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O País – A verdade como notícia

O Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, José Pacheco, recebeu esta semana, a Secretária Executiva da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Maria do Carmo Silveira, com quem passou em revista a situação política e económica do país.

“No encontro, o Ministro Pacheco partilhou informações sobre a situação política e económica de Moçambique, da região e do continente africano”, afirma um comunicado de imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação.

Os governantes também trocaram impressões sobre os preparativos da Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da CPLP, que terá lugar em Julho próximo, em Cabo Verde.

A Secretária Executiva deslocou-se a Moçambique para participar na Conferência Económica do Mercado dos países falantes da língua portuguesa, que decorreu em Maputo, nos dias 9 e 10 deste mês, escreve a AIM.

A conferência, que contou com o apoio institucional da CPLP, foi organizada pela Confederação Empresarial da CPLP (CE-CPLP), tendo em vista analisar vários assuntos de interesse dos países membros, com destaque para a questão da mobilidade.

Para além da mobilidade, as matérias em debate na conferência incluíram a Harmonização das Relações Fiscais entre Países – Convenções de Dupla Tributação; Constituições de Empresas de Capital Estrangeiro (países da CPLP); Centro de Arbitragem, Conciliação e Mediação da CPLP; entre outras.

 

A bancada da Frelimo na Assembleia da República chamou a imprensa, esta sexta-feira, para partilhar as questões que leva à sessão de perguntas ao Governo, marcada já para quarta e quinta-feira da próxima semana.

A Frelimo diz estar expectante na exploração do gás da bacia do Rovuma, por isso, o Governo deve esclarecer como vai distribuir os ganhos desta riqueza aos moçambicanos.

Fora estas questões, há outros pontos que preocupam a Frelimo, como é o caso dos acidentes de viação e as políticas de emprego.

Galiza Matos Júnior falou, também, do encontro havido esta sexta-feira entre o Conselho de Chefia da sua bancada e membros do Executivo, cujo objectivo era saber da abordagem do Governo na sessão da próxima semana.

 

O Presidente do Comité Permanente da 13ª Assembleia Popular Nacional da China, Li Zhanshu, efectua a partir de amanhã até terça-feira, uma visita oficial a Moçambique.

A visitita tem o objectivo de fortalecer os laços de amizade e cooperação existentes entre os dois países. A informação foi avançada, hoje, em Maputo, numa conferência de imprensa pelo 1º Vice-Presidente da Assembleia da República, António José Amélia.

De acordo com António José Amélia, Li Zhanshu vem a Moçambique a convite da sua Homóloga, Verónica Macamo e faz-se acompanhar por uma delegação composta por 60 membros, entre deputados, ministros, quadros parlamentares e oficiais de imprensa.

O Presidente do Comité Permanente da 13ª Assembleia Popular Nacional da China vai manter encontros com o Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi e presidir as cerimónias de lançamento do Projecto de Televisão Rural por Satélite, no Distrito de Marracuene.

Li Zhanshu vai visitar vários empreendimentos e reunir-se com empresários chineses e a comunidade daquele país asiático residente em Moçambique.

 

Foram hoje a enterrar os restos mortais do presidente da Renamo, Afonso Dhlakama, que morreu, vítima de doença, no passado dia 3 de Maio na Serra da Gorongosa, na província de Sofala. Contrariamente ao que havia sido anunciado, Dhlakama foi sepultado cerca das 11 horas, porque a tradição local orienta que as cerimónias fúnebres só podem ter lugar no período da manha.

Milhares de pessoas oriundas de diversos pontos do país e do mundo juntaram-se em torno da família Dhlakama, para prestarem a ultima homenagem ao homem que dedicou grande parte da sua vida na luta pelo bem-estar da nação moçambicana.

Os restos mortais de Dhlakama chegaram em Mangunde cerca das 20 horas, ido da cidade da Beira onde decorreram as cerimónias fúnebres oficiais que contaram com a presença do Presidente da Republica, Filipe Nyusi.

Durante o percurso Beira Magunde o cortejo fúnebre foi acenado por centenas de membros de simpatizantes da Renamo que acorreram em massa ao longo da estradas nacionais número seis (da Beira a Inchope), e Estrada Nacional número 1 (Inchope-Mangunde).

Durante a noite de quarta para quinta-feira, os restos mortais de Dhlakama foram velados pelos familiares mais próximos numa residência previamente preparada para tal e por volta das nove horas de ontem, os restos mortais foram conduzidos pela guarda de honra da residência em alusão para o pátio da casa onde familiares, membros da Renamo, membros do governo de Sofala, representando pela governadora, o presidente do município da Beira e amigos oriundos de varias partes do pais, da Africa e da Europa, aguardavam ansioso pelo início das cerimónias do último adeus.

Cerimónias religiosas e várias mensagens antecederam o ritual do funeral. De entre as mensagens lidas destaque vai para a da família André Matsangaíssa, primeiro presidente da Renamo.

“Irmão Dhlakama…o teu desaparecimento físico constitui em nos uma perda imensurável. Esperamos que a nova liderança da Renamo que será eleita, continue com os ideais dos dois líderes, nomeadamente Matsangaíssa e Dhlakama, com vista a levar avante o projecto de democratização efectiva do país”.

Depois da leitura das mensagens os restos mortais do presidente da Renamo foram transportados para o cemitério familiar localizado há menos de um quilómetro da residência do Régulo Mangunde, um acto que esteve a cargo dos guarda de honra.

No cemitério uma salva de tiros antecedeu a deposição de corpos um acto que comoveu as inúmeras pessoas que acompanhavam a cerimónia e muitas delas choraram. A bandeira que cobria a urna que continha os restos mortais de Dhlakama foi entregue depois a família Dhlakama.

Rahil Kane, quadro sénior da Renamo que durante décadas trabalhou lado a lado com Dhlakama, afirmou que o presidente do seu partido deixou o mesmo preparado para poder continuar com a luta pela democracia e liberdade, iniciada em 1977 pelo presidente André Matsangaíssa. Dhlakama contribuiu bastante para a construção de um estado de direito no país e formou quadros com capacidades suficientes para continuar com dignidade os seus ideais que e zelar e lutar pelo bem do povo moçambicano. Para mim a morte do presidente Dhlakama ira contribuir certamente para unir a família Renamo e juntos vamos com toda a honra dar seguimento ao diálogo iniciado na busca de uma paz efectiva e levar este país a alcançar uma verdadeira democracia.

Para Manuel Pereira, primeiro delegado provincial da Renamo, que dirigiu Sofala entre 1993 ate 2006, a morte de Afonso Dhlakama deixou ficar bem claro quais eram os seus ideias e deixou-nos com muitas forcas para podermos dar continuidade o que ele e a Renamo sempre defenderam, nomeadamente o estado de direito e deixou-nos com mais forca para assegurarmos a paz. O desaparecimento físico do presidente da Renamo vai unir, por outro lado os moçambicanos e contribuir para a construção de um país verdadeiramente democrático. Queremos assegurar como partido, que os ideais de Dhlakama serão seguidos pelos todos membros da perdiz

Por seu turno, Francisco Rocha, que foi durante os finais da década 90 secretário particular de Afonso Dhlakama, considera o líder da Renamo um pai para todos os moçambicanos. Um pai que soube ensinar sem reservas as perseveranças e era extremamente exigente no trabalho. A sua morte, deve, na opinião servir de catalisador para unir os moçambicanos e sobretudo contribuir para no seio de todos nos haja coragem para tomarmos atitudes que contribuam para o bem-estar de todos sem pensar em benefícios pessoais. Com Dhlakama aprendemos que as vitorias não se constituem atacando física ou verbalmente o adversário, mas dialogando de forma frontal com os adversários.

O largo dos CFM, na cidade da Beira, acolhe, esta manhã, o velório de Afonso Dhlakama. A cerimónia vai contar com a presença do Chefe do Estado, Filipe Nyusi, e de altas individualidades, entre governantes, deputados e diplomatas.

A cerimónia oficial só irá começar com a chegada ao largo dos CFM do Presidente da República.

A Renamo, através do seu coordenador interino, Ossufo Momade, mostrou-se satisfeita com o programa das cerimónias fúnebres de Dhlakama e garantiu igualmente que está tudo aposto para a realização do velório, o qual deverá terminar por volta de meio-dia, hora em que os restos mortais de Afonso Dhlakama deverão seguir para a sua terra natal, onde está previsto um funeral familiar, quinta-feira.

 

As pessoas que vão participar no velório de Afonso Dhlakama, no largo dos CFM, na cidade da Beira, já começaram a chegar. Enquanto esperam pela urna, na Morgue Municipal da Beira, local onde já se encontram a família Dhlakama e vários membros da “perdiz”, as orações já começaram. Um dos membros presentes na capela da morgue é José Manteigas, o Porta-voz do partido, que considera que “nenhum gesto pode demonstrar o nosso reconhecimento e gratidão por este homem, que a vida inteira lutou por Moçambique e pelas liberdades fundamentais. Dhlakama partiu, mas deixou grande legado e os moçambicanos reconhecem isso. Afonso Dhlakama foi líder, ícone, emblemático, embondeiro na história de Moçambique. Prometemos continuar com a sua obra”.

De acordo com Manteigas, a melhor forma de homenagear Dhlakama é continuar com a sua obra, com luta pela democracia.

Dentro de instantes, os restos mortais de Afonso Dhlakama serão levados ao largo dos CFM, onde vai decorrer o velório oficial.

 

A morte de Afonso Dhlakama é uma perda para Moçambique. Muitas personalidades já o afirmaram e Raúl Domingos, político que trabalhou com o líder histórico da Renamo durante 20 anos, é apologista da mesma ideia. Para Domingos, Dhlakama foi um mestre, por isso, “tudo o que sou hoje, como político e como militar é graças a ele”, afirmou, acrescentando que uma das formas de homenagear Dhlakama é levar a Renamo ao poder.

Segundo entende Raúl Domingos, o foco, agora, deve ser a preservação da paz, da democracia, da liberdade e respeito pelos direitos humanos, porque negociar é dar e receber. “Hoje vamos consagrar o pai da democracia”, disse o político que chefiou as negociações que conduziram aos Acordo Geral de Paz, em Roma.

Raúl Domingos conheceu Afonso Dhlakama a 5 de Maio de 1980. Portanto, o líder histórico da Renamo morreu dois dias antes de ambos completarem 38 anos desse acontecimento.

A urna contendo os restos mortais de Afonso Dhlakama acaba de chegar ao largo dos CFM com a guarda de honra.

O largo dos CFM, na cidade da Beira, está preenchido por milhares de pessoas que acompanham as cerimónias fúnebres de Afonso Dhlakama. No meio da multidão, a sociedade civil está representada por Adriano Nuvunga, quem considera o momento que se vive no país como o de celebração da vida e obra de um homem que deu a oportunidade de os moçambicanos terem liberdade de direitos de expressão e participação na vida política. “Afonso Dhlakama contribuiu para que tenhamos democracia. Nós, como sociedade civil, tínhamos que estar aqui para celebrar a vida e obra dele”, disse Nuvunga.

De acordo com Adriano Nuvunga, o país não terá paz sólida enquanto uns tiverem privilégios do que outros. “Os esforços do Presidente da República devem ser no sentido de termos possibilidades de todos sermos tratados como iguais”.   

 

“Homens como tu não morrem, reinventam-se”. A mensagem proferida pela representante da família Dhlakama, esta manhã, no largo dos CFM, na Beira, foi dita aos soluços, entre lágrimas.

A inaugurar o momento dos elogios fúnebres, a família Dhlakama disse que a obra do líder histórico da Renamo tem dimensão mundial. “Estarás sempre presente nos nossos corações. Descanse em paz”.

Além da família Dhlakama, a Comunidade de Santo Egídio também discursou. A representante daquela entidade disse que Moçambique perde um dos protagonistas da sua história recente e do Acordo Geral de Paz. Para a Comunidade de Santo Egídio, depois do conflito dos 16 anos, Dhlakama escolheu a paz, com coragem.

 

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