Skip to main content

O País – A verdade como notícia

As províncias de Maputo, Gaza e Inhambane estarão debaixo de chuvas intensas, acompanhadas de trovoadas e ventos com rajadas a partir do final do dia desta sexta-feira.

Os ventos fortes, até 60 quilómetros por hora, poderão agitar o mar e gerar ondas com alturas até 04 metros. 

Na província de Maputo, serão afectados os distritos de Matutuine, Namaacha, Boane, Moamba, Magude, Manhiça, Marracuene e cidades de Maputo e Matola.

Para Gaza, o alerta vai para os distritos de Massingir, Chókwe, Chonguene, Bilene, Limpopo, Mandlakazi, Chicualacuala, Mapai, Massangena, Mabalane, Chigubo, Chibuto , Guijá, Chongoene e cidade de Xai-Xai). 

Zavala, Inharrime, Funhalouro e Mabote serão os mais afectados na província de Inhambane.

A cólera voltou a eclodir no distrito de Tambara, província de Manica, depois de o distrito ter sido declarado livre da doença em Março último.

De acordo com as autoridades de saúde, o distrito registou 11 casos cumulativos e três pacientes continuam internados.

O médico-chefe da província de Manica, Flávio Roque, disse à Rádio Moçambique que o sector da saúde reforçou a vigilância epidemiológica para conter o surto e que a população é orientada a observar as regras básicas de higiene individual e colectiva. 

Arrancou esta quarta-feira em todo o país a campanha nacional de vacinação de animais, edição 2024. Durante o período serão administradas 2.2 milhões da vacina contra Carbúnculo Hemático, 457 mil contra sintomático e 42. 5 milhões contra Newcastle em aves.

As doenças de animais associadas às mudanças climáticas têm provocado perdas de gado bovino aos produtores em todo o país, e a província de Maputo não é excepção.

A presente campanha nacional, prevê a imunização de 80 por cento da população de gado nacional, que apesar das perdas cresceu em 4 por cento, segundo dados do governo.

Para o vice ministro da Agricultura e Desenvolvimento Humano, Olegário Banze, “ A campanha de vacinação animal constitui premissa incontornável para se garantir a defesa da Saúde Animal e da economia do País,” acrescentando que, “é através da imunização dos animais contra as doenças de declaração obrigatória que se assegura a protecção da Saúde Pública”.

O governo entende ser essencial o investimento no sub-sector pecuário para garantir a defesa da Saúde Pública e Animal, contribuindo para melhoria dos níveis de produção e produtividade.

Os produtores do distrito de Muamaba relatam perdas cíclicas da sua criação em situações inexplicáveis, uma vez que poucas vezes a sua criação é submetida a testes de diagnósticos de surtos.

Jossefa Mondhe, é líder comunitário, como muitos dos seus vizinhos, perdeu uma quantia significativa de gado durante o ano passado e para ele os casos podem levar os produtores a uma desistência. “Nós tínhamos uma boa criação de qualidade, mas a manada não sobrevive, quando pensamos que e desta vez, no dia seguinte averbamos perdas,eu em particular tive uma perda de 13 cabeças de gado”, lamentou.

A produção pecuária global em 2023 foi de 181.792 toneladas de carnes, contra 174.046 toneladas em 2022, o que corresponde a um aumento em 4%. Desta produção, a carne de bovinos cresceu de 20.051 toneladas em 2022 para 21.136 toneladas em 2023, o que representa um aumento de 4%.

 

GOVERNO GARANTE QUE A SITUAÇÃO DE VANDUZI JÁ FOI ULTRAPASSADA

O governo garante que já foram abatidos todos os animais e isolados os casos suspeitos de contaminação por Antrax reportados no dia 1 de março do presente ano em Vanduzi na província de Manica.

Face a este surto, foram tomadas medidas de emergência para protecção das populações, tais como: isolamento de animais doentes e suspeitos; Proibição de abates de animais doentes para o consumo; e Proibição da venda de carne nas zonas afectas;
Foram ainda comunicadas às autoridades de saúde, bem como o reforço das medidas de vigilância epidemiológica e vacinação.

 

COMBATE AO ROUBO DE GADO AINDA CONSTITUEM DESAFIOS NO PAÍS

Sem avançar dados, o vice-ministro da Agricultura e Desenvolvimento Humano, disse que os casos de roubo de gado continuam crescendo cada vez mais. Os produtores não filiados à associação são os que mais se ressentem do mal.

“Precisamos de encontrar soluções consistentes para a problemática da prevenção e controlo de doenças animais, operacionalização dos tanques carracicidas, roubo de gado e comercialização pecuária”, disse em discurso comunitário.

Outro desafio que coloca alarmados os produtores de gado, é o efeito da seca e estiagem em alguns distritos das províncias do centro e Sul de Moçambique que afecta a disponibilidade de pasto e água para alimentação e abeberamento do gado e o incremento do risco de ocorrência de doenças com ênfase para o Anthrax.

Mais de 60 professores da Escola Secundária da Machava-Sede, na Província de Maputo, decidiram paralisar as actividades em reivindicação do pagamento de horas extras referentes a dois anos. A situação deixou cerca de 12 mil estudantes sem aulas.

Parece estar longe do fim o braço-de-ferro entre os professores e o Ministério da Educação. Na manhã desta quarta-feira, 4 de Abril, os alunos da Escola Secundária da Machava-Sede, no município da Matola, Província de Maputo, viram-se impedidos de assistir às aulas.

“O motivo principal da nossa reivindicação é o não pagamento das horas extras atinentes ao ano 2022, 2023 e 2024. Mas, sobretudo, as horas extras de 2022, pelo facto de a maior parte das escolas no município da Matola terem sido pagas, estando a nossa sem o ordenado ainda na ponta”, denunciou Vontade Carlos, professor de Biologia na Escola Secundária da Machava Sede.
Os professores da Escola Secundária da Machava-Sede sentem-se numa ilha e abandonados. Por isso, decidiram parar de dar aulas, até que os seus direitos sejam repostos.

“Os professores da Escola Secundária da Machava-Sede estiveram reunidos, onde deliberaram que deviam optar por esta manifestação. Fixamos um prazo de sete dias da manifestação, sendo que, em caso de o Governo de Moçambique não pagar as horas extras, iremos reunir-nos e decidir por um novo prazo de dilação”, avisou Vontade Carlos.

São mais de 60 professores que não darão aulas a pelo menos 12 mil alunos desta escola e invocam, além do não pagamento das horas extras, outros problemas.

“Os professores trabalham aqui, nesta escola, de manhã, à tarde e à noite. Em algumas situações, nós trabalhamos em salas superlotadas, acima de 120 alunos por turma”, avançou.

E porque os problemas são vários e já tentaram ter a solução pacificamente, mas sem sucesso, decidiram recorrer à manifestação.

O Presidente do Município de Maputo visitou, esta quarta-feira, as novas instalações do Grupo Soico, em KaTembe. Rasaque Manhique destacou a importância da STV, da STV Notícias, do jornal O País, da SFM e das plataformas digitais no cenário mediático nacional e, particularmente, na Cidade de Maputo.

Na manhã desta quarta-feira, Rasaque Manhique chegou às novas instalações do Grupo Soico, onde foi recebido pelo presidente do Conselho de Administração, Daniel David, que orientou a visita do edil.

Manhique considerou que a STV tem ajudado na busca de soluções dos vários problemas que afectam a capital do país.

“É uma televisão que nos ajuda, através dos seus posicionamentos, olho crítico, ajudando-nos, muitas vezes, a identificar os problemas. Muitas vezes, entendemos que é a forma que a televisão tem para apresentar as inquietações da nossa população, aquilo que perturba os nossos munícipes, cabendo a nós, imediatamente, quando podermos, atacar estas mesmas inquietações que são reportadas. Queremos encorajar o facto de termos uma televisão desta dimensão de moçambicanos com coragem.

[Quando falo de] coragem, refiro-me ao facto de se ter parado um dia para sonhar e implementar um investimento tão grande como este, que merece de nós um reconhecimento.”

Rasaque Manhique reiterou que a abertura da instituição que dirige à comunicação social visa dar esclarecimentos sobre o funcionamento do  Município de Maputo.

Sociedade civil queixa-se de limitações no acesso ao espaço cívico
A sociedade civil diz haver cada vez mais restrições na sua participação no espaço cívico, com destaque para pleitos eleitorais. Para reverter o cenário, organizou, esta segunda-feira, em Maputo, um debate que juntou instituições do Governo e partidos políticos.

As organizações da sociedade civil dizem haver distanciamento do Governo em matérias de direitos humanos e repressão em caso de contestação, o que limita a sua intervenção no espaço cívico. O cenário agrava-se em contextos eleitorais, tal como deu a conhecer Osman Cossing, coordenador de Programas no Instituto para Democracia Multipartidária (IDM).

“Há um conjunto de iniciativas de manifestações de cidadãos que são reprimidas pela Polícia, num contexto do processo eleitoral. Há uma tendência de fechamento das organizações da sociedade civil, inclusive no processo de observação, através das barreiras na acreditação. A perspectiva que nós temos é a obtenção de espaço de actuação, onde teremos, por exemplo, no contexto do processo eleitoral, uma Polícia mais republicana, que facilita o exercício de direitos cíveis e políticos”, disse Osman Cossing durante o debate.

O Governo, representado pelo secretário permanente do Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Justino Tonela, classificou o evento como sendo de “extrema relevância” na busca de uma espaço cada vez mais inclusivo e que serve de “oxigénio para a democracia”.

Outra preocupação levantada pela sociedade civil neste debate é a limitação no acesso à informação em Cabo Delgado, província que se debate com ataques terroristas.

Os operadores da província da Zambézia estão a debater-se com problemas de mercado para colocar produtos florestais, nomeadamente a madeira. Sucede que os preços a nível internacional, com destaque para a China, baixaram drasticamente, o que não ajuda as empresas do ramo.

Outro facto é que esta província do Centro do país está a passar por dificuldades no que à utilização do Porto diz respeito, para facilitar a logística dos operadores. Ou seja, os preços de escoamento da Madeira são relativamente caros actualmente, tendo em conta que os operadores devem recorrer aos portos de Nacala, na província de Nampula, e Beira, na província de Sofala, encarecendo os custos de transportes.

O Porto de Quelimane, na província da Zambézia, funciona a meio gás, já que não recebe navios que transportam madeira para a Ásia e o resto do mundo.

Dilton de Oliveira, chefe do departamento de florestas, nos serviços províncias do ambiente, diz que “o facto de a província da Zambézia não ter porto para receber navios que transportam aquela mercadoria coloca baixa no volume explorado anualmente”. E diz mais: “Só para se ter uma ideia, se antes a província chegava a arrecadar 30 milhões de Meticais por ano, hoje os números não vão para além da metade, 15 milhões de meticais”.

Para Dilton de Oliveira, para quem urge a viabilidade do Porto no manuseamento daquele tipo de carga, não só para apoiar os operadores mas também para reavivar a economia da província, “este facto ilustra um revés da contribuição da província na arrecadação de receitas aos cofres do Estado”.

A nossa fonte refere, ainda, que os operadores florestais da província são, para além do Estado, os mais prejudicados no processo de exploração da madeira.

“Veja que muitos operadores tinham na madeira a principal fonte de renda das suas famílias, mas hoje, por causa da falta de um porto que manuseie aquele tipo de carga na nossa província, coloca aquele grupo social falido, já que muitos não têm dinheiro para escoar o recurso para as províncias de Sofala, Nampula ou até Maputo, que têm sido os principais mercados, por falta de dinheiro para este feito”, disse Dilton.

Os operadores florestais ouvidos pela nossa reportagem dizem que o levantamento da suspensão da madeira do tipo “pau ferro” pelo Governo central poderia minimizar a escassez de recursos financeiros por parte dos empresários do ramo, já que aquela espécie florestal tem um valor comercial relevante no mercado internacional. Contudo, a exploração daquela espécie em Moçambique ainda é proibida por lei desde o ano 2016, através de um diploma ministerial.

Com a abertura da campanha de exploração florestal em 2024, a província espera licenciar 60 operadores, contra 55 do ano passado. No ano passado, a província da Zambézia movimentou cerca de dois mil metros cúbicos de madeira, contra mais de 15 mil que produzia há cinco anos.

Vários factores estão por trás da situação, nomeadamente os aspectos financeiros por parte dos operadores para fazer a logística, disponibilidade do porto, entre outros.

O delagado da Agência da Qualidade Ambiental (AQUA) na Zambézia, Albazine Majunguele, diz que a instituição tem estado a fazer campanha preventiva junto dos operadores para reduzir casos de exploração ilegal.

No entanto, Zambézia lançou a campanha de exploração florestal. Nos últimos quatros anos, o governo da província disponibilizou mais de 20 milhões de Meticais para as comunidades, provenientes dos 20% da taxa de exploração florestal. 

A médica oftalmologista do Hospital Central de Nampula (HCN),  Sândia Sumbane, confirma que nove pacientes tiveram que ser retirados os olhos devido às complicações causadas pelo autotratamento com recurso a medicamentos tradicionais. 

Ali Carlitos João, 26 anos, está internado na enfermaria de oftalmologia no HCN e está numa situação irreversível de cegueira e deverá passar pelo mesmo procedimento de retirada dos olhos. Tinha conjuntivite hemorrágica e recorreu a medicamentos tradicionais e a um curandeiro. A situação piorou e há três dias que está internado. 

Neste momento, são duas pessoas que estão internadas e que deverão ser retiradas os globos oculares. No caso, serão 11 pessoas nessa condição, só na cidade de Nampula.

A médica oftalmologista apela à população para não recorrer a tratamentos caseiros, devido ao risco de complicações que podem levar à cegueira. 

Refira-se que o primeiro caso de conjuntivite hemorrágica foi diagnosticado no dia 13 de Fevereiro passado, na oftalmologia do HCN. No período de pico, o hospital chegou a atender 30 casos, mas agora o número caiu para três a quatro casos por dia, por isso, o departamento de oftalmologia do HCN abriu, esta semana, para o atendimento de qualquer caso de oftalmologia, depois de ter se fechado para cuidar apenas dos casos de conjuntivite hemorrágica.

Uma pessoa morreu, duas estão desaparecidas e outras 4 sobreviveram a um naufrágio registado no princípio da tarde desta terça-feira, na região de Ndango, distrito  de Chemba em Sofala,  num dos braços do rio Zambeze.

O naufrágio, de acordo com os residentes daquele povoado, ocorreu quando a embarcação em que seguiam as vítimas, sete no total, sendo seis mulheres e um homem, em direccção à  sede do povoado a fim de se recensear, afundou no meio do percurso. 

Ainda não se sabem as causas do naufrágio. A vítima mortal foi achada no fim do dia, sem parte do seu corpo. Presume-se que tenha sido devorada por crocodilos.

Das  duas desaparecidas, uma delas está grávida e até às 07 horas da manhã desta quarta-feira, não tinham sido achados.

Os sobreviventes são três mulheres e um homem.  As autoridades distritais confirmaram a ocorrência mas não deram detalhes, porque carecem de informações fiéis sobre o que efectivamente ocorreu, mas garantiram que ao longo desta quarta-feira darão mais informações. 

+ LIDAS

Siga nos