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O País – A verdade como notícia

Convidados destacam regresso às raízes e inovação no discurso de Chapo

Artistas e académicos convidados para a Conferência Nacional de Quadros da FRELIMO, que decorre em Chimoio, reagiram positivamente ao discurso de abertura do Presidente do partido, Daniel Chapo. Para os convidados, a intervenção marca um “regresso às raízes”, com um olhar para o futuro, e traz orientações concretas para o

O Presidente da República, Filipe Nyusi, nomeou Cecília Chamutota  para o cargo de secretária de Estado na província de Sofala. Chamutota sucede a Stela Zeca, exonerada esta quarta-feira.

Até à sua nomeação, Cecília Chamutota  era vice-ministra das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos.

A campanha eleitoral entra, assim, para o terceiro dia nas 65 autarquias do país. Na cidade da Beira, continua a decorrer, até ao momento, sem incidentes.

Num tabuleiro de jogo de xadrez Albano Carige “vendeu” o manifesto eleitoral do seu partido, MDM, no bairro da Manga Loforte, nos arredores da cidade da Beira, uma área residencial que tal como outras tem ainda as marcas da passagem do ciclone Idai. Júlia Augusto, residente naquele bairro, diz que falta iluminação pública, falta protecção policial assim como melhoramento das vias de acesso.

O cabeça de lista do MDM diz que, caso seja reeleito, vai continuar a melhorar as condições de vida dos beirenses, formando médicos que serão alocados a cada bairro da cidade da Beira. Carige garante continuar a apostar na edificação de infraestruturas essenciais, com destaque para estradas, valas de drenagem, escolas e hospitais.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, dirige hoje, em Maputo, a cerimónia de inauguração do Centro Cultural Moçambique-China.

Um comunicado da Presidência da República refere que Centro Cultural em alusão, localizado junto ao Campus principal da Universidade Eduardo Mondlane, é fruto da cooperação bilateral entre Moçambique e China e é o segundo maior de África.

Na ocasião, o Chefe do Estado vai  lançar manifestações artísticas, alusivas à celebração do 90º Aniversário Natalício do Primeiro Presidente de Moçambique independente, Samora Moisés Machel, lê-se no comunicado.

O Centro Cultural, fruto da cooperação bilateral entre Moçambique e China, é considerado o segundo maior de África, ocupando uma área de 20.000 metros quadrados, com várias salas para teatro, espectáculos musicais, eventos corporativos, destacando-se o Grande Auditório com capacidade para 1.500 lugares, estúdios e salas de ensaio para música, dança e salas de exposições para artes e artesanato.

No segundo dia da Campanha Eleitoral, o partido Frelimo na cidade de Inhambane esteve durante a manhã no bairro Chamane, para de casa em casa, pedir votos.

O cabeça-de-lista daquela formação política prometia continuar com a abertura de vias de acesso.

O Bairro Chalambe é um dos bairros periféricos da Cidade de Inhambane, em que serviços como estradas e água ainda estão aquém do desejado. Benedito Guimino diz que, caso continue como Edil de Inhambane, vai dar atenção a esse assunto e resolver o problema.

 

RENAMO EM INHAMBANE ENSINA ELEITORES COMO VOTAR EM SIQUIRIVA 

A Renamo, liderada pela respectiva cabeça-de-lista, esteve no bairro Siquiriva, há cerca de 17 km do centro da cidade de Inhambane.

Helena Makul mostrava aos eleitores como proceder para votar naquela formação política através da simulação do boletim de votos.

Nessa ocasião, Helena Makul prometeu que caso o seu partido vença as eleições, sendo ela mulher, a gestão do município seria melhorada.

 

MDM EM INHAMBANE PROMETE UMA GOVERNAÇÃO PARTICIPATIVA EM MUELÉ 3 

O Movimento Democrático de Moçambique esteve no bairro Muelé 3, um dos bairros de expansão da urbe.

O cabeça-de-lista daquela formação política pedia votos, em troca de uma governação participativa.

Constantino Sevene disse aos eleitores que sendo ele um jovem interessado no desenvolvimento da urbe, vai promover um modelo de governação, no qual os munícipes terão a oportunidade de participar na tomada de decisões sobre os principais assuntos da urbe.

No segundo dia de campanha eleitoral em Quelimane, o cabeça-de-lista da Renamo pediu voto de confiança para continuar a desenvolver a cidade. Já a Frelimo, foi de porta em porta para prometer aos munícipes melhores vias de acesso, água e iluminação pública. E o MDM promete isentar os vendedores de algumas taxas.

A caça ao voto continua na autarquia de Quelimane. No segundo dia de campanha eleitoral, o cabeça-de-lista da Renamo, Manuel de Araújo, montou a bicicleta e fez uma passeata na companhia dos seus simpatizantes e apoiantes. Depois da passeata por algumas artérias da cidade, Araújo foi ao Mercado Central de Quelimane e pediu mais um voto de confiança para continuar a desenvolver Quelimane.

“Querem continuar a ver transparência na governação? Querem continuar a ver mais vias de acesso nos bairros ou não? Querem continuar a ver novos hospitais, novas bibliotecas e infra-estruturas ou não? Tudo isso depende dos munícipes, que vão decidir no dia 11 de Outubro”, avançou Manuel de Araújo, cabeça-de-lista da Renamo em Quelimane.

Manuel de Araújo diz que não só já tem dinheiro para executar os projectos em Manga, como também experiência na gestão do município. “Cometemos alguns erros, mas hoje penso que, como vocês sabem, Manuel de Araújo é o edil que mais experiência, o edil com maior apoio popular, mas também, modéstia à parte, é o edil com melhor formação académica e de gestão”, destacou Manuel de Araújo.

O cabeça-de-lista da Frelimo optou por campanha porta-a-porta para caçar votos e foi confrontado com problemas de água, vias de acesso e iluminação pública. Lourenço Gani diz que a solução está com o número três no boletim de voto.

“Nós vamos asfaltar a estrada que vai dar na casa dos médicos, no nosso plano para este bairro, nós queremos melhorar o acesso à água. Nós sabemos que neste bairro há problemas. Há uma ponte que está desabada e, ao votar na Frelimo, estará a resolver o problema da ponte e a melhoria das vias de acesso”, prometeu Lourenço Gani, cabeça-de-lista da Frelimo pelo município de Quelimane.

O Movimento Democrático de Moçambique esteve no Mercado Central de Quelimane, onde prometeu melhorar a infra-estrutura e isentar os vendedores de algumas taxas, em troca de votos.

“Nós vamos requalificar este mercado. Vamos pôr água e sanitários. Os vendedores que têm acima de 35 anos na actividade, nós vamos registar e isentar as taxas. As senhoras que estão a cuidar de crianças órfãs e vulneráveis também serão isentadas das taxas”, prometeu Bruno Dramusse, cabeça-de-lista pelo Movimento Democrático de Moçambique em Quelimane.
Não houve registo de violência no segundo dia de campanha eleitoral na cidade de Quelimane.

O cabeça-de-lista da Renamo, Venâncio Mondlane, prosseguiu, hoje, com a sua jornada de caça ao voto, escalando, no período da manhã,  o mercado de Magoanine, onde interagiu com os vendedores locais.

Acompanhado por alguns quadros do maior partido da oposição, com destaque para Muhamad Yassine e Ivan Mazanga, Venâncio Mondlane prometeu, no local, construir três novos  mercados grossistas com os fundos provenientes da cobrança de receitas pelo município.

Mondlane elaborou o seu projecto, trazendo alguns números que resultam da colecta de receitas como também deu exemplos de cenários em que a edilidade perde a oportunidade de encaixar mais dinheiro proveniente de  impostos  não  cobrados e pagos.

“Algumas pessoas perguntam de onde virá dinheiro para isso. Nós, só de isso na Cidade de Maputo, temos uma receita tributária de USD 24 milhões. Muita gente não sabia disso, se calhar os jornalistas não sabem disso. Só de receita tributária, o Município de Maputo faz USD 24 milhões”,  argumentou Venâncio  Mondlane.

Agarrando-se a  números, Mondlane considerou, ao interagir com um dos munícipes, que “esta não é a receita real porque, se nós  cobrássemos como devíamos cobrar o imposto predial autárquico das casas de luxo que andam na Sommerschield e Triunfo, até porque 90 por cento delas não pagam este imposto, passariamos de USD 24 milhões para USD 75  ou USD 100 milhões da receita tributária. Com USD 100 milhões, podemos montar postos de saúde em todos grandes mercados. Podemos montar, em cada distrito, ambulância e serviços gratuitos  para as senhoras porque hoje é caríssimo”.

O cabeça-de-lista da Renamo insistiu  neste ponto de cobrança de receitas, afirmando que “é possível montar uma clínica móvel com médicos e enfermeiros que vão dar assistência médica e medicamentosa. Isso é possível. Algumas pessoas dizem que estou a apresentar ideias lunáticas que não têm sustentabilidade financeira. Eu estou a apresentar, aqui, dados que indicam que o município tem dinheiro suficiente para fazermos isso”.

O cabeça-de-lista da Renamo reforçou ainda o projecto de construção de centros de saúde para cuidados básicos em todos os mercados. “Estamos a falar de serviços de saúde materno-infantil para as crianças e mulheres”, explicou Mondlane aos  vendedores com os quais interagiu no segundo dia de campanha eleitoral.
O Mercado Grossista do Zimpeto, sustentou Venâncio Mondlane,  está longe de ser uma infra-estrutura dotada de boas condições, pelo que projecta a construção de mais três mercados desta magnitude que considera de capital importância para os munícipes.

“O Município de Maputo tem dinheiro suficiente para o projecto que temos de montar mais três mercados grossistas. Um deles vamos montar na entrada para KaTembe. O outro vai ser construído no limite da fronteira com a Matola e o terceiro no limite da fronteira com Marracuene. São mercados de muito mais qualidade do que do  Mercado Grossista do Zimpeto porque vamos ter muitos serviços lá dentro. Estamos a falar de serviços bancários, telefonia  móvel  e de  internet grátis para os  estudantes e melhor sistema sanitário. São mercados que devem servir de pontos de convivência  social e convergência juvenil  não somente para vender produtos”, explicou aos potenciais eleitores.

Mondlane garantiu, por outro lado, que vai apostar no recenseamento dos vendedores informais para que possam beneficiar-se de iniciativas de financiamento das suas actividades.
“Para o sector informal, temos um projecto de recensear a todos. Queremos inventariar quantas pessoas estão no sector informal e, dessas pessoas,  queremos introduzir um cartão de vendedor informal autorizado. Esse cartão dá-lhe o direito a concorrer a fundos, porque o município tem fundos, e um dos fundos chama-se Fundo de Iniciativa Local e outro é o Fundo Para Pobreza Urbana. A partir do momento que eles têm cartão, habilita os vendedores informais a concorrerem ao Fundo de Iniciativa Autárquica. Apesar deles não terem reconhecimento formal, terem licença, estão habilitados a ter todos os direitos de quem trabalha nesta  área de comércio.

A chuva que caiu durante o dia condicionou a campanha eleitoral na capital do país e na cidade da Matola.

O antigo Chefe de Estado e Presidente  honorário da Frelimo, Joaquim Alberto Chissano, apelou aos munícipes para votarem no cabeça-de-lista desta força política na Cidade de Maputo, por este apresentar um programa que vai ao encontro dos seus anseios. Chissano endossou, ontem,  o voto de confiança e apoio a Rasaque Manhique num encontro com confissões religiosas para auscultação das suas preocupações e apresentação do manifesto eleitoral do cabeça-de-lista da Frelimo.

Ao segundo dia da campanha eleitoral, o antigo Chefe de Estado e Presidente honorário da Frelimo, Joaquim Alberto  Chissano, juntou-se ao cabeça-de-lista  desta força política na Cidade de Maputo para reforçar o apelo ao voto nas eleições de 11 de Outubro.

Chissano, que participou do encontro entre o Rasaque Manhique e algumas confissões religiosas e jovens, reforçou a ideia de que este é o candidato ideal para governar a capital e resolver os problemas dos munícipes.

O antigo Presidente da República  começou por recordar que a campanha eleitoral é um momento de festa para “prepararmos uma decisão que vamos tomar no dia 11 de Outubro. Vamos decidir quem é que queremos para nos governar aqui, na Cidade de Maputo e, noutras partes, vão fazer também a mesma coisa”.

Para Chissano, “somos todos que vamos decidir” e “isso de todos para decidirem foi iniciado sempre pela Frelimo”, porque “antes estávamos divididos e quem reinava era a opressão colonial.”

Recuando no tempo, Joaquim Chissano disse que “a  Frelimo sentiu que toda a população vivia o medo da opressão colonial e era preciso libertar-se”, tendo, no entanto, lembrou, durante o seu  discurso,  o partido Frelimo deixado claro que “não era possível libertar-se da se não estivermos unidos.”

Antes mesmo de Rasaque Manhique intervir, o  antigo Estadista respondeu a  algumas questões levantadas por jovens religiosos sobre os problemas que apoquentam esta comunidade, nomeadamente desemprego, drogas, dificuldades de acesso ao ensino superior, entre outros. Chissano reconheceu haver necessidade de se solucionar estes problemas para o bem-estar dos munícipes.

Convidado a apresentar o seu manifesto,  Rasaque Manhique garantiu que vai criar um conselho de consulta, órgão que irá reflectir sobre a governação na Cidade de Maputo e que contará com várias sensibilidades.

“As cidades prósperas fazem-se em três vectores fundamentais: comunidade, espaço e as regras. A comunidade são os maputenses que somos nós com os nossos anseios, com a nossa cultura e com o nosso talento. Quando falamos de espaço, referimo-nos ao território e aos recursos que esse território tem. As regras são as que têm a responsabilidade de estabelecer a harmonia entre a comunidade e o espaço. Para que haja harmonia a que nos referimos, é importante que os nossos munícipes estejam sempre em primeiro lugar. Esta é a governação que a Frelimo nos ensina”, destacou Rasaque Manhique.

Trabalhar sempre na perspectiva de colocar o munícipe em primeiro lugar é uma das grandes apostas do cabeça-de-lista da Frelimo na Cidade de Maputo. “Queremos que a Cidade de Maputo seja feliz, tal como nos ensina a Frelimo com o trabalho que nos manda fazer. Queremos que os nossos munícipes sejam constantemente ouvidos para que juntos possamos tomar  decisões sobre Maputo. Por isso  é que a nossa marca, ensinada pela Frelimo, será sempre o envolvimento do munícipe, o envolvimento do maputense, no processo de tomada de decisão.  Estamos a dizer que não vamos tomar decisões para os jovens sem os jovens. Não vamos tomar decisões sobre os religiosos sem os religiosos.”

Aprofundando este ponto, patente nas linhas do seu manifesto, Rasaque Manhique fez ainda saber que “queremos criar um conselho onde todo o cidadão seja  devidamente representado. Vamos agora às eleições. Sabemos que nem todos partidos conseguem chegar à assembleia municipal por motivos diversos. Temos agora as eleições a 11 de Outubro e muitos partidos não vão conseguir chegar lá por razões várias. Não queremos que estes partidos não estejam lá. Queremos criar um conselho em que estejam lá partidos políticos, religiosos, jovens, carpinteiros, serralheiros, juristas, médicos, canalizadores, arquitectos e todos aqueles que não citei aqui para que juntos possamos dar uma contribuição à nossa cidade. Vamos poder-nos reunir de  três em três ou seis em seis meses para perguntarmos como está a cidade.”

Manhique elenca a experiência de, na qualidade de primeiro secretário, assim como vice-presidente da mesa da Assembleia Municipal de Maputo, para dirigir com conhecimento de causa dos problemas da autarquia.

“Dirigimos o partido ao nível da cidade e tivemos encontros com líderes religiosos, com os jovens e  diferentes associações. Conhecemos os problemas trazidos por todas e várias associações na nossa cidade. Conhecemos os problemas dos jovens, conhecemos os problemas dos religiosos. Estamos preparados para enfrentar este desafio. A nossa experiência de dez anos na autarquia faz com que tenhamos capacidade para enfrentar os desafios que a nossa cidade nos coloca”, frisou Rasaque Manhique.

Manhique reiterou que vai intervir na área dos transportes, para além da saúde onde “pretendemos melhorar ou construir centros de saúde nos distritos”.

Quase sete anos depois da suspensão do financiamento pelo Brasil para a construção da barragem Moamba-Major, o Governo moçambicano continua sem fundos para erguer a infra-estrutura. 

O ministro das Obras Públicas diz que o Executivo está a debater com parceiros a construção de várias barragens para acabar com o dilema de gestão de água.

 

O cabeça-de-lista da Frelimo na cidade de Nampula prometeu construir uma escola primária completa no bairro de Napipine, caso seja eleito edil. Luís Giquira diz que o projecto da unidade de ensino resulta da constatação de salas de aulas superlotadas no bairro periférico. 

A Frelimo na cidade de Nampula apostou num comício popular no bairro de Napipine, seguido de uma interpelação do eleitorado no mercado Comoauto, no mesmo bairro, para caçar o voto no segundo dia da campanha. 

Napipine, por sinal, o bairro periférico onde nasceu o cabeça-de-lista da Frelimo, para além de salas aulas superlotadas, tem o problema de criminalidade e de falta de água potável. “Vamos criar condições de trabalho para os jovens não se envolverem no crime e vamos falar com o FIPAG para criar condições de abastecimento de água”, prometeu Giquirito, nome como é carinhosamente tratado o cabeça-de-lista da Frelimo. 

Depois do comício popular, Giquira, ladeado do Primeiro Secretário da Frelimo em Nampula, foi ao mercado Comoauto para interagir com os vendedores e convencê-los a votar na Frelimo. 

No local, Giquira prometeu melhorar as condições do mercado e promover o emprego para os jovens, para que estes deixem o mundo do crime. 

No mercado, houve aceitação das promessas eleitorais de Luís Giquira, que dançava e oferecia camisetas aos vendedores, que prometeram devolver a cidade de Nampula à Frelimo.

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