Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Governo aprova regulamento do Banco de Desenvolvimento de Moçambique

O Conselho de Ministros reuniu-se, hoje, em Chimoio, e tomou três decisões com impacto directo na economia, no desenvolvimento local e na integração regional: a aprovação do regulamento do Banco de Desenvolvimento de Moçambique (BDM), o balanço do primeiro ciclo do Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL) e a concessão

Estudantes do ensino superior passam, oficialmente, a ter aulas on-line no país. Trata-se de uma mudança aprovada, esta quarta-feira, pelo Parlamento.

A lição para esta decisão veio do espaço que a internet ganhou, com a eclosão da pandemia da COVID-19, entre os anos de 2020 e 2021. As instituições de ensino superior usaram plataformas on-line para dar aulas aos seus estudantes, mas tal ainda não estava regularizado. Por esse facto, não teve muitos apoiantes, devido à inexperiência de muitos profissionais da educação, falta de equipamento, bem como conhecimento por parte dos alunos.

O Governo, com objectivo de regulamentar a acção, submeteu a proposta de revisão da Lei do Ensino Superior, que vigora há 13 anos.

Trata-se de uma proposta submetida ao Parlamento pelo Governo, que vê nas aulas via internet como uma alternativa às presenciais, sempre que necessário, apesar dos desafios.

“A afirmação do modelo híbrido não suplanta as modalidades essenciais do ensino, designadamente, presencial e à distância. Não obstante, o modelo híbrido firmou-se de tal ordem que é preciso aceitá-lo e, bem assim, consciencializar os actores do subsistema sobre a necessidade de investir em infra-estruturas tecnológicas pedagogicamente apropriadas, na formação de docentes, discentes e corpo técnico-administrativo, a fim de que tais sejam, por um lado, padronizadas no mínimo aceitável em todo o subsistema e, por outro, controladas, na qualidade que ofereçam”, disse Daniel Nivagara, ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Segundo o governante, a essência da garantia de qualidade do ensino superior está em assegurar os padrões de qualidade da qualificação do corpo docente, da qualidade das infra-estruturas e das condições para a realização de práticas ou estágios profissionais pelos corpos discentes e docentes e ainda da adequação dos programas e currículos.

Assim, Nivagara diz que a lei prevê a “atribuição objectiva e clara de uma maior expressão do Conselho Nacional de Avaliação de Qualidade do Ensino Superior (CNAQ), como ente de garantia de qualidade no ensino superior; inclusão da avaliação e acreditação dos cursos e programas de ensino à distância no subsistema de ensino superior; desenho e registo das qualificações de ensino superior no Quadro Nacional das Qualificações”, entre outras acções.

Um outro aspecto de destaque nesta lei é a necessidade de apoio social obrigatório aos carenciados.

Daniel Nivagara esclarece que, neste contexto, “a acção social passa a prever, além da acção social escolar, uma componente social de apoio ao corpo docente, de investigadores e técnico administrativo”.

Para a bancada da Frelimo, este instrumento legal deve sair do papel para a prática, por forma a conferir robustez ao trabalho que já vinha sendo realizado pelo Governo, mesmo a meio a tantos desafios.

Já a Renamo defende que, além da lei, há ainda muito que se fazer, para melhorar a qualidade do ensino no país, uma vez que a lei não aborda questões ligadas à corrupção que acontece no seio do ensino superior, desde o ingresso, permanência até à saída.

Por sua vez, a bancada do Movimento Democrático de Moçambique entende que a lei irá centralizar ainda mais o poder no Governo, pois volta a afirmar a obrigatoriedade de as universidades, públicas e privadas, terem que se consultar com o ministro que superintende o sector sempre que pretender efectuar alguma mudança.

Nesta quarta-feira, o plenário iniciou ainda a apreciação da Lei da Educação Profissional, um instrumento que se prevê a sua conclusão nesta quinta-feira.

Moçambique busca dos deputados finlandeses experiências na implementação de estratégias legais para o sucesso do Fundo Soberano. Em causa está o crescimento do sector da indústria extractiva no país. A informação foi avançada, esta terça-feira, após um encontro com a presidente da Assembleia da República na Cidade de Maputo.

Na Finlândia, o sector da indústria extractiva contribuiu, em 2021, com cerca de 25% na economia, um cenário que não se verifica no país. Em Moçambique, o setor contribuiu, no mesmo período, com mais de 10% no Produto Interno Bruto.

E é sobre este aspecto que se cingiu o encontro entre os deputados finlandeses e a presidente da Assembleia da República.

“Em termos de estudos, estamos a colher experiência do lado da Finlândia, sobre como é que eles fazem a gestão do Fundo Soberano, que ainda está a ser trabalhado pelo Parlamento para que possa ter um reflexo positivo em termos de experiência daquilo que a Finlândia tem, também em termos de legislação”, avançou o porta-voz da presidente da Assembleia da República, Oriel Chemane.

O chefe dos deputados finlandeses que visitam o país disse que esta é uma oportunidade de fortalecimento da cooperação entre os dois países.

“Nós vamos ter uma conversa com os deputados da Assembleia da República moçambicanos, em Maputo, porque queremos continuar com os projectos de cooperação nas diversas áreas”, referiu Iohannes Kskinem, chefe da delegação finlandesa.

NOVO DIPLOMATA BRASILEIRO QUER REAVIVAR PROJECTOS ENTRE MOÇAMBIQUE E BRASIL

Na mesma ocasião, a presidente da Assembleia da República, Esperança Bias, recebeu o novo embaixador do Brasil, que destacou os passos de cooperação nos próximos anos.

“O uso do gás natural, sobretudo diante dos compromissos internacionais que Moçambique e o Brasil têm no sector da preservação ambiental, no sector da transição com uma matriz energética de uma energia limpa de como nós também podemos cooperar, e não só, cooperação técnica em termos de intercâmbio de conhecimento, tecnologias entre os dois governos, mas sobretudo da sociedade civil, envolvendo o empresariado, os centros de produção de conhecimento, universidades”, disse Ademar Seabra da Cruz, novo embaixador do Brasil.

Sobre as áreas de cooperação, o maior enfoque é a assistência do recente Plano Estratégico de Desenvolvimento do Sector Agrário, chamado PEDSA II, que será implementado até 2030.

“Nós queremos aproximar os dois países nos sistemas parlamentares, alargar a cooperação de nos projectos em diferentes ministérios, com destaque na área agrícola, no caso do Ministério da Agricultura, queremos acompanhar a estratégia executiva, Plano Desenvolvimento Agrário lançado há pouco tempo pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, e nós gostaríamos de intercambiar as experiências em torno disso”, ressaltou o diplomata.

O anúncio foi feito esta terça-feira depois de uma reunião entre o maior partido da oposição e pouco mais de oito partidos sem assentos na Assembleia da República, cujo objectivo era desenhar estratégias conjuntas para derrubar o partido no poder, nos próximos pleitos eleitorais. No mesmo encontro, a Renamo garantiu que o partido terá secretário-geral em cerca de um mês, depois de André Magibire ter sido afastado em inícios de Setembro.

Há mais de dois meses que a Renamo, o segundo maior partido com assento no Parlamento, está sem dirigente executivo, num contexto em que o país prepara eleições. Este é um aspecto que será ultrapassado em breve, de acordo com o porta-voz da Renamo, José Manteigas, que garantiu que o secretário-geral será indicado ainda este ano.

“Estamos a preparar o Conselho Nacional que é o órgão competente para ratificar o secretário que for indicado. Estamos ainda em 2022, então ainda este ano, o secretária-geral será indicado”, disse José Manteigas.

Depois do encontro que a Renamo manteve, esta terça-feira, com partidos extra-parlamentares, Albino Forquilha, na qualidade de o porta-voz da reunião, disse que os partidos ponderam coligar-se para disputar as eleições autárquicas de 2023, bem como as gerais, de 2024.

“Da expressão que houve na reunião, há muita vontade para se criar esta coligação. Entretanto, há pressupostos a considerar, para que se alcance o objectivo central que se pretende alcançar”, disse.

Para os próximos dias, os partidos vão criar uma comissão para estudar os aspectos técnicos de criação da coligação.

O MDM não compareceu à reunião, mas o porta-voz do encontro garantiu que os partidos estão dispostos a receber todos que queiram juntar-se à causa.

O Presidente da República exige o fim da corrupção no recrutamento de jovens às Forças Armadas de Defesa de Moçambique, para evitar o ingresso de pessoas com agendas obscuras. Filipe Nyusi diz também que, além da venda de drogas, o tráfico de órgãos humanos pode estar a financiar o terrorismo.

Nyusi falava esta segunda-feira, durante a abertura do 23º Conselho Coordenador do Ministério da Defesa. Na sua intervenção, Filipe Nyusi disse que a corrupção no sector abre espaço para existência de militares com agendas não claras.

“No âmbito da prevenção, uma vez que algumas ameaças decorrem de dinâmicas internas, reforcem o escrutínio de incorporação de efectivos para as FADM e para o Serviço Cívico de Moçambique. As FADM e Força Cívica e Serviço Cívico de Moçambique não podem acolher indivíduos com agendas alheias. O processo de recrutamento não deve ser caracterizado por corrupção, para evitar a incorporação do individuo”, referiu o Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança.

Aos órgãos da Defesa, Nyusi apelou à atenção redobrada a crimes como o tráfico de drogas e de órgãos humanos. Segundo o Chefe de Estado, o terrorismo que Moçambique vive nos últimos tempos cria condições para diversos o tráfico de drogas, armas e de seres humanos, entre outros crimes que podem gerar recursos para financiar o grupo armado.

“O terrorismo cria por si um ambiente de caos que propicia a prática de actos criminosos. Em fase desta realidade, urge combater, de forma organizada, programada e determinada, este fenómeno, sob risco de se hipotecar o destino risonho que queremos, que é construir o futuro para o nosso povo”, alertou Filipe Nyusi.

Nos quatro dias em que vai decorrer o Conselho Coordenador, o Presidente da República disse que, mais do que estudar o combate a crimes, é preciso que se encontrem formas de melhorar os serviços de saúde para os militares, com especial destaque para os que estão em Cabo Delgado.

“Queremos que assumam a vanguarda na concepção de um mecanismo que reforça a capacidade operativa, através da formação de comandantes, forças especiais, reforço ou formação qualitativa de sargentos e quantidade efectivas em contingente capazes de enfrentar no teatro e preenchimento de orgânicas de diferentes níveis”, apelou Nyusi.

O Presidente da República disse, ainda, ser urgente a reestruturação e modernização dos hospitais militares de Maputo, Nampula e do centro de saúde de Matacuane, na Beira.

“Nestes exercícios, desenvolvam o projecto de construção de um hospital militar, como já tínhamos orientado, com características de um hospital distrital em Cabo Delgado”, terminou.

O Conselho Coordenador do Ministério da Defesa Nacional, que decorre de 21 a 24 de Novembro, teve a sua abertura na Cidade de Maputo, entretanto realiza-se no distrito da Manhiça, durante quatro dias, sob o lema “Sector de Defesa engajado na prevenção e no combate a quaisquer formas de agressão à pátria”.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, realiza, amanhã, uma visita de trabalho à província de Inhambane.

Naquele ponto do país, Filipe Nyusi vai proceder à inauguração do novo edifício do Tribunal Distrital de Mabote, construído no âmbito da Iniciativa Presidencial “Um Distrito, Um Edifício Condigno para o Tribunal, até 2023”.

Segundo um comunicado da Presidência, Nyusi vai, igualmente, inaugurar um Centro de Formação Profissional no Povoado de Matsutsuque, distrito de Inhassoro. Trata-se de uma instituição congénere do Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo(IFPELAC), construído no âmbito de uma parceria público/privada entre a Secretaria de Estado da Juventude e Emprego (SEJE) e a multinacional SASOL.

Nesta viagem, o Presidente da República far-se-á acompanhar pela ministra da Justiça, pelo secretário de Estado da Juventude e Emprego, e por quadros da Presidência da República, bem como outras instituições do Estado.

O Juiz Conselheiro do Conselho Constitucional, Albano Macie, tomou posse, esta sexta-feira, em Gaberone, no Botswana, como Juiz do Tribunal Administrativo da SADC.

Albano Macie foi confirmado pelo Conselho de Ministros da SADC, reunido recentemente em Kinshasa, República Democrática do Congo.

O Tribunal Administrativo da SADC é uma instituição independente da SADC. Foi criado ao abrigo de uma resolução da reunião da Cimeira da SADC realizada em Gaberone, no Botswana, a 18 de Agosto de 2015.

O órgão tem competência para julgar e decidir litígios laborais entre o Secretariado da SADC ou qualquer uma das suas instituições, incluindo empregador ou uncionário.

Albano Macie é Juiz Conselheiro do Conselho Constitucional desde 20219 e é docente da Faculdade de Direito da Universidade Eduardo Mondlane.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, foi recebido hoje pelo Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa. Rebelo de Sousa recebeu, também, o Presidente eleito do Brasil, Lula da Silva.

De princípio, Marcelo Rebelo de Sousa devia receber primeiro Filipe Nyusi, pelas 15h00 e depois receber Lula da Silva, às 17h00. No entanto, o encontro com o Presidente de Moçambique prolongou-se e Lula da Silva chegou antes da hora marcada, permitindo assim o encontro dos três.

Segundo uma nota da Presidência da Republica, durante a sua estadia naquele país europeu, Filipe Nyusi iria analisar com o presidente português o ponto de situação das relações bilaterais e multilaterais, trocar impressões sobre assuntos de interesse mútuo nos domínios da defesa e segurança, particularmente no processo de treinamento das Forças Especiais, no âmbito do combate ao terrorismo, busca de novas oportunidades de cooperação nos sectores da agricultura, turismo e trabalho.

O Chefe do Estado vai, igualmente, ter conversações oficiais com Primeiro-ministro português.

Consta, também, da agenda que Nyusi vai dirigir uma Mesa Redonda sobre Agronegócios e Turismo, bem como participar, como convidado de honra, na inauguração do Montebelo Mosteiro de Alcobaça Historic Hotel, no distrito de Leiria.

Trata-se de um empreendimento turístico pertencente ao grupo proprietário do Montebelo Milibangalala Bay Resort, inaugurado recentemente no Parque Nacional de Maputo pelos Presidentes de Moçambique e Portugal.

Na visita Portugal, o Presidente da República faz-se acompanhar pelos ministros dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, da Agricultura e Desenvolvimento Rural, da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Helena Kida, da Cultura e Turismo bem como o embaixador de Portugal em Moçambique.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, vai a Portugal, esta sexta-feira, para uma visita de trabalho. A visita ocorre em reposta a um convite do seu homólogo português, Marcelo Rebelo de Sousa.

Naquele país, Filipe Nyusi vai manter um encontro com Marcelo Rebelo de Sousa, com o objectivo de avaliar o ponto de situação das relações bilaterais e multilaterais, trocar impressões sobre assuntos de interesse mútuo nos domínios da defesa e segurança, particularmente no processo de treinamento das Forças Especiais, no âmbito do combate ao terrorismo.

Além disso, os dois países também vão buscar novas oportunidades de cooperação nos sectores da agricultura, turismo e trabalho, de acordo com um comunicado de imprensa, divulgado hoje.

Ainda em Portugal, Nyusi vai manter conversações oficiais com o primeiro-Ministro de Portugal, António Costa, e irá dirigir uma mesa redonda sobre Agronegócios e Turismo.

Na referida viagem, o Presidente da República far-se-á acompanhar pelos ministros dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Celso Correia; da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Helena Kida; da Cultura e Turismo, Edelvina Materrula, e pelo embaixador de Moçambique em Portugal, Joaquim Bule, bem como quadros da Presidência da República e de outras instituições do Estado.

Os sectores da Defesa de Moçambique e da Zâmbia vão trabalhar em conjunto para fazer face aos crimes transnacionais, que concorrem para inviabilizar o desenvolvimento dos dois países. O compromisso foi assumido hoje, em Lusaka, durante a 11ª Sessão da Comissão Conjunta Permanente de Defesa e Segurança.

No encontro, os dois Estados prometeram mais coordenação no combate a crimes como o terrorismo, migração ilegal, tráfico de seres humanos e de drogas, caça furtiva, contrabando de minerais, crimes ambientais e outros crimes que apoquentam os dois países e o continente, no geral.

“Para que tal seja possível, é importante que Moçambique e Zâmbia aprimorem a capacidade de actuação diante de todo o tipo de manifestações suspeitas e de cariz transnacional, que configurem ameaças ao curso normal dos dois países”, refere o comunicado enviado ao nosso jornal.

De acordo com a nota do Ministério da Defesa Nacional, a cooperação será feita através da partilha de informações da formação, que permitirá mais especialização e aprimoramento dos meios humanos e materiais dos sectores.

A Sessão Ministerial da Comissão Conjunta Permanente de Defesa e Segurança entre Moçambique e Zâmbia foi co-presidida pelo ministro da Defesa Nacional de Moçambique, Cristóvão Chume, e pelo ministro da Defesa da Zâmbia, Lwiji Lufuma.

Para Cristóvão Chume, é tarefa das Forças de Defesa e Segurança garantir que os programas acordados bilateralmente e os definidos internamente sejam executados num ambiente de segurança.

Chume reiterou o comprometimento de Moçambique na busca de soluções duradouras de paz e estabilidade nos países da região Austral de África.

Por sua vez, o ministro da Defesa da Zâmbia, Lwiji Lufuma, garantiu que o seu país vai colaborar na busca de soluções viáveis para as ameaças que minam a segurança dos dois Estados.

Ainda no evento, os representantes dos dois países avaliaram o grau de implementação das decisões acordadas na sessão anterior.

+ LIDAS

Siga nos