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O País – A verdade como notícia

Convidados destacam regresso às raízes e inovação no discurso de Chapo

Artistas e académicos convidados para a Conferência Nacional de Quadros da FRELIMO, que decorre em Chimoio, reagiram positivamente ao discurso de abertura do Presidente do partido, Daniel Chapo. Para os convidados, a intervenção marca um “regresso às raízes”, com um olhar para o futuro, e traz orientações concretas para o

António Muchanga, acompanhado de seus membros e simpatizantes, iniciou o terceiro dia de campanha no interior do bairro Liberdade. Lamentou a situação vivida sempre que chove, prometeu mudanças profundas, com aposta na construção de valas de drenagem que possam aliviar os bairros do Município da Matola.

Muchanga apontou ainda a necessidade de haver envolvimento da edilidade na melhoria das condições de trabalho e habitação dos funcionários da saúde, educação e, sobre este último ponto, o número um da lista da Renamo, prometeu: “Vocês não mais serão obrigados a pagar dinheiro de guarda ou para construção de muros de vedação, pois estes são de responsabilidade do município. Queremos motivar os nossos jovens médicos, polícias, professores que foram enganados com a Tabela Salarial Única”, disse.

Da sua lista, constam, também, promessas de melhoria da segurança pública. “Se nós construirmos uma morgue na Matola-Gare, em Boquisso, Ndlavela, equipá-la, vamos reduzir o sofrimento das populações. Nós queremos envolver a Polícia Municipal na patrulha, para reforçar a PRM. A PRM não tem efectivos suficientes, mas nós temos uma polícia municipal que só se limita a verificar posturas camarárias. Prevenir e proteger é tarefa de todos nós. Nós, como município, vamos criar condições para haver equipas de patrulha para apoiar a PRM, no combate à criminalidade.”

Choveu na Província de Maputo e, mais uma vez, colocou-se a nú os já conhecidos problemas de inundações urbanas, no Município da Matola.

Ciente destes desafios,  o cabeça-de-lista da Frelimo na Matola fez a campanha esta quinta-feira nos bairros da Liberdade e Fomento.

Júlio Parruque, da Frelimo, visitou as obras de sistemas de drenagem, no Fomento e Liberdade, prometeu conclui-las e fazer outras, noutros bairros, para pôr fim ao sofrimento das populações, sempre que há precipitações.

Depois de interacção com os munícipes de Fomento e Liberdade, onde ouviu de perto quem sofre com a água da chuva, na época chuvosa, Parruque destacou as obras feitas pela actual edilidade, que visam a gestão de água de chuva.

“O tema da drenagem e dos sistemas de gestão de águas pluviais está no topo das nossas prioridades; é o segundo vértice do nosso compromisso para com os munícipes matolenses. O nosso grande propósito para os próximos cinco anos de governação é investir fortemente na construção de sistema de gestão de águas fluviais, mas também identificar áreas que sirvam de bacias de retenção de água.”

Parruque pediu voto aos munícipes da Matola e  garantiu trabalhar para a melhoria das suas vidas.

A praça de autocarros na cidade de Inhambane foi a escolha da Frelimo na tarde desta quinta-feira para dialogar com os transportadores.

O cabeça-de-lista da Frelimo, Benedito Guimino, quis ouvir as preocupações destes e prometeu melhorar as vias de acesso e todo o sistema de transportes.

Guimino reconhece que é importante melhorar as vias de acesso, com o tapamento de buracos na zona urbana e terraplanagem fora da zona urbana. De modo, as pessoas poderão ser transportadas em melhores condições.

No local, o cabeça-de-lista da Frelimo recebeu garantias de voto para a sua formação política.

 

RENAMO DIZ QUE É VEZ DE AS MULHERES GOVERNAREM EM INHAMBANE

A Renamo decidiu fazer uma caravana pelas artérias da cidade com paragens em lugares de concentração de pessoas.

A caravana partiu da sua sede no centro da cidade de Inhambane e foi até ao bairro Guitambatuno, na zona de Espada, a cerca de 15 quilómetros do centro.

Um dos lugares em que a Caravana parou foi o famoso mercado Mafurreira, onde a cabeça-de-lista daquela formação política, Helena Makul, interpelou os vendedores e pediu votos em troca do que chamou de alternância de governação.

Ela começou por explicar aos eleitores como proceder para votar e disse que, sendo mulher, está em melhores condições para governar a cidade de Inhambane.

 

MDM PROMETE MELHORAR A VIDA DAS PESSOAS EM CHALAMBE

O já conhecido Bairro Chalambe, que sofre ciclicamente com problemas de inundações urbanas e vias de acesso, foi a escolha do Movimento Democratico de Moçambique.

O cabeça-de-lista daquele partido, Constantino Sevene, pediu aos eleitores uma oportunidade para governar em troca de melhorias naquele bairro.

Entre as promessas, o destaque vai para a abertura de vias de acesso em Chalambe para permitir a circulação de viaturas. Outra promessa de Sevene foi a construção de um sistema de drenagem de água das chuvas e do mar, para evitar que essas inundem aquele bairro.

Volvidos três dias da campanha eleitoral, o cabeça-de-lista do Movimento Democrático de Moçambique pela Cidade de Maputo, Augusto Mbazo, trabalhou no Mercado Municipal da Mafalala.

No histórico bairro, que produziu grandes nomes do desporto e das artes e cultura no país,  Mbazo pediu ainda voto aos vendedores informais espalhados pelos passeios.

Ao ritmo de sons que eram soltados de duas colunas numa viatura,  Mbazo interagiu com os vendedores informais, prometendo  melhorar as condições de trabalho destes caso seja eleito no próximo dia 11 de Outubro.

“É chegado o momento de mudanças. Onde o MDM governa, a vida das pessoas muda. No dia 11 de Outubro, não fiquem em casa. Dirijam-se às assembleias de voto e votem no MDM para acabar o vosso sofrimento”, apelou Mbazo.

No interior do Mercado Municipal da Mafalala, o cabeça-de-lista do Movimento Democrático de Moçambique pela Cidade de Maputo pediu voto de confiança dos vendedores com a promessa de acabar com os problemas de saneamento e falta de condições  para o exercício das suas actividade sempre que chove.

“Prometemos uma nova imagem deste mercado. Vamos construir novos sanitários que não perigam a vida dos vendedores, para além de melhorar as suas condições de trabalho”, garantiu Augusto Mbazo.

Ainda no Municipal da Mafalala, o cabeça-de-lista do Movimento Democrático de Moçambique pela Cidade de Maputo prometeu pavimentar a infra-estrutura.

“Dizem que não há dinheiro mas não é verdade. Este mercado não está pavimentado e, quando chove, as pessoas não querem entrar porque ficam sem  condições. Temos que melhorar. As pessoas que estão a vender fora, devem ter bancas melhoradas para poderem vender os seus produtos.”
Augusto Mbazo garantiu, por outro lado,  aos vendedores e utentes não só a reabilitação desta infra-estrutura, como também intervenção nos bairros periféricos da capital do país.

“As pessoas vivem na água e isto não é humano. Vamos resolver este assunto, mas, primeiro, temos que votar. Precisamos de criar um desenvolvimento equilibrado da cidade. Vamos criar infra-estruturas verdes naquelas zonas. Vamos criar bacias de retenção  e valas de drenagens nas zonas onde temos inclinação.”

A pobreza urbana, segundo Mbazo,  é real e está associada à questão do desemprego para as novas gerações. Neste sentido, disse Augusto Mbazo, o Movimento Democrático de Moçambique pretende resolver este problema  candente da sociedade.

“Temos muitos jovens desempregados. Temos jovens sentados a drogarem-se. Como é que se faz isso?”, questionou Mbazo a um grupo de jovens para depois elaborar que “vamos criar programas e actividades correctas na área da cultura e desporto.”

O terceiro dia da campanha eleitoral na Cidade de Maputo decorreu sem registo de nenhum incidente.

Em Quelimane, o partido Renamo prometeu construir casas resilientes para cada um dos residentes do bairro Icidua. O cabeça-da-lista da Frelimo esteve no mercado FAE, onde prometeu reduzir a taxa dos vendedores em 25% caso seja eleito. Já o MDM insistiu na redução de taxas de mercados.

O cabeça-de-lista da Renamo marchou do centro da cidade até ao bairro Icidua, onde os seus apoiantes o aguardavam. As primeiras palavras de Manuel de Araújo foram de convicção na vitória nas eleições de 11 Outubro.

“No dia 11, todas as casas devem confeccionar galo com xima de maçaroca para festejarmos a nossa vitória. É preciso que, depois do voto, fiquemos lá para controlar o voto”, disse o cabeça-de-lista da Renamo aos seus correligionários que acorreram à concentração de caça ao voto no bairro Icidua.

Caso seja eleito, De Araújo prometeu melhorar habitação dos munícipes de Icidua e outras infra-estruturas. 

Já o cabeça-de-lista da Frelimo escalou o mercado FAE para pedir voto em troca da redução de taxas de mercados aos vendedores. Lourenço Gani, junto de vários membros do seu partido, incluindo o primeiro secretário distrital de Quelimane, prometeu melhores condições.

No mercado, os vendedores reclamaram da falta de movimento e condições, sendo que precisam de mudanças. Gani recebeu garantias de voto, depois de prometer melhorar o saneamento, a redução da taxa de mercado em 25% e a melhoria de vários serviços. “Nas eleições de 11 de Outubro, queremos pedir voto para a Frelimo para a melhoria de condições de trabalho neste mercado”, disse Lourenço Gani.

Bruno Dramusse, cabeça-de-lista do MDM, esteve no mercado Brandão, tendo reiterado a melhoria das condições de mercado e a redução da taxa. “Vamos colocar água e energia, para que as lojas sejam encerradas depois das 21 horas. As senhoras acima de 65 anos não vão pagar taxas”, disse Dramusse.

Até aqui, a Polícia da República de Moçambique faz-se presente na cobertura da campanha eleitoral de todos os partidos políticos.

A cabeça-de-lista do partido Frelimo esteve  no bairro de Chigussura, onde voltou a priorizar o contacto interpessoal com os eleitores, para auscultar as suas preocupações. Uma das  preocupações apresentadas por uma eleitora está relacionada com a melhoria das bancas nos mercados informais.

“Temos muitos vendedores a venderem os seus produtos, alguns de consumo imediato, no chão, pondo em causa a saúde pública”, disse Teresa Gabriel, munícipe da Beira.

Em resposta a esta preocupação, Stella Zeca garantiu que, caso vença, o seu partido procurará uniformizar as bancas.

“Actualmente, vemos bancas construídas até de material precário. Uns constroem bancas com recursos a papelões, estacas e/ou chapas de zinco, e infelizmente as medidas não são as mesmas. Votem na Frelimo e nós encontraremos juntos de parceiros uma estrutura padrão. Mas quem conseguir construir por meios próprios, nós apoiaremos, mas haverá medidas a usar e um material próprio. Isto poderá concretizar-se se eu for presidente e, para tal, votem na Frelimo”, pediu Stella Zeca.

Na cidade da Beira, a caça a votos, por parte do partido Renamo, cujo cabeça-de-lista é Geraldo Carvalho, esteve centrada no 13º bairro, na zona de Macata. Carvalho  contactou  pessoalmente os potenciais eleitores, vendendo o seu manifesto eleitoral.

Em Macata, Carvalho garantiu que, caso vença, irá pavimentar as estradas, ora terraplanadas, melhorar a iluminação na base de apoio de parceiros e baixar as taxas municipais, principalmente para os vendedores dos mercados.

“Mas, para que isso aconteça, devem votar na Renamo. Votando na Renamo estão automaticamente a votar no Geraldo Carvalho, para o cargo de edil da Beira. Só vencendo as próximas eleições autárquicas é que este projecto irá contribuir para a mudança das vossas vidas e de toda a cidade”, garantiu Carvalho.

O Mercado Municipal de Xipamanine, o maior retalhista da Cidade de Maputo, foi o ponto escolhido pelo cabeça-de-lista da Renamo, Venâncio Mondlane, para fazer passar o seu programa de governação para a autarquia.

Mondlane foi confrontado com o deficiente sistema de saneamento, falta de vestiários e higiene, sobretudo em locais onde se confeccionam alimentos.
O que, segundo constatou o cabeça-de-lista da Renamo, pode colocar em risco a saúde dos seus utentes.

Interagindo com uma das vendedeiras, Mondlane disse que “vamos fazer drenagens, vamos modificar os mercados. Vamos colocar casas de banho e, porque não construir vestiários. A mamã quando chega aqui, onde troca de roupa?”, questionou Mondlane, ao que foi respondido. “Aqui mesmo”.
Venâncio Mondlane disse, no contacto com os vendedores, que o seu manifesto eleitoral aponta soluções práticas para a problemática do saneamento e da saúde dos munícipes.

“Como é que devem compreender a mensagem? Nós temos um plano concreto em relação à melhoria das condições do mercado. Quais são as condições do mercado? Temos questões do saneamento, higiene e dignidade de cada vencedor. Isso foi explicado aqui”, disse Venâncio Mondlane.
Mondlane desafiou ainda os vendedores a ficarem atentos às oportunidades de financiamento das suas actividades por parte da edilidade.

O cabeça-de-lista da Renamo na Cidade de Maputo defende a necessidade de se olhar, a cada dia, para o crescimento da actividade através do empreendedorismo.

“Os vendedores devem ter o desejo de crescer mais do que eles fazem e, para tal, isso passa pelo financiamento. Estamos a passar a mensagem de que existe um fundo que é disponibilizado no orçamento do município, que é justamente para as iniciativas que as pessoas têm de crescer os seus negócios. Estamos a dar a conhecer este fundo, estamos a dar a conhecer que o fundo vai ser usado de forma imparcial, transparente e de uma forma apartidária. Isto para aquelas pessoas que trabalham e demonstraram ao longo destes anos pelo trabalho que têm feito pelo povo”, assegurou aos potenciais eleitores.

Mondlane disse ainda que pretende, com o programa apresentado, contrariar a ideia segundo a qual “os grandes empresários, os grandes empreendedores, somente podem ser pessoas estrangeiras”.

Para Mondlane, há que mudar a mentalidade das pessoas e “deixarmos de pensar como pobres e miseráveis” ou mesmo como “aqueles que devem ficar estagnados na pequena banca ou a vender no passeio durante vinte ou trinta anos”.

O cabeça-de-lista da Renamo defendeu que o seu projecto preconiza “que é possível fazer as pessoas acreditarem que uma senhora que hoje vende no passeio pode passar para a banca, e de uma banca pode passar para mini-mercearia e crescer sem limites onde a sua capacidade e honestidade lhe levarem.”

A gestão criteriosa dos fundos, segundo fez passar a mensagem aos potenciais eleitores, é determinante para o sucesso dos diversos programas e iniciativas municipais.

“Os recursos existem, mas estes são mal geridos e desviados. Pretendemos converter aquilo que é gasto na corrupção para fazer as pessoas mais simples crescerem. Queremos fazer crescer o moçambicano para amanhã ser digno e sentir-se orgulhoso de ser moçambicano.”

Os vendedores do Mercado de Peixe pediram, hoje, ao cabeça-de-lista da Frelimo, Rasaque Manhique, a resolver os problemas que derivam da sua transferência do anterior para o novo espaço. Manhique prometeu diálogo com os munícipes, caso seja eleito no pleito do dia 11 de Outubro.

Os cabeças-de-lista dos três partidos com assento na Assembleia Municipal de Maputo coincidiram, na manhã desta quinta-feira, nas agendas: os mercados foram os locais identificados para intensificar a caça ao voto!

Rasaque Manhique ouviu as preocupações dos vendedores do Mercado de Peixe, inaugurado em 2016, tendo os mesmos pedido a solução do problema de saneamento do meio e das taxas das bancas que consideram elevadas.

“Pedimos para não se esquecer do pedido que fizemos há dias. Não vamos deixar de votar, somos vossos filhos. Estou preocupada. Há uma ferida. Diga-me, estou a envelhecer. Assim, para onde irei? Vou acabar ficando em casa”, desabafou uma das vendedeiras, antes mesmo de ser secundada por outra. “Senhor presidente, no dia em que for votado, não se esqueça dos nossos problemas. Deve-se recordar dos nossos problemas. Já sabe que vamos conversar consigo. Estamos a chorar dia e noite. Não temos descanso. Estamos a passar mal.”

A resposta à preocupação apresentada pela vendedeira não tardou por parte do cabeça-de-lista da Frelimo que, no seu manifesto, defende um diálogo permanente com os munícipes. Aliás, Rasaque Manhique diz que, caso seja eleito, irá manter uma postura de governação centrada nos munícipes.

“As vossas preocupações estão aqui, no meu coração. Os problemas, vamos resolver enquanto estamos juntos, tal como sempre fizemos. Sempre nos reunimos enquanto estávamos juntos. Então, vamo-nos reunir enquanto estivermos ali no município. Ou virei para aqui, ou vocês irão descolar ao município. Não fiquem preocupados. Os vossos problemas estão comigo. Estamos cientes disso e vamos resolver “, assegurou Rasaque Manhique.

Paredes-meia com o Mercado de Peixe, o Mercado da Magumba foi outro ponto escalado pelo cabeça-de-lista da Frelimo, onde reforçou a ideia de maior aproximação aos vendedores.

“Queremos interagir todos os dias com o mercado. Interagir todos os dias com o mercado não significa vir sentar aqui todos os dias, mas significa estarmos em contacto. Quando houver uma preocupação aqui, o importante é sentarmos juntos para resolver. As portas do município estão abertas para vocês. Os problemas não são resolvidos num só dia. Mesmo em casa, os problemas não são resolvidos na hora. Quando sentamos e conversamos, encontramos, certamente, a solução”, disse Rasaque Manhique.

Esta sexta-feira, Rasaque Manhique vai escalar o Mercado Fajardo, sendo que, depois, parte para a campanha porta-a-porta no bairro Chamanculo “C”.

No período da tarde, o cabeça-de-lista da Frelimo na Cidade de Maputo irá manter encontros com académicos no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano (CICJC) e com vendedores informais, ardinas e revendedores de crédito.

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