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O País – A verdade como notícia

MDM acusado de enfraquecer fóruns internos de debate

Um dos membros fundadores do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) e actual chefe nacional-adjunto do Poder Local acusa a direcção do partido de reduzir significativamente a realização de reuniões dos órgãos internos, situação que, segundo defende, está a enfraquecer o debate e a dinâmica da organização. Falando esta sexta-feira, na

A Amnistia Internacional (AI) voltou, hoje, a exigir do Governo moçambicano, uma investigação independente e imparcial sobre as violações de Direitos Humanos na província de Cabo Delgado.

Através de um comunicado de imprensa emitido no início da noite, aquela organização diz que o vídeo mostrando uma mulher nua, a ser executada, é mais uma prova da violação dos direitos fundamentais pelas forças governamentais.

“Este horroroso vídeo é outro grosseiro exemplo da grave violação de Direitos Humanos e assassinatos sem misericórdia que ocorrem em Cabo Delgado, pelas forças de segurança moçambicanas” disse Deprose Muchena, o director da Amnistia Internacional para a região Oriental e Austral do continente africano, citado no comunicado enviado à nossa redacção.

De acordo com a nota, que cita análises feitas pelo Laboratório de Evidências e Provas, a vítima que aparece no chocante vídeo posto a circular nas redes sociais foi espancada e dispararam contra ela por 36 vezes.

Há quatro anos das próximas eleições gerais, Henriques Dhlakama, um dos filhos do antigo líder da Renamo, Afonso Dhlakama anunciou a sua candidatura para a Ponta Vermelha. Em entrevista por email ao O País, o “candidato” fala das motivações, as convicções e visões que o levam a avançar para o cargo que o seu progenitor falhou por cinco vezes

 

Quem é Henriques Dhlakama?

Sou um simples cidadão moçambicano, igual a tantos outros. Nasci na mesma localidade do meu pai, em Magunde, no ano de 1987, um dos períodos mais acesos do conflito. Em determinada altura o meu pai enviou-me para Portugal, onde estudei e frequentei a universidade na área de Contabilidade e Gestão. Acabei por regressara Moçambique, para residir em definitivo em Maputo, onde me tenho dedicado a uma vida privada simples, activo nas áreas de Trading e Investimentos Internacionais. Gosto muito de ler e escrever e cometo, pontualmente, a ousadia de ver um jogo de futebol (risos). Fora isso, tenho mais alguns gostos pessoais, como o todo-o-terreno, que pratiquei. Sou uma pessoa calma e reservada, aprecio privacidade e a solidão, que me deixa refletir.

 

O que o leva (ou) a entrar na política e quais são as suas influências?

Nunca me vi com um futuro político…e admirei sempre muito o meu pai, porque a política, como a vejo, é para quem verdadeiramente crê poder ajudar os outros ou, então, não passa de um aproveitamento de cargos para benefício próprio. Numa linguagem muito simples, creio nos direitos e liberdades, como consagrados na Constituição da República, na livre circulação de capitais e no direito à propriedade privada. Posso dizer que a ideia de entrar na política era algo a que eu fugiria, não fosse ver aproximar-se um precipício. Não é uma calamidade para quem vive muito bem, pois quem está bem, arranjará forma de sobreviver. É algo que irá ter um impacto profundo nas vidas dos moçambicanos. Assim, oque me levou a entrar na política é o acompanhar desde sempre, com muita atenção, a realidade política, económica e social moçambicana, e internacional, e verificar que chegámos agora ao limite da estrada e temos um precipício à frente.

 

Anuncia a sua pretensão de se candidatar à Presidência da República em 2024. Porquê?

O que o move a seguir este passo?

Em 2024, os moçambicanos vão ter uma oportunidade de decidir qual o rumo a dar ao seu país. Vão ter uma oportunidade de escolher se, face ao precipício, para avançar ou atam uma pedra à perna ou saltam de paraquedas. Espero poder vir a ser um paraquedas. Nesse sentido, desde há umas semanas comecei a organizar várias equipas de peritos, de forma a estudar a fundo e detalhadamente a situação moçambicana e elaborar possíveis cenários futuros e soluções. Somos já o que se considera um “Estado frágil”, a deteriorar-se há vários anos. Em 2030,no melhor cenário, estaremos pior do que agora. No pior dos cenários, poderá se ruma catástrofe. Será ver em Moçambique um Estado falhado.

 

Qual é a sua visão política?

Tenho a perfeita noção do que aí vem e do que representa para Moçambique e os moçambicanos. Moçambique precisa de uma terapia de choque. Precisa de alguém que em poucos meses, com acesso, tenha o levantamento de todos os problemas no terreno. Após assumir a Presidência, será necessário criar um orçamento que capacite a população. Ou seja, canalizar verbas do Estado para onde é urgentemente necessário e garantir o alívio imediato da população.

 

Quais é que são, neste momento, as suas bases de apoio?

Tenho a minha estratégia política bem montada. O planeamento com antecedência é tudo, e o mal de Moçambique é que “empurra com a barriga”. Chegam-me diariamente gritos de desespero e pedidos de ajuda. Assim, tirando as bases de apoio estratégicas ao nível nacional e internacional, considero a minha maior base de apoio os moçambicanos. É o maior desafio da minha vida e a maior honra que me podiam dar.

 

Qual é a sua relação com a Renamo e a sua actual liderança?

É uma relação cordial, pois a atual liderança tem os seus compromissos e não nos cruzamos, como não me cruzo com milhares de outras pessoas. Mas, se nos cruzarmos, falamos. Respeito todos.

 

O seu apelido é grandemente associado à Renamo. Qual é a posição da família perante esta sua decisão?

Somos uma família unida. Respeitamos o espaço de cada ume as decisões são individuais. Claro que, por respeito, falei com alguns membros da família mais próximos, e eles entendem que, sendo uma decisão minha, estou igualmente a defender o legado de Afonso Dhlakama mas acima de tudo, a servir uma causa maior: Moçambique e os moçambicanos.

 

E se Afonso Dhlakama estivesse vivo, avançaria na mesma com esta decisão?

Se o meu pai fosse vivo, poderia ou não tomar a decisão. Iria consultá-lo e pedir-lhe conselhos, pelo enorme respeito e admiração que lhe tinha. Ele tinha as suas convicções próprias, mas havia espaço de diálogo.

 

Acha que ele o apoiaria nesta candidatura?

Como disse, não consigo imaginar se sim ou não. Era uma pessoa com ideias muito pessoais e bastante reservado, como eu sou. Não sei mesmo responder. Sei que não haveria discórdia.

 

Essa candidatura que lança, pressupõe que vai fundar um partido, vai avançar como independente ou vai buscar suporte nalgum partido já existente?

Sou candidato às eleições para Presidente da República em 2024. Sou um candidato independente e de braços abertos a todos os moçambicanos. A minha mensagem é de Paz e União. Não vou fundar qualquer partido. Não estou interessado em ser Presidente de qualquer partido. Em 2024, gostaria de ser eleito e representar todos os moçambicanos.

 

Que prioridades imediatas é que definirá para o país, tendo como ponto de partida, o actual estágio económico e social?

A prioridade e urgência será dada a todas as medidas que de imediato aliviem a população. As primeiras medidas vão exigir tudo da máquina do Estado e um planeamento rigoroso, com objetivos e datas concretas e de curtíssimo prazo. Deitaremos mãos a todas as ferramentas e são muitas as disponíveis. A prioridade são as necessidades urgentes da população, a todos os níveis.

Como é que olha para a situação que se vive na província de Cabo Delgado, na perspectiva de causa e soluções que iria adoptar para resolver?

Infelizmente, Cabo Delgado não será facilmente resolvido enquanto não houver condições para resolver. Tem solução, mas dificilmente com a atual conjuntura. Daí o meu apelo aos moçambicanos para em 2024 irem votar e que votem bem. Que comecem já a pensar na maior decisão das suas vidas, que terá de ser tomada em 2024.

 

E a situação gerada pela Junta Militar da Renamo no Centro do país?

Como sabem, estou ideologicamente alinhado com a RENAMO. E a RENAMO é, infelizmente, uma sombra do que já foi. Falta de ligação às bases, aos militantes e aos simpatizantes e dirigentes locais. Tenho esse feedback diário, com milhares de mensagens. Poderíamos voltar a ter um enorme  partidos e conseguíssemos uma efetiva pacificação, diálogo e união. Numa democracia é necessária uma oposição forte e responsável, com alternativas e soluções exequíveis.

Que visão é que tem para o país?

Tenho um sonho que já me disseram ser impossível, mas eu insisto (risos). É ver Moçambique em paz e com esperança num futuro melhor. O meu pai ensinou-me a nunca desistir…

O vídeo que circula nas redes sociais sobre tortura de uma mulher indefesa em Cabo Delgado é arrepiante e a pergunta ficava no ar: serão as Forças de Defesa e Segurança a praticar tamanhas atrocidades? O fardamento, pelo menos, diz que sim, porquanto é idêntico ao das Forças de Defesa e Segurança. Mas Amade Miquidade, ministro do Interior, diz ser propaganda enganosa visando culpabilizar as forças defesa moçambicanas.

O vídeo em causa começou a circular nas redes sociais desde o início da semana e mostra uma mulher pelada a ser torturada por vários homens com fardamento idêntico ao das Forças de Defesa e Segurança. Além da tortura, há vários tiros lançados contra a mulher.

“Este vídeo não é o único que os terroristas divulgam. É mais um vídeo, é mais uma imagem que eles divulgam com a intenção subversiva de inverter o acto praticado dirigido contra as Forças de Defesa e Segurança”, diz o ministro do Interior, que falava após sessão do Conselho de Ministros de hoje. Miquidade diz, ainda, que os terroristas usam fardamento idêntico ao das Forças de Defesa e Segurança para distrair a opinião pública e colocar a sociedade contra os seus defensores (FDS).

“Aquilo é um acto macabro, inaceitável. É desumano. Jamais as Forças de Defesa e Segurança fariam algo parecido”, diz e acrescenta que “os terroristas, nas suas acções macabras, degolando as suas vítimas, esquartejando-as vivas, provocando uma morte violenta, sem piedade, só demostram o seu carácter brutal”.

O facto é que o teatro de operações em Cabo Delgado é de gelar o estomago. E assim o é há três anos. Miquidade explica que o Executivo moçambicano tem estado a pedir apoio da comunidade internacional e sem muitos detalhes diz que “os apoios internacionais estão a ser solicitados sim. Recentemente foi criada a ADIN, Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte, com o intuito de clamar à Comunidade Internacional pela ajuda necessária para os deslocados e para a criação de condições de que estes jovens não sejam aliciados”.

Miquidade lembra que do ponto de vista militar, o país não produz armas nem munições, daí que o material bélico usado contra os terroristas vem de apoios da comunidade internacional.

O responsável das Forças de Defesa e Segurança explica que decorre uma investigação de modo a conhecer o local onde os terroristas se preparam para as suas incursões. Porém, a Amnistia Internacional (AI) voltou, ontem, a exigir do Governo moçambicano, uma investigação independente e imparcial sobre as violações de Direitos Humanos na província de Cabo Delgado.

Através de um comunicado de imprensa emitido no início da noite, aquela organização diz que o vídeo mostrando uma mulher nua, a ser executada, é mais uma prova da violação dos direitos fundamentais pelas forças governamentais.

“Este horroroso video é outro grosseiro exemplo da grave violação de Direitos Humanos e assassinatos sem misericórdia que ocorrem em Cabo Delgado, pelas forças de segurança moçambicanas” disse Deprose Muchena, director da Amnistia Internacional para a região Oriental e Austral do continente africano, citado no comunicado enviado à nossa redacção.

De acordo com a nota, que cita análises feitas pelo Laboratório de Evidências e Provas, a vítima que aparece no chocante video posto a circular nas redes sociais foi espancada e dispararam contra ela por 36 vezes.

Governo aprova Orçamento Rectificativo

Além do ministro do interior, após a sessão do Conselho de Ministros falou também à imprensa o porta-voz do Governo, que anunciou a aprovação, por este órgão, do decreto que revê a lei do Orçamento do Estado para 2020. Filimão Suazi não avança números, mas garante que houve uma atenção especial para o sector da saúde, na sequência dos efeitos devastadores da COVID-19, pese embora tenha se feito sentir em todos os sectores.

Ainda hoje, o Governo anunciou a exoneração de Francisco Mazoio do cargo de presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Segurança Social e no seu lugar indicou Bernardo Cumaio.

 

O Presidente da República, Filipe Nyusi, exonerou Pedro Comissário Afonso do cargo de vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação.

Um comunicado da Presidência, enviado ao “O País”, diz que a exoneração de Pedro Comissário foi através de despacho presidencial.

Pedro Comissário ocupava o cargo de vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação desde Fevereiro deste ano.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, “exonerou António Gumende do cargo de Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário e Representante Permanente da República de Moçambique junto das Nações Unidas”.

Segundo um comunicado da Presidência enviado ao “O País”, Filipe Nyusi exonerou António Gumende através de um despacho presidencial.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, recebeu uma delegação da Empresa TOTAL, liderada pelo Presidente do Conselho de Administração, Patrick Pouyanné. A audiência aconteceu hoje, no Gabinete da Presidência da República.

De acordo com o comunicado da Presidência da República, durante o encontro, as duas partes debruçaram-se sobre a evolução do projecto de desenvolvimento do Gás Natural Liquefeito, na Área 1 da Bacia do Rovuma e congratularam-se com os progressos que se registam na implementação do projecto, sobretudo o asseguramento dos recursos financeiros necessários, os contratos e a execução das obras no local de desenvolvimento que está num bom ritmo, apesar de desafios iniciais decorrentes da COVID-19.

A TOTAL reafirmou o seu pleno empenho em continuar a executar o projecto em conformidade com o programa e as metas previstas, tendo agradecido ao Presidente da República e ao seu Governo pelo apoio e empenho que permitiram os actuais progressos.

Ainda de acordo com a Presidência, na audiência foi, igualmente, feita uma avaliação sobre a COVID-19, tendo constatado, com agrado, a observância das medidas de resposta à pandemia e manifestada gratidão pelos apoios prestados que têm permitido atrasar a curva de infecções e tornar sustentável o sistema nacional de saúde.

“No encontro foi, também, abordada a questão das vias de comunicação e os esforços em curso para a reposição de pontes e vias de acesso afectadas pelas calamidades naturais. Outro tema abordado na audiência relaciona-se com o empenho das partes na viabilização da formação e desenvolvimento de aptidões do pessoal local, bem como as medidas visando promover o conteúdo local no projecto de LNG da TOTAL, no quadro da parceria de longo prazo que se está a consolidar”, lê-se no comunicado.

As duas partes, segundo a Presidência, manifestaram o seu empenho e desejo de manter uma comunicação fluida, de modo a viabilizar a implementação bem-sucedida do projecto, tendo se proposto a criar um mecanismo de articulação regular de alto nível.)

O Presidente da República, Filipe Nyusi, nomeou, através de despacho presidencial, Belmiro José Malate, para o cargo de Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República de Moçambique junto da República Democrática de Timor-Leste.

O diplomata passa a exercer as novas funções com residência em Jacarta, onde igualmente ocupa o cargo de Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário de Moçambique na República da Indonésia, de acordo com um comunicado enviado ao “O País”.

O académico e docente de Relações Internacionais, Calton Cadeado, considera fundamental apostar-se na desradicalização das comunidades, como o caminho mais eficaz para combater e mesmo erradicar o terrorismo no mundo.

Numa análise sobre o que mudou no mundo, após os atentados de 11 de Setembro de 2001, considerados o maior ataque terrorista contra os Estados Unidos da América (EUA), Cadeado considera que, após a primeira década ter registado um ambiente mais tenso ao nível global, os últimos tempos mostraram um clima mais ou menos moderado.

“Quando olha-se para o mundo pós 11 de Setembro olha-se para duas décadas. A intensidade com que nós falávamos de terrorismo uma década depois do 11 de Setembro e duas décadas depois, mudou completamente”, analisou o académico, apontando para o protagonismo que a Al-Qaeda teve para esta mudança.

“A Al- Qaeda teve um protagonismo muito grande depois de 11 de Setembro (2001), mas, a partir do momento em que os americanos conseguiram mobilizar o mundo para ir atrás de Bin Laden, a tal ponto que passou mais tempo a fugir do que a planear ataques para fazer valer a sua presença na arena internacional, aí sim, o mundo estava de tal forma inseguro que todos nós éramos vulneráveis e susceptíveis ao terrorismo”, disse.

Ainda assim, como um dos factores do 11 de Setembro, o académico destaca um factor sobressaiu na arena internacional, nomeadamente, a aliança entre velhos rivais.

“As relações internacionais entre velhos rivais se uniram para lutar contra uma ameaça comum. É só lembrar que, por exemplo, o mundo não condenou a acção agressiva que os russos fizeram no combate ao terrorismo, porque estava na moda e nos holofotes do mundo, a necessidade de união para uma causa comum e para todos lutarem contra o mesmo inimigo, e nisso era preciso mobilizar todas as potências com capacidade e poder de mobilizar meios para poder fazer a luta”, avaliou Cadeado.

Duas décadas depois do histórico 11 de Setembro, o académico considera que o mundo está hoje relativamente seguro, ou seja, “a insegurança prevalece, mas não na mesma intensidade com que se viveu na primeira década”.

De 11 de Setembro de 2001 até hoje, o terrorismo é um problema a ter em conta e a sua erradicação depende, segundo o docente, da desradicalização das mentes.

“O futuro pode ser perigoso se nós não atacarmos  a radicalização. Desradicalização, desisntrumentalização de das diferenças, das identidades, com componentes de segurança e componentes de desenvolvimento, que é para poder tirar o pretexto que as elites mobilizadoras e instrumentalizadoras usam para isso”, concluiu.

Factos e histórias dos atentados no coração da América

Passam hoje 19 depois do maior atentado terrorista nos Estados Unidos da América. Foi na manhã de 11 de Setembro de 2001 que os americanos viveram o terror dentro do seu território, numa sequência de ataques protagonizados pela Al-Qaeda.

Foi uma manhã de terror, sangue, luto e destruição no coração da América. Dezanove terroristas sequestraram voos comerciais e atacaram parte “do orgulho americano”. Em Nova York, os alvos foram as torres gémeas no complexo comercial do World Trade Center e o Pentágono, o símbolo da defesa americana. Contas feitas, o ataque resultou em 2.996 mortes e uma febre, praticamente hemorrágica, no mundo inteiro. As motivações que levaram Bin Laden e a Al-Qaeda a realizarem atentados contra os Estados Unidos são o resultado de um longo processo que se iniciou na década de 1970. Levando em consideração esse contexto, devemos entender que a motivação do ataque foi a inimizade existente dos fundamentalistas islâmicos e os Estados Unidos.

O homem, ora morto por desconhecidos armados em Chibabava, Sofala, era desmobilizado da Renamo. A informação é avançada pelo secretário-geral do partido, que tomou a ocasião para responder aos pronunciamentos segundo os quais esta formação política não tem liderança

A Renamo chamou a imprensa, hoje, para dizer que João Mutande, desmobilizado da Renamo, foi morto no passado dia 3 de Setembro por homens armados, na localidade de Panja, em Chibabava, Sofala. As motivações e a proveniência destes malfeitores são desconhecidas.

“Gostaríamos de apelar às autoridades policiais e administrativas do distrito de Chibabava e não só, a trabalhar de forma afincada de forma a responsabilizar criminalmente os malfeitores”, diz André Magibire, secretário-geral da Renamo, que também endereçou condolências à família enlutada.

Outro tema que levou à convocação da imprensa é o posicionamento de António Bauazi, membro da Renamo condenados na terça-feira por pretender se aliar à Junta Militar da Renamo. Falando após a leitura da sentença, Bauazi disse ser inocente e que as acusações que pesam sobre si surgem porque a Renamo não tem liderança.

“Quero dizer de viva voz que nós os membros da Renamo estamos a passar por esta situação porque o partido não tem presidente. O partido ficou órfão de líder. Eu me sinto desta maneira”, disse. Entretanto, estas palavras caíram mal para o secretário-geral do partido, que diz serem pronunciamentos infundados e que Bauazi “se calhar perdeu a memória”, porquanto a Renamo escolheu Ossufo Momade no sexto congresso do partido para ser o presidente desta formação política.

 

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