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O País – A verdade como notícia

Hélder Mendonça questiona liderança de Forquilha e admite assumir PODEMOS

Hélder Mendonça alerta que, se Albino Forquilha se mantiver na gestão do partido, o PODEMOS não vai conseguir eleger nenhum deputado nas próximas eleições. Mendonça acusa a direcção de limitar a democracia interna, aponta situações que considera nepotismo e admite aceitar uma eventual indicação para liderar a formação política. O

A Renamo, liderada pela sua cabeça de lista escolheu o Bairro Muelé 1 para vender o seu projecto de governação em troca de votos.
Helena Makul que entrava de casa em casa e interagia com os proprietários. Pedia votos e prometia um programa virado a juventude, no qual a aposta seria o financiamento de cursos profissionalizantes de pequena duração, de modo a garantir que os jovens tenham habilidades que os permitam obter sua própria renda e até gerar novos empregos.

Além de um programa virado a juventude, Helena Makul tambem prometia serviços sociais melhorados, tal como é o caso de unidades sanitárias e mais salas de aulas, para reduzir o número de alunos em cada sala.

Depois de Muelé 1, a Caravana da Renamo escalou ainda o Bairro Liberdade 3 para o mesmo exercício de caça ao voto.

O cabeça-de-lista da Renamo, Venâncio Mondlane, reitera que irá construir, em cada grande mercado, postos de saúde para cuidados básicos dos vendedores, caso seja eleito edil de Maputo. Mondlane reafirmou que o seu projecto de governação prevê a construção de vestiários nos mercados.

Uma vez mais, a Renamo iniciou a sua jornada de “caça” ao voto com uma passeata por algumas artérias da capital, com o cabeça-de-lista, Venâncio Mondlane, a saudar os munícipes. Chegados ao Mercado de Mavalane, Mondlane voltou a garantir que não irá discriminar os vendedores não licenciados, pautando, segundo notou, pela política de valorização dos munícipes que trabalham honestamente para ganhar pão.

“Nós já demos muitas voltas. Já falámos daquilo que queremos para os mercados. Já dissemos que não há diferença se você é informal ou formal. Nós, como município, queremos defender aquele que trabalha. Agora, se você trabalha e é honesto, e está a cuidar de uma família, você é amigo do município. Não interessa se você tem ou não licença. Não é verdade?”, questionou os presentes o cabeça-de-lista da Renamo.

Depois de uma pequena pausa, Venâncio Mondlane apelou para que as pessoas se dirijam logo cedo às assembleia de voto para exercerem o seu direito cívico. Mondlane diz não fazer sentido que os munícipes fiquem em casa sob pretexto de “é mesma coisa”.

“Ouvi pessoas a dizerem que é mesma coisa se voto ou não. Sabe o que está a acontecer consigo?”, questinou o cabeça-de-lista da Renamo para depois elaborar ainda mais o seu pensamento: “Se disserem é mesma coisa, fiquem a saber que vocês estão a fazer o jogo deles que querem que o povo não vá votar. Porque, quando o povo não vai votar, eles vão continuar a humilhar o povo, pisar o povo e, depois, virás próximo ano reclamar que a vida não está a dar. Estamos a ser humilhados, estamos a ser roubados. Não é mesma coisa, nada. É preciso que todo mundo que tem cartão de eleitor vá votar”, apelou  Venâncio Mondlane.

O cabeça-de-lista da Renamo diz ter “chegado o momento da mudança”, porque “a vida das pessoas não melhorou.”
Na sua interacção com os vendedores, Mondlane frisou que “a Cidade de Maputo já foi muito respeitada, já foi uma cidade cheia de turistas, já foi uma cidade bonita e hoje parece mais o Bangladesh”.

Falando concretamente do que se compromete a fazer nos mercados, caso seja eleito edil de Maputo, Venâncio Mondlane precisou que “nós queremos montar, em cada mercado grande, um posto de saúde para serviços básicos de modo a que não sejam obrigados a deslocar-se ao Hospital de Mavalane.”

Mondlane prometeu, ainda, construir vestiários, para que “possam ter locais para trocar roupa sem que precisem de se esconder nas bancas.”

O cabeça-de-lista da Frelimo, Rasaque Manhique, garante ter mantido encontro com os vendedores dos mercados  Central e Museu antes mesmo do arranque da  campanha eleitoral para perceber quais  as suas preocupações e contribuir para a melhoria destas infraestruturas. Manhique assegurou ainda ter um projecto para implementação de sanitários melhorados e melhoria dos acessos ao Mercado Museu.

Décimo dia da campanha eleitoral, dois locais de concentração de potenciais eleitores, os mercados, foram alvos do cabeça-de-lista da Frelimo, Rasaque Manhique, para apresentação das suas ideias de governação na autarquia de Maputo, caso eleito no pleito do próximo dia 11 de Outubro.

Com frenesim e agitação que caracteriza o interior e exterior do Mercado Museu, Rasaque Manhique privilegiou, no local, o contacto interpessoal para deixar ficar algumas promessas de melhoria da infraestrutura.

O  cabeça-de-lista da Frelimo começou por interagir com alguns jovens que passavam refeições no local, tendo, na ocasião, garantido que “nós sabemos quais são as preocupações do Mercado, pelo que tivemos encontros antes mesmo de iniciar a campanha eleitoral para consolidarmos os nossos anseios.”.

Seguidamente, Rasaque Manhique abordou três vendeiras que ocupam uma barraca onde se confeccionam alimentos. Manhique, antes mesmo de oferecer camisetas, disse que “vamos trabalhar conjuntamente para melhorarmos este mercado. Nós já estivemos aqui, e pretendemos vir mais vezes para podermos conversar connvosco. Sabemos que vocês estão preocupados com as casas de banho, algo que está na nossa agenda.”

Depois, Rasaque Manhique falou com um jovem residente nas proximidades do Mercado Museu que, na ocasião, mostrou-se preocupado com “o corte frequente no fornecimento de água, situação que nos cria muitos problemas. Pedimos para que nos ajude a resolver este problema.”  O cabeça-de-lista da Frelimo garantiu que “vamos trabalhar com as estruturas competentes para a resolução dos problemas dos munícipes. Este é o nosso objectivo, o bem estar dos munícipes da capital”, frisou.

“Nós pagamos, aqui, taxas e gostávamos de ver melhorado o espaço. Precisamos de casas de banho em condições e maior flexibilidade na resposta às solicitações que fazemos ao município”, disse uma das vendedoras que se dedica à venda de bebidas alcoólicas.

Respondendo às preocupações apresentadas, Rasaque Manhique considerou que “é importante trabalharmos todos juntos para encontrarmos as soluções para o mercado. Há situações em que conversamos com os vendedores, tendo alguns apresentado algumas ideias e outros avançado para outros caminhos para melhoria do mercado. O importante é estarmos juntos e alinhados para resolvermos este problema.”

Outrossim, o cabeça-de-lista da Frelimo trabalhou no Mercado Central, na baixa da capital, onde assegurou que irá manter uma “governação inclusiva, procurando sempre sentar connvosco para discutirmos os caminhos para melhorar Maputo.”

Manhique diz ainda que, caso seja eleito, vai concentrar os seus esforços no bem-de-estar de todos os munícipes. “Estamos aqui para dar forças às nossas mães e aos nossos irmãos que estão aqui a desenvolver as suas actividades. Como sabem, andamos durante muito tempo na pré-campanha, a conversar com eles.”

“Conhecemos as suas preocupações. Pudemos perceber junto dos vendedores este reafirmar da confiança que depositam no nosso partido, que é o partido Frelimo. Cabe-nos tomar, a partir deste momento, o acelerador para que as inquietações aqui apresentadas, não hoje, mas no tempo em que estivemos na pré-campanha, estejam nas nossas prioridades e é assim que vai acontecer. Vamos trabalhar de forma muito rápida para encontrar soluções não somente para este mercado mas também para outros”, disse, Rasaque Manhique, em jeito de balanço da interacção com os vendedores do Mercado Museu. 

António Muchanga trabalhou hoje no bairro Matola A. Interagiu com os munícipes e prometeu promover uma melhor divisão administrativa do bairro que, segundo ele, a sua extensa área contribui para a sua “marginalização” e fraco desenvolvimento.

” Nós vamos promover o desenvolvimento desta parte da cidade que está esquecida. Com estas ruas degradadas, os carros de recolha do lixo nem se dão o trabalho de cá entrar, mas nós queremos mudar isso. Vamos construir estradas, dentro do bairro, dinamizar a recolha do lixo, combater a criminalidade no bairro, pondo a polícia municipal a patrulhar lado a lado com a polícia de proteção”, prometeu o cabeça-de-lista. 

Muchanga pediu voto aos munícipes para que “experimentem uma nova e melhor governação, pois o nosso programa de governação é pelo desenvolvimento dos que confiam em nós”.

O Movimento Democrático de Moçambique diz que foi notificado para submeter uma nova lista de membros que vão  observar as eleições autárquicas de 11 de outubro, na sequência da alegada inelegibilidade dos membros que compõem a lista do partido, no município da Matola.

O mandatário do partido, na Matola, Renato Muelega diz que o partido recebeu com desagrado a comunicação, emitida pela Comissão Nacional de Eleições, a nível da cidade, mas a formação política tratou de repudiar.

“Esta decisão é aberrante, porquê não tem cobertura legal. Há um gabinete de chique na Frelimo que sentiu e analisou e concluiu que a melhor forma de reverter a tendência eleitoral aqui na Matola, é ir a secretaria, impor novas regras do jogo que podem influenciar a nossa actuação. Mas nós não vamos compactuar com decisões ilegais”, disse o Mandatário.

O também Presidente da Liga  Nacional da Juventude da Renamo defende que não se  pode ditar novas regras num processo que iniciou há bastante tempo. E esclarece:

“Há 20 de Setembro, o MDM submeteu a lista de membros para fiscalizar as eleições e não nos foi avançada nenhuma informação. De lá para cá, apenas no dia 2 de Outubro é que tivemos a informação, da Comissão Eleitoral da Cidade da Matola, de que os nossos membros não são elegíveis para credenciamento, violando todos os princípios do processo eleitoral”. 

O MDM já reagiu ao documento, questionando a legalidade da decisão e garantindo que não irá aceitar a imposição ilegal e espera o cumprimento da lei.

Renato Muelega falava esta quinta-feira, no mercado Matola-gare, onde cumpria mais um dia de campanha eleitoral, no município da Matola.

O cabeça-de-lista da Renamo, na cidade da Beira, Geraldo Carvalho, esteve esta quinta-feira no mercado da Praia-nova, onde em contacto com os vendedores de peixe, garantiu que irá melhorar as condições daquele mercado, construído na base de material precário e voltou a atacar a actual gestão municipal. 

“Vamos ganhar as eleições e o nosso governo municipal em três anos irá  melhorar as vossas condições construindo bancas convencionais e pavilhões. Se notarem que o Geraldo carvalho e a Renamo estão a falhar,  olhando para o nosso regime democrático, teremos outras eleições daqui há cinco anos, podem tirar-nos do poder. Vocês não podem continuar a contentar-se com as agendas do município e limitarem-se a aplaudir cada vez que inaugura uma infra-estrutura que não irá vos beneficiar enquanto vocês continuam a pagar senha todos os dias e venderem no chão. Basta uma pequena chuva ou ventania, o negócio para mas não param de pagar as senhas. Só a Renamo e o Carvalho na gestão do município é que as vossas vidas irão melhorar”, garantiu Carvalho

Nesta quinta-feira a Frelimo em Inhambane escolheu o Bairro Malembuane para  a caça 

ao voto. O cabeça-de-lista daquela formação política, Benedito Guimino, começou a trabalhar nas bancas locais, onde interagiu com os vendedores.

Guimino lembrou do trabalho que já iniciou no mandato que corre e deu garantias de que caso o seu partido vença as eleições de 11 de Outubro, o programa de governação dos próximos cinco anos inclui a criação de melhores condições para o exercício da actividade comercial, como por exemplo, a colocação de bancas melhoradas, e outros incentivos para melhorar o ambiente de negócios.

Além disso, o cabeça-de-lista da Frelimo disse que pretende continuar com a abertura de vias de acesso, bem como pavimentar, de modo a garantir a circulação de pessoas e bens naquele bairro “vocês sabem que a Frelimo quando promete cumpre”, acrescentou Guimino, depois de receber garantias de voto, por parte dos vendedores de Malembuane.

O Tribunal Judicial da cidade da Beira marcou para o dia 10 de Outubro a leitura da sentença do caso que envolve os dois delegados do Movimento Democrático de Moçambique, acusados de de sequestro e prisão formalmente irregular.

Depois de ter solicitado a presença de mais dois elementos para melhor produção de provas, o Tribunal marcou a leitura da sentença para um dia antes da votação para as eleições autárquicas de 11 de Outubro.

Na última oportunidade para se pronunciarem, unanimemente, os arguidos declararam-se inocentes, dizem não ter cometido nenhum crime e que estão a ser vítimas de cabala política.

O julgamento inicialmente tinha sido marcado para 29 de Setembro, depois foi adiado para 03 de Outubro, mas só aconteceu hoje.

Foi adiado, esta quinta-feira , o julgamento do Secretariado Técnico da Administração Eleitoral, STAE, no município de Matola, acusado pela Renamo de ter cometido  ilícitos eleitorais, durante o recenseamento eleitoral, que decorreu entre Abril e Maio.

O advogado do partido, Saimon Macuiane explica que foram verificadas falhas durante o processo, que imediatamente, no mês de Maio, houve participação crime aos órgãos de justiça, no caso a Procuradoria da Matola, entretanto só quatro meses depois é que foi marcado o julgamento, a escassos dias para o dia da votação. 

Para Macuiane, não faz sentido que um processo que, pela força da Lei, devia ter um tratamento urgente, tenha levado tanto tempo e, apesar  disso, o Juiz da causa, Mateus Pequenino, decidiu adiar o julgamento de 5  para 10 de Outubro, um dia  antes das eleições.

“Nós  queríamos que  o processo fosse encerrado ainda em Maio, para que houvesse responsabilização, mas não foi o que aconteceu. O juiz tinha marcado para 17 de Outubro, mas foi razoável o nosso pedido e reconsiderou para dia 10. Esperamos que, pelas provas, sejam responsabilizados, para que não manchem o processo”, disse Macuiane. 

Na queixa, a Renamo acusa aquele braço da Comissão Nacional de Eleições. “Foram flagrados os transportes públicos municipais (ETPM) a transportar falsos eleitores de Moamba para o bairro da Matola C; descobertos falsos cartões de eleitores, inserção de eleitores falsos e movimentação de mobile para casa do chefe do quarteirão”.

Mas, Pequenino apenas admitiu três acusações: Movimentação de mobiles, o registo clandestino de leitores e transporte de eleitores de  Moamba para Matola.

O processo está sendo julgado pela 2ª secção do Tribunal Judicial da cidade da Matola.

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