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O País – A verdade como notícia

Chapo ameaça mão pesada contra posse ilegal de armas após fim da amnistia

Presidente da República anuncia medidas coercivas contra quem não entregar voluntariamente armas de fogo em situação irregular e exige maior disciplina e respeito pelos direitos humanos às Unidades de Operações Especiais e de Reserva da PRM. O Presidente da República, Daniel Chapo, advertiu que o Estado moçambicano vai adoptar medidas

O Movimento Democrático de Moçambique exige responsabilização no caso de desvio de 1,7 mil milhões de Meticais pelo Instituto Nacional de Acção Social, valor destinado a acções de combate à COVID-19. Já o partido Renamo defende que os envolvidos devem ser demitidos.

É mais um escândalo sobre desvio de fundos públicos. Desta vez, estão envolvidos mais de 1.7 mil milhões de meticais, desviados pelo Instituto de Nacional de Acção Social, que eram destinados à mitigação dos efeitos da COVID-19.

O caso veio a público após auditoria feita pelo Tribunal Administrativo.

Reagindo ao assunto, esta quinta-feira, o porta-voz do MDM disse ao “O País” que há uma necessidade urgente de se responsabilizar todos os envolvidos no desvio de fundos e de se esclarecer o destino dos valores sacados do erário público.

“Os fundos para o apoio às vítimas da COVID-19 não devem servir para o enriquecimento ilícito de uma burguesia nacional, que tenta a todo o custo pilhar os pacatos recursos que devem ser alocados aos moçambicanos. É com muita tristeza que nós, mais uma vez, presenciamos um escândalo financeiro protagonizado pela gestão maldosa do partido Frelimo”, disse Ismael Nhacucue, porta-voz do MDM.

Mais uma vez, o partido falou da necessidade de criação de um Tribunal de Contas para fiscalizar toda a despesa pública.

“A vantagem de um Tribunal de Contas é que este vai permitir que, de forma directa e objectiva, à medida que vai constatando as irregularidades, vai abrindo processos crimes”, esclareceu.

Por seu turno, o partido Renamo que também reagiu ao assunto, disse não ser novidade o desvio de fundos públicos pelas entidades responsáveis pela gestão.

“Esta é a reafirmação da denúncia que nós fizemos no passado, no parlamento, porque perguntamos ao Governo como é que foram geridos os fundos alocados para fazer face a problemática da COVID-19. Como sempre, tivemos uma resposta não satisfatória. Isso não é uma surpresa, porque a característica peculiar deste Governo é a corrupção”, disse o porta-voz da Renamo, José Manteigas.

O partido de Ossufo Momade disse igualmente lamentar que “o nome dos moçambicanos foi usado para ir buscar fundos para alegadamente salvar vidas de moçambicanos, mas o dinheiro foi encaminhado para fins particulares. Estamos revoltados com isso e queremos responsabilização do caso, pois criaram danos ao país e prejudicaram vidas”.

Para o partido Renamo, todos os dirigentes envolvidos no desvio dos mais de 1.7 mil milhões de meticais devem ser demitidos dos cargos que ocupam

O Movimento Democrático de Moçambique exige responsabilização no caso de desvio de 1,7 mil milhões de Meticais pelo Instituto Nacional de Acção Social, valor destinado a acções de combate à COVID-19. O caso veio a público após auditoria feita pelo Tribunal Administrativo.

O porta-voz do MDM diz ser urgente que se responsabilizem todos os envolvidos no desvio de fundos e que se esclareça o destino dos valores sacados do erário público.

“Os fundos para o apoio às vítimas da COVID-19 não devem servir para o enriquecimento ilícito de uma burguesia nacional, que tenta a todo o custo pilhar os pacatos recursos que devem ser alocados aos moçambicanos. É com muita tristeza que nós, mais uma vez, presenciamos um escândalo financeiro protagonizado pela gestão maldosa do partido Frelimo”, disse Ismael Nhacucue, porta-voz do MDM. 

Mais uma vez, o partido falou da necessidade de criação de um Tribunal de Contas para fiscalizar toda a despesa pública. 

“A vantagem de um Tribunal de Contas é  que este vai permitir que, de forma directa e objectiva, à medida que vai constatando as irregularidades, vai abrindo processos crimes”, esclareceu. 

O Conselho Constitucional chumbou o recurso interposto pela Renamo em Marromeu, no qual pedia a anulação dos resultados da repetição das eleições nas 18 mesas. O órgão entende não haver provas para a anulação da votação.

É o desfecho de mais um caso de contencioso eleitoral. O Conselho Constitucional decidiu não dar provimento ao recurso interposto pela Renamo em Marromeu, em que o partido diz ter havido muitas irregularidades nas eleiçoes de 10 de Dezembro.

No seu recurso, a Renamo denuncia a falsificação de 18 actas e editais e o facto de os seus delegados de candidatura não terem tido acesso a tais documentos.

O Tribunal Judicial Distrital de Marromeu julgou o recurso do partido e concluiu que a Comissão Distrital da Eleições cumpriu com todos os procedimentos, aliado ao facto de esta formação partidária não ter apresentado provas.

Uma vez chumbado o recurso pelo Tribunal Judicial Distrital de Marromeu, a Renamo submeteu um recurso ao Conselho Constitucional.
No seu acórdão, o órgão fundamenta que em relação à alegação da Renamo de que os seus delegados não tiveram acesso às actas e aos editais, ficou provado que “os delegados abandonaram as mesas de assembleia de voto antes de terminar o processo de apuramento parcial quando o partido Frelimo estava em vantagem nos votos”.

Em relação a não convocação dos delegados para o apuramento dos resultados, de acordo com o acórdão do Constitucional, a Comissão Distrital de Eleições “convocou todos os mandatários políticos e o mandatário do recorrente esteve presente, embora tenha abandonado o local antes de terminar o processo de apuramento”.

O Conselho Constitucional entende ainda não haver provas bastantes para dar provimento ao pedido de anulação da votação e os respectivos apuramentos parcial em relação a 18 mesas de votação na autarquia de Marromeu. Por essa razão, o órgão decidiu não dar provimento ao recurso interposto pelo partido Renamo.

O director de campanha da Frelimo refuta as acusações da Renamo, segundo as quais, foi quem arquitetou as fraudes registadas nas eleições autárquicas. Celso Correia diz que o partido não coaduna com fraudes.

Em vários pronunciamentos públicos da Renamo acusou o director de campanha da Frelimo, Celso Correia, de ser o arquitecto de parte da alegada fraude eleitoral nas sextas eleições autárquicas de 11 de Outubro. 

Chamado a reagir à acusação que continua a ecoar nos bastidores da política, Correia refuta tudo e diz que o partido Frelimo não coaduna com fraudes.

“As instituições competentes já fizeram o seu trabalho que tinham que fazer sobre a matéria e nós somos um partido que não coaduna com fraudes, e estamos satisfeitos que o partido tenha conseguido conquistar o voto de e a confiança de maior parte dos moçambicanos”, afirmou Celso Correia.

O político diz que o mais importante, neste momento, é desenhar políticas que respondam às necessidades dos que votaram e dos que não votaram na Frelimo.

“Nós temos grandes desafios de emprego e de transporte nas zonas urbanas, isto é que é mais importante, o partido tem qu3e conseguir desenhar políticas que respondam a essas necessidades”, disse a terminar 

Refira-se que a oposição tem vindo a atribuir a responsabilidade dos ilícitos eleitorais nas autárquicas ao partido Frelimo que venceu em 60 autarquias.

A Renamo diz que o informe do Presidente da República sobre o Estado Geral da Nação é falacioso. A secretária-geral da Renamo afirma que Filipe Nyusi demonstrou não ter conhecimento sobre a real situação do país. Clementina Bomba falava, esta sexta-feira, aos órgãos de comunicação social, dois dias após o Chefe de Estado fazer o seu informe anual, na Assembleia da República. 

“De que país se referiu esta Informação Anual do Chefe do Estado?”, questionou Clementina Bomba, para depois dizer que “ é uma autêntica falácia afirmar que, em 2023, Moçambique criou bases sólidas para crescer como um país competitivo, sustentável e inclusivo. Os últimos dez anos foram caracterizados por graves actos de corrupção e clientelismo nas instituições públicas, cujo acesso é mediante  compra de vagas de emprego, incluindo na Polícia e no exército”, afirmou Clementina Bomba.

Sobre o pagamento do décimo terceiro salário, anunciado pelo Presidente da República, a perdiz entende que o Governo se equivocou, ao estimar apenas 30 por cento, uma vez que não corresponde às expectativas. 

“O Presidente da República surpreendeu pela negativa os moçambicanos, ao decretar o novo salário na ordem de 30 por cento do valor base. A pergunta que não cala é: Afinal, desde quando 30 por cento do salário base é décimo terceiro salário? Os funcionários e agentes públicos foram, mais uma vez, vítimas de uma grosseira burla e acto de maquiavelismo.”

O partido de Ossufo Momade reagiu também ao período anunciado para a realização do recenseamento eleitoral, pelo Conselho de Ministros, isto é, entre 01 de Fevereiro e 16 de Março de 2024, afirmando que não é favorável, por se tratar de época chuvosa, tornando difícil a circulação de pessoas e bens, sobretudo nas zonas rurais. 

Sobre a suspensão do edil de Nampula, Paulo Vahanle, e o de Nacala Porto, Raul Novinte, a Renamo diz tratar-se de mais uma perseguição política.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, felicita o seu homólogo do Egipto, Abdel Fattah Al-Sisi, pela reeleição ao cargo, nas gerais realizadas de 10 a 12 de Dezembro corrente.

Na mensagem, o Chefe do Estado refere que foi com sentimento de alegria e orgulho que tomou conhecimento da escolha do povo egípcio durante as eleições gerais, colocando o seu voto de confiança para que Abdel Fattah Al-Sisi continue a liderar os destinos da grande e histórica nação egípcia pelos próximos seis anos.

“A vitória retumbante de Vossa Excelência nestas eleições é testemunho da confiança que o povo do Egipto deposita na vossa sábia e visionária liderança que reposicionou o Egipto como um país provedor de bem-estar e estabilidade para o seu povo”, lê-se na mensagem do Presidente da República.

Na mesma nota, o Chefe do Estado salienta que se mantém empenhado em trabalhar com o homólogo egípcio, no reforço das relações de amizade e cooperação entre os povos e dos dois países.

Abdel Fattah Al-Sisi venceu as presidenciais egípcias com 89,6% dos votos. Numas eleições praticamente sem oposição, esta vitória permitirá Abdel Fattah Al-Sisi ficar no poder até 2030. A autoridade eleitoral egípcia divulgou igualmente que a taxa de participação se fixou em 66,8%, uma subida face a 2018. Os egípcios puderam votar entre 10 e 12 de Dezembro, mas os resultados foram apenas tornados públicos esta segunda-feira.

O segundo candidato mais votado foi Hazem Omar, do Partido Popular Republicano, que obteve 4,5% dos votos. Em terceiro lugar, ficou Farid Zahran, do Partido Social Democrata Egípcio, seguido de Abdel-Sanad Yamama, do partido Wafd.

Apesar da vitória avassaladora, este foi o pior resultado de Abdel Fattah Al-Sisi desde que chegou ao poder em 2013 na sequência de um golpe de Estado. Nas presidenciais de 2014 e de 2018, o Presidente egípcio venceu com 97% dos votos. Para concorrer a este terceiro mandato, o Chefe de Estado teve de alterar a Constituição, uma vez que a antiga permitia apenas dois.

Encerrou-se, hoje, em Maputo, a oitava sessão ordinária da Assembleia da República referente à nona legislatura. A Sessão solene de encerramento foi marcada pelos discursos da presidente da Assembleia da República e dos chefes das três bancadas parlamentares. A Renamo e a Frelimo trocaram acusações sobre o ambiente vivido no Parlamento durante a apresentação da informação anual do chefe de Estado.

No seu discurso, o presidente da bancada parlamentar da Renamo falou sobre educação, corrupção e o Fundo Soberano, este último que o partido entende que “será mais um saco azul, onde o Governo poderá meter a mão sempre que precisar”, disse  Viana Magalhães.

Magalhães comentou também sobre o cenário vivido ontem, durante a apresentação do informe sobre o Estado Geral da Nação em 2023, tendo dito que o protesto da sua bancada foi uma resposta ao chamamento do povo. “Nós fizemos o que fizemos por causa dos larápios de voto. O povo é que pediu para que nos manifestássemos”.

Já o chefe da bancada parlamentar do partido Frelimo, Sérgio Pantie, elogiou  a informação apresentada pelo chefe de Estado e disse que o seu partido normalmente não fala sobre a Renamo, porque “é um não assunto”. Entretanto, disse entender que a atitude do partido resulta do seu desespero por conta da “derrota qualquerizante”.

Para Pantie, a atitude da Renamo foi desrespeitosa. “Munidos de apitos e vuvuzelas, decidiram perturbar o Presidente da República. Mas, mesmo assim, Filipe Nyusi aguentou-os bem durante cerca de três horas. Foi um jogo de 1 para 60. Arruaça não se responde com arruaça, mas sim com educação. O problema da Renamo não são os outros, são eles próprios. Por isso, ontem, mais uma vez, levaram uma goleada”, disse.

O chefe da bancada parlamentar do partido Frelimo disse ainda que a atitude dos deputados da Renamo podia terminar em expulsão à luz do regimento, mas tal não aconteceu “graças ao exercício de paciência da presidente, que mostrou que no seu coração cabem todos os moçambicanos”.

A presidente do Parlamento, Esperança Bias, recordou que a manifestação é um direito constitucional, mas que não deve ser confundida com actos de vandalismo.

“A casa do povo deve garantir que o Presidente apresente a informação de forma acolhedora, num ambiente solene e sereno. Não foi ao que assistimos ontem, uma vez que a Renamo tentou boicotar a sessão. Em nome da bancada da Renamo, queremos apresentar o nosso pedido de desculpas ao chefe de Estado e ao povo moçambicano”, disse Bias.

 

MDM REITERA INTERESSE NUM TRIBUNAL DE CONTAS

 

O chefe da bancada do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Lutero Simango, reiterou hoje o seu interesse na criação de um tribunal de contas, com vista a fiscalizar as contas das empresas do Estado.

“A criação deste tribunal é um imperativo nacional para o estágio em que se encontra o Estado moçambicano em termos do volume de negócios público e privado”, disse.

“A criação desta entidade justifica-se pela necessidade de garantir transparência nas empresas públicas, Autoridade Tributária de Moçambique, auditoria das contas públicas, no recém-criado Fundo Soberano e combate à corrupção”, sublinhou.

“Negar a criação de tribunal de contas é alimentar a continuidade da captura do Estado pela teia da corrupção”, disse.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, recebe hoje, no Palácio da Ponta Vermelha, os representantes da Comunidade Moçambicana na Diáspora, para a apresentação de Cumprimentos ao Chefe do Estado, por ocasião do Fim do Ano de 2023.

Um comunicado da Presidência da República recebido na nossa redacção refere que, ainda hoje, o Chefe do Estado e esposa, Isaura Nyusi, vão oferecer uma recepção oficial alusiva ao término do ano, aos Titulares dos Órgãos de Soberania e os demais dirigentes nacionais.

O partido Nova Democracia diz que a repetição das eleições autárquicas em Gurúè, na Zambézia, não foi transparente. O presidente da organização política, Salomão Muchanga, acusa a Polícia de ter intimidado os eleitores.

A Nova Democracia chamou a imprensa, mais uma vez, para queixar-se da actuação da Polícia durante a repetição das eleições autárquicas.
Segundo o presidente do partido, Salomão Muchanga, os agentes da Polícia posicionaram-se em várias assembleias de voto, de onde recolheram as urnas logo após a votação de 10 de Dezembro.

“Tivemos a UIR em muitas mesas de votação a carregar urnas para o STAE. Ao que estamos a assistir é que há um partido que é privilegiado e apoiado pelos órgãos de administração eleitoral para manipular a vontade popular ”, disse o presidente da Nova Democracia.

Muchanga falou à imprensa cinco dias depois de o Tribunal Judicial de Gurúè ter chumbado um recurso que visava a anulação das eleições de 10 de Dezembro, por falta de provas, o que, para o partido, foi injusto.

“O Tribunal Judicial de Gurúè sucumbiu perante a ditadura, ao acarinhar este regime, este sindicato do crime, estas irregularidades, que no final penalizam todo um povo vencedor.”

Para já, a Nova Democracia diz aguardar a resposta do Conselho Constitucional ao recurso submetido.

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