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O País – A verdade como notícia

Chapo manifesta solidariedade ao Nepal após cheias devastadoras

O Presidente da República, Daniel Chapo, endereçou uma mensagem de solidariedade ao seu homólogo da República Democrática Federal do Nepal, Ram Chandra Paudel, na sequência das cheias devastadoras que atingiram, a 26 de Agosto, a região de Rasuwa. A tragédia provocou a morte de centenas de pessoas, deixou um número

A Plataforma de Transparência Eleitoral está preocupada com o facto de os Órgãos Eleitorais não efectuarem o Apuramento Intermédio, um processo que devia ter sido feito a nível do distrito, 24 horas depois da realização das eleições.

Para a Plataforma, este acto configura um atropelo grave da Lei. Perante esta situação, a Plataforma de Transparência Eleitoral lamenta o facto de não conseguir fazer um balanço mais aprofundado sobre o processo, podendo fazê-lo nesta quinta-feira.

O grupo de organizações da Sociedade Civil diz ainda ter detectado situações de enchimento de urnas nalguns pontos, detenções dos delegados de candidatura, mesmo quando estes gozam de imunidade. A Plataforma de Transparência Eleitoral diz ainda ter encontrado dificuldades na credenciação dos seus observadores, tendo conseguido credenciar apenas 3200 observadores, dos cerca de 7000 pedidos para o efeito.

Dificuldades de acesso aos locais de votação e registo de retirada compulsiva dos observadores dos locais de votação são outras das dificuldades que os observadores encontraram no terreno, durante o seu trabalho.

 

Hoje é um dia importante para Moçambique e os moçambicanos. O dia em que serão eleitos o Presidente da República, os deputados da Assembleia da República, bem como os membros das Assembleias Provinciais, para os próximos cinco anos.

Na cidade de Maputo, o dia acordou calmo. Nas principais avenidas da capital, ainda há pouca circulação de pessoas e viaturas. Afinal, é também tolerância de ponto.

Em alguns bairros, é onde se vê pela manhã de hoje, alguma movimentação de pessoas. Ao que tudo indica, eleitores que querem ocupar os primeiros lugares nas filas das assembleias de voto.

Em vários cantos do país, os eleitores já se encontram nas filas, à espera que as urnas abram, às 7 horas. As mesmas poderão encerrar às 18h00, em todo país.

“O País” está de plantão para acompanhar as incidências do processo.

Em várias províncias nacionais, são muitos os eleitores que optaram por se apresentar nas Assembleias de Voto logo nas primeiras horas desta manhã. Segundo dizem os entrevistados de Maputo, Matola, Gaza, Sofala ou Nampula, a ideia é votar o quanto antes e, depois, ir aproveitar a tolerância de ponto com a família.  

Um dos moçambicanos que quis exercer o seu direito de voto muito cedo foi Filipe Nyusi. Acompanhado pela esposa, Nyusi apresentou-se na Assembleia de Voto da Escola Secundária Josina Machel, na cidade de Maputo. Depois de apresentar o seu cartão de eleitoral, Nyusi, que concorre pela Frelimo nestas eleições, exerceu o seu direito de voto.  Minutos depois, cedeu uma colectiva à imprensa presente naquela escola.

No início da sua comunicação, o candidato presidencial da Frelimo agradeceu aos moçambicanos pelo momento pré-eleitoral que o país viveu, frisando ser importante que Moçambique, neste momento, continue caminhando com serenidade, num espírito pacífico, porque, entende, a paz não é violência, é uma forma de estar.   

Nyusi afirmou ainda que estas são as eleições com mais observadores no país. Se nas últimas houve 10 mil, desta vez são 40 mil, o que, afirmou, significa que o país está aberto para todos.

O candidato presidencial do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) acaba de votar no Campus da UniZambeze, na cidade da Beira. Daviz foi à Mesa de Voto por volta das 7h30, acompanhado pela esposa.

Falando depois de exercer o seu direito de voto, Daviz Simando disse estar orgulhoso, como moçambicano. “Como político, digo que valeu a pena ter feito a campanha”. Afirmou Simango, acrescentando que agora vai cuidar de outros assuntos do seu partido para depois passar o dia com a família.

Daviz Simango apelou aos moçambicanos para votarem, porque os que não o fizerem serão governados por aqueles que não elegeram. Além disso, Simango apelou à transparência, à justiça e à protecção de todos os eleitores.

Eram pouco depois das 7h quando o Governador de Inhambane Daniel Chapo que é também o cabeça-de-lista do partido Frelimo chegava a Escola Primária 3º Congresso acompanhado da sua esposa.

Daniel Chapo foi um dos primeiros eleitores a votar e em seguida falou a imprensa, apelando aos eleitores a dirigirem-se as mesas de voto para exercerem o seu direito cívico.

O governante frisou fazerem parte do processo pessoas indicadas pelos órgãos de administração eleitoral e aquela indicadas pelos partidos políticos para fiscalizar o processo.

Chapo entende que não há razões para que os eleitores permaneçam nas assembleias de voto depois de exercer o seu direito e apelou para que os mesmos permaneçam em casa e aguardem serenamente pelos resultados.

O candidato presidencial da Renamo, Ossufo Momade, devia votar às 8 horas, na Assembleia de Voto 03134-01, na Ilha de Moçambique, província de Nampula. No entanto, tal não aconteceu porque houve uma luta entre um delegado da Renamo e um escrutinador, alegadamente porque os Membros da Mesa de Voto estariam a cometer irregularidades eleitorais que prejudicariam a “Perdiz”.

Os ânimos exaltados que iniciaram numa Mesa de Voto, em pouco tempo, estenderam-se para uma outra, na mesma Assembleia, daí o processo eleitoral ter ficado suspenso por algum tempo naquele ponto do país. Como consequência disso, o candidato presidencial da Renamo teve de aguardar mais ou menos 50 minutos para poder exercer o seu direito de voto.

Na Assembleia onde votou Ossufo Momade, alguns presidentes de mesas foram acusados de atribuir mais de um boletim de voto aos eleitores para favorecem um dos candidatos e partidos concorrentes.

A situação forçou o encerramento temporário de uma das mesas da assembleia de voto, de onde Ossufo Momade exerceu o seu dever cívico.

Na Ilha de Moçambique estão inscritos pouco mais de 36 mil eleitores.

 

 

 

 

 

 

 

 

Ao todo são 1177 mesas de votos colocadas nos 14 distritos de Inhambane. O director Provincial do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral, Cezar Silva, disse ao "O País" que todas as urnas abriram pontualmente às 7h, sem nenhum sobressalto. 

Cesar Silva disse que já na noite de ontem tudo estava a postos para o arranque do processo, dado que o material e os Membros de Mesa de Voto estavam nos seus postos.

A nossa fonte disse que os primeiros locais a serem colocados os materiais são as regiões de difícil acesso como sendo os distritos de Funhalouro, Panda, Mabote e Govuro.

A maior preocupação dos órgãos de administração eleitoral estava relacionada com as regiões insulares da província, uma vez que a alocação de material naqueles pontos dependia das condições de navegabilidade, mas que ainda assim, não houve nenhum problema para lá chegar.

Por volta das 8h50, o candidato presidencial da Renamo, Ossufo Momade, votou na sua mesa de voto, localizada numa Assembleia na qual se verificou alguma confusão entre escrutinadores e delegados da Renamo.

A seguir à suspensão da mesa por algum tempo, Momade votou na sua terra natal: Ilha de Moçambique.

Como aconteceu com os outros concorrentes à presidência, Ossufo Momade falou à imprensa a seguir à votação. O presidente da Renamo apelou à população moçambicana para que participe massivamente nestas eleições, de modo a viverem a democracia multipartidária sem intimidações. “A população é que tem poder”, afirmou Ossufo Momade.

Na Ilha de Moçambique, o candidato da Renamo fez uma apelação: “apelo ao meu irmão, o Comandante em Chefe das Forças Armadas, para que respeite o voto popular”. E acrescentou: “Estas eleições devem depender da vontade popular. De contrário, Não vamos aceitar resultados manipulados e não gostaríamos de voltar a ter os problemas do passado”.

Ossufo Momade votou na Ilha de Moçambique porque foi lá onde se recenseou. Além disso, “eu quis que os meus irmãos, aqui na minha terra natal, me vissem votar pela primeira vez como presidente da Renamo”.

A Sala da Paz pronunciou-se, esta manhã, sobre o processo eleitoral que iniciou às 7 horas. De acordo com Dom Carlos Matsinhe, em representação daquela entidade, de modo geral não houve grandes atrasos no arranque das eleições, esta manhã, o que permitiu um início normal do sufrágio.

A posição da Sala da Paz é baseada em informações recolhidas e partilhas pelos observadores espalhados um pouco por todo em todo o país e pelos órgãos de informação social.

Mesmo considerado um início do processo de votação normal, a Sala da Paz informa que, em algumas províncias do país, os observadores eleitorais não estão a ser deixados fazer o seu trabalho, como é o caso de Cabo Delgado e Tete. Nos distritos desta, por exemplo, Marara e Chiúta, os observadores não estão a ser permitidos trabalhar porque não se apresentaram nas sedes distritais do STAE.

A Sala da Paz adianta ainda que nesta manhã há muita participação dos eleitores, sobretudo dos homens. Igualmente, referiu-se à presença maioritária dos delegados da Frelimo e da Renamo nas mesas de voto, bem como aos tumultos que se verificaram na Ilha de Moçambique.

Ora, a Plataforma de Transparência Eleitoral, nestas eleições, sedeada no Campus da Universidade Eduardo Mondlane, na cidade de Maputo, avançou que algumas mesas demoraram abrir por não terem membros completos ou o mínimo de quatro MMV.  

A maior parte das mesas que não abriram às 7 horas são da cidade de Maputo, segundo informou Guilherme Mbilana, representante da Plataforma de Transparência Eleitoral. Paralelamente, “tivemos casos de observadores impedidos de aceder às mesas de voto, em províncias como Zambézia, Manica, Gaza, Nampula, Inhambane e Maputo, devido à credenciação”, disse Mbilana.

Quanto à afluência, as filas apresentaram, esta manhã, uma média de 50 a 100 eleitores. Os dados foram apurados nas 11 províncias, nas 1200 mesas observadas.

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