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O País – A verdade como notícia

O Presidente da Coligação Aliança Democrática considera “irrelevante” a saída de alguns partidos da sua organização e garante que não compromete os planos de trazer uma governação justa para os moçambicanos. A garantia foi dada esta quinta-feira em Chimoio durante a apresentação do candidato presidencial e da cabeça-de-lista para Manica.

Ao mesmo tempo que Manecas Daniel demonstrou indiferença em relação a saída de alguns partidos da CAD, mostrou-se confiante para as eleições que se avizinham, pois os restantes partidos estão “mais unidos”.

“Eu penso que a saída desses partidos não muda em nada. E, se forem a investigar os partidos que constituem a CAD, verão que estão mais fortes, firmes e comprometidos com a causa. Por isso não é nada, não constitui nenhuma ameaça.”

Sobre a visita de apresentação do candidato presidencial da CAD, Manecas garantiu igualmente que Venâncio Mondlne é a aposta certa para conduzir os destinos de Moçambique.

“Estamos a apresentar ao povo, aquele a quem Deus deu a graça para poder dirigir esta nação em representação de todos os moçambicanos.”

Por sua vez, Venâncio Mondlane que vai trabalhar por dois dias em Manica, a começar pela capital, Chimoio, também apresentou Nilett Brito como cabeça-de-lista para governadora da província, que à sua semelhança, o seu próposito é trazer exemplos de boa governação através da “distribuição equitativa da riqueza”.

“Todos moçambicanos devem sentir que este país lhes pertence. Os recursos que este país tem devem se reflectir no transporte de cada moçambicano, no seu prato em casa, na educação dos seus filhos, na saúde, na protecção e na segurança.”

Na mesma ordem de ideias, Mondlane prometeu “devolver” a dignidade do ensino superior. “Temos visto uma tendência de quando as nossas crianças terminam a 12a classe desejam se formar fora do país, nós queremos mudar isso, devemos fazer com que sintam orgulho de estudar neste país”, defendeu.

O candidato presidencial da Frelimo está de visita à República do Zimbabwe, onde busca apoio da ZANU-PF para as eleições gerais de 09 de Outubro próximo.

À sua chegada a Harare, Daniel Chapo foi recebido pelos membros e simpatizantes dos partidos Frelimo e ZANU-PF, que já o aguardavam no aeroporto local.

Em breves declarações à imprensa, Chapo destacou as boas relações históricas entre os “partidos irmãos” e sublinhou que a sua visita àquele país visa buscar o apoio da ZANU-PF para a Frelimo nas eleições gerais.

De acordo com Chapo, sempre que há eleições nos países da região da África Austral, a Frelimo é chamada a prestar apoio aos partidos vizinhos e, agora, está na hora de os “movimentos libertadores” fazerem o mesmo pelo partido no poder em Moçambique.

No Zimbabwe, o secretário-geral interino da Frelimo e candidato presidencial vai manter encontros de trabalho com a direcção da Zanu PF, com destaque para o presidente e secretário-geral do partido no poder.

Em Harare, Daniel Chapo manterá encontro com membros e simpatizantes da Frelimo, com a comunidade moçambicana residente no Zimbabwe e vai visitar locais de interesse histórico que marcaram o percurso da Luta de Libertação daquele país.

Estão, também, previstas visitas aos locais históricos no Zimbabwe e a zonas industriais.

A comissária europeia para as Parcerias Internacionais, Jutta Urpilainen, espera que as VII eleições gerais marcadas para 9 de Outubro próximo em Moçambique sejam seguras e livres e que tenham o condão de gerar instrumentos que concorrem para uma boa governação.

Falando durante uma audiência que lhe foi concedida pela ministra moçambicana dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, Urpilainen destacou que a participação da juventude é importante, uma vez que esta camada social representa cerca de 50 por cento da população do país.

“É benéfico e importante que as vossas eleições sejam seguras, estáveis e permitam realmente que os cidadãos emitam a sua opinião nas urnas, incluindo os jovens”, afirmou Urpilainen, citada pela AIM.

A comissária europeia iniciou, esta terça-feira, uma visita de dois dias a Moçambique. Segundo Urpilainen, a União Europeia (UE) está determinada em apoiar acções da juventude moçambicana, pois são parte activa da sociedade, realçando o apoio à educação e programas que promovem o emprego. “Moçambique é um importante parceiro de longa data da União Europeia na África Austral. Não temos apenas laços políticos e económicos, mas também históricos e culturais”, vincou. Além do desenvolvimento humano, boa governação, a UE investe no país também nas áreas de defesa e segurança, e na transição verde.

Reconheceu a localização estratégica de Moçambique na região da África Austral e no Oceano Índico, destacando os recursos naturais.

“Moçambique tem um grande potencial para transição verde e um rápido crescimento económico sustentável”, afirmou.

Por seu turno, Verónica Macamo assegurou que as relações com a UE têm sido benéficas em ambas partes e a visita da comissária europeia cimenta cada vez mais o apoio ao país.

“Estou em crer que durante a sua estadia vamos ver como continuar a elevar o apoio à juventude, não só na integração política, mas o que podemos fazer efectivamente, nas áreas mais sensíveis da juventude”, vincou.

A governante acrescentou que a visita da comissária europeia é sinal inequívoco do interesse para continuar a aprofundar as relações bilaterais.
Durante a sua visita a Moçambique, Urpilainen vai promover a Estratégia Global Gateway, enfatizando a cooperação bilateral, em particular nos sectores da juventude e educação.

 

Investidos mais de 400 milhões de euros no país

A União Europeia (UE) já investiu em Moçambique mais de 400 milhões de euros, no âmbito da cooperação bilateral e parcerias, anunciou a alta-comissária e responsável pelas Parcerias Internacionais daquela organização continental, Jutta Urpilainen.

A diplomata anunciou o facto esta terça-feira, em Maputo, minutos após o término de uma audiência que lhe foi concedida pela ministra moçambicana dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo.

Esta é a primeira visita de Urpilainen a Moçambique após a sua eleição como comissária europeia e responsável pelas Parcerias Internacionais.

“O nosso empenho financeiro em Moçambique ultrapassa os 400 milhões de euros e essa é a razão da minha presença no vosso país, para aprofundar  esta parceria, encorajar como fazer com que as novas empresas europeias invistam em Moçambique”, disse.

“Desta vez, foi uma oportunidade para ter uma reunião mais estruturada e trocar impressões com a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação”, acrescentou.

Durante o encontro, as partes abordaram vários temas relevantes, bem como assuntos de interesse de Moçambique, nomeadamente, o apoio às eleições gerais que se avizinham, terrorismo em Cabo Delgado entre outros relacionados com o desenvolvimento do país.

Segundo Jutta Urpilainen, Moçambique é um parceiro importante da União Europeia.

“Estamos conjuntamente empenhados numa série de temas, apoio às questões de segurança, desenvolvimento, como seja transição verde, boa governação e desenvolvimento dos jovens”, disse.

Sublinhou que Moçambique é um país com mais de 50% da população jovem, razão pela qual a UE e o Executivo moçambicano se têm empenhado na criação de oportunidades de emprego e empoderamento dos jovens para que possam ocupar o seu real lugar no futuro do país.

A ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, disse que a vinda da alta-comissária é de extrema importância para elevar as  excelentes relações entre Moçambique e a UE.

“Felicitamos a União Europeia pelo sucesso do recente processo eleitoral no Parlamento Europeu, saudando a tranquilidade como decorreram as eleições”, disse Macamo.

Já são conhecidos os candidatos a governadores de província dos três partidos políticos com assentos no parlamento. Um dos principais palcos de disputa será na província de Maputo onde Manuel Tule da Frelimo vai disputar com António Muchanga da Renamo e Fátima Mimbire do MDM.
candidatos a governadores, província de maputo, Manuel Tule, António Muchanga, Fátima Mimbire.

O Partido Renamo anunciou na terça-feira os seus candidatos a governadores Provinciais e ficam, assim, conhecidos os cabeças de lista dos três partidos políticos com assento no Parlamento, que vão disputar a gestão de 10.

Conhecidos os nomes, o destaque vai para as províncias de Maputo, Zambézia, Nampula, Sofala e Manica cuja bagagem política dos candidatos promete um processo bastante renhido.

Na província de Maputo, um dos palcos de grande disputa e contestação de resultados nas eleições Autárquicas de 2023, a Frelimo tem como aposta o docente e antigo membro da Assembleia Provincial, de 53 anos de idade Manuel Tule, actual Governador da província, que substituiu Júlio Parruque, edil da Matola.

Nesta província, Tule tem a sua frente o político da Renamo António Muchanga, que disputou e perdeu a província em 2019, para além das largas derrotas, contestadas, nas autárquicas de 2018 e 2023.

Já o MDM quer dirigir a província colocando no confronto a mediática e estreante activista social Fátima Mimbire, que aliás deixou claro não ser membro do partido.

Na zona centro, na província da Zambézia espera-se um processo extremamente renhido. É que se prevê uma espécie de segunda volta na disputa pelo trono da província entre o popular e actual edil de Quelimane Manuel De Araújo, da Renamo, e Pio Matos Governador da província, depois de Araujo perder as eleições de 2019.

Neste palco, o MDM confiou a Bruno Dramusse, cabeça de lista do partido nas autárquicas de 2019, a missão de governar a província, embora esteja ligeiramente em desvantagem diante dos seus adversários.

Ainda no centro, a província de Sofala, um território outrora dominado pela Renamo, tem no ringue pela Frelimo, o actual Governador da província Lourenço Bulha, que tudo fará para não perder o trono, nem para André Magibire, antigo Secretário-Geral da Renamo que está de volta à política activa, muito menos José Domingos, antigo Secretário-Geral do MDM.

Em Manica, a Renamo elegeu Saimone Macuiane para tentar tirar o poder da Frelimo, que uma vez mais confiou na actual governadora Francisca Tomás para disputar o pleito, diante de uma desesperada intenção de recuperar o domínio perdido há 10 anos.

Elisa Sabão, cabeça de lista do MDM, na província.

Na capital do norte, a província de Nampula, há menos emoções previstas, até porque os três partidos enviaram para a corrida estreantes naquela posição. A Frelimo não quis renovar com o actual governador Manuel Rodrigues e quer colocar no seu lugar Eduardo Abdula. Mas terá como adversários o padre Fernão Magalhães, cabeça de lista do MDM, e Abiba Linha, da Renamo.

O Movimento Democrático de Moçambique não vai participar na recepção do Presidente da Guiné-Bissau, esta quinta-feira, na Assembleia da República. O líder do partido, Lutero Simango, diz que Sissoco Embaló é um mau exemplo para a democracia e não deveria ser bem-vindo ao país.

Não merece! É a opinião do líder do Movimento Democrático de Moçambique, Lutero Simango, sobre a  visita do Presidente da Guiné-Bissau à Assembleia da República. O actual terceiro maior partido da oposição no país diz que não pode sentar-se à mesma mesa com um ditador que fere todos os princípios da democracia.

“Não podemos participar na recepção de um Presidente da República que impede a existência de um parlamento. Quando um país não tem um parlamento, não se pode classificar como democrático, muito menos como um partido multipartidário que defende a existência de um Estado de Direito”, declarou à imprensa o líder do Movimento Democrático de Moçambique, Lutero Simango.

Tal como a Renamo, o MDM também condena a atribuição da Chave da Cidade de Maputo ao Presidente da Guiné-Bissau, pois, segundo este movimento político, Sissoco Embaló é o espelho da má governação.

“Não é um bom exemplo a seguir, e são esses maus exemplos que Moçambique não deve aceitar. Nós defendemos boa governação, e boa governação significa o respeito pela transparência, princípios e valores do Estado de Direito”, concluiu o político.

O Presidente guineense dissolveu o parlamento daquele país em Dezembro do ano passado, justificando a decisão com a grave crise institucional, na sequência de confrontos entre as forças de segurança. Sissoco via no parlamento o foco de desestabilização e considerou que, se não for tomada uma posição, o país voltaria a uma guerra civil orquestrada pelos deputados.

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, iniciou, ontem, uma visita de Estado a Moçambique com a cooperação entre os dois países na agenda. Sissoco Embaló chegou a Maputo no início da tarde, tendo sido recebido na Presidência da República por Filipe Nyusi.

Os dois chefes de Estado presidiram à cerimónia de assinatura de instrumentos jurídicos de cooperação entre os dois países, depois de um encontro particular e das conversações oficiais entre as comitivas dos dois países.

Falando na conferência de imprensa, o Presidente da República, Filipe Nyusi, disse que “aqui passamos em revista a cooperação bilateral, onde a situação da paz  não fugiu e demos o calor sobre o estágio actual do combate ao terrorismo em Moçambique, ao processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração e a fase, também, de pensões que estão em curso, como é uma experiência atípica moçambicana”.

O chefe de Estado moçambicano frisou, ainda, que foi abordado “como funcionam os nossos órgãos Executivo, Legislativo e Judicial” assim como do “desempenho na economia que demonstra algum crescimento assinalável depois da COVID-19 que nós todos vivemos e pequenos indicadores macroeconómicos, a estabilidade cambial, disponibilidade de reservas, etc”.

Por outro lado, ajuntou Nyusi, “ao nível da governação, passámos a nossa experiência sobre as eleições autárquicas que tiveram lugar ano passado.”

“Evocámos a economia. Sabem que a nossa governação tem dado prioridade à diplomacia económica e existem traços colectivos comuns, neste caso as áreas da agricultura e energia. A Guiné-Bissau produz castanha de caju e nós também. Então, são aspectos que passamos em revista como países irmãos.”

Já Umaro Sissoco Embaló disse que, nos contactos com o homólogo moçambicano, “realçámos as relações entre a Guiné-Bissau e Moçambique, que são históricas e ganharam raiz no contexto das nossas Lutas de Libertação Nacional e, depois, com os nossos Estados soberanos, as relações tiveram uma nova projecção”.

Hoje, Sissoco Embaló irá depositar uma coroa de flores no monumento aos heróis moçambicanos, seguindo depois para os Paços do Município de Maputo, onde será agraciado com a Chave da Cidade.

O programa inclui uma visita ao Centro de Análise Estratégica da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e uma visita à Assembleia da República moçambicana, onde será recebido pelos membros da comissão permanente e terá um encontro de cortesia com a presidente do Parlamento.

O segundo dia da visita termina com uma visita ao Porto de Maputo.

Os trinta membros da Renamo na Assembleia Municipal de Maputo vão boicotar a cerimónia de entrega da Chave da Cidade de Maputo ao Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló. O maior partido na oposição diz que Embaló não merece este tipo de acto.

Esta terça-feira, a bancada da Renamo na Assembleia Municipal da Maputo optou por se abster de votar pela resolução que aprova a atribuição da Chave da Cidade ao chefe de Estado da República da Guiné-Bissau.

Em conferência de imprensa, esta quarta-feira, a Renamo, através do porta-voz da bancada na Assembleia Municipal, Marciel Macome, disse que não se vai fazer  presente na cerimónia de atribuição da Chave da Cidade ao presidente guineense.

“A Renamo não se fará presente. Esta conferência  de imprensa coloca à  luz aquilo que nós entendemos que devem ser os passos a serem dados pelos munícipes que não se identificam com esta acção de não participação  neste evento. Marca, também, aquilo que é o sentimento da Renamo. Esperamos que haja bom senso do presidente Umaro Sissoco Embaló, se é que isso vai prevalecer, para que, diante desta situação toda, se recuse a receber a chave.”

Adiante, a “perdiz” condenou o presidente da Assembleia Municipal de Maputo por “ter permitido que houvesse declaração de voto durante a sessão extraordinária desta terça-feira.”

Umaro Sissoco Embaló é esperado esta quinta-feira no Conselho Municipal da Cidade de Maputo, onde irá receber a Chave da Cidade,  acto simbólico da  sua liberdade de entrar e sair da capital à vontade.

O membro do partido Renamo e deputado da Assembleia da República, Alfredo Magumisse, lança duras críticas a liderança do Ossufo Momad, pelo silêncio e falta de acções rumo às eleições gerais. Magumisse diz que o espírito de vingança que nortea o partido pode minar o desempenho da perdiz nas eleições gerais.

Membro sénior do partido Renamo, deputado da Assembleia da República pelo segundo mandato consecutivo e concorrente vencido nas recentes eleições internas para a presidência da Renamo, Alfredo Magumisse, está desapontado com o silêncio de Ossufo Momad, no que diz respeito a venda da marca e promoção do emblema político, a caminho das eleições de Outubro.

Magumisse convocou, esta quarta-feira, a imprensa, para lançar um alerta a Ossufo Momad por nada ter feito, 33 dias depois da sua reeleição para dirigir o partido.

“Este país não está sendo governado e todos sabem disso, a Renamo é a alternativa. O presidente Ossufo tem que mostrar que ele é a alternativa para o poder. Ele tem que fazer a pré-campanha”.

Para Magumisse, o presidente da Renamo devia aproveitar a divulgação das decisões do congresso e a apresentação dos orgãos essenciais do congresso para uma pré-campanha.

O desagrado do deputado da Renamo pelo círculo eleitoral de Manica surge também devido a um suposto ambiente de desigualdade internamente, caracterizado pelo nepotismo, vingança e perseguição.

Magumisse diz que os possíveis atritos entre membros do partido não devem minar o desempenho da formação política, daí a chamada de atenção.

O Município de Maputo vai atribuir a Chave da Cidade ao presidente da Guiné Bissau, Umaro Sissoco Embaló, que deverá visitar o país nos próximos dias. A atribuição deste símbolo foi aprovada pela Assembleia Municipal contra a vontade da Renamo e do MDM, que dizem que Embaló não merece essa distinção.

Em sessão extraordinária da Assembleia Municipal de Maputo convocada para discutir a Resolução que aprova a atribuição da Chave da Cidade ao Presidente da República da Guiné Bissau.

De acordo com a edilidade da capital a pretensão desta distinção é de reconhecer a contribuição do estadista guineense para o aprofundamento das relações entre Moçambique e o país dirigido por Embaló.

“Em reconhecimento ao empenho do estadista Umaro Embaló para o fortalecimento das relações de amizade e cooperação entre o povo mocambicano e o povo guineense e os respectivos Estados, e, deste modo, prestigiando Maputo a capital da República de Moçambique, o conselho Municipal de Maputo propõe a atribuição da distinção da chave da cidade a sua Excelência Umaro Sissoco Embaló, Presidente da República da Guiné Bissau” disse Euclides Rangel, secretário Municipal.

Na hora da votação, o MDM e a Renamo abstiveram-se. Apenas a Frelimo votou a favor.

A Renamo diz que Sissoco Embaló é uma figura controversa e não é merecedora de tal distinção. Marciel Macome, membro da Renamo foi um dos primeiros a intervir e manifestou o posicionamento do seu partido nos seguintes termos:

“Em relação a cooperação com Moçambique não nos apresenta aqui nenhum elemento que nos leve a concluir que esta figura merece ser entregue a chave da Cidade de Maputo. Não menos importante é o facto de que a figura que estamos a referir é internacionalmente conturbada e problemática”.

O entendimento é partilhado também pelo MDM. Augusto Bazo só reconhece ao Embaló o facto de ser poliglota e não necessariamente de ser exemplo de um dirigente que mereça ser agraciado com a chave da cidade.

“Infelizmente Guiné Bissau não é exemplo de democracia, é um país irmão, mas sob ponto de vista de liderança é exactamente idêntico a Moçambique, o país vive uma ditadura e portanto sob esse ponto de vista não encontrámos nem na fundamentação, nem nos factos, nada que sustente esta homenagem que se pretende realizar.”

Por ser a maioria na Assembleia Municipal de Maputo, com o seu voto, a Frelimo conseguiu a viabilizar a sua pretensão.

“A Assembleia municipal de Maputo delibera: artigo um, atribuir a Sua Excelência Umaro Sissoco Embaló, Presidente da República da Guiné Bissau a mais alta distinção da autarquia de Maputo, a Chave da Cidade de Maputo”, posicionamento que foi manifestado publicamente a partir do púlpito da Assembleia Municipal pelo respectivo secretário municipal.

A Chave da Cidade é dos mais altas distinções que se pode atribuir a um cidadão estrangeiro, ou visitante a cidade de Maputo, a capital do país.

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