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O País – A verdade como notícia

Governo lança MozCommunity com financiamento de 250 milhões de dólares para projectos no Norte

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, lançou, esta segunda-feira, em Pemba, província de Cabo Delgado, o Programa MozCommunity, uma iniciativa avaliada em 250 milhões de dólares norte-americanos, financiada pelo Banco Mundial, destinada a promover a coesão social, inclusão económica e desenvolvimento de infra-estruturas resilientes nas províncias de Cabo Delgado,

O Governo anunciou, este sábado, em Nacala, na província de Nampula, o financiamento de 93 empresas, no âmbito da V Edição do Fundo de Recuperação Empresarial, disponibilizando cerca de 245 milhões de meticais, equivalentes a quase quatro milhões de dólares norte-americanos, para apoiar a retoma da actividade económica nas províncias de Nampula, Cabo Delgado e Tete.

Na cerimónia pública de entrega dos chamados “cheques gigantes”, o Presidente da República referiu que das empresas contempladas, 44 pertencem à província de Nampula, 28 a Cabo Delgado e 21 à província de Tete. O financiamento médio aprovado ronda os 2,6 milhões de meticais por empresa, tendo todas as beneficiárias recebido já a primeira tranche dos fundos. As empresas que concluírem com sucesso a execução desta fase poderão receber o segundo e último desembolso ainda durante o presente mês.

O Chefe do Estado destacou que o Fundo de Recuperação Empresarial foi criado para responder aos prejuízos causados pelos ciclones Chido e Jude e por outros fenómenos extremos que afectaram o sector privado nas três províncias abrangidas. Sublinhou ainda que o reforço do financiamento às pequenas e médias empresas constitui uma das prioridades do Executivo para promover a independência económica e estimular o crescimento nacional.

Na mesma ocasião, o Presidente da República recordou que, através das diferentes edições do Fundo Catalítico, o Estado já colocou à disposição do sector privado cerca de 74 milhões de dólares norte-americanos. Segundo explicou, estes recursos destinam-se à melhoria de infra-estruturas, aquisição de insumos e meios circulantes, bem como à manutenção e criação de novos postos de trabalho.

O estadista defendeu maior transparência e celeridade na gestão dos desembolsos, para garantir que as empresas beneficiárias possam executar os seus projectos sem constrangimentos. Anunciou igualmente que o Governo irá promover uma avaliação aprofundada dos dez anos de implementação do Fundo Catalítico, com vista a identificar os seus impactos, consolidar os resultados positivos e corrigir eventuais fragilidades.

O Presidente reiterou ainda o compromisso do Governo em continuar a mobilizar recursos junto do Banco Mundial e de outros parceiros de cooperação para reforçar os mecanismos de financiamento ao sector privado, considerando que o fortalecimento das empresas nacionais é determinante para a criação de riqueza, geração de emprego e dinamização da economia moçambicana.

O partido PODEMOS pretende reforçar a sua implantação em todo o território nacional até 2027, com a criação e consolidação de estruturas em todos os distritos, postos administrativos e bairros do País. O objectivo foi reiterado durante uma sessão do Conselho Político, considerada pela direcção como decisiva para a definição das prioridades do partido para os próximos seis meses.

Na abertura dos trabalhos, a liderança do PODEMOS defendeu que o fortalecimento da organização interna constitui um requisito essencial para que o partido possa responder às expectativas dos moçambicanos e concretizar os objectivos políticos a que se propõe.

Segundo o dirigente, a sessão irá aprovar o plano de actividades para o segundo semestre do ano, definindo as linhas de actuação dos órgãos centrais, provinciais e distritais, bem como os mecanismos de coordenação e monitoria das acções do partido.

A direcção explicou que a planificação semestral permite avaliar a execução das actividades, corrigir eventuais falhas e ajustar as estratégias em função dos resultados alcançados. Neste contexto, considerou positiva a avaliação do plano anterior e defendeu a necessidade de aprofundar o processo de capacitação das estruturas distritais para assegurar uma maior presença do partido junto das comunidades.

O PODEMOS reafirmou igualmente a intenção de consolidar a sua organização de base, sustentando que a implementação das orientações políticas depende da existência de estruturas activas em todos os níveis da administração territorial.

Durante a intervenção, a liderança saudou o desempenho da bancada parlamentar, destacando o trabalho de fiscalização desenvolvido na Assembleia da República, e enalteceu igualmente o papel das estruturas distritais na interpretação e resposta aos desafios políticos.

Reconhecendo tratar-se de um partido ainda jovem, a direcção admitiu a existência de dificuldades próprias do processo de crescimento, mas defendeu que os desafios enfrentados devem servir de aprendizagem e contribuir para o amadurecimento da organização.

A liderança manifestou confiança de que o PODEMOS continuará a consolidar-se como uma das principais forças políticas do País, apelando aos membros para manterem o espírito de unidade, reforçarem os mecanismos internos de trabalho e prosseguirem o processo de implantação das estruturas em todo o território nacional.

O Presidente da República, Daniel Chapo, inaugurou a ampliação e modernização da fábrica da Cimentos de Moçambique, em Nacala-Porto, província de Nampula, considerando o empreendimento um marco para a industrialização do País e para a valorização dos recursos nacionais.

Segundo o Chefe do Estado, a unidade passa a produzir clínquer em território nacional, utilizando calcário extraído em Quissimajulo, pondo termo à dependência da importação desta matéria-prima essencial para o fabrico de cimento. A medida permitirá uma poupança anual de cerca de 60 milhões de dólares norte-americanos em divisas, reforçando a capacidade produtiva da indústria nacional.

Com a expansão, a capacidade de produção da unidade será reforçada em cerca de 1,2 milhões de toneladas de cimento por ano, contribuindo para o abastecimento do mercado interno e para a redução da necessidade de importação de matérias-primas.

Daniel Chapo destacou ainda que o investimento, avaliado em cerca de 110 milhões de dólares norte-americanos para a unidade de Nacala, integra um plano mais amplo de modernização das fábricas da empresa no Dondo e na Matola, num processo liderado pelo Grupo Huaxin Cement, da República Popular da China.

O Presidente sublinhou igualmente que o projecto incorpora soluções de eficiência energética, recorrendo a uma central própria alimentada por carvão proveniente de Moatize, reduzindo a dependência da rede eléctrica nacional e aumentando a competitividade da indústria. Acrescentou que a construção de um cais industrial e a aquisição de um navio para transporte de cimento irão reforçar a capacidade logística, facilitando a exportação para mercados regionais, incluindo as Comores e Madagáscar.

No plano social, a ampliação da fábrica deverá criar cerca de 300 postos de trabalho directos e 400 indirectos, elevando para aproximadamente 700 o número total de empregos associados ao empreendimento. O Chefe do Estado destacou ainda o processo de capacitação de quadros moçambicanos, que gradualmente substituirão técnicos estrangeiros na operação da unidade industrial.

Na ocasião, Daniel Chapo reiterou que a estratégia do Governo passa por promover a transformação local das matérias-primas, defendendo que o processamento interno dos recursos naturais gera riqueza, emprego, maior valor acrescentado e fortalece a soberania económica de Moçambique.

O Presidente da República reafirmou o compromisso do Governo em reforçar o financiamento ao sector privado, considerando as pequenas e médias empresas (PME) como o principal motor do crescimento económico e da criação de emprego em Moçambique.

Durante uma cerimónia de entrega de financiamento a empresas beneficiárias do Fundo de Recuperação Empresarial e do Fundo Catalítico, realizada na província de Nampula, o Chefe do Estado revelou que, nesta edição do programa de recuperação empresarial, foram financiadas 93 empresas das províncias de Nampula, Cabo Delgado e Tete, num montante global de cerca de quatro milhões de dólares norte-americanos, o equivalente a 245 milhões de meticais.

Do total das empresas apoiadas, 44 pertencem à província de Nampula, 28 a Cabo Delgado e 21 à província de Tete. O financiamento médio aprovado por empresa situa-se em cerca de 42 mil dólares, correspondentes a aproximadamente 2,6 milhões de meticais.

Segundo o Presidente da República, todas as empresas abrangidas já receberam a primeira tranche do financiamento e aquelas que concluíram com sucesso a execução desta fase deverão beneficiar do segundo e último desembolso ainda durante o mês de Julho.

Na ocasião, o estadista destacou igualmente os resultados do Fundo Catalítico, lançado em Agosto de 2025 no âmbito do Programa de Economia Rural Sustentável (MOS Rural), através do qual foram aprovados financiamentos para empresas dos sectores agro-industrial e de produção de sementes.

O Chefe do Estado anunciou que, através dos diferentes mecanismos de financiamento, o Governo já disponibilizou ao sector privado nacional cerca de 74 milhões de dólares norte-americanos, destinados ao investimento em infra-estruturas, aquisição de equipamentos, insumos e capital circulante, bem como à manutenção e criação de novos postos de trabalho.

O Presidente da República sublinhou que o objectivo do Executivo é aumentar a produção nacional, impulsionar as exportações, combater a fome e promover a geração de riqueza, apelando às entidades gestoras dos fundos para garantirem maior transparência e celeridade no desembolso dos recursos.

Ao assinalar os dez anos de implementação do Fundo Catalítico, o Chefe do Estado recomendou ao Ministério da Planificação e Desenvolvimento a realização de uma avaliação aprofundada do impacto do mecanismo, com vista a reforçar os seus pontos fortes e corrigir eventuais fragilidades.

Na mesma intervenção, o Presidente da República enalteceu o apoio do Banco Mundial, classificando a instituição como um parceiro estratégico de Moçambique no financiamento ao desenvolvimento, e afirmou que os recursos mobilizados resultam do reforço da cooperação internacional.

O estadista reiterou ainda que o Governo continuará a mobilizar financiamento para programas de apoio ao sector privado, com destaque para o Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FIDEL), que destina 60 por cento dos seus recursos à juventude, e para o programa Empodera, dirigido exclusivamente às mulheres.

O Presidente da República concluiu afirmando que o Executivo prosseguirá com as reformas destinadas a melhorar o ambiente de negócios, incluindo a aprovação de nova legislação para os sectores mineiro e petrolífero, bem como da lei do conteúdo local, com o propósito de fortalecer o empresariado nacional e aumentar a competitividade das empresas moçambicanas nos mercados regional e internacional.

A Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (AP-CPLP) encerrou, esta sexta-feira, em Luanda, a sua 15.ª Sessão Intercalar com o compromisso de acelerar a implementação do Acordo de Mobilidade, reforçar a integridade pública e transformar as decisões aprovadas em medidas concretas para os cidadãos dos Estados-membros.

Durante três dias, representantes dos Parlamentos de Angola, Cabo Verde, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal e Timor-Leste debateram o tema “Governação Democrática, Segurança e Integridade: Fortalecendo a Resiliência Institucional na CPLP”, defendendo instituições mais fortes, maior cooperação e respostas conjuntas aos desafios que atravessam o espaço lusófono.

 

No encerramento, a presidente da AP-CPLP, Margarida Adamugi Talapa, destacou que não existe desenvolvimento sustentável sem democracia, paz sem instituições sólidas e prosperidade sem integridade pública.

“Não há desenvolvimento sustentável sem democracia, paz duradoura sem instituições sólidas, nem prosperidade sem a preservação da integridade pública”, afirmou.

Entre as principais decisões da sessão está o compromisso de colocar as pessoas no centro da implementação do Acordo de Mobilidade da CPLP, aprovado há cinco anos, com o objetivo de reduzir progressivamente os obstáculos à circulação de cidadãos, conhecimentos e competências no espaço lusófono.

A AP-CPLP defendeu também o reforço dos mecanismos de transparência e combate à corrupção, incluindo a criação de observatórios parlamentares de integridade pública nos Estados-membros e maior participação das mulheres nos processos de decisão.

“Parlamentos fortes, representativos e próximos do cidadão são indispensáveis para o aprofundamento da democracia e para o fortalecimento da confiança dos povos nas instituições”, sublinhou Talapa.

A situação política na Guiné-Bissau também marcou os trabalhos. A Assembleia Parlamentar manifestou profunda preocupação e discordância face à detenção do Presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, considerando que a medida não apresenta fundamento legal.

No domínio da juventude, os parlamentares defenderam a proteção dos jovens lusófonos no ambiente digital e recomendaram legislação específica sobre a matéria, além da criação do prémio “Jovem Parlamentar Digital da CPLP”.

A sessão aprovou ainda o princípio de atribuição de personalidade jurídica ao Secretariado Permanente da AP-CPLP no ordenamento jurídico de Angola, enquanto país sede, e acolheu a disponibilidade da Assembleia da República Portuguesa para assumir a presidência da organização parlamentar em 2027.

Ao encerrar os trabalhos, Margarida Talapa apelou para que as resoluções saídas de Luanda ultrapassem o plano dos compromissos políticos e sejam convertidas em ações capazes de produzir resultados concretos para mais de 300 milhões de cidadãos do espaço lusófono.

Cinco anos depois de ter sido aprovado em Luanda, o Acordo de Mobilidade da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) continua longe de produzir os efeitos esperados. A livre circulação de pessoas entre os nove Estados-membros permanece limitada pela lenta ratificação e implementação dos instrumentos jurídicos nacionais, travando um dos principais projetos de integração da comunidade lusófona.

O tema voltou a dominar os debates da XV Sessão Ordinária da Assembleia Parlamentar da CPLP, encerrada esta sexta-feira, em Luanda, onde os presidentes dos parlamentos defenderam a aplicação plena do acordo, considerando que a mobilidade constitui um fator decisivo para acelerar o crescimento económico, dinamizar o turismo, facilitar os negócios, ampliar as oportunidades de estudo e reforçar a cooperação entre os países de língua portuguesa.

A Presidente da Assembleia Nacional de Cabo Verde, Janira Almada, defendeu que a mobilidade deve deixar de ser apenas um compromisso político para se traduzir em benefícios concretos para os cidadãos da comunidade.

“Não basta termos aprovado o acordo. É preciso implementá-lo plenamente para que os cidadãos possam estudar, trabalhar, investir e circular com maior facilidade no espaço da CPLP”, afirmou Janira Almada.

Na mesma linha, o Presidente da Assembleia da República de Portugal, José Pedro Aguiar-Branco, considerou que a mobilidade representa um dos pilares fundamentais da integração lusófona e advertiu que a comunidade não poderá explorar todo o seu potencial enquanto persistirem barreiras à circulação de pessoas.

“A mobilidade aproxima os povos, fortalece as economias e cria novas oportunidades de desenvolvimento para todos os Estados-membros”, defendeu Aguiar-Branco.

Os líderes parlamentares entendem que a implementação efetiva do acordo permitirá à CPLP tirar maior proveito do seu peso geopolítico e económico. A comunidade reúne mais de 300 milhões de cidadãos, distribuídos por quatro continentes, e representa, em conjunto, a oitava maior economia do mundo, um potencial que, na visão dos parlamentares, continua subaproveitado devido às dificuldades de circulação entre os países membros.

Aprovado em julho de 2021, precisamente em Luanda, o Acordo de Mobilidade foi apresentado como um dos maiores avanços da história da CPLP, ao criar mecanismos para facilitar a concessão de vistos, autorizações de residência e circulação de cidadãos entre os Estados-membros. Contudo, cinco anos depois, a implementação permanece desigual, com diferentes níveis de aplicação entre os países.

Para os presidentes dos parlamentos lusófonos, a concretização integral deste compromisso deixou de ser apenas uma questão administrativa e passou a constituir uma prioridade estratégica para consolidar a integração política, económica e social da comunidade, transformando a CPLP num verdadeiro espaço de livre circulação de pessoas, conhecimento, investimento e oportunidades.

O Presidente da República afirmou  esta sexta-feira, no distrito de Moma, província de Nampula, que os  primeiros resultados observados na implementação do Fundo de  Desenvolvimento Económico Local (FDEL) demonstram que o  programa está a contribuir para a criação de emprego, aumento da  produção agrícola e dinamização da economia local, defendendo a  expansão do financiamento para alcançar mais beneficiários e  acelerar o desenvolvimento das comunidades. 

A posição foi expressa durante um encontro com mutuários do FDEL,  realizado no âmbito da sua agenda de Governação de Proximidade,  iniciativa que visa acompanhar de perto a realidade das  comunidades, avaliar o estágio de execução dos programas  governamentais e reforçar o diálogo com os diferentes actores locais.

Na ocasião, o Chefe do Estado explicou que o encontro tinha como  principal objectivo avaliar, no terreno, o impacto dos financiamentos  concedidos, aferindo se os recursos chegaram aos beneficiários, os  tipos de actividades económicas desenvolvidas e o nível de satisfação  dos mutuários com o desempenho dos seus negócios. 

Segundo o Presidente da República, o contacto com os beneficiários  permitiu constatar que os projectos financiados estão a produzir  resultados positivos e que os mutuários compreenderam a importância  de reembolsar os valores recebidos para permitir que outras pessoas  também tenham acesso ao fundo. 

“E conseguimos perceber que estão satisfeitos. O outro aspecto é  saber se têm consciência que o dinheiro tem que ser devolvido para  os outros terem acesso também. E estávamos a perceber que na  capacitação que tiveram receberam esta informação e acataram,  que o dinheiro é para ser devolvido”. 

O estadista destacou igualmente o contributo do FDEL para a criação  de postos de trabalho, sobretudo entre jovens e mulheres, referindo  que uma das associações apoiadas pelo fundo integra cerca de 30  jovens que se dedicam à produção agrícola, considerando esse  resultado um exemplo concreto do impacto do programa na geração  de rendimento e na promoção da inclusão económica. 

Referindo-se a outros projectos apoiados pelo fundo, o Presidente  moçambicano salientou que o financiamento está a impulsionar  culturas de rendimento e a criar novas oportunidades de emprego nas  comunidades. 

“Também aquele que está a cultivar gergelim, está a fazer outras  culturas de rendimento como amendoim, e está a empregar mais  duas pessoas. Isto é o que nós queremos com o FDEL. É realmente  fazer circular o dinheiro na economia local, produzir comida para o  povo, dinamizar o comércio, gerar renda para a família da pessoa  que recebeu, mas também pagar salários”. 

Na sua avaliação, os resultados observados em Moma constituem um  exemplo do impacto esperado do programa em todo o país. “Então, 

em relação a esse aspecto, nós saímos satisfeitos de Moma e  queremos que seja uma amostra daquilo que tem que ser feito para  nós podermos continuar a desenvolver o nosso o nosso país”. 

Daniel Chapo valorizou ainda o alcance territorial do FDEL,  sublinhando que os recursos já estão a beneficiar populações para  além da sede distrital. 

“E outra coisa que aqui vimos em Moma é que o dinheiro chegou até  aos postos administrativos e localidades. Isto é muito importante.  Portanto, não é só aqui na vila sede, mas chegou nos postos  administrativos e chegou nas localidades. O nosso país é muito grande  e é preciso fazermos chegar o FDEL nos postos administrativos, nas  localidades, que é muito importante para o desenvolvimento do nosso  país”. 

No final do encontro, o Presidente da República felicitou os mutuários  pelos resultados alcançados e defendeu o reforço do financiamento  para ampliar o número de beneficiários. “Temos que aprovar mais  projectos para chegar a mais pessoas e continuarmos a desenvolver o  nosso distrito de Moma, a nossa província de Nampula e o nosso país”.

O Porta-voz da Frelimo, Pedro Guiliche, confirmou ao nesta sexta-feira a renúncia da Governadora da província de Gaza, Margarida Mapandzene, ao cargo, mas afasta as especulações de que o acto estaria relacionada a pressões internas. 

Guiliche esclarece que o acto é normal, previsto na legislação moçambicana, e que se enquadra na necessidade da Frelimo de garantir a implementação do manifesto eleitoral do partido, traduzido em acções concretas destinadas a melhorar as condições de vida da população.

Questionado sobre a associação da renúncia ao desvio de donativos destinados às vítimas das cheias, o porta-voz do partido disse não haver relação entre os casos. 

 Afirmo, no entanto, que o compromisso da Frelimo é com a integridade, o combate à corrupção e a concretização das promessas eleitorais, acrescentando que quaisquer suspeitas devem ser provadas pelas instituições competentes.

Para Guiliche, nesta fase, a atenção deve centrar-se na renúncia da governadora e no regular funcionamento das instituições, remetendo eventuais esclarecimentos adicionais para o momento oportuno e para as entidades responsáveis pela investigação de quaisquer alegações.

O que se segue, segundo o porta-voz, é o cumprimento da Lei, seguindo o processo de substituição, sendo que os Governadores provinciais são eleitos no âmbito de listas partidárias e que cabe agora à Assembleia Provincial desencadear os procedimentos necessários para a sua substituição.

O partido sublinha que o foco do Executivo deve manter-se na expansão dos serviços de saúde, da educação, da electrificação, das infra-estruturas rodoviárias e na promoção do desenvolvimento local, através de iniciativas como o Fundo de Desenvolvimento Local (FIDEL), vocacionado para apoiar projectos com potencial de gerar oportunidades de negócio e rendimento.

O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu a necessidade de uma gestão mais eficiente das finanças públicas, por forma a reforçar a capacidade de investimento do Estado e acelerar o desenvolvimento do país. A posição foi assumida durante uma sessão extraordinária do Conselho Executivo Provincial, realizada no distrito de Malema, no âmbito da visita de trabalho que efectua à província de Nampula. 

Na reunião, que juntou membros do Governo provincial, representantes do Estado, administradores distritais e presidentes dos Conselhos Autárquicos, foi apresentado um informe sobre a execução dos principais pilares do Plano Quinquenal do Governo, documento que serviu de base para a avaliação do desempenho da província e dos distritos.

Ao apreciar o relatório, o Chefe do Estado elogiou a qualidade técnica do documento, mas defendeu a elaboração de uma análise complementar sobre a evolução das finanças públicas, de modo a identificar com maior rigor os factores que limitam a capacidade de investimento do Estado. Segundo explicou, esse exercício deverá apoiar uma avaliação mais aprofundada no próximo balanço provincial. 

Para sustentar a sua posição, Daniel Chapo comparou a gestão das finanças públicas à administração de uma empresa ou de uma família, afirmando que uma entidade que canaliza a maior parte das suas receitas para o pagamento de salários dificilmente consegue investir e assegurar um desenvolvimento sustentável.

O Presidente reiterou que o principal desafio consiste em aumentar a margem financeira destinada ao investimento público, sublinhando que “não há desenvolvimento possível sem investimento”. 

Durante a sessão, Daniel Chapo abordou igualmente as negociações entre o Governo e parceiros internacionais, revelando que o Executivo rejeitou propostas de ajustamento que implicariam cortes salariais e alterações cambiais, por considerar que tais medidas agravariam o custo de vida da população e teriam fortes impactos sociais.

A sessão permitiu ainda avaliar o estágio de implementação das acções governativas em Nampula e recolher contributos para melhorar a planificação, a gestão financeira e a execução das políticas públicas orientadas para o desenvolvimento das comunidades.

 

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