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O País – A verdade como notícia

Governo lança MozCommunity com financiamento de 250 milhões de dólares para projectos no Norte

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, lançou, esta segunda-feira, em Pemba, província de Cabo Delgado, o Programa MozCommunity, uma iniciativa avaliada em 250 milhões de dólares norte-americanos, financiada pelo Banco Mundial, destinada a promover a coesão social, inclusão económica e desenvolvimento de infra-estruturas resilientes nas províncias de Cabo Delgado,

A Procuradoria-Geral da República (PGR) está a recolher evidências sobre alegados casos de poluição ambiental resultantes das actividades mineiras na província de Manica. O órgão garante que serão tomadas medidas severas contra empresas que estejam a explorar recursos minerais em violação das normas ambientais em vigor.

No âmbito das diligências, o procurador-geral da República, Américo Letela, visitou, nesta quarta-feira, algumas empresas mineiras localizadas no distrito de Manica, onde procurou inteirar-se do funcionamento das unidades de processamento mineral, das condições de trabalho e do cumprimento das normas ambientais.

Na empresa Mutapa Mining Processing (MMP), Américo Letela reuniu-se com a direcção e com os trabalhadores, tendo destacado a necessidade de verificar a salvaguarda dos direitos laborais e os impactos da actividade mineira no ambiente.

“Também queremos saber como os trabalhadores daqui têm salvaguardados os seus direitos, queremos saber como é a questão do impacto ambiental e entre outras coisas”, explicou Américo Letela.

Apesar de ter demonstrado satisfação com o nível de organização encontrado na MMP, a Procuradoria-Geral da República diz ter identificado, durante a visita a outras empresas mineiras, sinais de possível incumprimento das normas ambientais, estando em curso a análise dos elementos recolhidos.

Segundo o porta-voz da Procuradoria-Geral da República, Ângelo Mathusse, os dados recolhidos serão avaliados para determinar os próximos passos e, caso se confirmem irregularidades, poderão ser aplicadas medidas contra os responsáveis.

“Foram colhidos elementos para a clarificação deste tão badalado problema da poluição. Agora temos de fazer avaliação e tirarmos as necessárias ilações, e, se for necessário, avançarmos com as medidas para mitigar a poluição”, disse o porta-voz da Procuradoria da República, Ângelo Mathusse.

A visita da PGR acontece numa altura em que as actividades mineiras em Manica estão sob forte escrutínio, devido às denúncias de degradação ambiental, uso inadequado de recursos naturais e alegados impactos nas comunidades.

Nesta quinta-feira, Américo Letela prossegue a visita de trabalho no distrito de Vandúzi, onde deverá escalar a mina conhecida por “Seis Carros” para averiguar alegadas violações do decreto governamental que suspende as actividades mineiras, bem como investigar as recorrentes mortes de garimpeiros registadas naquela região.

O Conselho de Ministros aprovou, esta terça-feira, na sua 19.ª Sessão Ordinária, um conjunto de instrumentos destinados à recuperação das zonas afectadas pelas cheias, ao reforço da gestão das finanças públicas, à implementação da revisão do pacote de descentralização e à garantia do fornecimento de combustíveis líquidos no País.

Entre as deliberações consta a aprovação do Plano de Implementação das Leis n.º 11 e 12/2026, de 30 de Junho, que procedem à revisão do pacote de descentralização.

O Executivo aprovou igualmente o Plano Global de Recuperação e Reconstrução Pós-Cheias 2026, que visa promover uma recuperação resiliente, inclusiva e sustentável das áreas afectadas pelas cheias. O plano assenta em cinco prioridades: assistência humanitária imediata, reposição de serviços essenciais, reconstrução de infra-estruturas resilientes, recuperação económica e redução do risco de desastres.

Na área das finanças públicas, foi aprovada a Resolução que estabelece o Cenário Fiscal de Médio Prazo (CFMP) para o período 2027-2029. O documento define a estratégia fiscal, as projecções macroeconómicas e fiscais e os limites globais de despesa para os próximos três anos, servindo de base à preparação do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE), com o objectivo de reforçar a disciplina, a previsibilidade e a transparência na gestão das finanças públicas.

Ainda neste domínio, o Conselho de Ministros aprovou a Estratégia de Gestão das Finanças Públicas 2026-2035, que pretende modernizar o sistema de finanças públicas, promover a transparência, mobilizar recursos de forma eficiente, consolidar o equilíbrio fiscal e melhorar a prestação de serviços públicos.

A sessão aprovou também a Resolução que cria o Mecanismo de Facilidade de Pagamento aos Credores no Exterior, através da PETROMOC, S.A. O mecanismo fixa um montante de 50 milhões de dólares norte-americanos para garantir o fornecimento contínuo de combustíveis líquidos em todo o território nacional, minimizar os impactos sobre os consumidores e a actividade económica e assegurar o pagamento aos credores no exterior através de uma conta titulada pelo Ministério das Finanças no Banco de Moçambique, a ser aprovisionada pela entidade solicitante.

Durante a reunião, o Governo apreciou ainda a informação sobre o apoio prestado às vítimas da xenofobia na África do Sul.

O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu, esta terça-feira, que a recém-criada Inspecção-Geral de Segurança Alimentar e Económica (IGSAE) deve exercer uma fiscalização rigorosa, mas coordenada e orientada para a prevenção, evitando que as acções inspectivas se transformem num entrave à actividade económica ou num instrumento de intimidação dos agentes económicos.

Falando na cerimónia de tomada de posse da inspectora-geral, Shakila Abubakar Mohamed, e dos inspectores-gerais-adjuntos, Célio Rafael das Dores Goca e Silvestre Micas Panza, o Chefe do Estado afirmou que a criação da nova instituição visa modernizar o sistema inspectivo do Estado, reforçar a protecção do consumidor e salvaguardar a economia nacional.

Segundo Daniel Chapo, a nova inspecção deverá articular a sua actuação com as restantes entidades fiscalizadoras para evitar a duplicação de inspecções e reduzir os custos e constrangimentos impostos aos operadores económicos.

“Não faz sentido que um agente económico receba inspecções todos os dias”, afirmou o Presidente, acrescentando que a simplificação dos procedimentos deverá contribuir para melhorar o ambiente de negócios e atrair investimento.

O Chefe do Estado advertiu igualmente que a fiscalização não deve ser encarada como um mecanismo de arrecadação de receitas através de multas, mas sim como um instrumento de correcção de irregularidades, promoção da legalidade e fortalecimento da confiança entre o Estado, os operadores económicos e os consumidores.

No domínio da segurança alimentar, Daniel Chapo determinou o reforço da fiscalização em mercados, armazéns, fábricas, supermercados e restaurantes, bem como o combate à comercialização de produtos fora do prazo de validade, falsificados, contrafeitos, adulterados ou impróprios para o consumo.

Entre as prioridades definidas para a nova instituição figuram ainda a criação de brigadas móveis para actuar em zonas remotas e mercados informais, a digitalização dos processos de inspecção, o desenvolvimento de sistemas de rastreabilidade de produtos alimentares e a criação de uma base de dados nacional sobre infracções económicas e sanitárias.

O Presidente recomendou igualmente o reforço do combate ao contrabando, à especulação, ao açambarcamento e à adulteração de produtos, através de operações conjuntas com a Polícia da República de Moçambique, a Autoridade Tributária, as Alfândegas, o Ministério Público e outras instituições do Estado.

Na vertente institucional, apelou à integridade dos inspectores, defendendo mecanismos internos de prevenção e combate à corrupção e a publicação periódica dos resultados da actividade inspectiva.

Daniel Chapo sublinhou que a extinção da Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE) e a criação da Inspecção-Geral de Segurança Alimentar e Económica integram o processo de reorganização e modernização do sistema inspectivo do Estado, com o objectivo de tornar a fiscalização mais integrada, eficiente e orientada para a protecção da saúde pública, dos consumidores e da economia nacional.

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, garantiu este sábado que o Governo está a prestar assistência contínua aos moçambicanos que regressam da África do Sul na sequência dos actos de xenofobia, assegurando-lhes transporte, alimentação, acolhimento e integração socioeconómica.

O Chefe do Estado afirmou que, além da resposta humanitária, o Executivo está a identificar as competências profissionais dos cidadãos repatriados para facilitar a sua inserção em projectos de desenvolvimento em Moçambique e em mercados de trabalho internacionais com os quais o País mantém acordos de cooperação.

Falando em Dar es Salaam, na República Unida da Tanzânia, durante a conferência de imprensa de balanço da sua participação, como Convidado de Honra, na abertura da 50.ª Feira Internacional de Comércio de Dar es Salaam (Saba Saba), o estadista moçambicano começou por manifestar solidariedade para com os cidadãos afectados pela violência xenófoba.

A seguir, explicou que o Governo mobilizou equipas consulares em vários pontos da África do Sul, nomeadamente em Joanesburgo, Pretória, Cidade do Cabo, Nelspruit e Durban, além de uma equipa posicionada na fronteira de Ressano Garcia, para assegurar o acolhimento dos cidadãos que regressam a Moçambique.

Segundo o Chefe do Estado, o Executivo assumiu integralmente a logística de repatriamento dos cidadãos moçambicanos, garantindo igualmente o seu encaminhamento para as respectivas zonas de origem, sobretudo nas províncias de Gaza, Inhambane Maputo e Manica. Acrescentou que as autoridades estão também a trabalhar em estreita coordenação com a Embaixada do Malawi em Maputo, para apoiar os nacionais daquele país que utilizam Moçambique como corredor de regresso.

O Presidente moçambicano esclareceu que a resposta governamental está a ser conduzida por uma equipa multissectorial, envolvendo o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), o Serviço Nacional de Migração (SERNAMI), o Instituto Nacional para as Comunidades Moçambicanas no Exterior (INACE), as Alfândegas, as Missões Consulares de Moçambique na África do Sul e outras instituições do Estado.

“Como Governo, a nossa responsabilidade não é só cuidar dos moçambicanos que estão dentro do território nacional, mas também no estrangeiro”, afirmou, acrescentando que os cidadãos recebem uma refeição quente logo à chegada e passam por um processo de triagem, processo que inclui, de entre outros, o registo das suas competências.

O governante explicou a triagem das competências profissionais dos repatriados visa facilitar a sua inserção no mercado de trabalho. Referiu que uma das prioridades é integrá-los em projectos em curso em Moçambique, incluindo os integrados no sector de petróleo e gás.

Além das oportunidades existentes em território nacional, o Chefe do Estado recordou que Moçambique mantém acordos de mobilidade laboral com Portugal e os Emirados Árabes Unidos, instrumentos que poderão igualmente beneficiar os cidadãos regressados da África do Sul.

Relativamente a Portugal, revelou que cerca de 800 jovens moçambicanos já foram colocados no mercado de trabalho daquele país europeu desde o início do acordo, incluindo aproximadamente 200 motoristas, estando actualmente em curso o processo de selecção de mais 300 trabalhadores para responder às necessidades do mercado luso.

Quanto aos Emirados Árabes Unidos, destacou os resultados obtidos pelo novo modelo de recrutamento através do Instituto de Emprego e Formação Profissional, indicando que o primeiro grupo de 15 jovens enviados já apresenta casos de rápida progressão profissional.

“O que nos impressionou é que, destes 15 jovens, dois, em apenas duas semanas, foram promovidos para supervisor das obras”, afirmou, acrescentando que outros três trabalhadores estão igualmente a ser avaliados para ascenderem às mesmas funções, dada a sua seriedade e o nível de conhecimentos técnicos que possuem.

O Presidente da República concluiu referindo que o levantamento das competências dos cidadãos regressados permitirá criar uma base de dados estratégica para facilitar a sua integração em oportunidades de emprego dentro e fora do País.

Segundo avançou, muitos destes trabalhadores possuem experiência profissional consolidada e domínio da língua inglesa, factores que poderão reforçar a sua empregabilidade em Moçambique e nos países com os quais o Estado moçambicano mantém acordos de cooperação laboral.

A Liga Feminina da Renamo assinalou, este sábado, o 46.º aniversário da sua criação, evocando o papel das mulheres que participaram na luta armada e reafirmando a determinação de continuar a defender os ideais do partido, apesar das divergências internas que marcam a actualidade política da organização.

Durante as celebrações, a presidente da Liga Feminina da Renamo destacou a coragem das fundadoras, sublinhando que a efeméride constitui um momento de reflexão sobre o percurso do movimento e os desafios que ainda se colocam às mulheres no seio da oposição.

Segundo a dirigente, as mulheres da Renamo continuam a inspirar-se na geração que combateu ao lado dos homens durante a guerra, considerando que esse legado de resistência permanece vivo entre as actuais militantes.

Referindo-se à situação interna do partido, a responsável desvalorizou as tensões existentes, afirmando que conflitos são comuns em todas as formações políticas e manifestando confiança na capacidade dos órgãos competentes da Renamo para encontrar uma solução.

“A mulher, por natureza, é pacificadora”, afirmou, acrescentando que a Liga Feminina continuará a trabalhar pela estabilidade e coesão da organização.

A dirigente garantiu ainda que as comemorações decorreram em todo o País, desde Cabo Delgado até Maputo, envolvendo militantes e simpatizantes da Renamo.

Na ocasião, rejeitou igualmente qualquer possibilidade de desaparecimento do partido, defendendo que a sua história e o contributo dos antigos combatentes demonstram a capacidade de resistência da formação política.

A responsável recordou que entre as participantes nas celebrações estiveram mulheres desmobilizadas que integraram as forças da RENAMO durante o conflito armado e que hoje continuam activas na vida política, reafirmando que o partido “nunca vai acabar”, apesar das dificuldades que enfrenta.

O Presidente da República, Daniel Chapo, concluiu a visita oficial à República Unida da Tanzânia com um apelo ao reforço da cooperação económica entre os dois países, defendendo uma nova etapa das relações bilaterais assente no comércio, investimento, industrialização e integração regional.

No balanço da participação na 50.ª edição da Feira Internacional de Comércio de Dar es Salaam (Saba Saba), onde Moçambique participou na qualidade de convidado de honra, Chapo classificou o certame como uma plataforma estratégica para a promoção de negócios, inovação e fortalecimento da integração económica africana.

O Chefe do Estado agradeceu à Presidente da Tanzânia, Samia Suluhu Hassan, pelo convite e pelo acolhimento reservado à delegação moçambicana, sublinhando que a hospitalidade demonstrada reflecte os históricos laços de amizade, solidariedade e cooperação que unem os dois países.

Segundo Daniel Chapo, a presença de Moçambique na feira permitiu apresentar aos investidores internacionais as potencialidades económicas do País, com destaque para os sectores da energia, gás natural, energias renováveis, recursos minerais, agricultura, turismo, transportes e logística.

O Presidente destacou igualmente a posição estratégica de Moçambique e da Tanzânia no Oceano Índico, considerando que os corredores de desenvolvimento e de transporte entre os dois Estados podem desempenhar um papel determinante na ligação entre a África Austral e a África Oriental, impulsionando o comércio regional e a integração económica no espaço da SADC.

Durante o certame, acrescentou, foram estabelecidos contactos com grupos económicos internacionais e empresas tanzanianas interessados em investir em Moçambique, ao mesmo tempo que foram identificadas novas oportunidades para a expansão de pequenas e médias empresas moçambicanas no mercado da África Oriental.

No plano político e diplomático, Daniel Chapo revelou ter mantido conversações com a Presidente Samia Suluhu Hassan, durante as quais ambas as partes reafirmaram o compromisso de aprofundar a cooperação bilateral nos domínios político, económico, social, da paz e da segurança.

A visita incluiu ainda um encontro com Maria Nyerere, viúva do antigo Presidente Julius Nyerere, figura histórica da luta de libertação africana. O estadista moçambicano prestou homenagem ao papel desempenhado pelo antigo líder tanzaniano no apoio aos movimentos de libertação do continente, particularmente à Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO).

Daniel Chapo recordou que foi em solo tanzaniano que, a 25 de Junho de 1962, nasceu a FRELIMO, facto que considera um dos maiores símbolos da irmandade entre os dois povos. Defendeu, por isso, a necessidade de preservar este património histórico e transmiti-lo às novas gerações.

No âmbito da deslocação, o Presidente inteirou-se igualmente do andamento das obras da nova Chancelaria da Embaixada de Moçambique em Dar es Salaam. O espaço onde decorre a construção inclui a antiga residência do primeiro Presidente de Moçambique, Eduardo Mondlane, que, segundo anunciou, será preservada devido ao seu elevado valor histórico e simbólico.

Para Daniel Chapo, a visita representa um marco no aprofundamento das relações entre Moçambique e a Tanzânia, reforçando uma parceria estratégica orientada para o crescimento económico, a criação de emprego, o aumento do investimento e a melhoria das condições de vida dos povos dos dois países.

O Chefe do Estado concluiu afirmando que a história comum entre Moçambique e a Tanzânia constitui um património que deve continuar a inspirar as gerações actuais e futuras.

 

O Presidente da República e Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança (FDS), Daniel Chapo, efectuou, esta quinta-feira, uma visita de trabalho ao Teatro Operacional Norte (TON), nos distritos de Mueda e Mocímboa da Praia, para avaliar a evolução da situação de segurança, fortalecer a coordenação das operações militares e transmitir novas orientações às FDS no âmbito do combate ao terrorismo. 

A jornada iniciou no distrito de Mueda, onde o Chefe do Estado manteve um encontro de trabalho com o Comando da Força Local. Na ocasião, inteirou-se da situação operacional, informou-se dos progressos que estão a ser registados, ouviu as principais preocupações e desafios enfrentados no terreno e encorajou os combatentes a prosseguirem a sua missão com determinação, disciplina e patriotismo, destacando o papel decisivo da Força Local na protecção das populações e na defesa da soberania nacional. 

De Mueda, o Presidente da República seguiu para o distrito de Mocímboa da Praia, onde reuniu com o Comando do TON, tendo recebido uma actualização sobre a evolução das operações militares e definido novas directrizes para o reforço da ofensiva contra os grupos terroristas. Na sequência, Daniel Francisco Chapo anunciou a transferência do Comando do TON de Pemba para Mocímboa da Praia, uma decisão estratégica destinada a aproximar o centro de comando das principais zonas de operações. 

“Tomámos a decisão de transferir o Comando do Teatro Operacional Norte de Pemba para aqui em Mocímboa da Praia para estarmos mais próximos do centro das operações e do núcleo do combate aos terroristas. A partir daqui estamos mais próximos de Palma, Macomia, Quissanga e dos restantes distritos da zona norte”, sublinhou o Presidente da República.  

O Comandante-Chefe explicou que a instalação do Centro de Operações em Mocímboa da Praia permitirá uma resposta mais célere e eficaz às ameaças terroristas, reforçando a coordenação das operações militares. Por conta disso, esclareceu que “Mocímboa da Praia já se transformou no centro de operações do Teatro Operacional Norte. Queremos continuar a desferir golpes cada vez mais fortes contra os terroristas até colocarmos definitivamente fim ao terrorismo.” 

O Presidente da República reafirmou igualmente o compromisso do Governo de continuar a investir no fortalecimento das capacidades das FDS, através da construção de infra-estruturas, do reforço da logística, da modernização dos equipamentos e da intensificação da formação e do treino. “Vamos investir na construção das nossas infra-estruturas, no Centro de Operações em Mocímboa da Praia, no equipamento, na logística, na formação e em tudo o que for necessário para termos Forças de Defesa e Segurança cada vez mais fortes”, asseverou.

Daniel Francisco Chapo sublinhou que o reforço da segurança em Cabo Delgado já está a produzir resultados concretos, reflectidos na retoma dos grandes investimentos económicos na província. “O projecto da Total foi retomado, assinámos a decisão final de investimento (FID, na sigla em inglês) do Coral Norte e esperamos assinar ainda este ano a FID do projecto da ExxonMobil. Estes avanços demonstram que a situação de segurança melhorou”, frisou o Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança. 

O Chefe do Estado enfatizou que o fortalecimento das Forças de Defesa e Segurança representa um compromisso permanente do Estado moçambicano com a defesa da independência, da soberania e da integridade territorial. “A nossa independência custou muito sangue. Temos de continuar a defender a nossa soberania, a nossa integridade territorial e a paz, para garantirmos o desenvolvimento do nosso País”.  

Dirigindo-se aos efectivos destacados no TON, o Comandante-Chefe transmitiu uma mensagem de reconhecimento pelo empenho e coragem demonstrados no cumprimento da missão. “Em nome do povo moçambicano, queremos dizer-vos que estamos juntos. De segunda a segunda-feira, vinte e quatro horas por dia, acompanhamos as operações e continuaremos a criar melhores condições para que possam cumprir a vossa missão.” 

A visita do Presidente da República ao Teatro Operacional Norte reafirma o compromisso do Governo com a consolidação da paz, a derrota definitiva do terrorismo e a criação de condições de segurança que permitam acelerar a recuperação económica, o regresso definitivo das populações às suas zonas de origem e o desenvolvimento sustentável da província de Cabo. 

O antigo Presidente da República, Armando Guebuza, defende um maior envolvimento da comunidade jurídica da África Austral na resposta aos desafios da agricultura, das migrações e do desenvolvimento sustentável da região.

Intervindo na Conferência Anual da SADC Lawyers’ Association, Guebuza afirmou que a agricultura continua a ser a principal fonte de subsistência, emprego e rendimento para cerca de 61% da população da SADC, pelo que os impactos das alterações climáticas e dos fenómenos extremos afectam directamente as condições de vida das comunidades.

Segundo o antigo Chefe do Estado, o enfraquecimento da capacidade de resposta aos eventos climáticos extremos tem contribuído para o aumento do êxodo rural, agravando a pobreza nas zonas urbanas e dificultando o acesso da população a serviços essenciais, como saúde e educação.

Perante este cenário, Armando Guebuza apelou aos profissionais do Direito para colocarem o desenvolvimento das comunidades no centro da sua actuação, defendendo soluções jurídicas que contribuam para a estabilidade social e económica da região.

Guebuza alertou igualmente para o aumento dos fluxos migratórios na África Austral, associados ao desemprego, à insegurança alimentar e a outros factores socioeconómicos, considerando necessário que a SADC Lawyers’ Association participe activamente no debate sobre os instrumentos jurídicos que regulam a circulação de pessoas no espaço regional.

Para Guebuza, a integração regional preconizada pela SADC exige mecanismos legais capazes de facilitar a mobilidade dos cidadãos, salvaguardando simultaneamente os seus direitos e promovendo o desenvolvimento dos Estados-membros.

O Presidente da República, Daniel Chapo, participa, de 2 a 4 de Julho, na 50.ª Feira Internacional de Dar es Salaam (Saba Saba), na República Unida da Tanzânia, na qualidade de Convidado de Honra, a convite da Presidente tanzaniana, Samia Suluhu Hassan.

Segundo o comunicado da Presidência da República, a participação do Chefe do Estado visa reforçar a diplomacia económica de Moçambique, promovendo o investimento, o comércio, a industrialização e a integração regional, bem como aprofundar a cooperação económica e comercial entre Moçambique e a Tanzânia.

O mesmo documento destaca que a presença de Moçambique naquele certame internacional reforça igualmente os laços de amizade, solidariedade e cooperação entre os dois países e cria novas oportunidades de negócio para os respectivos sectores produtivos.

Integram a delegação presidencial o Alto-Comissário de Moçambique na Tanzânia, Ricardo Mtumbuida, o Secretário de Estado do Comércio, António do Rosário Grispos, além de quadros da Presidência da República e de outras instituições do Estado.

 

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