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O País – A verdade como notícia

Chapo manifesta solidariedade ao Nepal após cheias devastadoras

O Presidente da República, Daniel Chapo, endereçou uma mensagem de solidariedade ao seu homólogo da República Democrática Federal do Nepal, Ram Chandra Paudel, na sequência das cheias devastadoras que atingiram, a 26 de Agosto, a região de Rasuwa. A tragédia provocou a morte de centenas de pessoas, deixou um número

O maior bolo vai para o subsídio de reintegração dos deputados da oitava legislatura. São mais de um bilião de meticais para os 250 deputados. Por este e outros encargos que resultam da inauguração de uma nova legislatura, houve acréscimo de 48 por cento do orçamento, em relação ao ano passado

Com todos os seus protocolos, o arranque da nona legislatura, este ano, significou o aumento de mais de 1.4 bilião de meticais no orçamento da Assembleia da República.

A verba, de acordo com a proposta aprovada do orçamento do Parlamento, refere-se ao subsídio de instalação dos deputados, subsídio de reintegração dos deputados da oitava legislatura, aumento de pensionistas, actualização da tabela de ajuda de custos dentro do país e necessidade de ajustamentos em relação aos preços do mercado, quanto aos custos de bens e serviços.

No global, como é que estão divididos os mais de 2.9 biliões de meticais do orçamento da Assembleia da República?

O maior bolo é destinado às transferências correntes, que incluem despesas como assistência médica e medicamentosa, pagamento de quotas a organismos internacionais, subsídio de funeral, subsídio de reintegração e a verba agrega ainda fundo de pensões aos deputados aposentados. Serão 1.3 bilião (1 356 836 776,58) a serem gastos.

Seguem as despesas que albergam os salários dos deputados, subsídio de renda de casa, subsídio de círculo eleitoral e subsídio de instalação, além do subsídio de transporte, senhas de presença e ajuda de custos para dentro e fora do país. Estas despesas vão custar aos cofres do Estado 1.2 bilião de meticais (1 202 263 255,31).

Os bens e serviços custarão aos cofres do Estado mais de 275 milhões de meticais (275 135 187,60). Aqui, além de bens que o orçamento do Parlamento não especifica, constam combustíveis e lubrificantes (só esta despesa vai consumir 28.2 milhões de meticais). No geral, os bens estão avaliados em 83.7 milhões de meticais.

Quanto aos serviços, não há, também, especificidade no orçamento. Sabe-se, apenas, que inclui-se as comunicações gerais e dinheiro a ser gasto com comissões de trabalho e gabinetes de grupos nacionais do Parlamento. Estes serviços (incluindo os não especificados) tem um bolo de 191.3 milhões de meticais.

Os salários dos funcionários do secretariado-geral do Parlamento vão consumir 186 milhões de meticais (186 914 940,00).

Há também investimentos a serem feitos. São 100 milhões de meticais destinados a esta rúbrica. O valor refere-se a Reabilitação do edifício da Assembleia da República, equipamento informático, projecto de construção de silo automóvel e gabinetes trabalho, manutenção das instalações da Assembleia da República, apetrechamento das instalações do Parlamento, reabilitação e apetrechamento das residenciais protocolares, e a capacitação institucional.

Cada deputado recebe no mínimo perto de quatro milhões quando termina mandato

A verba destinada ao subsídio de reintegração dos deputados da oitava legislatura é, ao certo, de 1 027 038 139,78 centavos.

Cada deputado vai, por esta via, receber no mínimo, perto de quatro milhões de meticais.

Qual é a base legal sobre este subsídio? O Estatuto do deputado refere no número 1 do artigo 45 que “O deputado tem direito, quando cessa o mandato e o motivo de cessação não seja disciplinar ou criminal, a um subsídio de reintegração de 75% do salário base, por cada ano de exercício de mandato”.

O documento avança, ainda no mesmo artigo, nos números 2 e 3 que “O pagamento do subsídio de reintegração não pressupõe quaisquer contribuições. O subsídio de reintegração é pago numa única tranche”.

Entretanto, a Lei que estabelece o Sistema de Previdência e Segurança Social do Deputado determina no artigo 5 que “O deputado da Assembleia da República tem direito, quando cessa o mandato e o motivo de cessação não seja disciplinar ou criminal, a um subsídio de reintegração de 75% do salário base, por cada ano de exercício de mandato, desde que tenha efectuado o desconto previsto no artigo anterior”.

O artigo anterior referido, que é o 4, foca-se nos descontos referentes à pensão de aposentação, referindo que “o deputado da Assembleia da República tem direito à pensão de aposentação, desde que tenha exercido três mandatos consecutivos, independentemente da idade e descontado treze por cento do salário base; tenha exercido dois mandatos consecutivos, completado 60 ou 55 anos de idade, consoante seja do sexo masculino ou feminino, respectivamente, e descontado treze por cento do salário base; tenha exercido dois mandatos consecutivos ou interpolados, prestado trinta e cinco anos de serviço ao Estado e descontado treze por cento do salário base”

Entretanto, o desconto para a pensão de aposentação colocado como condição para o subsídio de reintegração, diga-se, é obrigatório.

Actualmente, o salário base do deputado simples, que não tem outras responsabilidades no Parlamento é de 81.596.20 centavos. 75 Por cento deste salário por ano corresponde a mais de 795 mil meticais (795 562.95). Ao fim de uma legislatura, o deputado recebe perto de quatro milhões de meticais (3 977 814.75) de subsídio de reintegração.

E o salário do deputado que é, por exemplo, vice-presidente da Assembleia da República é de 134 006.88 centavos.

Terminado um ano, 75 por cento do seu salário mensal corresponde a mais de 1.3 milhão (1 306 567.08). Ao fim da legislatura, recebe mais de 6.5 milhões de meticais (6 532 835.40).

Importa referir que os descontos referentes aos 13 por cento citados na Lei de Previdência e Segurança Social do Deputado são referentes aos subsídios de aposentação.

Deputados custam 750.6 milhões de meticais em salários e subsídios este ano

A verba destinada aos salários ascende aos 375 milhões de meticais para todos os deputados. Cada um deles recebe no mínimo 81 596,20 centavos por mês e o ordenado sobe em função de outras responsabilidades que cada um assume. Os vice-presidentes do Parlamento, por exemplo, tem 134 006,88 centavos de salário.

Além do salário, os deputados, no global encaixam 375.6 milhões de meticais por ano

Como está dividido este valor, vejamos a seguir.

O simples deputado tem direito a 4 900 de despesa de representação a cada mês. Em função de possíveis responsabilidades no Parlamento, este valor pode ascender até aos 21 972 meticais.

O mesmo deputado tem um subsídio de círculo eleitoral de 6 000 meticais durante 60 dias.

Recebe também 1000 meticais por dia durante 175 dias. Esta verba refere-se à senha de presença.

Quando há sessões extraordinárias, esta senha de presença aumenta para 9000 meticais por dia.

O representante do povo moçambicano tem direito, igualmente, de um valor que corresponde a 30 por cento do seu salário como subsídio de renda de casa, dada a não existência de cidadela parlamentar no nosso contexto.

Este valor varia de 24 mil (24 478,86) para o simples deputado a 40 mil (40 202,06) para, por exemplo, um vice-presidente do Parlamento, a cada mês.

Para ter água e luz em sua casa, o deputado recebe uma verba mensal de 1829,37 a 2352,05 a partir do porta-voz da bancada até aos vice-presidentes.

Os mesmos deputados tem direito a um subsídio de empregados domésticos num valor de 2 553 por mês.

Pese embora a proposta orçamental aprovada para este ano não mostre o valor que cada deputado recebe como subsídio de transporte, no global, estão reservados 19 400 mil para este subsídio e ainda 360 mil para combustíveis e manutenção de viaturas.

 

O secretário-geral da Frelimo compromete-se a intensificar os apelos aos membros e simpatizantes do partido para a prevenção da COVID-19. Roque Silva apela também a todos os moçambicanos a empenharem-se para evitar a propagação da pandemia.

Hoje, o político trabalhou nas bases do partido na cidade de Maputo, com o objectivo de reforçar a eficácia da estratégia de prevenção do Coronavírus.

Roque Silva falou da distribuição, na província de Maputo, de baldes para a lavagem das mãos e ainda oferta de material higiénico às comunidades.

“Quero assegurar que nós vamos intensificar” o trabalho já em curso e “nos próximos dias vamos anunciar outros donativos as instituições de saúde”, disse secretário-geral da Frelimo.

Na ocasião, Roque Silva apelou o envolvimento de outras forças políticas e da sociedade na luta contra o novo Coronavírus.

“Temos que compreender que é um momento difícil” e assumir “esta mobilização no sentido de fazermos alguma coisa para combater esta doença. Os membros da Frelimo continuarão a ser sensibilizados para trabalharem na prevenção. Esta não é tarefa apenas da Frelimo, mas sim de todos nós incluindo (…)”, afirmou o político.

Recentemente, o partido no poder capacitou os seus quadros em matérias ligadas à prevenção da COVID-19, em algumas províncias do país.

 

 

Depois de cinco anos na direcção da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), Omar Mithá foi hoje empossado como o conselheiro estratégico do pensamento económico da Presidência da República.

 

Depois de cinco anos como o rosto do braço estatal no sector de hidrocarbonetos, Omar Mithá assumiu ontem uma nova missão, desta feita, na Presidência da República. Confiado por Filipe Nyusi para o cargo de Conselheiro Económico, Mithá entra no Conselho Consultivo do Chefe de Estado, com poderes alargados, colocando-o como estratega da acção económica.

O novo conselheiro ouviu do próprio Chefe de Estado, os cinco desafios que devem orientar a sua acção no novo cargo.

“Como conselheiro queremos desafia-lo a ser: Proactivo e a ler os sinais do pulsar económico da Nação e, em função dos cenários, prestar apoio técnico ao Presidente da República, naquilo que respeita a política e estratégias económicas adequadas que nos conduzam ao alcance do nosso desiderato comum de desenvolver Moçambique” disse Filipe Nyusi, no seu discurso de ocasião.

Paralelamente, Nyusi atribui ao novo assessor, a responsabilidade de “apoiar o reforço das relações entre o Governo e as agências multilaterais e com projectos bilaterais assumidos e programas específicos” no que diz respeito a questões técnicas no sector económico.

Ao novo assessor foi ainda atribuído o poder de "elaborar documentos de políticas de desenvolvimento económico-social sobre questões que vão desde a integração económica, até ao financiamento do desenvolvimento" e o apoio da "construção de uma visão sobre o desenvolvimento de políticas macro-económicas adequadas e produzir recomendações  sobre a implementação das principais políticas".

Sobre a relação com os outros órgãos do Estado que lidam com assuntos da economia e desenvolvimento, o Presidente da República exige a Mithá, "maior diálogo".

"Ser-lhe-a ainda exigido, maior diálogo com o Primeiro Ministro, Ministro da Economia e Finanças  e outras partes interessadas e relevantes, afim de determinar o âmbito e o conteúdo dos conselhos a providenciar, incluindo partes interessadas relevantes, incluindo do sector privado e da sociedade civil" frisou Filipe Nyusi.

A União Europeia (UE) voltou a manifestar uma preocupação com a situação que se vive na província de Cabo Delgado, caracterizada por cada vez forte ofensiva de homens armados com influências radicais.

Através de um comunicado de imprensa emitido na tarde de hoje, a delegação da Europa comunitária no país chama atenção para o crescimento da degradação da situação humanitárias.

"A Delegação da União Europeia manifesta a sua grande preocupação com a visível degradação da situação de segurança na província de Cabo Delgado, ocorrida nas últimas semanas, particularmente com um aumento significativo de ataques, incluindo a ocupação temporária de sedes de distrito em Mocímboa da Praia, Muidumbe e Quissanga. Seguimos com apreensão o consequente agravamento da situação humanitária na província, com uma crescente insegurança das populações locais e a rápida multiplicação do número de deslocados internos" indica o comunicado.

A UE refere ainda que "a presente situação requer uma acção eficaz que permita proteger os cidadãos, desenvolver investigações que permitam levar os responsáveis à justiça e identificar o papel desempenhado por grupos extremistas violentos" e reitera a sua "disponibilidade para prestar assistência a Moçambique e prosseguir e intensificar o diálogo com as autoridades nacionais com vista a delinear uma solução integrada, coordenada e abrangente que dê reposta às múltiplas dimensões da actual crise, incluindo as suas implicações regionais".

Por outro lado a Europa comunitária manifesta preocupação com o desaparecimento do jornalista Ibrahimo Abu Mbaruco, jornalista da Rádio Comunitária de Palma e "apela às autoridades para que este caso seja investigado com rapidez e profundidade".

O Governo aprovou, hoje, um decreto que atribui facilidades aduaneiras e fiscais no âmbito da mitigação do impacto da Covid 19. Uma das medidas contidas incide sobre o Imposto sobre o Valor Acrescentado.

As medidas enquadram-se nas medidas de âmbito fiscal previstas no decreto lei sobre o Estado de Emergência e vão beneficiar, em primeira instância, importadores de mercadorias que tem impacto directo no combate a COVID 19

Ainda nesta sessão, o Conselho de Ministros aprovou o relatório anual da evolução do tráfico e Consumo ilícito de drogas durante o ano passado

 

 

O Presidente da República, em nome do povo moçambicano, endereçou um agradecimento especial ao Santo Padre, Papa Francisco, pelos minutos do seu pouco e nobre tempo, dedicados às populações da Ásia e da África, que estão atravessando graves crises humanitárias, como é o caso da região de Cabo Delgado, no norte de Moçambique.

Na sua mensagem, Filipe Nyusi escreve que os moçambicanos reconhecem e agradecem e, mais uma vez, desejam ao Sumo Pontífice uma longa vida e uma vida de qualidade.

O Chefe do Estado empossou, hoje, a Presidente do Tribunal Administrativo e o vice-Presidente do Tribunal Supremo. Filipe Nyusi desafiou o Tribunal Supremo a garantir que as vítimas dos ataques em Cabo Delgado usufruam dos seus direitos.

Lúcia Maximiano do Amaral foi empossada no cargo de Presidente do Tribunal Administrativo, duas semanas após a sua nomeação. No seu currículo, destaque vai para a passagem pelo cargo de Procuradora-Geral-Adjunta e de Juíza do Conselho Constitucional.

No acto de posse, o Presidente da República desafiou a nova presidente a flexibilizar o processo de atribuição de vistos para contratos de empreitadas.

Lúcia Maximiano sucede Machatine Munguambe, que ocupou o cargo de Presidente do Tribunal Administrativo nos últimos 10 anos.

Outro empossado é João Beirão, que vai exercer, pela segunda vez, o cargo de vice-Presidente do Tribunal Supremo. Por isso, Filipe Nyusi disse esperar de si maior coordenação com a actual Presidente, para em conjunto, assegurarem que as vítimas dos ataques em Cabo Delgado gozem em pleno os seus direitos.

Na ocasião, Nyusi reiterou ainda o compromisso do Governo em combater os assassinos que têm aterrorizado pessoas na província de Cabo Delgado.

 

 

O Presidente da República, Filipe Nyusi, no uso das competências que lhe são conferidas, nomeou, através de Despacho Presidencial, Omar Mithá para o cargo de Conselheiro do Presidente da República.

Em Despacho Presidencial separado, o Chefe do Estado moçambicano nomeou Marla Cristina Paulo Dava para o cargo de Director do Gabinete da Esposa do Presidente da República.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, endereçou, hoje, uma mensagem de felicitações, pela passagem do dia do Jornalista moçambicano, data que coincide com o 42º Aniversário da criação do Sindicato Nacional de Jornalistas, SNJ.

A celebração desta data acontece num momento em que o país é assolado pela COVID-19, uma pandemia global que se propaga a uma velocidade sem precedentes.

Porque Informar-se melhor é também prevenir da COVID-19, Filipe Nyusi saudou o lema escolhido para a celebração desta data.

“Saudamos o lema escolhido: “Juntos na prevenção contra o Covid-19”, pois representa a cosciência e a responsabilidade que esta classe carrega no processo de educação à sociedade no que tange a precaução contra esta mortífera pandamia, a partir do seu próprio exemplo”.

Na sua mensagem, o Chefe do Estado reiterou que em Moçambique, ao longo do processo de construção do Estado de Direito Democrático, a comunicação social, em geral, e o jornalista, em particular, ocuparam um lugar de destaque, e hoje desempenham um papel fundamental nos esforços conjuntos visando o desenvolvimento do país.

“O nosso governo tem a comunicação social e o jornalista como parceiros incontornáveis na edificação de uma sociedade harmoniosa, ancorada nos ditames que visam a promoção de boa governação”, frisou

Nyusi diz que o Governo, continurá tudo a fazer para que “a liberdade de expressão e de informação continuem a ser indispensáveis da nossa democracia, e se afirmem como alicerces do exercício da profissão jornalística, bem como, de acções que dignifiquem a classe”.

 

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