Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Todas unidades sanitárias do distrito de Quissanga, província de Cabo Delgado, estão encerradas desde Março último, devido aos ataques terroristas.

Além de unidades sanitárias, segundo as autoridades de Saúde ao nível da província, o grupo armado roubou três viaturas, duas das quais são ambulâncias.

O encerramento das unidades sanitárias e a ausência dos profissionais de saúde no distrito de Quissanga foi confirmado pela  Direcção Provincial de Saúde de Cabo Delgado. 

Além da destruição e vandalização das unidades sanitárias, os terroristas roubaram medicamentos e equipamento hospitalar  

As três viaturas roubadas, todas do sector da Saúde, segundo contam alguns residentes de Quissanga, saíram do distrito via marítima, e foram transportadas  por embarcações artesanais, que normalmente têm sido usadas para o  transporte de cargas pesadas do continente para a Ilha do Ibo.

A autoridade tributária interceptou cerca de 3 mil caixas de bebidas alcoólicas contrabandeadas avaliadas em dois milhões de meticais, proveniente da vizinha África do Sul.

São bebidas alcoólicas fruto de contrabando avaliadas em mais de dois milhões de meticais, apreendidas pelas autoridades alfandegárias no interior de um armazém na Matola.

Os beneficiários das actividades ilegais que atestam a qualidade das autoridades alfandegárias nacionais, são as pequenas barracas e mercearias da cidade e província de Maputo, um negócio que lesaria o estado em 1.5 milhões de meticais em direitos aduaneiros.

“O grupo incorpora esquemas variados de camuflagem de mercadorias com instituto de contrabandear, para além destes indícios, a bebida não possui selo, violado o decreto ministerial 64/2021, que obriga que toda mercadoria com destino a moçambique esteja selada,” disse porta-voz da Autoridade Tributária de Moçambique, Fernando Tinga.

Posto isto, a mercadoria será encaminhada aos armazéns das alfândegas para os passos subsequentes, que poderão implicar no pagamento de multas. “A priori não haverá restrição do processo aduaneiro e dependerá do tribunal quais medidas serão aplicadas, mas tudo indica que haverá pagamento de multas” explicou.

A mercadoria pertence a um grupo de mulheres, composto por oito elementos que dizem trabalhar em conexão com uma rede sul africana. Apesar de afirmarem se tratar de uma primeira vez, admitem a ilegalidade do produto. As mulheres reclamam, mesmo assim, a propriedade do produto interceptado pelas autoridades no interior de um armazém localizado no município da Matola.

“Sabemos que estamos diante de uma ilegalidade por não termos pago as taxas aduaneiras mas, o produto é nosso porque compramos com o nosso dinheiro e podemos comprovar com recibos,” disse uma das integrantes naquela que prefere chamar de mensagem de desabafo.

Segundo dados da autoridade tributária, o país chega a perder mais de 61 milhões de meticais devido ao contrabando de diversos produtos sendo que as bebidas alcoólicas são destaque.

Afinal, os livros escolares da primeira, segunda e terceira classes já estão nos serviços distritais de educação. O dado é confirmado pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Daniel Nivagara. Agora, o que não se explica é a razão de ainda não terem sido distribuídos pelas escolas, há menos de um mês para o fim do trimestre.

O Governo foi chamado, esta quarta-feira, à “casa do povo”, para responder às perguntas das bancadas parlamentares, relativamente à saúde, estradas, defesa e educação.

Entre respostas dadas e ignoradas, destacamos o sector da educação.

Coube ao ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Daniel Nivagara, revelar que, afinal, os livros escolares da primeira, segunda e terceira classes estão “estacionados” nas direcções distritais da educação, quando faltam escassos dias para o fim do primeiro trimestre lectivo.

“Neste momento, o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano está em processo de recepção e distribuição do material de aprendizagem adquirido para o ano lectivo de 2024. Com efeito, já foram recebidos alguns materiais de aprendizagem nos três portos Maputo, Beira e Nacala, e os transportadores foram contratados e já iniciaram a sua distribuição para os Serviços Distritais de Educação, Juventude e Tecnologia e estes para as escolas”, explicou.

Mas porque é que ainda não foram distribuídos? A resposta talvez venha hoje, porque, ontem, Nivagara apenas falou de um plano para pôr fim aos atrasos, que passa pela contratação plurianual, através da celebração de contratos com empresas gráficas por um período de três anos de duração, no mínimo, com a possibilidade de renovação por mais dois anos, de acordo com a avaliação positiva dos resultados dos anos anteriores.

“A estratégia adoptada afigura-se vantajosa, pois permite a participação de empresas gráficas nacionais, em pé de igualdade com as estrangeiras e garante a provisão de materiais de aprendizagem em tempo útil. A contratação plurianual permitirá a redução do procedimento anual da cadeia da provisão dos materiais de aprendizagem, visto que, uma vez celebrados os contratos, estará garantida a provisão antecipada dos materiais nos três anos subsequentes”, defendeu o ministro, falando em nome da ministra da Educação e Desenvolvimento Rural, Carmelita Namashulua.

No entanto, a medida só surtirá efeitos necessários a partir do ano lectivo de 2025, de acordo com a fonte.

Mas muito mais foi dito durante a sessão onde os deputados das três bancadas fizeram, previamente, questões.

O polémico assunto das horas extraordinárias também foi abordado, mas desta vez pelo primeiro-ministro, Adriano Maleiane, que fez questão de antes esclarecer que “o Governo tem priorizado o pagamento do salário e de outros suplementos/subsídios, ficando o valor relativo às horas extraordinárias condicionado ao processo de verificação e validação, conforme o previsto na legislação em vigor sobre a matéria” e fala de imprecisões verificadas no processo.

“O processo de fiscalização, ora em curso, permitiu constatar, de entre vários factos, casos de apresentação pelas unidades orgânicas de horas extraordinárias sem qualquer evidência da sua realização e cálculo de horas extraordinárias mesmo nos feriados e dias de descanso semanal.”

Contudo, Maleiane referiu que o Governo pagou, até ao momento, por horas extraordinárias a nível nacional, um valor de 323,4 milhões de Meticais, de um total apurado de 457,6 milhões de Meticais, o que correspondente a uma realização de 70,7%.
Adriano Maleiane revelou, ainda, que, dos 361,6 milhões de Meticais de dívida referente a subsídios de horas extras, 227,4 milhões de Meticais já foram pagos no sector da educação. O restante está refém do processo de verificação em curso.

Entraram, esta terça-feira, em operação os autocarros articulados há muito prometidos aos utentes dos transportes públicos de passageiros da região do Grande Maputo. Os primeiros dois autocarros partiram, no fim da tarde, da baixa da Cidade de Maputo para o município de Boane, com tarifa única de 25 Meticais.

Depois de várias promessas falhadas, finalmente entraram em circulação os autocarros articulados na área do Grande Maputo. A rota Baixa-Boane assistiu, esta segunda-feira, à viagem inaugural.

“Trata-se da primeira carreira, com a rota Baixa-Boane. Pretende-se que as carreiras possam cobrir a demanda das horas de ponta, no fim da tarde e nas primeiras horas do dia. Este é um serviço que abarca seis rotas. Vai-se estender para as demais rotas e, dentro de dois dias, poderá arrancar a rota Baixa-Matola Gare”, disse Armando Bembele, da Agência Metropolitana de Transportes de Maputo (AMT).

Entretanto, as actuais condições das estradas e o tráfego intenso em horas de pico suscitam dúvidas sobre o sucesso dos articulados. A AMT minimiza as críticas e diz que há condições.

“É preciso perceber que o autocarro é articulado. A única coisa de diferente que tem é o comprimento. Então, nas mesmas condições que circulam outros autocarros, estes vão também circular. Gradualmente, vamos ver que condições podemos ir criando para garantir alguma fluidez, mas eu acredito que, com estes autocarros a circularem, alguns vão deixar as suas viaturas e viajar neste, que é barato e seguro”, explicou Armando Bembele.

Cada articulado tem capacidade para transportar 150 passageiros por viagem, e o acesso é por bilhética electrónica.
Os utentes esperam que a introdução dos articulados traga melhoria no transporte público.

Trata-se de um investimento de mais de cerca de 20 milhões de rands. A operadora dos articulados, uma transportadora privada sul-africana, diz que o negócio será sustentável, apesar dos constrangimentos na mobilidade.

“Nós temos veículos com alta capacidade, que podem transportar aproximadamente 140 passageiros sentados, cerca de 20 em pé e que podem fazer 142 viagens por dia, o que significa aproximadamente 78 mil passageiros por dia, se incluirmos os passageiros em pé. Se contarmos só os sentados, pode ser abaixo disso”, explicou Patric Malambela, director-executivo do “Bus Cor Maputo e Metro”.

Os autocarros articulados tinham sido prometidos pelo ministro dos transportes e Comunicações e cruzaram a fronteira de Ressano Garcia em Dezembro do ano passado, com destino à área metropolitana do Grande Maputo, onde se espera que reduzam a ineficiência do sistema de transporte público de passageiros.

Parte da cidade de Quelimane vai, a partir desta quarta até amanhã, viver momentos de restrições no fornecimento de água, por conta de uma manutenção pontual, decorrente de uma avaria na tubagem principal. 

Na sequência, seis mil clientes da empresa Águas da região do centro (AdRC), poderão ficar sem o precioso líquido nas torneiras, caso os prazos de dois dias de encerramento dos trabalhos sejam cumpridos. 

A empresa promete até quinta-feira fechar os trabalhos, por isso, abriu duas frentes no terreno para o efeito.

O processo da reposição da tubagem que está a verter água implica a abertura dos solos, para isso, os técnicos já estão no terreno a fazer os devidos trabalhos. 

Emerson Nungo, director das Águas Da Região Centro, referiu que a empresa decidiu avançar para a “manutenção da tubagem principal para evitar mal maior, uma vez que, de repente, começou a ver-se água no entroncamento das avenidas 25 de Junho e heróis de libertação nacional. A  abertura dos solos visa aferir o problema e solucionar de forma definitiva”.

A intervenção vai implicar restrição de água em nove bairros da autarquia, designadamente 1° de Maio, Liberdade, Aeroporto, Chirangano, Saguar, Mapiazua, Torrone Velho, Kansa, Bairro Administrativo e Novo. 

No entanto, Emerson Nungo diz que, na manhã desta quarta-feira, houve fornecimento normal de água nos bairros.

Espera-se que até ao final do dia desta quinta-feira, se não chover o trabalho seja concluído para o fornecimento normal da água. 

O Primeiro-ministro, Adriano Maleiane, diz que há processos sobre horas extras que estão em verificação no Ministério da Economia e Finanças, que não apresentam evidências claras da sua efectivação, para além de se ter contabilizado horas extraordinárias em feriados e dias não úteis.

Maleiane justifica, assim, que o processo está refém desta verificação em curso, no entanto avança que já houve pagamento de 323.4 milhões de meticais dos 457.6 milhões de meticais pretendidos, o correspondente a 70%.

De acordo com o Governante, o Governo privilegia o pagamento de Salários, Subsídios e outros, colocando em último o pagamento das horas extraordinárias.

O ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno, em representação do ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, diz que as obras de requalificação do sistema de drenagem na Cidade de Maputo terão início em Julho deste ano.

Moreno explicou que decorre, neste momento, a elaboração do projecto, em parceria com uma empresa chinesa. 

O ministro diz que estas são algumas actividades movidas pelo Governo, com vista a combater as inundações urbanas, sendo parte desta a requalificação dos bairros Chamanculo e Maxaquene, cujo projecto pode estar finalizado em Junho do ano em curso.

Cerca de 29 mil pessoas foram afectadas pelos eventos climáticos, em todo o país, durante a época chuvosa e ciclônica 2023-2024, de acordo com o Primeiro-ministro, que fala, neste momento, a partir da Assembleia da República. 

No mesmo período, o Governo destaca a morte de 115 pessoas, 215 feridos, cerca de 500 escolas destruídas total ou parcialmente. 

Maleiane falou ainda do naufrágio ocorrido na Ilha de Moçambique, que resultou na morte de 98 pessoas.

“Apelamos às comunidades a manterem-se vigilantes em relação à difusão de boatos ou informações não verdadeiras, que podem criar agitação”.

A ministra da Cultura e Turismo, Eldevina Materula, confirma que o Governo está a investigar um caso em que turistas denunciam maus-tratos e cobranças ilícitas, na Ilha de Moçambique, actos alegadamente praticados por agentes da Polícia Costeira naquele ponto do país.

O caso  terá acontecido em Novembro do ano passado, mas só agora a denúncia veio à tona. Um grupo de cinco ocupantes de um navio iate, incluindo um cozinheiro nacional, teriam sido interpelados e ameaçados pela polícia, alegadamente por não terem sido credenciados para se fazerem ao local.

Numa carta tornada pública no dia 9 de Abril corrente, o cidadão sul-africano de nome Richards Bay, empresário na área turística, conta o cenário vivido na Ilha de Moçambique.

“Fomos então ameaçados com prisão se não pagássemos todas as multas e taxas exigidas a nós. Apresentámos recibos de nossas taxas de entrada pagas em Pemba, incluindo as taxas de imigração. O oficial responsável confiscou os recibos e todos os nossos documentos da embarcação e pessoais, e novamente exigiu pagamento pelas alegadas atrocidades que tínhamos cometido,” le-se na carta escrita na língua inglesa.

Na mesma carta, o turista relata que as ameaças se foram agravando ao ponto de se exaltarem os ânimos. É que, para os cidadãos estrangeiros, não fazia sentido terem de voltar a efectuar pagamentos de taxas de circulação e permanência no território nacional, após terem cumprido as obrigações na cidade de Pemba.

Os estrangeiros não escondem o seu descontentamento e relatam ter abandonado o país, um dia depois, contra a sua vontade, sendo que a ideia primária era de três dias, usufruindo das iguarias e paisagens moçambicanas.

“(…) nenhum de nós jamais voltará a Moçambique. O tratamento de turistas pagantes é desprezível, míope e repugnante. Os funcionários agiram com impunidade e total desrespeito pelo interesse de seu país, sua economia e com pouco respeito pelos muitos benefícios derivados da recepção de turistas em seu país empobrecido.” lamentam- se.

Neste momento, o grupo de turistas afirma estar a compilar material audiovisual que demonstra o cenário da confusão na ilha, ao mesmo tempo que exortam a comunidade internacional para a remoção do título de Património Mundial da UNESCO à Ilha de Moçambique.

O Governo, através da ministra da Cultura e Turismo, Eldevina Materula, reagiu com maior preocupação ao relato das ilegalidades que podem minar os avanços do sector no país. Neste momento, uma comissão de inquérito composta pela polícia e agentes marítimos está no terreno para a averiguação do caso.

Caso se confirme o sucedido, o Governo promete que vai responsabilizar os envolvidos de forma exemplar.
Casos como estes não eram relatados no país desde 2017, no município da Ponta de Ouro, na Província de Maputo.

+ LIDAS

Siga nos