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O País – A verdade como notícia

Hélder Mendonça questiona liderança de Forquilha e admite assumir PODEMOS

Hélder Mendonça alerta que, se Albino Forquilha se mantiver na gestão do partido, o PODEMOS não vai conseguir eleger nenhum deputado nas próximas eleições. Mendonça acusa a direcção de limitar a democracia interna, aponta situações que considera nepotismo e admite aceitar uma eventual indicação para liderar a formação política. O

Os cabeças-de-lista da Frelimo, Stela Zeca e da Renamo, Geraldo Carvalho, estiveram juntos neste nono dia de campanha eleitoral na praça da paz. Puseram de lado as suas crenças partidárias e aos abraços deixaram recados aos seus membros, no âmbito da campanha eleitoral.

“A paz é de todos os moçambicanos. Este exemplo de apertarmos as mãos, nos abraçarmos e cantarmos juntos é o exemplo que temos que passar para os outros e principalmente os nossos seguidores. Independentemente das nossas crenças religiosas ou filiações partidárias, há coisas que nós temos em comum, como por exemplo amor ao próximo, querer ver bem aos outros, por isso vale a pena capitalizarmos isso. Temos que respeitar as ideias dos outros. Eu desejo a Renamo na Beira boa sorte e que vença aquele que os munícipes escolherem. Eu quero vencer e o Carvalho quer vencer. Quem vai vencer? Não sei, mas eu sei que quero vencer!”, afirmou Stela Zeca

Para Carvalho sendo o 4 de Outubro um dia da paz, deve ser um dia de alegria e quem se exclui e quem se exclui no dia da paz não sabe o que está a perder pois é aceitando a diferença que se pode gerir a vida do cidadão. Que os nossos seguidores sigam o nosso exemplo e que todos os moçambicanos façam o mesmo, particularmente nesta época em que estamos no auge de açcões políticas, com a aproximação do processo de votação.  Que este processo eleitoral não termine em conflito como muitos outros. Parabéns para quem ganhar  e que o vencedor saiba aceitar a diferença. Não queremos derramamento de sangue, não queremos gás lacrimogêneo e nem directores que vem dos distritos controlar o processo é isso que nos traz problemas”, apelou carvalho.    

Depois os cabeças de lista seguiram com os seus respectivos membros em marcha. A Frelimo rumo ao centro da cidade e a Renamo seguiu em direcção a Munhava.

O MDM apostou numa marcha que teve como lema “Contra-ofensiva aos inimigos do desenvolvimento”. Carlos Saíde, na liderança da marcha, promete providenciar bons serviços aos munícipes de Nampula. 

“Nós, como MDM, vamos remover este alcatrão sem qualidade e colocar um outro para melhorar a transitabilidade nas nossas estradas. Vamos melhorar o sistema de esgotos e sargetas, para além de resolvermos o problema do lixo. Vamos colocar contentores em todos os pontos necessários”, prometeu Saíde. 

A marcha do MDM foi a forma como o partido encontrou para assinalar a passagem dos 31 anos dos Acordos Gerais de Paz em Moçambique. 

Por outro lado, o MDM prometeu aos vendedores do mercado do Wanampa, no bairro de Napipine, caso seja eleito no dia 11 de Outubro próximo para dirigir o Município de Nampula. 

No mercado, o partido de Lutero Simango prometia ajudar os vendedores a aumentarem os negócios através da concessão de créditos com taxas de juro bonificadas. 

 “Queremos acabar com o sofrimento nos bairros periféricos de Nampula. Sabemos que não tem água e nem iluminação pública. Votem no MDM e vamos resolver os vossos problemas. Nós quando prometemos cumprimos”, garantiu Carlos Saíde.  

Passavam poucos minutos das 10h da manhã desta quarta-feira quando a comitiva da campanha eleitoral do MDM parou no mercado da Estiva. De seguida, uma multidão veio e cercou o cabeça de lista do MDM, Albano Carige, que cumprimentou quase todos.

Já no interior do Bairro de Matacuane, onde várias pessoas o seguiam, mantendo-se sempre fiel à estratégia do fundador do partido MDM, Daviz Simango, que é o contacto interpessoal nas casas, nas barracas e na rua, Albano Carige prometeu melhorar a mobilidade naquele bairro, prometeu também garantir a conexão entre diferentes ruas, através da pavimentação de novas rodovias.

Quanto ao melhoramento do saneamento do meio, Carige diz que, caso renove o mandato, vai apostar na construção de mais valas de drenagem para escoamento de águas pluviais.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, voltou a exortar os partidos políticos que concorrem para eleições autárquicas de 11 de Outubro a evitarem violência e discursos intimidatórios.

Apesar de considerar que há uma relativa “calma” no processo, o Presidente pede que as formações políticas concorrentes pautem por uma postura de paz e que se abstenham de actos que “alterem a paz, a ordem e a tranquilidade públicas, evitando mensagens intimidatórias”. Filipe Nyusi considera que este tipo de discurso contraria o exercício democrático.

Uma chamada de atenção também foi feita aos parceiros de cooperação, para que respeitem as leis locais.

“Façamos das sextas eleições autárquicas a maior festa da nossa democracia. Caros compatriotas, por vezes pensamos que estamos a influenciar boas práticas de democracia, mas podemos estar a incitar a violência sem nos apercebermos”, explicou o Chefe de Estado.

HOMENS DA RENAMO JÁ COMEÇARAM A RECEBER AS SUAS PENSÕES

No dia em que se celebram 31 anos do Acordo Geral de Paz, Filipe Nyusi conduziu as cerimónias centrais na Praça dos Heróis, na Cidade de Maputo. Foi neste local onde homenageou os que tombaram pela pátria e fez o discurso de ocasião. Nesse discurso, celebrando o acordo de 1992, dedicou mais tempo a dar actualizações sobre o mais recente, que é o de 2019, assinado por si, enquanto Chefe de Estado, e por Ossufo Momade, como líder da Renamo. Essencialmente, o Governo comprometeu-se a dar pensões a cerca de cinco mil homens da Renamo.

Filipe Nyusi disse que os problemas relacionados à fixação e pagamento de pensões aos antigos guerrilheiros da Renamo podem estar a ser ultrapassados, com os processos a seguirem os passos formais.

Segundo Nyusi, o primeiro grupo de 27 homens teve o primeiro pagamento em Setembro último e outros deverão começar a receber este mês.

As cerimónias centrais contaram com a presença de várias personalidades do Estado e não só. Houve, também, actividades políticas, estando-se, aliás, em época de campanha eleitoral.

A caravana da Renamo escalou, esta terça-feira,  o distrito  Municipal  KaTembe, onde o  cabeça-de-lista deste partido, Venâncio Mondlane, interagiu com alguns vendedores do mercado localizado próximo à zona da ponte-cais.

No local,  Mondlane recebeu queixas sobre a falta de clientes e  abandono da  infraestrutura por parte de alguns vendedores devido, alegadamente,  à  “desactivação” das  embarcações que faziam a ligação marítima entre os dois pontos.

É que, segundo contaram ao cabeça-de-lista, com a inauguração e uso da ponte Maputo-KaTembe, as pessoas  deixaram de frequentar as barracas instaladas nas proximidades da ponte-cais assim como o mercado.

Como resultado, relataram, deixou de “haver negócio”, uma situação que, segundo os mesmos, “agrava ainda mais o custo de vida”.

“Estou sentado aqui à espera de pessoas para comprarem produtos. Muitas pessoas abandonaram o mercado. Se aparcecer alguém para comprar, vai comprar”, reclamou um dos vendedores na interacção com o cabeça-de-lista da Renamo.

Em resposta àquilo que considera ser um problema prioritário a ser atacado naquele ponto da capital, Mondlane  prometeu construir uma escola de hotelaria e turismo, bem como alavancar o comércio local.

“Estou a ver que aqui há problemas da ponte e problemas do ‘ferry boat’ que já não vem para aqui. Uma das coisas que nós queremos fazer aqui, em KaTembe, tem a ver com a juventude. Sabemos que a juventude enfrenta problemas de desemprego”, começou por dizer Venâncio Mondlane.
Adiante, o cabeça-de-lista da Renamo disse estar a projectar a construção de uma escola de hotelaria e turismo que vai servir de rampa para os jovens trabalharem com os turistas que visitam ou mesmo escalam vários pontos de KaTembe.

“Uma das coisas que nós queremos instalar, aqui, vai ser uma escola de formação em hotelaria e turismo. Isto é algo que tem a ver com restaurantes e hóteis. É uma forma de ajudarmos os  jovens a trabalharem com os turistas. É uma das formas de ajudarmos os jovens a saírem do desemprego e poderem desenrascar a vida.”

Venâncio Mondlane garantiu, ainda, que “vamos tratar as pessoas de igual forma”, porque “mesmo que não tenha licença, também tem uma família e crianças para alimentar”.
Um dos problemas que a capital do país enfrenta é a ausência de balneários em locais de grande concentração, situação que o cabeça-de-lista da Renamo diz ter solução.
“Temos, no nosso manifesto, um projecto de construção de casas de banho móveis. Estas casas de banho custam menos de 100 mil Meticais. Isto pode resolver o problema de mais de cinco mil pessoas por dia. É o que eles não querem implementar porque pretendem coisas mais caras para poderem tirar algum para o bolso. Este é o nosso projecto. Com este projecto, podemos resolver o problema das casas de banho de todo o Maputo. Isto é muito barato”, assegurou Venâncio Mondlane.

O MDM e a Renamo exigem a anulação do mandato do deputado da Frelimo, Dias Letela, pelo facto de este, na companhia de outros membros da Frelimo, terem pisoteado o material de campanha dos dois partidos em Inhambane.

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram membros da Frelimo a pisar camisetes de campanha do MDM e da Renamo em Homoíne, província de Inhambane. Nelas aparece o deputado da bancada da Frelimo e membro da Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade, Dias Julião Letela, a falar de uma operação denominada “desmonta”.

Sobre o assunto, o nosso jornal ouviu o MDM e a Renamo. O Movimento Democrático de Moçambique não gostou e revela já ter participado o caso às autoridades.

Já a Renamo condena o acto e espera que a imunidade do deputado seja cessada para que este responda pelos seus actos.

A CNE também reagiu e se diz chocada com o comportamento dos membros da Frelimo e assegura que a justiça já está a dar seguimento ao processo.

O número 1 e 2, do artigo 213, da Lei número 8/2013 de 22 de Fevereiro, que fala sobre danos em material de propaganda eleitoral, estabelece que: “Aquele que roubar, furtar, destruir, rasgar ou por qualquer forma inutilizar, no todo ou em parte, ou tornar ilegível o material de propaganda eleitoral afixado ou o desfigurar, ou colocar por cima dele qualquer material com o fim de o ocultar é punido com pena de prisão até seis meses e multa de seis a doze salários mínimos nacionais”.

Ao oitavo dia da campanha  eleitoral, o  cabeça-de-lista da Frelimo, Rasaque Manhique, trabalhou no Distrito Municipal KaNyaka, no outro lado da Baía de Maputo.

Manhique começou a sua jornada de caça ao voto junto aos potenciais eleitores com uma marcha, onde a sua caravana saudou a população local.
Depois, o cabeça-de-lista da Frelimo seguiu para o mercado local  para, num exercício de contacto interpessoal com os vendedores, prometer  melhorar as condições de vida em  KaNyaka.

Tal como noutros pontos pelos quais passou para apresentar as linhas de força do seu manifesto eleitoral, Manhique reiterou que a sua governação será aberta. Ou seja, nada será feito sem consultar os munícipes.

“No dia 11, vamos votar. É preciso votar bem e votar bem é votar na Frelimo para nós continuarmos a desenvolver esta comunicação entre o município e os mercados. Estamos a ver que este mercado está melhorado aqui. O que vocês querem é que os vendedores entrem mais vezes aqui?”, questionou o cabeça-de-lista da Frelimo a uma vendedeira. E, depois, concluiu o seu raciocínio: “Queremos estar sempre neste mercado. Queremos desenvolver um diálogo com vocês.”

Os ilheus enfrentaram, em Dezembro do ano passado,  problemas relacionados com a interrupção da circulação da embarcação que faz  a ligação marítima entre a cidade de Maputo e o Distrito Municipal KaNyaka. Tal situação criou transtornos aos comerciantes e à população local.

É neste sentido que, durante o seu discurso orientado no campo Chissano, Rasque Manhique assegurou que vai fazer de tudo para a mobilização de fundos com vista à construção da ponte-cais.

“Sabemos que gostariam de ter um barco e uma ponte. Um barco que circule todos os dias. Não é isso?  Vamos trabalhar todos para que possamos mobilizar parceiros para que possamos desenvolver o projecto de construção de uma ponte-cais”, frisou o cabeça-de-lista da Frelimo.

Na área da saúde, Rasaque Manhique garantiu aos Ilheus que irá  alocar uma ambulância. “Sabemos que gostariam de ter um barco-ambulância que circule todos os dias, para que possam ir ao hospital. Sabemos que gostariam de ter hospitais em condições.”

Para Manhique, os problemas de KaNyaka serão resolvidos com envolvimento de todos os ilhéus.

Quando faltam cinco dias para o fim da campanha eleitoral, os partidos políticos vão inovando na forma de pedir voto. 

Júlio Parruque, cabeça-de-lista da Frelimo na Matola iniciou o dia, esta terça-feira no bairro Matola-gare, com promessas de melhorar o transporte público (eliminar o encurtamento de rotas, entrevistas ), mas também melhorar as estradas para que, a população de Matola-gare tenha o que chamou de “melhor experiência no transporte público de passageiros” no município da Matola.

Para isso,  Parruque subiu no “chapa”, do terminal da Matola-gare para o bairro T3, onde, segundo disse, “interagi com os passageiros, que são munícipes da Matola, partilhei as minhas ideias de melhoria das condições de mobilidade, ouvi as críticas e sugestões para melhorar a nossa gestão municipal”.

Já no T3, o Cabeça-de-lista seguiu para o mercado com o mesmo nome, para interagir com os comerciantes. Ali prometeu melhor cobertura, melhoria das bancas, expansão do mercado e alocação,  o interior, dos que vendem no exterior do mercado T3. 

O presidente da Frelimo, Filipe Nyusi, felicitou na manhã de hoje os membros do seu partido em todo o país, pela forma ordeira e educada como estão a fazer a campanha eleitoral.

“Com toda a serenidade. Não estão a violentar o eleitorado e muito menos a fazerem promessas descabidas. Não estão a prometer formar médicos num mandato e alocá-los em todos bairros. Continuem a fazer campanha idónea e sobretudo sem recorrer a violência para transmitirem as mensagens da Frelimo”, disse.

Nyusi, que está na cidade da Beira em missão partidária, criticou ainda a alguns cabeças-de-lista, que têm estado a fazer promessas eleitorais que exigem investimentos astronômicos. “Alegam que irão construir casas com dinheiro de parceiros e que até já há financiamentos garantidos. Estão no poder há cinco anos e nem sequer um mercado foi construído.  Camaradas, não prometam o que não poderemos oferecer como alguns partidos o fazem. Vocês conhecem alguma cidade no mundo onde os munícipes não contribuem com impostos para o desenvolvimento da mesma? Não existe! Então não prometam redução de impostos de forma descabida”, exortou.

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