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O País – A verdade como notícia

Moçambique reafirma compromisso com uma CPLP mais unida e dinâmica

A Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Comunidade Moçambicana no Exterior, Maria de Fátima Simão Manso, reafirmou o compromisso de Moçambique com o fortalecimento de uma Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) cada vez mais unida, dinâmica, influente e próxima dos seus cidadãos. Intervindo na 31.ª sessão do

O Presidente da República reconduziu, esta quinta-feira, através de Despacho Presidencial, Adelino Manuel Muchanga para o cargo de Presidente do Tribunal Supremo. A decisão, segundo uma nota da Presidência da República, foi tomada após uma auscultação ao Conselho Superior da Magistratura Judicial.

No mesmo documento, a “Ponta Vermelha” explica que a recondução de Adelino Muchanga é feita tendo decorrido o prazo legalmente estabelecido no número 1 do artigo 53 da Lei número 24/2007, de 20 de Agosto. 

Adelino Muchanga exerce as funções de Presidente do Tribunal Supremo desde 2014.

Ainda hoje, Filipe Nyusi nomeou Catarina Tivane Nhampossa para o cargo de Reitora da Universidade Save e Custódio Fabião Zandamela para o cargo de Reitor da Academia de Ciências Policiais (ACIPOL).

Através de Despachos Presidenciais separados, o Presidente nomeou, também, Hipólito Francisco Moisés Salomão Sengulane e Albino Alves Nito da Silva Simione para o cargo de Vice-Reitor da Universidade Save.

Num outro dispositivo legal, o Presidente da República exonerou José de Jesus Mateus Pedro Mandra do cargo de Reitor da Academia de Ciências Policiais.

O representante-permanente de Moçambique junto das Nações Unidas, Pedro Comissário, defende a aceleração das negociações sobre o estatuto de Abiei, com vista a dar passos rumo à estabilização, naquela região do Sudão do Sul.

Abiei tem sido palco de confrontos intercomunitários, que duram há quase duas décadas, tendo atingido o pico, no ano passado, com o registo de cerca de mil mortos.

No primeiro trimestre deste ano, mais de duzentas pessoas morreram em confrontos entre jovens militares de defesa civil e milícias comunitárias da região.

Raptos, roubo de gado e troca de tiros entre as comunidades da linha de fronteira entre o Sudão do Sul e o Sudão são as formas mais frequentes de violência.

Falando em nome do chamado A3, grupo dos três países africanos, no Conselho de Segurança da ONU, Moçambique, Argélia e Serra Leoa, Pedro Comissário manifestou preocupação particular com a proliferação de armas de pequeno porte, em Abiei.

“A insegurança naquela região, que está a ser agravada pela proliferação de armas ligeiras e de pequeno calibre, tem sido responsável por baixas entre civis, incluindo as forças de manutenção da paz da UNISFA. Entretanto, as negociações sobre o estatuto final de Abyei continuam estagnadas”, disse.

O embaixador Pedro Comissário entende serem inaceitáveis os ataques contra civis, agentes humanitários e forças de manutenção da paz, em Abiei.

“Os ataques contra civis, intervenientes humanitários e forças de manutenção da paz são inaceitáveis. Constituem violações graves do Direito Internacional Humanitário e do Direito dos Direitos Humanos. Neste contexto, encorajamos todas as partes a coordenarem os seus esforços para reduzir as tensões e proteger os civis”, acrescentou. Moçambique preside, este mês, ao Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Roque Silva renunciou, domingo, ao cargo de Secretário-geral da Frelimo e, consquentemente, o abandono da Comissão Política do partido. Três dias depois, a Comissão Política da Frelimo reuniu para analisar a situação do país e, no final da sessão de ontem, a porta-voz do órgão, Ludmila Maguni, esclareceu que o demissionário será substituído interinamente no cargo que ocupava.

Maguni diz que este processo será feito enquanto o partido Frelimo cria as condições para a eleição, dentro do processo habitual que se obedece, do novo Secretário-geral desta formação política.

“A Comissão Política irá indicar alguém para substituir interinamente, enquanto organizamos o processo para eleição do novo Secretário-geral. Este é um ano eleitoral e, neste sentido, temos que continuar com as nossas actividades preparatórias”, frisou Ludmila Maguni, para depoois acrescentar que a Frelimo “saudou Roque Sìlva pela dedicação e defesa da causa do partido desde 2017, contribuindo para a estabilidade do partido.”

A Comissão Política destacou, igualmente, “a forma como decorreu a sessão extraordinária do Comité Central que culminou com a eleição de Daniel Chapo como candidato do partido para a presidência da República.”

A Frelimo considera Daniel Chapo como “um candidato com ampla visão para dirigir os destinos do país.”

Ainda na sessão de ontem, Maguni disse que a CP destacou a bravura da missão da SADC, Força Local, SAMIM e Força do Ruanda no combate ao terroriosmo na província de Cabo Delgado.

A Comissão Política da Frelimo saudou, por outro lado, o presidente do partido e da República, Filipe Nyusi, pela sua participação na cerimónia de abertura do Festival Nacional dos Jogos Escolares, acto que teve lugar segunda-feira no Estádio 25 de Junho, na Cidade de Nampula.

O evento, que se realiza sob o lema “Desporto Escolar Inclusivo, Preservando a Biodiversidade”, constitui um espaço para “promoção da prática do desporto”, frisou Maguni.

Por outro lado, a Comissão Política congratula os órgãos eleitorais pela condução do recenceamento eleitoral, processo que decorreu de 15 de Março a 28 de Abril.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, recebeu em audiência no seu Gabinete de Trabalho, oito Embaixadores da República de Moçambique designados em oito países.

Trata-se de Stella Pinto Novo Zeca, da República Portuguesa; Carvalho Muária, República do Zimbabwe; Sérgio Nathú Cabá, República Árabe do Egipto; Ilundi dos Santos, República Socialista do Vietname; Elias Jaime Zimba, República Federal da Alemanha; Alexandre Herculano Manjate, Alto-comissário para a República do Malawi; Eduardo Namburete, República Argelina Democrática e Popular e, Fortunato Albrinho, República do Gana.

Após felicitar aos Chefes de Missões Diplomáticas de Moçambique, o Presidente Nyusi orientou-os a promoverem a imagem do país além-fronteiras e intensificar as excelentes relações de amizade, solidariedade e cooperação já existentes com esses países e respectivos povos.

O Chefe de Estado enfatizou, em particular, a necessidade de serem mais acutilantes na promoção da diplomacia económica, mobilizando mais investimentos, parcerias empresariais e mais recursos para a agenda nacional de desenvolvimento socioeconómico de Moçambique, em prol do bem-estar dos moçambicanos.

Dirigindo-se a cada Chefe de Missão de Moçambique designado, relativamente a Portugal, o estadista moçambicano referiu ser necessário, dinamizar a realização da Reunião da Cimeira Bilateral entre Moçambique e Portugal, a decorrer em Maputo;

Ao Embaixador de Moçambique na Alemanha, sendo Estado Membro da União Europeia, exortou-o a fortalecer a cooperação com aquela organização multilateral, incluindo na mobilização de apoios na luta contra o terrorismo;

Relativamente ao Vietname, a Embaixadora Ilundi dos Santos foi orientada a intensificar a cooperação nos domínios da Agricultura e Pescas, incluindo a Aquacultura;

Com o Egipto, o Embaixador Cabá foi orientado a dinamizar as trocas comerciais e a alavancar a cooperação na gestão de recursos hídricos e no desenvolvimento da aquacultura.Quanto à República do Zimbabwe, o Embaixador Muária foi instruído a incentivar o uso do corredor da Beira por operadores económicos daquele país;

Ao Alto-comissário Manjate, designado para a República do Malawi, foi orientado a assegurar a convivência sã entre as comunidades transfronteiriças e a acompanhar os projectos em implementação com aquele país, sobretudo o de interligação eléctrica, a partir de Matambo e a ligação ferroviária pela linha férrea de Sena;

Ao Alto-comissário Albrinho, designado para a República do Gana, foi instruído a assegurar a abertura e funcionamento da nova Missão, capitalizando os laços históricos com aquele país e explorar a experiência de boa governação do Gana;

Por último, ao Embaixador Namburete, designado para a Argélia, foi instruído a dar seguimento às decisões tomadas na última visita histórica efectuada àquele país, em Janeiro do presente ano, bem como a maximizar a exploração da formação superior de quadros moçambicanos, promoção de parcerias no quadro da transformação dos recursos naturais de Moçambique, sobretudo dos recursos energéticos e minerais.

Os deputados da Assembleia da República querem que a proposta de revisão da Lei de Probidade Pública, submetida pelo Governo ao Parlamento, apresente mecanismos para comprovar a posse ou não dos bens declarados pelos titulares dos órgãos públicos à Procuradoria-Geral. O Governo diz que há outras leis que aferem a veracidade do acto.

A ministra da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos esteve, esta quarta-feira, na Assembleia da República, em representação da Procuradora-Geral da República, para ouvir e esclarecer as dúvidas dos deputados sobre a revisão da Lei de Probidade Pública, já submetida à casa do povo, para apreciação.

A bancada da Renamo diz estar preocupada com o facto de a proposta exigir a declaração de rendimentos e bens, mas não ter mecanismos para evitar declarações falsas ou omissas.

O deputado Arnaldo Chalaua quis saber da contribuição da lei (em vigor desde 2012) na resposta à luta contra a simulação, no âmbito da declaração de património e bens, bem como a capacidade montada para garantir que as declarações correspondam, efectivamente, ao património do sujeito concreto.

“Há uma entidade que precisa de ser criada para aferir que o que foi declarado corresponde; se o património do sujeito tal possui corresponde ao salário que aufere; há quantos anos está no aparelho de Estado, e fazer-se as contas e perceber-se que não, há uma outra porta ou fonte não declarada. Isto iria ajudar, de facto, a proteger o Estado.”

Por isso, Elias Impuiri, deputado da bancada do Movimento Democrático de Moçambique, MDM, defende que se inclua na proposta sanções para quem fizer falsa declaração, sob pena de ser uma lei que não combata a corrupção.

Para Impuiri, “a lei é uma mera forma que o Estado encontrou para os funcionários a princípio de cada ano digam, naquele formato que todos conhecemos, o que é que tem e entregue à PGR e terminou por ali. Se é só aquela fórmula, ninguém poderá ser multado ou responsabilizado, porque todos os funcionários vão fazer isso”.

Ou seja, ambas as bancadas acreditam que o facto de a lei apenas penalizar aquele que não declarar bens abre espaço para que as pessoas façam declarações falsas.

Mas a ministra da Justiça diz que não é bem assim.

Embora com pouco domínio da matéria, Helena Kida defendeu que a Lei de Probidade Pública não visa perseguir os funcionários e ainda garantiu que há penalização para quem a infringir.

“A simulação já é uma acção criminosa. O que esta lei está a dizer é que os funcionários abrangidos devem declarar os seus bens. Naturalmente, esta declaração pode haver intenção de se simular, mas o acto já está previsto como crime.”

Haverá capacidade de perceber, tempestivamente, que uma declaração já é forjada?

Helena Kida diz que que “não é apenas este instrumento que vai aferir se há ou não simulação, mas vai contribuir, isto porque existe uma interoperabilidade com outros instrumentos legais”, e deu exemplos da Lei de Recuperação de Activos, Lei de Combate ao Branqueamento de Capitais e Financiemaento ao Terrorismo, entre outros.

Os deputados propõem, ainda, que haja uma auscultação pública sobre o assunto, avaliando a aplicação da lei em vigor, para que a revisão possa, de facto, eliminar as lacunas existentes.

A governante reconheceu que o Executivo não fez auscultação pública aos funcionários públicos e outras entidades e passou a “missão” aos deputados, de modo a envolver outros segmentos da sociedade.

Apesar de todas estas colocações, os deputados manifestaram a vontade de submeter o documento a apreciação na próxima semana.
Recorde-se que a proposta de revisão da lei introduziu, entre outros, a obrigatoriedade de declarar património e rendimentos, independentemente da sua qualidade, instituições como Provedor de Justiça, dirigentes do Serviço Nacional de Informação e Segurança do Estado (SISE), agentes da Polícia de Trânsito (PT), agentes da Polícia Municipal, entre outros.

De acordo com a lei (proposta pelo Governo), a revisão visa também regular situações em que o “servidor público assume materialmente a função, gerindo bens, pessoas recursos financeiros, com o mesmo grau de influência, exposição ao conflito de interesses, possibilidade de promiscuidade entre o património particular do servidor público e património público, na medida em que o servidor investido formalmente, o que resulta do número um do artigo três, que considera servidor público a pessoa que exerça mandato, cargo, emprego ou função em entidade pública, em virtude de eleição, nomeação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, ainda que de modo transitório ou sem remuneração”.

A lei preconiza, ainda, que os titulares de cargos públicos passam a ter 45 dias para declarar os seus rendimentos, a contar da data da tomada de posse ou início de exercício do cargo ou função, para além de obrigar a declaração de património e rendimentos também na cessação do exercício do cargo ou função.

Ossufo Momade diz estar confiante na sua reeleição para representar a Renamo nas eleições gerais de 9 de Outubro. Já o recém-indicado candidato do Movimento Democrático de Moçambique, Lutero Simango, diz-se pronto para a vitória do seu partido no escrutínio.

Momade falava momentos depois de alguns membros da Renamo terem submetido as respetivas candidaturas para a corrida eleitoral interna, a decorrer nos dias 11 e 12 do presente mês. Ossufo Momade disse que este processo é sinónimo de democracia que caracteriza a “perdiz.”

O líder do maior partido da oposição no país mantém viva a vontade de se candidatar para a reeleição.

Reunido ontem na sua 14.ª Sessão Ordinária, o Conselho de Ministros aprovou o Decreto que revê o Decreto n.º 61/2009, de 8 de Outubro, que cria o Gabinete de Assistência aos Antigos Presidentes da República e Atendimento dos Dirigentes Superiores do Estado (GADE).

Segundo uma nota, a revisão visa redefinir a natureza, tutela, atribuições, competências e o funcionamento do GADE, para adequá-los aos desafios impostos pelas reformas, introduzidas pela Lei n.º 1/2018, de 12 de Julho, que revê a Constituição da República, em matéria de Governação, que culminaram com a criação de novos órgãos de Governação Descentralizada Provincial e dos órgãos de Representação do Estado na Província e Cidade do Maputo, bem como pela Lei n.º 33/2014, de 30 de Dezembro, que aprova o Estatuto do Líder do Segundo Partido com Assento Parlamentar.

O Governo aprovou, igualmente, o decreto que revê o regulamento do Fundo de Garantia de Depósitos, instrumento aprovado pelo Decreto n. º 49/2010, de 11 de Novembro.

A revisão visa adequar as normas que regulam o funcionamento do Fundo de Garantia de Depósitos, no âmbito da gestão do Sistema de Garantia de Depósitos, aplicáveis às instituições de crédito que captam depósitos do público, pessoas singulares e colectivas, que sejam titulares de depósitos constituídos junto das instituições de crédito, com vista a imprimir uma nova dinâmica, bem como alinhá-las às boas práticas internacionais e ainda introduzir a vertente do financiamento das medidas de resolução.

Ainda na sessão de ontem, o Executivo aprovou o regulamento de actividade de prestação e exploração do serviço postal. O Regulamento estabelece o regime da prestação do serviço postal no território nacional e internacional, com origem ou destino no território nacional, aplicável às entidades públicas ou privadas que prestam serviços postais, com pontos de acesso físico e eletrónico.

O comunicado enviado ao “O País” indica ainda que foi aprovado o decreto que aprova o regulamento de qualidade do serviço postal, instrumento que estabelece o regime jurídico aplicável aos parâmetros e metas de qualidade de serviços, que orientam a exploração de serviços postais, prestados pelos operadores públicos e privados.

A Frelimo considera que Daniel Chapo é o candidato certo para continuar com as acções de desenvolvimento socioeconómico do país. A convicção foi manifestada esta segunda-feira, em Maputo, pela mandatária desta formação política, Verónica Macamo.

Macamo refere que, a avaliar pela sua experiência de governação, estão criadas as condições para que Daniel Chapo lidere o país, rumo ao desenvolvimento.

A mandatária da Frelimo falava após a inscrição desta formação política, na Comissão Nacional de Eleições, para as sétimas eleições gerais, agendadas para 09 de Outubro próximo.

Verónica Macamo sublinhou, na ocasião, que, após a realização da sessão extraordinária do Comité Central da Frelimo, que culminou com a eleição do candidato às presidenciais, o partido está mais unido e coeso para o escrutínio que se aproxima.

Reagindo a uma questão colocada, em torno do processo para a escolha do novo secretário-geral da Frelimo, Verónica Macamo explicou que o partido precisa de tempo para a identificação de quem vai substituir Roque Silva, porque, segundo as suas palavras, o processo é feito com uma análise minuciosa e, também, não se esperava que isso viesse a acontecer.

A deputada e comunicóloga Ivone Soares formalizou, hoje, a sua candidatura à presidência da Renamo. A submissão da candidatura aconteceu longe dos órgãos de comunicação social. 

A antiga chefe da bancada da Renamo na Assembleia da República tem 44 anos de idade e é sobrinha do falecido líder da Renamo, Afonso Dhlakama. 

Juntou-se à Renamo aos 14 anos de idade. É Doutoranda em Ciência Política e Relações Internacionais. 

Ivone Soares entra na corrida para liderar a Renamo em resposta “ao pedido de muitas pessoas” dentro do Partido, no âmbito de um manifesto político denominado “A Renamo do nosso sonho”. 

Foi membro da Comissão Política Nacional por 12 anos, de 2009 à 2021, e é licenciada em Ciências de Comunicação.

A eleição de Ivone Soares e outros candidatos que, também,  pretendem dirigir o partido deverá ocorrer durante o congresso da Renamo, a ter lugar entre 15 e 16 de Maio corrente, na província da Zambézia.

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