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O País – A verdade como notícia

PR recebe embaixador da República do Congo no fim da missão diplomática no país 

O Presidente da República,  Daniel Chapo, recebeu hoje, em Maputo, o  Embaixador da República do Congo em Moçambique, Constant Serge Bounda, que apresentou cumprimentos de despedida no  fim da sua missão diplomática no país, numa ocasião marcada  pelo reforço das relações de cooperação entre os dois Estados e  pela preparação

O Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, José Pacheco, efectua uma visita de trabalho a Tóquio, Japão, para participar na Reunião Ministerial da Conferência Internacional de Tóquio sobre o Desenvolvimento de África (TICAD), nos dias 6 e 7 de Outubro.

No encontro, os ministros vão avaliar o estágio de implementação das acções acordadas no TICAD V e VI, decorridos em 2013 e 2016, respectivamente, bem como preparar a Cimeira do TICAD VII, a ter lugar em Yokohama, Japão, de 28 a 30 de Agosto de 2019, lê-se no comunicado enviado à nossa redacção.

Durante a sua estadia em Tóquio, o Ministro José Pacheco irá participar na Reunião da Plataforma Africana de Cidades Limpas e vai manter encontros de trabalho com o seu homólogo japonês, Taro Kono, o Ministro do Meio Ambiente do Japão e o Presidente da Agência Japonesa de Cooperação Internacional (JICA), no quadro do reforçar as relações de amizade e cooperação. 

 

A lógica até pode estar na mesma linha do romance de José Rodrigues dos Santos que leva o título em aspas nesta reportagem, o qual relata mortes misteriosos por degolação das vítimas, mas Filipe Nyusi falou dos ataques reais que há um ano semeiam terror em alguns distritos de Cabo Delgado e avisou: “continua a haver actos de ataques a aldeias, queimam casas e matam pessoas aqui nesta província, em Nangade, em Palma, Macomia, Mocímboa, até estão naquela zona de Quiterajo. Parem com isso”, ordenou o Presidente da República, com uma expressão facial carregada, seguido de um silêncio típico de quem dá ultimato ao seu adversário.

O propósito até não era esse. Nyusi, como se sabe, estava no planalto de Mueda a cumprir uma agenda oficial que incluía o lançamento de obras públicas, mas, estando em Cabo Delgado, não podia passar à margem de um conflito, sem rostos nem motivação aparente, que já custou a vida a dezenas de civis, militares e polícias.

Mas parece que o comandante-em-chefe das Forcas Armadas de Defesa tem informação classificada sobre a situação em Cabo Delgado e apenas vai lançando algumas pontas soltas. Ora, no comício de ontem, em Mueda, Nyusi deu a entender quatro coisas: há moçambicanos instrumentalizados; são estrangeiros que recrutam jovens e crianças moçambicanas para esse conflito; não são muçulmanos envolvidos; e não quer os autores mortos.

“Já avisei as Forças de Defesa e Segurança para que apanhem os jovens, não matem. São moçambicanos. São instrumentalizados, mandados por pessoas que não querem o desenvolvimento deste país e desta província. Outros jovens quando foram apanhados disseram ‘podem matar-nos, nós já juramos, vamos viver melhor lá no céu. Podem matar-nos, não há problemas’. Foram instrumentalizados. Depois dizem que são muçulmanos, não são”, vincou o Chefe de Estado, para de seguida referir que nem sabem expressar-se em árabe e, mais do que isso, como disse, “Moçambique sempre viveu bem entre muçulmanos e cristãos, nunca houve problemas. Não inventem história de que são muçulmanos, não são”, sentenciou.

Mas, afinal, quem são os que perpetram ataques naquela província? A resposta remete-nos novamente à intervenção de Filipe Nyusi, ontem, em Mueda que parece ter o horizonte mais desanuviado: “um dos que enganam as crianças apanhámos. eu até queria trazê-lo aqui, os meus ministros disseram que está em Nampula – um dos que carregam crianças em Pebane, Nacala, Memba e em Mocímboa. Ele fica lá em Nampula a comer bem e essas crianças estão aqui a morrer”, concluiu, mas antes disse ter ficado sentido quando soube que num grupo recentemente abatido em Cabo Delgado havia crianças recrutadas para incursões naquela província do norte de Moçambique.

Ainda ontem, Filipe Nyusi lançou a primeira pedra das obras de reabilitação e asfaltagem da estrada Negomano-Mueda, na província de Cabo Delgado, uma via que faz parte do traçado do histórico sonho de ligação das cidades de Cabo e Cairo.

 

Dezenas de pessoas marcharam, esta quarta-feira, na cidade da Beira com dísticos e mensagens de apelo a uma paz efectiva em Moçambique. A marcha, organizada pela Universidade Católica de Moçambique, percorreu algumas artérias da capital da província de Sofala, onde estudantes universitários, juntaram-se numa única voz, apelando a pacificação do país, para que Moçambique seja mais atractivo a investimentos que possam acelerar o processo de desenvolvimento.

De seguida foi realizado um culto ecuménico na Universidade Católica, onde os participantes entoaram cânticos e oraram pela Paz em Moçambique. “A paz é aquela que tanto os moçambicanos desejam e é bom sinal que cada um viaje de um ponto para o outro, a nível do país, usufruindo de harmonia, paz e sossego. Temos de agradecer a todos aqueles que estão envolvidos em trazer esta tranquilidade e dizer a eles que não desanimem”, explicou o Padre José Coutinho Maquita.

A Universidade Católica quer, com esta iniciativa, incentivar a juventude a crescer cultivando o espírito de busca pela paz, reconciliação, justiça e amor. Trata-se de uma actividade enquadrada nas celebrações do dia da paz, que celebra-se já esta quinta-feira em todo o país.

 

Os partidos políticos e grupos de cidadãos concorrentes às eleições autárquicas da próxima semana em Nampula juntaram-se na última  terça-feira num frente-a-frente para apresentar os seus manifestos, num encontro de interacção e diálogo com o eleitorado.

Os três principais partidos políticos, designadamente, a Frelimo, Renamo e o MDM apresentaram as suas ideias sobre como pensam em governar o Município durante os próximos cinco anos.

“O partido Frelimo pretende desenvolver a agricultura e combater as questões de subnutrição. O partido está também preocupado com a saúde e saneamento do meio” resumiu Amisse Cololo António.

Entretanto a Renamo interveio nos seguintes termos. “Temos problemas de água. Há uma necessidade de aumentarmos as escolas. Temos no nosso manifesto a ideia de criar uma escola técnica profissional para os jovens” explicou Pulo Vahanle cabeça de lista da Renamo.

O MDM destacou os pilares do seu manifesto, destrinçando as principais promessas.

“A nossa governação centrar-se-á em 14 pilares. Entendemos que devemos combater a corrupção. Vamos construir valas de drenagem e reabilitar as existentes. Vamos recolher os resíduos sólidos” anotou Fernando Bismarque.

Do encontro fizeram também, parte, o PDLS, AMADJIPSI e PAHUMO, que igualmente concorrem pela terceira maior autarquia nacional.

O debate eleitoral foi organizado pelo Centro de Aprendizagem  e Capacitação da Sociedade Civil que, no final, fez uma avaliação positiva, considerando que o encontro permitiu aos candidatos perceberem quais as reais preocupações do eleitorado, permitindo que possam incorporar nos seus planos de governação.

Volvidos nove dias de campanha eleitoral, o candidato do Movimento Democrático de Moçambique a presidente do Conselho Autárquico de Maputo, Augusto Mbazo,  pediu voto aos vendedores informais espalhados por algumas artérias da capital.

Em ambiente festivo, Mbazo interagiu com os vendedores informais nas avenidas Eduardo Mondlane e Guerra Popular.

Mbazo deixou, no contacto com os mesmos,  promessas de melhorar as condições de trabalho dos vendedores informais  caso seja eleito no próximo dia 10 de Outubro. “É chegado o momento de mudanças. Onde o MDM governa e a vida das pessoas muda. No dia 10 de Outubro, não fiquem em casa. Dirijam-se as assembleias de voto. Votem no MDM para acabar o vosso sofrimento”, apelou Mbazo.

Ao longo da Avenida Eduardo Mondlane, Mbazo recebeu queixas de práticas de extorsões por parte da Policia Municipal. O  cabeça-de-lista do MDM pediu voto de confiança dos vendedores com a promessa de acabar com esta situação.

Ainda nesta quarta-feira Auguto Mbazo escalou o mercado Estrela Vermelha onde prometeu aos vendedores uma nova imagem da infra-estrutura.

No “Estrela”, Mbazo disse que irá construir novos sanitários que não perigam a vida dos vendedores para além de melhorar as suas condições de trabalho.

Igualmente, no mercado Mandela, Augusto Mbazo reiteirou o seu compromisso, em fazer o suficiente para que os vendedores disponham de melhores condições para o exercício das suas actividades.

Esta quinta-feira,  décimo dia da campanha eleitoral, Augusto Mbazo e seus partidários irão concentrar-se no período da manhã na praça da paz,  onde terá lugar cerimónias alusivas ao dia da paz.

Já no periodo da tarde, as atenções estarão concentradas para passeata pelas artérias de Maputo e contacto interpessoal com os potenciais eleitores.

A Frelimo pede voto na zona Norte da Matola para continuar a garantir o desenvolvimento da autarquia.

Os partidos políticos desdobram-se cada vez mais na segunda e última semana de campanha eleitoral para a presidência das cinquenta e três autarquias existentes no país, nestas que são as quintas eleições autárquicas.  Na autarquia da Matola uma das quatro existentes na província de Maputo, a corrida ganha mais ritmo e nesta quarta-feira, nono dia da campanha a Frelimo esteve a pedir voto nos bairros do interior da Matola, nomeadamente, Muhalaze, Boquisso, Mali e Mukatine. Nestes pontos os camaradas realizaram um comício onde explicaram o seu projecto de governação nos próximos cinco anos e ouviram as preocupações dos munícipes presentes. Problemas de transporte, vias de acesso, corrente eléctrica, água potável, unidades sanitárias, segurança e escolas foram as principais queixas levantadas pelos residentes dos bairros acima mencionados.

Na sua intervenção, o cabeça-de-lista da Frelimo, começou por dizer que antes dos munícipes ele era o primeiro a tomar conhecimento dos problemas que tiram sono a quem vive nestas zonas. De seguida, Calisto Cossa, disse só precisa que o seu partido saia vitoriosa nas eleições do próximo dia 10 de Outubro para começar a dar solução a cada problema apresentado. Cossa disse ainda que não existe outro partido capaz de resolver os problemas da Matola senão a Frelimo, pois conhece-os na íntegra e já tem a sua solução.

“Não existe nenhum partido que já construiu vias de acesso, garantiu transporte, abriu novos bairros, ergueu escolas, hospitais, gerou mais postos de trabalho senão a Frelimo. Queremos vos recordar que apenas a Frelimo tem a solução dos problemas da Matola e nós somos a escolha certa. Pedimos ainda a todos vós para esclarecerem a juventude e aos vossos filhos que votar a Frelimo é garantir uma vida boa nos próximos cinco anos. Queremos continuar a desenvolver a Matola”, concluiu Calisto Cossa.

Morreu Salimo Saide, cabeça-de-lista do MDM na autarquia da Mocímboa da Praia, província de Cabo Delgado. Salimo Saide morreu na manhã desta quarta-feira vítima de doença.

Segundo o porta-voz do partido, Sande Carmona, citado pelo CIP, o funeral aconteceu ainda esta quarta-feira.

Com a morte do cabeça de lista, sobe para o lugar o segundo da lista.

 

O cabeça-de-lista do partido da perdiz, António Muchanga, no nono dia da campanha eleitoral, anunciou que caso a Renamo vença as eleições do dia 10 de Outubro, problemas de inundações na autarquia da Matola ficaram na história.

 Uma vez que irá implementar um sistema de escoamento de águas pluviais que devido ao bloqueamento de canais de água, os bairros como Nkobe, Machava Socimol 15, Mulomate, Liberdade e Fomento registam cheias principalmente no verão.

 Mas antes da introdução do referido sistema de escoamento, António Muchanga disse que irá indemnizar todas as famílias cujas residências estão no canal de água. O cabeça-de-lista da Renamo na Matola disse mais, que o projecto de governação não vai permitir que o parcelamento não seja de 20×40 metros, pois a autarquia tem terra desocupada.

Ainda ontem António Muchanga avançou que na sua governação serão criados novos postos administrativos em Matola-Gare e Boquisso só para citar alguns exemplos e que os chefes de quarteirões devem ser cidadãos que vivem nos respectivos quarteirões

Ao fim dos primeiros sete dias de campanha eleitoral, organizações da sociedade civil denunciam constantes violações da lei eleitoral. A Frelimo, por exemplo, é acusada de usar meios públicos nas suas incursões em Quelimane.

Segundo Artemisa Franco a Frelimo recorreu à uma viatura hospitalar para transportar seus simpatizantes nas suas incursões, na autarquia de Quelimane. Vai ainda mais longe e diz que os ilícitos eleitorais não pararam por aí. “Desta vez os atropelos a lei envolveram a Frelimo, Renamo e MDM, que fixaram panfletos em instituições religiosas”, disse.

Sobre esses casos, Dércio Alfazema reclama da impunidade e concorrência desleal, devido ao uso de meios públicos na campanha.

A primeira semana da campanha eleitoral foi marcada por mortes e feridos. Ao todo foram contabilizados três mortos e dezenas de feridos, incluído o baleamento de um membro da Renamo, em Tete.

Contudo, e apesar desses pontos negativos, as organizações da sociedade civil destacam a convivência pacífica entre os partidos e grupos de cidadãos concorrentes às 53 autarquias do país, nas eleições de 10 de Outubro corrente.
 

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