celebração do nascimento de Jesus Cristo para orar pelos oprimidos, pelos homens, entre eles as vítimas do terrorismo no Norte e da meséria em todo o país.
Na pregação, Giorgio Ferretti, pároco da Sé Catedral, recordou Jesus Cristo e apelou à oração pela paz. “A todos aqueles que sofrem pela guerra, vai hoje, particularmente, a nossa oração, para que o mundo possa encontrar e construir um mundo de paz, meninos de rua rejeitados até mesmo pelas suas famílias, idosos marginalizados, mulheres oprimidas pela violência e humilhadas pelos homens, pessoas com deficiência e prisioneiros esquecidos nas cadeias”, disse.

Esta mensagem de esperança e de mudança para um mundo novo, foi a mesma que norteou a missa de Natal em outras congregações. Os fiéis dizem sair da missa do pontificar do natal com espírito renovado.
Fora os dizeres, a tradição de mais de 2.000 anos, leva consigo todo um cerimonial. Os rituais tratam de cimentar a história por gerações, o presépio, a manjedoura com a imagem do bebe profeta esculpida em madeira. Nele alguns prostram-se e outros posam para uma fotografia junto.

Uma paciente deu entrada no Hospital Central de Maputo vítima de violação sexual, este Domingo, de um universo de 277 recebidos na unidade sanitária. Enquanto isso, houve quatro incêndios na Cidade de Maputo e em Quelimane, que causaram danos materiais avultados.

As festividades ligadas ao Natal estão a ser marcadas pelo aumento de pessoas que procuram pelos serviços de saúde, na maior unidade sanitária do país, comparativamente a épocas que não são de festas.

277 é o número de pacientes que deram entrada nos serviços de urgências do Hospital Central de Maputo, só no dia 24 de Dezembro.

“Maioritariamente, por casos de doenças, tendo dado cerca de 112 pacientes, contra 249 em igual período do ano passado”, disse Celestina Sumbane, enfermeira-chefe do Banco de Socorros do HCM.

Depois de doenças gerais, os traumas por acidentes de viação lideraram a procura pelos serviços de saúde no Hospital Central de Maputo.

Houve também, um caso de intoxicação alcoólica e de violação sexual.

Ainda nas vésperas do Natal, houve registo de quatro incêndios. Apesar de não terem feito feridos nem mortos, houve danos materiais avultados.

“Dois incêndios envolviam residências, cuja causa foi chama aberta, na Cidade de Maputo e na província de Sofala. Outros foram na província de Zambézia, envolvendo uma barraca e uma viatura”.

Apesar das incidências, o Hospital Central de Maputo e o Serviço Nacional de Salvação Pública asseguram que os números são reduzidos, quando comparados com os do ano passado.

O Natal será celebrado no meio de altas temperaturas. O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê continuação de calor, amanhã, até a próxima quarta-feira, em todo o país, com possibilidade de chuva, na província de Maputo. As temperaturas poderão variar de 28 a 40 graus celsius.

A festa do Natal e da família, na província de Maputo, poderá ser comprometida pela chuva. É que apesar da previsão de tempo quente, o Instituto Nacional de Meteorologia diz haver, igualmente, a possibilidade de chuva para o fim do dia 25 de Dezembro.

“De um modo geral, o tempo continuará quente em quase todo o país, embora no final do dia 25 de Dezembro, há algum sinal de chuva na província de Maputo. Já no dia 26, a tendência é de se tornar mais abrangente ”, disse Lelo Tayob, meteorologista.

De acordo com o INAM, a chuva poderá alastrar-se para alguns pontos das regiões Centro e Norte do país, entretanto sem a ocorrência de ventos.

Em todo o país, a previsão é de que as temperaturas máximas variem entre 28 e 40 graus celsius.

O INAM apela para que se continue a acompanhar a informação meteorológica.

A proliferação de lixo ameaça a saúde pública dos moradores e viajantes, em Ressano Garcia. Há resíduos sólidos de todo tipo espalhados em quase todo lado.

Em Ressano Garcia, há um dos principais mercados informais que é uma das principais fontes de produção de lixo. Zeinabo Martinho é vendedeira daquele mercado. Conta que, apesar da contribuição de 50 meticais que é feita regularmente, não está a ser removido o lixo.

“Nós sentimos muito porque não é fácil para nós tirarmos lixo, então quando eles vêm aqui cobrar esse dinheiro de 50 meticais, por minha parte não sinto dores porque sei que eles estão a ajudar. A situação não está boa pior para os que vendem comidas aqui”.

São muitas as pessoas que se cruzam aqui em Ressano Garcia por estes dias, onde se vende quase tudo em locais sem higiene. E a confecção de alimentos é também feita ao relento, num lugar imundo que exala cheiro nauseabundo.

“Sim, cheira mal, mas não sabemos o que se passa, pois passam alguns dias que não vem tirar o lixo”. Comentou uma das vendedeiras que se dedica à confecção de alimentos.

E com as altas temperaturas que se registam nos últimos dias, a decomposição do lixo orgânico tem sido rápida e há riscos de doenças devido às moscas que voam e pousam nos alimentos.

Pouco mais de 24 mil pessoas atravessaram as quatro fronteiras da província de Maputo nas últimas 24 horas. Desse número, mais de 16 mil pessoas entraram no país e mais de 7 mil saíram.

Felicidade Sitoe saiu, na noite de sábado, da África do Sul com destino a Chókwè, na província de Gaza, mas a viagem ficou interrompida devido ao pneu do carro que a transportava que rebentou.

“O carro avariou. Por isso, estamos aqui ainda, mas tenho esperança de chegar ainda hoje a casa”.

Mas, diferente de Felicidade, muitos seguem viagem e o serviço de migração dá o ponto de situação dos que já atravessaram as fronteiras na província de Maputo. Carmen Mazenga, na sua qualidade de porta-voz do Serviço Nacional de Migração, na Provincia de Maputo, explica a intensidade do movimento. “Regsitamos 24 221 viajantes que passaram das fronteiras de Ponta do Ouro, Goba, Namaacha e Ressano Garcia, dos 16 648, à entrada, e 7753 à saír. Com mais destaque para o posto de travessia de Ressano Garcia, com 18395 viajantes de seguida a ponta de Ouro com 3007 viajantes e tambem Namaacha com 2154 e Goba com 665 viajantes”.

A Migração diz estar preparada para dar vazão ao crescente movimento.

A 8 de Dezembro corrente foi lançada a “operação esperança”, que vai vigorar até 17 de Janeiro de 2024. A operação visa flexibilizar a mobilidade de pessoas e bens e garantir segurança aos viajantes e cidadãos de modo geral e durante esse periodo espera-se que estão no país 791 mil pessoas.

Vários cidadãos moçambicanos que saem da África do Sul para Moçambique, por estes dias, viajam em condições desumanas e sem segurança, expondo-se ao perigo.

Com pouco espaço para circular o ar no interior dos carros de caixa aberta, por exemplo, há passageiros a partilharem os mesmos espaços com mercadorias e bagagens. É dessa forma que Paulina Paulo, uma das passageiras entrevistas, viaja para Maxixe, na província de Inhambane.

Facto curioso é que o condutor da viatura em que Paulina Paulo viajava não vê problemas em transportar pessoas em péssimas condições.
Na vila fronteiriça de Ressano Garcia, Província de Maputo, são muitos os casos em que pessoas viajam em péssimas condições. Pinto Umbisse alega que viaja assim por falta de alternativas viáveis para si.

O condutor do transporte internacional de passageiros, em que seguia Pinto Umbisse, diz que o preço praticado nos minibus credenciados é ligeiramente mais alto quando comparado aos carros de caixa aberta. Por isso, algumas pessoas veem-se obrigadas a viajar mal.
Na verdade, todo sistema de transporte rodoviário, partindo da África do Sul para Moçambique, anda pressionado devido ao aumento da procura por estes dias festivos.

 

 

O terminal interprovincial da Junta regista fraco movimento de passageiros. Os transportadores consideram que o cenário é anormal comparado com os anos anteriores, em que tem havido registo de saída de muitos autocarros para as três zonas do país.

Apenas 71 carros saíram do parque este domingo, número que está longe do habitual neste período, em que tem havido pelo menos registo de saída de mais de 200 viaturas. Inhambane, Zambézia e Nampula lideram. São as províncias com maior número de passageiros.

O presidente da Associação dos Angariadores no Terminal Interprovincial da Junta, Raúl Estêvão, diz que o facto de haver mais passageiros para essas três províncias faz com que os transportadores prefiram apostar por essa rota. Esse facto, segundo explica, tem contribuído para que haja maior disputa pelos passageiros.

“O cenário que se está a passar este ano é preocupante. Nunca antes aconteceu, inclusive no tempo da COVID-19 não houve tanta carência de passageiros como agora. O terminal regista um movimento de um dia normal”, explica Raúl Estêvão, que aponta a falta de dinheiro como uma das causa que para na origem desse problema.

Raúl Estêvão aventa também a possibilidade de as pessoas terem viajado um pouco cedo, tendo em conta que já têm noção um ou dois dias antes da festa do Natal tem havido muitos constrangimentos nas estradas.

Já Leopoldo Aníbal, transportador que faz a rota da Massinga, considera que, apesar desse fraco movimento, não se pode parar, até porque é nos momentos difíceis que se deve mostrar a resiliência.

Para ele o fraco movimento pode estar na origem da actaul conjuntura ecoomicamente atípica que o país atravessa, contribuindo para que as pessoas não queiram viajar.

Parte da Estrada Nacional número 1, na zona de 3 de Fevereiro, no distrito da Manhiça, esteve com o trânsito parado por cerca de 11 horas, entre o fim da tarde de ontem até a madrugada de hoje.

Andar pela Estrada Nacional número 1, no troço da zona de 3 de Fevereiro, na Manhiça, foi impossível desde o fim da tarde deste sábado até a manhã deste domingo.

Automobilistas não sabem o que terá estado por detrás da situação, tendo em conta que pela extensão do congestionamento, não era possível perceber o que estava a acontecer mais adiante.

Mesmo para quem estava no local, a Polícia, que também esteve presente, não tinha nenhuma explicação a dar sobre as causas do bloqueio da via.
Entretanto, há relatos segundo os quais a via terá sido bloqueada por um camião. A situação só foi resolvida na manhã de hoje.

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