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O País – A verdade como notícia

Convidados destacam regresso às raízes e inovação no discurso de Chapo

Artistas e académicos convidados para a Conferência Nacional de Quadros da FRELIMO, que decorre em Chimoio, reagiram positivamente ao discurso de abertura do Presidente do partido, Daniel Chapo. Para os convidados, a intervenção marca um “regresso às raízes”, com um olhar para o futuro, e traz orientações concretas para o

O Consórcio Eleitoral Mais Integridade lança amanhã, terça-feira, em Maputo, o Relatório da Observação do Recenseamento Eleitoral para as eleições autárquicas de 2023, refere uma nota enviada ao nosso jornal.

O documento é resultado de uma observação feita durante o recenseamento eleitoral para as autárquicas deste ano, que decorreu entre os dias 20 de Abril a 03 de Junho, e tem como objectivo contribuir para um processo eleitoral democrático e credível.

O relatório foi produzido por uma agremiação composta por sete organizações moçambicanas da sociedade civil.

Dados do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral indicam que foram recenseados mais de 8 milhões de eleitores para as eleições autárquicas de 11 de Outubro.

O presidente da Renamo, Ossufo Momade, já terminou a sua visita de trabalho à província de Niassa. No último dia de trabalho, Momade voltou a apelar aos membros e simpatizantes do partido residentes na vila de Insaca, sede do distrito de Mecanhelas, para “não venderem cartões de eleitor para a Frelimo”, que supostamente está a preparar uma fraude para garantir vitória nas sextas eleições autárquicas.

Na ocasião, Momade marchou com membros e simpatizantes do partido que lidera e orientou um comício para apresentar oficialmente o cabeça-de-lista escolhido pelo partido para as eleições autárquicas de 11 de Outubro próximo.

Além de Insaca, o presidente da Renamo visitou as vilas de Marrupa, Metangula, Mandimba, Cuamba e a cidade de Lichinga.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, efectua de 08 a 09 de Setembro de 2023, uma visita de trabalho `a província de Manica, refere uma nota da Presidência da República enviada ao nosso jornal.

Durante a visita, o Chefe do Estado vai participar, hoje, na IX Gala Nacional do Prémio Jovem Criativo, evento a ter lugar no Cinema Montalto, na Cidade de Chimoio, onde irá distinguir jovens que ao longo do presente ano destacaram-se no empreendedorismo, inovação tecnológica e criação artística.

O Prémio Jovem Criativo é uma iniciativa do Governo que se realiza anualmente em parceria com o movimento associativo juvenil e demais intervenientes dos sectores público e privado visando, reconhecer, homenagear e distinguir jovens, dos 15 aos 35 anos de idade, que se destacam pelo seu contributo no desenvolvimento do País, através do Empreendedorismo, da Inovação Tecnológica e da Criação Artística, fazendo diferença nas comunidades em que se encontram inseridos.

O Presidente da Renamo, Ossufo Momade, promete lutar para manter o partido na governação da vila de Cuamba, na província de Niassa. Segundo disse aos militantes do seu partido, no comício popular, está determinado, inclusive, a conquistar novas autarquias no Sul do país, onde, até hoje, o partido não conseguiu vitória em nenhum município.

A promessa foi feita durante a sua visita à vila de Cuamba, o único município da província de Niassa governado pela Renamo.
A visita de Ossufo Momade à vila de Cuamba começou com a apresentação oficial do cabeça-de-lista do partido Renamo para as eleições autárquicas de 2023. “Não vamos dar impacto àqueles ladrões, aqueles corruptos, aqueles que não têm nenhuma responsabilidade social, aqueles que não têm nenhum sentimento para com a população e que chupam o sangue do povo. Vamos lutar para que esta cidade continue na governação da Renamo”, disse Ossufo Momade, Presidente da Renamo.

Além de lutar pela manutenção dos municípios que estão nas mãos da Renamo, Ossufo Momade está determinado a governar a  capital do país, Maputo. “Queremos conquistar outras cidades, incluindo a capital do país, Queremos governar na Matola, porque os munícipes das cidades de Maputo e Matola estão cansados das manobras, dos golpes e da irresponsabilidade.”

Depois de Cuamba, Ossufo Momade vai a Mecanhelas, o recém-criado município da província de Niassa.

O Partido Revolução Democrática vai concorrer em oito dos 10 Municípios para os quais se candidatou. A Comissão Nacional de Eleições diz que chumbou duas candidaturas porque o partido não conseguiu corrigir irregularidades.

Finalmente, o partido Revolução Democrática (RD) viu o seu processo de submissão de  candidatura à Comissão Nacional de Eleições ser aprovado. 

Segundo a CNE, a RD pretendia concorrer em 10 municípios, mas desse total conseguiu apenas oito.

“A verificação feita resultou que o RD em dez municípios que concorreu, conseguiu passar em apenas oito. Significando que oito listas foram aceites, enquanto que duas foram rejeitadas. Os aceites são: município de Cidade de Maputo, Matola Rio, Cidade da Matola, Vila de Marromeu, Cidade de Tete, Cidade de Nacala-Porto, Cidade de Lichinga e Vila de Mutangula”, disse Paulo Cuinica. 

As reprovadas, segundo a CNE, são as listas de Cidade de Chimoio e Nampula.         

A Comissão Nacional de Eleições esteve reunida esta quinta-feira numa sessão extraordinária na qual, segundo o porta-voz, Paulo Cuinica, foram aprovados os modelos dos boletins de votos.

Quanto aos materiais para a realização das eleições, a CNE diz que já começou a distribuição em algumas províncias.

O Conselho Constitucional tinha chumbado a decisão da CNE de rejeitar a candidatura do partido  Revolução Democrática (RD), por este não ter cumprido a hora marcada para a apresentação da candidatura às eleições autárquicas de 11 de Outubro.

O General Alberto Chipande acusa os Estados Unidos da América (EUA) de saboatarem os projectos de gás na província de Cabo Delgado. O veterano de luta de libertação nacional questiona o facto de o país ter abandonado projectos nos anos 80.

Falando sobre a história de Moçambique, no âmbito político e económico, no decurso da Feira Internacional de Maputo, na semana passada, Alberto Chipande disse que, nos anos 80, recebeu americanos e franceses interessados nos projectos de gás em Cabo Delgado.

“Eu trabalhei com a Anadarko e os franceses que estão aqui, por causa do petróleo e gás ali, em Mbau. Ali furámos, eu fui lá assistir ao furo. Às tantas, a Anadarko abandonou, porquê? Os franceses vieram dizer ‘deixá-la’, e acalmaram-nos. Muito obrigado à França, foram eles que nos acalmaram. Estive com o meu colega, que trabalhava comigo, o Ministro da Defesa americano, Colin Power, e depois morreu, ele que depois foi invadir o Iraque. Fundámos uma força conjunta lá, em Mocímboa da Praia, para proteger aquele projecto. Colin Power abandonou-me e eu perguntei: ‘para onde vai?’. E foi embora. A França ficou. Depois voltaram mais americanos, não para Mocímboa da Praia, mas para Palma. Como? abandona e vai para Palma fazer o quê?”, questionou o General.

O General na reserva, membro da Comissão Política da Frelimo e Conselheiro de Estado, questiona o porquê do abandono dos projectos e retoma noutro ponto da mesma província.

“Porque é que volta?  É bom os moçambicanos agora saberem a verdade e o mundo também ouvir a verdade. Nós não temos rancor. Venham, mas deixem esses projectos andarem. Não façam aquilo que fizeram a nós. Deixem os meus filhos avançarem com o projecto. São vocês que sabotam”, acusou o antigo ministro da Defesa de Moçambique.
Chipande diz que os projectos de gás em implementação foram aprovados num congresso da Frelimo na Matola, Província de Maputo. “Nós já temos esse plano porque já aprovámos no nosso décimo segundo congresso da Frelimo, na Matola. Não é aqui que estamos a ouvir. Não. Nós aprovámos, na Matola, este projecto. Vocês é que estão a repetir. Estão a pôr em prática”, avançou

Chipande, para depois apelar para que se ponha em prática como a Frelimo e o Governo querem.

“Ponham em prática como os moçambicanos querem e não como vocês querem. Porque são doadores, nós também vamos doar… Respeitem a nossa capacidade”, posicionou-se o General.

Reagindo às declarações do General Alberto Chipande, a Embaixada dos Estados Unidos da América em Maputo foi sintética: “Como maior doador bilateral para Moçambique, o Governo dos EUA trabalha com o Governo e povo de Moçambique no alcance de um objectivo comum de uma nação mais saudável, mais próspera e mais segura para todos”, respondeu, por email, Vanessa Rozier Toscano, porta-voz da Embaixada dos EUA em Moçambique.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, efectua desde ontem até amanhã, uma visita de trabalho à província de Nampula. A informação consta de uma nota da Presidência enviada ao nosso jornal.

Durante a visita, o Chefe de Estado vai escalar o distrito de Angoche, onde irá proceder ao lançamento da 1ª pedra para asfaltagem da Estrada Nacional número 104, Nametil-Angoche, no quadro do Programa “Promove Transporte”.

O início da reabilitação da estrada Nametil foi anunciado por Filipe Nyusi em Setembro de 2021.

Foi no dia 04 de Setembro de 2021 que Filipe Nyusi lançou o Promove Transporte, um projecto de reabilitação de estradas nas províncias de Nampula e Zambézia financiado pela União Europeia em 124 milhões de euros.

Além da asfaltagem da estrada Nametil – Angoche, com uma extensão de 98 quilómetros, incluindo a construção de uma ponte de 168
metros sobre o Rio Luázi, o projecto Promove Transporte inclui obras de manutenção de rotina de estradas não revestidas nos distritos de Mossuril, Meconta, Monapo, Mogincual, Mogovolas e Moma, na província de Nampula, e nos distritos de Milange, Molumbo, Gurué, Ile, Alto Molócuè e Mocuba, na província da Zambézia.

O Presidente da República diz que Moçambique deve aprender, do zimbabwe, a realizar eleições num ambiente de paz. Filipe Nyusi, que falava hoje, depois da investidura do seu homólogo Emmerson Mnangagwa, condenou ainda a realização de golpes de Estado em África.

O Presidente da República participou, esta segunda-feira, em Harare, no Zimbabwe, na cerimónia oficial de investidura do Presidente reeleito, Emmerson Mnangagwa.

No balanço da sua visita àquele país, Filipe Nyusi voltou a condenar a ocorrência de golpes de Estado em África e apelou ao respeito à vontade popular.

“Não se compreende muito bem porque é que essas coisas acontecem, porque, nesses países onde acontecem, os Governos foram eleitos democraticamente. Mas a lição que podemos aprender do Zimbabwe é esta: foram às urnas, eleger (seu Presidente), não houve pancadaria durante as eleições, não ouvi dizer que houve reclamações, talvez ainda possam aparecer, mas me parece que o tempo já se esgotou). É assim como as pessoas que têm experiência nas eleições devem viver”, disse Filipe Nyusi.
Aos países do mundo, o Chefe de Estado moçambicano apela para o reforço do pedido de retirada das sanções económicas a que o Zimbabwe é sujeito, desde 2001, devido à má governação.

“As sanções para o Zimbabwe devem terminar, porque o povo Zimbabweano precisa de se desenvolver, precisa de trabalhar com outros povos, e pensamos que não existe um castigo mortal que um povo pode sofrer durante anos e anos. O apelo é que isto um dia tenha que terminar”, disse Nyusi.

No entanto, apesar do bloqueio, Nyusi diz que o país tem sabido aproveitar os recursos que possui.
“Em muito pouco tempo, já está a produzir trigo e prepara-se para vender fora, o que não era habitual. Zimbabwe está a exportar milho. Portanto, os problemas essenciais estão a ser tocados, e tem estado a trabalhar com Moçambique nas questões energéticas, mas ele não quer cometer erros que outros países cometem, esperar um momento certo. Neste momento, está a trabalhar na fundição do aço, e já avalia formas de como aumentar o processo de produção de energia. Mas eu acredito que, a qualquer momento, eles vão colocar o projecto em andamento”.

Emmerson Mnangagwa foi reeleito para o segundo mandato de governação com 53% dos votos, contra 44% do opositor Nelson Chamisa, da Coligação de Cidadãos para a Mudança.

Ossufo Momade acusa o partido Frelimo de ter tentado inviabilizar a participação da Renamo nas próximas eleições autárquicas, no Município de Metangula, a capital do distrito de Lago, na província de Niassa, onde o partido foi obrigado a mudar de cabeça-de-lista devido a uma suposta interferência política.

Em Metangula, Ossufo Momade foi recebido logo à entrada da vila, e depois liderou uma marcha com os membros e simpatizantes do partido que circularam a pé por quase todo o município.

No comício, Ossufo Momade começou por explicar aos membros e simpatizantes da Renamo as razões que obrigaram o partido a mudar o seu cabeça-de-lista.

Apesar da suposta tentativa de inviabilização da participação da Renamo nas eleições de Outubro próximo de Metangula, Ossufo Momade prometeu lutar para governar e mudar a imagem do município.
Depois de Metangula, Ossufo Momade vai à vila de Mandimba, um dos seis municípios da província de Niassa.

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