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A Organização das Nações Unidas, ONU, alertam que o financimenro da resposta humanitária em Mocambique garente apenas 30% das necessidades deste ano, numa altura que se estima que o terrorismo tenha provocado mais de 28 mil deslocados, so este.

O mais recente relatório do Gabinete das Nações Unidas para Assuntos Humanitários aponta que Moçambique continua a debater-se com múltiplas crises simultâneas, impulsionadas pelos impactos de eventos climaticos e pelo terrorismo.

Moçambique continuou a enfrentar desafios humanitários sobrepostos em julho de 2026, impulsionados pelos deslocamentos relacionados com o conflito no norte, pelas necessidades contínuas de recuperação após cheias severas e pelo aumento dos riscos de seca associados ao El Niño, refere o documento citado pela RPT Noticias.

Quanto ao terrorismo, as Nacoes unidas relatam que só em Julho deste ano, cerca de 1.979 pessoas foram deslocadas devido ao conflito armado, elevando para 28.163 o número de deslocados registados desde o início do ano. 

“O Plano de Necessidades e Resposta Humanitária, da ONU, de 2026 requer 534 milhões de dólares (34,176 mil milhões de meticais), mas apenas cerca de 160 milhões de dólares (cerca de 10,2 mil milhões de meticais) tinham sido mobilizados até Julho, encontrando-se assim financiado em apenas 30% face às necessidades totais”, refere a organização.

O relatório alerta igualmente para um novo risco climático relacionado com o fenómeno El Niño, que pode comprometer a produção agrícola e agravar a insegurança alimentar durante a próxima época chuvosa, de outubro a abril.

“O El Niño deverá agravar a segurança alimentar durante a época chuvosa de 2026/27. As previsões apontam para precipitação abaixo da média e aumento do risco de seca, particularmente no sul e centro de Moçambique, lê-se no relatório”, explicou.

As Nações Unidas mostram-se ainda preocupadas com a situação humanitária em Gaza, onde a organização diz ter registado 176% mais casos de malária face ao mesmo período de 2025.

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O Alto-comissário das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos condenou os insultos discriminatórios proferidos contra o futebolista Vinícius Júnior e pediu aos organizadores de eventos desportivos que implementem “estratégias para evitar o racismo no desporto”.

“Os insultos contra Vinícius Júnior mostram a influência do racismo no desporto. Peço aos organizadores de eventos que usem estratégias para o evitar e erradicar”, afirmou Volker Tur, citado pela imprensa internacional.

O responsável da ONU considerou que, para erradicar a discriminação racial, “é essencial começar por ouvir as pessoas afrodescendentes e envolvê-las, dando passos reais para responder às suas principais preocupações”.

Turk garantiu que a estrutura que dirige está disponível para dar “às federações desportivas um guia sobre aplicação de políticas de direitos humanos, luta contra a estigmatização, racismo e discriminação da comunidade LGBTQ+”.

O alto-comissário da ONU estabeleceu uma relação entre os insultos ao avançado brasileiro e o homicídio de George Floyd, ocorrido há cerca de três anos nos Estados Unidos, após um acto de violência policial.

“Está claro que não se conseguirá resolver o problema da brutalidade policial contra afrodescendentes se não se conseguir ligar com o problema mais amplo das manifestações sistemáticas de racismo que ‘inundam’ as nossas vidas”, disse Tur.

No domingo, durante o jogo com o Valência, o jovem avançado brasileiro do Real Madrid foi, mais uma vez, alvo de insultos racistas por parte de alguns adeptos, que motivaram reacções de vários quadrantes, nomeadamente do Presidente do Brasil, Lula da Silva, e do líder da FIFA, Gianni Infantino.

Nos últimos meses, Vinícius tem sido alvo de vários insultos racistas e, no final de Janeiro, foi o protagonista de um episódio que levou a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) a enviar uma carta às entidades que regem o futebol (FIFA, UEFA e CONMEBOL) a solicitar medidas concretas para punir os comportamentos racistas e aumentar a consciencialização sobre o tema.

Os insultos a Vinícius no Estádio Mestalla, no jogo entre Valencia e Real Madrid, levaram a Liga espanhola de futebol a anunciar que vai solicitar, formalmente, nos próximos dias, alterações à legislação contra a violência, o racismo, a xenofobia e a intolerância no desporto, na sequência dos insultos racistas ao brasileiro que pedir a alteração da lei contra a violência e o racismo no desporto.

 

VALÊNCIA INDIGNADO COM FECHO DE BANCADA DE ONDE VIERAM INSULTOS A VINÍCIOS JR.

O Valencia emitiu um comunicado a manifestar o seu “total desacordo e indignação” pela “injusta e desproporcionada sanção” imposta pelo Comité de Competição da Federação Espanhola de Futebol, que ordenou o fecho parcial das bancadas do estádio Mestalla por cinco encontros, após os insultos ao brasileiro Vinicius Júnior durante o último jogo com o Real Madrid.

O clube ‘che’ explica que, nesta decisão, o referido comité “manifesta provas que contradizem o que dizem a Polícia e a LaLiga”, acrescentando que não teve acesso às mesmas.

“O Valencia condenou, condena e condenará da forma mais enérgica qualquer acto de racismo ou violência. Estes comportamentos não têm lugar no futebol nem na sociedade e continuaremos a trabalhar de forma contundente para erradicar este flagelo. Por isso, o Valencia está a colaborar com a Polícia e com todas as autoridades pertinentes para esclarecer os acontecimentos do passado domingo. Além disso, aplicámos a pior sanção possível, com a expulsão vitalícia do nosso estádio dos adeptos que a Polícia identificou pelos seus comportamentos racistas”, explica o mesmo comunicado.

E não termina por aí. Ainda de acordo com o comunicado, “por isso, consideramos que penalizar e privar todos os adeptos que não estiveram implicados nestes lamentáveis incidentes é uma medida totalmente desproporcionada, injusta e sem precedentes, contra a qual lutaremos”

Para finalizar, o Valencia afiançou que pretende “recorrer até à última instância” contra o fecho da bancada.

Depois de acolher o circuito regional de vólei de praia, no passado fim-de-semana, prova ganha pelas duplas moçambicanas, a vila municipal de Vilankulo diz-se pronta para acolher a fase zonal de qualificação para os Jogos Olímpicos de Paris, em 2024. Tanto a Federação Moçambicana de Voleibol como o Conselho Municipal de Vilankulo apresentaram esse desejo, como forma de engrandecer o nome do país e prover o turismo local.

A disputa da segunda etapa do segundo circuito regional de vólei de praia, na Arena de Vilankulo, Inhambane, abriu portas para mais uma prova internacional do vólei das areias.

É que a Federação Moçambicana de Voleibol aventa a possibilidade de concorrer para sediar a fase de qualificação para os Jogos Olímpicos de Paris 2024 naquele ponto do país, como forma de aproveitar, não só o apoio do público, mas o conhecimento que os atletas nacionais tem das temperaturas, para além de que poderia entrar com mais atletas nesta disputa.

A Federação Moçambicana da modalidade assume o desejo de acolher a prova qualificativa para a região austral de África, que vai decorrer em Novembro, até porque o sucesso da segunda etapa do segundo circuito, realizado no fim-de-semana passado naquele ponto do país, permite.

“Estou muito feliz, primeiro, por ter feito história ao tirar o voleibol de praia da nossa catedral em Maputo para Vilankulo, o que aconteceu pela primeira vez, e pelos resultados, que foram muito satisfatórios”, começou por dizer Mohamed Valá, presidente da Federação Moçambicana de Voleibol.

Valá acrescentou ainda que “vimos as valências existentes e o que podemos melhorar, visto que é nosso desejo que a nossa cidade acolha a qualificação zonal para os Jogos Olímpicos de Paris em Novembro. É já um dado adquirido que será em Vilankulo”.

Esta foi a segunda vez em que Vilankulo acolheu uma competição internacional de provas disputadas nas areias, depois de ter sido a sede do Campeonato Africano das Nações de Futebol de Praia, em Setembro do ano passado.

De acordo com William Tuzine, presidente do Conselho Municipal de Vilankulo, a prova ora terminada do regional de vólei de praia foi um sucesso, não só em termos de resultados, mas também de organização, o que satisfaz. “Tivemos este desafio de acolher o Circuito da Zona VI e a prova correu muito bem. Tivemos o presente de ver Moçambique a ser campeão da prova e a ocupar os três lugares do pódio nos masculinos. Este é um feito de salutar e, para nós, tem um sabor ainda mais especial por ter acontecido nesta urbe”, disse Tuzine.

Por isso, o governo municipal mostra-se confiante em mais provas de gabarito para a vila, mostrando-se aberto a acolher mais competições. “Queremos continuar a receber mais competições. Em Novembro, teremos, a princípio, mais uma prova de voleibol de praia e até lá vamos criar melhores condições para que a cidade receba mais eventos internacionais”, disse o presidente do Conselho Municipal de Vilankulo.

Recorde-se que o empreendimento foi erguido pela Federação Moçambicana de Futebol, com apoios dos governos central, provincial e municipal, bem como de parceiros, para acolher o CAN de Futebol de Praia, prova ganha pelo Senegal, com Moçambique a terminar em quarto lugar.

O principal objectivo na realização de eventos em Vilankulo é, em parte, promover o turismo local além-fronteiras.

 

MOÇAMBIQUE PARTICIPA NOS “NACIONAIS” DE ESWATINI COM 15 ATLETAS

Atletas moçambicanos voltam a disputar provas internacionais em atletismo, depois de terem estado nos Campeonatos Africanos de sub-18 e sub-20, na Zâmbia. Desta vez, vão tomar parte dos campeonatos nacionais de atletismo no vizinho eSwatini, levando um total de 15 atletas, de diferentes especialidades.

De acordo com a nota da Federação Moçambicana de Atletismo, esta participação é em resposta a um convite formulado pela congénere daquele país vizinho, que pretende ver reforçados os laços desportivos com o nosso país, através do atletismo.

“Com este evento, a FMA pretende melhorar as performances dos atletas, com vista à qualificação para Campeonatos Mundiais de Juniores, Jogos Africanos e Jogos Olímpicos”, referenciou a nota da Federação Moçambicana de Atletismo na sua página das redes sociais.

Para as provas internacionais em alusão, o organismo que gere o atletismo pretende chegar com o maior número de atletas para poder lutar pelas medalhas, nas várias especialidades.

A delegação moçambicana parte esta sexta-feira e é composta por cerca de 25 elementos, sendo chefiada pelo presidente da Associação Provincial de Atletismo de Niassa, Luís Jone, integrando ainda treinadores e 15 atletas, dos quais dez para provas de masculinos e os restantes cinco para provas de femininos.

Assim, para as provas masculinas, a Federação Moçambicana de Atletismo leva para eSwatini os seguintes atletas: Anésio Pereira (100m), Domingos Nazareno (5000m e 10000m), Alex Macuácua (1500m), Alcino Hulahe (100m), Edson Francisco Deve (200m), Badrudino Come (200m), Elves Fumo (200m), Nelson Victorino (400m), Barroso Pereira (lançamento de dardo) e Marcos Sábado Tembe (salto em altura).

Para provas de femininos, seguem para o país vizinho as atletas Amélia Pinga (triplo salto), Rita Muchate (400m), Cecília Guambe (100mb e 400mb), Elizabeth Guambe (400m) e Ana Faz Bem (100m), que têm a missão de se preparar para as provas internacionais, mas também melhorar a sua performance e, se possível, conquistar medalhas para o país.

De recordar que, na sua última participação em provas internacionais, Moçambique esteve representado por 14 atletas nos Africanos de sub-18 e sub-20, na Zâmbia, onde conquistou uma medalha de prata.

Os campeonatos nacionais de eSwatini terão vão decorrer este sábado, dia 27 de Maio, no Mavuso Sports Center.

O líder da Renamo, Ossufo Momade, pede a intervenção da Igreja Católica para que convença o Governo a evitar a fraude nos pleitos eleitorais que se avizinham, a começar pelo recenseamento eleitoral.

Ossufo Momade reuniu-se, hoje, com os líderes da Igreja Católica para uma conversa, porque, segundo disse, o seu partido está preocupado com os ilícitos eleitorais que já estão a decorrer neste momento e que podem ser o prenúncio de fraude nas eleições de Outubro, como o recenseamento de pessoas não elegíveis, fora das horas normais, e o roubo dos computadores.

“A igreja tem um papel importante na sociedade; há uma necessidade de ela fazer algum trabalho para convencer a parte governamental que está a provocar esta situação a parar com isso, porque não é culpa do brigadista. O que está a acontecer é a mando de alguém”, afirmou.

O líder da Renamo deu exemplo dos membros da Comissão Política da Frelimo que estão em todas as províncias a trabalhar, mas que nunca reportam problemas, pelo contrário “sempre dizem que está tudo bem, quando, na verdade, não está e estamos todos a ver isso”, por isso Momade reforçou a necessidade de a igreja intervir, pois, caso não aconteça e a situação se prolongue até às eleições, o seu partido pode voltar a pegar nas armas e não é essa a intenção.

Segundo o Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Maputo, Dom Tonito Muanamona, a preocupação da igreja é fazer com que a paz, através da oração, não seja uma utopia ou uma letra morta, por isso de tudo vai fazer para que o processo corra da melhor forma possível.

“Nós, como igreja, apontamos como solução os caminhos para a preservação daquele que é um dom muito importante, que é a preservação da paz”, explicou o bispo e acrescentou que “esse é o grande desafio manter a paz que recebemos de Deus e que está nas nossas mãos que está no coração de cada um de nós”.

Esses caminhos, conforme detalhou Muanamona, são o diálogo e a união de forças para a busca de soluções pacíficas, que vão ao encontro dos anseios do povo.

O líder da Renamo reagiu, também, aos pronunciamentos do Presidente da República, em Nova Iorque, de que termina em Junho próximo o processo de DDR com o encerramento da última base, em Gorongosa, na  província de Sofala.

Segundo Momade, só há condições para avançar se as pensões forem garantidas: “O Presidente da República diz que já tem dinheiro e que depois de a base ser encerrada vai pagar. Por que eu tenho que criar problemas?! Eu tenho que confiar no que está a dizer e não disse isso ao Ossufo Momade, disse ao mundo e aos moçambicanos. Se ele não cumprir, os moçambicanos vão cobrar, mas o que queremos neste momento é desmobilizar”.

Momade reagiu, ainda, à ameaça de greve por parte dos profissionais de saúde, tendo dito que o Governo está a ignorar as preocupações da classe e que quem vai sofrer é o povo, pois ainda não se pronunciou ou tentou acalmar a classe.

“Nyusi é um irresponsável, não respeita o seu próprio povo. Se tivesse noção do que vai acontecer amanhã, devia ter dito alguma coisa em relação à comunicação. Vamos ter consequências negativas. Hoje que os profissionais de saúde estão nos hospitais, já temos problemas e, se não estiverem, o que vai acontecer?” indagou Momade para concluir.

Tina Turner, cantora americana considerada a rainha do rock n’ roll, morreu aos 83 anos. A morte foi confirmada pelo assessor dela esta quarta-feira. A causa da morte não foi divulgada, mas ela morreu “após uma longa doença” na sua casa na Suíça.

A cantora de sucessos como “What’s Love Got to Do with It” e “We Don’t Need Another Hero (Thunderdome)” lançou-se em carreira solo nos anos 1980. Tina e o ex-marido, Ike Turner, que morreu de uma overdose de cocaína em 2007, fizeram sucesso no final dos anos 1960 e início dos anos 1970.

Anna Mae Bullock nasceu em uma família pobre dos Estados Unidos. Aos 15 anos, foi abandonada pelos pais e cantou em boates para se sustentar.

Numa das apresentações, conheceu Ike Turner com a banda The Kings of Rhythm. Anna Mae pediu para ser backing vocal e em pouco tempo se tornou uma das vozes principais. Ike e ela decidiram formar uma dupla e, após se casarem, ela adoptou o nome artístico Tina Turner. Ao lado do marido, Tina dominou o cenário da música soul nos anos 60 e 70.

Na vida pessoal, o casamento foi marcado por brigas e escândalos. Alcoólatra e dependente de drogas, Ike culpava Tina pelo declínio da dupla, a agredia, humilhava e traía. Ela apareceu em público diversas vezes com o olho roxo ou com o lábio inchado. Depois de 18 anos, ela cansou-se das agressões e decidiu abandonar o marido. Na justiça, propôs abrir mão de todo o património em troca de poder manter o sobrenome Turner.

Tina recomeçou do zero. Sem dinheiro, morou com uma amiga e abriu shows para outros grupos famosos, como os Bee Gees. Para voltar ao cenário musical, apostou no rock, influenciada pelos Rolling Stones e por David Bowie. Adoptou também um novo estilo, com roupas ousadas e cabelos loiros espetados.

Em 1984, lançou o álbum ‘Private dancer’. O hit ‘Whats love gotta do with it’ teve ascensão meteórica e ajudou Tina a vender mais de dez milhões de cópias em todo o mundo. O título de rainha do rock surgiu aos 45 anos. Ela exibia as belas pernas, cantava e dançava sem perder o fôlego, levando a multidão ao êxtase.

Em 1986, lançou a biografia ‘Eu, Tina: a história da minha vida’, que conta a trajectória profissional e pessoal com o ex-marido, além de revelar as constantes agressões. O livro virou filme em 1993, estrelado por Angela Basset e Laurence Fishburne. Ike morreu em 2007.

O álbum seguinte foi ‘Break every rule’, com o qual Tina fez a maior turnê de sua carreira. Foram 14 meses viajando. Um show dessa turnê no Brasil entrou para o livro dos recordes: a cantora reuniu nada menos que 184 mil pessoas numa única apresentação no Maracanã. O show foi transmitido ao vivo para todo o mundo.

No início dos anos 90, lançou a música ‘The best’, que chegou a ser tema de alguns atletas. Um deles foi Ayrton Senna, que subiu no palco ao lado de Tina durante uma apresentação.

Os trabalhos de Tina Turner não ficaram restritos à música. Ela estrou-se nos cinemas em 1975 no filme ‘Tommy’. Dez anos depois, fez outro sucesso: ‘Mad Max – Além da cúpula do trovão’. Ela foi responsável também pelo tema da longa-metragem, que dominou as paradas de sucesso. A cantora gravou a trilha de muitas outras produções, incluindo ‘007 contra Golden Eye’.

O sucesso da música fez com que Tina Turner, então com 56 anos, lançasse um novo álbum, ‘Wildest dreams’. No fim da década de 90, lançou o nono álbum da carreira solo e anunciou a aposentadoria dos palcos. ‘Twenty four seven’ teve apenas dois hits, mas o clima de despedida atraiu milhões para os shows.

Em 2008, para marcar os 50 anos dos prémios Grammy, fez uma apresentação histórica. Além de cantar os seus grandes sucessos, fez um dueto com a cantora pop Beyoncé. Aos 73 anos, Tina Turner superou Meryl Streep e foi a mulher mais velha a estampar a capa da revista Vogue. A cantora vivia há duas décadas com o marido, Erwin Bach, na Suíça. No ano passado, renunciou à cidadania americana e ganhou nacionalidade suíça.

Poucos artistas igualaram tantos números: oito Grammys e 100 milhões de cópias vendidas em todo o mundo. A rainha do rock chega aos 75 anos sem previsão de novos lançamentos, mas deixa a certeza de que conquistou o mundo com uma das vozes mais marcantes da música. E, para muitos, ela é simplesmente a melhor.

O MDM e a Renamo mostraram-se, esta quarta-feira, preocupados pelo facto de o director do STAE da Beira continuar a exercer as suas funções, apesar de a CNE ter deliberado, há cerca de uma semana, a sua suspensão imediata na sequência de denúncias de liderar ilícitos eleitorais.

No passado dia 12 de Maio, o MDM, em conferência de imprensa, denunciou alegadas irregularidades protagonizadas pelo director do STAE na Beira e os supervisores das brigadas de recenseamento, através de um grupo de Whatsapp, no qual eram coordenados acções  para a prática de ilícitos eleitorais e submeteu uma queixa-crime à Procuradoria-Geral da República.

Na sequência disso, a CNE deliberou a suspensão preventiva e com efeitos imediatos do director do STAE. Entretanto, o MDM disse, esta quarta-feira, em conferência de imprensa, que não está satisfeito com a medida porque o que foi deliberado não foi executado.

A Renamo, por sua vez, igualmente em conferência de imprensa, mostrou-se espantada pelo facto de o director do STAE continuar a exercer as suas funções.

Em relação ao recenseamento em curso, a porta-voz do MDM afirmou que prevalecem irregularidades.

Para o MDM, só há uma saída para Beira inscrever os 385 mil eleitores previstos.

O STAE em Sofala, sem entrar em detalhes, confirmou que o director da cidade da Beira continua a exercer as suas funções normalmente.

A edilidade de Maputo quer criar uma empresa municipal de salubridade para resolver os problemas na recolha de lixo. Para o efeito, levou a proposta de criação da firma a debate na Assembleia Municipal.

Os problemas na recolha de lixo soam alto em muitos bairros da Cidade de Maputo. Face a este dilema que preocupa os munícipes da capital do país, a edilidade disse haver uma saída capaz de resolver os problemas.

Na sala de sessões da Assembleia Municipal, foi apreciada, hoje, a proposta que, segundo a edilidade, pode aliviar a deficiente recolha de resíduos sólidos.

O porta-voz da Assembleia Municipal de Maputo, Edgar Muchanga, disse que foi feito um estudo completo sobre as condições de trabalho, tendo-se concluído que seria viável a criação de uma empresa através da qual se poderia fazer a recolha dos resíduos sólidos, competindo ao executivo e a Assembleia Municipal aprovar as taxas a pagar.

Segundo o porta-voz da Assembleia Municipal, a medida não tira a legitimidade do Conselho Municipal em cobrar a taxa de lixo nem poderá ditar o encerramento das empresas privadas, actualmente existentes e que recolhem o lixo de forma deficiente.

Ainda na sessão desta quarta-feira, o presidente do Conselho Municipal de Maputo, Eneas Comiche, falou da reabilitação da rua Estácio Dias, localizada no bairro Alto Maé e que intercepta a Avenida da Tanzânia.

As intervenções visam resolver os problemas recorrentes de inundações naquela zona. “O empreiteiro já está contratado, prevendo o início das obras para breve”, revelou Eneas Comiche.

Sobre as vítimas do desabamento da lixeira de Hulene que ficaram sem casas, a edilidade diz que foram entregues mais 20 residências, somando, assim, 73 famílias contempladas. Mas há ainda 173 famílias sem tecto próprio.

 

Dezasseis processos-crime foram remetidos à Procuradoria-Geral da República referentes a igual número de pessoas que usavam documentos falsos para se identificarem como engenheiros.

Os estatutos da Ordem dos Engenheiros definem engenheiro como o titular de licenciatura ou equivalente legal, em curso de engenharia, inscrito na Ordem dos Engenheiros como membro efectivo.

Entretanto, de acordo com o bastonário da Ordem dos Engenheiros, há indivíduos que falsificam certificados de habilitações literárias, cédulas e declarações profissionais da Ordem para vários fins, um dos quais profissionais. Feliciano Dias diz que já foram identificados alguns desses indivíduos.

“Nós já entregamos à Procuradoria-Geral da República 16 processos referentes a falsos engenheiros, e a Procuradoria está a investigar. Há seis semanas, fomos chamados à Procuradoria e disse que está a encontrar as pessoas.”

De 09 a 13 de Julho próximo, Moçambique vai acolher o primeiro fórum dos engenheiros dos Países de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), onde será rubricado um memorando de entendimento entre as entidades congéneres, como forma de reconhecimento mútuo da engenheira nos países-membros.

“O que pretendemos é o reconhecimento mútuo da engenharia nos nossos países, porque, de uma forma geral, temos uma mesma base de estudos, que é a engenharia lusa. Então, queremos que o engenheiro cabo-verdiano possa trabalhar em Moçambique e moçambicano, em São-Tomé e Príncipe e ou em Cabo Verde ou na Guiné-Bissau. Havendo reconhecimento profissional, não termos que passar por várias fases de reconhecimento, o reconhecimento passa a ser tácito porque ele é membro da Ordem dos Engenheiros de Moçambique ou de uma outra ordem.”

Na conferência de imprensa, foram apresentados os documentos autênticos emitidos pela Ordem para engenheiros estagiários e os já enquadrados no mercado, que contém elementos de segurança como é o código QR.

O Bastonário da Ordem dos Engenheiros disse ao jornal O País apoiar a ideia de construção de edifícios nas barreiras da Polana Caniço para evitar erosão, como avançou, na semana passada, o Município de Maputo.

Por: Ungulani Ba Ka Khosa

 

Li, com manifesta estupefacção, o texto inserido na página de recreação do jornal notícias do dia 15 do corrente, no qual o escritor Jorge Oliveira se assume como meu biógrafo. Tal honraria, por mais merecida que fosse, está nos antípodas do que sou e almejo ser.

Em 2020, o Jorge, depois de uma breve conversa, fez-me chegar às mãos umas quinze páginas em folhas A4. Era o início do que intitulou ser seu projecto. Após a leitura, enviei-lhe um e-mail, do qual retiro algumas passagens:

20 de Março de 2020 – às 16.28

‘’… Li o teu bosquejo, compreendi a tua intenção (…), mas pessoalmente não me revejo no teu projecto. Infenso que sou a biografias em idade bem activa, a tua iria criar alguns constrangimentos às pessoas que me rodeiam. Aduzo algumas:

1 … Falar de bebedeiras e meretrizes e noitadas, é bastante inócuo na vida de um criador. A quem interessa hoje dizer, por exemplo, que Pablo Neruda teve, à portas de casa, uma amante a quem construiu uma moradia? E do François Mitterand? Isso é para a literatura cor-de-rosa.

  1. Falas da Charrua, desvalorizando, de certo modo, muitos dos meus confrades (…). A Charrua, revista, para mim, tem um valor que está acima de quem é mais ou menos na falível classificação de leitores e críticos. Tenho-os como amigos de hoje e sempre. Nunca, no universo da minha obra, irei permitir comentários que atentem contra a imagem deles. Aliás, uma geração é feita de pessoas, e, depois, de obras!

Agradeço a tua intenção, mas pessoalmente não estou na disposição de entrar em biografias e quejandos. Sou daqueles que ainda pensam como Roland Barthes: a biografia só está para os que não se preocupam com o presente e o amanhã …’’

Surpreende-me que passados três anos, o Jorge Oliveira venha a público afirmar que está para publicar uma biografia minha. Surpreende-me que Jorge Oliveira tenha conseguido, em tão pouco tempo, ir a Inhaminga, fazer o levantamento da minha linhagem materna, ver o cenário de Nova Sofala, em Búzi, deliciar-se com a imponente floresta da vila de Dombe, no distrito de Sussundenga, e dormir na missão franciscana de Amatongas, distrito de Gondola, espaços da minha infância, esse tempo que paira na memória. Espanta-me que em tempo recorde, Jorge Oliveira tenha embarcado no paquete império da Beira com destino a Lourenço Marques e, depois, por via terrestre, tenha chegado a Vila Trigo de Morais, hoje Chókué, onde o biografado passou a viver com o pai e o irmão, Elias Cossa. De Chókué, o biografado passa para Lourenço Marques, onde vive e estuda, consecutivamente, na escola primária João de Deus e na escola secundária Joaquim de Araújo. E nesse interim, passa as férias grandes em Banhine, onde é rebatizado com o nome de Ungulani Ba Ka Khosa, e em Panda, onde o pai trabalha como  funcionário administrativo, e no qual tentou comer carne de macaco. Quantas amizades se fizeram e desfizeram-se nessa pré-adolescência?

Depois veio Vila Junqueiro, hoje Gurué, onde se encanta com a sétima arte no emblemático cinema Gurué, na altura Manuel Rodrigues, dos passeios pela estonteante paisagem vestida de verde do chá, das amizades e namoradas, e do colégio que frequenta num ambiente claramente racista. A seguir, já adulto, assiste aos festejos da independência em Namapa, distrito de Eráti, em Nampula, e fixa-se em Quelimane. O fim do carnaval em Quelimane, as amizades no liceu, as noites de estórias no lar da Sagrada Família, os passeios de fim-de-semana pela colorida marginal, a beleza das mulheres chuabos, o encanto pelos livros da livraria ovedekula, a militância política, e os amigos que ficaram para a vida. Pasma-me que o Jorge tenha percorrido esse mundo tão diverso sem ao menos ter dialogado com o biografado. Será que a fonte foram as emotivas e esporádicas conversas de uma ou duas horas num bar?

Desassossega-me que em tempo recorde, o Jorge Oliveira me tenha acompanhado na viagem que fiz a Maputo aquando do 8 de Março de 1977, e a minha integração no grupo de jovens para o curso de formação de professores. Soube, por acaso, o que se terá passado no deslumbrante ano de 1977 no antigo seminário Pio X? Teve a detalhada informação de quando desembarquei em Lichinga, na soturna tarde de quinta feira, de 7 de Fevereiro, do ano da graça de 1978? E os dois anos (78/80) que lá passei, como professor de Geografia? Ó Jorge!..

Não me alongo mais, pois dos anos 80 aos dias de hoje muita água passou debaixo da ponte. Do que acima escrevi, o Jorge Oliveira nem deve saber da metade. Não sabe em que casa vivi no Gurué, em que camarata estive na Sagrada Família, em que zona de Lourenço Marques vivi, quem foi o meu encarregado de educação, a casa do meu pai em Nampula, o número do quarto da minha pensão em Lichinga, etc. E decorrente disso tudo, facilmente se depreende que o Jorge não tem estaleca em se adentrar na minha vida, procurando retratá-la. Trabalhos desta natureza exigem equipa, paciência, e estudo.

Mas há o outro lado da moeda: a minha vida pública, o meu mundo de escritor. Esse, iniciado com a publicação do conto Dirce, minha deusa, nossa deusa, na página cultural Diálogo, do Notícias da Beira. Terá o Jorge Oliveira, por acaso, em mãos, a primeira recensão crítica que recebi do conto? Gostaria que o republicasse.

O mundo literário é por todos devassado porque exposto nos meus livros, nas minhas entrevistas, nos estudos sem fim que fazem da minha obra em teses de licenciatura, mestrado e doutoramento. É o mundo aberto a todos que queiram investigar.

Chegados aqui, Jorge, creio ser desnecessário repetir o que já disse: não estou na disposição de entrar em biografias e quejandos. Aconselho-te a fazeres o que bem sabes fazer: escrever contos e romances.

Se teimas em enveredar por esse caminho de inverdades, nada me restará senão ancorar-me no que a modernidade nos proporciona: a justiça.

O abraço de sempre

 

Ungulani Ba Ka Khosa

 

P.S. Há mais de um semana que o Jornal Notícias não publica este texto/resposta.

 

 

 

O moçambicano Arsénio Maringule continua em alta no que a arbitragem diz respeito e continua a elevar bem alto a bandeira moçambicana. Depois das recentes nomeações para as fases finais dos Campeonatos do Mundo e das Nações Africanas, bem como para as provas das entre selecções e clubes, desta vez foi nomeado pelo Comité de Arbitragem da Confederação Africana de Futebol para integrar a equipa de árbitros da final da Taça da CAF.

Assim, o assistente moçambicano vai integrar o quarteto de arbitragem que vai dirigir o embate entre as equipas do USM da Argélia e Young Africans da Tanzânia, no dia 3 de Junho, para a segunda mão do jogo decisivo. Maringule será primeiro assistente na equipa que será chefiada por Beida Dahane, da Mauritânia, e Jerson Emiliano dos Santos, angolano indicado como segundo auxiliar.

Semana passada, Maringule fez parte da equipa de arbitragem que dirigiu o jogo das meias-finais da Liga dos Campeões Africanos entre o Al Ahly do Egipto e o Esperance da Tunísia, ganho pela equipa que ainda é do moçambicano Luís Miquissone, por uma bola sem resposta, garantindo presença na final da prova milionária africana.

Na presente época futebolística, Arsénio Maringule tem apitado mais jogos no estrangeiro do que internamente, por conta das constantes nomeações pela Confederação Africana de Futebol, dado que tem registado boas aparições.

O árbitro assistente moçambicano de 35 anos de idade (completa 36 anos a 30 de Junho próximo), já esteve envolvido em nove jogos internacionais desde o Mundial do Qatar, sendo que este será o 10º jogo oficial internacional.

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