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O País – A verdade como notícia

O Conselho Municipal de Nampula arrecadou, nos primeiros seis meses deste ano, 125 milhões de meticais em receitas, contra 75 milhões registados em igual período do ano passado, representando um crescimento na ordem dos 41 por cento.

Os dados foram avançados pelo presidente do Conselho Municipal de Nampula, Luís Giquira, que atribui o aumento à crescente confiança dos munícipes na gestão da edilidade e nos resultados das intervenções realizadas na cidade.

De acordo com o edil, a cobrança da taxa pessoal autárquica constitui um dos exemplos dessa evolução. A receita proveniente desta taxa passou de cerca de três milhões de meticais, no ano passado, para aproximadamente 10 milhões de meticais este ano, praticamente triplicando.

Luís Giquira considera que o aumento da receita demonstra que os munícipes estão a reconhecer os resultados da aplicação dos recursos arrecadados. Para reforçar essa confiança, o município tem divulgado semanalmente, através das suas plataformas, os valores arrecadados e os investimentos realizados.

Segundo o edil, as receitas provenientes das taxas municipais estão a ser canalizadas para a melhoria das estradas, vias de acesso e mercados, apelando aos munícipes para continuarem a colaborar com o Conselho Municipal no desenvolvimento da cidade.

A partir do próximo ano, o Conselho Municipal de Nampula pretende concentrar parte significativa dos investimentos na reabilitação das chamadas estradas traseiras.

Luís Giquira explica que a intervenção nestas vias exige mais do que a simples pavimentação, uma vez que é necessário assegurar a construção de valas de drenagem e aquedutos para evitar a degradação das estradas provocada pelas águas pluviais.

Entre as prioridades está a estrada da zona do Jardim, com cerca de 11 quilómetros de extensão. O município já recebeu o estudo elaborado por um consultor e encontra-se numa fase de discussão técnica para identificar os pontos que deverão receber aquedutos.

A medida visa garantir que as obras tenham maior durabilidade e evitar que as águas destruam posteriormente o trabalho realizado.

A estrada do Coqueiro e a estrada da Clínica são outras duas vias consideradas estratégicas pela edilidade. Luís Giquira afirma que o município pretende concentrar esforços para concluir estas três intervenções até ao final do actual mandato.

O edil defende que a participação dos munícipes, através do pagamento das taxas autárquicas, é fundamental para que o município disponha de recursos para executar as obras e melhorar as condições de vida na cidade.

A cidade de Quelimane assinalou, esta sexta-feira, 84 anos da sua elevação à categoria de cidade, numa cerimónia oficial realizada na Praça dos Heróis Moçambicanos, defronte do edifício do Conselho Municipal.

Na ocasião, o presidente do Conselho Municipal de Quelimane, Manuel de Araújo, destacou algumas das realizações da edilidade no domínio das infra-estruturas, com particular enfoque na melhoria da rede viária.

Entre as obras em curso, o edil mencionou a pavimentação da Avenida Márcio Louro e da Avenida Agostinho Neto, esta última com trabalhos que se estendem desde Anglin até ao Mercado. Está igualmente em construção uma nova estrada que liga a zona do Mercado Mogauela, passando pelo Popisque, à Escola Secundária de Santa Rivera.

Apesar dos avanços, Manuel de Araújo reconheceu a existência de desafios, sobretudo no combate à erosão, um dos principais problemas que afectam a cidade.

Segundo o edil, uma equipa de especialistas proveniente dos Países Baixos esteve recentemente em Quelimane para realizar trabalhos de reconhecimento e estudos no terreno, tendo em vista a implementação de um projecto avaliado em 20 milhões de euros para o combate à erosão.

As celebrações dos 84 anos da cidade ficaram também marcadas pela inauguração do Mercado Central, destruído por um incêndio em Agosto de 2023. Durante o período de reconstrução, os vendedores foram obrigados a exercer a actividade ao ar livre, enfrentando dificuldades, sobretudo durante a época chuvosa.

A reconstrução do mercado representou um investimento superior a 44 milhões de meticais, com o apoio de parceiros. A infra-estrutura dispõe de 300 bancas, distribuídas por três pavilhões.

Para os vendedores, a reabertura do mercado representa o regresso a melhores condições de trabalho e maior segurança para a comercialização dos produtos.

Manuel de Araújo considera, entretanto, que o desafio passa agora pela utilização adequada e conservação da infra-estrutura, de modo a garantir a sua durabilidade e proporcionar melhores condições de trabalho aos vendedores e de acesso aos consumidores.

Os munícipes defendem que, além do mercado, a cidade precisa de continuar a investir na melhoria das vias de acesso e noutras infra-estruturas consideradas essenciais para responder aos desafios do crescimento urbano.

 

Voluntários humanitários da Cruz Vermelha em Gaza ameaçaram fechar as portas da Delegação Província na sequência de uma greve, devido ao atraso no pagamento de subsídios de 7 meses no quadro da assistência às cheias. O grupo acusa ainda a Direção da Instituição de arrogância e falta de diálogo para a resolução do problema. Em reação, o Presidente do Conselho Executivo da Cruz Vermelha em Gaza admite a dívida em Xai-Xai e Mandlakazi, mas rejeita arrogância e crise institucional.

Voluntários humanitários da Cruz Vermelha em Gaza ameaçam, desde a tarde desta sexta-feira, encerrar as portas da instituição em Xai-Xai.

“Eles são funcionários, nós somos voluntários. Nós queremos o nosso dinheiro ou trancamos isto”, afirma um dos voluntários.

Em causa está o não pagamento dos subsídios que, segundo os voluntários, foram acordados no quadro da assistência às vítimas das cheias que assolaram a província.

“Desde janeiro para cá estamos a trabalhar, o nosso dinheiro por receber é de 10.500. De janeiro para fevereiro. Mas só recebemos 6.100. Então disseram que estão no dever 4.500”, relata um dos voluntários.

Não é apenas uma dívida monetária. O grupo acusa a Direção do Conselho Executivo Provincial da Cruz Vermelha de arrogância e de ameaças, uma postura que, segundo os voluntários, terá provocado uma quebra de confiança dentro da instituição humanitária ao nível local.

O Presidente do Conselho Executivo da Cruz Vermelha em Gaza, Manuel Amone, confirma a existência da dívida, mas ainda não consegue dizer exatamente quanto deve, a quantos voluntários e quando poderá efetuar o pagamento.

Até aqui, Xai-Xai e Mandlakazi estão entre os distritos com casos ainda pendentes.

“Para Xai-Xai, estimo que a dívida esteja entre 160 e 190 mil meticais. Não tenho memória agora”, respondeu Manuel Amone, quando questionado sobre o valor em causa.

Sobre as acusações de arrogância e a alegada crise interna, Manuel Amone diz tratar-se de acusações infundadas, numa tentativa de “denigrar” a sua imagem e a da instituição que dirige.

A nível provincial, a Cruz Vermelha conta com mais de 850 voluntários, mas os envolvidos na resposta às cheias foram de Xai-Xai, Chókwè, Chibuto, Guijá, Manjacaze e Massangena, onde permanecem casos de subsídios por pagar.

Cerca de 400 vendedores, transportadores e populares mantêm o braço de ferro contra a desativação das paragens e a retirada das bermas da N1, em Chongoene. A medida, que visa travar acidentes na zona do Mercado Senta-Baixo, continua a gerar protestos e deixa parte dos vendedores novamente exposta à estrada. A população acusa a Polícia de ter efetuado disparos durante a dispersão dos manifestantes, que terão ferido um vendedor.

O distrito de Chongoene continua agitado com vendedores a rejeitarem a ordem de retirada das bermas da Estrada Nacional Número Um, na zona do Mercado Senta Baixo.

Apesar do risco de acidentes reconhecido pelos próprios vendedores, estes dizem não aceitar abandonar o local sem que lhes seja indicado um espaço com condições para o exercício da actividade.

“Não, nós não somos cães, nós somos pessoas, nós também somos moçambicanos. Há ou não perigo de acidente? Há perigo, aqui onde estamos, há perigo. Nós queremos que nos tirem daqui e voltemos para a nossa paragem ali, porque desde há muito tempo estamos ali a vender, estamos ali a exercer as nossas actividades.”, exigiu a Vendedeira, Carlote Bunga.

A contestação estende-se aos transportadores e passageiros, que criticam a desactivação das paragens e dizem que a medida está a dificultar a mobilidade e a aumentar os custos das viagens.

“A trânsito vai levar caro, não dá para trazer… já não conseguimos esses 2.500, não dá para conseguir, são 1.000 meticais.”, lamentou um chepeiro.

Os transportadores dizem ainda que vivem num cenário de incerteza, entre cumprir as novas orientações e evitar multas.

“É barulho com passageiros, porque outros vão para lá, nós vamos parar aqui, porque se parar aqui, multa. Estamos a ver uma lenga-lenga aqui, troca das paragens, isso já dificulta muito a nossa vida.”

A tensão aumentou na terça-feira, quando vendedores e populares se concentraram em frente do Governo do Distrito de Chongoene para protestar contra a retirada. Os manifestantes acusam a Polícia de ter recorrido a disparos para dispersar a concentração.

“O povo não aceitou isso aí, houve disparos, são balas. O comandante disparou a arma três vezes contra aquele senhor.”

Enquanto alguns vendedores já abandonaram o Senta Baixo e se instalaram no exterior do Mercado da Paz, continuam expostos aos riscos da Estrada Nacional Número Um.

E a situação ganha contornos ainda mais contraditórios quando se observa o espaço destinado aos vendedores no interior do mercado.

“Que aquilo não está a funcionar, o espaço que estava a ser usado para o mercado parece que tem dono.”

No local, o espaço permanece praticamente abandonado e coberto de capim, numa altura em que as autoridades reforçam a presença policial para garantir a ordem e fazer cumprir a decisão de retirada.

Os vendedores dizem compreender a necessidade de segurança, mas exigem condições antes de abandonar definitivamente as bermas.

“Se ele nos tirar aqui, ele nos dá um sítio que tem condições, isso podemos sair, nos indemnizar, porque já temos ao passo de cinco anos aqui.”

 A Administração Nacional de Estradas ANE alertou  sobre os riscos de permanência na zona, sobretudo tendo em conta futuras intervenções na estrada.

O comandante distrital da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Chinde, na província da Zambézia, está detido desde quarta-feira, no distrito de Mocuba, por ordem do Ministério Público, por razões que ainda não foram oficialmente divulgadas.

Contrariamente à informação veiculada pelo “O País”, o comandante distrital de Mocuba não se encontra detido e nem foi alvo de nenhum processo judicial nem por parte da PRM. Quem efectivamente  está detido é o comandante de Chinde, disse a Polícia em declarações à imprensa.

Pelos transtornos causados ao comandante distrital de Mocuba, “O País” apresenta as suas mais sinceras desculpas.

Relativamente à detenção do comandante distrital da PRM em Chinde, cuja informação foi confirmada, nesta quinta-feira, pelas autoridades policiais da província, decorrem investigações para determinar o eventual grau de envolvimento do oficial no caso.

Segundo a PRM, foi constituída uma equipa de inquérito que se deslocou ao local para apurar as circunstâncias da detenção e a veracidade dos factos em investigação.

“Nós confirmamos a detenção do membro da República de Moçambique, no distrito de Mocuba. Ainda estamos a trabalhar para aferir o grau de envolvimento deste”, explicou uma fonte policial.

As autoridades confirmam igualmente que, além do comandante, foram detidos outros dois indivíduos, de nacionalidade chinesa e portuguesa.

A Polícia esclarece que o processo está sob gestão da Procuradoria e, por se tratar de matéria de carácter sigiloso, não pode avançar mais informações sobre o caso.

Entretanto, informações ainda não confirmadas oficialmente apontam que o comandante estará a ser investigado por suspeitas de exploração ilegal de recursos minerais, furto agravado e associação criminosa.

As autoridades não revelaram, até ao momento, a identidade dos outros dois detidos, nem os detalhes das acusações que pesam sobre os envolvidos.

Clarisse Machanguana foi hoje homenageada pela Universidade Pedagógica de Maputo, em reconhecimento do seu contributo, como atleta do basquetebol, na elevação do nome de Moçambique além fronteiras. O  Secretário permanente do Ministério da Juventude e Desporto, Júlio Mendes diz que não cabe apenas ao Governo investir e valorizar o desporto nacional.

Chama-se Clarisse Machanguana, a basquetebolista moçambicana de 49 anos de idade, que atingiu a mais alto escalão do basquetebol mundial, o WNBA, aos 23 anos…

Machanguana, que elevou a  bandeira nacional durante anos, foi nesta quinta-feira homenageada pela Universidade Pedagogica de Maputo. 

Diante de um público misto, composto por docentes, desportistas, alunos e políticos, a atleta falou do seu percurso “difícil”.

“Comecei a gravar-se com seis anos de idade, sem imaginar que esse seria um bilhete de loteria que me levaria a conquistar uma formação superior para a lei em fronteiros. Fui para lá parar, mas para fugir dos comentários excessivos sobre a minha altura. Fiquei por lá não porque fosse uma boa jogadora, mas porque aos poucos apercebi-me que o estar ali adicionava valor e fortifica a minha autoestima.  Cada cesto que eu faço me eleva e, sobretudo, o campo de basquete torna-se um espaço onde semeio amizades que perduram mais de 40 anos até hoje. Tornou-se o meu paraíso”.

O Reitor da UP Maputo, Jorge Ferrão diz que a atleta é, hoje, fonte de inspiração para muitas jovens no país.

De acordo com Ferrão, Machanguana é uma estrela que brilhou além fronteiras, mas entendeu que precisava dar oportunidade a outros talentos. 

“A Clarice poderia ter guardado para si o brilho conquistado nos grandes palcos internacionais. Poderia ter encerrado a carreira contando as suas histórias e teria vivido tranquilamente das memórias de uma grande campeã. Mas escolheu outro caminho.

Criou a Fundação Clarisse e decidiu devolver ao país parte daquilo que o país também lhe deu a si”.

Aposentada há cerca de 10 anos, Clarisse Machanguana diz que a sua missão agora é abrir caminhos para outras atletas, futuras estrelas do basquetebol, das barreiras enfrentadas.

“Nasce a Fundação Clarisse Machanguana pela necessidade e obrigação que eu sentia de partilhar os instrumentos que eu tinha usado no meu percurso de vida de uma maneira que fosse sustentável e transformadora. Cometi vários erros. Um, de pensar que o meu nome atrairia os apoios financeiros que são necessários para se fazer um trabalho dessa natureza”.

Diante de uma realidade em que pouco se investe no desporto nacional, o Governo diz que a responsabilidade é também da sociedade. 

O secretário Permanente do Ministério da Juventude e Desportos, Júlio Mendes explica que há iniciativas Governamentais que buscam a valorização e elevação do desporto nacional, em todas as modalidades, mas  exige sinergias. 

“Precisamos de criar solidez na estrutura de formação interna, através dos técnicos, dos quadros que trabalham na base. Se conseguirmos criar um ambiente bom nesta, estaremos muito bons a nível mais à frente. O que tem acontecido é que há atletas que, por alguma razão, investem e conseguem ter sucesso. Mas isso é um ou outro. Mas se nós criarmos uma estrutura, países como Botsuana e Namíbia estão a fazer esse exercício, agora já são campeões do mundo com vários atletas, porque criaram uma base estrutural muito sólida.

E aí há um trabalho conjunto que deve ser feito: Governo e as entidades que participam no desporto. Deve haver uma comunhão de ideias, um princípio, história de longo prazo”.

Mendes disse mais. Fala da necessidade de investimento a longo prazo, com metas claras em cada fase, como estratégico para o desenvolvimento do desporto.

“Nós temos um desafio no país que é aquele de questões de rapidez, curto prazo. E muitos países estão a abandonar esse processo.  Estão a investir daqui para cinco, dez anos.

Nós temos de ter esta capacidade”.

Machanguana, que iniciou a praticar o basquetebol na escola primária, aos seis anos  de idade, já representou equipas como Costa do Sol, em Moçambique, Lasers, nos EUA, FC Barcelona na Espanha e vários outros emblemas pelo mundo.

Mais de um milhão de doses de vacina contra a febre aftosa chegam a Moçambique nos próximos 12 a 18 meses para reforçar a protecção do efectivo bovino, anunciou o director nacional-adjunto de Sanidade e Biossegurança.

“Temos já acordos de mais um milhão de doses que vão ser entregues de forma faseada”, disse Abel Chilundo, citado pela Lusa. 

O responsável adiantou que o reforço permitirá assegurar as necessidades de vacinação animal durante mais de um ano, principalmente nas províncias de Manica e Tete, no centro de Moçambique.

Apesar do reforço previsto, Chilundo garantiu que o país dispõe atualmente de vacinas suficientes para manter a campanha de imunização, graças também à recepção, há cerca de duas semanas, de 300 mil doses.

“Neste momento, podemos garantir que temos quantidade de vacinas suficiente”, disse o responsável, acrescentando que as províncias de Gaza e Maputo, sul do país, já apresentam uma “larga margem” de cobertura, sobretudo nas zonas consideradas prioritárias.

Segundo o responsável, a disponibilidade de vacinas será reforçada através da compra de novas doses nos próximos 12 a 18 meses, cuja entrega decorrerá de forma faseada devido às limitações de produção do fabricante.

A febre aftosa é uma doença viral altamente contagiosa que afecta animais de casco fendido e pode provocar perdas económicas, redução da produtividade pecuária e restrições ao comércio de animais e produtos de origem animal.

Em Abril, o Governo lançou uma campanha nacional de vacinação com previsão de abranger cerca de 2,4 milhões de bovinos contra a febre aftosa, além de outras doenças, para reduzir os riscos para a produção pecuária e a segurança alimentar.

Já em Junho, o executivo prolongou a campanha até Julho devido a constrangimentos logísticos relacionados com a chegada faseada das vacinas. Na altura, o ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Albino, anunciou também a intenção de reforçar a produção nacional de vacinas.

A necessidade de reforçar a vacinação surge depois de Moçambique ter registado 542 focos de doenças animais em 2025, mais 63% do que no ano anterior, que provocaram a morte de cerca de 25 mil bovinos, segundo dados oficiais divulgados em Abril.

A Administração Nacional de Estradas (ANE) reconhece a degradação de alguns troços da Estrada Nacional Número Um (EN1), atribuindo o surgimento precoce de buracos à presença de água no pavimento e à ocupação desordenada da área de protecção parcial da via.

Segundo a ANE, estão a ser identificadas, em coordenação com o município, as infra-estruturas que poderão ser afectadas pelo projecto de reabilitação e ampliação da estrada. O levantamento deverá ser seguido pela análise das indemnizações às famílias e proprietários abrangidos.

A instituição afirma que os ocupantes já tinham conhecimento, há bastante tempo, de que as suas infra-estruturas se encontram dentro da área de reserva da estrada.

A ANE explica que o levantamento das construções existentes na área de protecção tem sido realizado de forma contínua e que, no troço em causa, o trabalho já havia sido efectuado anteriormente.

Entretanto, a autoridade rodoviária admite que algumas infra-estruturas terão de ser demolidas para permitir a execução das obras de reabilitação e ampliação da EN1.

 

Água na origem dos buracos

Sobre a rápida degradação do pavimento, depois de uma intervenção de emergência realizada recentemente, a ANE esclarece que as reparações têm como objectivo garantir condições mínimas de transitabilidade até ao início do projecto de reabilitação definitiva.

A instituição aponta a água como uma das principais causas do surgimento dos buracos. Segundo a ANE, as bacias de retenção existentes nas zonas urbanas continuam a transbordar e a descarregar água sobre a EN1, situação agravada pela circulação de veículos, sobretudo pesados.

A autoridade rodoviária está a trabalhar com o município para encontrar soluções que permitam encaminhar as águas através de canais próprios e evitar que atravessem a estrada.

A ANE reconhece que, enquanto persistir o problema da drenagem, será necessário recorrer a intervenções de emergência para manter a estrada transitável.

A instituição garante, contudo, que os buracos que voltaram a surgir serão tapados pelo empreiteiro responsável pela intervenção. A reparação será feita sem custos adicionais para o Estado, uma vez que está abrangida pelo contrato em vigor.

“Não haverá nem mais um valor adicional para o tapamento dos buracos”, assegurou a ANE, acrescentando que as intervenções fazem parte das obrigações previstas no contrato.

A autoridade rodoviária sublinha que o objectivo é evitar a repetição das mesmas intervenções, defendendo que a solução definitiva passa pela melhoria do sistema de drenagem e pela implementação do projecto de reabilitação da EN1.

 

Está detido o comandante distrital da PRM de Chinde no distrito de Mocuba, junto de dois cidadãos estrangeiros, um Chinês e outro português. No entanto a PRM na Zambézia apenas confirma a avançar detalhes dos motivos da tal detenção.

A confirmação foi avançada, esta quinta-feira, em conferência de imprensa, pela porta-voz do Comando Provincial da PRM na Zambézia, Belarmina Henriques, que, no entanto, não revelou os detalhes sobre as circunstâncias que levaram à detenção do comandante, nem especificou os factos que pesam sobre o agente.

A porta-voz avançou, contudo, que, em conexão com o caso, estão igualmente envolvidos dois cidadãos de nacionalidade estrangeira, nomeadamente um português e um cidadão chinês.

Segundo a PRM, neste momento decorrem diligências junto da Procuradoria da República, com vista à legalização da detenção e ao cumprimento dos trâmites legais aplicáveis ao caso.

As autoridades policiais dizem que o processo está em curso, não tendo sido, até ao momento, avançados outros detalhes sobre a natureza da ocorrência ou as acusações que pesam sobre os envolvidos.

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