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O País – A verdade como notícia

Convidados destacam regresso às raízes e inovação no discurso de Chapo

Artistas e académicos convidados para a Conferência Nacional de Quadros da FRELIMO, que decorre em Chimoio, reagiram positivamente ao discurso de abertura do Presidente do partido, Daniel Chapo. Para os convidados, a intervenção marca um “regresso às raízes”, com um olhar para o futuro, e traz orientações concretas para o

Poucos dias antes da votação, o MDM acusa o Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE), em Sofala, de engendrar fraude eleitoral na Beira, através de inscrição de eleitores depois do fim do processo a 3 de Junho passado. O STAE diz que não é possível inscrever mais eleitores depois do tempo estabelecido.

O Movimento Democrátiico de Moçambique (MDM), na cidade da Beira, acusou, esta semana, o STAE de ter feito inscrição de eleitores depois do fim do prazo legalmente estabelecido, isto é, 03 de Junho, data em que o recenseamento eleitoral terminou no país.

O MDM apresentou à imprensa o que considera cópias de cadernos eleitorais, que tiveram eleitores inscritos depois do dia 03 de Junho.

“Na província de Sofala, em especial nas grandes cidades onde a oposição está a governar, todos os últimos cadernos estão incrementados de membros fora do normal daquilo que se esperava. Hão de verificar que os cadernos que tinham terminado com cento e tal eleitores, rondam agora os 400 ou 500 eleitores, que sistema estão a usar? Estão a usar nomes sem apelidos, incrementando os números, razão pela qual corremos o risco de os nossos munícipes não localizarem os seus cadernos no dia de votação e isso está a ser feito, mas já submetemos a nossa reclamação aos orgãos competentes”, acusou José Domingos, porta-voz do partido.

O MDM diz que há recrutamento de candidatos a membros de mesa de votação (MMV), a partir de distritos sem autarquias para, no dia de votação, trabalharem na cidade da Beira, alegadamente para criar condições de fraude eleitoral. De acordo ainda com o partido, há cartões de eleitores sem chip de segurança.

“Temos, no distrito de Maringue, Maria Pulseira, administradora de Maringue, que está nessa empreitada; o primeiro secretário da Frelimo em Maringue está nessa empreitada; está, neste momento, na cidade da Beira, Etelvina, directora de Educação interina de Maringue, também nessa empreitada.  É uma lista de 24 pessoas. Queremos pedir que os cartões que estão a ser emitidos, alguns sem chip para entregar a esses membros, por favor fiquem atentos e, nós, na devida altura, iremos exigir o controlo durante a formação dos nossos MMV. Pedimos à Polícia para não impedir a verificação dos cartões de eleitores para aferir se pertence ao portador do mesmo ou não.”

O STAE,  em Sofala, reagiu às acusações do MDM e  garante que não houve acréscimo de eleitores. Quanto à alegada circulação de cartões de eleitores sem chip de segurança, o STAE diz que vai apurar a veracidade dos factos.

“Eu acho que a acusação em questão ainda é vaga porque; quando diz que houve viciação, tem de indicar…não temos praticamente algum sinal de que haja alguma viciação do caderno do eleitor, a não ser que haja alguma questão técnica que possa contrapor aquilo que a lei nos incumbe fazer. Mas a impressão dos cadernos é feita ao nível do CPD e isso é presenciado pelos técnicos de todas as sensibilidades políticas. Gostaríamos de garantir que, depois do fecho legal do recenseamento, não havia possibilidade de voltar a introduzir eleitores; o sistema fecha por si”, reagiu Jorge Donquene, Director do STAE em Sofala.

Jorge Donquene diz ainda que, quanto à alegada circulação de  cartões de eleitores sem chip de segurança, será fácil a entidade verificar e apurar com exatidão o que está a acontecer. Em relação à preocupação do MDM de que haja pessoas provenientes de vários distritos para trabalhar nas mesas de voto no Município da Beira, o director do STAE, na Beira, diz não haver violação da lei.

“Quanto à contratação de agentes eleitorais, quando é lançado o concurso público, nós enumeramos uma série de critérios exigidos para a candidatura e, estando salvaguardada essa lista de critérios, qualquer cidadão que concorre sem ter aqueles critérios, acredito que de facto fica fora de candidatura. E de facto lançámos esse concurso para a gestão dos distritos e não temos informações de que algum distrito tenha violado um preceito ou outro, porque, como disse, o concurso é público e não há limitação.”

O STAE em Sofala avançou que vai começar já este domingo a distribuir o material de votação nas autarquias, à excepção da cidade da Beira, que só terá no dia anterior à votação. O STAE garantiu igualmente que tudo está a postos para o decurso normal da votação com todos os materiais já disponíveis.

A Renamo, um dos partidos que concorre para o recém-criado Município de Marracuene, escalou este sábado, penúltimo dia da campanha eleitoral, o bairro da Santa Isabel.

Em contacto interpessoal com os cidadãos daquela urbe, Rahil Khan, cabeça-de-lista do partido da perdiz, prometeu asfaltar a estrada que liga Michafutene até a terminar do bairro Santa Isabel.

“Queremos que votem na Renamo porque quando estivermos no poder queremos reabilitar esta estrada que inicia no Michafutene e vai até terminar. Vamos asfaltar essa estrada para que tenham acesso rápido à cidade”, prometeu Khan.

O cabeça-de-lista da Renamo não ficou por aqui. Prometeu ainda água potável, escolas e carteiras para os alunos.

“Não faz sentido que os professores cobram 5.000 ou 10.000 meticais por vagas. Nós vamos construir escolas para as nossas crianças. E queremos dar carteiras porque agora sentam no chão e não faz sentido. Precisamos melhorar esta situação”, prometeu.

A Renamo aposta em ser o primeiro partido político a governar o município de Marracuene na história da vila.

No penúltimo dia de campanha eleitoral, o Movimento Democrático de Moçambique escalou o bairro Abel Jafar, no novo município de Marracuene, para pedir votos para ser o primeiro dirigente municipal.

Encabeçado por Manuel Ngale, o MDM escalou um dos quarteirões que se debate com problemas de saneamento de meio e prometeu, dentre várias coisas, abrir valas de drenagem para escoar as águas das chuvas.

Aliás, o cabeça-de-lista do Movimento Democrático de Moçambique diz que nasceu naquele bairro e sabe do que fala.

“Eu conheço os problemas deste bairro e sei do que se precisa. Quando chove aqui não se anda, vocês não conseguem sair de casa porque este quarteirão todo fica alagado. Por isso, nós queremos prometer que quando formos eleitos, vamos construir valas de drenagem que desaguam no rio que temos aqui perto. Isso vai minimizar os problemas que tem”, prometeu Ngale.

Mas não só isso. Manuel Ngale diz também que caso seja eleito vai priorizar a juventude na sua governação, criando oportunidades de emprego e abrindo espaço para que tenham poder de decisão.

“Nós queremos criar uma figura de técnico do bairro ou chefe do quarteirão, que será um jovem, que vai ser o elo de ligação com o governo municipal, que conhece os problemas do quarteirão e vai fazer chegar a nós, para podermos resolver esses problemas. Por isso a aposta no MDM é a melhor. No dia 11 de Outubro devemos tomar o poder e criar boas condições para os munícipes de Marracuene”, garantiu Manuel Ngale.

O Movimento Democrático de Moçambique vai encerrar  a sua campanha eleitoral com um comício no bairro de Guava.

O Secretário-Geral da Frelimo, Roque Silva, diz que ser importante vencer na Cidade Maputo para que esta força política “continue com a agenda de desenvolvimento.”  Roque Silva diz que a Frelimo quer continuar a resolver os problemas estruturais dos bairros, particularmente os periféricos. 

A sede da Frelimo, na Cidade de Maputo, foi o  ponto de convergência dos membros e simpatizantes deste partido para a  recepção  ao Secretário-Geral, Roque Silva, que se juntou às vozes de apelo ao voto na próxima quarta-feira, dia 11 de Outubro.

Perante à  chefe da Brigada Central que assiste a Cidade de Maputo, Alcinda de Abreu, membros e simpatizantes da Frelimo, Roque Silva diz que se escolheu um candidato mais jovem “que é para ver se ele corre mais rápido porque já não podemos mais fazer esperar a população na busca daqueles problemas básicos.”

Depois, Roque Silva juntou-se à caravana da Frelimo que percorreu algumas artérias da capital até ao Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano para um encontro com a juventude ao nível da Cidade de Maputo.

Dirigindo-se aos jovens, o Secretário-Geral da Frelimo  começou por dizer  “que, por motivos de agenda, teria muitas dificuldades de conseguir trabalhar aqui, estando a  escassos dias da data de votação e precisando de terminar toda uma logística que nos permita exercer muito bem o nosso papel nas mesas de voto, mas isto é capital e não há tempo que possa faltar para dedicar o tempo à capital do país.”

Para  Roque Silva,  “é a partir daqui que Moçambique se revê dentro e fora e capital é capital”, sendo, por isso, sublinhou,  “ser importante compreender a importância estratégica da capital do país porque só assim se é que vamos perceber a razão da atenção especial que se tem que prestar a esta cidade.”

O Secretário-Geral da Frelimo defendeu  ainda que a Cidade de Maputo “está  a ser cada vez mais atractiva, está a ser uma cidade isca para outras cidades daqui  região porque  está a evoluir, a crescer e a transformar-se e isso só está a ser possível porque quem está a governar é a Frelimo”, notou Roque Silva.

Neste sentido, defendeu, Roque Silva, na sua alocução, que ” a partir daí  precisamos começar  a perceber a importância incontornável da vitória que nós temos que alcançar no dia 11 de Outubro.”

Silva ajuntou que “não há maneira, faça sol ou faça chuva, nós temos que ganhar esta cidade, e é por isso que estamos aqui para juntar a nossa voz à vossa neste pedido de voto à Frelimo porque nós  queremos continuar com a agenda de desenvolvimento.”

Prosseguindo com a sua intervenção, o Secretário-Geral da Frelimo frisou que, “se é verdade que queremos continuar a melhorar estradas de forma mais célere  ainda  e estamos a melhorar, mas  Frelimo é um partido positivamente  ambicioso e por ser um partido positivamente ambicioso, não estamos satisfeitos com o nosso próprio ritmo e queremos um ritmo cada vez mais célere e é por isso que nos desafiamos a concorrer mais uma vez à estas eleições.” 

Silva indicou, por outro lado, que “queremos continuar a acelerar, dar acesso à água às pessoas, dar energia, resolver problemas estruturais dos nossos bairros, sobretudo, os suburbanos.  Mas se isso é verdade, também é verdade que o nosso sonho é transformar Maputo numa verdadeira cidade moderna que evolui com características próprias”

Para Silva, “uma das grandes características da cidade Maputo é não continuarmos com muitas crianças que, quando amanhece, os pais não sabem como colocar o pão na mesa para os seus filhos. Isto é um passo que temos que dar e com muita consistência.”

O cabeça-de-lista da Renamo, Venâncio Mondlane, seguiu, esta sexta-feira, em direcção à periferia para mais uma jornada de “caça ao voto”.  No bairro da Polana Caniço, Mondlane optou por contacto interpessoal com os moradores, deixando ficar o que pensa em fazer caso seja eleito edil de Maputo no pleito de 11 de Outubro.

Mondlane interagiu com vendedores formais e informais, para além de trausentes e automobilistas que circulavam nas vias, apelando para que votem no seu programa que visa “dar dignidade aos munícipes.”

Numa das interacções, Venâncio Mondlane abordou uma das vendeiras e questionou em que condições exercia as suas actividades, ao que a mesma respondeu: “Há muitos anos que estamos a sofrer. Tenho quatro filhos para sustentar. Eles vivem à custa do que vendo aqui neste local. Eles estudam e não é fácil sustentá-las”, queixou-se a vendedeira.

Venâncio Mondlane disse, em jeito de resposta, “que há quem pensa que o seu negócio não vale nada, mas nós vamos colocar aqui casas de banho melhoradas, vamos construir alguns vestiários para que vocês possam trocar de roupa e não terem que se esconder para tal.”

Acompanhado pelos deputados Mohamad Yassine e Ivan Mazanga, o cabeça-de-lista da Renamo foi ao encontro de uma família que se encontrava no exterior da casa para dar a conhecer o seu manifesto. Antes mesmo de avançar com as suas ideias, o cabeça-de-lista da Renamo quis saber se podia contar com o seu voto favorável. “Posso contar com o vosso voto? Vocês estão satisfeitas com estas condições de vida?”, questionou Venâncio Mondlane.  E, seguidamente, teve a resposta: “Nós vivemos em situação precária. Não temos emprego para poder sustentar os nossos filhos. O negócio não está a  andar e, quando queremos vender, somos sempre perseguidos”, queixaram-se.

O cabeça-de-lista da Renamo reiterou que “não iremos usar os cães para vos perseguir, até porque não nos importa se está ou não licenciado, nós queremos trabalhar com todos para que possam crescer nos vossos negócios”.

Mondlane insistiu, na conversa com os vendedores, que “a mamã hoje tem uma banquinha, mas pode crescer no negócio até chegar à mercearia.”

Venâncio Mondlane insistiu no seu “projecto” de “financiar as iniciativas dos vendedores através de um fundo existente no município mas que tem sido escondido.”

O cabeça-de-lista da Renamo prometeu ainda “construir postos de saúde para cuidados básicos dos vendedores dos mercados” bem como “dar maior importância ao desporto através da valorização dos espaços que, nos últimos temos, têm sido transformados em mercados.”

Mondlane garante que “vamos abrir, pela primeira vez na história do país, uma loja de equipamentos desportivos, onde iremos vender bolas, por exemplo, a preços mais baratos do que se está a praticar agora. É obrigação do município criar condições para a prática de desporto.”

As vias de acesso nos bairros periféricos irão, segundo o cabeça-de-lista da Renamo, merecer grande atenção caso seja eleito.

O presidente do MDM, Lutero Simango, alertou, esta sexta-feira, para a possibilidade de se recorrer à justiça popular no dia da votação para as eleições autárquicas.

Simango falava num encontro de concertação com os membros das mesas de voto que vão representar o partido em toda a província de Nampula.

“Ouvi que a Polícia estava a armar-se, mobilizando também cães, para o dia 11 de Outubro, com o objectivo de intimidar a população. Ora, se a Polícia e os órgão eleitorais protegerem irregularidades do partido Frelimo, vamos recorrer à justiça popular”, avisou o Presidente do MDM.

Em voz tenaz, Simango disse “basta de roubos” por parte da Frelimo, apelando aos membros do partido para não aceitarem ser corrompidos para deixar passar irregularidades no dia da votação.

Falando sobre as actividades da campanha eleitoral, o cabeça-de-lista do MDM, Carlos Saíde, disse que de tanto suja que está a cidade de Nampula vai precisar de ser lavada, tal como acontece nas cidades europeias.

Saíde voltou a prometer resolver os problemas de sargentas e de esgotos na cidade de Nampula, para que os munícipes tenham uma melhor qualidade de vida.

O Presidente da Frelimo, Felipe Nyusi, está, desde a manhã desta sexta-feira, de visita à província de Nampula, na qualidade de Chefe de Estado.

Nyusi aproveitou para cumprimentar os membros e simpatizantes da Frelimo que estão em campanha eleitoral na cidade de Nampula e apelou para que os mesmos não se envolvessem em confusões e actos de pancadaria. 

“Quero, mais uma vez apelar, para que não adiram a confusões. Nós (Frelimo) não somos confusos e somos da paz. Nampula tem estado a mostrar-se como um exemplo de boa conduta neste período eleitoral. Vamos continuar assim”, avançou o presidente do partido Frelimo. 

Logo após os cumprimentos, o cabeça-de-lista da Frelimo, Luís Giquira, visitou o bairro Caropeia, periferia da cidade de Nampula, onde prometeu construir a estrada que dá acesso ao bairro aos residentes. 

Giquira prometeu ainda melhorar o abastecimento de água e os serviços de saúde local, reablitando e apliando o Centro de Saúde da Barragem. 

A campanha de Giquira nesta sexta-feira prosseguiu no bairro Caropeia pedindo voto porta a porta, prometendo mudar a vida dos munícipes de Nampula.

Bruno Dramusse, cabeça-de-lista do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), em Quelimane, para as eleições autárquicas do próximo dia 11 deste mês, chamou atenção aos membros do partido e não só, com destaque para aqueles que farão parte das mesas de votação, a não aderir a uma alegada fraude que está a ser organizada pelos adversários concorrentes. Dramusse disse que o seu partido fará contagem paralela para apurar cada resultado das mesas de votação. 

“ Os nossos adversários já estão a preparar fraude eleitoral no dia 11. Por isso, vocês devem acordar cedo e irem votar no nosso partido para garantirmos o desenvolvimento da cidade, ao exemplo da Beira. Não se distraiam porque controlar o voto é relevante, o adversário está a preparar fraude, por isso cada membro das mesas de voto deve resistir a dinheiro e pautar por exercício de cidadania, para que as eleições sejam livres, justas e transparentes” disse Dramusse.

Com um roteiro que começou no bairro do Vaz, passando por Maraza, Chota e Mercado Maquino, Albano Carige, cabeça-de-lista do MDM na na cidade da Beira, prometeu construir valas de drenagem e estradas no bairro do Vaz.

Um dos pontos críticos do Bairro Vaz são as inundações. Sempre que chove, o bairro fica inundado, devido à falta de valas de drenagem. 

Albano Carige nasceu neste bairro e hoje esteve lá para pedir votos com a promessa de melhorar as condições de mobilidade e saneamento do meio.

“Sei que quando chove, aqui fica difícil de circular, vamos melhorar isso no próximo ciclo de governação, mas para isso pai tens que votar no galo”, pediu.

Carige continuava a percorrer o bairro, seguido de multidões que queriam ouvir as promessas do MDM, partido que actualmente governa o município.

“Já fizemos a terraplanagem desta estrada, sei que não basta, é preciso fazer mais, sim vamos fazer”, garantiu o candidato.

Assim, continuou a caminhada na sua estratégia de contacto interpessoal com o eleitorado.

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