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O País – A verdade como notícia

Chapo manifesta solidariedade ao Nepal após cheias devastadoras

O Presidente da República, Daniel Chapo, endereçou uma mensagem de solidariedade ao seu homólogo da República Democrática Federal do Nepal, Ram Chandra Paudel, na sequência das cheias devastadoras que atingiram, a 26 de Agosto, a região de Rasuwa. A tragédia provocou a morte de centenas de pessoas, deixou um número

O Conselho de Estado sugeriu ao Presidente da República a “enveredar pela declaração do Estado de Emergência” no país, “devido ao elevado risco da rápida propagação” do Coronavírus.

 

Após a sua primeira sessão, esta sexta-feira, o Conselho de Estado, apreciou, entre outras matérias, a informação sobre a situação do COVID-19.

No encontro presidido pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, o Conselho de Estado saudou aos profissionais da Saúde que “não têm poupado esforços no cumprimento da sua missão”.

Saudou ainda ao Governo pela criação da Comissão Técnica-Científica de Resposta ao COVID-19 e encorajar que continue a desenvolver, com zelo e profissionalismo o seu trabalho.

O Conselho de Estado agradeceu ao povo moçambicano por considerar que está consciente do contexto actual, tem acatado as recomendações emanadas pelo Governo e apelou que se continue a massificar a educação cívico-sanitária.

O órgão reconhece, no mesmo encontro, o trabalho das congregações religiosas, apelando-as a reforçarem as medidas preventivas, junto dos seus fiéis e demais cidadãos.

Refira-se que os membros do Conselho de Estado tomaram posse esta sexta-feira.

O Estado de Emergência é autorizado pela Assembleia da República, devendo este órgão legislativo pronunciar-se sobre a matéria nos próximos dias, assim que for solicitado para o efeito, pelo Chede de Estado. 

O partido Renamo não está à margem face à propagação do COVID -19 pelo mundo e no país em particular. O maior partido da oposição decidiu suspender por 30 dias todas as reuniões e comícios programados. E insta o Governo a fechar todas as fronteiras nacionais, de modo a reduzir o impacto da pandemia.

 

Em conferência de imprensa rápida, realizada hoje, em Maputo, e sem direito a perguntas, o presidente da Renamo, Ossufo Momade, deu a conhecer as deliberações saídas da segunda reunião extraordinária da comissão política nacional deste partido no contexto do coronavírus, entre as quais cancelar todas as reuniões e comícios programados e apelar ao Governo a fechar todas as fronteiras nacionais e garantir a fiscalização para reduzir o impacto da pandemia.  

A Renamo exorta igualmente os seus membros e simpatizantes e a população em geral a observarem as medidas de prevenção contra o COVID-19. A perdiz insta igualmente a Assembleia da República para se pronunciar em torno das medidas tomadas em torno do coronavírus.

Para a Renamo, o Governo é chamado a garantir protecção e segurança dos profissionais de saúde em todo território nacional.

 

 

 

 

 

 

Moçambique poderá em breve receber materiais de apoio vindos da China para enfrentar a pandemia da Covid-19, o anúncio foi feito hoje, pela ministra dos negócios estrangeiros e cooperação Verónica Macamo momentos depois da sua audição pela Comissão de Relações Internacionais da Assembleia da República.

 

Numa altura em que há registos de propagação de infeções da Covid-19 no país, o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação através da titular da pasta, disse que o país tem estado a manter diálogo com os outros países com os quais tem relação de cooperação bilateral no sentido de buscar soluções conjuntas para combater a doença. Desta cooperação, Verónica Macamo garantiu que o país poderá em breve receber um apoio para combater a Covid-19.

“Temos estado a coordenar com muitos países amigos, nenhuma nação pode lutar sozinha contra esta doença. Há uma oferta que vem de uma empresa chinesa e a Republica da China também prontificou-se a doar algum material para fazer face a esta pandemia. Eu penso que vamos vencer e cada um de nós tem que fazer a sua parte”, disse a Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação Verónica Macamo

Verónica Macamo falava esta quinta-feira, após uma audição no parlamento pela comissão de relações internacionais, “a comissão de relações internacionais, cooperação e comunidades, no âmbito das suas atribuições regimentais está a analisar o Programa Quinquenal do Governo. Mais particularmente no pilar número três que diz respeito ao reforço da cooperação internacional, e esta análise é a razão pela qual convidamos o Ministério dos Negócios Estrangeiros para aprofundar a compreensão do documento e colher mais subsídios para a elaboração do parecer”, revelou Catarina Dimande, presidente da Comissão de Relações Internacionais/ar

A comissão de relações internacionais questionou ao executivo sobre o estado de saúde dos moçambicanos na diáspora. Verónica Macamo garantiu que está tudo bem e existe um contacto permanente.

Recentemente a empresa chinesa Alibaba Group disse que vai doar 1.1 milhão de kits de testes e seis milhões de máscaras para o continente africano prevenir-se do COVID-19.

O Banco Mundial vai conceder 60 milhões de dólares para Quénia conter a pandemia. Vários países africanos começaram a suspender mais voos internacionais, sobretudo, voos de países com centenas de casos do COVID-19, bem como a proibição de concentrações públicas e encerramento de escolas e fronteiras. A vizinha sul-africana vai durante três semanas, proibir a saída de pessoas de casa, exceto em circunstâncias excecionais. Medida foi decretada pelo Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, para combater avanço do novo coronavírus.

A Assembleia da República elegeu, esta quinta-feira, por consenso, os deputados que farão parte do Conselho do Estado, Comissão Nacional de Defesa e Segurança e Comissão Nacional dos Direitos Humanos.

 

São ao todo sete personalidades eleitas pela Assembleia da República para comporem o Conselho de Estado, um órgão de consulta do Presidente da República para assuntos do estado, como decretar por exemplo, o Estado de Emergência e outros assuntos. Trata-se de Alcinda de Abreu Mondlane, Jamisse Wilson Taimo, Aminudin Muhamed, Felizarda da Boaventura Paulino e Maria Luisa Neto Lazaro Massamba, propostos pela bancada da Frelimo, e Julião Vitória Picardo e Abdul Magid Ibrahimo, proposto pela bancada da Renamo.

Estas personalidades vão juntar-se assim aos Presidentes da República, da Assembleia da República, o Primeiro-Ministro, Presidente do Conselho Constitucional, aos antigos Chefes do Estado, os dois antigos Presidentes da Assembleia da República, o segundo candidato mais votado nas eleições gerais, no caso Ossufo Momade e mais quatro membros designados recentemente pelo Presidente da República, nomeadamente Alberto Joaquim Chipande, Graça Simbine Machel, Eduardo da Silva Nihia e Daviz Mbepo Simango.

Para dizer que a partir desta Quinta-feira o Conselho de Estado já está composto, faltando a tomada de posse dos respectivos conselheiros. Depois disso poderão em breve ser convocados pelo Presidente da República para o aconselharem sobre a declaração ou não do Estado de Emergência para conter a propagação do novo coronavírus.

Numa outra eleição, os deputados elegeram os membros que vão compor o Conselho Nacional de Defesa e Segurança, um órgão consultivo do Presidente da República, na sua qualidade de comandante em chefe de defesa e segurança, para assuntos relacionados a soberania nacional, integridade territorial, defesa do poder democraticamente instituído e a segurança da nação moçambicana. Pela parte da Frelimo foram eleitos Jacinto Soares Veloso, Marina Pachinuapa, António Hama Tai e Brazão Aguiar Mazula, enquanto pela Renamo foi eleito Domingos Manuel Joaquim. Estes juntam-se a Jaime Basílio Monteiro, escolhido por Filipe Nyusi para o cargo de secretário-geral do Conselho Nacional de Defesa e Segurança.

Ainda esta quinta-feira, a Assembleia da República elegeu Cidália Chaúque Oliveira, Alfredo Caetano Dias e Augusto Mateus para a Comissão Nacional dos Direitos Humanos, um órgão composto por personalidades de reconhecida integridade moral e imparcialidade, com experiência na promoção e defesa dos direitos humanos.

 

 

 

 

Os 250 deputados do Parlamento moçambicano começam, a partir desta quarta-feira, a discutir, dentre vários instrumentos, o Plano Quinquenal do Governo, Plano Economico e Social e o Orçamento do Estado para o exercício económico 2020.

Há quinze dias a Comissão Permanente da Assembleia da República convocava para hoje o arranque da Primeira Sessão Ordinária da plenária parlamentar. A sessão terá a duração de sensivelmente dois meses, terminando no dia 29 de Maio próximo. Os deputados tem na agenda 20 matérias, onde se destacam a análise, debate e aprovação do Programa Quinquenal do Governo (PQG) 2020-2024, o Plano Económico e Social (PES) mpara 2020, o Orçamento do Estado (OE) para o ano em curso., propostas de programa de actividades e orçamento da “Casa do Povo”.

As bancadas parlamentares das três forças políticas representadas na AR, foram unânimes em afirmar que é urgente a viabilização dos instrumentos supracitados para garantir o funcionamento pleno do executivo.

“Estas matérias são as que devem estar no primeiro plano porque o Governo tem que ter instrumentos legais para poder trabalhar, olhando pela situação que o país vive e o mundo em geral”, disse o porta-voz da bancada parlamentar da Frelimo Jacinto Capito.

Por sua vez as bancadas do MDM e Renamo comprometem-se a viabilizar os documentos que permitam o exercício pleno do governo.

“Nós, enquanto Movimento Democrático de Moçambique, tudo faremos para garantir que o Governo tenha os instrumentos para trabalhar. Faremos de tudo para que a sessão decora com menos espaço de tempo, iremos respeitar as orientações da Organização Mundial de Saúde para evitar que a casa seja o foco da propagação do Coronavírus”, considerou Fernando Bismarque, porta-voz da bancada parlamentar do MDM.

“Nós a Renamo iremos nos esforçar para que tudo corra muito bem nesta sessão e estamos cientes de que é preciso debater com responsabilidade todos os instrumentos legais de modo a garantir que o governo trabalhe”, assegurou Arnaldo Chalaua, porta-voz da bancada da Renamo
Porque há cerca de três anos, a província de Cabo Delgado tem sido palco de ataques contra civis, residências e infra-estruturas públicas protagonizadas por malfeitores, e o último ataque teve lugar na madrugada desta segunda-feira. Os deputados da Renamo e MDM criticam a atuação das autoridades.

As bancadas parlamentares do MDM e Renamo condenam os ataques em Cabo delgado e dizem que é uma demonstração de falta de capacidade das Forças de Defesa e Segurança em garantir a ordem pública. Já a Frelimo apela a população a denunciar os malfeitores.

O comandante-geral da Polícia da República de Moçambique Bernardino Rafael, garantiu esta segunda-feira que as Forças de Defesa e Segurança farão de tudo que está ao seu alcance para restabelecer a ordem e segurança naquele ponto do país.

Arrancou hoje a primeira sessão ordinária da nona legislatura da Assembleia da República com a pandemia do Covid-19 a dominar parte dos discursos. Durante a sessão que se prevê que termine no próximo dia 29 de Maio, os deputados irão apreciar 20 matérias, com destaque para o Programa Quinquenal do Governo, o Plano Económico Social e o respectivo orçamento, e a sessão de perguntas e informações do Governo.

Contrariamente ao que tem sido habitual, a primeira sessão ordinária da Assembleia da República, arrancou hoje com apenas 160 deputados contra os 250 previstos. A ausência dos 90 representantes do povo justifica-se pelo facto de o mundo e o país estarem a ser assolados pela pandemia do Covid-19.

Durante o seu discurso de abertura, a Presidente da Assembleia da República, Esperança Bias saudou os esforços do Governo e encorajou as autoridades a prosseguirem com as acções de prevenção.

“Saudamos as medidas que o Governo tem vindo a tomar em função da evolução do coronavírus e encorajamos o Presidente da República a continuar a acompanhar o alastramento desta pandemia que já afecta o nosso país. Encorajamos igualmente ao Governo e aos profissionais de saúde a não vacilarem na busca de soluções e na divulgação de medidas de prevenção e de mitigação deste vírus”, disse Esperança Bias, Presidente da Assembleia da República.

Por outro lado, Esperança Bias, reiterou o apelo a todos os cidadãos moçambicanos e aos estrangeiros residentes no país, as instituições públicas, privadas, as confissões religiosas e as organizações da sociedade civil para que sigam escrupulosamente as recomendações do executivo, evitando assim, a desinformação e situações de pânico.

Para esta sessão serão arroladas diversas matérias com destaque para a proposta do programa quinquenal do governo 2020-2024, programa das actividades e o orçamento da AR para o corrente ano, proposta do plano económico e social para 2020 e o projeto de lei que aprova o orçamento do Estado.

Porque a sessão acontece numa altura em que as regiões centro e norte do país registam alguma intranquilidade, a chefe do órgão legislativo manifestou a sua preocupação.

“Acompanhamos igualmente com preocupação a recente incursão de malfeitores sem rosto, na vila de Mocímboa da Praia. As populações afectadas por estas incursões vão as nossas palavras de conforto e de solidariedade e apelamos a população para o reforço da vigilância e denúncia dos malfeitores as autoridades”.

Já os chefes das três bancadas parlamentares da Assembleia da República, que falavam pela primeira vez após a sua tomada de posse. Como não deixaria de ser, também manifestaram a sua preocupação com a saúde dos cidadãos tendo em conta a eclosão do COVID-19.

O primeiro encontro ordinário contou para além dos deputados com a presença do Governo, representado pelo Primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, bem como dos órgãos de soberania.

Aliás, os ataques nas regiões centro e norte do país, também mereceram menção dos três chefes das bancadas, durante os seus discursos, tendo encorajado o Governo a redobrar seus esforços para devolver a ordem e segurança nas províncias afectadas.

O “assalto” de ontem à vila da Mocímboa da Praia, em Cabo Delgado, terminou em morte, destruição de infra-estruturas públicas e privadas e sequestro de algumas pessoas cujo paradeiro é desconhecido, disse o porta-voz do Conselho de Ministros, Filmão Suaze.

Por volta das 04h30 da madrugada desta segunda-feira, um grupo de insurgentes tomou de assalto a vila de Mocímboa da Praia, içou a sua bandeira e realizou ataques que se prolongaram até ao princípio da tarde.

Os ataques visaram igualmente o quartel das Forças de Defesa e Segurança, confirmou, ontem, o comandante-geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), em declarações à imprensa.
 
Na sessão desta terça-feira, o Conselho de Ministros analisou, entre várias matérias, a situação. Sem precisar os danos causados pelos insurgentes, o porta-voz do Conselho de Ministros, Filmão Suaze, disse que as autoridades constaram que “os malfeitores retiram-se”, mas deixaram “rastos em alguns locais da vila: sangue, corpos humanos e pessoas levadas para lugar incerto”.

“Na madrugada de ontem, 23 de Março, um grupo de malfeitores invadiu a vila da Mocímboa da Praia”, onde destruiu “várias infra-estruturas públicas e privadas”, criou “dificuldades de circulação de pessoas e bens pro longas horas” enquanto havia confrontação armada entre os insurgentes e as Forças de Defesa e Segurança, contou Filmão Suaze.

Decorre o levantamento dos danos causados às instituições públicas e privadas, assim como de eventuais feridos e perdas humanas, disse a fonte.
Por causa “desta situação, os ministros do Interior e da Defesa encontram-se no terreno a fazer um trabalho” que permitirá avaliar o impacto das acções dos malfeitores.

O Governo continua a apelar maior vigilância da população, em particular dos jovens em relação aos ataques armados em Cabo Delgado.
Entretanto, a vida voltou à normalidade, pese embora de forma tímida, em Mocímboa da Praia, assegurou o porta-voz do Governo. 

O Governo aprovou, esta terça-feira, em sessão do Conselho de Ministros, uma resolução que cria a Comissão Técnico-científica para melhor lidar com a pandemia do Coronavírus (COVID-19).

A aprovação do órgão em alusão foi tornada pública pelo porta-voz do Conselho de Ministros, Filmão Suaze, em conferência de imprensa.  

Segundo Filipe Nyusi, foi criada uma comissão técnico-científica, presidida pelo ministro da Saúde, que integra profissionais de diversas especialidades, “incluindo clínicas, de saúde pública, sócio-económicas, antropológicas, comunicação social, entre outras”.

A Comissão Técnico-científica foi anunciada semana finda, em comunicação à Nação, pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, no âmbito do reforço das medidas de prevenção do COVID-19.

Na ocasião, Nyusi explicou o órgão tem como tarefas aconselhar o Governo na tomada de decisões com base em evidência científica e apoiar nas acções de comunicação social.

O porta-voz do Conselho de Ministros disse que a comissão será presidida pelo ministro da Saúde, Armindo Tiago.

Farão parte do órgão outras 12 personalidades a serem dadas a conhecer pelo Ministério da Saúde, em princípio na conferência de imprensa que terá lugar às 16h00 de hoje, disse Suaze.   

 

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