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O País – A verdade como notícia

O Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM) anunciou, através de comunicado, a suspensão das tarifas que ditaram o fim dos pacotes ilimitados. Assim, poderão voltar os pacotes ilimitados e bonus.

O INCM diz que continuam os estudos com as operadoras em cumprimento das recomendações dadas pelo Governo.

O Conselho Municipal da Cidade de Nampula decidiu voltar a mexer com as obras de reabilitação da rua de Marrere, uma importante via que faz ligação entre a EN1 e o Hospital Geral de Marrere. As obras vão custar 60 milhões de meticais.

Em 2021, o troço de cerca de 1.2 quilómetros de extensão beneficiou de obras de asfaltagem, que custaram ao antigo governo municipal de Nampula, pouco mais de 40 milhões de Meticais, um empreendimento que após a sua inauguração em 2022, que só teve um mês de vida.

O empreiteiro da obra foi levado arrastado ao tribunal e o caso corre termos na justiça. Entretanto, o novo governo Municipal da Cidade de Nampula decidiu voltar a mexer com a mesma via, porém com cerca de 20 milhões de Meticais a mais, isto é, as obras vão custar cerca de 60 milhões de meticais, dos cofres da edilidade.

Para além desta via, há obras em curso em outros pontos com o objectivo de requalificar alguns troços importantes para o acesso e saída da urbe, incluindo o tapamento de buracos nas vias esburacadas.

Sobre o processo em andamento na justiça envolvendo o antigo empreiteiro, o vereador de manutenção e obras no Conselho Municipal de Nampula promete que o desfecho está para breve.Uma equipa de técnicos do Conselho Municipal de Maputo está no terreno, fazendo trabalhos de fiscalização para evitar a repetição do evento passado.

 

O Instituto Nacional de Gestão de Risco de Desastres (INGD) está a assistir, actualmente, 200 mil pessoas em situação de insegurança alimentar, devido à seca que assola várias regiões do país.

O INGD já previa esse drama humanitário no seu plano de contingência, que espera que cerca de 3,3 milhões de pessoas sejam directa ou indiretamente assoladas pela seca, no quadro do fenómeno El Nino, previsto para esta época chuvosa e ciclónica (2023–2024), escreve a Agência de Informação de Moçambique (AIM).

A informação foi tornada pública há dias, em Maputo, pelo vice-presidente do INGD, Gabriel Monteiro, no âmbito das discussões sobre o engajamento comunitário para soluções duráveis no quadro de assistência aos deslocados em Moçambique, evento que conta com os parceiros das Nações Unidas, ANHCR e UN-HABITAT.

“Neste momento, podemos falar de 200 mil pessoas que estão em insegurança alimentar. Estamos a atender essas pessoas com tudo o que é necessário. Esperamos que não cheguemos à situação em que o país tenha de atender a 3,3 milhões de pessoas. Por isso, no mês passado, reunimo-nos com parceiros para encontrar soluções que mitiguem a seca”, salientou.

Para além de afectados pela seca, o INGD assiste deslocados, tanto derivados dos desastres naturais, como de insegurança em Cabo Delgado, zona Norte, numa altura em que os registos oficiais apontam para cerca de 1,4 milhões de pessoas nessa condição, dos quais, cerca de 70 mil necessitam de intervenção urgente do ponto de vista de assistência humanitária.

“Traçamos um plano de contingência nacional que tem a previsão de atender 2,9 milhões de pessoas, precisando de cerca de 14 mil milhões de Meticais. Não conseguimos ter esse valor, temos um défice de 7,5 mil milhões. Estamos a mobilizar esse valor e temos fé de que vamos baixar o défice”, disse.

Refira-se que o Governo enfrenta frequentemente pressões sobre os serviços básicos, as infra-estruturas e a oferta de habitação, por conta das tensões resultantes de conflitos e eventos meteorológicos extremos que exacerbam as fragilidades sentidas pelas pessoas mais vulneráveis.

Isso ocorre mais nas comunidades de acolhimento, forçando mais pessoas a viver em assentamentos informais ou em habitação inadequada, com consequências ambientais e tensões sociais associadas.

O cenário reforça a necessidade de fortalecer a ligação entre urbanização sustentável e soluções duráveis ao deslocamento, um dos objectivos do trabalho da UN-Habitat em Moçambique no seu plano estratégico e nos programas que está implementando, especialmente no Centro e Norte do país.

A abordagem da UN-Habitat em Moçambique prevê assistência técnica e apoio ao Governo, sociedade civil, comunidades acolhedoras e deslocadas e sector privado.

Malfeitores esfaquearam uma mulher na região do abdómen até retirar-lhe os intestinos. O crime violento ocorreu no Inchope, distrito de Gondola, e a vítima encontra-se internada no Hospital Provincial de Chimoio.

É um crime hediondo que deixou chocada a população residente em Inchope, no distrito de Gondola, província de Manica.

Uma mulher, que se encontra internada no Hospital Provincial de Chimoio, escapou por pouco da morte.  A vítima  foi esfaqueada por supostos malfeitores quando se encontrava na companhia do seu marido, a dormir.

“Entraram em casa e queriam esfaquear o meu marido. Eles acabaram por esfaquear a mim e todas as tripas saíram”, contou, traumatizada, a vítima.

Samuel Carlitos, marido da vítima, descreve o acto macabro protagonizado por malfeitores ainda a monte como um verdadeiro momento de terror que a sua família viveu.

“Quando entraram em casa, desligaram o disjuntor. Após isso, encostaram-me e, naquele instante, vi minha esposa a chorar. Comecei a ver sangue a ‘escorrer’. Agradeço a Deus e aos enfermeiros por terem ajudado a minha esposa, porque, sem a intervenção médica, não acredito que ela estaria viva até hoje.”

O responsável do banco de socorros no Hospital Provincial de Chimoio revelou que a vítima entrou em estado de choque, mas já foi submetida a uma cirurgia.

“A paciente apresentou-se nas urgências com as tripas fora, neste caso os intestinos estavam exteriorizados. Logo, tomámos medidas de emergência e levámos a paciente para o bloco operatório. Ela foi operada com sucesso”, assegurou.

O Hospital Central de Chimoio garante, ainda, que a vítima de esfaqueamento já está fora de perigo. 

 

JOVEM ESFAQUEIA VIZINHO NO “CHAMANCULO”

Um jovem de 37 anos de idade é acusado de ter esfaqueado o seu vizinho na sua residência, no bairro de Chamanculo A,  na madrugada de sexta-feira. O indiciado é, segundo as autoridades, consumidor de estupefacientes e está detido na 10ª Esquadra da Polícia da República de Moçambique. Durante a briga, o jovem teria imobilizado a vítima com recurso a um ferro.

Ciúmes e inconformismo com o fim de uma relação são apontadas como as principais causas de assassinatos de mulheres na província de Sofala. O Tribunal Judicial de Sofala prometeu ser implacável no combate a este fenómeno, num dia em que mais um homem foi condenado a 24 anos de prisão por ter assassinado a sua esposa, depois de ser rejeitado devido à violência doméstica.

Em finais de 2022, começaram a ser registados na província de Sofala, e de forma particular na cidade da Beira, casos de assassinatos de mulheres de forma violenta. As estatísticas apontam para mais de 50 casos em cerca de 20 meses, envolvendo homens que mataram as suas esposas ou namoradas.

O Ministério Público, o Tribunal Judicial de Sofala e o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) concluíram que a maioria dos assassinatos ocorreram devido a situações passiociúmes e inconformismo com o fim das suas relações amorosas.

“É muito preocupante. E 90% dos casos que tratamos aqui tem a ver com o namorado, ex-namorado, o marido ou ex-marido. Sempre pelas mesmas razões, neste caso ciúmes e inconformismo pelo fim da relação porque lhes deixaram. Se não está comigo não fica com mais ninguém”, explicou Martins Mucheguerra, Juiz do Tribunal Judicial de Sofala.

Os órgãos de justiça garantem que, nos últimos meses, têm sido implacáveis com os autores destes crimes para inverter o cenário.

“Parece que virou uma peste. Todas as semanas, temos casos de assassinatos de mulheres. Portanto, a Cidade da Beira está a ficar famosa por mortes misteriosas de mulheres. E, nós como Tribunal e Ministério Público e outras autoridades judiciais, não podemos ficar impávidos e serenos perante este cenário bastante deplorável.

ualquer indício, portanto, nestas situações, não podemos ser tolerantes. Temos que ser implacáveis”, prometeu mão dura o Juiz do Tribunal Judicial de Sofala.

Mucheguerra falava no final de um julgamento no qual condenou um homem a 24 anos de prisão, depois de ter morto a ex-mulher.

O Tribunal Judicial de Sofala concluiu que o indivíduo matou a ex-esposa usando um objecto contundente e, depois, foi lançar o corpo numa mata, pelo facto desta ter terminado uma relação para evitar agressões físicas.

 

O CASO DO ASSASSINATO NA MANGA

Um homem de 40 anos foi detido, em Abril último, na 7ª Esquadra de Alto da Manga, na cidade da Beira, acusado de assassinar a sua esposa por asfixia utilizando um lençol. O crime ocorreu na zona da Manga-Mascarenhas.

Dércio Chacate, porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Sofala, disse, na altura, que o homicídio era considerado um crime passional.

O suspeito chegou mesmo a admitir o crime, mas alegou que não tinha a intenção de tirar a vida da esposa.

O indiciado disse que, durante uma discussão, não conseguiu controlar a situação quando a mulher proferiu palavras ofensivas contra ele.

“O conflito começou em casa de madrugada. Ela atacou-me, houve luta e acabou nesta tragédia”, disse o suspeito.

Após o crime, o homem entregou-se à esquadra mais próxima, assumindo a responsabilidade pelos seus atos e demonstrando arrependimento.

Está, desde ontem  (sábado), interrompida a circulação dos comboios de passageiros e mercadorias nas linhas férreas de Ressano Garcia e Goba, para dar lugar às obras de manutenção em toda a rede ferroviária Sul. As obras deverão durar 13 dias.

Desde o passado Sábado que quem vive ou trabalha em Goba e Ressano Garcia ou vice-versa, tem estado a usar outros meios de transporte, em alternativa ao ferroviário, devido à interrupção da circulação dos comboios que operam nas duas linhas.

Foi através deste comunicado que a empresa Caminhos de Ferro de Moçambique deu a conhecer que a interrupção vai durar 13 dias ininterruptos.

“No âmbito do programa anual de manutenções em toda a rede ferroviária Sul, que consiste, entre outros trabalhos, na substituição de carris, para conferir maior segurança na via, a Direcção Executiva do CFM-Sul torna público que, de 01 a 13 de Junho próximo, a circulação de todos os Comboios de Passageiros e de Mercadorias, com destino a Ressano Garcia/RSA e Goba/ Reino de Eswatini, estará suspensa”.

E mais, os CFM garantem que os comboios urbanos, que operam nas linhas Maputo/Motala-Gare e Maputo/Boane poderão continuar a circular, condicionalmente, mediante comunicação prévia, em caso de alguma alteração.

Note-se que esta medida surge depois de a menos de 2 meses ter sido interrompida a circulação de comboios de passageiros e de carga na Região Sul do país, devido soterramento das linhas férreas, na sequência das fortes chuvas que se fizeram sentir na Província e Cidade de Maputo.

Líderes comunitários acusam empresas contratadas pela mineradora Haiyu Mining, em Angoche e Moma, província de Nampula, de não cumprimento da sua responsabilidade social.

A Haiyu Mining explora areias pesadas nos distritos de Angoche e Moma, na província de Nampula desde 2011. AQuando da sua chegada, prometeu realizar ações sociais, entretanto, não é o que está a acontecer, segundo o régulo de Morrua, Lopes Chocotela.

De acordo com Lopes Chocotela, estava previsto,entre 2017 e 2022, a reabilitação de vias de acesso e de dois campos de futebol, mas não aconteceu.

Para além da mineradora, os líderes comunitários também culpam os empreiteiros de não cumprir as metas estabelecidas. “Todos empreiteiros são morosos, o que prejudica a população que esperava ver cumprido tudo que foi prometido”, disse Chocotela.

Como forma de ultrapassar esta falta de cumprimento das promessas, os líderes comunitários sugerem que a mineradora mude de empreiteiros, pois acreditam ser necessário que se procure empresas com melhores máquinas.

Momade Artur, Chefe da localidade de Mpago, acrescentado que o empreiteiro responsável pela abertura de 16 furos de água não conseguiu terminar o trabalho, razão pela qual estão todos secos.

Contudo, a empresa responsável pelos projectos aponta para a dificuldade dos empreiteiros a comunidade como a causa para o não cumprimento das metas. Haiyu Mining é responsável pela construção de escolas,centros de saúde,disponibilização de corrente elétrica entre outras.

 

Homens e mulheres expõem-se ao perigo de morte, desenvolvendo comércio informal na calada da noite, ao longo da Estrada Nacional Número 1 (EN1), na cidade de Maputo. É nas proximidades do posto de controlo de Zimpeto, onde vendedores disputam espaço com viaturas, ignorando sinais de perigo.

Um jogo de cedências, necessário, entre os automobilistas e vendedores informais, que partilham o mesmo espaço, em busca de sobrevivência, em plena noite, ao longo da EN1, na Cidade de Maputo. Enquanto uns chamam por passageiros, outros chamam por clientes, e ambos entendem o perigo eminente a que estão expostos, mas dizem que é o que lhes garante alimentação.

O local acolhe, entre muitos vendedores, aqueles que abandonam o mercado grossista após o fecho, muitos dos quais têm a venda informal como sua única fonte de renda.
Dentre os que já identificaram o local estratégico no meio do perigo e frutífero para o comércio está Lizete Mulhanga, uma anciã de 57 anos de idade, que, há 5 anos, sai da Matola Gare, para se instalar entre a EN1 e a estrada circular de Maputo.

Os compradores também estão cientes dos riscos que correm ao discutir espaço com viaturas para o exercício de compras, no entanto, dizem ser a única oportunidade após 18 horas, devido aos preços baixos.

São frequentes vários incidentes envolvendo vendedores informais e transportes públicos, no entanto, Rassaque Manhique, Edil de Maputo, diz que, no momento, o município opta por conversações para sensibilizar os informais.

Sem gravar entrevista, os agentes que fiscalizam o trânsito ao longo da EN1, local assaltado pelo comércio informal, dizem que os pronunciamentos do edil de Maputo podem ser motivadores para a continuidade do exercício, que consideram perigoso e fatal.

Sálarios baixos, falta de equipamentos para tratamento e protecção pessoal e dos pacientes, melhoria e modernização do treinamento e formação técnico-profissional de Enfermagem estão entre as questões que o Governo, há anos não corresponde “devidamente”. A insatisfação foi apresentada esta sexta-feira pela Ordem dos Enfermeiros Moçambicanos em Maputo.

Numa altura em que o sector da Saúde tem testemunhado sistemáticas paralisações de actividades devido as recentes greves dos profissionais de Saúde, uma vez mais, uma parte deste grupo, os enfermeiros, vieram a público para demonstrar sua instatisfação sobre uma longa lista de problemas, que no seu entender o governo “insiste” em não responder.

Segundo a Ordem dos Enfermeiros a falta da devida resposta por parte do governo põe em causa os esforços em elevar o perfil deste profissional no país.

Maria Lourenço, Enfermeira Obstetra, em representação da agremiação, referiu que “registam-se falhas na disponibilidade de equipamentos e materiais de utilidade para a prática de Enfermagem incluindo a segurança e proteccção dos profissionais, assim como o fraco investimento na modernização de tecnologias de Enfermagem no cuidado ao paciente, sem deixar de lado as condições de trabalho e salários que deixam a desejar”.

Para melhorar o perfil do enfermeiro é também preciso que se ajustem alguns dispositivos legais, nomeadamente: a Resolução referente a gestão e liderança em serviços de Enfermagem, a Proposta de Revisão do Estatuto da OEMo e a proposta da criação de carreira de Enferemagem em Moçambique e seus qualificadores.

Nesta reclamação os enfermeiros também apontaram problemas na formação profissional que consideram pouco adequada face aos desafios actuais do sector e na sua opinião é primordial a sua intervenção.

“A consideração dos pareceres da Ordem dos enferemeiros com relação a formação dos profissionais de enferemagem evidenciada por insistência na priorização de treinamento em detrimento de formação consistente e sustentável baseada em programas de graduação e pós-graduação e formação contínua sistematizada”, acrescentam os enfermeiros.

Os enfermeiros pedem também a inclusão da figura de Enfermagem nos colectivos do ministro da saúde e dos directores provínciais.

Os pronunciamentos foram feitos hoje, em conferência de imprensa, no âmbito do encerramento do mês dos enfermeiros.

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