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O País – A verdade como notícia

A Administração Nacional de Estradas (ANE) reconhece a degradação de alguns troços da Estrada Nacional Número Um (EN1), atribuindo o surgimento precoce de buracos à presença de água no pavimento e à ocupação desordenada da área de protecção parcial da via.

Segundo a ANE, estão a ser identificadas, em coordenação com o município, as infra-estruturas que poderão ser afectadas pelo projecto de reabilitação e ampliação da estrada. O levantamento deverá ser seguido pela análise das indemnizações às famílias e proprietários abrangidos.

A instituição afirma que os ocupantes já tinham conhecimento, há bastante tempo, de que as suas infra-estruturas se encontram dentro da área de reserva da estrada.

A ANE explica que o levantamento das construções existentes na área de protecção tem sido realizado de forma contínua e que, no troço em causa, o trabalho já havia sido efectuado anteriormente.

Entretanto, a autoridade rodoviária admite que algumas infra-estruturas terão de ser demolidas para permitir a execução das obras de reabilitação e ampliação da EN1.

 

Água na origem dos buracos

Sobre a rápida degradação do pavimento, depois de uma intervenção de emergência realizada recentemente, a ANE esclarece que as reparações têm como objectivo garantir condições mínimas de transitabilidade até ao início do projecto de reabilitação definitiva.

A instituição aponta a água como uma das principais causas do surgimento dos buracos. Segundo a ANE, as bacias de retenção existentes nas zonas urbanas continuam a transbordar e a descarregar água sobre a EN1, situação agravada pela circulação de veículos, sobretudo pesados.

A autoridade rodoviária está a trabalhar com o município para encontrar soluções que permitam encaminhar as águas através de canais próprios e evitar que atravessem a estrada.

A ANE reconhece que, enquanto persistir o problema da drenagem, será necessário recorrer a intervenções de emergência para manter a estrada transitável.

A instituição garante, contudo, que os buracos que voltaram a surgir serão tapados pelo empreiteiro responsável pela intervenção. A reparação será feita sem custos adicionais para o Estado, uma vez que está abrangida pelo contrato em vigor.

“Não haverá nem mais um valor adicional para o tapamento dos buracos”, assegurou a ANE, acrescentando que as intervenções fazem parte das obrigações previstas no contrato.

A autoridade rodoviária sublinha que o objectivo é evitar a repetição das mesmas intervenções, defendendo que a solução definitiva passa pela melhoria do sistema de drenagem e pela implementação do projecto de reabilitação da EN1.

 

Está detido o comandante distrital da PRM de Chinde no distrito de Mocuba, junto de dois cidadãos estrangeiros, um Chinês e outro português. No entanto a PRM na Zambézia apenas confirma a avançar detalhes dos motivos da tal detenção.

A confirmação foi avançada, esta quinta-feira, em conferência de imprensa, pela porta-voz do Comando Provincial da PRM na Zambézia, Belarmina Henriques, que, no entanto, não revelou os detalhes sobre as circunstâncias que levaram à detenção do comandante, nem especificou os factos que pesam sobre o agente.

A porta-voz avançou, contudo, que, em conexão com o caso, estão igualmente envolvidos dois cidadãos de nacionalidade estrangeira, nomeadamente um português e um cidadão chinês.

Segundo a PRM, neste momento decorrem diligências junto da Procuradoria da República, com vista à legalização da detenção e ao cumprimento dos trâmites legais aplicáveis ao caso.

As autoridades policiais dizem que o processo está em curso, não tendo sido, até ao momento, avançados outros detalhes sobre a natureza da ocorrência ou as acusações que pesam sobre os envolvidos.

A cidade da Beira assinala 119 anos de existência, numa celebração marcada por manifestações culturais, espectáculos e pela reafirmação do compromisso de transformar a urbe num centro cada vez mais vibrante, seguro e atractivo.

O Presidente do Conselho Municipal da Beira, Albano Carige, considera que os 119 anos representam não apenas a longevidade da cidade, mas também a sua resiliência, robustez e capacidade de superar desafios.

Segundo o edil, as celebrações incluem cerimónias centrais, desfiles e exibições culturais, culminando com espectáculos que juntam artistas de diferentes pontos do país. Carige destacou a participação de artistas provenientes de Maputo, Nampula e Manica, defendendo que a programação demonstra o carácter inclusivo da cidade.

Para o presidente do município, a passagem do ciclone Idai constituiu um dos maiores desafios enfrentados pela Beira, mas também contribuiu para fortalecer a determinação dos munícipes.

“O Beirense já não é aquele Beirense de ontem”, afirmou Albano Carige, defendendo que a população desenvolveu uma nova postura perante as adversidades e procura transformar os desafios em oportunidades para resolver os problemas da cidade.

Entre as prioridades apontadas pelo edil está a protecção costeira. Carige recordou que a zona onde actualmente se encontra o calçadão chegou a enfrentar situações críticas, tendo a primeira fase das obras de protecção costeira contribuído também para criar um novo espaço de lazer e turismo.

O município prevê o arranque da segunda fase do projecto de protecção costeira no final de Dezembro. Segundo Albano Carige, a intervenção conta com um financiamento de 30 milhões de dólares dos Países Baixos, 15 milhões de dólares do Banco Mundial e outros 15 milhões de dólares do banco alemão KfW.

Carige considera que a protecção da costa é fundamental para garantir a sustentabilidade dos investimentos em curso na cidade e tornar a Beira mais segura e atractiva para residentes e visitantes.

 

Mobilidade como prioridade

A melhoria das vias de acesso constitui outra das prioridades apontadas pelo Conselho Municipal. Albano Carige defende que uma cidade economicamente robusta depende de um sistema de mobilidade eficiente.

Segundo o edil, melhores estradas e vias de acesso permitem reduzir o tempo de deslocação, dinamizar as actividades económicas e facilitar a circulação de pessoas e bens.

Carige acrescenta que uma maior actividade económica permite igualmente ao município arrecadar mais receitas através de taxas e impostos, recursos que posteriormente podem ser aplicados na melhoria dos serviços e dos espaços públicos.

O edil destacou, a título de exemplo, a utilização do espaço da protecção costeira por cidadãos provenientes de diferentes zonas da cidade para a prática de exercício físico, considerando que esta dinâmica demonstra a importância dos investimentos públicos na melhoria da qualidade de vida.

Por ocasião das celebrações, Albano Carige apelou aos munícipes para que assinalem a data com responsabilidade, respeito e espírito de união, recordando que o dia seguinte é laboral.

O presidente do município defendeu ainda a necessidade de os beirenses cultivarem o respeito e o amor pelo próximo, considerando que a valorização de cada cidadão é essencial para construir uma sociedade mais robusta, segura e respeitosa.

 

58 moçambicanos partem, nesta quinta-feira, para os Emirados Árabes Unidos para trabalhar na Fundição de Alumínio e Construção Civil. Os contratos de trabalho não incluem a previdência social, e o Governo diz que cada trabalhador deve inscrever-se como contribuinte por conta própria.

De 37 anos de idade, Lázaro Zibia, com experiência profissional de 10 anos na Fundição de Alumínio na Mozal, junta-se a 58 jovens moçambicanos que partem nesta quinta-feira aos Emirados Árabes Unidos para o trabalho, no âmbito de um memorando de mobilidade laboral entre Moçambique e aquele país.
“O projecto é chegar e crescer na carreira”, disse Lázaro Zibia, um dos beneficiários, entrevistado na despedida com a Direcção Nacional de Trabalho Migratório e Instituto Nacional de Emprego. Zibia ambiciona regressar ao País para “abrir condições, e oportunidades para outros”.

Ao todo, serão 300 cidadãos nacionais que vão trabalhar no Médio Oriente no âmbito do memorando, no entanto, os seus contratos de trabalho não incluem a previdência social.
“O que nós estamos a fazer é, primeiro, incentivar o grupo, mesmo que tenhamos segurança jurídica por via de memorandos, a inscrever no sistema de segurança social por conta própria, e nós mesmos vamos fazer o controlo das suas contribuições”, explicou Alice Brito, directora nacional de Trabalho Migratório.
O Governo ainda não tem calculado quanto o País vai ganhar de remessas do memorando assinado com os emirados.
“Neste momento, estamos a priorizar as transferências familiares, porque estes moçambicanos, de certeza, vão fazer, e isso vai dinamizar as economias das suas zonas de origem, mas também vão contribuir para a nossa balança de pagamento”, concluiu.
Não é a primeira experiência de contratos de mobilidade laboral que o país assina. O mais conturbado foi com a Alemanha. O Governo assegura que experiências do passado não serão repetidas.

O ministro da Juventude e Desporto defende que a participação dos jovens na democracia deve ir além do acto eleitoral, apelando a uma maior preparação, conhecimento e capacidade de diálogo. Na abertura da Conferência sobre Juventude e Democracia, promovido pelo IMD, o governante alertou ainda para os riscos da desinformação, do discurso de ódio e da manipulação da opinião pública nas redes.

O governante alerta que a democracia não se esgota no acto de votar de cinco em cinco anos, mas vive do que acontece entre as eleições, da fiscalização do orçamento do distrito, da qualidade do debate público, da vitalidade das associações de estudantes e juvenis.

“Queremos jovens que conheçam os seus direitos, que saibam como funciona o Estado, que servem e que ocupem, com competência e responsabilidade, os espaços de decisão que a lei lhes reserva. E digo com firmeza, com franqueza, participar exige preparação.”

Para Caifadine Manasse, “a indignação por si só não constrói instituições. Exige-se conhecimento, método, capacidade de negociar e disponibilidade para construir consenso, mesmo com quem pensa de modo diferente. É esse o exercício mais difícil e mais nobre da democracia”, explica.

Sublinhou que “sentar com um jovem de um partido diferente, pensar com um jovem com ideologia diferente, tomar um café, conversar, discutir ideias diferentes, abraçarem-se e pensarem em Moçambique. Este exercício é muito difícil, mas exige de cada jovem coragem, dedicação, determinação, porque todos temos de pensar Moçambique independentemente de ideologia diferente”, anota.

Manasse instou ainda a juventude a apostar na educação cívica no espaço digital.

“A juventude moçambicana informa-se hoje, sobretudo através das redes sociais. Esse espaço trouxe uma extraordinária ampliação de voz dos cidadãos, mas trouxe também a desinformação, o discurso de ódio e a manipulação de opinião pública, agora amplificados por ferramentas de inteligência artificial, capazes de fabricar imagens, vozes nítidas, vozes e notícias indistinguíveis da realidade. Não podemos ser ingênuos”, disse.

Segundo disse, a desinformação não é um incómodo técnico, mas sim um risco para a estabilidade nacional.

 

O Centro para Democracia e Desenvolvimento (CDD) não concorda com o arquivamento do processo que investigava alegadas irregularidades na aquisição de aeronaves da empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) e pretende consultar formalmente os autos para avaliar os próximos passos.

Depois de o Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) ter anunciado, na terça-feira, o arquivamento do processo que investigava alegadas irregularidades na aquisição de três aeronaves da antiga empresa Linhas Aéreas de Moçambique, LAM, o director-executivo do CDD se deslocou, nesta quarta-feira, a instituição para, segundo explicou, compreender melhor os elementos apresentados na conferência de imprensa do GCCC.

Adriano Nuvunga afirmou que havia, inicialmente, a percepção de que o processo arquivado estaria relacionado com a aquisição dos dois Embraer 190 que a LAM recebeu no fim do ano passado e que, segundo o CDD, continuam sem operar regularmente.

“Saímos daqui com algum alívio, ao entender que, afinal, o arquivo não tem relação com a aquisição dos dois Embraer 190”, disse Nuvunga.

O processo arquivado diz respeito a uma investigação anterior sobre a aquisição de uma aeronave, operação que o CDD contesta.

“Trata-se de processos anteriores. Em particular, da aquisição de uma aeronave. Houve uma reclamação de que essa aeronave já fazia parte da frota da companhia aérea de Moçambique e que se sabia que custava 1,5 milhão de dólares, mas que posteriormente foi dito que a companhia aérea comprou a mesma aeronave por 6 milhões de dólares, através do actual presidente da companhia aérea de Moçambique, Sr. Dane Kondić”, esclareceu.

Nuvunga afirmou que a organização pretende, agora, solicitar formalmente acesso ao processo para perceber os fundamentos do arquivamento e decidir que medidas poderá tomar.

“Não concordamos com o arquivamento do processo. Precisamos de fazer um pedido formal ao arquivo para entender a situação e ver quais medidas podemos tomar”, afirmou.

Sobre os dois Embraer 190, Nuvunga esclareceu que o CDD mantém em curso uma iniciativa junto do Tribunal Administrativo. A organização submeteu, em Junho, uma denúncia relacionada com a aquisição das aeronaves e pretende que o tribunal aprecie as alegadas irregularidades apontadas.

“Temos de prosseguir com o Tribunal Administrativo, para que este se dirija à companhia aérea de Moçambique, sem esperar até ao fim do ano, para dar sentido legal às contracções do relatório de auditoria interna da LAM para que se abra um processo contra a actual gestão da empresa”, disse.

O director-executivo do CDD questionou ainda o facto de as aeronaves terem sido apresentadas como um reforço da frota da LAM, mas permanecerem sem operar, apesar de terem chegado ao País há vários meses.

“Os aviões chegaram aqui em Dezembro do ano passado e foram apresentados com pompa e circunstância. […] Já se passaram sete meses, os aviões não estão a voar”, afirmou.

Nuvunga considera que a situação merece esclarecimento, sobretudo num contexto em que a LAM enfrenta dificuldades para assegurar o transporte de passageiros e recorre a aeronaves alugadas.

“Se os dois aviões estivessem operacionais, poderiam transportar pessoas. Os aviões não ficam em hangares, ficam na pista para embarcar passageiros e voar”, defendeu.

O responsável levantou também suspeitas sobre a possibilidade de estarem a ser retiradas peças de uma aeronave para permitir a operação da outra, mas apresentou a alegação como uma suspeita que deverá ser esclarecida.

“Há suspeitas de que estejam a trocar peças entre si, para dar a impressão de que dois estão a voar, quando, como tudo indica, nenhum dos dois tem condições, efectivamente, de embarcar passageiros”, declarou.

CDD EXIGE RECUPERAÇÃO DE ACTIVOS NO INSS

Na mesma ocasião, questionado pela imprensa, Nuvunga abordou o processo relacionado com alegados desvios financeiros no Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), defendendo que a responsabilização por crimes de corrupção deve incluir a recuperação dos activos alegadamente desviados.

Para o director-executivo do CDD, a recuperação dos bens deve constituir uma prioridade do Estado nos processos de corrupção para que possam voltar a beneficiar as instituições e o interesse público.

“Em crimes de corrupção, a pena máxima é a recuperação dos bens roubados e o reconhecimento do benefício ou do prejuízo causado ao interesse público. Mas, antes de tudo, a recuperação dos bens”, afirmou.

Nuvunga defendeu ainda que todos os indivíduos eventualmente envolvidos nos alegados esquemas devem ser responsabilizados, questionando a existência de outros implicados para além das pessoas que já foram ou estão a ser investigadas.

“Porque isso não começou agora. Vem de governos anteriores. Neste caso, dos 500 milhões, só vai o Siúta (Joaquim Siúta) os outros, onde estão? O director da UGEA (Unidade Gestora Executora de Aquisições), onde está?

O CDD promete acompanhar os processos nos tribunais e exigir esclarecimentos sobre as alegadas irregularidades na gestão dos recursos públicos, tanto no sector aéreo como no sistema de segurança social.

Quase 400 vendedores e populares do distrito de Chongoene, em Gaza concentraram-se defronte do edifício do Governo Distrital, em protesto contra a retirada dos vendedores da N1, no Mercado “Senta Baixo”, e a desativação da paragem com o mesmo nome. A medida, segundo o Governo, visa travar a onda de sinistros naquele troço da estrada, e apela aos manifestantes a conformarem-se com a ordem.
Ângelo Tsane

Os vendedores e populares contestam a decisão do Governo Provincial que determina a transferência da antiga paragem e do Mercado Senta Baixo, junto à Estrada Nacional Número 1 (N1), para um novo mercado, construído de raiz em 2019, no distrito de Chongoene.
Os vendedores concentraram-se, entre a manhã e a tarde desta terça-feira, defronte do gabinete do administrador em Chongoene. Alegam que a mudança para o Mercado da Paz, localizado a 500 metros, poderá reduzir o movimento e afetar as vendas. Por isso, rejeitam a saída da actual paragem e do mercado junto à Estrada Nacional Número 1.
“Queremos manter as paragens e o mercado, é o que nós queremos. É aqui onde buscamos comida para os nossos filhos e não queremos ir ao mercado dos chineses.”
O Serviço Distrital de Actividades Económicas de Chongoene, entretanto, alerta que o Governo não vai recuar na decisão de transferir os vendedores e apela aos manifestantes a conformarem-se com a ordem.
A medida, segundo as autoridades, pretende reduzir o risco de acidentes e mortes naquele troço da EN1, onde o aumento do fluxo de viaturas e a circulação de pessoas são apontados como factores de risco.
O Governo garante ” condições no Mercado da Paz e defendemos a sua  ocupação do espaço, face à orientação já discutida com representantes dos comerciantes desde 2022″.
O novo espaço, segundo as autoridades, dispõe de condições consideradas adequadas para a actividade comercial e representou um investimento de 10 milhões de meticais.

Uma aluna dada como desaparecida na segunda-feira, na província de Maputo, foi encontrada sem vida, esta terça-feira, na Praia de Xai-Xai, em Gaza. A menina que saiu de casa com destino à escola, mas não chegou a comparecer às aulas.

Ângelo Tsane

A rapariga, que em vida respondia pelo nome de Lacksimida Abel Ubisse, foi encontrada sem vida, esta terça-feira, na Praia de Xai-Xai, província de Gaza, depois de ter sido dada como desaparecida na segunda-feira.

A informação é confirmada pela Polícia da República de Moçambique, que localizou o corpo na praia. Segundo a PRM, o corpo encontra-se “na morgue do Hospital Provincial de Xai-Xai, aguardando os procedimentos legais”.

A finada residente no Posto Administrativo de 3 de Fevereiro, distrito da Manhiça, província de Maputo, saiu de casa, na segunda-feira, por volta das 7 horas, alegadamente com destino à escola, mas não chegou a comparecer às aulas nem regressou à residência.

As circunstâncias da morte estão sendo apuradas pelas autoridades.

O Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE) e o Banco Nacional de Investimento (BNI) receberam, em Maputo, uma delegação empresarial da Etiópia, num encontro coordenado pelo Gabinete de Reformas, que teve como objectivo explorar oportunidades de cooperação económica, investimento e troca de experiências entre os dois países.

O encontro culminou com um jantar oferecido pela delegação moçambicana, num ambiente de diálogo e aproximação institucional e empresarial, tendo sido identificadas áreas concretas com potencial para o desenvolvimento de parcerias estratégicas.

Durante a sessão, o BNI, representado pelo Presidente do Conselho de Administração (PCA) e pelo Presidente do Conselho Executivo (PCE), Abdul Jivane, apresentou um conjunto de potenciais áreas de cooperação, com destaque para o estreitamento das relações com o Banco de Desenvolvimento da Etiópia e o Banco Comercial da Etiópia, ambas instituições pertencentes ao Estado etíope.

A aproximação entre as instituições financeiras dos dois países poderá permitir a criação de sinergias, a troca de experiências e conhecimentos, bem como a avaliação e o financiamento conjunto de oportunidades de investimento em Moçambique. Particular atenção poderá ser dada aos sectores identificados como prioritários pelo Governo etíope, nomeadamente mineração, agricultura, indústria, transporte e logística.

Por sua vez, o PCA do IGEPE, Danilo Nala, agradeceu a visita da delegação etíope e reafirmou o compromisso da instituição em identificar oportunidades de investimento que possam ser desenvolvidas conjuntamente, incluindo através de modelos de Parcerias Público-Privadas (PPP). Durante o encontro, foram já avançados alguns projectos com potencial para uma análise mais aprofundada pelas partes.

Como forma de assegurar a continuidade das iniciativas acordadas, o PCA do IGEPE propôs a designação de pontos focais de ambas as partes, responsáveis por acompanhar as decisões e iniciativas resultantes da missão empresarial, com vista à sua efectiva materialização.

O IGEPE manifestou igualmente interesse em enviar uma equipa técnica à Etiópia para conhecer e avaliar mais detalhadamente o modelo de gestão das empresas estatais etíopes, particularmente através da Ethiopian Investment Holdings (EIH). A iniciativa pretende aprofundar o conhecimento sobre o modelo de governação e gestão das empresas públicas, bem como explorar o mecanismo de monetização utilizado pela holding etíope para viabilizar projectos estruturantes e estratégicos para a economia do país.

Para além de atrair investimento etíope para Moçambique, o IGEPE destacou a importância de promover uma relação de investimento em sentido inverso, manifestando o interesse em ver empresas moçambicanas a investir na Etiópia, contribuindo para uma relação económica bilateral mais equilibrada e dinâmica.

A missão empresarial etíope representa, assim, uma oportunidade para aprofundar a cooperação entre Moçambique e Etiópia, aproximando instituições públicas, bancos e empresas dos dois países e criando condições para o desenvolvimento de investimentos conjuntos em sectores estratégicos.

O encontro reforçou a perspectiva de que a cooperação económica entre os dois países poderá evoluir de uma relação institucional para uma parceria estratégica orientada para investimentos concretos, transferência de conhecimento, financiamento conjunto e criação de valor para as duas economias.

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