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O País – A verdade como notícia

Gueta Chapo diz que a Organização da Mulher Moçambicana deve parar de depender de apoios de terceiros para execução das suas actividades.  A presidente da organização falou em Chimoio depois de visitar as futuras instalações do centro de sustentabilidade da mulher. 

Gueta Chapo visitou na tarde desta segunda-feira em Manica um espaço que vai receber diversos empreendimentos comerciais da Organização da Mulher Moçambicana, OMM. Trata-se de um complexo que, segundo Gueta Chapo, “deve reverter a situação financeira” do braço femenino da Frelimo e trazer-lhe autonomia.

“Este centro deve fazer dinheiro. Nossa organização deve parar de andar a pedir dinheiro.”

Desafiou cintando empreendimentos comerciais a serem edificados para sustentar partido. “Vamos fazer hotel grande da OMM; precisamos de um salão de eventos, quem quer organizar casamento vai alugar; mas também precisamos de um internato para as nossas meninas que vivem longe, além de um lugar para o lazer das nossas crianças.” Enumerou 

A iniciativa é do comitê provincial da OMM em Manica, mas Gueta espera que seja replicado pelas outras províncias.

“Os nossos distritos devem copiar aqui, mas também as outras províncias podem buscar experiências. E ainda podemos criar um mecanismo de juntar investimentos para desenvolver o projecto em uma província de cada vez, até completarmos.” Sugeriu. 

Falou ainda do Fundo Pró-Mulher, e apelou às mulheres a organizarem-se em cooperativas para beneficiar da iniciativa presidencial.

“O fundo é para as mulheres.  Precisamos nos organizar em grupos para receber o dinheiro. Elaborar projectos viáveis,  porque do contrário,  o dinheiro irá para aqueles que estão organizados.” Alertou.

Os trabalhos de edificação do Centro de Sustentabilidade da Mulher iniciam num futuro breve, segundo a presidente da organização.

A redução do financiamento internacional está a afectar programas de protecção infantil em vários países, incluindo Moçambique, onde organizações humanitárias registam perdas de pessoal e redução dos serviços destinados a crianças vulneráveis.

Uma análise do Global Protection Cluster (GPC), baseada num inquérito realizado entre Março e Maio de 2026 em 22 operações humanitárias, revela que 87% dos actores afectados registaram redução de pessoal da linha da frente, enquanto 84% reportaram cortes nos serviços e actividades e 78% perda de cobertura geográfica.

Em Moçambique, foram registadas oito respostas relacionadas com a redução da capacidade de protecção infantil, incluindo perdas de pessoal envolvido na gestão de casos. O país está entre os contextos onde foram identificadas dificuldades nas áreas de coordenação, supervisão técnica, gestão de informação e acompanhamento das crianças.

O GPC alerta que os cortes comprometem serviços essenciais, como a gestão de casos, reunificação familiar, apoio psicossocial, monitoria de violações e encaminhamento para assistência especializada. As organizações locais e nacionais estão entre as mais afectadas, representando 43,9% das respostas sobre impactos na protecção infantil.

A situação é particularmente preocupante num país afectado pela insurgência armada em Cabo Delgado e por fenómenos climáticos extremos. Em 2025, Moçambique registou 552 violações graves contra 355 crianças, sobretudo em Cabo Delgado, incluindo raptos, recrutamento forçado, violência sexual e ataques contra escolas, segundo as Nações Unidas.

O GPC adverte que a actual crise de financiamento pode enfraquecer estruturas de protecção infantil que poderão levar anos a reconstruir.

O ministro da Saúde, Ussene Isse, lidera hoje uma missão no Hospital Provincial de Chimoio, onde serão operados 11 doentes, incluindo cinco casos considerados complexos e que, anteriormente, poderiam exigir a transferência dos pacientes para hospitais de referência.

A missão integra 22 profissionais de saúde e prevê, entre outros procedimentos, cirurgias a três doentes com bócio, a um paciente com cancro da mama, após tratamento de quimioterapia, e a outro com hérnia inguinal, segundo informação do Ministério da Saúde.

De acordo com o Ministério da Saúde, a realização destas intervenções na própria província permite reduzir as deslocações dos doentes e os encargos associados, garantindo maior proximidade dos cuidados especializados às populações e às suas famílias.

Ussene Isse, de 55 anos, é médico há mais de três décadas e especialista em cirurgia geral. O governante participa directamente nas operações, tendo, em Março de 2025, liderado igualmente uma equipa no Hospital Provincial de Nampula, onde foi removido um tumor com cerca de 500 gramas do pescoço de uma paciente.

Na ocasião, o ministro afirmou que, apesar das funções políticas que exerce, pretende continuar a apoiar a actividade cirúrgica sempre que possível, destacando a sua paixão pela cirurgia.

Além de responder às necessidades dos doentes que aguardam por tratamento, a missão em Chimoio tem também como objectivo reforçar as competências dos profissionais de saúde locais através de formação em serviço. A iniciativa envolve cirurgiões, médicos residentes, licenciados em cirurgia, anestesiologistas, instrumentistas, circulantes e pessoal de apoio.

Segundo o Ministério da Saúde, a intervenção pretende aumentar progressivamente a capacidade das unidades sanitárias provinciais para realizar procedimentos de maior complexidade, reduzindo a necessidade de transferência de pacientes para outras unidades sanitárias do país.

As cirurgias tiveram início às 08h00, no bloco operatório do Hospital Provincial de Chimoio.

Seis pessoas morreram e cinco contraíram ferimentos graves, na sequência de um acidente de viação acontecido ontem na Estrada Nacional n.12, entre as cidades de Nampula e Nacala. A Polícia diz que se tratou de um acidente do tipo choque entre carros, envolvendo um camião de carga e um mini bus. O camião invadiu a faixa de rodagem em que seguia o mini-bus.

O sinistro aconteceu na ponte da barragem de Nacala e resultou do choque frontal entre um camião de carga e uma mini bus. Devido à violência do embate, algumas pessoas foram projectadas para debaixo da ponte. O camião, que transportava mercadoria, teria saído da sua faixa de rodagem para a  outra faixa, onde seguia a viatura de passageiro, no sentido de Nacala Porto em direcção ao distrito de Monapo.

Infelizmente, tivemos as seguintes consequências: seis óbitos, cinco feridos graves e dois danos materiais avultados em ambas as viaturas. Importa salientar que o motorista do primeiro veículo, nesse caso pesado que transportava mercadoria, depois do sinistro, ele teria se encontrado em parte incerta, mas depois foi-se apresentar no posto policial de barragem para passos subsequentes.”, explica a Polícia da República de Moçambique.

A Estrada Nacional nº 12, no troço entre Monapo e Nacala, tem sido um corredor de sangue.  No dia 9 de Julho, um outro acidente, também do tipo choque entre veículos pesados, resultou na morte de uma pessoa. 

“Nós temos a questão dos acidentes que têm ocorrido nesta zona, que a maioria deles são choques entre viaturas, mas essas acções estão a ser levadas a cabo para que esses casos não voltem a acontecer na Estrada Nacional nº 12, bem como ao nível da nossa província de Nampula.”, explica.

Para travar a onda de acidentes as autoridades têm levado a cabo várias acções de prevenção. “É preciso chamar a consciência aos peões para que sempre que se fizerem à via pública obedecer com aquelas regras, que é olhar sempre para os dois lados. Trata-se de uma via com um movimento considerável de camiões devido ao Porto de Nacala, que é uma das principais infraestruturas de logística no corredor de Nacala.”, conclui.

Atravessar a EN7 continua a representar um risco para muitos peões na cidade de Tete, apesar da existência de pontes pedonais construídas para facilitar a travessia em segurança. Nas proximidades dos mercados Cambinde e Canongola, vários munícipes continuam a atravessar directamente a estrada, expondo-se ao risco de atropelamentos.

A situação preocupa igualmente os automobilistas, que são frequentemente obrigados a reduzir a velocidade ou a travar bruscamente para permitir a passagem de peões, aumentando o risco de acidentes.

As pontes pedonais foram construídas para garantir uma travessia segura e contribuir para a redução dos acidentes de viação ao longo da EN7, uma das estradas com maior circulação na cidade de Tete.

Contudo, no dia-a-dia, muitos peões continuam a ignorar estas infra-estruturas. Nos mercados Cambinde e Canongola, a nossa reportagem constatou a travessia directa da EN7 por vários munícipes, mesmo com viaturas a circularem nos dois sentidos.

Entre os motivos apontados pelos utentes estão a pressa e o esquecimento. Alguns munícipes apontam também a actuação de cobradores de transporte semicolectivo, que, segundo relatam, por vezes chamam passageiros em pontos próximos da estrada, contribuindo para que estes atravessem directamente a via.

As pontes pedonais foram instaladas pelo Conselho Municipal de Tete entre 2023 e 2025, como parte das medidas destinadas a melhorar a segurança rodoviária na cidade.

 

Um camião que transportava carvão vegetal tombou, na madrugada deste domingo, na Estrada Nacional Número 1 (EN1), na zona de Katembe, cidade de Maputo, concretamente na rotunda do distrito municipal da Catembe.

De acordo com informações preliminares recolhidas no local, o acidente ocorreu por volta das 3 horas da madrugada, quando o motorista, que seguia da Marinha em direcção a Pires, terá perdido o controlo do camião ao efectuar uma subida em direcção à Pires.

Na sequência do incidente, o camião tombou e permaneceu no local durante várias horas. Por volta das 9 horas da manhã, as equipas de intervenção ainda trabalhavam na remoção do carvão vegetal que era transportado, numa operação destinada a facilitar a retirada da viatura.

Segundo as autoridades presentes no local, não houve vítimas mortais, tendo-se registado apenas danos materiais, cujo valor ainda não foi determinado. O acidente não chegou a interromper a circulação rodoviária na EN1.

Agentes da Polícia da República de Moçambique, Polícia Municipal e outras entidades estiveram no local a prestar assistência e a acompanhar os trabalhos de remoção do camião. Também estiveram presentes agentes ligados ao controlo da qualidade ambiental, devido ao transporte de carvão vegetal.

As autoridades explicaram que, após a retirada do camião, será elaborado o respectivo auto pela entidade policial competente em Katembe, que posteriormente deverá remeter as informações à estrutura responsável na cidade de Maputo para partilha com a comunicação social.

O incidente levanta, entretanto, questões sobre o tempo necessário para a remoção de viaturas acidentadas numa estrada concessionada, uma vez que, várias horas depois da ocorrência, o camião continuava no local.

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, endereçou condolências à Igreja Católica em Moçambique pela morte de Dom Januário Machaze Nhangumbe, Bispo Emérito da Diocese de Pemba e membro da Conferência Episcopal de Moçambique (CEM).

Dom Januário Machaze Nhangumbe morreu no domingo, na cidade de Maputo, vítima de doença. Na mensagem de condolências, o Chefe do Estado manifesta profundo pesar pela perda do religioso, destacando a sua dedicação à missão pastoral e ao serviço dos fiéis, com particular contributo para a Diocese de Pemba e para a Igreja Católica em Moçambique.

Daniel Chapo recorda o Bispo Emérito de Pemba como uma figura de referência da Igreja Católica no país. Elevado ao episcopado em 1975, Dom Januário dedicou várias décadas ao serviço espiritual e humano das comunidades, deixando, segundo o Presidente da República, um legado de fé, dedicação e compromisso com os valores da Igreja.

Perante a perda, o Chefe do Estado manifesta, em nome do Governo e do povo moçambicano, bem como em seu próprio nome, solidariedade à Arquidiocese de Maputo, à Diocese de Pemba, à Conferência Episcopal de Moçambique, aos familiares, amigos e fiéis da Igreja Católica enlutados pela morte do religioso.

 

A Polícia da República de Moçambique (PRM) deteve três pessoas durante uma operação de combate ao tráfico de drogas realizada na madrugada deste sábado, em Koca Missava, as escassos metros do palácio do governador  na Cidade de Xai-Xai.

A operação decorreu na madrugada deste sábado, por volta das 4 horas, em duas residências, onde a Polícia da República de Moçambique em Gaza apreendeu “bolinhas de cocaína, heroína e ice, além de uma balança de precisão, nove seringas, um isqueiro, uma tesoura, uma lâmina e uma colher”.

Foram igualmente apreendidos” dois telemóveis e 2.280 meticais, além de 4.620 rands”, valores que a PRM suspeita serem provenientes da venda de drogas diversas.

Entre os detidos está uma mulher de 60 anos, comerciante, natural de Chibuto e residente no Bairro 5, e dois homens, com idades entre 33 e 38 anos, residentes nos Bairros 4 e 5 do município de Xai-Xai.

Segundo a PRM, durante a operação, a mulher de 60 anos foi surpreendida a tentar descartar droga no vaso sanitário. Um quarto cidadão, que fazia parte do grupo abordado, encontra-se foragido.

Face à operação, a Polícia diz ter apreendido todas as evidências, estando os três indiciados detidos para os trâmites legais.

A referida boca de fumo está no centro da cidade de Xai-Xai, a escassos metros de várias instituições do Estado, incluindo o Palácio do Governador. A operação enquadra-se nas acções de combate às chamadas bocas de fumo e à delinquência juvenil na Cidade de Xai-Xai.

O Governo orientou os ministérios e demais instituições do Estado a cumprirem, de imediato, a nova idade de reforma obrigatória dos funcionários e agentes do Estado, fixada em 65 anos, contra os anteriores 60 anos.

A medida resulta da alteração do Estatuto Geral dos Funcionários e Agentes do Estado, aprovada pela Assembleia da República em Abril de 2026 e promulgada pelo Chefe do Estado em Junho último.

Através de um ofício, o Ministro da Administração Estatal e Função Pública, Inocêncio Impissa, orienta as instituições a accionarem o processo de reforma de todos os funcionários que já tenham completado 65 anos de idade.

A nova legislação, contudo, prevê excepções. O Estatuto permite a prorrogação do limite de idade de reforma até aos 70 anos para determinadas carreiras, nomeadamente diplomatas, docentes e assistentes universitários, médicos especialistas, magistrados e investigadores, entre outras.

Os funcionários abrangidos por estas carreiras dispõem de um prazo de 45 dias, contado a partir de 14 de Agosto, para requerer a extensão do limite de idade de reforma.

A legislação prevê igualmente uma excepção por razões devidamente fundamentadas de interesse público. Assim, os funcionários e agentes do Estado que, à data da entrada em vigor da nova lei, já tenham atingido os 65 anos podem permanecer em funções, desde que a sua continuidade seja considerada indispensável ao normal funcionamento do serviço.

Nestes casos, o pedido deve ser apresentado pelo dirigente máximo da instituição ao ministério que superintende a área da função pública, até 27 de Setembro de 2026, nos termos previstos na lei.

Com a entrada em vigor do novo regime, o processo de aposentação passa também a ser automático, cabendo às instituições desencadear os procedimentos administrativos correspondentes para os funcionários que atinjam o limite legal de idade.

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