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O País – A verdade como notícia

Moçambique reafirma compromisso com uma CPLP mais unida e dinâmica

A Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Comunidade Moçambicana no Exterior, Maria de Fátima Simão Manso, reafirmou o compromisso de Moçambique com o fortalecimento de uma Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) cada vez mais unida, dinâmica, influente e próxima dos seus cidadãos. Intervindo na 31.ª sessão do

Elias Dhlakama e Alfredo Magumisse formalizaram, esta terça-feira, as suas candidaturas à presidência da Renamo. Os membros falam de descredibilização do partido e esperam que o passo dado não seja sinonimo de desentendimento, mas de maior coesão interna.

Quando faltam menos de 10 dias para a realização do Congresso da Renamo, a ter lugar na província de Zambézia, mais nomes juntam-se aos interessados em suceder Ossufo Momade na presidência do partido.

Desta vez, o membro da Comissão Política, Alfredo Magumisse, formalizou a sua candidatura à Sede Nacional do Partido.

O também Vice-Presidente da bancada parlamentar do Renamo diz sentir-se confiante na sua candidatura, principalmente, levando em consideração os últimos escândalos envolvendo o actual Presidente do Partido.

“O partido precisa de um candidato capaz de acompanhar a dinâmica da sociedade actual. Para além disso, o actual presidente tem sido desgastado devido aos vários escândalos envolvendo o seu nome, razão pela qual o partido abriu esse espaço para a submissão de novas candidaturas”, disse Magumisse, afirmando que pretende, com isso, trazer novas dinâmicas ao partido.

Quem também formalizou a sua candidatura à presidência da Renamo, esta terça-feira, foi Elias Dhlakama, irmão do falecido líder do partido, Afonso Dhlakama, que esteve representado pelo seu mandatário Manuel Bissopo.

Na ocasião, referiu que a candidatura visa credibilizar o partido e permitir que haja coesão interna, tendo em conta as divisões que tem se visto no seio do partido.

As candidaturas foram submetidas dias depois de Venâncio Mondlane também manifestar publicamente o interesse em suceder Ossufo Momade na presidência da Renamo, tendo sido excluído por não reunir os requisitos que constam do Perfil do Candidato.

 

O partido Frelimo inscreve-se para as eleições gerais de 9 de Outubro próximo um dia antes do fim do processo. Os camaradas justificam a demora com a necessidade de escolher o melhor candidato.

Um dia depois da escolha do seu candidato presidencial, a Frelimo formalizou, esta segunda-feira, a sua inscrição junto à Comissão Nacional de Eleições, para participar nas eleições gerais de 9 de Outubro. Na ocasião, Verónica Macamo garantiu que os “camaradas” vão concorrer nos três processos, “desde o candidato à Presidência da República, membros das Assembleia da República, e até Provinciais”.

Verónica Macamo acrescentou que o encontro do partido, no último fim-de-semana, não serviu apenas para escolher o melhor candidato, mas sim para manter a formação política mais unida e coesa, com finalidade única de ser sempre a melhor escolha dos moçambicanos em todos pleitos eleitorais.

A mandatária dos “camaradas” diz que o partido continua unido, apesar da renúncia do secretário-geral, Roque Silva, no domingo, após ser derrotado no processo em que Daniel Chapo foi eleito presidente do partido e candidato para a corrida eleitoral de Outubro.
A Frelimo ainda não tem muitos candidatos para ocupar a posição abandonada por Roque Silva. Ao “afirmar quando é que vai ser, eu estaria a pôr a carroça em frente aos bois”, disse Macamo.

A Comissão Nacional de Eleições previa, na sua meta, alcançar um total de 39 partidos inscritos para as eleições gerais de 9 de Outubro, tendo, até esta segunda-feira, penúltimo dia do processo, recebido 36 propostas.
Na lista constam também a Nova Democracia, o PPD e o Partido para o Desenvolvimento de Moçambique, inscritos esta segunda-feira.

A Missão de Treino da União Europeia em Moçambique (EUTM-MOZ), liderada por Portugal, formou mais de 1650 militares moçambicanos das forças especiais que já combatem o terrorismo em Cabo Delgado, disse, domingo, à Lusa o seu comandante.

“Formamos, até ao momento, um pouco acima dos 1650 militares especializados em forças especiais, quer fuzileiros, quer de comandos. Formamos também já mais de uma centena de formadores”, detalhou o brigadeiro-general João Gonçalves, da Força Aérea Portuguesa, que lidera a EUTM-MZ, à margem da cerimónia que antecipou, em Maputo, o dia da Europa (09 de Maio).

“Estamos a capacitar as Forças Armadas de Defesa de Moçambique [FADM] com formadores para serem autónomos e continuarem a manter este ciclo de formação e ciclo de vida das próprias QRF [11 Forças de Reação Rápida já formadas], porque elas têm que ser regeneradas”, acrescentou, sublinhando que o treino ministrado é o “considerado adequado” pelas próprias FADM “para o tipo de insurgência” em Cabo Delgado, Norte do país. Os comandos e fuzileiros moçambicanos formados pela EUTM-MOZ já estão no terreno, numa altura em que está em curso a retirada das forças militares dos países da África Austral que apoiavam Moçambique no combate ao terrorismo.

“Estamos convencidos de que o treino e o número de militares que estamos a treinar é decisivo na abordagem ao conflito em Cabo Delgado”, sublinhou, reconhecendo, ainda, o retorno “bastante positivo” das acções no terreno destes militares. “As autoridades moçambicanas, os próprios elementos, os militares que temos treinado, têm-se referido com muita apreciação pelo trabalho que temos desenvolvido. É importante notar que isto tem sido uma evolução contínua e nós temos tido a flexibilidade e a capacidade de ir adaptando à medida da evolução, quer do conflito do norte, quer das próprias necessidades das FADM”, explicou brigadeiro-general João Gonçalves.

O recém-eleito candidato da Frelimo para as eleições presidenciais de 9 de Outubro é um homem vindo do centro do país. Será esta a primeira vez que o partido no poder indica um candidato oriundo desta região.

De nome completo Daniel Francisco Tchapo, o homem que vai disputar a Ponta Vermelha nasceu a 6 de Janeiro de 1977, em Inhaminga, província de Sofala.

Daniel Tchapo é formado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Eduardo Mondlane, fez o curso de Conservador e Notariado e fez Mestrado em Gestão de Desenvolvimento pela Universidade Católica de Moçambique.

Foi docente de Direito Constitucional e Ciências Políticas, em 2005 foi nomeado Conservador para o Distrito de Nacala-Porto e em Novembro de 2015, viria a ser transferido para desempenhar as funções de Administrador  no distrito de Palma, na província de Cabo Delegado.

Em Março de 2016, Tchapo é nomeado Governador da Província de Inhambane, cargo que ocupa até à sua eleição como candidato da Frelimo às presidenciais.

A sua eleição resultou de uma reunião que durou três dias, depois de a sessão extraordinária do Comité Central ter arrancado a 3 de Maio.

É eleito numa disputa que incluía Roque Silva, actual secretário-geral da Frelimo, Esperança Bias, deputada da Assembleia da República e Francisco Mucanheia, Conselheiro do Presidente da República.

Já não havia condições para que Roque Silva, Secretário-geral da Frelimo, continuasse como o número dois do partido. Fernando Lima e Ismael Mussá dizem que Silva conseguiu ler as mensagens que o Comité Central estava a transmitir desde sexta-feira ao não anuir a sua candidatura.

É o fim de uma jornada de quase sete anos. Roque Silva jogou a toalha no chão ontem ao renunciar o cargo de secretário-geral, que ocupava desde 2017.

Após a derrota nas internas dos camaradas, ontem, na primeira volta, Roque Silva desistiu da corrida interna para a eleição do candidato presidencial da Frelimo nas eleições de 9 de Outubro.

Para o jornalista Fernando Lima, a demissão reflete aquilo que Roque Silva “percebeu da mensagem que o Comité Central esteve a transmitir de sexta- feira até domingo”.

“Em Moçambique, parafraseando o próprio Roque Silva, é preciso que alguém queira para ele querer, logo em Moçambique ninguém se demite de modo próprio, ninguém se transformou em militante de base por modo próprio”, argumentou Lima.

Ismael Mussá, por seu turno, explicou o porquê de Silva ter se demitido.

“Não tendo conseguido ser o candidato com maior número de votos numa eleição desta, e ser o secretário-geral naturalmente que havia poucas hipóteses, mas creio que a renúncia dele tenha sido articulada com a própria direcção do partido porque seria muito difícil continuar secretario-geral não tendo conseguido votação suficiente para ser candidato do partido Frelimo”, disse Mussá.

Mussa explica que a renúncia de Silva abre espaço para uma boa reorganização para a eleição do novo secretário-geral.

O Governador da província de Inhambane, Daniel Chapo, é o candidato do partido Frelimo à sucessão de Filipe Nyusi.

O “parto” foi difícil, mas o bebé saiu, tal como esperavam os membros do Comité Central da Frelimo.

Daniel Francisco Chapo, membro do Comité Central, foi eleito candidato da Frelimo para as próximas eleições depois de uma primeira volta renhida. Assim, foi necessário seguir-se à segunda volta com os dois candidatos mais votados: Roque Silva e Daniel Chapo.

Depois de uma lista inicial de três nomes, nomeadamente de Roque Silva, Damião José e Daniel Chapo, a Comissão Política afixou uma nova lista contendo cinco nomes. Destes pré-candidatos, Damião José acabou por retirar a sua candidatura e ficaram apenas quatro.

Recorde-se que se entrou para esta sessão com nomes como José Pacheco, Celso Correia, Basílio Montei, Samora Machel Júnior, Luísa Diogo e Amélia Muendane.

Já foi concluído o processo de contagem de votos das eleições internas da Frelimo. Os dados de fontes próximas ao processo indicam que Daniel Chapo levou, por agora, a melhor com 103 votos, seguido de Roque Silva com 77. Em terceiro lugar esteve Francisco Mucanheia com 46 votos e, em último lugar, Esperança Bias com apenas três votos.

Porque 103 votos não representam mais de 50 por cento dos votos, poderá haver necessidade de uma segunda volta no processo de votação.

Quem é Daniel Chapo, o homem que venceu a primeira volta?

Natural do distrito de Inhaminga, na província de Sofala, Daniel Chapo nasceu no dia 6 de Janeiro de 1977.
É formado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Eduardo Mondlane (2000), fez o curso de Conservador e Notariado (2004) e fez o Mestrado em Gestão de Desenvolvimento pela Universidade Católica de Moçambique (2014).

Foi docente de Direito Constitucional e Ciências Políticas (2009), trabalhou como jornalista na Rádio e Televisão Miramar. Foi nomeado Conservador para o Distrito de Nacala-Porto(2005). Em Novembro de 2015, viria a ser transferido para desempenhar as funções de Administrador no distrito de Palma, na Província de Cabo Delegado. Em Março de 2016, foi nomeado Governador da Província de Inhambane.

Os membros do Comité Central da Frelimo já fizeram o processo de votação para a determinação do Candidato do Partido para as eleições gerais de 9 de Outubro.

A lista que foi submetida a votação é composta por Roque Silva, Secretário Geral do Partido, Esperança Bias, Presidente da Assembleia da República, Francisco Mucanheia, assessor do Presidente da República e Daniel Chapo, governador da província de Inhambane. Damião José, membro da Comissão Política desistiu de entrar na corrida.

Neste momento decorre o processo de contagem dos votos e em seguida a imprensa deverá ser chamada para o anúncio dos resultados.

Pelo terceiro dia consecutivo, o partido Frelimo não consegue consensualizar os nomes a serem submetidos à votação no Comité Central. 

No início da tarde deste Domingo, a Comissão Política afixou uma nova lista contendo cinco nomes, mais dois solicitados pelo Comité Central, nomeadamente Esperança Bias, Presidente da Assembleia da República e Francisco Mucanheia, Conselheiro do Presidente da República, que se juntaram aos anteriores três pré-candidatos Roque Silva, Damião José e Daniel Chapo. 

No entanto, o Comité Central nem chegou a reunir-se para validar a proposta porque a mesma terá sido, poucos minutos depois, retirada das “vitrines”. Desconhece-se a razão.

Mas ao que é dito nos bastidores, recorde-se que não circula desde sexta-feira nenhuma informação oficial, é que a mesma não colhe consenso e aparentemente o Comité Central não está disponível nem para pelo menos analisar os novos nomes propostos.

Alguns membros do Comité Central, que de tempos em tempos saem da sala para o exterior a fim de comer alguma coisa e ou desanuviar, vão alertando a imprensa que o dia vai continuar longo e não há capacidade de haver consensos entre as propostas que estão a ser apresentadas pela Comissão Política e aquilo que é a expectativa do Comité Central. 

E, até agora, está a ser difícil imaginar o possível desfecho da Primeira Sessão Extraordinária do Comité Central da Frelimo, que foi convocada para apenas um dia e com um único ponto na agenda que é a eleição do candidato para as eleições presidenciais de 9 de Outubro próximo. 

Recorde-se que se entrou para esta sessão com nomes como José Pacheco, Celso Correia, Basílio Monteiro, Aires Ali, António Hama Thay, Eduardo Mulémbwè, Samora Machel Júnior, Luísa Diogo e Amélia Muendane a serem apontados como possíveis candidatos e que, supostamente, já tinham gabinetes eleitorais activos, mas surpreendentemente nenhum deles teve seu nome a constar da proposta apresentada pela Comissão Política, o que poderá justificar o impasse, uma vez que, apesar de ter aceite adicionar mais dois nomes à corrida, depois de dois dias seguidos de acesos debates, nenhum dos acima mencionados foi tido e ou achado.

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