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O País – A verdade como notícia

Governo lança MozCommunity com financiamento de 250 milhões de dólares para projectos no Norte

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, lançou, esta segunda-feira, em Pemba, província de Cabo Delgado, o Programa MozCommunity, uma iniciativa avaliada em 250 milhões de dólares norte-americanos, financiada pelo Banco Mundial, destinada a promover a coesão social, inclusão económica e desenvolvimento de infra-estruturas resilientes nas províncias de Cabo Delgado,

O Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu em audiência, nesta segunda-feira, no Gabinete da Presidência da República, o ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha, que se encontra de visita de trabalho a Moçambique.

Falando à imprensa no fim da audiência, segundo o comunicado da Presidência, Alexandre Padilha disse que, durante o encontro, reforçou o convite formulado pelo Presidente do Brasil, Luíz Inácio Lula da Silva, para o chefe de Estado moçambicano visitar a República Federativa do Brasil.

“Estamos em contacto com o Governo de Moçambique, com expectativa e esperança positiva dessa visita, que teria entre vários temas a continuidade das acções que já desencadeámos com a vinda do presidente Lula a Moçambique, em Novembro de 2025, tanto na área da saúde quanto na área de minas e energia, petróleo e gás, agricultura, desenvolvimento agrário, produção de alimentos”, salientou o ministro brasileiro da saúde.

O dirigente disse também que o momento serviu para passar em revista os detalhes da cooperação entre os dois países, os avanços registados e as perspectivas, com algumas prioridades registadas pelo Ministério da Saúde de Moçambique e reafirmadas pelo presidente Chapo.

“Fortalecemos cada vez mais a formação profissional para termos profissionais ainda mais qualificados para atender à saúde da população de Moçambique. Ampliamos o que nós já fazemos na cooperação em relação ao Banco de Leite Humano. O Brasil ajudou a construir o primeiro Banco de Leite Humano aqui, em Maputo”, referiu, tendo acrescentado a perspectiva de poder ampliar a presença deste serviço em todo País.

Alexandre Padilha falou, igualmente, do apoio prestado pelo Brasil na construção do primeiro Instituto Nacional de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento ao Cancro, tendo afirmado que uma missão técnica moçambicana está de visita ao Brasil para colher mais subsídios relativos a esta instituição.

Alexandre Padilha falou também da elaboração de uma política em relação à segurança dos produtos do sangue, a transfusão de sangue, bem como a transformação digital da saúde.

“Vi hoje, na Escola de Saúde Pública, experiências concretas do uso da tecnologia de informação, do diagnóstico à distância, das ferramentas de inteligência artificial. Podemos apoiar a expansão dessas ferramentas para outras utilidades de saúde do nosso país e avançarmos naquilo que é o apoio do Brasil para a ampliação da capacidade de produção de medicamentos e vacinas em Moçambique”, sustentou.

Sobre este assunto, segundo disse, “O Presidente Chapo solicitou uma prioridade absoluta para esse tema, e reforcei que tem o compromisso do nosso Ministério da Saúde, do Presidente Lula, toda a Embaixada do Brasil aqui, em Moçambique, para ampliarmos a possibilidade dessas parcerias… Estamos absolutamente envolvidos em ampliar ainda mais a capacidade produtiva de medicamentos. Moçambique tem um grande potencial para a produção de medicamentos e vacinas, primeiro pelo tamanho do país, que já gera um potencial de consumo desses produtos, mas também pela posição geográfica que permite que possa ser um pólo regional dentro do continente africano de produção e também a posição geográfica dos canais de exportação, de circulação de medicamentos, tecnologias da saúde, que passa aqui pelo oceano Índico.”

O ministro da Saúde do Brasil disse ter usado a ocasião para reforçar o convite ao Governo de Moçambique para participar na conferência internacional sobre SIDA, que terá lugar no fim de Julho corrente, na cidade do Rio de Janeiro, tendo recebido por parte do Presidente Chapo a confirmação da presença de representantes do governo de Moçambique.

“Saio dessa visita a Moçambique com o compromisso renovado do governo brasileiro de apoiar os nossos irmãos de Moçambique, os nossos parceiros institucionais na ampliação da capacidade produtiva de medicamentos, vacinas, tecnologias de saúde aqui, em Moçambique”, rematou.

O Presidente da República recebeu em audiência, esta segunda feira, no Gabinete da Presidência da República, o Ministro da  Saúde do Brasil, Alexandre Padilha, que se encontra de visita de  trabalho a Moçambique. 

Falando à imprensa no fim da audiência, Alexandre Padilha disse  que durante o encontro, reforçou o convite formulado pelo  Presidente do Brasil, Luíz Inácio Lula Da Silva, para o chefe do  Estado moçambicano visitar a República Federativa do Brasil. 

“Estamos em contactos com o Governo de Moçambique, com  expectativa e esperança positiva dessa visita, que teria entre vários temas a continuidade das ações que já desencadeamos  com a vinda do presidente Lula a Moçambique, em Novembro de  2025, tanto na área da saúde quanto na área de minas e energia, 

petróleo e gás, agricultura, desenvolvimento agrário, produção de  alimentos”, salientou o Ministro brasileiro da saúde. 

O dirigente disse também que o momento serviu para passar em  revista os detalhes da cooperação entre os dois países, os avanços  registados e as perspectivas, com algumas prioridades registadas pelo Ministério da Saúde de Moçambique e reafirmadas pelo  presidente Chapo.  

“Fortalecemos cada vez mais a formação profissional para termos  profissionais ainda mais qualificados para atender à saúde da  população de Moçambique. Ampliamos o que nós já fazemos na  cooperação em relação ao Banco de Leite Humano. O Brasil  ajudou a construir o primeiro Banco de Leite Humano aqui em  Maputo”, referiu, tendo acrescentado a perspectiva de poder ampliar a presença deste serviço em todo país.  

Alexandre Padilha falou, igualmente do apoio prestado pelo Brasil  na construção do primeiro Instituto Nacional de Prevenção,  Diagnóstico e Tratamento ao Câncro, tendo afirmado que uma  missão técnica de moçambicana está de visita ao Brasil para  colher mais subsídios relativos a esta instituição. 

Alexandre Padilha falou também da elaboração de uma política  em relação à segurança dos produtos do sangue, a transfusão de  sangue, bem como a transformação de saúde digital.  “Vi hoje, na Escola de Saúde Pública, experiências concretas do  uso da tecnologia de informação, do diagnóstico à distância, das  ferramentas de inteligência artificial. Podemos apoiar a expansão  dessas ferramentas para outras utilidades de saúde do nosso país  e avançarmos naquilo que é o apoio do Brasil para a ampliação  da capacidade de produção de medicamentos e vacinas em  Moçambique”, sustentou. 

Sobre este assunto, segundo disse, “O Presidente Chapo solicitou  uma prioridade absoluta para esse tema e reforcei que tem o  compromisso do nosso Ministério da Saúde, do presidente Lula,  toda a Embaixada do Brasil aqui em Moçambique para 

ampliarmos a possibilidade dessas parcerias…Estamos  absolutamente envolvidos em ampliar ainda mais a capacidade  produtiva de medicamentos. Moçambique tem um grande  potencial para a produção de medicamentos e vacinas, primeiro  pelo tamanho do país, que já gera um potencial de consumo  desses produtos, mas também pela posição geográfica que  permite que possa ser um polo regional dentro do continente  africano de produção e também a posição geográfica dos canais  de exportação, de circulação de medicamentos, tecnologias da  saúde, que passa aqui pelo oceano Índico.” 

O Ministro da Saúde do Brasil disse ter usado a ocasião para  reforçar o convite ao Governo de Moçambique para participar na  conferência internacional sobre SIDA, que terá lugar no final de Julho corrente, na cidade do Rio de Janeiro, tendo recebido por  parte do Presidente Chapo a confirmação da presença de representantes do governo de Moçambique. 

“Saio dessa visita a Moçambique com o compromisso renovado  do governo brasileiro de apoiar os nossos irmãos de Moçambique,  os nossos parceiros institucionais na ampliação da capacidade  produtiva de medicamentos, vacinas, tecnologias de saúde aqui  em Moçambique” rematou.

A Primeira-Dama da República, Gueta Selemane Chapo, anunciou, este domingo, apoio à Igreja Evangélica Assembleia de Deus Alfa e Ómega de Magoanine, na cidade de Maputo, comprometendo-se a contribuir para a melhoria das condições da congregação. Na ocasião, apelou aos fiéis à perseverança na fé, à valorização das crianças no seio da igreja e à confiança em Deus como caminho para vencer as dificuldades.

Durante a visita, Gueta Chapo agradeceu o papel desempenhado pelas igrejas na promoção da paz, da estabilidade e da unidade nacional, reconhecendo o contributo das orações em favor do país e das famílias moçambicanas.

A Primeira-Dama explicou que a decisão de visitar a congregação não esteve condicionada pelo estado das infra-estruturas do templo, defendendo que a presença de Deus é mais importante do que as condições materiais do edifício.

Segundo afirmou, a deslocação permitiu constatar as necessidades da igreja, razão pela qual assumiu o compromisso de prestar apoio para melhorar as actuais condições da congregação.

Na sua intervenção, Gueta Chapo encorajou os fiéis a não permitirem que as limitações materiais enfraqueçam a sua fé, sublinhando que a verdadeira igreja é constituída pelas pessoas e não pelas paredes do templo.

A Primeira-Dama destacou igualmente a necessidade de envolver as crianças na vida religiosa desde tenra idade, considerando que a igreja pertence a todas as gerações e desempenha um papel fundamental na formação espiritual e moral da sociedade.

A mensagem incidiu ainda sobre a importância da oração como instrumento para enfrentar as adversidades da vida. Inspirando-se na passagem bíblica da mulher que sofria de um fluxo de sangue, defendeu que cada pessoa enfrenta os seus próprios desafios, os quais devem ser vencidos através da fé e da oração, e não da murmuração.

Como gesto de solidariedade, Gueta Chapo anunciou a oferta de capulanas para as mulheres e para os restantes membros da igreja, bem como de mantas destinadas a minimizar os efeitos do frio. Garantiu, igualmente, que o apoio à congregação não se limitará à visita, assegurando que continuará a trabalhar com as mulheres da igreja para responder às necessidades identificadas.

A Primeira-Dama apelou ainda aos fiéis para que não sintam vergonha das condições em que vivem nem deixem de convidar outras pessoas para participarem nas actividades religiosas devido às limitações materiais, defendendo que a fé deve prevalecer sobre as dificuldades.

Em nome da direcção da Igreja Assembleia de Deus Alfa e Ómega de Magoanine, os pastores agradeceram a visita e prestaram homenagem à Primeira-Dama, destacando a sua humildade, simplicidade e espírito de serviço.

Os líderes religiosos enalteceram, igualmente, o facto de Gueta Chapo ter recusado qualquer tratamento diferenciado, permanecendo e ajoelhando-se na areia ao lado dos restantes fiéis durante o culto, atitude que consideraram um exemplo de humildade e amor ao próximo.

A direcção da igreja manifestou ainda gratidão pelas palavras de encorajamento dirigidas à congregação, assegurando que a visita permanecerá na memória dos membros, em particular das crianças, e reiterou o compromisso de continuar a orar pela Primeira-Dama, pelo Presidente da República e pela missão de condução do país.

O Presidente da República e Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança defendeu, esta segunda-feira, em Maputo, que o fortalecimento das instituições do Estado depende da existência de líderes íntegros, disciplinados e comprometidos com o interesse nacional, durante a cerimónia de promoção e patenteamento de oficiais das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), da Polícia da República de Moçambique (PRM) e do Serviço Nacional Penitenciário (SERNAP).

Na ocasião, o Chefe do Estado afirmou que as promoções representam muito mais do que uma progressão na carreira, constituindo um reconhecimento do Estado pelo profissionalismo, patriotismo, competência técnica, disciplina, lealdade e sentido de responsabilidade demonstrados pelos oficiais ao longo das respectivas carreiras.

Foram promovidos o oficial Francisco Makanja à patente de Brigadeiro, para exercer as funções de Director-Geral-Adjunto dos Serviços Sociais das FADM; Vítor José Raimundo Novela, promovido para assumir o comando do Ramo da Polícia Costeira e Fluvial; e os oficiais Emília Joaquim Celestino de Matos e Isaac Gabriel Nhamassane, elevados à patente de Primeiro Adjunto-Comissário da Guarda Penitenciária, para desempenharem funções de direcção no Serviço Nacional Penitenciário.

Dirigindo-se aos empossados, o Presidente da República afirmou que os moçambicanos esperam líderes capazes de inspirar, decidir em circunstâncias difíceis e assumir responsabilidades, tanto pelos sucessos como pelos fracassos das instituições que dirigem.

“O País não espera justificações perante as dificuldades, mas sim respostas, soluções e resultados concretos”, sublinhou.

Relativamente aos Serviços Sociais das FADM, o Chefe do Estado defendeu a necessidade da sua modernização, tornando-os mais eficientes, inclusivos e próximos dos beneficiários. Entre as prioridades apontadas figuram a melhoria da transparência na prestação dos serviços, a descentralização através da criação de representações provinciais e a garantia de igualdade no acesso aos benefícios, sem qualquer tipo de discriminação.

No domínio da Polícia Costeira e Fluvial, destacou que a segurança marítima constitui um desafio estratégico para Moçambique, tendo em conta a extensa linha costeira e a importância crescente da economia azul. Neste contexto, apelou ao reforço do combate ao terrorismo, à pesca ilegal, ao tráfico de droga, ao crime organizado e a outras actividades ilícitas que ameaçam a soberania nacional e os recursos marítimos do País.

Quanto ao Serviço Nacional Penitenciário, orientou os novos dirigentes a reforçarem a disciplina, a ética, a integridade e o profissionalismo, bem como a intensificarem o combate à corrupção, à entrada de objectos proibidos nos estabelecimentos penitenciários e à criminalidade organizada no interior das cadeias.

O Presidente da República recomendou igualmente o reforço das medidas de prevenção da radicalização conducente ao extremismo violento, através da inteligência penitenciária, da identificação precoce dos factores de risco e da implementação de programas de reabilitação e reinserção social.

Na mesma intervenção, reiterou o reconhecimento do Estado pelo trabalho desenvolvido pelas Forças de Defesa e Segurança, com destaque para os militares e agentes destacados na província de Cabo Delgado, onde continuam a combater os grupos terroristas.

Segundo afirmou, o sacrifício dos homens e mulheres das forças de defesa e segurança tem sido determinante para a preservação da integridade territorial, da estabilidade política, económica e social do País.

Na conclusão do discurso, desejou êxitos aos oficiais promovidos nas novas responsabilidades, apelando-lhes para que pautem a sua actuação pela lealdade, integridade, competência, coragem, disciplina e elevado sentido de missão, honrando a confiança neles depositada pelo Estado moçambicano.

 

O Presidente da Frelimo, Daniel Chapo, anunciou este sábado um conjunto de medidas destinadas ao reforço da organização interna do partido, entre as quais o recenseamento de raiz dos membros, a realização de reuniões simultâneas em todos os órgãos partidários e a preparação da XI Conferência Nacional de Quadros, agendada para os dias 21, 22 e 23 de Agosto, na cidade de Chimoio, província de Manica.

O anúncio foi feito durante uma visita às organizações sociais do partido, nomeadamente a Organização da Juventude Moçambicana (OJM) e a Organização da Mulher Moçambicana (OMM), na Cidade de Maputo.

Na ocasião, Daniel Chapo apresentou as principais linhas de orientação para o fortalecimento da estrutura interna da Frelimo, destacando a necessidade de actualizar a base de dados dos militantes através de um recenseamento de raiz.

O dirigente anunciou igualmente a realização de reuniões simultâneas em todos os escalões do partido, desde as células até aos comités provinciais, com o objectivo de reforçar a coordenação e a mobilização interna.

Outra medida avançada consiste na preparação da XI Conferência Nacional de Quadros, que decorrerá entre os dias 21 e 23 de Agosto, em Chimoio, província de Manica. O encontro marcará o regresso deste fórum nacional, cuja última edição teve lugar em 2016.

Após o encontro com a OJM e a OMM, o Presidente da Frelimo reuniu-se, à porta fechada, com dirigentes e membros das duas organizações sociais, para abordar assuntos internos do partido.

O Presidente da República, Daniel Chapo, e o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, reafirmaram esta quinta-feira, em Maputo, o compromisso de aprofundar a parceria estratégica entre os dois países, com destaque para a cooperação económica, o combate ao terrorismo, o apoio às reformas estruturais e a concertação em matérias da agenda internacional.

O compromisso foi assumido durante um encontro de trabalho realizado no Gabinete da Presidência da República, no qual as duas partes fizeram um balanço da cooperação bilateral e identificaram novas áreas para o fortalecimento das relações entre Maputo e Moscovo.

Falando à imprensa no final da audiência, Sergei Lavrov afirmou que o Presidente Daniel Chapo evocou os laços históricos estabelecidos entre Moçambique e a então União Soviética durante a luta de libertação nacional, considerando esse período como a base da parceria estratégica entre os dois Estados.

Segundo o chefe da diplomacia russa, o apoio soviético à luta pela independência continua vivo na memória colectiva dos moçambicanos, tanto pela assistência prestada durante o processo de libertação como pelo reconhecimento imediato do Estado moçambicano após a proclamação da independência, a 25 de Junho de 1975.

Lavrov referiu igualmente que a cooperação entre os dois países se manteve após a independência, abrangendo o fortalecimento das instituições públicas, o desenvolvimento de uma economia nacional independente e o apoio às reformas levadas a cabo por Moçambique.

A cooperação económica ocupou um lugar de destaque nas conversações. O ministro russo revelou que Daniel Chapo apresentou a visão do Governo para novas reformas económicas e para o reforço da cooperação bilateral, tendo as duas partes acordado integrar essas prioridades nos preparativos da próxima reunião da Comissão Intergovernamental de Cooperação Económica e Técnico-Científica, com vista a apoiar a implementação das reformas.

Durante o encontro foi igualmente abordada a situação de segurança no norte de Moçambique. Lavrov assegurou que a Rússia continuará disponível para responder aos pedidos de apoio apresentados por Maputo no combate ao terrorismo que afecta aquela região do país.

Os dois dirigentes analisaram ainda assuntos da agenda internacional, tendo reafirmado a coordenação entre Moçambique e a Rússia no âmbito das Nações Unidas e de outras plataformas multilaterais, matéria que, segundo Lavrov, será aprofundada nas conversações com a Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação.

O Presidente da República, Daniel Chapo, e o embaixador da União Europeia (UE) em Moçambique, Antonino Maggiore, destacaram, esta quarta-feira, em Maputo, os progressos alcançados na parceria estratégica entre Moçambique e a União Europeia, durante a audiência de despedida concedida ao diplomata, que termina um mandato de quatro anos no país.

No final do encontro, Maggiore afirmou que a cooperação bilateral registou avanços significativos nos domínios político, económico e cultural, sobretudo nos últimos dois anos, período que, segundo disse, ficou marcado pelo reforço das relações entre as duas partes.

O diplomata atribuiu esta evolução à opção política assumida pelo Presidente Daniel Chapo de aprofundar a cooperação com a União Europeia, sublinhando que essa orientação permitiu consolidar uma parceria que classificou de “estratégica e abrangente”.

Na área da segurança, Antonino Maggiore reafirmou o compromisso da União Europeia de continuar a apoiar Moçambique no combate ao terrorismo, através da missão europeia de formação das Forças Armadas de Defesa de Moçambique e do fornecimento de equipamento às forças nacionais.

O embaixador destacou igualmente o apoio europeu ao Diálogo Nacional Inclusivo para as reformas políticas, bem como à assistência humanitária prestada ao país face às dificuldades registadas ao longo deste ano.

No plano económico, o diplomata apontou o Fórum Económico Global Gateway União Europeia-Moçambique, realizado em Junho, em Maputo, como um marco no reforço das relações económicas bilaterais. O evento reuniu mais de 800 empresas moçambicanas e europeias e permitiu identificar novas oportunidades de investimento.

Ao fazer o balanço da sua missão diplomática, Antonino Maggiore manifestou satisfação pelos resultados alcançados, afirmando deixar Moçambique com a convicção de que a cooperação entre a União Europeia e o país continuará a fortalecer-se em benefício dos povos moçambicano e europeu.

O Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu ontem, em Maputo, o antigo presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Akinwumi Adesina, num encontro centrado na mobilização de investimentos e na promoção de um desenvolvimento inclusivo e sustentável para Moçambique.

Durante a audiência, as duas personalidades analisaram sectores considerados estratégicos para o crescimento económico do país, com destaque para a industrialização baseada na exploração do gás natural, o desenvolvimento da agricultura, da economia azul, da saúde e a atracção de investimento privado.

No final do encontro, Akinwumi Adesina manifestou o seu apoio à visão de longo prazo do Chefe do Estado para o desenvolvimento de Moçambique, afirmando que mantém um forte compromisso com o país.

Segundo o antigo presidente do BAD, a valorização dos recursos naturais deve servir de base para a industrialização nacional, defendendo que o gás natural seja utilizado para impulsionar indústrias de produção de metanol, etanol e ureia, capazes de gerar emprego, acrescentar valor aos recursos do país e acelerar o crescimento económico.

Na agricultura, Adesina elogiou a estratégia do Presidente Daniel Chapo para o sector e apontou a economia azul como uma das áreas com maior potencial para impulsionar o desenvolvimento. Defendeu investimentos na aquacultura em grande escala, com vista a reduzir as importações de alimentos, reforçar a segurança alimentar e criar oportunidades de emprego, sobretudo para a juventude.

A saúde foi igualmente abordada durante a reunião. O economista defendeu a necessidade de garantir cuidados de saúde universais e de qualidade, considerando que o progresso de um país deve traduzir-se na melhoria das condições de vida da população.

Outro dos pontos em destaque foi a mobilização de investimento internacional. Adesina revelou que a Cimeira de Investimento Global África, organização que preside, está a trabalhar em estreita coordenação com o Governo moçambicano para atrair investidores comprometidos com projectos de transformação estrutural e desenvolvimento sustentável.

O antigo presidente do BAD assegurou que continuará a apoiar os esforços do país na captação de investimento e reiterou a intenção de manter uma colaboração próxima com o Governo de Daniel Chapo na concretização da agenda de desenvolvimento nacional.

O ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Mateus Saize, defendeu que a paz em Moçambique deve ser construída diariamente através do diálogo, da justiça, da inclusão social e do fortalecimento das instituições democráticas, alertando que a reconciliação nacional não termina com a assinatura de acordos políticos.

Falando na abertura do II Fórum Nacional sobre Paz e Reconciliação e na cerimónia de encerramento do Projecto ProPaz, o governante afirmou que a paz constitui um dos maiores patrimónios de uma nação e representa um pressuposto indispensável para o desenvolvimento económico, a estabilidade institucional e a garantia dos direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos.

Segundo Mateus Saize, a história de Moçambique demonstra que o país tem sabido ultrapassar momentos difíceis através do diálogo e da prevalência do interesse nacional.

“O processo de paz exige compromisso permanente, responsabilidade colectiva e a participação activa de todos os segmentos da sociedade”, afirmou.

O ministro considerou que iniciativas como o Projecto ProPaz desempenham um papel relevante na consolidação de uma cultura de paz, por promoverem o diálogo comunitário, a inclusão social, o empoderamento das mulheres, a participação da juventude e a valorização da cultura como instrumentos de prevenção de conflitos.

Na sua intervenção, destacou que a reconciliação não depende apenas de mecanismos jurídicos e políticos, mas também da aproximação entre as pessoas, do reforço da confiança e da criação de condições para uma convivência harmoniosa nas comunidades.

Mateus Saize reiterou que o Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos continuará a desenvolver acções destinadas ao fortalecimento do Estado de direito democrático, à promoção dos direitos humanos, à melhoria do acesso à justiça e ao reforço da confiança dos cidadãos nas instituições públicas.

Acrescentou que princípios como a legalidade, a transparência, a ética e a boa governação são fundamentais para consolidar a paz social e prevenir conflitos.

O governante reconheceu, contudo, que o país enfrenta desafios como conflitos locais, violência baseada no género, exclusão social, radicalização, pobreza e desigualdades, defendendo respostas coordenadas entre o Estado, a sociedade civil, as comunidades religiosas, líderes comunitários e parceiros de cooperação.

No discurso, apelou ainda para um maior investimento na Educação para a cidadania, na promoção dos direitos humanos e na criação de oportunidades para a juventude, que classificou como a principal força para o desenvolvimento do país.

O ministro sublinhou igualmente o papel das mulheres nos processos de mediação e construção da paz, considerando que a sua participação contribui para soluções mais inclusivas e duradouras.

Mateus Saize exortou os parceiros envolvidos no Projecto ProPaz a garantirem que os resultados alcançados não se limitem ao encerramento formal da iniciativa, mas sirvam de base para novas parcerias e acções em prol da paz e da reconciliação nacional.

Na ocasião, o governante manifestou reconhecimento ao Instituto para a Democracia Multipartidária, à União Europeia e aos restantes parceiros de cooperação pelo apoio prestado ao projecto.

 

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