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Quelimane assinala 84 anos com novos investimentos e desafios de infra-estruturas

A cidade de Quelimane assinalou, esta sexta-feira, 84 anos da sua elevação à categoria de cidade, numa cerimónia oficial realizada na Praça dos Heróis Moçambicanos, defronte do edifício do Conselho Municipal.

Na ocasião, o presidente do Conselho Municipal de Quelimane, Manuel de Araújo, destacou algumas das realizações da edilidade no domínio das infra-estruturas, com particular enfoque na melhoria da rede viária.

Entre as obras em curso, o edil mencionou a pavimentação da Avenida Márcio Louro e da Avenida Agostinho Neto, esta última com trabalhos que se estendem desde Anglin até ao Mercado. Está igualmente em construção uma nova estrada que liga a zona do Mercado Mogauela, passando pelo Popisque, à Escola Secundária de Santa Rivera.

Apesar dos avanços, Manuel de Araújo reconheceu a existência de desafios, sobretudo no combate à erosão, um dos principais problemas que afectam a cidade.

Segundo o edil, uma equipa de especialistas proveniente dos Países Baixos esteve recentemente em Quelimane para realizar trabalhos de reconhecimento e estudos no terreno, tendo em vista a implementação de um projecto avaliado em 20 milhões de euros para o combate à erosão.

As celebrações dos 84 anos da cidade ficaram também marcadas pela inauguração do Mercado Central, destruído por um incêndio em Agosto de 2023. Durante o período de reconstrução, os vendedores foram obrigados a exercer a actividade ao ar livre, enfrentando dificuldades, sobretudo durante a época chuvosa.

A reconstrução do mercado representou um investimento superior a 44 milhões de meticais, com o apoio de parceiros. A infra-estrutura dispõe de 300 bancas, distribuídas por três pavilhões.

Para os vendedores, a reabertura do mercado representa o regresso a melhores condições de trabalho e maior segurança para a comercialização dos produtos.

Manuel de Araújo considera, entretanto, que o desafio passa agora pela utilização adequada e conservação da infra-estrutura, de modo a garantir a sua durabilidade e proporcionar melhores condições de trabalho aos vendedores e de acesso aos consumidores.

Os munícipes defendem que, além do mercado, a cidade precisa de continuar a investir na melhoria das vias de acesso e noutras infra-estruturas consideradas essenciais para responder aos desafios do crescimento urbano.

 

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