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O País – A verdade como notícia

A Tempestade Tropical Moderada “Eleanor” localizada a leste de Madagáscar, evoluiu nas últimas horas para Tempestade Tropical Severa e tem potencial para atingir o estágio de Ciclone Tropical no final do dia de amanhã.

As condições actuais indicam que a interacção desta tempestade com o sistema de baixa pressão formado no canal de Moçambique poderá continuar a influenciar o estado do tempo com ocorrência de chuvas moderadas a fortes, acompanhadas de trovoadas e ventos com rajadas nas regiões centro e norte do país.

“O INAM continua a monitorar a evolução destes sistemas e apela a população para que continue a acompanhar a informação meteorológica e os avisos difundidos pelas autoridades nacionais competentes”, refere um comunicado enviado ao nosso jornal.

Chiúre, em Cabo Delgado, vive um drama humanitário devido a ataques terroristas. Os malfeitores protagonizaram ataques na EN1, onde, segundo relatos, a via ficou parcialmente intransitável.

A situação causou pânico e obrigou milhares de pessoas a abandonarem as suas casas e seguirem para a vila-sede que, neste momento, está sobrecarregada, havendo até pessoas a viverem na rua, conforme explicou ao jornal O País, o edil de Chiúre, Alicora Ntutunha.

Depois de terem passado por Mazeze e Chiúre-velho, os terroristas chegaram,  esta terça-feira, a Ocua,  tendo passado pela aldeia Mahipa. Sem atacar, o grupo armado seguiu em direcção a Namapa, sede do distrito de Eráti, em Nampula, mas quando chegou à Estrada Nacional Número Um, queimou um camião de  combustível e confrontou-se com as Forças de Defesa e Segurança no cruzamento para o posto administrativo de Ocua, em Chiúre.

“O posto administrativo de Ocua faz o limite entre a província de Nampula e Cabo Delgado, então, ontem, eles (os terroristas) passaram a uma distância de 18 quilómetros daqui, da vila-sede”, explicou.
Pela proximidade e medo, a população recolheu os seus bens e fugiu, uns a pé, outros de motorizada, para a vila-sede. Segundo o edil, neste momento a vila-sede está sobrecarregada.

A noite foi mal passada, até porque choveu. O certo é que cada um está à sua própria sorte. Há casas na vila-sede com mais de cinco famílias.

“Apesar de o Governo do distrito ter estado a fazer alguma coisa para levar a população para aquelas zonas onde estavam os refugiados que vinham da zona norte da província e outras populações que saem destes postos administrativos, desde ontem a vila está a cheia, porque a população quando sai dos postos administrativos para a vila ficam na rua, não conhecem a ninguém e não tem família”.

 

POPULAÇÃO FOGE PARA PROVÍNCIA DE NAMPULA

O medo instalou-se e a vila está agitada. Apesar de ainda não ter havido ataque à vila sede, a população agora está a fugir do distrito para Pemba, em Cabo Delgado, e Eráti, em Nampula.

Centenas de pessoas estão em fuga no sul da província de Cabo Delgado, em direcção à vizinha província de Nampula, devido à intensificação dos ataques terroristas nas últimas horas, segundo fontes no terreno.

A fuga dos populares, a pé e famílias inteiras conforme documentado também por vários vídeos confirmados pela Lusa, acontece desde segunda-feira e envolve moradores de Mazeze, Chiúre-Velho, Mahipa, Alaca, Nacoja B, Nacussa, que abandonaram as respectivas aldeias percorrendo mais de 20 quilómetros ao longo da estrada Nacional (N1), até atravessar o rio Lúrio, fronteira com a província de Nampula, à procura do refúgio no distrito de Eráti (Namapa).

“A minha mãe está em Namapa, com seis filhos. Tive de lhe mandar dinheiro pelo menos para comprar de comer”, disse ontem uma fonte a partir da cidade de Pemba, enquanto aguardava notícias da família. O distrito de Chiúre, sul de Cabo Delgado, tem sido alvo de vários ataques nos últimos dias e a população começou a partir em direcção a Nampula.

“Estou no grupo. As coisas não estão bem, entraram em Alaca, não queimaram casas, mas estragaram culturas nas nossas machambas [terrenos cultivados]” relatou uma mulher de 57 anos, a partir de Namapa, já em Nampula.

Nesta onda de ataques, um camião-cisterna carregado de combustível, com destino à cidade de Pemba, foi queimado por volta das 16h00 de terça-feira, pelos terroristas, na comunidade de Mahipa, ao longo da estrada EN1, pertencente ao posto administrativo de Ocua, em Chiúre.

“Mandaram parar e, de seguida, obrigaram o motorista a descer, queimaram o camião e puseram-se em fuga. O bom é que não mataram o motorista” disse uma fonte da comunidade, garantindo que a vítima foi prontamente socorrida.

“Conseguiu boleia, mas vai precisar de assistência psicológica, não é fácil deparar-se com esses bandidos”, concluiu.
Ao fim da tarde de terça-feira era notória a movimentação das Forças de Defesa e Segurança para a zona de Ocua, numa aparente tentativa de restituição da ordem em Chiúre.

O Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE) quer que a Procuradoria Geral da República  investigue os alegados desvios e sabotagem nas Linhas Aéreas de Moçambique.

“Tendo em conta a gravidade das informações vindas a público, o IGEPE, representante do accionista-Estado na LAM e entidade que gere e coordena o sector empresarial do Estado, instruiu a FMA e a LAM a apurarem os factos e canalizarem imediatamente as suspeitas às autoridades competentes, tendo sido apresentada uma solicitação de investigação na Procuradoria da Republica da Cidade de Maputo”, lê-se num comunicado a que o nosso jornal teve acesso.

O IGEPE diz que “reitera o seu compromisso com a lisura, transparência e legalidade na gestão de capitais públicos e manifesta a sua disponibilidade em colaborar com as investigações com vista ao apuramento da verdade”, lê-se num comunicado.

No dia 12 deste mês, o director de reestruturação das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) denunciou um esquema de desvio de dinheiro, com prejuízos em lojas de venda de bilhetes, através de máquinas dos terminais de pagamento automático (POS) que não são da companhia.

Reagindo ao escândalo, o primeiro-ministro, Adriano Maleiane, disse que, se ficar provado que houve desvio de dinheiro nas Linhas Aéreas de Moçambique, conforme denunciou a Fly Modern Ark,  haverá responsabilização dos gestores da empresa através de entidades competentes.

“Se a regra de gestão foi violada, isto tem de ser corrigido, e há instrumentos legais, financeiros, para a resolução do problema. Todos os problemas na gestão vão surgindo, infelizmente, o importante é termos solução, para não termos problemas que temos e, se de facto existir alguma má intenção nesse processo, então temos as instituições que tratam desse problema. Portanto, temos de ajudar a empresa e os gestores a encontrarem o caminho correcto.”

Doentes poderão não ser atendidos em hospitais centrais sem que tenham passado por um hospital provincial. Este último só receberá pacientes transferidos de centros de saúde e hospitais distritais.

A medida é uma das inovações trazidas na proposta de Lei de Saúde pública, que esteve a ser discutida esta terça-feira, em Chimoio.

“Há regras do sistema de referência e contra-referência. Estas regras não estão dispostas na lei. Como disse, há um documento que nós chamamos de zona de captação. Mesmo um hospital central ou geral tem aquilo que chamamos de zona de captação. Mas o mesmo não podemos responder, por exemplo, para um hospital provincial de Chimoio. E, nas suas redondezas, a alguns quilómetros, temos centros de saúde. Cada unidade sanitária vai ser tratada com a devida especificidade”, explicou Sérgio Seni, director nacional de Assistência Médica do Ministério da Saúde.

Este processo, assegurou Sérgio Seni, “não é para prejudicar nenhum paciente”. Segundo explicou, “os pacientes de carácter urgente, e que tenham necessidade, são atendidos em primeira instância. Nós estamos, aqui, a falar daqueles serviços de atenção, que pensamos que podem ser primários e podem ser atendidos ao nível dos cuidados mais básicos de saúde. Isto para que os médicos, ao nível das unidades mais baixas, possam, realmente, olhar para pacientes que necessitem”, observou.

O presidente do Município de Maputo diz que ainda está a analisar em que circunstâncias a licença de construção da central de betão numa residencial foi emitida.  Rasaque Manhique lembra que ninguém está acima da lei e promete uma solução justa e imediata. Nesta reportagem, “O País” traz, também, os contornos do licenciamento da central de betão no bairro Costa do Sol.

A atual edilidade de Maputo voltou a pronunciar-se sobre os polémicos documentos emitidos pelos seus antecessores que autorizam a construção de central de betão numa zona residencial na Costa do Sol. 

O presidente do Município de Maputo quer, antes de tomar qualquer decisão, compreender em que contexto a empresa responsável pela central de betão adquiriu a licença de construção. 

“O que nós devemos fazer é cumprir as normas, cumprir a lei. Ninguém está acima da lei. O que estamos a analisar é em que circunstâncias aquela licença de construção foi atribuída a essa entidade”, disse o Rasaque Manhique, presidente do Município de Maputo.  

Não é difícil compreender as circunstâncias da atribuição quer da licença de construção da central de betão quer do título de uso e aproveitamento da parcela em causa parecem ser claras.

Os documentos foram emitidos e assinados em Dezembro de 2023 por Silva Magaia, então vereador do pelouro do Ordenamento Territorial, Ambiente e Construção. Isto aconteceu depois de uma tentativa fracassada dos munícipes de travar o avanço da obra.

Vamos aos factos. A construção da central de betão começou entre os meses de Janeiro e Fevereiro sobre a parcela 660A, sem ainda qualquer tipo de autorização. 

Através de encontros, exposições feitas ao Município de Maputo, queixa à Procuradoria da Cidade de Maputo, os residentes do bairro Costa do Sol contestavam a infra-estrutura por estar numa zona residencial e, por isso, teria impactos negativos na saúde e no meio ambiente. Os munícipes denunciavam a ilegalidade da infra-estrutura. 

No meio disto tudo chegou a haver suspensão da obra pelo Município de Maputo e o embargo da obra pelo Ministério Público. As duas decisões foram, estranhamente, revogadas. 

É no contexto desta confusão que surgiram, em Dezembro de 2023, documentos do município de Maputo para dar luz verde ao projecto de construção da central de betão que, na verdade, vinha decorrendo sem documentação. Sucede, porém, que os documentos aparecem errados e cheios de contradições. 

Ora vejamos: no DUAT assinado por Silva Magaia no dia 18 de Dezembro de 2023, o Município de Maputo concede poderes à empresa Africa Great Wall Concrete Manufacturer, representado por Mungone Manguele, para explorar a parcela 660A, composta pelos talhões 5.139 e 5.140, o que equivale a uma área de 10 mil metros ao quadrado, através do uso misto, especificamente, habitação, comércio e serviços. 

De forma detalhada, lê-se no DUAT : “Mais se informa que dentro do prazo doze meses, contados a partir da data de recepção da presente comunicação de despacho, deverá apresentar o projecto de infra-estruturas a construir para efeitos de aprovação e licenciamento, conforme os parâmetros urbanísticos previstos no Plano Parcial do Bairro Albasine. 

E sobre a mesma parcela 660A, isto já no dia 27 de Dezembro do ano passado, o município de Maputo atribuiu uma licença em nome de Mungone Manuel para a construção da central de betão a ser feita pela China Construction Sausum Mozambique CO. limitada, conforme atesta esta documento a que tivemos acesso. 

Apercebendo-se do desalinhamento entre as finalidades para as quais o DUAT emitido sobre a parcela 660A  e o ser feito no terreno, a empresa chinesa solicitou ao Município de Maputo a desanexação de alguns talhões e a alteração do tipo de empreendimento a ser construído. 

Mais uma vez, Silva Magaia é que esteve à frente da mudança das finalidades do DUAT sobre a parcela em causa, conforme atesta este despacho de 18 de Dezembro a que tivemos acesso. 

Nele lê-se que foi autorizada e passamos a citar: 

“A desanexação dos talhões 5.136, 5.137 e 5.138 da parcela 660A e consequente emissão de DUAT´s e Plantas Topográficas referentes aos talhões 5.136, 5.137 e 5.138 da parcela 660A e dos talhões 5.139 e 1.140 da parcela 660A”;

“A mudança de actividades nos talhões 5.136, 5.137 e 5.138 da parcela 660A numa área de cerca de 15 mil metros quadrados, de uso misto (habitação, comércio e serviços) para uso industrial (construção de uma central de produção de betão), devendo a vossa excia, após a recepção do DUAT, apresentar a licença ambiental actualizado”.

Por essas alterações nos documentos, a empresa responsável pela central de betão pagou ao município 787.500,00 MT, referentes à taxa de autorização do DUAT para fins industriais e 30.000,00 MT da emissão das Plantas Topográficas. 

É um pouco de tudo isto que Rasaque Manhique quer compreender para tomar a sua decisão sobre a Central de Betão. 

“Vamos fazer com que, de forma justa, encontremos a solução imediata. O importante é não prejudicar a vida e a saúde dos nossos munícipes. Portanto, vamos compreender bem os contornos dessas licenças para tomarmos a decisão”, referiu Rasaque Manhique. 

Aguardemos! 

O outro, ainda sobre a legalidade do empreendimento, tem a ver com o estudo de impacto ambiental para a construção da central de betão e a licença de impacto ambiental, que aliás, também, apareceram com a obra em curso. Aqui, entra em acção o Ministério da Terra e Ambiente, que atribuiu documentação com inconsistências com base em estudos que sequer existem. 

A licença  foi atribuída pelo Ministério da Terra e Ambiente sobre a parcela 660D, referente à construção da central de betão que está a ser construída na parcela 660A. 

O documento assinado pela ministra da Terra e Ambiente, Ivete Maibaze, no dia 4 de Agosto de 2023, tem erros na designação da parcela. 

Para contornar a situação, a Africa Great Wall Concrete Manufacturer Limitada, através do seu consultor, a ECO-Terra, pede à Direcção Nacional do Ambiente a segunda via da licença ambiental, já corrigida, referente à construção da central de betão. 

“A solicitação da emissão da segunda via da Licença Ambiental tem em vista a correcção da parcela que consta da referida licença (660D), uma vez que a mesma é referente ao projecto de Construção e Operação do Complexo Comercial de Turismo Internacional YUXIAO e foi erradamente escrita no processo de Avaliação de Impacto Ambiental do Projecto de Construção e Operação da Central de Betão, cuja parcela é 660A”, lê-se no documento. 

O despacho acima citado é de 12 de Fevereiro de 2024 e para a correção da Licença Ambiental a empresa pagou 60 mil meticais. 

“O País” sabe de uma fonte do Ministério da Terra e Ambiente que a licença ambiental já corrigida ainda não existe porque ainda não se confirmou o devido pagamento junto da Recebedoria de Fazenda do Primeiro Bairro Fiscal Maputo. 

Sobre o Estudo de Impacto Ambiental, a “O País” apurou que apenas foi feito para o projecto de construção e operação do complexo comercial de turismo, internacional YUXIAO e não para a central de betão. 

Posteriormente, a Africa Great Wall Concrete Manufacturer Limitada manifesta o interesse de construir uma central de betão e, a esta infra-estrutura, não se exigiu um novo estudo de impacto ambiental. 

É, neste contexto, que surge a adenda que, essencialmente, implicava acrescentar à licença de impacto ambiental sobre o complexo comercial, os impactos ambientais e de saúde que poderiam advir da instalação da central de betão. 

A adenda ao Estudo de Impacto Ambiental custou à empresa dona da central de betão 1.749.500,00 MT. 

Uma fonte do Ministério da Terra e Ambiente disse ao “O País” que a instalação da central de betão, tal como muitas outras infra-estruturas, têm impactos ambientais, mas há um plano para minimizá-los. 

Sobre o argumento de que este tipo de fábrica deve estar a seis quilómetros das residências, a nossa fonte explica que não é o caso desta central de betão porque a sua finalidade não é comercial e a sua existência no bairro Costa do Sol encontra amparo legal no número dois, artigo 27, do Decreto 54/2015. 

A província de Cabo Delgado está, desde finais de Janeiro último, a registar casos de conjuntivite, uma doença que afecta a vista e é considerada altamente contagiosa.

Devido à gravidade da situação, uma boa parte dos alunos, especialmente os do ensino primário, deixou de frequentar aulas, por recomendação das direcções da escola que tentam, sem sucesso, travar a propagação da doença.

“Eu já não vou à escola há quase uma semana por causa de conjuntivite, e não fui o único a ser retirado da sala de aulas”, revelou Dumbi Suale, um aluno que frequenta a quinta classe numa das escolas de Pemba, capital de Cabo Delgado, que contraiu a doença por duas vezes em duas semanas.
Apesar das medidas de prevenção tomadas, tanto pelos pais e encarregados de educação assim como pelas direcções da escola, o nível de contágio continua elevado e preocupante.

“Para tentar controlar a propagação da doença, fomos forçados a dispensar alunos com conjuntivite, mas, a cada tempo que passa, as salas vão ficando parcialmente vazias devido ao aumento de casos”, confirmou o director de uma das escolas da cidade de Pemba, que pediu anonimato para evitar alarmar aos pais e encarregados de educação.

As autoridades da saúde confirmam o surto da conjuntivite em Cabo Delgado e prometem fornecer mais detalhes oportunamente.

Eram 40 e estão inoperacionais, com sinais de vandalização: todos estão sem as rodas e outros acessórios, alguns dos quais desmontados recentemente. O Município de Nampula endividou-se em mais de 165 milhões de meticais.

Resultou de uma visão de Mahamudo Amurane, edil falecido, que em 2014 recorreu a um banco comercial da praça para através de um contrato a leasing adquirir 40 autocarros de marca Tata para o transporte público de passageiros. O valor do contrato foi de 165.316.432 MZN (cento e sessenta e cinco milhões, trezentos e dezasseis mil, quatrocentos e trinta e dois meticais), a uma taxa de juro de 1475%.

Nos últimos cinco anos assistiu-se a uma inoperacionalização gradual dos autocarros de tal sorte que neste momento não existe transporte público de passageiros na terceira maior cidade de Moçambique, também conhecida como sendo a “capital do Norte”.

Nas instalações da Empresa Municipal de Saneamento de Nampula, impressiona o número de autocarros parados, mas não só isso: todos estão “pendurados” nos troncos e pedregulhos, sem as rodas e outros com outros componentes desmontados recentemente. A imagem sugere tratar-se de uma acção de vandalização para o aproveitamento desses acessórios, por sinal, bastante procurados no mercado de Nampula que tem um parque considerável de camiões e autocarros.

No terreno, a nossa equipa de reportagem contabilizou pelo menos 27 autocarros.
A carroçaria, assim como os assentos, estão em perfeito estado de conservação. Todavia, o mais importante não existe para que aqueles meios possam servir os munícipes.

“Queremos o transporte público Municipal voltar a funcionar. Adquiram mais autocarros e revitalizem as rotas de Muhala Expansão-Faina, via tipografia”, orientou Luís Giquira, edil de Nampula, no acto de tomada de posse dos vereadores, esta terça-feira.

Sobre a situação das estradas que se encontram esburacadas no centro da cidade, o elenco liderado por Luís Giquira está a recorrer à velha opção de tapamento de buracos com recurso a saibro. “Queremos que o pelouro de Manutenção e Obras faça de tudo que estiver ao seu alcance para que comecemos a intervenção, não só de tapamento de buracos, mas também na melhoria de vias de acesso aos bairros. Estamos ainda na época chuvosa. Contudo, queremos que nos próximos 100 dias da nossa governação possamos garantir as mínimas condições de transitabilidade”, concluiu.

O Ministério Público em Inhambane incinerou, esta segunda-feira, os mais de 100 quilogramas de anfetamina apreendida no distrito de Inhassoro.
Trata-se da droga apreendida no dia 12 de Fevereiro, na província de Inhambane, que tinha como destino final a província de Gaza.

A decisão de incineração da substância visava evitar que a mesma fosse desviada das mãos das autoridades, para posterior venda no mercado negro.
O Ministério Público diz que, mesmo com a incineração da droga, uma semana depois da apreensão, a instrução e investigação do caso não vai ficar prejudicada.

Foram apreendidos, na Cidade da Beira, 25 mil Meticais em notas falsas. Esta é a segunda vez, no mês de Fevereiro, que a Polícia da República de Moçambique apreende notas falsas e, tal como na primeira, o produtor não foi localizado.

À primeira vista, as notas apreendidas pela Polícia parecem verdadeiras. Mas um olhar mais atento leva à conclusão de que são falsas.
São 25 notas que foram apreendidas na posse de um indivíduo que tentava depositá-las numa carteira móvel.

O indiciado alega que recebeu o dinheiro de um desconhecido, na via pública, que lhe tinha prometido emprego.

“Deu-me o número dele e eu levei o seu. Ele disse que ia ligar às 18h00 e, depois disso, veio ao meu encontro. Ele perguntou se eu estava interessado em ter emprego, e eu respondi que sim. Depois, orientou-me para depositar o dinheiro num agente de carteira móvel. Fui depositar o dinheiro num agente do M-Pesa e, depois de ele contar as notas, disse que eram falsas”, deu a sua versão o indiciado.

O agente da carteira móvel e as pessoas próximas, atentas, verificaram a autenticidade do dinheiro, retiveram o jovem e chamaram a Polícia.

“Queremos manifestar a nossa preocupação, tendo em conta que este caso ocorre pela segunda vez no mês de Fevereiro. E, pela forma como ocorre, sugere-nos que seja a mesma pessoa que está a instrumentalizar estes indivíduos a cometerem este tipo de crimes”, disse Dércio Chacate, porta-voz da Polícia da República de Moçambique em Sofala.

A Polícia terminou exortando todos os agentes de carteiras móveis a redobrarem a vigilância e colaborar imediatamente com a corporação.

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