58 moçambicanos partem, nesta quinta-feira, para os Emirados Árabes Unidos para trabalhar na Fundição de Alumínio e Construção Civil. Os contratos de trabalho não incluem a previdência social, e o Governo diz que cada trabalhador deve inscrever-se como contribuinte por conta própria.
De 37 anos de idade, Lázaro Zibia, com experiência profissional de 10 anos na Fundição de Alumínio na Mozal, junta-se a 58 jovens moçambicanos que partem nesta quinta-feira aos Emirados Árabes Unidos para o trabalho, no âmbito de um memorando de mobilidade laboral entre Moçambique e aquele país.
“O projecto é chegar e crescer na carreira”, disse Lázaro Zibia, um dos beneficiários, entrevistado na despedida com a Direcção Nacional de Trabalho Migratório e Instituto Nacional de Emprego. Zibia ambiciona regressar ao País para “abrir condições, e oportunidades para outros”.
Ao todo, serão 300 cidadãos nacionais que vão trabalhar no Médio Oriente no âmbito do memorando, no entanto, os seus contratos de trabalho não incluem a previdência social.
“O que nós estamos a fazer é, primeiro, incentivar o grupo, mesmo que tenhamos segurança jurídica por via de memorandos, a inscrever no sistema de segurança social por conta própria, e nós mesmos vamos fazer o controlo das suas contribuições”, explicou Alice Brito, directora nacional de Trabalho Migratório.
O Governo ainda não tem calculado quanto o País vai ganhar de remessas do memorando assinado com os emirados.
“Neste momento, estamos a priorizar as transferências familiares, porque estes moçambicanos, de certeza, vão fazer, e isso vai dinamizar as economias das suas zonas de origem, mas também vão contribuir para a nossa balança de pagamento”, concluiu.
Não é a primeira experiência de contratos de mobilidade laboral que o país assina. O mais conturbado foi com a Alemanha. O Governo assegura que experiências do passado não serão repetidas.