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O País – A verdade como notícia

Chapo manifesta solidariedade ao Nepal após cheias devastadoras

O Presidente da República, Daniel Chapo, endereçou uma mensagem de solidariedade ao seu homólogo da República Democrática Federal do Nepal, Ram Chandra Paudel, na sequência das cheias devastadoras que atingiram, a 26 de Agosto, a região de Rasuwa. A tragédia provocou a morte de centenas de pessoas, deixou um número

O antigo Presidente da República, Joaquim Chissano, exerceu o seu direito de voto na Escola Secundária da Polana, cidade de Maputo. Depois de votar, Chissano disse estar satisfeito porque o processo eleitoral contribui para que a democracia funcione como situação essencial na expressão da vontade do povo. Por isso mesmo, o antigo Presidente da República espera que os potenciais eleitores votem, de modo que se sinta a voz dos moçambicanos.

Num breve colóquio à imprensa, esta manhã, Chissano defendeu que cada moçambicano deve votar consoante a sua consciência. Depois, felicitou o povo por ter permitido que a campanha decorresse normalmente. “Não tivemos casos de violência política. Noto que há determinação de prosseguirmos por via da paz e da reconciliação. Que continue assim, mesmo depois do anúncio dos resultados”, afirmou Joaquim Chissano, sugerindo que, caso um candidato às presidenciais sinta-se injustiçado, deve recorrer às instituições para resolver os problemas de diferendo eleitoral, de forma legal.

Chissano desejou sucessos a todos os concorrentes horas antes de viajar para a Europa, onde irá cumprir uma missão de paz. Será do velho continente que, sempre que possível, o antigo Presidente da República vai acompanhar os resultados destas eleições.

Conforme a promessa feita esta manhã, a Sala da Paz concedeu uma conferência de imprensa, por volta das 15h40, para se referir ao processo eleitoral que decorre em todo o país até às 18 horas.

Faltando menos de duas horas para o fim da votação, a Sala da Paz denunciou a inobservância do direito de prioridade em algumas mesas de votos.

Além disso, a Sala da Paz constatou filas longas e eleitores proibidos de votar.

Na comunicação desta tarde, a plataforma de observação eleitoral afirmou estar satisfeita com a participação notória das mulheres que, nas eleições anteriores, se abstinham por não acreditar no processo. Para a Sala da Paz, a mudança de atitude deve-se ao processo de educação cívica feita este ano.

A Sala da Paz vai continuar a actualizar as constatações obtidas ao longo do processo eleitoral.

Muitos eleitores afluíram neste dia 15 às urnas um pouco pelas 3.219 mesas de votos espelhadas na província da Zambézia. Em Quelimane a quem madrugou para cedo votar e retornar a sua vida normal.

Logo pela manhã de hoje, dia em que o país parou para observar as sextas eleições gerais e terceiras províncias, foi notória a afluência de eleitores em várias assembleias de voto instaladas na cidade de Quelimane, capital do segundo maior círculo eleitoral do país, Zambézia.  

O cabeça de lista da Frelimo a cargo de governador da Zambézia Pio Matos votou na Escola Industrial e Comercial 1º de Maio, enquanto Manuel de Araújo, da Renamo, exerceu o seu direito cívico na Escola Primária Completa de Coalane. Luís Boavida, do MDM, votou na Escola Primária Completa de Janeiro.

Na ronda efectuada pela reportagem do “O País”, os eleitores mostravam a sua satisfação por terem exercido o direito e dever cívico.

Numa das assembleias de voto da Escola Industrial e Comercial 1° de Maio, a Polícia teve que repor a ordem depois de um grupo de jovens ter cometido alguma desordem na fila. Mas nada grave.

Já no período da tarde, em várias assembleias de voto era notória a fraca afluência de eleitores.

 

 

Com um caminhar pausado devido a uma definição física, Silvério Vaz de 60 anos de idade, eleitor activo desde 1994 foi um dos milhares que foi as urnas, esta terça-feira, em Inhambane.

Por conta da sua deficiência teve prioridade na fila e como quem quer fazer tudo correctamente, para que seu voto conte, pediu ajuda para exercer o seu direito.

No final de tudo, Silvério era um homem realizado e disse ao “O Pais" que valeu a pena o sacrifício em prol do futuro de Moçambique.

Rita Mahoyango é eleitora de primeira viagem. Sem experiência nenhuma, chegou a perder 40 minutos na mesa errada, tudo porque não sabia interpretar no seu cartão de eleitor onde iria votar. Mas com o problema resolvido, Rita, teve pela primeira vez a oportunidade de decidir sobre o futuro do seu país e no final, com um sorriso de menina e com o sonho realizado, disse ser uma mulher feliz.

Entre os eleitores, há quem mesmo doente decidiu enfrentar o calor e a fila longa, tudo para votar. É o caso do Américo que pela manhã foi ao hospital tratar da doença e de tarde decidiu ir às urnas participar do momento considerado decisivo para os moçambicanos.

O governador de Inhambane Daniel Chapo que é também o cabeça de lista da Frelimo foi um dos primeiros eleitores a votar e disse na ocasião que não via necessidade dos eleitores permanecerem nas assembleias depois de votar.

Chapo defende que na mesa de voto estão pessoas indicadas pelos órgãos eleitorais incluindo as indicadas pelos partidos políticos, que são na essência pessoas de confiança desses partidos e por isso deve-se confiar nos órgãos eleitorais.

 

 

A Plataforma de Observação Eleitoral Conjunta, Sala da Paz, destacou o nível de participação da mulher na votação desta terça-feira.

Este destaque consta de uma comunicação emitida na noite passada, sobre o balanço do processo de votação onde frisou o impacto que a educação cívica teve neste sentido.
“Esta participação mostra que a educação cívica desenvolvida por diversas organizações membros destas Plataforma está a surtir efeito positivo” explicou Rafa Machava, porta-voz daquela plataforma.

Enquanto destaca o nível de adesão da mulher, a Sala da Paz denuncia algumas irregularidades que na sua opinião, terão manchado o decurso da votação em certos locais.

De entre as irregularidades registadas, a plataforma aponta “a propaganda eleitoral, o impedimento ao voto de alguns eleitores, bem como a interrupção de algumas mesas de voto, em algumas Assembleias”.

“Um caso preocupante registou-se na EPC Manhiça Sede, no distrito do mesmo nome, onde o comandante da Polícia Municipal apresentou-se com intenção de votar, trajado de camisete do partido Frelimo e foi impedido de o fazer”, exemplificou Machava.

 

Milhões de moçambicanos foram hoje às urnas, eleger o novo Presidente da República, deputados da Assembleia da República e membros das assembleias provinciais. As urnas abriram às 7h00 e encerram as 18h, e neste momento decorre a contagem de votos em muitas assembleias.

Até aqui, Filipe Nyusi lidera a contagem de votos em algumas mesas na escola Secundária Josina Machel, Escola Secundária Noroeste 1, Secundária da Polana e em cinco assembleias de voto do Pavilhão de Desportos de Nampula, seguido de Ossufo Momade.

Entre várias irregularidades registadas, “O País”, apurou que em algumas mesas da EPC de palmeiras, na Beira, o número de votos é superior ao número de eleitores que votaram.

Sobre esta e outras irregularidades no processo eleitoral, a Sociedade Civil e representantes de alguns partidos políticos que analisam o processo dizem que é prematuro saber o que de facto aconteceu sem esclarecimentos.

Apesar das incidências, Maria Vera Cruz, professora universitária enalteceu a participação da mulher neste processo eleitoral.

Na cidade de Maputo, a participação de eleitores em cinco mesas da Escola 3 de Fevereiro está entre 80% e 100%.

 

 

O Ministério do Trabalho, Emprego Segurança Social (MITESS) concede tolerância de ponto para amanhã, 15 de Outubro, a todos os trabalhadores e funcionários públicos por ocasião das eleições gerais.

A lei estabelece que as entidades públicas, privadas e outros empregadores devem dispensar os seus trabalhadores para votar e nenhum cidadão poder ser impedido de votar por falta de cartão de eleitor, desde que o seu nome conste do caderno do recenseamento eleitoral.

Votar é um direito e dever cívico de cada cidadão. O artigo 65 da Lei 8/2013, de 27 de Fevereiro, sobre a eleição do Presidente da República e dos deputados da Assembleia da Republica, e o artigo 86 da Lei 3/2019, de 31 de Maio, atinente à eleição dos membros da Assembleia Provincial e do Governador de Província, determinam que: “as entidades públicas, privadas e outros empregadores devem conceder aos respectivos funcionários, agentes do Estado e trabalhadores dispensa pelo tempo necessário para poderem votar”.

Em linha com estas leis, o MITESS diz que “para as actividades cuja natureza não permite interrupção no interesse público, apela-se à rotatividade dos funcionários e trabalhadores para garantir que todos exerçam o seu direito cívico de voto”.   

Para votar, o cidadão deve apresentar-se à mesa da assembleia de voto onde se recenseou, com o seu cartão de eleitor para efeitos de verificação do nome no caderno de recenseamento eleitoral.

Na falta do cartão de eleitor, o cidadão deve apresentar um dos seguintes documentos: “bilhete de identidade, passaporte, carta de condução, cartão de trabalho ou de estudante, ou ainda cartão de desmobilizado”.    

Confirmada a inscrição, o eleitor dirige à cabine de voto, sozinho, e assinala com um x ou impressão digital no quadro correspondente ao seu candidato ou partido.

Se o eleitor aperceber-se de que não votou correctamente ou rasurou o boletim de voto, deve pedir outro ao presidente da mesa e devolver o boletim inutilizado.

Os eleitores votam pela ordem de chegada, dando prioridade “aos candidatos à Presidência da República, às mulheres grávidas, aos doentes, idosos, às pessoas com deficiência, ao pessoal paramédico e agentes da Polícia encarregues pela segurança das assembleias de voto”.   

Os eleitores cegos, doentes ou com deficiência física podem votar acompanhados por outro eleitor por si escolhido livremente, desde que garanta a fidelidade e o sigilo do voto.

Os eleitores que não saibam ler nem escrever também podem votar, assinalando com o dedo indicador direito na área do candidato ou partido que desejar.     

As urnas de votação devem ser transparentes. A tampa da urna para a eleição do Presidente da República será azul, para a escolha dos deputados da Assembleia da República será branca e para os membros das assembleias provinciais verde.

As leis acima indicadas impedem a presença, na assembleia de voto, de “cidadãos que não sejam eleitores” ou que “já tenham exercido o seu direito de voto”, devendo aguardar pelo apuramento preliminar de resultados nas suas casas ou sedes de partidos de que são militantes ou com os quais se simpatizam.    

Em todo o país, as assembleias de voto, que geralmente coincidem com os locais onde os eleitores recensearam, vão abrir às 07H00 e encerram às 18H00.

 

 

 

A poucas horas para as eleições desta terça-feira, o Presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE) Abdul Carimo, fez uma comunicação à nação exortando aos moçambicanos sobre a necessidade de afluírem às mesas de votação e a participarem sem violência.

Carimo tem acompanhado as mensagens que circulam sobre uma alegada operação designada “votou ficou” e, por isso, apela igualmente aos eleitores a não aderirem a estas mensagens por serem contrarias à lei.

A advertência do Presidente da CNE foi também extensiva aos observadores eleitorais, a quem pede que sejam imparciais.

Na exortação que proferiu esta terça-feira, além de ter apelado a participação pacífica dos eleitores em geral, o Presidente da CNE apelou a uma participação séria e isenta dos agentes da polícia e dos jornalistas.

Pela sexta vez, desde o estabelecimento da democracia multipartidária, os moçambicanos vão amanhã às urnas para eleger o novo Presidente da República e deputados da Assembleia da República para o próximo ciclo de governação e, pela primeira vez, para escolher os governadores provinciais, no quadro da nova política de descentralização.

Mas, mais do que a escolha dos novos órgãos, a eleição desta terça-feira é, também, um teste às tendências do nível de participação dos eleitores.

Para esta votação estão registados pouco mais de 12.9 milhões de eleitores, o maior número de sempre de inscritos para o processo eleitoral, de quem se espera que respondam ao chamamento de forma activa, contrariando as tendências dos últimos processos, no que ao nível abstenção diz respeito.

Segundo o histórico, as primeiras eleições gerais, realizadas em 1994, são as que tiveram menor número de eleitores sem votar.
Dois pouco mais de seis milhões de eleitores então inscritos, o nível de abstenção foi de 12%.

Em 1999 o ciclo de abstenções começa a subir. Estavam inscritos pouco mais de sete milhões de eleitoras e 26% não foram votar.

Cinco anos depois, atingia-se o pico das abstenções. Nove milhões e novecentos mil foi o número de eleitores registados, no entanto, 57% não foi votar.

Em 2009 os registos indicaram nove milhões e 908 mil eleitores e a taxa de abstenção foi de 55%. Nas últimas eleições, 10 milhões 964 mil foi o número de eleitores inscritos. 51% foi o nível de abstenção. Para esta terça-feira estão registados mais de 12 milhões e novecentos mil eleitores.

O chamamento é que ninguém, em condições de votar fique em casa.  

 

 

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