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O País – A verdade como notícia

Governo lança MozCommunity com financiamento de 250 milhões de dólares para projectos no Norte

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, lançou, esta segunda-feira, em Pemba, província de Cabo Delgado, o Programa MozCommunity, uma iniciativa avaliada em 250 milhões de dólares norte-americanos, financiada pelo Banco Mundial, destinada a promover a coesão social, inclusão económica e desenvolvimento de infra-estruturas resilientes nas províncias de Cabo Delgado,

Lisboa acolheu um jantar oficial em honra do Presidente da República, Daniel Chapo, num ambiente marcado pela celebração dos laços históricos, culturais e diplomáticos que unem Moçambique e Portugal.

Na ocasião, o Presidente da República Portuguesa, António José Seguro, defendeu o reforço do multilateralismo, sublinhando a necessidade de os países que partilham valores comuns unirem esforços na promoção da paz, da solidariedade entre os povos, dos direitos humanos e do respeito pela ordem internacional.

O Chefe de Estado português agradeceu igualmente o apoio de Moçambique à eleição de Portugal como membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, assegurando que o seu país continuará a defender os interesses do continente africano e da lusofonia nos principais fóruns internacionais. António José Seguro reiterou ainda o compromisso de Portugal com a construção de uma nova relação entre a Europa e África, assente numa verdadeira parceria de benefício mútuo.

Na sua intervenção, o Presidente da República, Daniel Chapo, reiterou a importância do diálogo, da cooperação internacional e do respeito entre os Estados, defendendo que o futuro das relações euro-africanas passa pela criação de parcerias transformadoras capazes de impulsionar o crescimento económico inclusivo, promover a inovação tecnológica, estimular o investimento privado e responder aos grandes desafios globais.

Daniel Chapo afirmou que a visita oficial a Portugal reafirma a determinação de Moçambique em aprofundar a parceria estratégica entre os dois países, sustentada na confiança mútua, no respeito recíproco e numa visão comum de desenvolvimento sustentável e prosperidade partilhada.

O jantar oficial decorreu num ambiente de confraternização, onde a gastronomia e a música dos dois países simbolizaram a proximidade entre os povos, reforçando os vínculos de amizade e cooperação que marcam as relações entre Moçambique e Portugal.

O primeiro-secretário do Comité Provincial da Frelimo na Zambézia, Francisco Nangura, apelou à população do distrito de Gurué para se distanciar de actos de vandalização de bens públicos e privados, semelhantes aos registados durante a tensão pós-eleitoral de 2024.

O apelo foi lançado durante a visita de trabalho que o dirigente está a efectuar à província. Depois de percorrer várias localidades ao longo do dia, Francisco Nangura manteve, na noite de quarta-feira, um encontro com membros e simpatizantes do partido na vila municipal de Gurué.

Na ocasião, o primeiro-secretário considerou que os episódios de destruição de infra-estruturas e de violência verificados no período pós-eleitoral constituem uma página lamentável da história do País, defendendo que tais acontecimentos devem envergonhar todos os moçambicanos e não podem voltar a repetir-se.

Francisco Nangura sustentou ainda que os responsáveis pelos actos de vandalização e pelas mortes ocorridas durante aquele período devem ser responsabilizados pelos seus actos, em conformidade com a lei.

A visita de trabalho do primeiro-secretário do Comité Provincial da Frelimo prossegue nos próximos dias por outros distritos da Zambézia, nomeadamente Mulevala, Milange e Mocuba, onde deverá manter encontros com estruturas do partido e com as comunidades locais.

A mobilização de investimento para acelerar o desenvolvimento económico de Moçambique continuou a marcar a agenda do Presidente da República, Daniel Chapo, durante a sua visita oficial a Portugal.

Na quarta-feira, o Chefe do Estado reuniu-se com o Director-Executivo da BD Consulting & Investment, encontro durante o qual a empresa manifestou disponibilidade para apoiar Moçambique na mobilização de financiamento destinado a projectos estratégicos de desenvolvimento.

Entre as áreas prioritárias destacadas figuram a industrialização, a diversificação da economia e a reabilitação da Estrada Nacional Número Um (EN1), considerada uma infra-estrutura vital para a integração territorial e o crescimento económico do País.

Ainda no mesmo dia, Daniel Chapo manteve um encontro com o presidente do Fórum EuroÁfrica, José Durão Barroso, com quem abordou o reforço das relações institucionais e a promoção de novas oportunidades de investimento entre África e a Europa.

Os encontros inserem-se na visita oficial de três dias que o Presidente da República efectua a Portugal, destinada ao aprofundamento da cooperação bilateral e à atracção de investimento para projectos estruturantes em Moçambique.

Os Presidentes de Moçambique e de Portugal, Daniel Chapo e António José Seguro, reafirmaram o compromisso de aprofundar a cooperação bilateral, com especial incidência no investimento, energia, segurança, educação, ciência, inovação e transformação digital, durante um encontro realizado à margem da visita oficial do Chefe do Estado moçambicano a Portugal.

No domínio económico, Daniel Chapo apelou aos empresários portugueses para investirem em Moçambique, considerando que o País atravessa um momento favorável para o posicionamento de novas empresas, impulsionado pelos grandes projectos de gás natural na Bacia do Rovuma.

O Presidente destacou que os projectos Coral Sul, Coral Norte, Mozambique LNG e Rovuma LNG, liderados por empresas europeias, deverão mobilizar investimentos superiores a 50 mil milhões de dólares na próxima década, constituindo uma oportunidade para empresas portuguesas participarem na cadeia de fornecimento de bens e serviços.

Outro dos temas em destaque foi a operacionalização da linha de crédito de 500 milhões de euros acordada entre os dois países, destinada a apoiar empresas portuguesas que pretendam investir em Moçambique. António José Seguro garantiu que o processo se encontra numa fase avançada e considerou o mecanismo determinante para reforçar a presença empresarial portuguesa no mercado moçambicano.

A segurança em Cabo Delgado constituiu igualmente um dos principais eixos das conversações. Daniel Chapo agradeceu o apoio de Portugal, no quadro da União Europeia, ao combate ao terrorismo naquela província, sublinhando que a melhoria da situação no terreno permitiu a retoma de projectos anteriormente suspensos.

O Chefe do Estado moçambicano assegurou que o País vive um ambiente de crescente estabilidade política, económica e social, sustentado pelo diálogo nacional inclusivo, condição que considerou essencial para reforçar a confiança dos investidores.

Por sua vez, o Presidente português reiterou a disponibilidade de Portugal para continuar a apoiar Moçambique na consolidação da paz e da segurança, sempre no respeito pela soberania do Estado moçambicano.

Na área da educação, ciência e inovação, os dois estadistas defenderam o reforço das parcerias entre universidades, centros de investigação e instituições de ensino superior, bem como o aumento da mobilidade académica e das bolsas de estudo para jovens moçambicanos.

Daniel Chapo afirmou que o futuro da cooperação passa pela aposta no capital humano, na investigação científica, na inovação tecnológica e na transformação digital, recordando a criação, em Moçambique, do Ministério das Comunicações e Transformação Digital como parte das reformas em curso.

O Presidente moçambicano defendeu ainda a utilização da inteligência artificial e das novas tecnologias como instrumentos para acelerar o desenvolvimento económico e modernizar a administração pública e o sector privado.

Os dois Chefes de Estado manifestaram igualmente interesse em aprofundar a cooperação nos sectores dos transportes e logística, turismo, corredores de desenvolvimento, transferência de tecnologia, formação de quadros e diversificação da economia moçambicana.

António José Seguro salientou que a relação entre Portugal e Moçambique deve assentar numa parceria entre iguais, orientada para resultados concretos, capaz de responder aos desafios das novas gerações e de consolidar uma relação estratégica com benefícios mútuos para os dois países.

O Presidente da República, Daniel Chapo, participa esta semana, em Portugal, na Cimeira Europa-África, um encontro que reúne Chefes de Estado e de Governo, líderes de organizações internacionais e representantes do sector empresarial para debater o reforço da cooperação política, económica e estratégica entre os dois continentes.

A deslocação do Chefe do Estado moçambicano insere-se na estratégia do Governo de aprofundar as relações de parceria com a União Europeia, num contexto marcado por desafios globais relacionados com a segurança, o desenvolvimento sustentável, a transição energética, o comércio e o investimento.

Durante a cimeira, Daniel Chapo deverá intervir em sessões dedicadas ao fortalecimento das relações entre África e a Europa, defendendo uma cooperação baseada no respeito mútuo, na promoção da paz, na criação de oportunidades para a juventude e no incremento do investimento privado como instrumento para acelerar o crescimento económico do continente africano.

À margem do encontro, o Presidente da República tem igualmente previstas reuniões bilaterais com diversos Chefes de Estado e de Governo, bem como com representantes de instituições europeias e investidores, com vista à consolidação das relações diplomáticas e à mobilização de novos investimentos para Moçambique.

A agenda inclui ainda encontros com a comunidade moçambicana residente em Portugal e contactos destinados ao reforço da cooperação nos domínios das infra-estruturas, energia, agricultura, educação, saúde e formação técnico-profissional.

A participação de Moçambique na Cimeira Europa-África representa uma oportunidade para projectar o potencial económico do País, atrair investimento estrangeiro e fortalecer a posição moçambicana nos debates sobre o futuro da parceria entre os dois continentes.

O Presidente da República, Daniel Chapo, felicitou o pugilista moçambicano Tiago Muxanga pela conquista do título africano da International Boxing Organization (IBO), alcançado em Essex, Inglaterra, considerando o feito um motivo de orgulho nacional e uma demonstração do talento moçambicano no panorama desportivo internacional.

Numa mensagem de felicitação, o Chefe do Estado endereçou, em nome do Governo, do povo moçambicano e em nome pessoal, as suas felicitações ao atleta, enaltecendo o mérito, a dedicação e o brilhantismo demonstrados ao longo da sua carreira.

Segundo Daniel Chapo, a vitória de Tiago Muxanga demonstra que a disciplina, o trabalho e a determinação são factores essenciais para alcançar grandes conquistas, acrescentando que o pugilista honra a Bandeira Nacional e contribui para o reforço do prestígio de Moçambique no desporto africano e internacional. 

O Presidente da República considera igualmente que o atleta constitui uma referência para a juventude moçambicana, por inspirar os jovens a acreditarem que é possível transformar sonhos em realidade através do empenho e da perseverança.

Na mensagem, Daniel Chapo renovou os parabéns ao pugilista e formulou votos de contínuos sucessos ao serviço do desporto nacional, incentivando-o a prosseguir na conquista de novos títulos que dignifiquem Moçambique.

O delegado político provincial da Renamo na Zambézia, Inácio Reis, apelou publicamente ao presidente do Conselho Municipal de Quelimane, Manuel de Araújo, para que intervenha na resolução do conflito interno que afecta o partido na cidade e província, no geral. Reis classificou como “subversores” os membros que, segundo afirma, estão a promover divisões no seio da formação política.

“Temos mesmo de pedir ajuda ao presidente do Conselho Municipal de Quelimane. Nós, a Renamo, estamos a dirigir o município. Manuel de Araújo é um presidente bastante influente na cidade, e pensamos que a intervenção dele pode inverter a actual situação. Ainda não conversei com o edil sobre o assunto, mas lembro que, num passado recente, estivemos em Maputo diante do presidente do partido, Ossufo Momade, onde este pediu que trabalhássemos juntos para o bom andamento do partido na província. Tenho interagido com o edil, mas formalmente nunca falei sobre este assunto”, disse o delegado político provincial da Renamo na Zambézia.

As declarações foram feitas nesta terça-feira, durante uma conferência de imprensa convocada pelo delegado político provincial. Inácio Reis afirmou que a maioria dos membros envolvidos nas divergências internas são quadros do Conselho Municipal de Quelimane, liderado pela Renamo e presidido por Manuel de Araújo.

Por essa razão, considera que o autarca tem um papel determinante na mediação do conflito e na reunificação do partido. “Sendo Manuel de Araújo nosso edil e com todo o respeito, ele pode ajudar-nos a colocar fim a este processo. Temos certeza que pode”.

O delegado político revelou ainda que decorre um processo judicial movido por Manuel de Araújo contra si, na sequência de declarações feitas após o congresso da Renamo que reelegeu Ossufo Momade como presidente do partido. Na altura, António Reis afirmou que a discórdia registada durante o congresso teve origem em quadros da Renamo em Quelimane ligados ao município.

“Esta forma que abordei talvez não agradou ao presidente Manuel de Araújo. Isso é normal e ele foi abrir um processo contra mim. Na altura, quando falei aquilo, eu nem sequer citei o nome dele, mas ele não gostou. Neste momento o caso está na procuradoria e eu aguardo o julgamento”, precisou.

Apesar das divergências, António Reis assegurou que o ambiente interno da Renamo na província é, no geral, positivo. Segundo disse, dos 22 distritos da Zambézia, apenas Quelimane e Nicoadala registam focos de tensão.

Acrescentou ainda que continua sem acesso ao gabinete de trabalho que lhe está destinado na sede provincial do partido.

O Presidente da República, Daniel Chapo, inicia hoje uma visita oficial de quatro dias à República Portuguesa, em resposta ao convite do seu homólogo, António José Martins Seguro, com o objectivo de aprofundar as relações de amizade, solidariedade e cooperação entre os dois países.

A deslocação, que decorre entre 14 e 17 de Julho, contempla encontros de trabalho com o Presidente da República Portuguesa, António José Martins Seguro, o Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, e outras altas entidades daquele país, visando o reforço da parceria estratégica e da cooperação bilateral em áreas de interesse comum. 

Durante a visita, Daniel Chapo participará igualmente, na qualidade de Convidado de Honra, na sessão de abertura da 9.ª edição do EurAfrican Forum, marcada para o dia 15 de Julho. O encontro, promovido pelo Conselho da Diáspora Portuguesa, decorrerá sob o lema “África em Ascensão: Prosperidade através da Cooperação Global”, reunindo líderes políticos, empresários e representantes de instituições internacionais para debater oportunidades de investimento, desenvolvimento sustentável e integração económica.

Segundo a Presidência da República, a visita constitui uma oportunidade para consolidar os laços de cooperação política, económica e empresarial entre Moçambique e Portugal, bem como para promover o potencial do País junto de investidores e parceiros internacionais. 

O Chefe do Estado faz-se acompanhar pela Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria Manuela dos Santos Lucas, pelo Ministro dos Transportes e Logística, João Jorge Matlombe, além de quadros da Presidência da República e de outras instituições do Estado.

O Presidente da República defendeu, esta terça-feira, que o sector privado deve assumir-se como o maior empregador em Moçambique, cabendo ao Estado o papel de regulador, facilitador do ambiente de negócios e promotor de políticas públicas que incentivem o investimento, a produção e a criação de riqueza.

Falando na abertura da XXI Conferência Anual do Sector Privado (CASP 2026), o Chefe do Estado afirmou que o Governo está empenhado em implementar reformas estruturais destinadas a tornar a administração pública mais eficiente, simplificar procedimentos, digitalizar os serviços do Estado e reforçar a confiança dos investidores.

“O nosso objectivo é ter um Estado onde o sector privado seja o maior empregador e não o próprio Estado”, declarou, sublinhando que a criação de emprego sustentável depende da capacidade das empresas de investir, inovar e expandir as suas actividades.

Segundo o Presidente da República, as reformas em curso visam criar um ambiente favorável ao investimento privado, através da estabilidade política, económica e social, da melhoria da previsibilidade jurídica e da redução da burocracia, factores considerados essenciais para aumentar a competitividade da economia nacional.

O estadista reiterou que o desenvolvimento económico não poderá ser alcançado apenas com base na exploração dos recursos naturais, defendendo uma economia assente na produção, transformação industrial e competitividade. Neste contexto, apelou ao fortalecimento das pequenas e médias empresas, ao aproveitamento do potencial agrícola, da economia azul, do turismo, da logística e da indústria transformadora.

O Presidente destacou igualmente que a confiança entre o Estado e o sector privado constitui um dos principais pilares para o crescimento económico, salientando que nenhuma economia prospera sem instituições credíveis e sem um empresariado forte.

No domínio da segurança, reafirmou o compromisso do Executivo no combate ao crime organizado, em particular aos raptos, considerando que a paz e a segurança continuam a ser condições indispensáveis para atrair investimento e estimular a actividade empresarial.

Durante a sua intervenção, o Chefe do Estado sublinhou ainda que o sector público deve limitar-se às funções de regulação, fiscalização e criação de um ambiente favorável aos negócios, advertindo que não deve haver sobreposição entre funções públicas e interesses privados.

“Não podemos ter pessoas que estão no sector público e no sector privado ao mesmo tempo. Ou joga ou apita”, afirmou, defendendo uma clara separação entre as responsabilidades do Estado e da iniciativa privada.

Dirigindo-se aos empresários, apelou ao investimento de longo prazo, à valorização da produção nacional, à formação dos trabalhadores, à inovação tecnológica e à conquista de novos mercados, reafirmando que o Governo continuará a ser parceiro do sector privado na transformação estrutural da economia.

Sob o lema “Produzir, Transformar e Competir”, a XXI Conferência Anual do Sector Privado reúne empresários, representantes do Governo, parceiros de cooperação e académicos para debater estratégias de desenvolvimento económico e reforçar o diálogo entre o Estado e o empresariado nacional.

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