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O País – A verdade como notícia

A ministra do Trabalho e Segurança Social, Margarida Talapa, concede tolerância de ponto a todos os trabalhadores, funcionários públicos, e aos cidadãos de todo o país, que professam a religião cristã, no dia 29 de Março (todo o dia), por ocasião da Sexta-Feira Santa.

Um comunicado indica que a tolerância de ponto não abrange os trabalhadores cuja natureza da sua actividade não permite interrupção no interesse público.

 

CINQUENTA MINEIROS MOÇAMBICANOS ESCALAM O PAÍS POR VIA AÉREA NA PÁSCOA

Pelo menos 50 mineiros moçambicanos seguem, esta manhã, para o país por via aérea, no âmbito da iniciativa governamental de flexibilizar as viagens neste período da Páscoa.

O voo da companhia de bandeira parte do Aeroporto privado de Lanseria, a nordeste de Joanesburgo, às 11 horas, devendo aterrar, uma hora depois, no Aeroporto Filipe Jacinto Nyusi, em Chongoene, na província de Gaza.

O voo de regresso está marcado para a próxima segunda-feira.

O administrador comercial da empresa Aeroportos de Moçambique, Saíde Júnior, sublinhou que, para além de flexibilizar a viagem de mineiros, neste período da páscoa, a disponibilização deste voo visa rentabilizar a infra-estrutura aeroportuária de Chongoene e a companhia de bandeira.

Saíde Júnior assegurou que a Associação dos Transportadores da província de Gaza vai criar condições para transportar os mineiros do Aeroporto Filipe Jacinto Nyusi para os diversos destinos. Esta era, aliás, a grande preocupação dos mineiros, apresentada em Fevereiro aquando do lançamento da iniciativa.

Saíde Júnior acrescentou que continua em carteira o estabelecimento de uma rota definitiva e permanente no percurso Joanesburgo-Chongoene para facilitar a movimentação de mineiros em qualquer período do ano.

O ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Carlos Mesquita, anunciou, em Gaza, a mobilização de fundos, junto do Governo Chinês, para financiar as obras de reabilitação e ampliação da Estrada Nacional Número Um, no troço Marracuene-Xai-Xai.

Carlos Mesquita, citado pela Rádio Moçambique, diz que, para a execução daquela empreitada, incluindo a reabilitação das pontes, ao longo deste troço, o Governo moçambicano necessita de cerca de 150 milhões de dólares norte-americanos.

Mesquita anotou que, naquele projecto, o Governo pretende reabilitar e ampliar as duas faixas de rodagem no troço Marracuene-Xai-Xai, com uma extensão de cerca de 190 quilómetros.

O governante disse que o ideal seria construir uma estrada com quatro faixas de rodagem, mas, dada a falta de fundos, numa primeira fase, serão reabilitadas e ampliadas as actuais duas faixas, num projecto evolutivo.

Enquanto o Governo não consegue fundos para a reabilitação e ampliação do troço Marracuene-Xai-Xai, neste momento, estão no terreno dois empreiteiros a executarem obras de tapamento de buracos ao longo da via.

Carlos Mesquita vai visitar a estrada que dá acesso à Praia de Xai-Xai e a estrada terraplena Ndonga-Dindiza, ligando os distritos de Guijá e Chigubo.

Em Janeiro último, o Governo confirmou que estavam assegurados pelo menos 400 milhões de dólares norte-americanos, mobilizados junto do Banco Mundial, para a primeira fase do projecto, concretamente nos troços Inchope-Nicoadala e Pemba-Metoro, correspondentes a 508 quilómetros.

Citado pelo matutino “Notícias”, Carlos Mesquita disse que tinham sido concluídas todas as negociações e assinado o contrato com o consultor que vai trabalhar no projecto conceptual da obra.

 

SECÇÕES DA EN1 COM PLATAFORMAS DANIFICADAS PELAS ENXURRADAS

Sector de estradas em Inhambane alerta sobre o perigo provocado pela chuva em alguns pontos, ao longo da EN1, troço que atravessa a província.

Em algumas secções, a fúria da água criou crateras nas bermas e na plataforma da rodovia, situação que põe em causa a circulação normal das viaturas.

A chuva provocou o arrastamento de solos acumulados na plataforma.

O delegado da Administração Nacional de Estradas em Inhambane apela à tomada de medidas, como, por exemplo, a moderação da velocidade e a não circulação sem iluminação suficiente.

Dady Mendes acrescentou que o nível dos danos devido à chuva afecta outras vias asfaltadas que interligam algumas sedes de vilas distritais à chamada espinha dorsal do país.

O delegado da Administração Nacional de Estradas em Inhambane referiu que a força da água da chuva também arrastou solos e criou alagamento em vias terraplanadas, dificultando a circulação normal de viaturas.

Um comboio, que fazia o sentido Machipanda a Beira, chocou, na manhã desta quinta-feira, com uma carrinha escolar, resultando em três feridos graves. 

Segundo testemunhas no local, os três ocupantes que seguiam na carrinha escolar eram o director da escola comunitária local, a esposa e um aluno de 9 anos.

Jonasse Elias, maquinista da locomotiva envolvida no sinistro, disse que o mesmo ocorreu na passagem de nível sem guarda, na via que dá acesso ao hospital distrital de Gondola.

“Vinha uma viatura. O condutor não conseguiu controlar a viatura. Primeiro hesitou, chegou e queria entrar, depois voltou a hesitar. E quando tentou acelerar, nós chegamos (de comboio) e batemos a viatura”, contou.

O médico-chefe distrital de Gondola disse que, dada a gravidade dos feridos, tiveram de ser transferidos para o Hospital Provincial de Chimoio.

“Tivemos um paciente adulto com traumatismo encefálico grave e dois pacientes, dos quais um pediátrico com traumatismo toráxico fechado e uma contusão do pulmão”, explicou Arnaldo Miguel.

Este é o segundo acidente ferroviário que ocorre em Manica em menos de um mês. O primeiro ocorreu na cidade de Chimoio, quando um indivíduo foi trucidado quando se encontrava a atravessar a linha férrea. 

Familiares, amigos e colegas despedem-se, hoje, de Manuel Tomé, Membro da Comissão Política da Frelimo, que perdeu a vida na segunda-feira, vítima de doença.

De acordo com um comunicado de imprensa do partido Frelimo, o velório vai decorrer às 10 horas, no Salão Nobre do Conselho Municipal da Cidade de Maputo.

Nascido a 20 de Novembro de 1952, em Chimoio, província de Manica, Manuel Tomé foi director-Geral da Rádio Moçambique, Chefe da Redacção do Jornal Notícias, secretário-Geral da então Organização Nacional de Jornalistas, e administrador não executivo da Hidroeléctrica de Cahora bassa, entre outros cargos.

O novo sistema de baixa pressão que se formou a nordeste da Ilha de Madagáscar, na bacia do sudoeste do Oceano Índico, evoluiu para o estágio de tempestade tropical severa e foi-lhe atribuído o nome de Gamane.

A tempestade tropical severa Gamane, que ainda se localiza a nordeste de Madagáscar, move-se para o sul da bacia e tem potencial para evoluir para o estágio de ciclone tropical nas próximas horas.

Um comunicado do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) indica que a sua interacção com a zona de convergência intertropical continua a influenciar o estado do tempo, com chuvas moderadas localmente fortes nas zonas Centro e Norte do país.

O INAM continua a monitorizar a evolução do sistema e apela à população para que continue a acompanhar a informação meteorológica e os avisos difundidos pelas autoridades nacionais competentes.

Um caso estranho é que ainda carece de esclarecimento por parte das autoridades. Um digitador afecto ao posto de recenseamento eleitoral afecto a localidade de mineira de Muiane no distrito de Gilé, não escapou a estaqueamento perpetrado por alguém conhecido mas até aqui a monte. O facto ocorreu na madrugada do dia 25 deste mês, por sinal na zona onde este foi alocado para trabalhar no posto de recenseamento eleitoral de Napote.

O Director provincial do Secrtatiado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) da Zambézia, já reagiu a ocorrência. Cristóvão Baltazar diz que o facto não tem nada haver com o trabalho que o finado exercia ao serviço daquele órgão eleitoral. “Na verdade tivemos esta informação apartir de Gilé, que faleceu um digitador depois de esfaqueado. Trata-se de Dinis Nunes Mário cujo as circunstâncias ainda não foram esclarecidas.

Lamentamos o sucedido pois ocorre numa altura em que estamos empenhados no processo de recenseamento eleitoral. Oque nos leva a crer que não tem nada haver com o processo, é que a situação acontece a noite, no seu alojamento e depois de encerrar o trabalho. Ainda não temos clareza mas fala-se de assuntos particulares e que não envolveu o processo” disse o Director provincial do STAE da Zambézia.

E a polícia já reagiu a volta do caso. Sidner Lonzo porta-voz do comando provincial não avança as causas da morte, mas fala de estaqueamento por parte da vítima. Conta que o colega que estava no posto de recenseamento eleitoral a prestar segurança ouviu gritos vindo de pelos 100 metros do local de guarnição, e quando o agente se aproximou para ver oque se tratava, notou que o socorro era do digitador do posto onde fazia a protecção. “Surge que imediatamente prestou socorro para o centro de saúde de Muiane mas infelizmente em decorrência dos ferimentos a vítima acabou perdendo a vida horas depois” disse o porta-voz da polícia na Zambézia.

Lonzo fez saber ainda que no momento em que o policial prestou socorro, a vítima descreveu o estaqueamento sem no entanto o nome da pessoa que protagonizou tal acto. “O ferimento foi no ombro esquerdo e pela profundidade do ferimento entende-se que pela perfuração da faca, sangramento originado a vítima não conseguiu resistir e perdeu a vida” precisou.

Questões passionais suspeitam-se que pode m estar na origem da situação mas nem a polícia e nem direcção do STAE confirma.

O custo do dinheiro para os bancos comerciais, ou seja, a taxa de juro MIMO, reduziu de 16,50% para 15,75%. Tal abre espaço para que as instituições financeiras emprestem dinheiro às famílias, empresas e ao Estado a taxas de juro mais baixas.

Com este marco, o sonho do Banco de Moçambique de reduzir a taxa de juro de política monetária para menos de 10%, em 36 meses, já começou a ser realizado.

Pela segunda vez consecutiva, em dois meses, o Comité de Política Monetária do Banco Central cortou o custo de dinheiro para os bancos.

“Esta decisão é sustentada pela consolidação das perspectivas de inflação em um dígito no médio prazo, num contexto em que a avaliação dos riscos e das incertezas associadas ás projecções continuam favoráveis”, anunciou Rogério Zandamela.

O corte da taxa abre espaço para os bancos comerciais se financiarem a custos mais baixos, ou melhor, concederem créditos mais baratos às famílias, empresas e ao Estado.

O custo de vida é sim um dos factores que contribuiu favoravelmente para a redução, mas há um outro que continua de alto risco, a dívida pública interna.

“A pressão sobre o endividamento público interno mantém-se elevada. O endividamento público interno, excluindo os contratos de mútuo e de locação e as responsabilidades em mora, situa-se em 344,0 mil milhões de Meticais, o que representa um aumento de 31,7 mil milhões em relação a Dezembro de 2023”, alertou o governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela.

Para o governador do banco central, é normal que o Estado contraia dívidas dentro do país, mas a forma como esse dinheiro é usado é que preocupa.

“Você pode se endividar e o dinheiro é investido em infra-estruturas, melhores capacidades e transformação da economia, isso é uma boa notícia, porque a dívida de hoje vai ser paga amanhã, agora, quando estamos a endividar-nos porque estamos a consumir, ou porque estamos a pagar salários e despesas correntes, aí já vira um outro ciclo”, explicou, ontem, Rogério Zandamela.

No que toca aos apagões frequentes registados no sistema financeiro, ligados a pagamentos e à carteira móvel, Rogério Zandamela culpa os bancos comerciais.

“As instituições atrasam ajustar os seus sistemas à nova plataforma e isso cria problemas. Eu já disse às instituições que têm que trabalhar porque atrasaram  ou porque acreditaram que não iria acontecer, não sei porquê”, referiu o governador.

Outro assunto que mereceu comentário foi o acordo extrajudicial com o banco Credit Suisse, através do qual o Estado passou a não ter de pagar parte da dívida de 622 milhões de dólares da ProIndicus. Zandamela não vê problemas no acordo.

“A dívida foi perdoada, mas nesse processo eles não eram os únicos credores, havia outros pequenos que exigiam pagamentos em dinheiro. Uma parte, usamos as nossas reservas para pagar esses pequenos credores, por parte de um acordo que tivemos”, explicou Rogério Zandamela.

No encontro que visava partilhar resultados da reunião do Comité de Política Monetária, o governador do banco central recusou-se a falar das recentes sanções a bancos comerciais, com destaque para o BCI e seus administradores.

O Secretariado Técnico de Administração Eleitoral diz que as chuvas que caíram nos últimos dias, na capital do país, forçaram o encerramento de algumas brigadas de recenseamento. Quanto a Cabo Delgado, o STAE continua a enfrentar dificuldades na alocação do equipamento, particularmente à Ilha de Ibo e a Quissanga, devido à insegurança causada pelos ataques terroristas.

A chuva, que fustigou, desde a madrugada de domingo até à tarde de terça-feira, a Cidade e a Província de Maputo, está a condicionar o decurso normal do processo de recenseamento eleitoral, que vai para a sua segunda semana, depois do lançamento ocorrido no passado dia 15 de Março em todo o país.

A informação sobre as limitações existentes no processo que tem em vista as eleições de 9 de Outubro foi avançada esta quarta-feira ao “O País” pela porta-voz do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE), Regina Matsinhe.

“No Distrito Municipal Nlhamankulu, tivemos quatro postos alagados, um dos quais está fechado. No Distrito Municipal KaMavota, temos a informação de cinco postos alagados e igual número fechados. Em relação ao Distrito Municipal KaMubukwana, temos cinco postos alagados, dois dos quais estão encerrados”, precisou a porta-voz do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral, Regina Matsinhe.

Nos restantes distritos municipais, apesar da intensa chuva, não houve obrigação de se fecharem os postos.

Relativamente ao equipamento de recenseamento eleitoral em postos afectados pela fúria das águas, Matsinhe garante ter havido a reposição imediata do mesmo e que não há dados afectados de potenciais eleitores já inseridos nessas brigadas.

Quanto à província de Cabo Delgado, onde os órgãos eleitorais tinham como meta fixar 512 brigas, até agora o número não foi alcançado por conta da insegurança.

“Na ilha de Ibo, está a ser feito todo o trabalho para a colocação do material eleitoral, por via de barcos, estando a decorrer o processo de capacitação de agentes para se poder arrancar com o recenseamento eleitoral. Em Quissanga, ainda não há segurança”, disse Regina Matsinhe.

Para além da insegurança, a província de Cabo Delgado depara-se com situação de chuvas que estão a colocar em causa o andamento do processo eleitoral, sobretudo dada a degradação das vias de acesso. Tal é o caso da estrada número 698, que liga Montepuez a Mueda, especificamente no troço entre rio Muirite e Mueda.

Os profissionais de saúde decidiram suspender a retoma da greve por 30 dias a partir desta quarta-feira. A classe justifica a medida com o alcance de alguns consensos com o Governo.

Estava prevista para esta quinta-feira a retoma da greve dos profissionais de saúde, mas estes decidiram suspendê-la por 30 dias.
Falando numa conferência de imprensa, esta quarta-feira, a Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique diz que a suspensão é mediante algumas promessas feitas pelo Governo.

“Logo ao início do diálogo com o Governo, a Associação dos Profissionais de Saúde e Solidários de Moçambique (APSUSM) teve conhecimento documental de que, neste momento, o Governo adquiriu 400 ambulâncias para todo o país, um ganho para os moçambicanos, não só para os profissionais de saúde; incremento na importação de medicamentos e artigos médicos (luvas, seringas, aventais, máscaras etc). O enquadramento do regime geral esta palpável e foi igualmente provado o início de conversações com parceiros de cooperação para o apoio ao Orçamento do Estado para o enquadramento geral do pessoal do regime, explicou Anselmo Muchave, porta-voz da APSUSM.

Quanto às exigências dos subsídios e horas extras, os profissionais confirmam o pagamento a 60 mil profissionais faltando apenas cinco mil.

“O pagamento de horas extras já existe. Segundo os documentos que o Governo mostrou, serão pagas todas as horas extras até possivelmente finais do mês de Abril”, avançou.

Os profissionais de saúde denunciaram ainda a falta de medicamentos nas unidades sanitárias, um problema que pode ser ultrapassado brevemente, segundo a lista de documentos apresentados à associação.

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